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agosto 06, 2005
Ainda o fogo
É difícil pensar noutra coisa.
Mesmo as cidades que parecem mais “longe” dos acontecimentos, não o podem esquecer. Ontem de manhã, Lisboa tinha o céu escurecido, e dizia-se que era fumo de Mafra. É completamente impossível para quem não mergulhe num completo autismo, abstrair do drama que se vive no nosso país.
Todos nós damos opinião, todos temos ideias. A verdade é que esta história se repete desde há uns anos neste período do ano com pavorosa regularidade.
Ontem ouvi, e li hoje que o ministro da Administração Interna, naturalmente preocupado, vai dizendo que se está a fazer tudo o que é possível, e até pede que os bombeiros voluntários sejam libertados pelos patrões para estarem completamente disponíveis.
Muito bem.
Contudo, há um ponto que me faz espécie. Nas suas declarações até louva o exército, porque disponibilizou 400 homens e um helicóptero .
Como ? ? ?
Temos quartéis cheios de militares e, num caso de uma calamidade desta, continuam as suas rotinas e não são enviados para ajudarem as populações que vivem um drama destes? Foram 400? E UM helicóptero?
É evidente que teriam de ser orientados por especialistas, decerto que desconhecem este combate, o que aprendem são outro tipo de combates. Mas, valha-me Deus, não seria altura de mobilizar essa gente e torná-la útil ?!
Afixado por Emiéle em 6 de agosto de 2005, às 09:36
Afixadelas
O Afixe está tão sossegado hoje que faz impressão!! Parece que a malta foi toda de férias.
Estás cheia de razão, com este post! Já tenho dito isso a malta que pensa como eu: que raio fazem os militares???? Porque é que não os pôem a trabalhar no bem comum?! Só lhes fazia bem e tirava a arrogância que tantas vezes têm.
Afixado por M.C. em 6 de agosto de 2005, às 14:04
Oi, MC! Tenho de te tratar bem que me parece seres a única visita que o blog tem hoje. Também estranho esta solidão...
Quanto à tropa, não é que lhes tenha nenhum ódio especial ( não simpatizo muito com fardas, mas enfim...) mas acho que se há altura onde podem dar uma ajuda é numa aflição destas.
Afixado por Emiéle em 6 de agosto de 2005, às 14:18
