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agosto 25, 2005
Desculpem-me...

Desculpem. Desculpem todos. Os leitores do Afixe. Os comentadores do Afixe. O Primeiro Ministro. Os Ministros. Os Secretários de Estado. O Governo. O País.
Desculpem por ter andado para aqui a insinuar que não se passa nada . Por já ter, até, insinuado que o Governo meteu férias prolongadas. Desculpem. Juro que não torno. Nunca mais.
O Governo vai aprovar hoje em Conselho de Ministros, o aumento para os 65 anos, da idade de reforma para os funcionários públicos, a partir de Janeiro de 2006. Mais, como prova da minha total parcialidade e das minhas calúnias, o Governo vai aprovar hoje em Conselho de Ministros, o aumento dos anos de desconto, de 36 para 40, para os funcionários públicos, a partir de Janeiro de 2006.
Desculpem-me todos. Afinal eles existem. E tomam medidas.Temos todos que lhes estar agradecidos. Nada como um Governo forte para aumentar a idade de reforma . É, apenas disto, que o País precisa. De poupar dinheiro e de retirar direitos. Quem é que se vai preocupar com o facto de haver não sei quantos helicópteros parados, comprados, presumo que pagos, a pagarem mensalmente a deslocação de um técnico estrangeiro para manutenção e que ainda ninguém se lembrou de requesitar para combater os fogos? Quem é que no Governo tem tempo para estas ninharias? Coisas sem importãncia. Bagatelas. O Goveno está cá para Governar. Só toma medidas importantes. Aumentar a idade da reforma é uma medida importante. Declaro-me culpada. Desculpem-me.
Afixado por Isabel em 25 de agosto de 2005, às 10:19
Afixadelas
Os meu parabéns. Na mouche.
Falta acrescentar qu mais de metade dos desempregados não têm qualquer apoio (quando há muito boa gente que insinua e pensa que o Sub. Desemprego é eterno...), e que 100.000 pessoas estão no deemprego há mais de 2 anos. Isso são coisas sem interesse...
Aconselho vivamente a leitura da VIsão de hoje.
Afixado por Explícito em 25 de agosto de 2005, às 11:15
Aconselhava, sobre esta temática, ler a seguinte posta: é tudo normal.
Afixado por Explícito em 25 de agosto de 2005, às 11:40
Já tinha visto, Explícito.
Sabes que sou frequentadora assídua do Troll :):)
Ainda não li a Visão desta semana. Há uns tempos cortámos relações - eu e a Visão - mas vou abrir uma excepção e seguir o teu conselho.
Afixado por isabel em 25 de agosto de 2005, às 12:28
...e o presidente de todos os portugueses? O homem também governa, não é verdade? Está lá, está cá...também para governar...
Tem que o incluir nas suas desculpas...se não o homem chora...!
Afixado por redescobrimentos em 25 de agosto de 2005, às 12:32
Redescobrimentos, quem??
Afixado por isabel em 25 de agosto de 2005, às 12:47
E as alterações à formula de cálculo da aposentação, depois dos beneficiários orientaram a sua conduta, as suas opções de vida, os seus compromissos, com o pressuposto de que se reformaria com base no último salário e subitamente, vêem-se confrontados com uma norma que modifica esse regime e lhes baixa a pensão em 10%, e nalguns casos em mais?
Afixado por charagoesquerdo em 25 de agosto de 2005, às 13:04
Mais um tiro certeiro... é um regalo para a vista ler-te deste modo.
Um abraço sentido.
Afixado por mfc em 25 de agosto de 2005, às 13:51
Pois é, Isabel, eu de férias sou uma nódoa quanto a informações.
Tinha visto estes interessantes temas, e começado a escrever uma coisita, mas alguém me chamou para ir dar uma volta, e aí fui eu sem me ralar mais com o estado da nação. A disciplina que me faz estar atenta às 6 da manhã em época de trabalho, vai-se toda quando estou em férias.
Já agora para que não se perca tudo o link para o artigo sobre o desemprego é este , e o da idade da reforma
está aqui…
De resto, bom trabalho, amiga. Até porque isto escrito no teu estilo tem outra graça e colorido.
Afixado por Emiéle em 25 de agosto de 2005, às 14:03
Cara Emiéle,
após ler a notícia que sugeriu do JN, cai por terra outro mito dos liberais e dos ressabiados deste país: valor médio do subsídio de desempregoera de 462,7 euros. Uma verdadeira fortuna...
Afixado por Explícito em 25 de agosto de 2005, às 14:20
Certo. Também me chamou a atenção essa média, porque tudo isso é descontando os tais que não podem receber pelos motivos citados: não terem feito os descontos, ser um 1º emprego, ou estarem há muito tempo a receber ( esta então é de estarrecer!!!).
Para além disso, a média é essa, e como ainda há quem receba mais do que isso, imagina-se o que a maioria recebe. Para além da angústia de não verem a sua vida a andar... Creio bem que só critica quem nunca passou por esta situação nem tem imaginação para o imaginar.
Afixado por Emiéle em 25 de agosto de 2005, às 14:37
Adoro ler o AFIXE continuem Obrig pelos bons momentos
Afixado por Acarlos em 25 de agosto de 2005, às 14:40
Isabel, deves estar toda babada, com tantos piropo lançados nesta caixa de comentários. Mas mereces. As tuas postas são realmente bem escritas.
Quanto ao tema da posta, o que dizer. Não deixaste espaço a muitos reparos. Está lá tudo escrito. E bem. Como sempre, aliás.
Afixado por Daniel Arruda em 25 de agosto de 2005, às 14:55
Quando vimos estes valores - 462,7 Euros, damo-nos de facto conta de como se (não)vive neste País!
Quanto ao resto: ainda bem que gostam...eu cada vez menos consigo falar a sério quando quero falar do que por aqui se vai passando.Talvez seja grave...ou é apenas a única forma de não ficar completamente apanhada...
Daniel, de vez em quando és um tipo simpático...só muito de vez em quando...mas Que fazer? (Vladimir Ilich Ulianov, 1902!!!)socorro tou-me a passar!!!!
Afixado por isabel em 25 de agosto de 2005, às 15:15
Isabel...!!!!
Uma aposta, que ao ler "que fazer?" a esmagadora maioria de quem por aqui passa não faz a menor ideia a que te referes?!
São outras lides, sabes?
Afixado por Emiéle em 25 de agosto de 2005, às 15:36
Cara Emiéle,
Julgo serem perto de 100.000 pessoas (registadas) que não recebem qualquer apoio. De tanta desgraça, isso parece dar força a célula familiar, que se apoiando minimamente. Depois de uma fase de desagregação, a célula familiar neste tempos de crise torna-se fundamental.
Angústia sem limites são muitos jovens que após terem terminado os seus cursos, pensavam/sonhavam estar ocupados com um trabalho para o qual se prepararam ao longo da sua vida, com uma vida independente. A realidade é devastadora: quando não estão desempregados, têm empregos precários e mal-pagos. De uma forma ou de outra, estão dependentes dos pais: ou ainda vivem com eles, ou são eles a comprar o serem os fiadores da sua "independêcia".
Depois seguem-se os anúncios de emprego, com as resalvas "até 25 anos". Como encaram quando alguem com 27/28/29/30/31 lê esses insultos? Já é velho?
Criticam os invejosos e os canalhas. Há muita genteque considera a condição de desempregado como voluntária, e forma de tirar férias a custa de quem trabalha.
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Cara Isabel,
Diga Lenine, ou quase ninguém perceberá.
Afixado por Explícito em 25 de agosto de 2005, às 15:45
Émièle, eu avisei-te que me estava a passar...e, sim ,são outras lides...se bem que eu confesse que acho que nunca li aquilo tudo...tudo, tudinho,li a Doença Infantil...já nessa altura achava que ele estava a falar de mim :):)
Explícito, eu sei...foi apenas uma brincadeira.
Afixado por isabel em 25 de agosto de 2005, às 16:01
Isabel,
Já devias saber que os fogos são bons para a economia. E que os helicópteros não servem para isso: ficavam cobertos de fuligem. Os helicópteros servem para viagens inaugurais de ministros com jornalistas.
E o país não está de férias!
Até o senhor presidente interrompeu-as para colar umas medalhitas nas t-shirts dos U2.
Afixado por Bernardo em 25 de agosto de 2005, às 17:53
Pensar que as velhas teorias sobre a evolução do trabalho previam precisamente o contrário de tudo o que está hoje a acontecer: a diminuição das horas de trabalho, a antecipação da reforma, o aumento dos tempos livres. As voltas que a economia dá. Que mais estará para acontecer... voltamos pouco a pouco ao regime laboral da época industrial...
Afixado por bluegift em 25 de agosto de 2005, às 18:08
Bernardo, tu não és País? Então eu já te pedi desculpa. Queres mais o quê??? Só me tinha esquecido da medalha...mas, que não seja por isso: Desculpa medalha.
Tá bem assim?
Tens razão Blue, o neo-liberalismo veio mesmo para ficar...
Afixado por isabel em 25 de agosto de 2005, às 19:45
E esqueceste que os poucos soldados que também são bombeiros foram, por causa das burocracias, impedidos de ajudar no combate às chamas... Esqueceste também o aumento dos impostos...Claro que temos governo! mas, mais valia não termos!
Afixado por saltapocinhas em 26 de agosto de 2005, às 02:01
E esqueceste que os poucos soldados que também são bombeiros foram, por causa das burocracias, impedidos de ajudar no combate às chamas... Esqueceste também o aumento dos impostos...Claro que temos governo! mas, mais valia não termos!
Afixado por saltapocinhas em 26 de agosto de 2005, às 02:03
ISABEL, depois de tudo o que fui dito e comentado nesta posta. não há mais nada a dizer... Apenas e só que, no tempo do Ferro Rodrigues este, pelo menos era mais humano (tinha algum sentimento social) pois previa substituir aqueles que já deram muito a este País a reforma mais cedo e colocar nos seus lugares os jovens que procuram o 1.º emprego mas, este pencudo do Sócrates veio fazer exactamente ao contrário! Aliás, eu tenho a sensação que sempre que o PS governa, governa sempre à direita a pensar na eternidade no poder... Aguardem as autárquicas que já vão ter a resposta!
Afixado por soslayo em 26 de agosto de 2005, às 10:24
O prolongamento da idade da reforma está a ser implementado em toda a europa, dizem eles que: 1. devido ao decréscimo da população (então as máquinas não íam substituir trabalhadores?) e à 2. sobrecarga da segurança social (então mas a ss não recebeu descontos durante os anos de trabalho? fora os impostos?).
Só uniformizamos com a europa as medidas que afectam o povão e trazem lucros para o estado, e as que estão em acordo com o neo-liberalismo económico, o resto só mesmo lá para o ano 2050...
Afixado por bluegift em 26 de agosto de 2005, às 11:42
No ponto 1. referia-me ao envelhecimento da população. (os emigrantes não contam, não convém...).
Afixado por bluegift em 26 de agosto de 2005, às 11:49
No ponto 1. referia-me ao envelhecimento da população. (os imigrantes não contam, não convém...).
Afixado por bluegift em 26 de agosto de 2005, às 11:50
Soslayo, não se pode comparar o Ferro com qualquer dos seguidores ou dos que o antecederam. O homem era mesmo de outra galáxia, começou acções que a serem continuadas poderiam alterar, para melhor, a vida de muita gente. Não conseguiu que os seus planos se realizassem, e por vezes nas coisas que ficam a meio só se vê o aspecto negativo. Tenho ouvido as críticas mais injustas e mal-intencionadas em relação a um homem que parecia sinceramente socialista.
Afixado por Emiéle em 26 de agosto de 2005, às 13:57
Como diz a Émiéle, apesar dos erros e das hesitações, o I Governo Guterres, até pela lufada de ar fresco que constituiu depois de Cavaco Silva, foi a excepção à regra dos Governos PS. Muito graças a Ferro Rodrigues. A pertir daí ( e antes disso),com Soares ou com Sócrates o PS apenas alterna o Poder com o PSD. Nas políticas económicas, nas políticas sociais, nas politicas culturais (a propósito, este Governo tem política cultural?) o PS é a continuação do PSD e o PSD será a do PS. Para juntar a estas politicas há, depois, uma falta de jeito constrangedora...Agora dá mesmo para entender o empenho na maioria absoluta...sem ela, em Outubro estavam conversados...
Afixado por isabel em 26 de agosto de 2005, às 18:44
