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agosto 15, 2005
Os meus sítios
Viena - Monumento às vítimas do nazizmo
Falta alguma coisa a Viena. Muito pouco. Que me lembre faltam guardanapos nos cafés (é verdade, nunca me deram um guardanapo de papel enquanto lá estive ou vi um guardanapo de papel perdido em cima de uma mesa, nos locais onde tomava a bica ou lanchava).
De resto, Viena tem tudo. Tem uma Escola de Equitação que fez as delícias do meu filho e onde ele me enumerou o nome de todos os passos que cavalo e cavaleiro, faziam. Tem centenas de pessoas a andar de bicicleta que fazem a delícia de qualquer um que chegue de Lisboa, tem pessoas que dançam ou que tocam em cada esquina, tem um pequeno monumento que se descobre quase por acaso mas que, talvez pela sua singeleza, nos emociona, às vitimas do nazismo, e onde pessoas que passam teimam em deixar flores (no dia em que lá estive havia dois cravos vermelhos). Tem um hotel pequenino, lindo de morrer, com uma empregada velhota que conhecia o Zé Afonso e que sabia tudo do 25 de Abril, onde ficámos as duas últimas noites, tem jardins onde nos perdemos, tem carros que nem nos filmes, como dizia o João Pedro, e que fez, com que, do dia em que ficou sozinho e que foi fazer um tour à cidade, que eu não teria oportunidade de repetir, existam, sobretudo, fotografias de Jaguars, BMWs, Ferraris e outros que nem me passa pela cabeça de que “raça” são, tem café, café verdadeiro, quase igual ao nosso, que, em qualquer local, vem sempre acompanhado de um copinho de água dentro de uma pequena travessa de inox (ah, se não fosse ter que limpar a boca às costas da mão…).Tem Multibancos (raros, que isto de Multibancos em cada esquina é mesmo caracterítica nossa) onde tentei deseperadamente levantar 60 Euros e a maquineta se recusou a dar-me menos de 200.
Viena tem tudo. E, no entanto, tal como os outros locais, Viena só passou a ser minha, porque foi a minha primeira viagem ao estrangeiro com o meu filho. De Quinta ao fim da tarde, quando acabou a reunião onde participava, até Sábado à noite, andámos quilómetros, conhecemos os cantinhos, descobrimos praças escondidas. De Quinta até Sábado à noite, fizemos jus à teoria do meu filho sobre o nosso “grau de parentesco”.
Quando se fala em Viena, ele diz sempre “curtimos bué”. Tem que ser nosso, um sítio onde se curte bué. Sobretudo acompanhada por um amigo lindo, moreno, de olhos verdes e que me explicava cada carro que encontrava na estrada, que ele achava merecedor de ter a história contada. O que em Viena, era, mais ou menos, carro sim, carro sim.
Afixado por Isabel em 15 de agosto de 2005, às 12:25
Afixadelas
Este "teu" sítio não o conheço eu, mas o que me têm dito coincide com isso tudo! Acredito que também curtia bué!!!!
(teho um pouco a mania de que conheço muita coisa, mas bem visto, bem visto, até aqui na Europa há uma infinidade de lugares indispensáveis de visitar onde ainda não fui...
Valham-nos as tuas recordações.
Afixado por Emiéle em 15 de agosto de 2005, às 14:20
