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agosto 29, 2005
Passagens
Existem várias teorias sobre o momento em que uma pessoa afectua a passagem para a idade adulta e provavelmente cada um terá a sua e assinalará esse momento para si próprio de acordo com ela.
Para mim, o que foi marcante foi o momento em que percebi que a idade adulta não existe.
Não existe nenhum momento mágico em que deixamos de ser crianças e passamos a ser adultos, nenhuma epifania pela qual subitamente compreendemos o mundo de forma diferente, em que deixamos de ter dúvidas.
Ou seja, senti que me tornava adulta (de acordo com os meus padrões anteriores), quando percebi que nunca ia deixar de ser uma criança (pelos meus novos padrões). E quando isso deixou de me incomodar – esse é que foi o momento fundamental.
Isto posto assim parece confuso, paradoxal até, mas garanto-vos que faz perfeito sentido.
Afixado por M. Butterfly em 29 de agosto de 2005, às 16:03
Afixadelas
Percebi que esta posta era tua assim que a comecei a ler! Amiga, claro que faz todo o sentido. E é bestial, não é???
Afixado por Rita V. em 29 de agosto de 2005, às 17:01
É, é bestial...
Como estás tu, amiguinha? Tenho saudades tuas...
Afixado por M. em 29 de agosto de 2005, às 22:06
A norma está em desistir de se ser adulto na adolescência. Aí, acabou-se a infância. Aí começa a idade velha; dalgum desmaiado achado. Esse de que é só-deixar-passar-os-anos para se chegar a adulto. Com o tempo eles desfazem a barba: são rijos. E elas depilam a barbuda: são limpas. Nem eles têm coragem, nem elas curiosidade. A fachada basta. Não há um olhar, só dois olhos; à espera que passe a vida.
Afixado por João Ribeiro em 29 de agosto de 2005, às 23:57
Exactamente o que me aconteceu... :)
Afixado por susana em 13 de setembro de 2005, às 20:47
E aparentemente não estamos sozinhas...
: )
Afixado por M. em 14 de setembro de 2005, às 08:49
