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setembro 27, 2005

Arábia Saudita - Esse país repleto de oportunidades

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Tony Blair and John Reid, the defence secretary, have been holding secret talks with Saudi Arabia in pursuit of a huge arms deal worth up to £40bn, according to diplomatic sources.


Os Sauditas só pedem três pequenos favorzinhos.


Defence, diplomatic and legal sources say negotiations are stalling because the Saudis are demanding three favours. These are that Britain should expel two anti-Saudi dissidents, Saad al-Faqih and Mohammed al-Masari; that British Airways should resume flights to Riyadh, currently cancelled through terrorism fears; and that a corruption investigation implicating the Saudi ruling family and BAE should be dropped. Crown prince Sultan's son-in-law, Prince Turki bin Nasr, is at the centre of a "slush fund" investigation by the Serious Fraud Office.

A violência e o puritanismo religioso das correntes radicais sauditas só saem fortalecidos com o favorecimento do nepotismo da tirana casa de Saud.

Mas se se assume que tem de ser assim, ou seja, que temos de conceder esses favores e os decorrentes riscos para se fazerem bons negócios - e eu não tenho nenhum preconceito contra os bons negócios proporcionados pela confortável sociedade capitalista -, que temos de nos conformar com uma Arábia Saudita sem remédio democrático possível, em que a alternativa é entre os tiranos beduínos que estão no poder - e que matam qualquer possibilidade de existência de uma sociedade civil pluralista e, logo, de construção de alternativas moderadas, uma economia de mercado aberta e um sistema de partidos e de poder judicial independente - e os wahabitas do Sr. Bin Laden que os querem derrubar - igualmente sinistros -, então, perdoem-me a provocação, mas tiremos daí as devidas consequências: não deverão os familiares das próximas vítimas de acções terroristas beneficiar de uma percentagem aceitável nas mais-valias destes negócios, em jeito de indemnização proporcional? Invertendo o adágio latino: Ubi incomoda ibi comoda, quem tem os incómodos...

Afixado por Gibel em 27 de setembro de 2005, às 12:29

Afixadelas

Tenho a impressão que já percebi: é assim a modos que indemnizar as vítimas colaterais?
Pagar os funerais das próximas vítimas civis? Acho bem. O adágio latino é bastante claro.
Mas olhe lá: E o preço dessas vítimas qual é? Quem o estabelece?
Fazer acordos com ditadores tem saído relativamente caro. Digo eu!
Mas se é preciso mesmo vender armas, o que é que havemos de fazer?
Mesmo que a seguir se voltem contra os fabricantes e suas famílias. Lá está outra vez o ditado sobre as vantagens e os incómodos...
Ler http://homem-ao-mar.blogspot.com
Obrigado

Afixado por MFerrer em 27 de setembro de 2005, às 17:48

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