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agosto 27, 2005
Alternativo? Ou complementar?
Quanto mais avançamos pelo novo milénio mais se verifica a tendência para um interessante duelo no campo da saúde: os medicamentos “de farmácia” versus os medicamentos “de ervanária”. Por todo o lado encontramos lojas, boutiques, ou zonas reservadas em grandes superfícies, para os “produtos naturais”. Até na aldeia onde estou, a merceariazinha onde me abasteço, tem agora uma razoável secção cheia de chás, caixinhas, pós, e produtos orientais de nomes estranhos. Muito “politicamente correcto” esse novo escaparate substituiu a zona do tabaco que ficou meio escondida.
Li esta manhã que se tinha atirado mais uma pedra nesta guerra, e uma revista científica provara que o sucesso das drogas-não-científicas se deve à crença dos seus utilizadores
A verdade é que os placebos funcionam. Isso também está provado. Portanto se um placebo tem sucesso porque quem o toma acredita que vai funcionar, é lógico que os outros produtos “alternativos” também o tenham. É um princípio idêntico.
É verdade que são produtos sem controlo científico . Isso é sabido, mas quem os toma não vai ao engano, sabe isso muito bem. Os defensores das medicinas alternativas não as querem avaliar pelos mesmos padrões, têm outras medidas.
E o certo é, eu pelo menos acredito, que é exactamente na força da crença que o doente tem quanto ao medicamento que toma que está o segredo do êxito de grande parte dos tratamentos. Até mesmo os convencionais. A fé na eficácia do que se está a usar é uma alavanca fortíssima. Por outro lado, uma droga eficaz, se for tomada por alguém que desistiu de viver, que não quer lutar pela sua saúde, muitas vezes inexplicavelmente não funciona…
“Há mais coisas no céu e na terra, Horácio…”
Afixado por Emiéle em 27 de agosto de 2005, às 15:52
Afixadelas
Horacia sim o pensante melhor o disseste. A Horacio on também tem a sua força:)
Horaciosos da sua Horaci(ência) há quem repudie a Horacio on e a fé. Por falar nisso, que Horacio on? vou tomar ca fé:)
Afixado por Conde-Lírios em 27 de agosto de 2005, às 18:39
Para uma descrente militante como eu...acredita que, por razões pessoais, me sabe muito bem, hoje, Sábado, concordar que a fé na eficácia do que se está a fazer move montanhas.
Pelo menos...há mais coisas na terra, Horácio :):)
Afixado por isabel em 27 de agosto de 2005, às 19:51
Pois é. A fé na fé. Soa mal, mas entende-se.
E eu, que alinho na mesma descrença do sobrenatural, tenho uma enorme confiança no que podemos chamar simplesmente força de vontade. Há quem a tenha em grandes doses. Há quem consiga “mover as tais montanhas” com a força da sua convicção. E há quem tenha o dom de fazer com que os outros acreditem. E, para mim, é esse o segredo de parte das “alternativas”, que talvez prefira chamar “complementares” como pergunto no título do post.
Afixado por Emiéle em 28 de agosto de 2005, às 00:17
É por causa da importância da Psique no tratamento de uma doença que a vocação do clínico é tão importante. E é por isso que uma avaliação vocacional devia ser mais importante que a média em Matemática para a entrada em Medicina... Assim, arriscamos a contratar apenas mercenários bons matemáticos em vez de BONS médicos.
Afixado por Rui Martins em 28 de agosto de 2005, às 09:41
Excelente, Rui Martins!
Faço minhas as tuas palavras! É o tal factor S ( de sentimento) que devia ser avaliado em profissões que lidam com o que de mais frágil o ser humano apresenta. A técnica é importante sem dúvida, mas a relação humana é importantíssima.
Afixado por Emiéle em 28 de agosto de 2005, às 11:40
Quanto é que esse fulano recebeu para dizer isso? o problema é quando os produtos cientificos são retirados do mercado depois de provocarem milhares de mortes.Faz-me lembrar quando os "entendidos" afirmavam que as sardinhas faziam mal à saúde.
Afixado por fernando nogueira gonçalves em 29 de agosto de 2005, às 09:49
