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setembro 30, 2005

Peter Griffin Vs Michael Moore

Afixado por afixe às 23:15 | Afixadelas (0)

Post sobre o nada

Se há uma coisa que eu não enjeito é uma boa peleja, mas se há coisa que não suporto são gajos que se levam demasiado a sério. Uma coisa, está visto, leva à outra. Not this time - este é mesmo um post sobre nada. Tudo para me referir, mais uma vez, à casa adoptiva dos órfãos e enjeitados do Barnabé. Nesse blogue de referência (humpf) que é o Blasfémias e que só visito, por empurrão, cada vez que algum blogue credível o referencia (desta vez foi via Paulo Querido), deparei-me hoje com um post de um tal de Rodrigo Adão da Fonseca (RAF), que deixa a léguas o narcísico Narciso.

Diz o RAF:

"O Blasfémias é um blog de referência, cuja credibilidade só mesmo o tal Paulo Querido discute."

O carácter autofágico desta afirmação, que roça e até chega a despentear o hilariante, dispensa quaisquer comentários. Mas o melhor vem a seguir.

Continua o RAF, ufano:

"Este é um blog de inspiração liberal, com um posicionamento único para o debate (basta ver o número de comentários nas nossas caixas e os links que proliferam por essa blogosfera fora). "

As maravilhas que eu podia fazer com esta do posicionamento único, tipo, cuidado com os posicionamentos únicos que são muitas vezes razão de traições com o padeiro, ou melhor (em tom mais sério): isso do posicionamento único terá algo a ver com as palas que se colocam nos cavalos para que estes não saiam do caminho que os respectivos donos querem que eles tracem? (pergunta inocente)

E segue, jactante, em causa própria:

"Não há expressão mais clara de respeito pela Liberdade que a nossa atitude diária de promoção e discussão - por vezes acessa, certamente - mas que atrai cada vez mais visitas."

À parte o acessa e a débil construção frásica, concordo plenamente, vide, aliás, situação semelhante com o Pitas Nuas, em que o respeito-pela-Liberdade-que-a-atitude-diária-de-promoção-e-discussão-patati-patatá-que-atrai-cada-vez-mais-visitas, atinge um clímax insofismável com o magnifico post Todo dentro da Judita. Ou o referencial Gatas QB, com posts onde a Liberdade-a-atrair-visitas atinge o auge com as prazenteiras sweetnicegirl, frenchcyberbabe e mesmo, a outro nível, com o post "Que bela banhoca" [Blogómetro]

"Os nossos leitores - concordando ou não com as nossas ideias - são de uma enorme fidelidade."

Já o Xico camionista é a mesma coisa. Só quer aquela, aquela mesmo e nenhuma outra. Tem a ver com cheiros, "Não há sovaco cmó-da Cremilde", diz ele para quem o queira ouvir.

"Muitos são os nossos leitores que particularmente me manifestaram que apreciam os nossos textos."

Deixando a Cremilde e o Xico (que também se apreciam muito e várias vezes por semana) e voltando ao RAF e seus leitores, a pontos da expressão "particularmente me manifestaram": - Ó sotôr, ainda bem que o vejo, é só para lhe dizer que aprecio os vossos textos, mas fica só entre nós, 'tá bem? Assim a modos que particularmente. Que falta de chá a do RAF - pôr-se revelar desabafos particulares dos leitores.

"Em redor do Blasfémias gravitam vários blogues, de pendor liberal, que nos reconhecem validade e rigor."

Ui, credo. Um post em cheio, este homem nunca mais acaba. Começo a convencer-me que o tipo está a brincar. Quais serão os blogues gravitantes? E serão satélites naturais ou artificiais? Influenciarão as marés? E o mênstruo, será mais doloroso? A verdade é que, até agora, e já vou avançado nesta perda de tempo que é a análise do post (às vezes dá-me práqui), o RAF, numa quase patológica aversão a factos, não disse a ponta dum corno que servisse para defender o que quer que fosse.

RAF atinge os céus:

"Numa coisa concordo com o tal de Paulo Querido: «Não é credível quem quer: é credível quem o consegue». Todos os blasfemos têm elevada credibilidade profissional nos meios onde actuam, e uma forte preparação naquilo que é o core business do blog (a difusão do pensamento liberal)."

O core business do blog. Kuncar alho, eles até têm um core business só deles. E elevada credibilidade. E forte preparação. E tudo para difundir o pensamento liberal. Tremei, felgueirenses, que isto é conversa de quem se prepara para uma candidatura de última hora à vossa azulada Câmara. Tudo para vos salvar. Deus queira que não marrem num moinho de vento.

"Não blasfema quem quer, não basta praguejar. Só o faz quem sabe."

Aqui, deixei-me de modas e fui ver o significado de blasfémia, não estivesse enganado. Não estava! É mesmo como pensava: "palavra ultrajante, insulto contra a divindade ou religião; insulto a pessoa ou a coisa respeitável; praga; impropério." Já praguejar: "rogar pragas; amaldiçoar, maldizer" Parece, no que interessa, convenhamos, razoavelmente a mesma coisa. Aceita-se pois a confissão e ter-se-á em conta como atenuante.

"Os nossos leitores, que são pessoas credíveis, diariamente, votam em nós, quando nos lêem, quando concordam, quando discordam, em qualquer caso consideram-nos dignos do seu tempo. E são muitas as horas acumuladas que o Blasfémias leva a pôr os portugueses a pensar numa óptica liberal."

Lá está. Eu não dizia? Olhó belo do apelo ao voto! Malta de Felgueiras, eles idem aí!

Para terminar, questiona-se o auto-glorificado RAF:

"Será que alguém liga ao que escreve esse tal Paulo Querido?"

É nesta fase que me apetece praguejar ou blasfemar. Mas não o farei - coisa de promessas a uns amigos. Porém, confesso, com esta, o RAF quase me tira do sério, tal o carácter falaz da afirmação. Vindo do RAF para o Paulo, é como se o Peseiro ou o Cajuda resolvessem vir à praça pública perguntar se alguém liga à forma como o Mourinho treina. E acho que está tudo dito.

RAF: dá uma vista de olhos no CV do Paulo, compara-o com o teu, e talvez fiques com uma pequena ideia de quantas pessoas ligam ao que escreve o Paulo. E vê lá se, doravante, te metes com pessoas do teu tamanho, para as trepas não serem tão dolorosas.

Afixado por afixe às 17:50 | Afixadelas (16)

O país, o país...quer ir ao Haiti

papahead.jpg

Lembrei-me deste personagem, por causa daquele post selvaticamente cafajeste (kórrôr Gibel !! Shame on U). Achei irónico que a novel governadora daquela coisa que fica entre os States e o Alaska, tenha nascido em Port-au-Prince, tal como o Papa. Não, não é esse, estou a falar do Doc! Depois e por coincidência, na Visão de hoje, podemos apreciar o ar tranquilo, de um qualquer agente militar haitiano, entalando amigavelmente com a sola do botim, o queixo de um malfeitor local contra o vidro da ramona.
Por último, confesso que pensar no Papa Doc me ajuda a recordar, que a nossa classe política ainda não atingiu o fundo do fundo, embora esgravate afincadamente por lá chegar.

Por forma a acelerar tal processo evitando perdas de tempo adicionais, e atendendo a que o princípio parece agradar ao eleitorado nacional, aqui vão algumas sugestões inspiradas na criatividade do tal Papa Doc, aka François Duvalier:

Na parte de roubar descarada e indisfarçadamente tudo e todos, não há muito a ensinar aos nossos edis, passados e/ou futuros. Não obstante, deve ser realçado o patamar de locupletamento indevido atingido pelo cleptocrata Duvalier. Porquê contentarem-se com míseros desvios de fundos europeus de desenvolvimento regional para aquisição de praticantes de futebol de origem misteriosa, ou insignificantes concessões de pequenos privilégios aos diligentes industriais que gentilmente sustentam o vosso processo de candidatura ? Ok, concedo que tornar o vosso município, o mais pobre da metade ocidental do planeta, como Duvalier fez ao seu país é capaz de ser pedir demasiado, mas há que subir a fasquia. Quanto à técnica, os tugó-autarcas já dominam o método: utilização de conta bancária helvética de um familiar próximo.

O ponto onde ainda é longa a distância a percorrer por vós, ó dirigentes locais portugas é o das forças para-militares apoiantes. Dá vontade de rir a insipiência das inofensivas milícias, que por cá vamos tendo à escala local, encarregues de animadas recepções a inimigos políticos, comparada com os Tonton Macoute, (nome de espírito "maligno" da religião (?) voodoo), rapaziada reunida por Duvalier para tratar da saúde a todos aqueles que irritassem ou pudessem vir a aborrecer o Sr. Ditador.

tonton-2.jpg

O impacto do aparecimento em público é outra das características em que os presidentes municipais e aspirantes a, cá do burgo, necessitam de reciclagem urgente. Papa Doc conquistava pelo medo, a analfabeta população local, trajando à Baron Samedi (Deus dos mortos do voodoo). A Fatinha procurou seguir a tendência, com o mítico Felgueiras hair-style com armação, e que terá sido determinante em anteriores conquistas do poder, mas inflectiu recentemente a estratégia, o que aparentemente, não lhe retirou apoio popular.

Apesar das lacunas apontadas ao panorama nacional, a perspectiva é optimista quanto ao sucesso da caminhada rumo à Duvalieriziação. Para efeitos de conquista de poder, talvez o post seja tardio, atenta a proximidade do dia de ir à urna, mas se no próximo fim-de-semana se confirmarem as desgraças anunciadas, não estranhem se sentirem ranger a placa continental, é só o agravar do movimento tectónico em direcção ao Haiti de Papa Doc.

Afixado por Jon às 01:27 | Afixadelas (2)

setembro 29, 2005

Um preto de cabeleira loira e um branco de carapinha...

E para inaugurar a nova categoria do Afixe "Um vídeo por dia nem sabe o bem que lhe fazia", apresento Restaurador Olex - um dos maiores monumentos da publicidade audiovisual nacional (directamente do tempo em que todas as coisas tinham valor - até um mero restaurador capilar).

Afixado por afixe às 21:53 | Afixadelas (6)

Um vídeo por dia nem sabe o bem que lhe fazia

Um vídeo por dia nem sabe o bem que lhe fazia

De hoje em diante, o Afixe passa a ter uma nova categoria de posts, a inaugurar já de seguida: "Um vídeo por dia nem sabe o bem que lhe fazia". Para quem perder o dia-a-dia, é só ir à coluna da direita e clicar na imagem igual à acima representada.

Afixado por afixe às 21:52 | Afixadelas (0)

Lulas e fanecas

squid2.jpg

Esta fotografia, que apanha de relance a já famosa "lula gigante", deixa afinal grandes dúvidas. Os serviços secretos japoneses afirmam, off the record, ter sido tirada em Portugal. A lula em questão crê-se estar a desempenhar um papel de relevo na campanha das autárquicas, não sabendo os referidos serviços o seu nome verdadeiro. Por vezes intitula-se FF, outras vezes BG.

Quem puder adiantar mais pormenores deverá dirigir-se à Embaixada do Japão, ou então fazer harakiri. Em caldeirada ou à sevilhana também não é má e convidam-se os leitores do Afixe para uma almoçarada na Ponte Vasco da Gama, estilo "feijoada" mas só que de lula, com as rodelas a ocuparem quatro faixas de rodagem. Desta vez, atendendo à mudança de patrocinador, nem será preciso lavar os pratos, porque "é bom sujar-se".

PS. agora a sério: li o artigo da Visão e fiquei com um nó no estômago. Não apenas pelo desfile de notáveis com a nossa (deles) senhora Fátima, mas pela falta de visão do jornalista da dita, que nem deve saber que existiu um senhor chamado Barros Moura. Lembrei-me muito dele e da sua verticalidade. Exemplos destes é que deviam ser propagados e ter tempo de antena. Nem uma palavra, nas rádios, televisões e, claro, no PS. O Francisco Assis ainda é conhecido como "o gajo que levou nas trombas em Felgueiras". De Barros Moura poucos se lembram que foi o homem que foi vítima de processos estalinistas dentro do PS. Que dirá agora Ferro Rodrigues? E o próprio PS?

Volto a apelar aos leitores do Afixe que relembrem pessoas deste tipo, para ver se consguimos contrapôr algum espírito positivo à galeria de horrores a que todos os dias assistimos.

Afixado por Mário Cordeiro às 17:55 | Afixadelas (1)

Elefante Branco supera auto-europa nos custos de competitividade

Volkswagen pagó prostitutas a su ex director de personal Peter Hartz

El anterior responsable de personal del fabricante automovilístico Volkswagen, Klaus-Joachim Gebauer, ha reconocido que la compañía pagó "a menudo" los servicios de prostitutas a su antiguo director de personal, Peter Hartz, íntimo ex colaborador del canciller, Gerhard Schröder, y creador de las reformas laborales que aplica el Gobierno.

La revista alemana ofrece con todo detalle los hoteles y locales de alterne a los que acudían los directivos en destinos como Lisboa, Praga y la India con todos los gastos pagados a cuenta de Volkswagen.

'Stern' asegura que una de las prostitutas que Hartz frecuentaba tenía 24 años, era de origen brasileño y que estuvo con este ejecutivo el pasado mes de mayo tras encontrarse en el club "Elefante Branco" gracias a la mediación de Gebauer.

Afixado por Gibel às 17:08 | Afixadelas (0)

É bom viver no 22º classificado no ranking anual da competitividade do Fórum Económico Mundial!

Calem-se, seus mortos de fome. Vão trabalhar! Deviam era ter orgulho em viver num país que vos proporciona tal grau de competitividade. 22º LUGAR (embrulhem)! No ranking anual da competitividade do Fórum Económico Mundial (com lacinho, seus calões)! À frente da Irlanda, Espanha, França e Bélgica (ah pois é!).

A subida de Portugal fica a dever-se aos bons resultados obtidos nos sub-índices ligados aos institutos públicos (15.ª posição) e à tecnologia (20.ª), que compensaram as perdas verificadas no que diz respeito ao ambiente macro-económico (37.º).

Lá está! Institutos públicos. Maravilha! Eu sempre disse: "olhem-me para este primor de Institutos públicos. Como é que ninguém os reconhece? Muito melhores que na Irlanda, Espanha, França e Bélgica."

Enfim, hoje, o povo está feliz!  Sente-se na rua (ponham a vírgula se quiserem)! Os conflitos acabam aqui e até os tribunais fecham as portas (a greve dos funcionários judiciais é uma acção concertada dos sindicatos com o próprio Governo, para que Sócrates, na 4ª feira possa, com prazer, anunciar, o encerramento oficial dos Tribunais por inutilidade superveniente de todas as lides - até as penais, sim...).

Eu? Eu fico no desemprego, mas estou contente na mesma, porque é bom viver no 22º classificado no ranking anual da competitividade do Fórum Económico Mundial!

Afixado por afixe às 16:18 | Afixadelas (0)

Boas tradições que se perderam

 

A Vehmgericht. Para cuidar com eficiência de Avelinos, Fátimas, Isaltinos e espécies análogos.

[Perdoem-me se estou um pedacito azedo, mas tal como o Pedro Cordeiro, também estive a ler a "Visão"]

Afixado por Gibel às 15:45 | Afixadelas (2)

Barros Moura

Quem fala de Felgueiras devia lembrar-se de José Aurélio Barros Moura. Nascido no Porto em 1944, foi militante do PCP até 1991, alistando-se depois no PS. Barros Moura foi eurodeputado, deputado à AR e presidente da Assembleia Municipal de Felgueiras. Deste último cargo demitiu-se antes das autárquicas de 2001, devido a suspeitas de corrupção e gestão pouco transparente por parte da então presidente da Câmara, Fátima Felgueiras, de cuja recandidatura (Fátima fora eleita em 1997) discordava. O PS - leia-se Guterres, Jorge Coelho e todos os que, com o seu silêncio, disto foram cúmplices - preferiu manter uma autarquia a mais na contabilidade eleitoral, em detrimento da transparência. Por ter criticado o partido de viva voz, Barros Moura foi excluído das listas de candidatos a deputado nas eleições de Março de 2002 (convocadas na sequência da demissão de Guterres). Foi, portanto, a então nova direcção do PS - a de Ferro Rodrigues - que decidiu esta punição ignóbil.

Barros Moura morreu de cancro a 25 de Março de 2003, sem nunca ter visto reparada esta injustiça. O tempo veio a dar-lhe razão e é pena que, face ao regresso de Fátima Felgueiras e à sua eventual vitória, poucos sejam os que se lembram deste homem. Curvo-me perante a sua memória.

PS: É, por exemplo, inconcebível que a Visão de hoje faça de Felgueiras tema de capa e não mencione Barros Moura uma única vez.

Afixado por Pedro Cordeiro às 14:36 | Afixadelas (3)

Sabe bem voltar a ler José António Barreiros

A Luta continua!

Afixado por Gibel às 12:25 | Afixadelas (0)

setembro 28, 2005

Doravante

E para não termos mais queixas de leitoras, passará a ser assim:

Afixado por afixe às 19:58 | Afixadelas (3)

Não é só o FECÊPÊ que está de parabéns hoje


Afixado por Gibel às 13:05 | Afixadelas (1)

WYSIWYG

WYSIWYG

Afixado por afixe às 12:00 | Afixadelas (4)

Há países com sorte

JeanSmile.jpg

Este borrachinho * é a nova chefe de estado do Canadá, em rigor, ela é a 27ª Governadora-Geral by appointment of Queen Elizabeth II. Nós por cá ... sem comentários

* O comentário acima foi objecto de reparo pela "Liga das Combatentes Contra Todo o Tipo de Comentário Directa ou Aparentemente Machista, Sexista ou Afim E Que Levam a Vida Demasiado a Sério", pelo que, respeitosamente, onde se lia ... aquilo ... deve passar a ler-se: Michaëlle Jean é a nova chefe de estado do Canadá. Natural de Port au Prince, Haiti, emigrou com a família para o Canadá em 1968, fugindo ao regime ditatorial de Duvalier. Licenciada em letras (Italiano e Literatura Hispânica) pela Universidade de Montréal, destacou-se no envolvimento empenhado em organizações de apoio social à imigração no Québec. Desenvolveu uma destacada carreira no jornalismo, abrilhantada com diversos galardões de prestígio. É casada com o cineasta Jean-Daniel Lafond, que por acaso também é um tipo vistoso.. A quem se sentiu ofendido ou incomodado, pedimos as devidas desculpas. Fomos certamente negativamente influenciados pelos jornalistas canadianos que lemos e que teimam em qualificar a senhora de "femme énergique et belle", desta forma contribuindo para eternizar um estereótipo estético de não inclusão da mulher com parâmetros de beleza alternativos, estereótipo esse que tende a desconsiderar a alma, a personalidade e o currículum vitae.

Afixado por Gibel às 10:25 | Afixadelas (5)

Sentença

lynndieengland.jpg

A US woman soldier was last night sentenced to three years in jail and given a dishonorable discharge for her role in detainee abuse at Iraq's Abu Ghraib prison.

Private England apologised for her actions and said she remained an American patriot.

"After the photos were released, I've heard that attacks were made on US armed forces because of them," she said.

"I apologise to coalition forces and all the families," Private England told the jury of five officers, also apologising to "detainees, the families, America and all the soldiers."

She said she posed for the photos at the behest of Private Charles Graner Jr, the boyfriend who she said took advantage of her love and trust while they were deployed in Iraq.

"I was used by Private Graner," she said. "I didn't realise it at the time."

Private Graner is serving a 10-year sentence for abuses at the prison.

Afixado por Gibel às 09:46 | Afixadelas (2)

gapingvoid.bmp

Afixado por Gibel às 09:41 | Afixadelas (0)

setembro 27, 2005

Un sourire pour votre anniversaire professeur !

albert.jpg

Em 1934, no dia 2 de Agosto, Hitler torna-se Fuhrer da Alemanha. O que já se previa tornava-se realidade, e o Terceiro Reich, que o ditador prometia “para mil anos” (terminaria, felizmente, onze pesados anos depois), tinha as mãos livres para os seus “desígnios” maléficos: aniquilação dos “estranhos e diferentes”, dos adversários políticos, e exterminação dos judeus. Expansionismo total, em todas as frentes, terror, medo e barbárie como raramente visto. Uma Guerra de seis anos que causou mais de 55 milhões de mortos (num plano de genocídio a que, sadicamente, chamou “a solução final”), incontáveis feridos e a paralisação da Europa. Tudo isto num país dito “civilizado”, com elevado grau de industrialização e uma cultura imensa. “Está na massa do sangue dos alemães!” – dizem alguns. Será?

Em 1939, cinco anos depois, Albert Einstein escreve ao Presidente Roosevelt, no mesmo dia 2 de Agosto, uma carta em que refere a necessidade de, urgentemente, se desenvolver a investigação de armas atómicas. Judeu, alemão, Einstein tinha fugido da Alemanha no ano em que Hitler subiu ao poder, e desconfiava que os alemães teriam a bomba. A carta de Einstein, físico reputado e autor de várias teorias, entre as quais a da “relatividade”, levou o presidente americano a desenvolver o programa “Manhattan”, para fabrico de armas atómicas. Einstein não participou directamente no Programa, e condenou veementemente a destruição de Hiroshima e Nagasaki, sendo, depois do fim da Guerra, um acérrimo defensor do controlo mundial de armas nucleares.

Ainda no dia 2 de Agosto de 1990, outro ditador, produzindo também armas de destruição maciça, invadiu um pequeno país adjacente, rico em petróleo, o Kuwait. Saddam Hussein passava a controlar, assim, um quinto das reservas de petróleo. Esta fase da sua “carreira” terminaria seis meses depois, com o êxito da operação “Tempestade no Deserto”, lançada por uma coligação de forças mandatada pela ONU, criada na sequência da II Grande Guerra.

Estes são apenas três factos, que têm em comum terem acontecido no mesmo dia do calendário. Mas os outros “364” dias mostram que essa “massa do sangue” não é alemã, iraquiana ou americana - é, afinal, a da condição humana. Dos que conseguem chegar a ditadores e dos que, sem o serem explicitamente, aproveitam algumas oportunidades para extravasar o que de pior têm dentro de si, designadamente a prepotência, a vontade espezinhar o próximo e o desrespeito e a falta de empatia que sentem pelos seus semelhantes. Estes sentimentos e estas pessoas não têm pátria nem nacionalidade. E podem estar escondidos em qualquer um de nós...

E todas estas divagações a propósito de Albert Einstein, que quase chumbou a Matemática (como 99% dos adolescentes portugueses!) e que alguns diziam ser "from outer space". Morreu quando eu nasci. Ano Vintage! O sorriso do "professeur" diz tudo!
E=MC2. Só um ser intelectualmente "freak" era capaz de dizer uma destas! Bem Haja!

Afixado por Mário Cordeiro às 23:51 | Afixadelas (3)

Post falado

Deixem-se apaixonar pela voz que a razão me apresentou.

The Ugly One With the Jewels
The Ugly One with the Jewels
The Hollywood Strangler
On the Way to Jerusalem
John Lilly
The Geographic North Pole

Afixado por afixe às 15:14 | Afixadelas (9)

Faz hoje 100 anos

E=mc2

Afixado por afixe às 15:00 | Afixadelas (9)

O que talvez explique a vanguarda de Espanha no takeover energético

Em castellano, concorrência diz-se competencia.

Afixado por Gibel às 13:21 | Afixadelas (0)

Arábia Saudita - Esse país repleto de oportunidades

saudi.jpg

Tony Blair and John Reid, the defence secretary, have been holding secret talks with Saudi Arabia in pursuit of a huge arms deal worth up to £40bn, according to diplomatic sources.


Os Sauditas só pedem três pequenos favorzinhos.


Defence, diplomatic and legal sources say negotiations are stalling because the Saudis are demanding three favours. These are that Britain should expel two anti-Saudi dissidents, Saad al-Faqih and Mohammed al-Masari; that British Airways should resume flights to Riyadh, currently cancelled through terrorism fears; and that a corruption investigation implicating the Saudi ruling family and BAE should be dropped. Crown prince Sultan's son-in-law, Prince Turki bin Nasr, is at the centre of a "slush fund" investigation by the Serious Fraud Office.

A violência e o puritanismo religioso das correntes radicais sauditas só saem fortalecidos com o favorecimento do nepotismo da tirana casa de Saud.

Mas se se assume que tem de ser assim, ou seja, que temos de conceder esses favores e os decorrentes riscos para se fazerem bons negócios - e eu não tenho nenhum preconceito contra os bons negócios proporcionados pela confortável sociedade capitalista -, que temos de nos conformar com uma Arábia Saudita sem remédio democrático possível, em que a alternativa é entre os tiranos beduínos que estão no poder - e que matam qualquer possibilidade de existência de uma sociedade civil pluralista e, logo, de construção de alternativas moderadas, uma economia de mercado aberta e um sistema de partidos e de poder judicial independente - e os wahabitas do Sr. Bin Laden que os querem derrubar - igualmente sinistros -, então, perdoem-me a provocação, mas tiremos daí as devidas consequências: não deverão os familiares das próximas vítimas de acções terroristas beneficiar de uma percentagem aceitável nas mais-valias destes negócios, em jeito de indemnização proporcional? Invertendo o adágio latino: Ubi incomoda ibi comoda, quem tem os incómodos...

Afixado por Gibel às 12:29 | Afixadelas (1)

A nova casa de Daniel Oliveira

Onde umas vezes se fala da saída de Manuel Fonseca, outras da saída de Manuel Fonseca e, às vezes, se aborda o tema "saída de Manuel Fonseca". Já mais raramente, é focado o assunto "saída de Manuel Fonseca". daniel oliveira.com - Para quem queira saber tudo sobre a "saída de Manuel Fonseca".

PS - Já me esquecia, também já por lá se referenciou, ainda que ao de leve, a "saída de Manuel Fonseca".

Afixado por afixe às 10:45 | Afixadelas (3)

Venezuela: juíza do processo que envolve co-piloto português renunciou a funções

Com mais este "precalço", o julgamento deste cidadão Português já passou dos vinte adiamentos. De que é que a República Portuguesa estará à espera para apresentar uma queixa formal contra a República Bolivariana da Venezuela, na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra?

Também gostaria de perceber o que é que a Amnistia Internacional pensa desta caricatura de justiça, já que, consultado o respectivo site e relatórios nacionais, não se encontra uma única referência a esta obscenidade.

Afixado por Gibel às 07:53 | Afixadelas (3)

setembro 26, 2005

Alegre que nem ginjas

Sabedor que as sondagens sobre o voto presidencial têm um valor referencial muito diminuto, ainda para mais aquelas realizadas num blogue, não deixa de ser curioso notar que, depois de, na Sexta-feira à noite, se ter recomeçado do zero e introduzido o nome de Manuel Alegre, a Sondagem do Afixe sobre as Presidenciais (vide coluna da esquerda) segue desta forma:

sondagem presidenciais

Certo que ainda está a tirar dividendos do efeito simpatia-pelo-poeta-traído-pelo-partido, e, por isso, a coleccionar votos à direita e à esquerda, a verdade é que, para já, Alegre está a cair que nem ginjas.

Afixado por afixe às 12:33 | Afixadelas (18)

Sem lobbies

“Não sou nem da Maçonaria, nem da Opus Dei, nem gay, nem pedófilo, talvez isso explique a razão de aqui continuar.”
Luís Santos, piloto português detido na Venezuela, desde Outubro de 2004 por suspeitas de tráfico de droga

Afixado por afixe às 12:25 | Afixadelas (3)

setembro 25, 2005

Serenou. Saravá!

favela.jpg


Eu cheguei no samba agora

Mas aqui eu vou ficar

Pois quem é mesmo do samba

Vai até o sol raiar

O sereno tá caindo

Tá caindo devagar

Vai cair chuva miúda

E o samba não vai parar

Serenou lá na Mangueira

Serenou lá na Portela

Serenou em Madureira

Serenou lá na favela

Serenou lá no Salgueiro

Serenou lá no Capela

Serenou na minha casa

Serenou na casa dela


[Martinho da Vila]

Afixado por Gibel às 09:20 | Afixadelas (5)

Sirvam-se!

champagne-flutes.jpg

Afinal consegui pôr as flutes e o champagne (assim mesmo, à francesa) no Blog.
Ficaram um bocado distorcidas, mas o sabor mantém-se, bem como as bolhas, a espuma e a intenção.
Um grande efe-erre-á, hurra ou skol!

Afixado por Mário Cordeiro às 02:57 | Afixadelas (2)

Alegres presidenciais

Ou muito me engano ou a candidatura de Manuel Alegre irá bem mais longe do que seria de esperar. Aproveitando a forma como foi passado para trás pelo PS e por Mário Soares, Alegre parece ter reunido um capital de simpatia que talvez dê frutos surpreendentes (aliado ao facto de o voto em Alegre representar uma espécie de cartão amarelo ao Governo e, cumulativamente, numa segunda volta, não representar nenhum engolir de sapo para os restantes partidos de esquerda). A Mário Soares, por simpatia, digo o que me vai na alma: que desista e se poupe a uma derrota vergonhosa que a sua carreira e a sua pessoa não merecem, mas que se afigura como algo inevitável.

Afixado por afixe às 00:14 | Afixadelas (10)

setembro 24, 2005

Bandeira branca, que isto é só um blogue!

O que hoje se passou no Afixe e no Troll foi absolutamente lamentável. Com o post inicial (por respeito à Isabel, apagado no âmbito de um acordo com o Daniel Arruda, em que ele apagou o dele), pretendi apenas chamar a atenção para a forma como as estatísticas podem errar. A página indicada é uma página de estatísticas pública (no Troll, no Barnabé, no Afixe, no Hollywood e em tantos outros - noutros blogues, por opção dos seus autores, não é) e nunca por ela se pode aceder ao privado de um blogue onde é necessário ter a palavra-chave. Nunca me passou pela cabeça que fossem eles os mentores da inflação de visitas. Não o saberiam fazer - assim como eu não sei. Lamento muito ter magoado a Isabel, que de quem continuo e continuarei a ser amigo - daqueles com pactos feitos de sangue artificial ;) (não foi minha intenção e sei que ela, mais calma, agora, saberá que digo a verdade).

Mas numa coisa tenho de dar a mão à palmatória: posts como os apagados, que tentarei não mais repetir, são paradeiro habitual de comentadadeiros menos bem intencionados e que fazem tudo para inflamar relações que não lhes dizem respeito. São sempre os mesmos, não há que enganar, gente sem vida própria, que só está bem com o mal dos outros e que nunca, por nunca, faz mea culpa (antes a morte que tal sorte) – e não me refiro nem à Isabel nem ao Daniel.

As guerras de blogues para mim já acabaram, posto que pude aprender com os erros do passado. Designadamente, pela forma como as minhas relações com o Sharkinho e com o Jorge Morais (ironia das ironias, falar de ambos num mesmo post) foram afectadas por razões mal explicadas, por posts e mails indevidamente ponderados. A um e a outro aproveito para reiterar o que ao Sharkinho já disse (e ao Jorge direi) de viva voz e que só a nós diz respeito. Hoje, tudo seria feito, por mim, de forma muito diferente, que esta minha forma de dar a cara, dar sempre a cara e ir ao moche, não permitiu em devido tempo. Mas há-de permitir doravante. Faço questão disso. Outras palavras foram e serão apresentadas a quem as merece pela única via que eu doravante considero fiável e não geradora de mal-entendidos: de viva voz! A um e a outro estendo, humildemente, a mão.

Quanto ao Sharkinho: uma palavra especial de agradecimento por ser um Homem-Bom, como este post prova cabalmente.

(Este post tem reservado o direito de admissão. Seja bem-vindo quem vier por bem.)

Afixado por afixe às 18:35 | Afixadelas (30)

Portuguesmente falando...

Por necessidade profissional, tive que recorrer ao Dicionário de Sinónimos da Porto-Editora, um dos melhores na nossa praça.
Depois de procurar o que queria, resolvi dar mais uma (leia-se, cinco) vista de olhos e... vejam só o que encontrei:

Carrilho: bochecha, carolo, carril, dobadoira, face, rastro, sarilho, sulco, queixos

Carmona: cremona, que por sua vez quer dizer: aldrava (ou aldraba), bebedeira

Carvalho: bodião, carvalha, carvalheira, carvalheiro, dentilha, querco, roble. E para Ruben (inexistente), o mais próximo é rúbeo: afogueado, rubente, rubicundo, rúbido, rubro, vermelho

Para Fernandes não encontrei nada perto, mas resolvi insistir em Louçã: inexistente. Há louça: chocalho, faiança, porcelana, primor, vasilhame; e Louçâmente: garridamente, vistosamente

Já para Pinto, o que se encontra é: criança, cruzado-novo, folha, frangainho, franguinho, pintainho

Comentários, para quê?!?
PS: escusam de ir ver os sinónimos de "cordeiro", que já os conheço!!!

Afixado por Mário Cordeiro às 18:23 | Afixadelas (1)

Alto e pára o baile!

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Desculpem lá, mas como se dizia nas velhas RGAs (Reuniões Gerais de Alunos) no tempo do PREC: "Ponto de ordem à Mesa!" (era um pretexto que servia para interromper tudo, nomeadamente os discursos que se estavam a tornar incómodos).

Este Blog, tal como o vejo e por isso aceitei entrar como "aphixador", é para se debaterem ideias, trocar informação, mandar piadas inteligentes, revelar coisas importantes, etc, etc. Mas, creio, não é para entrar em picardias pessoais e assuntos freudianos para os quais, devo dizer (e creio compartilhar o sentimento da maioria das centenas de milhar de viajantes da nete que pousam, de vez em quando, neste espaço), não há paciência.
A ideia destas tertúlias cibernéticas é, segundo julgo, melhorarmo-nos e aperfeiçoarmo-nos. E não entrar em algo que a tudo se assemelha (perdoem-me os intervenientes) a um mero debate Carmona-Carrilho.
Já viram o panorama lindo que está atrás da janela? Então abram-na e arejem as postas, os bifes e os comentários.
Se querem resolver outros assuntos, então ponham as luvas de boxe e "pimba!". Como o Idi Amin queria fazer com o presidente da Tanzânia, creio, o que teria, provavelmente, poupado milhares de vidas aos dois países. O homem era abominável e louco, mas até os loucos têm uma boa ideia de vez em quando.
Peace brothers, e cada um que defenda as ideias para ver se esta "piii" de país avança!
MC
PS: Blue: escolhi esta fotografia especialmente para ti, porque foi tirada na N... (cala-te boca!)

Afixado por Mário Cordeiro às 15:35 | Afixadelas (4)

Vou só à net fazer 1 achado arqueológico e já venho.

"Já agora deixa lá ver se consigo ver a minha casa nesta coisa". É a reacção mais comum, quando se experimenta o Google Earth pela primeira vez. Luca Mori não foi excepção. Depois de ver a sua terreola - Salorno (passa-se Parma e corta-se à esquerda), decidiu bisbilhotar os terrenos ali perto e terá ficado intrigado com algumas irregularidades nos batatais da vizinhança. Daí a descobrir que a mancha em forma de olho e os traços rectos da imagem evidenciavam uma antiga vila romana foi um pulinho.

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A história é contada na BBC News e segundo o blog do tal Luca, nem sequer é muito precisa, pois como utiliza Mac, só tem acesso ao Google Maps, o que não o impediu de se tornar no pioneiro da cyber-arqueologia para amadores.

Para além da piada que achei às circunstâncias do achado, gostei especialmente da conclusão do seu autor: "Altre scoperte e curiosità sono all’orizzonte con la collaborazione e parteciapzione di persone da tutto il pianeta. Una concreta dimostrazione di come Internet annulli le distanze geografiche e culturali nel mondo..."

Afixado por Jon às 12:37 | Afixadelas (1)

setembro 23, 2005

5 anos de glória!

5 anos de glória!

Afixado por afixe às 23:59 | Afixadelas (2)

Sondagem - take two!

Como o poeta resolveu candidatar-se, em total desrespeito pela poll que o Afixe lançou ontem, que já ia com 72 votos, (os actos ficam com quem os pratica), tive, com muita pena minha, mesmo porque o Cavaco seguia destacado, de começar do zero, aproveitando para proceder à reclamada distinção entre brancos e nulos. Quem ainda não o fez, faça favor de votar, quem já o fez, faça o obséquio de se repetir - com a esperança que a linha de partida não sofra mais alterações.

Afixado por afixe às 22:34 | Afixadelas (4)

Nudge Nudge, know whatahmean, know whatahmean! (Monty Python)

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Man: 'Evening, squire!
Squire: (stiffly) Good evening.
Man: Is, uh,...Is your wife a goer, eh? Know whatahmean, know whatahmean, nudge nudge, know whatahmean, say no more?
Squire: I, uh, I beg your pardon?
M: Your, uh, your wife, does she go, eh, does she go, eh?
S: (flustered) Well, she sometimes "goes", yes.
M: Aaaaaaaah bet she does, I bet she does, say no more, say no more,
knowwhatahmean, nudge nudge?
S: (confused) I'm afraid I don't quite follow you.
M: Follow me. Follow me. That's good, that's good! A nod's as good as a wink to a blind bat!
S: Are you, uh,...are you selling something?
M: SELLING! Very good, very good! Ay? Ay? Ay? (pause)
M: Oooh! Ya wicked Ay! Wicked Ay! Oooh hooh! Say No MORE!
S: Well, I, uh....
M: Is, your uh, is your wife a sport, ay?
S: Um, she likes sport, yes!
M: I bet she does, I bet she does!
S: As a matter of fact she's very fond of cricket.
M: 'Oo isn't? Likes games, eh? Knew she would. Likes games, eh? She's been around a bit, been around?
S: She has traveled, yes. She's from Scarsdale. (pause)
M: SAY NO MORE!!
M: Scarsdale, saynomore, saynomore, saynomore, squire!
S: I wasn't going to!
M: Oh! Well, never mind. Dib dib?
Is your uh, is your wife interested in....photography, ay?
"Photographs, ay", he asked him knowlingly?
S: Photography?
M: Snap snap, grin grin, wink wink, nudge nudge, say no more?
S: Holiday snaps, eh?
M: They could be, they could be taken on holiday. Candid, you know,
CANDID photography?
S: No, no I'm afraid we don't have a camera.
M: Oh. (leeringly) Still, mooooooh, ay? Mwoohohohohoo, ay? Hohohohohoho, ay?
S: Look... are you insinuating something?
M: Oh, no, no, no...yes.
S: Well?
M: Well, you're a man of the world, squire.
S: Yes...
M: I mean, you've been around a bit, you know, like, you've, uh....
You've "done it"....
S: What do you mean?
M: Well, I mean like,....you've SLEPT, with a lady....
S: Yes....
M: What's it like?

Afixado por afixe às 16:00 | Afixadelas (6)

I'm So Worried (Monty Python)*

I'm So Worried - Monty Python


I'm so worried about what's happening today, In the Middle East, you know. And I'm so worried about the baggage retrieval System they've got at Heathrow. I'm so worried about the fashions today, I don't think they're good for your feet. And I'm so worried about the shows on TV That sometimes they want to repeat. I'm so worried about what's happening today, In the Middle East, you know. And I'm so worried about the baggage retrieval System they've got at Heathrow. I'm so worried about my hair falling out, And the state of the world today. And I'm so worried about being so full of doubt About everything anyway. I'm so worried about modern technology, I'm so worried about all the things That they dump in the sea. I'm so worried about it, worried about it, Worried, worried, worried. I'm so worried about everything that can go wrong. I'm so worried about whether people like this song. I'm so worried about this very next verse, It isn't the best that I've got. And I'm so worried about whether I should go on Or whether I shouldn't just stop. I'm so worried about whether I ought to have stopped. And I'm so worried because it's the sort of thing I ought to know. And I'm so worried about the baggage retrieval System they've got at Heathrow. I'm so worried about whether I should have stopped then, I'm so worried that I'm driving everyone round the bend. And I'm so worried about the baggage retrieval System they've got at Heathrow.

* dedicado a todos os aderentes (eles chamam-se assim, sabiam?).

Afixado por afixe às 16:00 | Afixadelas (2)

Suprema Ironia

Afinal, parece que a única hipótese de Mário Soares passar à segunda volta, e de Cavaco Silva não limpar a coisa à primeira, é se Manuel Alegre resolver avançar. Já estou a ver o poeta a fazer prova cabal disso e a não se candidatar, só por pirraça.

Afixado por afixe às 11:26 | Afixadelas (10)

setembro 22, 2005

Afixe no blogspot

Em Março de 2004, antes de eu criar o Afixe na Weblog, o Gibel criou o Afixe no Blogspot, que mais não fosse para reservar o nome. A verdade é que a opção Weblog prevaleceu e o Afixe.blogspot para lá ficou, abandonado. Já não sei a que propósito, alguma espécie de teste, presumo, criei, em Janeiro deste ano, no Afixe.blogspot, uma entrada com esse mesmo nome - Testes. Qual não é o meu espanto quando há cerca de quinze dias lá regresso e me deparo com 16 comentários à dita entrada. E o mais curioso é que parece que o blogue até já tem dona e tudo - uma tal Anastácia que até oferece cafézinho e uns bombons às visitas. Ide ver que vale a pena.

Afixado por afixe às 23:17 | Afixadelas (6)

Curiosidades

Tendo em conta as fidelidades caninas desta malta, não deixa de ser curioso ver Joana Amaral Dias como mandatária para a juventude de Mário Soares. De resto, a expressão "mandatária para a juventude de Mário Soares" também não deixa de ser curiosa. Outra coisa singular foi ver Carrilho a cumprimentar Carmona, no final do debate promovido pela Quercus. Parece que acabou a tortura. Afinal, como diz o RAP, hoje, na Visão, "Quando Carrilho recusa cumprimentar Carmona não está só a ser descortês. Está a ser mau. Impedir outro homem de apertar uma mão que tem convivido com tantas e tão doces delícias não é só falta de educação – é tortura." Em post de curiosidades, vide coluna da esquerda - Sondagem Afixe para as Presidenciais (lamento os dois votos em Mário Soares que foram apagados, mas votaram cedo demais, numa altura em que ainda estava a estudar a poll - é só repetir).

Afixado por afixe às 21:04 | Afixadelas (10)

Benvinda, Madame...

Estive em Helsínquia em Fevereiro deste ano, depois de ter estado em 1975 e em 2001. Confesso que cada vez que lá vou fico melhor impressionado e gosto mais da cidade. Não é Estocolmo, ou mesmo Oslo, mas é uma cidade prática, moderna, onde tudo é feito para o utilizador. A pensar no cidadão. E com algumas obras arquitectónicas arrojadas, misturadas com edifícios antigos bem bonitos. Acho que se aprende a conhecer...
E estavam quase 20 graus negativos, mas sempre sol e "rapei" menos frio do que aqui na nossa capital...
Voltarei ao tema (não obsessivamente como a conversa sobre a Noruega, descansem...), mas ficam aqui imagens, para a M. Butterfly:
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Se as autaquias portuguesas aprendessem como se pode promover a cultura e os bons hábitos onde quer que seja...

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...ou a segurança...

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Neste café encontrava-se Lenin com os seus amigos finlandeses... e conspirava...

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Afixado por Mário Cordeiro às 19:40 | Afixadelas (14)

Acabadinha

de chegar de Helsínquia, ainda nem desfiz as malas nem nada. Vinha cheia de vontade de escrever este post, no avião as palavras fluíam. Era para ser assim meio engraçado, umas bocas acerca de recolher obrigatório, hábitos finlandeses de diversão, relações peculiares com o álcool e as suas relações ao protestantismo, mais as maiores gaivotas que já vi, e o sabor a pouco que me ficou, por a cidade ser tão incaracterística. Estava à espera que fosse parecida com Estocolmo, e esperava reviver um pouco a impressão que me causou, quando a visitei há cerca de 15 anos atrás – nunca lá voltei, e agora que penso nisso, nem sei se a impressão se ficou a dever ao facto de a cidade ser realmente bonita, ou se foi só porque foi a primeira cidade do norte da Europa que visitei, a primeira vez que vi aqueles edifícios de tijolos de todos os tons de castanho e vermelho, os telhados pontiagudos... Desilusão total nesse aspecto. E um mar castanho sem ondas a piorar as coisas.
Mas agora que estou aqui, já não consigo escrever.
Tenho medo de algures, sem perceber como, ter deixado todas as minhas palavras.

Afixado por M. Butterfly às 18:19 | Afixadelas (5)

Uma mulher coerente

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"Fiz tudo por Felgueiras" - disse.
Alguém contesta? Acaso é mentira? Felgueiras não ganhou com isto? Felgueiras não ficou com o pecúlio maior?

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Afixado por Mário Cordeiro às 17:48 | Afixadelas (9)

Arrepiar caminho

"(...) Numa manhã de férias uma cobra: não uma cobra grande, é evidente, uma dessas pequenas, inofensivas. Esmaguei-a com uma pedra, espetei-a numa cana, fui assustar a minha mãe com aquilo: - Tira-me essa porcaria da frente. Meu Deus, a quantidade de porcarias que eu devia ter tirado da frente. Ainda irei a tempo de começar agora?"
António Lobo Antunes, in Visão.

Afixado por afixe às 16:19 | Afixadelas (0)

“Pobre criança esquálida...”

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Acabei de reler dois livros - o Diário de Anne Frank e as Obras Completas de António Gedeão. Foram eles que me sugeriram esta entrada...

Foi meu Mestre. E nunca esquecerei a primeira aula: com uma parafernália de tubos e líquidos, num anfiteatro quase vertical, em profundo silêncio, começou por misturar dois fluidos transparentes que se transformaram em encarnado, depois um outro que converteu a mistura em algo azul, e por aí fora até, num gesto de alquimista e de mágico, juntar novamente um outro líquido esverdeado que devolveu à mistura o seu transparente original. E terminou com a frase: "Meus senhores, isto é a química!", dando a aula por terminada.
António Gedeão, o grande poeta, foi Rómulo de Carvalho, o meu professor. E quer um quer outro marcaram-me intensamente, pelo estilo, pelo rigor, pela sua distância em relação às coisas comezinhas, reveladora de uma enorme maturidade, E também pela sua simpatia pessoal.

Há, no entanto, um aspecto em que sempre estive em desacordo, mas infelizmente nunca tive a oportunidade de o debater com o próprio. No seu poema: “Anti-Anne Frank”, Gedeão traça o retrato de uma criança “esquálida”, que “nunca escreveu diário, nem nunca foi à escola”, “nem despertou o amor de editores piedosos”. “Batem-lhe, pisam-na, insultam-na, sem que ninguém se importe (...) até à morte”.
E depois de dizer “nem rastejou num sótão, nem se chama Anne Frank”, conclui que “até no sofrimento é preciso ter sorte”.

No dia 4 de Agosto de 1944, há portanto 61 anos, Anne Frank foi capturada pela Gestapo, aos 15 anos de idade, depois de mais de dois anos de isolamento num anexo da casa onde vivia, em Amsterdam. Foi aí que escreveu o seu “diário”, muito mais tarde publicado em todo o mundo. A casa onde esteve escondida, pode-se visitar, e está praticamente como antes: quando a percorremos atrevemo-nos a calcular o que pode ter sido a sua angústia, o medo e a perplexidade perante a barbárie.
Deportada para Auschwitz e depois para Bergen-Belsen, veio a morrer nesse campo de concentração escassos dias antes da libertação. Foi batida, pisada, insultada e ninguém se importou. E nem sequer por um mero acaso do destino, mas por ser judia. Foi esse o seu crime.

Pobres crianças esquálidas. A do poema. Mas também Anne, professor Rómulo, poeta Gedeão. Sofreu e não teve sorte. Nem sequer soube que o seu diário, tão minucioso como pungente, seria algum dia publicado, por editores, “piedosos” ou não. Para Anne Frank o holocausto não rendeu juros.

Até os grandes homens cometem erros (talvez seja essa a agradável dimensão humana que nos separa dos impenetráveis deuses) – a este poema faltou a última gota, que teria devolvido ao sentido histórico, como o líquido da proveta da aula de Química do Pedro Nunes, a sua transparência original.

Afixado por Mário Cordeiro às 00:51 | Afixadelas (6)

setembro 21, 2005

O espaço num tempo

Passa um minuto, passa um segundo, o tempo escoa-se a velocidades diferentes. O momento em que rebolo com os meus filhos, no meio de ataques de cócegas, entre risos e gritos, passa mais depressa do que aquele em que aguardo ser atendida, numa sala de espera de um consultório médico, mas tem também maior duração. A meia hora na ambulância em que percorri a distância entre dois hospitais, porque o meu filho tinha uma suposta meningite decorreu há uns anos e ainda hoje dura. Quando um deles desaparece da alçada do meu olhar por breves segundos num espaço público vejo a vida inteira a ser passada à procura dele enquanto me movo com a sensação de correr em câmara lenta.

A mana tinha um blog. Falava muito nele e resolvi espreitá-lo. Foi assim que conheci a blogosfera: a princípio lia o 100nada e comentava o que lia com a mana, depois comecei a deixar comentários ali e a ler outros blogs, ao acaso. Alguns comentários mais espirituosos levavam-me a outros sítios, o que aconteceu com As Ruínas Circulares, onde, na minha primeira visita, o autor lamentava, com grande ironia, o abandono de uma comentadora minha homónima. Por graça reiterei a opinião da dita susana e, na sequência de um outro comentador replicar que uma susana não se desperdiçava fui ao Charquinho perguntar se era ali que procuravam uma susana, que eu poderia ocupar a vaga.
Foi no Charquinho que li o primeiro comentário que me trouxe ao Afixe, da autoria da Emiéle. Rapidamente me tornei uma visitante assídua, já que era habitual a Emiéle ter pelo menos um post “para mim”, a cada dia. Era muito simpática e respondia quase sempre, mesmo quando eu não estava de acordo com ela e, por vezes, entabulavamos uma conversa ou uma discussão constructiva. Progressivamente fui gostando dos outros aphixadores e com o convite ao JPC e ao Sharkinho para fazerem parte deste grupo, o Afixe ficou um “Tantos em 1” muito prático, já que eu só tinha net no trabalho e o computador era lento. E assim me diverti durante uns tempos a comentar por aqui e por ali, particularmente no 100nada, no Afixe e no Charquinho.
Foi com enorme surpresa que recebi o convite para fazer parte do Afixe. Foi mesmo. A escrita não é o meu medium e nunca me senti blogger. Continuo a sentir esta minha experiência como transitória e como um (feliz) erro de casting. Agora acabou; são várias as razões que levam à minha saída e que não cabe aqui enumerar.
Da blogosfera fica uma forte impressão: o que mais me marcou foi a intensidade das relações. Por serem virtuais (pelo menos a príncípio) há uma desvalorização do acessório; há, por vezes, uma linha de conduta muito estrita, porque apenas uma faceta do emissor é considerada, quando este se assume não em completude mas como um personagem; há equívocos pela escolha da palavra inexacta; há ódios quase de morte. Há amizades para sempre e amores de vários tamanhos.Há amores que são como casas; outros são como sombras: leves, transitórios, transparentes e em constante mutação, na forma e na densidade. São amores pequeninos, mas o amor é maravilhoso e aquilo que distingue alguma coisa não é a duração nem a importância, é o peso que um instante pode ter num dia, é o bem que a sua qualidade nos dá.

Como se mede o tempo de um beijo? Pela expectativa que o antecipa, pela duração efectiva ou pelo sabor que se demora na boca, para além do tacto? Vi um blog, pela primeira vez, no início do ano passado. Comecei a “frequentar” a blogosfera há um ano. Escrevo no Afixe desde Março. Conheci no real amigos virtuais pela primeira vez em Maio. Caramba. É impressionante que possa ter passado tanto e tão pouco tempo. No mesmo intervalo, em simultâneo. Antes da pausa quero apenas dizer: levo um doce sabor na boca.

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Afixado por Susana às 16:10 | Afixadelas (29)

Horas de entretenimento

Um colega americano de Philadelphia, obviamente liberal, em suma, um esquerdalho, manda-me este link para entretenimento nas pausas de trabalho e que amavelmente partilho convosco. Naturalmente, o gajo gosta pouco do Georgie, mas acho que não se sente um anti-americano por isso. Divirtam-se.

Afixado por Gibel às 16:04 | Afixadelas (3)

O "examen" está torto*

Fátima Felgueiras. Dois anos depois de ter fugido para o Brasil, regressa a Portugal. Servindo-se de um sistema que permite que fugidos à Justiça se candidatem a cargos políticos, avança para a presidência da Câmara de Felgueiras. A mesma candidatura que lhe garante a imunidade para que não possa ser detida. Entretanto, qual cereja no topo do bolo, nenhum dos fundamentos da prisão preventiva está ora em condições de ser argumentado na eventual manutenção de uma medida de coacção daquela gravidade: não há perigo de continuação da actividade criminosa (já não está na Câmara, embora se candidate ao regresso), não há perigo de perturbação do decurso do inquérito (já terminou) e não há perigo de fuga - ó ceus, pois se ela se entregou voluntariamente "para poder provar a inocência". E, cereja no topo da cereja do bolo: vai ganhar as eleições. Choldra de país!

* "Jus, com rigor, significa justo: o que a cada um é devido; "direito" (direito em português e galego, derecho em castelhano, diritto em italiano, derept em romeno, droit em francês, dret em catalão, dereito em português antigo, em mirandês, navarro e aragonês, right em inglês e recht em alemão), a expressão direito derivará de directum (do verbo dirigere), podendo ter tido origem na deusa romana Jus/tiça, que, segurando uma balança, só declara ser jus/to e que há direito quando o fiel ("examen") da sua balança estiver recto (de rectum), direito; donde resulta que não há direito quando o “examen" está torto (tortum). - Eurico Heitor Consciência"

Afixado por afixe às 12:00 | Afixadelas (7)

EDP perde no Tribunal de Justiça Europeu

"[...] it should be observed that the applicant’s [EDP] complaint does not go beyond general criticism. In particular, in the context of this plea, the applicant does not claim, still less prove, that on any one of the markets concerned the competition considerations put forward by the Commission would be incapable of proving as a fact the existence of a significant impediment to effective competition."

"[...] In the present case the applicant’s complaint is based on an unrealistic premiss and a misreading of the contested decision."

"[...] As regards, first, the relevance of the examples of liberalisation in Spain and the United Kingdom, the applicant claims that the Commission ought to have demonstrated the relevance of those examples to the Portuguese market and refers to the contrary examples in Germany and France.[...]However, first, the applicant has provided no reason why those examples would not be relevant in Portugal. Likewise, it has provided no specific ground to explain why the contrary examples taken from the French or German markets would be more relevant in Portugal’s case."

"[...]… Accordingly, the applicant has not demonstrated that the Commission made a manifest error of assessment in considering that the concentration would cause the disappearance of GDP, through the Galp group, as the most likely important potential competitor of EDP."

"[...] The applicant has not raised in its application any serious criticisms directed against the factors identified by the Commission and on which it based its conclusion that those two commitments were insufficient by reference to the competition concern identified."

O texto integral do acórdão europeu, muito pouco simpático na análise das pretensões da EDP, aqui. Apenas foi reconhecido um vício jurídico na decisão da Comissão. Ainda assim, insuficiente para enfermar a validade de toda a decisão contestada.

Terão ganho os consumidores nacionais? Objectivamente, quem já ganhou foi o interesse económico de Espanha, em especial a catalã "Gas Natural" que, não por acaso, interveio no processo como parte interessada assistindo na defesa da posição da Comissão Europeia.

Afixado por Gibel às 10:36 | Afixadelas (3)

setembro 20, 2005

Grande Bronca!

Isto é o que se pode ler no Diário da Assembleia da República de dia 11 de Março de 2005, quando começou esta Legislatura:

Sexta-feira, 11 de Março de 2005 II Série-A — Número 1
X LEGISLATURA 1.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2005-2006)

1ª SESSÃO LEGISLATIVA! Sessão!
Como é que os constitucionalistas, o PR e o TC vão descalçar a bota?
Na altura não se lembraram do referendo... ou nunca pensaram que o PR recusasse a data de Julho?!
Vital Moreira argumenta bem, no Causa Nossa, mas não refere este pormenor. Será que a AR se vai desdizer a si própria, e substituir os Diários até 15 de Setembro por IX Legislatura, 4ª Sessão?
Enigma!

Afixado por Mário Cordeiro às 15:23 | Afixadelas (8)

Higiene política

O candidato da CDU à Câmara do Porto afirmou ontem estar disponível para uma aliança pós-eleitoral quer com o PSD/CDS-PP, como actualmente acontece, quer com o PS. Rui Sá diz que "gostaria de ser presidente da autarquia e atribuir pelouros aos representantes das outras forças partidárias", mas no caso da vitória não ser da CDU mostra abertura para integrar executivos de outras forças partidárias.

A afirmação de Rui Sá, político que muito prezo, só o enobrece. Ao contrário de algumas aves raras que por aí saltitam, Rui Sá parece estar mais preocupado com a efectiva representação daqueles que nele votarem (que só poderá passar pela aceitação de um pelouro que venha a ser disponibilizado por Rui Rio), do que em fazer finca pé em caducas lutas esquerda-direita, que em nada dignificam quem as incentiva. De resto, a quem vem proferindo tal espécie de ataques a Rui Sá, tipo de pajens menores dessa amálgama opinativa que é o Bloco de Esquerda, só temos que agradecer. Por nos revelarem a sua verdadeira natureza. O que interessa, segundo eles, é manter a fidelidade a um rabeio político de uma cartilha de costumes sediciosa que impede as coligações do BE e do PCP com PS, com o PSD ou com o PP. Mesmo que essas coligações sirvam o superior interesse das populações, mesmo que essas coligações sirvam para a atribuição, a um partido com menor representatividade, como é o caso do PCP, de um pelouro, através do qual ele melhor poderá servir quem nele votou.

Tais demonstrações de facciosimo, que ainda menos razão de ser têm a nível autarquico, dão razão a Rui Rio ao recusar qualquer acordo pós-eleitoral com o Bloco de Esquerda por "uma questão de higiene política".

Afixado por afixe às 14:12 | Afixadelas (8)

O verdadeiro lampião

O verdadeiro lampião
O verdadeiro lampiãoO verdadeiro lampiãoO verdadeiro lampião

Afixado por afixe às 14:11 | Afixadelas (4)

A eterna questão da produtividade

Ainda hoje Vitor Constâncio e João Salgueiro alertavam novamente para o principal problema nacional: a falta de produtividade. Há que reconhecê-lo, a questão é tão grave que inclusivamente atinge o sector blogueiro: atente-se no exemplo deste notável blogger que, para além de uma solitária posta escrevinhada em 27 de Agosto, certamente em trânsito entre Barcelona e Paris...

Afixado por Gibel às 14:08 | Afixadelas (1)

An Irish Couple

casal irlandes.jpg

A par do invejável desenvolvimento económico, a Irlanda vem-se destacando por uma notória preponderância do papel da mulher no seio do casal.

Afixado por Gibel às 13:59 | Afixadelas (4)

Perguntas de fim de Verão

mad2.jpg

1. De que clube era um dirigente que afirmou, há dois dias, que "não se importava que os resultados da equipa fossem sempre dois a um" - dica: era de uma equipa que tinha, até então, ganho todos os jogos por.... 2-1.
2. Porque é que os adeptos desse clube dizem que tiveram "galo", quando o que temos visto atrás da baliza, designadamente no jogo com o Belém, é uma grande "vaca"?
3. Em que lugar estava, no ano passado, à 4ª Jornada (correspondente à actual), esse clube, o tal que foi "o melhor", que "praticou o melhor futebol" e tinha a "melhor equipa"?
4. De que clube era um treinador, que aliás ainda continua no clube, e que disse, no início da época passada, "vamos ganhar tudo!" - e não ganhou nada?
Lagarto, Lagarto! - que isto de prognósticos, só no fim do jogo!

Afixado por Mário Cordeiro às 13:55 | Afixadelas (2)

1908-2005

wiesenthal.jpg

Perguntado, em Outubro de 2001, por Simon Hattenstone, jornalista do "Guardian", sobre se o Holocausto o havia feito perder a fé em Deus, Simon Wiesenthal disse que não responderia por ser uma questão pessoal. E a fé na Humanidade? Insistiu o jornalista.

"For humanity we must work."

Afixado por Gibel às 13:28 | Afixadelas (1)

NOVO DEBATE CARMONA-CARRILHO NA TVI...

...diz o DN. Gostaria de propor Júlia Pinheiro para moderadora.

Afixado por Pedro Cordeiro às 10:26 | Afixadelas (7)

What the hell was that ?

A minha apurada técnica de domínio do telecomando tinha-me permitido ignorar, até agora, as tão propaladas estreias televisivas que, ao que consegui apurar, incluem reality shows com personagens famosas por terem participado em reality shows e sua inserção e ascenção na hierarquia militar e ainda equipas que zelam pelo efeminamento de, até então, humildes representantes daqueles que aparentemente em minoria ainda acham piada ao sexo oposto.

Talvez distraído pelo emocionante rescaldo da deslocação da lagartagem à Choupana, falho uma arriscada passagem de canal, esbarrando violentamente naquela jóia que urge preservar das garras dos castelhanos, de seu nome TVI. Num cenário sobriamente alaranjado, evoluía perante as câmaras uma senhora que, naquele tom de voz tipo Tempo dos Mais Novos ou Brinca Brincando, didacticamente esclarecia a audiência sobre a ausência de consequências da masturbação sobre as erupções cutâneas, vulgo borbulhas, ou relativamente aos 1001 métodos a que a desconsolada entrevistada poderia recorrer para fazer engrandecer (no sentido literal) o órgão reprodutor do seu pouco confiante companheiro.

A coisa não ficava por aqui, e passava ainda por úteis sugestões de artigos de carácter recreativo, cuja aquisição é possível em qualquer sex-shop de nível mediano; qual a melhor técnica de estimulo oral dos(as) parceiros(as), ou outras indicações igualmente susceptíveis de dinamizar os tempos livres dos espectadores, tudo com ilustrações gráficas e explicações detalhadas, não vá o interessado público cometer alguma imprecisão no momento de levar à prática tão preciosos ensinamentos.

Desde as pormenorizadas dissertações do Eng.º Sousa Veloso sobre o escaravelho da batateira, ou dos directos costeiros protagonizados por Luís Pereira de Sousa que o país não assistia a uma rubrica tão enriquecedora da sua consciência colectiva. Como garante da seriedade da coisa, a TVI divulga no seu site que a senhora apresentadora, a Dra. Marta Crawford, é licenciada em Psicologia - Área de Clínica, pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), concluída em 1996 e pos-graduada em Sexologia Clínica pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Terapeuta Sexual acreditada pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica e Terapeuta Familiar e Sistémica acreditada pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar.

É esta a nova dimensão do serviço público. Imagino que esta noite uma Tsunami de prazer venha a assolar o território nacional. Não estranhem se amanhã o vosso chefe não iniciar o dia aos berros, ou o motorista do vosso transporte público não executar aquelas travagens manhosas, habitualmente usadas para ver se os passageiros estão bem acordados, agradeçam antes à TVI.

Não sei porquê, nem sequer vem a propósito, mas achei que a melhor maneira de concluir seria citando, Claude Chabol quando se lembrou de dizer que:" A estupidez é muito mais fascinante que a inteligência. A inteligência tem os seus limites, a estupidez não”.

Afixado por Jon às 02:59 | Afixadelas (13)

setembro 19, 2005

MAISAUTÁRQUICAS.COM

MAISAUTÁRQUICAS.COM

A propósito de autárquicas é digno de nota o lançamento do site MAISAUTÁRQUICAS.COM, uma iniciativa do Expresso, da SIC e da Visão. Trata-se de um site especialmente lançado para o acompanhamento das eleições autárquicas de 9 de Outubro, onde, além de recolher e ali centrar toda a informação respeitante ao tema, com origem no Expresso, na SIC e na Visão, se faz o acompanhamento local das diversas campanhas, por intermédio de blogs (lá estão eles de novo!) organizados por jornais regionais.

A acompanhar, por certo, pelo que vamos manter, na coluna da direita, as notícias em formato RSS provenientes do site.

Já agora, e quanto ao que mais me interessa, eis o BLOG LEIRIA, onde podemos acompanhas as venturas e desventuras do meu amigo João Paulo, e o BLOG CASTELO BRANCO, onde espero poder vir a acompanhar os desenvolvimentos da campanha nas terras que mais me dizem: Covilhã e Fundão.

Afixado por afixe às 21:07 | Afixadelas (2)

Das democracias dos tempos que correm...

Não tenho escondido o meu descontentamento com a nova espécie de democracia a que o povo português tem dado acolhimento, designadamente, com a forma como o sistema (e não é o do Dias da Cunha) permite a eleição e consagração de figurinhas execráveis (ainda este fim de semana o Padrinho de Amarante se orgulhava de, em estado de embriaguez, e em cumprimento da promessa de não tocar com as mãos no volante, ter conduzido o carro até casa com os joelhos). Como é óbvio, a culpa, como bem referiu Miguel Sousa Tavares, não é da democracia, mas dos portugueses - o mesmo que dizer que, com outro povo talvez a coisa funcionasse.

Porém, todas as regras comportam excepções, embora estas confirmem aquelas. Assim, como nem todo o povo é boçal, nem todos os políticos que dele emanam são beras. Um exemplo disso é João Paulo Pedrosa, candidato pelo PS à Presidência da Câmara Municipal da Marinha Grande. O João Paulo, velho amigo deste blogue, tem mantido, de há uns meses a esta parte, um blogue de candidatura que, para além de ser feito quase exclusivamente por ele, e não por um emaranhado distante de assessores de imagem, se tem apresentado como uma forma bem sucedida de esclarecimento da população - e é de esclarecimento e informação que o povo mais precisa (para os optimistas, como o João Paulo, que acreditam que há remédio). Aqui há dias, o João Paulo, um tipo de democrata em vias de extinção, defendia, a propósito do seu mui amado Orçamento Participativo,

O reforço da democracia representativa é uma tarefa permanente, já assumi o compromisso de manter o blogue para discussão e reflexão com os munícipes sobre o futuro do nosso concelho. Tenho-me dado bem com esta experiência e acho-a útil à gestão autárquica e à população. O blogue pode ser também um veículo de sugestões para o orçamento participativo. Numa primeira fase, disponibilizar-se-á uma verba do orçamento destinada a acolher as propostas de participação dos cidadãos. Vamos ver se resulta. Estou confiante!

É sempre agradável, para quem anda nisto dos blogues, ver que esta nova ferramenta de comunicação pode ser e está efectivamente a ser usada, por alguma classe política, distante das extremas marginais do cardápio partidário e social*, para melhorar efectivamente o estado das coisas, indo directamente de encontro às necessidades das populações. Toda a sorte, João Paulo, e que daqui a umas semanas se possa aqui anunciar a tua brilhante vitória.

* refiro-me a blogues sustentados por lobbies (sejam gays ou homofóbicos) e/ou partidos radicais de extrema-esquerda ou de extrema-direita (diferentes apenas na esperteza saloia - os primeiros mais espertos que os segundos), para os quais as estradas são de sentido único e os fins justificam qualquer meio - a propósito disto, guardo para breve, como última alternativa, e só se as coisas não se emendarem naturalmente, ou seja, apenas no caso de os trafulhas não arrepiarem caminho, a revelação de um belo exemplo daquilo que é o carácter pérfido e insidioso de alguns blocos ou amálgamas situados nos antípodas da democracia, mas que se arvoram nos primeiros defensores da dita.

Afixado por afixe às 17:00 | Afixadelas (8)

As férias do nosso descontentamento

"Inesperadamente ou talvez não o governo tirou um coelho da cartola, anunciando com pompa e circunstância, a redução das férias judiciais. A medida tem a utilidade de uma viola num enterro e o efeito de um elefante numa loja de loiça. Toda a gente sabe e vê.
A redução proposta é sazonal porque circunscrita ao período estival, amputando, exclusivamente, trinta dias, aos sessenta que ora duram. Ao golpe da cartola governamental deve tirar-se o chapéu. A medida é popular como as músicas "pimba". Decora-se depressa e recolhe fáceis adesões. Além de popular é também politicamente oportuna, pois desvia as atenções do essencial dos problemas e dos problemas essenciais, fixando-a num círculo restrito, reduzido, que por tanto patinar na parte, impede a visão do todo. Fosse feito um inquérito junto de quem percebe e conhece os problemas da justiça, solicitando uma lista das medidas mais urgentes a tomar para a tornar mais capaz, e jamais se encontraria no elenco das respostas qualquer alusão ao problema das férias.
Mas a popularidade conta muito nesta era caracterizada pelo esmagamento da substância pela forma. Compreende-se a popularidade da medida. Logo que anunciada gerou um pequeno clamor nacional em fundo, do qual ecoava uma ideia basilar: mas como é possível que num país onde a justiça tanto se atrasa, haja, afinal, tão generosos períodos de descanso? Mas para quê procurar mais a génese do problema, quando ela está detectada? Um verdadeiro ovo de Colombo, logo pressurosamente acompanhado pela promessa de dez por cento no aumento da produtividade à cabeça, como agora se diz, promessa essa avalizada por um gabinete de estudiosos anónimos e assente em firmes e inatacáveis premissas. Como uma criança afortunada a medida nasceu fadada para um celebrado acolhimento, um são desenvolvimento e uma facilitada inscrição, como diria o pensador José Gil. Como estão, aliás, todas as medidas demagógicas do tipo. O país ficou como que dividido em dois hemisférios, vendidos de forma cirúrgica e com apoio em tácticas de marketing apropriadas."
Rogério Alves > Bastonário da Ordem dos Advogados
"De um lado os mais evoluídos e europeizados, que acolhem, em todo o seu esplendor, a modernidade da proposta. Do outro os mais fundamentalistas e retrógrados, com o ónus agravado de passarem por ser os mais adeptos do descanso, a ponto de quererem boicotar a evolução dos dez por cento à cabeça, obstinando-se, numa enraizada fidelidade, à época balnear, no valor máximo da sua extensão em direito permitida. Não foi assim de estranhar ouvir, como se ouviu, sentenciar, num debate recente em que se analisaram os prós e os contras da luminosa ideia, que a medida já passou, porque tem o mais amplo apoio popular. De uma assentada o governo desviou a atenção dos problemas essenciais, colocou as profissões judiciárias em grande debate interno e numa já evidente ebulição, acentuou algumas das suas divergências, mas, como lhe convém, averbou uns pontos na sua popularidade, imolando, ainda mais, o já flagelado sector judiciário. Foi politicamente bem visto e daí a remoção do chapéu. Agiu deliberada e conscientemente, bem sabendo, ou, pelo menos, devendo saber que, com a sua conduta, não iria resolver problema nenhum e iria criar alguns problemas novos. Conseguiu, para a plateia, fazer confundir o conceito de férias judiciais, com o conceito de férias. Para qualquer ouvinte menos versado, férias judiciais correspondem a tribunais fechados, prazos suspensos, processos que não mexem, diligências que não há, e toda a gente a descansar, juízes, magistrados do MP, advogados e funcionários. Perante este cenário o país indigna-se com toda a democrática legitimidade e revê-se na mão de ferro de quem ponha cobro a esta inflação de descanso.
O que fica escrito suscita duas reflexões: O problema não está nas férias judiciais e não se resolve mexendo na sua duração. Os problemas são muitos e são outros. A falta de meios de muitos tribunais. O excesso brutal de processos por cada juiz. O excesso de formalidades inúteis dentro de cada processo. A falta de coragem para alterar as leis processuais entorpecentes e expurgá-las de actos inúteis. A falta de investimento na especialização de magistrados para operarem nos tribunais que se querem especializados. A adequada organização dos turnos de trabalho e a consagração do primado do juiz singular. A criação de condições para que os prazos deixem de ser letra morta e passem e ser letra viva, como são para nós, advogados. Estes são problemas de estrutura.
E há os de conjuntura. A tragédia da acção executiva, a inadmissibilidade das custas, o desconchavo do acesso ao direito e por aí adiante. Havia tanto por onde se começar e foi-se, precisamente, começar por onde não se devia.
Resolvidos os problemas a montante, então poderia ponderar-se uma alteração das férias judiciais. Mas com prudência, como só se atravessa depois de olhar para a esquerda e a direita. Dando tempo para garantir a preservação da estabilidade do funcionamento dos tribunais. Dando tempo para a adaptação dos demais agentes, nomeadamente dos advogados que trabalham isolados, que carecem do período de férias para estruturarem os seus "dossiers", e minutarem as acções que ficaram um pouco para trás, submersas num quotidiano intenso de prazos sobre prazos.
Este objectivo poderá ser alcançado, mesmo mexendo nas férias, através da suspensão da contagem dos prazos processuais. Ou seja: fazendo as coisas com pés e cabeça, que, como se sabe, é o contrário de fazer as coisas sem pés nem cabeça.
A questão não é ser contra ou a favor de menos períodos de suspensão de diligências e prazos. A questão é outra. Ser-se contra ou a favor de alterações de fundo, no quadro de uma reforma capaz e sustentada, ou optar por medidas avulsas, com impacto mediático, mas com efeitos perversos e negativos, feitos de conflitos e perturbações na já atribulada vida de quem trabalha no sector.
(...) Resta-me dizer que a Ordem se baterá junto da Assembleia da República e junto da opinião pública, para evitar soluções que comprometam a qualidade da advocacia, que é condição essencial à qualidade da cidadania. Bater-se-á, do mesmo modo, para garantir que os advogados, todos os advogados, possam, também eles próprios, gozar períodos de férias, sem comprometerem o seu trabalho. As férias são um direito e uma necessidade. E, diga-se de passagem, em Portugal parece haver muita gente a precisar de férias.
Quero fechar com um alerta: A justiça senta-se frequentemente no banco dos réus. Muito por força do poder da comunicação social e do poder de quem nela tem poder. Será que os elementos activos do sistema, e nomeadamente nós, advogados, estamos preparados para nos defendermos? Será que percebemos a importância de comunicar, como forma privilegiada de formar uma opinião pública mais capaz de entender os fenómenos e de ser menos sensível aos epifenómenos? Este um desafio a que não podemos virar as costas e que exige, mais do que nunca, a nossa unidade."
Rogério Alves > Bastonário da Ordem dos Advogados

Afixado por afixe às 15:00 | Afixadelas (0)

A montanha pariu um rato...

Guerra de Chanceleres

... e já há quem fale na necessidade de novas eleições a curto prazo. É assim na Alemanha. Em consequência do resultado das eleições, e com a Guerra de Chanceleres em curso - "Angela Merkel e Gerhard Schroeder reclamaram ontem o direito de ocupar o cargo de chanceler da Alemanha e de iniciar negociações para formar Governo", avizinha-se o caos. A pior notícia para a U.E. e, claro, para a própria Alemanha. Qualquer que seja o governo a sair destas eleições, será, inevitavelmente, um governo fraco, refém de alianças no fio da navalha.

E entretanto, o euro está já em queda.

Quo vadis Europa?

Afixado por afixe às 12:00 | Afixadelas (5)

setembro 18, 2005

Há um ano no Afixe...

Há um ano no Afixe: (carregue no ano)

A partir de hoje, ali na coluna da esquerda, fica instalada a nova funcionalidade "Há um Ano no Afixe". Carregando no ano, a vermelho, passamos a podemos a poder aceder aos posts publicados, aqui no Afixe, no mesmo dia de há um ano atrás. Com a garantia que as viagens no tempo, para além de interessantes, podem ser assaz reveladoras.

Afixado por afixe às 19:09 | Afixadelas (3)

setembro 17, 2005

Dubya and papa Dubya are relaxed about New Orleans

The President is relaxed about New Orleans

Afixado por afixe às 22:20 | Afixadelas (4)

Faltam seis horas...

... para a minha mão esquerda passar a pesar mais algumas gramitas.
Os mais sensatos visitantes do Afixe pensarão:

«É preciso ser mesmo demente para vir ao Afixe no próprio dia do casamento»

É verdade, meus amigos. É a mais pura das verdades!
Demência! Estou um nadinha dependente desta treta de blogue, mas vou começar hoje mesmo uma cura de desintoxicação das mais poderosas de todas.
Sucede que durante uns belos quinze dias vou estar bem longe daqui, sem Internet, com o telemóvel desligado, totalmente incontactável! Nada de afixadelas, nada de comentários, nada de SMS enviados à mãezinha, isolamento total!
Então até já, que vou ali num instantinho casar-me e já volto!

Afixado por Bernardo Motta às 11:54 | Afixadelas (19)

setembro 16, 2005

Herman dos tempos que correm...

Herman José


... e pensar que este gajo praticamente me ensinou a rir! Será a involução do Herman a representação do processo degenerativo que assola o país?

Afixado por afixe às 23:59 | Afixadelas (4)

Verdade seja dita...

"Os trafulhas vão ganhar. Chamado a decidir, o povo vai querer Valentim, Fátima Felgueiras, Isaltino e Ferreira Torres. E se é isso que o povo quer, o problema não é a democracia, são os portugueses."
Miguel Sousa Tavares, in Público.

Que é como quem diz: a democracia não é adequada ao Zé Povinho. Rédea curta e chicote, eis a solução (sem ironias).

Afixado por afixe às 22:22 | Afixadelas (5)

Descansai, ó espíritos inquietos...

Eis que chega o Salvador...

José Maria Martins candidata-se à Presidência da República.

Este José Maria Martins, sim (juro que não estou a gozar, vejam aqui, o tipo até tem um blogue).

As sábias palavras de Martins, o José Maria – nosso futuro líder:

"Por isso aceitei o desafio que me foi lançado por um grupo de pessoas. Da esquerda à direita, mas que têm em comum uma grande preocupação pelo rumo que Portugal leva, pela grave crise social, pela ineficácia do actual sistema político. É estimulante este combate, com uma certeza absoluta, nunca me deixei corromper, sempre lutei por ideais e sou optimista por natureza. Optimista porque acredito que somos capazes, que não somos piores que os outros povos e que saberemos encontrar um caminho diferente, um país onde todos vivam bem, absolutamente todos, respeitando as diferenças de mérito, mas proporcionando igualdade de oportunidades para todos os portugueses. O Presidente da República não pode ser um corta fitas, não pode ser um monarca que de vez em quando passeia numa "presidência aberta" numa determinada região de Portugal."

PS – Garanto-vos que não me choca a candidatura – a única coisa que espero desta choldra feita país é que, ao menos, me divirta. O que realmente me deixa exasperado é ver o Afixe linkado no blogue do personagem.

(Adenda: há que não perder os comentários colocados no post de candidatura, especialmente este)

Afixado por afixe às 21:26 | Afixadelas (4)

Bom Fim-de-Semana

tinto.jpg

Afixado por Gibel às 17:39 | Afixadelas (5)

Ide 1...

Ide 1
E de um grupo de gays geniais mas muito diferentes entre si, será correcto dizermos que são hetero génios?
In-cool-2-much

Afixado por afixe às 14:00 | Afixadelas (1)

Finalmente, a Sky News percebeu...

Bush.jpg

Afixado por M. Butterfly às 13:41 | Afixadelas (4)

Filosofia do não cumprimento?

Não vos cumprimento

Afixado por afixe às 12:08 | Afixadelas (11)

setembro 15, 2005

Dário Blog Network

"Duns malaicos", como eles próprios diriam, com muita graça, e que muito têm ajudado o Afixe, acrescento eu, apresento-vos A Dário Blog Network - "uma holding de blogs cujo principal objectivo é fazer-vos rir. Como rir é das poucas coisas que aindam não pagam imposto nem estão sujeitas a multa, aqui têm os blogs de graça", alguns deles já sobejamente conhecidos por estas paragens. Uns e outros, ou seja, a holding completa, passam a ter ligação directa na coluna da direita, logo a seguir à referência aos últimos posts publicados cá na casa.

Dário Blog Network - A Dário Blog network é uma holding de blogs cujo principal objectivo é fazer-vos rir. Como rir é das poucas coisas que aindam não pagam imposto nem estão sujeitas a multa, aqui têm os blogs de graça.

Partindo para a análise na especialidade, permito-me hoje destacar A Razão tem sempre Cliente, donde me atrevi a retirar a seguinte pérola.

A Razão do Notário
Decerto que por uma razão ou por outra já tiveram, a dada altura das vossas vidas, que entrar num notário. Se assim foi, suponho que tenham tido oportunidade de reparar que nem toda a gente pode ser funcionário de um cartório notarial. É uma profissão peculiar que exige um património genético muito particular e está sujeita a uma política de recrutamento espartana, capaz de criar inveja à Al Qaeda. Antes de mais é preciso realçar com alguma veemência que não se estuda para ser notário – nasce-se notário, e pronto! É um pouco como os atletas de competição: os sprinters têm uma estrutura óssea e muscular diferente dos fundistas; os tenistas com serviços mais eficazes são dotados de uma altura acima da média e têm uns bracinhos mais compridos que os restantes mortais. Também os notários têm as suas características diferenciadoras: o seu cérebro, por exemplo, funciona a um ritmo mais lento (como observamos nos casos mais graves de paralisia cerebral) o que possibilita o armazenamento de dados de uma forma mais metódica.
Para terem uma ideia de como um notário percepciona a realidade à sua volta reduzam a velocidade de um DVD em cerca de 80%: t-u-d-o f-i-c-a m-u-i-t-o l-e-n-t-o e as vozes adquirem um tom grave e arrastado, sendo relativamente dificil de aprender o sentido das frases. Não se admirem portanto que os notários não percebam à primeira o que vocês lhes estão a querer dizer, principalmente vocês, os nervosinhos. E evitem falar devagar para se fazerem entender melhor porque assim é mesmo muito complicado para eles, e demora o dobro do tempo a processar. A capacidade pulmonar de um notário é francamente mais reduzida que a de um indivíduo normal, impedindo o cérebro de funcionar mais rápido e cansando-os de sobremaneira enquanto fazem o seu rotineiro percurso secretária-balcão-arquivo. Aliás a rotina é aquilo a que um notário aspira desde os seus tempos de estagiário – com o passar do tempo eles vão construíndo carris imaginários que percorrem o todo escritório definindo os seus percursos possíveis. Um notário sénior já tem a sua rede rodoviária definida e move-se, lenta e religiosamente, em cima dos «seus» carris. O facto de geneticamente possuírem um metabolismo estupidamente mais lento que todos nós, causa-lhes alguns problemas na fala (falam muito lento e muito baixo, sendo por vezes necessário encostarmos a orelha à sua boca – tarefa difícil e perigosa de desempenhar se tivermos um balcão à nossa frente) e problemas vários de concentração e coordenação: é muito vulgar observarmos um notário esgazeado a olhar para o infinito (é a chamada «pausa de hibernação» que, dependendo do seu estágio profissional, pode ocorrer várias vezes ao dia); vulgar é também a dificuldade que apresentam ao teclado de um computador ou de uma máquina de escrever. Os notários mais treinados conseguem atingir velocidades de 2 a 3 segundos entre uma tecla e outra. Espontaneidade e improviso são conceitos totalmente desconhecidos pelos notários, e confrontá-los com algo inesperado pode ser perigoso dado que estes reagem violentamente – nunca se ostente uma folha de papel que não seja branca ou azul; nunca se apresente como documento oficial um passaporte em vez de um bilhete de identidade; nunca se ouse assinar algum documento a vermelho; e acima de tudo nunca se manifeste corporalmente de uma forma agitada – isso deixa-os nervosos, e o assunto que demoraria 2 horas a resolver poderá atingir uma duração de meses. Para quem desespera sempre que se desloca a um cartório notarial deixo um pequeno truque que tornará a vossa vida, e a deles, mais fácil: cerca de 3 horas antes de entrarem no notário tomem 3 drunfes, o chamado «kit notário». E tudo fica mais fácil.

Afixado por afixe às 23:00 | Afixadelas (7)

COMO DAR UM COMPRIMIDO A UM GATO

1. Pegue no gatinho e aninhe-o no seu braço esquerdo como se segurasse um bebé. Coloque o indicador e o polegar da mão direita nos dois lados da boquinha do bichano e aplique uma suave pressão nas bochechas enquanto segura o comprimido na palma da mão. Quando o amorzinho abrir a boca atire o comprimido lá para dentro. Deixe-o fechar a boquita e engolir.
2. Recupere o comprimido do chão e o gato de detrás do sofá. Aninhe o gato no braço esquerdo e repita o processo.
cat.jpg
3. Vá buscar o gato ao quarto e deite fora o comprimido meio desfeito.
4. Retire um novo comprimido da embalagem, aninhe o gato no seu braço enquanto lhe segura firmemente as patas traseiras com a mão esquerda. Obrigue o gato a abrir as mandíbulas e empurre o comprimido com o indicador direito até ao fundo da boca. Mantenha a boca do gato fechada enquanto conta até dez.
5. Recupere o comprimido de dentro do aquário e o gato de cima do guarda-fatos. Chame a sua esposa do jardim.
6. Ajoelhe-se no chão com o gato firmemente preso entre os joelhos, segure as patas da frente e de trás. Ignore os rosnados baixos emitidos pelo gato. Peça à sua esposa que segure firmemente a cabeça do gato com uma mão enquanto força a ponta de uma régua para dentro da boca do gato com a outra. Deixe cair o comprimindo ao longo da régua e esfregue vigorosamente o pescoço do gato.
7. Vá buscar o gato ao suporte do cortinado e retire outro comprimido da embalagem. Tome nota para comprar outra régua e reparar as cortinas. Cuidadosamente varra os cacos das estatuetas e dos vasos do meio da terra e guarde-os para colar mais tarde.
8. Enrole o gato numa toalha grande e peça à sua esposa para se deitar por cima de forma a que apenas a cabeça do gato apareça por debaixo do sovaco. Coloque o comprimido na ponta de uma palhinha de beber, obrigue o gato a abrir a boca e mantenha-a aberta com um lápis. Assopre o comprimido da palhinha para dentro da boca do gato.
9. Leia a literatura inclusa na embalagem para verificar se o comprimido faz mal a humanos, beba uma cerveja para retirar o gosto da boca. Faça um curativo no antebraço da sua esposa e remova as manchas de sangue da carpete com o auxílio de água fria e sabão.
10. Retire o gato do barracão do vizinho. Vá buscar outro comprimido. Abra outra cerveja. Coloque o gato dentro do armário e feche a porta até ao pescoço de forma a que apenas a cabeça fique de fora. Force a abertura da boca do gato com uma colher de sobremesa. Utilize um elástico como fisga para atirar o comprimido pela garganta do gato abaixo.
11. Vá buscar uma chave de fendas à garagem e coloque a porta do armário de novo nos eixos. Beba a cerveja. Vá buscar uma garrafa de whisky. Encha um copo e beba. Aplique uma compressa fria na bochecha e verifique a data de quando apanhou a última vacina contra o tétano. Aplique compressas de whisky na bochecha para desinfectar. Beba mais um copo. Atire a T-Shirt fora e vá buscar uma nova ao quarto.
12. Telefone aos bombeiros para virem retirar o cabrão do gato de cima da árvore do outro lado da rua. Peça desculpa ao vizinho que se estampou contra a vedação enquanto tentava desviar-se do gato em fuga. Retire o último comprimido de dentro da embalagem.
13. Amarre as patas da frente às patas de trás do filho da puta do gato, com a mangueira do jardim e de seguida prenda firmemente à perna da mesa da sala de jantar. Vá buscar as luvas de couro para trabalhos à garagem. Empurre o comprimido para dentro da boca da besta seguido de um grande pedaço de carne. Seja suficientemente bruto, segure a cabeça do corno na vertical e despeje-lhe um litro de água pela goela abaixo para que o comprimido desça.
14. Beba o restante whisky. Peça à sua esposa que o conduza às emergências e sente-se muito quieto enquanto o médico lhe cose os dedos, o antebraço e lhe remove os restos do comprimido de dentro do seu olho direito. A caminho de casa contacte a loja das mobílias para encomendar uma nova mesa de jantar.
15. Trate de tudo para que a protectora dos animais venha buscar o cabrão do gato mutante fugido do inferno. Telefone para a loja dos animais e pergunte se têm tartaruguinhas.
Recebida por mail - Autor desconhecido.

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