« Quem…? Eu? | Entrada | Médio Oriente »
agosto 26, 2005
Reformar
Reformar é preciso. Muito preciso!
A reforma da A.P. é anunciada há anos por todos os governos e toda a gente está de acordo em que é fundamental. Tornar os serviços menos burocratizados, alterar as chefias de moda ao funcionarem por outros moldes, avaliar correctamente o desempenho, motivar os trabalhadores a renderem a 100 %, utilizar correctamente os recursos que existem, etc.
Pronto. Começou a reformar-se.
Por o ponto muito importante e que vai alterar completamente o desempenho dos trabalhadores da A.P.
Alterou-se a idade da reforma.
Óptimo.
Assim até se vai trabalhar com mais gosto, como há mais anos à frente até se poder descansar, agora é arregaçar as mangas e toca a trabalhar!
Depois, com calma, logo se pensa nos outros pontos de forma a tornar os serviços mais funcionais e desburocratizados, e colocar as pessoas certas nos locais certos. Isso fica para depois.
Uma parte importante já está!
Afixado por Emiéle em 26 de agosto de 2005, às 10:13
Afixadelas
Nada como Maquiavel: quando nada fazes, actua sobre aqueles que não têm voz.
Atacaram a parte mais fraca, para dizer que estão a actuar de forma séria, moral e honesta. Contudo, o Sócrates atribuiu uma ajuda de custo ao Ministro das Finanças por esse se encontrar deslocado da sua residência fiscal. Contudo, esse mesmo senhor que esteve à frente da CMVM, está em Lisboa a 10 anos...
E não se tocaram nas pensões milionárias do Banco de Portugal, para a qual bastam 5 anos de trabalho para obtê-la de forma vitalícia. Dizem que são direitos adquiridos...
Não revogaram um diploma feito à medida de um amigo do ex-ministro Mexia, que negociou a entrada na CGD com uma antiguidade de 17 anos, apesar de lá nunca ter trabalhado. Provavelmente, direitos adquiridos...
Afixado por Explícito em 26 de agosto de 2005, às 10:42
É isso ( e outras coisas...) que é chocante.
Haver filhos e enteados, na mesma "casa", de um modo tão descarado e grosseiro. E custa-me ver lançar trabalhadores contra trabalhadores, os do privado contra o público. É a tal acção "maquiavélica". Não se mexe no essencial,
que dá muito trabalho, mas altera-se com toda a leveza o contracto que estava na base de uma carreira e em função do qual se fizeram planos de vida.
E o resto? Para quando?
Afixado por Emiéle em 26 de agosto de 2005, às 13:39
E o resto? Para quando?
Para nunca, pois é aí que eles se alimentam e sustentam as suas amizades.
Basta recordar as palavras de Constâncio na AR sobre as pensões milionárias vitalícias atribuídas ao fim de 5 anos: "são uma gota ínfima nas despesas do Estado". Não se preocupou minimamente com a moralidade da medida. No fim ainda acrescentou que a austeridade salarial deveria continuar, pois o país não estava em condições para aumentos de salários. Um verdaeiro artista!
Afixado por Explícito em 26 de agosto de 2005, às 14:04
Meus caros peço desculpa pela intromissão vou colar aqui a minha opinião que "afixei" noutro blog gostava de ler respostas ao mesmo
Sobre este assunto também discordamos primeiro porque em relação a si tal não se aplica hoje- já se aplicava. Que eu saiba não é o meu amigo funcionário publico. Bom mas com toda a certeza estou eu a ver mal o filme.
Eu que aqui deixo a minha opinião não posso deixar de perguntar se a minha reforma é aos 65 porque é que a do outro é aos 60 que privilégio tem o Sr. ali do lado só porque a entidade patronal é aquele senhor que se chama estado?
Ok eram regalias bom e porquê qual a justificação?
Agora concordo que há profissões que devido ao seu tipo de desgaste têm de ser pensadas os limites das reformas mas o critério têm de ser o do tipo e exigência da profissão não o do patrão certo? ou estou completamente enganado.
Um abraço do Manuel.
Afixado por Manuel em 26 de agosto de 2005, às 19:53
Manuel, foi esta com algumas alterações (por motivos óbvios a resposta que dei ao repto no Troll Urbano...não tinha visto aqui o seu comentário, senão ter-me-ia evitado uma deslocação a casa dum vizinho...
"Manuel,...o que está em causa não é a justiça ou falta dela da equiparação é a evidente opção por nivelar por baixo.É fácil pôr trabalhadores privados contra públicos, desempregados contra quem tem emprego, empregados contra desempregados, trabalhadores no activo contra reformados...é fácil depois de tudo isto encontrar justificações para medidas deste tipo...o que não é fácil é investir na justiça social, na justiça fiscal, cortar previlégios a quem efectivamente os detém (serão os funcionários públicos? o trabalhador da repartição de finanças que não vê os seus salários reais aumentar há anos ou o professor eternamente contratado a prazo?), o que não é fácil é ousar uma política social que fuja às regras selvagens do neoliberalismo. O seu(presumo) camarada Ferro Rodrigues tentou fazê-lo. O Primeiro Governo do seu (presumo)camarada António Guterres até deu uns passos...não era mais fácil, então. Existia, apesar de tudo, uma consciência de esquerda - com erros e omissões,com hesitações e passos atrás - mas de esquerda. Que hoje o Governo do seu (presumo)Partido enfiou definitivamente na gaveta. Optando, em contrapartida, pela forma fácil de fazer os com menos posses pagarem a crise e ainda se dando ao luxo de tornar uns bodes expiatórios dos outros. Assim governar é fácil."
Já agora, só uma adenda: e onde estão as medidas que o Manuel acha justas e de que fala no seu último parágrafo? Estão para quando? O seu (presumo) Governo já as começou a discutir afim de as implementar a partir de Janeiro de 2006? Aquando do aumento da idade da reforma?
Afixado por isabel em 26 de agosto de 2005, às 20:46
Cara Isabel
Em primeiro lugar cumpre-me questionar se a Isabel não é cidadã Portuguesa? Pois só nesse caso este não é também o seu governo. Pode não ser o governo que desejava ou que escolheu mas não há nada a fazer a partir do momento em que tomou posse ele é também o seu Governo.
Quantos às medidas que eu entendia ser mais justas não sei se estão ou não a ser tomadas o que sei é que tento dar a conhecê-las a quem de direito. Mas também lhe digo que muitas vezes a culpa de opções erradas também se devem aos sindicatos que se perdem em reivindicações mudas pouco objectivas e que atiram muito para fora do alvo. É preciso também fazer ver às entidades sindicais que as negociações de feira típicas de povos nómadas não são as desejadas em assuntos sérios.
Afixado por Manuel em 29 de agosto de 2005, às 12:19
