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agosto 16, 2005
Coisas que aprendemos com a idade...

Às vezes, basta uma resposta para o Sol voltar a brilhar. Com o tempo, com a idade, com a maturidade, aprendemos que a única forma de confiar é não deixar que as dúvidas se instalem. Não há amor nem amizade sem confiança. A cumplicidade não é possível se calarmos perguntas com medo das respostas ou do efeito das perguntas. Na amizade. No amor. Na paixão. Na vida.
Há alguns anos nunca teria feito a pergunta que esta manhã ousei fazer. Com medo da resposta? Ou porque me escudaria sob a desculpa de que ao fazê-la estaria a interferir com a liberdade de alguém? Por qualquer uma destas ou de outras dezenas de hipóteses, a pergunta teria ficado aqui. Guardada. À espera do momento para sair. Ou calada para sempre. A vida muda-nos. Gosto que a vida me tenha mudado. Gosto mais de mim com coragem para fazer perguntas. Sobretudo porque, para mim, isso significa que aprendi a confiar. Nas respostas. Das pessoas de quem gosto e que amo.
Muitas das perguntas que calei, ao longo dos anos, talvez tivessem sido caladas por sentimentos muito nobres (até sou capaz, de assim, à posteriori, acreditar nisso...). A que hoje coloquei foi feita pelo sentimento mais nobre de todos. E estou bem. A sério. Às vezes basta uma pergunta para o Sol voltar a brilhar.
Obrigado a quem me ajudou a aprender a confiar. Ao longo dos anos. E hoje.
Afixado por Isabel em 16 de agosto de 2005, às 10:32
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Afixadelas
O que aqui dizes, Isabel, tem muito a ver com o medo. Tem-se medo das respostas porque a nossa fantasia é sombria. Quando se espera uma "boa" resposta à nossa dúvida, nem se hesita, não é? Até queremos ouvir depressa aquilo que sabemos que nos vai saber bem.
Quando receamos a pergunta, é por no nosso íntimo estar latente a resposta que pode doer.
E é normal. É um reflexo instintivo, fugir com o corpo quando se "adivinha" uma agressão. E também se foge "psicológicamente" às agresões que se imaginam.
A maturidade vem, como tu aqui dizes, quando se decide enfrentar de peito aberto a verdade, seja boa ou má. Mas assim exorcisam-se os "fantasmas".
E fantasmas nunca são bons.
Afixado por Emiéle em 16 de agosto de 2005, às 11:35
Pois não, Émièle...os fantasmas nunca são bons. Aprendi a não conviver com eles. Mesmo que o medo da dor, às vezes, me tente reter...não quero fantasmas aqui a rondar. Tá decidido!
Morte aos fantasmas e a quem os apoiar!!!!
(Faz Sol, amiga!!!!).
Afixado por isabel em 16 de agosto de 2005, às 12:22
