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setembro 30, 2005
Post sobre o nada
Se há uma coisa que eu não enjeito é uma boa peleja, mas se há coisa que não suporto são gajos que se levam demasiado a sério. Uma coisa, está visto, leva à outra. Not this time - este é mesmo um post sobre nada. Tudo para me referir, mais uma vez, à casa adoptiva dos órfãos e enjeitados do Barnabé. Nesse blogue de referência (humpf) que é o Blasfémias e que só visito, por empurrão, cada vez que algum blogue credível o referencia (desta vez foi via Paulo Querido), deparei-me hoje com um post de um tal de Rodrigo Adão da Fonseca (RAF), que deixa a léguas o narcísico Narciso.
Diz o RAF:
"O Blasfémias é um blog de referência, cuja credibilidade só mesmo o tal Paulo Querido discute."
O carácter autofágico desta afirmação, que roça e até chega a despentear o hilariante, dispensa quaisquer comentários. Mas o melhor vem a seguir.
Continua o RAF, ufano:
"Este é um blog de inspiração liberal, com um posicionamento único para o debate (basta ver o número de comentários nas nossas caixas e os links que proliferam por essa blogosfera fora). "
As maravilhas que eu podia fazer com esta do posicionamento único, tipo, cuidado com os posicionamentos únicos que são muitas vezes razão de traições com o padeiro, ou melhor (em tom mais sério): isso do posicionamento único terá algo a ver com as palas que se colocam nos cavalos para que estes não saiam do caminho que os respectivos donos querem que eles tracem? (pergunta inocente)
E segue, jactante, em causa própria:
"Não há expressão mais clara de respeito pela Liberdade que a nossa atitude diária de promoção e discussão - por vezes acessa, certamente - mas que atrai cada vez mais visitas."
À parte o acessa e a débil construção frásica, concordo plenamente, vide, aliás, situação semelhante com o Pitas Nuas, em que o respeito-pela-Liberdade-que-a-atitude-diária-de-promoção-e-discussão-patati-patatá-que-atrai-cada-vez-mais-visitas, atinge um clímax insofismável com o magnifico post Todo dentro da Judita. Ou o referencial Gatas QB, com posts onde a Liberdade-a-atrair-visitas atinge o auge com as prazenteiras sweetnicegirl, frenchcyberbabe e mesmo, a outro nível, com o post "Que bela banhoca" [Blogómetro]
"Os nossos leitores - concordando ou não com as nossas ideias - são de uma enorme fidelidade."
Já o Xico camionista é a mesma coisa. Só quer aquela, aquela mesmo e nenhuma outra. Tem a ver com cheiros, "Não há sovaco cmó-da Cremilde", diz ele para quem o queira ouvir.
"Muitos são os nossos leitores que particularmente me manifestaram que apreciam os nossos textos."
Deixando a Cremilde e o Xico (que também se apreciam muito e várias vezes por semana) e voltando ao RAF e seus leitores, a pontos da expressão "particularmente me manifestaram": - Ó sotôr, ainda bem que o vejo, é só para lhe dizer que aprecio os vossos textos, mas fica só entre nós, 'tá bem? Assim a modos que particularmente. Que falta de chá a do RAF - pôr-se revelar desabafos particulares dos leitores.
"Em redor do Blasfémias gravitam vários blogues, de pendor liberal, que nos reconhecem validade e rigor."
Ui, credo. Um post em cheio, este homem nunca mais acaba. Começo a convencer-me que o tipo está a brincar. Quais serão os blogues gravitantes? E serão satélites naturais ou artificiais? Influenciarão as marés? E o mênstruo, será mais doloroso? A verdade é que, até agora, e já vou avançado nesta perda de tempo que é a análise do post (às vezes dá-me práqui), o RAF, numa quase patológica aversão a factos, não disse a ponta dum corno que servisse para defender o que quer que fosse.
RAF atinge os céus:
"Numa coisa concordo com o tal de Paulo Querido: «Não é credível quem quer: é credível quem o consegue». Todos os blasfemos têm elevada credibilidade profissional nos meios onde actuam, e uma forte preparação naquilo que é o core business do blog (a difusão do pensamento liberal)."
O core business do blog. Kuncar alho, eles até têm um core business só deles. E elevada credibilidade. E forte preparação. E tudo para difundir o pensamento liberal. Tremei, felgueirenses, que isto é conversa de quem se prepara para uma candidatura de última hora à vossa azulada Câmara. Tudo para vos salvar. Deus queira que não marrem num moinho de vento.
"Não blasfema quem quer, não basta praguejar. Só o faz quem sabe."
Aqui, deixei-me de modas e fui ver o significado de blasfémia, não estivesse enganado. Não estava! É mesmo como pensava: "palavra ultrajante, insulto contra a divindade ou religião; insulto a pessoa ou a coisa respeitável; praga; impropério." Já praguejar: "rogar pragas; amaldiçoar, maldizer" Parece, no que interessa, convenhamos, razoavelmente a mesma coisa. Aceita-se pois a confissão e ter-se-á em conta como atenuante.
"Os nossos leitores, que são pessoas credíveis, diariamente, votam em nós, quando nos lêem, quando concordam, quando discordam, em qualquer caso consideram-nos dignos do seu tempo. E são muitas as horas acumuladas que o Blasfémias leva a pôr os portugueses a pensar numa óptica liberal."
Lá está. Eu não dizia? Olhó belo do apelo ao voto! Malta de Felgueiras, eles idem aí!
Para terminar, questiona-se o auto-glorificado RAF:
"Será que alguém liga ao que escreve esse tal Paulo Querido?"
É nesta fase que me apetece praguejar ou blasfemar. Mas não o farei - coisa de promessas a uns amigos. Porém, confesso, com esta, o RAF quase me tira do sério, tal o carácter falaz da afirmação. Vindo do RAF para o Paulo, é como se o Peseiro ou o Cajuda resolvessem vir à praça pública perguntar se alguém liga à forma como o Mourinho treina. E acho que está tudo dito.
RAF: dá uma vista de olhos no CV do Paulo, compara-o com o teu, e talvez fiques com uma pequena ideia de quantas pessoas ligam ao que escreve o Paulo. E vê lá se, doravante, te metes com pessoas do teu tamanho, para as trepas não serem tão dolorosas.
Afixado por afixe em 30 de setembro de 2005, às 17:50
Afixadelas
Gente sem nada para fazer. Uns e outros!
Afixado por Vácuo em 30 de setembro de 2005, às 20:29
O que diz é uma grande injustiça.
CAA
Afixado por CAA em 30 de setembro de 2005, às 21:21
Injustiça? Ora essa, porquê? Será algo semelhante ao que o RAF disse do PQ? É necessário que vocês tenham alguma calma ao acusar os outros de praticar "grandes injustiças" e tenham a calma suficiente para ver as coisas dos dois lados do rio. O que o PQ tem feito não merece o post do RAF. "um tal de Paulo Querido"? Tem dó!
Afixado por monty em 30 de setembro de 2005, às 21:43
Ainda me está a fazer confusão essa da grande injustiça. Onde, exactamente? Dizer "Será que alguém liga ao que escreve esse tal Paulo Querido?" não é uma grande injustiça?
Afixado por monty em 30 de setembro de 2005, às 21:47
Meus caros afixadores,
Estavam os blasfemos num canto quando o Paulo Querido decidiu escrever um post sobre o Blasfémias onde discute, sem meias medidas, a nossa credibilidade. Eu não peço que concordem com o que eu escrevo, agora arrastar a questão para o campo da credibilidade parece-me excessivo.
Do mesmo modo, eu não critico o PQ, pessoalmente, pois nem o conheço, mas apenas indico que muito poucas pessoas o lêem, fazendo o link para o sitemeter. Afirmando ainda que o post - e não o próprio - foi escrito de uma forma trauliteira.
Nada mais do que isso. A vossa reacção, essa cai no insulto pessoal e na vulgaridade. Coisa que não me incomoda minimamente, nem altera o meu bom estado de espírito.
O PQ, remata linkando o seu CV, num gesto, esse sim, de elevada humildade, nada narcicista e umbigista, com o qual o Costa Pereira rejubila, num êxtase quase orgásmico. Nem percebo o que foi fazer ao GatasQB e blogues do mesmo estilo, se o PQ o faz trepar dessa maneira.
Afixado por RAF em 1 de outubro de 2005, às 00:36
"A vossa reacção, essa cai no insulto pessoal e na vulgaridade."
Explica lá essa, RAF! Onde é que eu, não os afixadores (não é a "vossa reacção", mas a minha reacção, que aqui cada um escreve por si, algo que vos deve soar estranho - o nosso blogue é desprovido de core business carneirístico) caí no insulto pessoal? Convives mal com a críticas ou sou eu que tenho as costas largas?
"O PQ, remata linkando o seu CV, num gesto, esse sim, de elevada humildade, nada narcicista e umbigista, com o qual o Costa Pereira rejubila, num êxtase quase orgásmico. Nem percebo o que foi fazer ao GatasQB e blogues do mesmo estilo, se o PQ o faz trepar dessa maneira."
Isto, para além da junção das palavras, quer dizer o quê? Já que as tais palavras, conjugadas não parecem querer dizer nada!
"Do mesmo modo, eu não critico o PQ, pessoalmente"
Fazes o quê, então? Foi uma crítica institucional? Não que eu tenha o que quer que seja contra as críticas, pelo contrário. Só gosto de lhes encontrar substância, o que não é o caso. Alguma humildade precisa-se, lá para os lados do Blasfémias...
Ainda bem que as minhas palvras não alteraram os estado de espírito do RAF (ó para mim a falar do RAF como se ele não fizesse parte da conversa).
Nada contra vocês, rapaziada, mas parece-me que o teu post foi completamente fora de tom, caro RAF. Não havia necessidade de referires o sitemeter do Paulo - foi coisa de novato nestas andanças. Ele, que não me mandatou, só não tem mais visitas porque se dedicou a um projecto bem mais abrangente do que masturbar-se ao espelho com os números.
De resto, se olhares à volta, hás-de reparar que este Afixe está numa plataforma chamada "WEBLOG" e que essa plataforma tem a marca PQ. Chega-te para perceberes a minha revolta quando dizes "Será que alguém liga ao que escreve esse tal Paulo Querido?" ou precisas de alguma espécie de desenho?
Afixado por monty em 1 de outubro de 2005, às 00:59
Mais do que propriamente uma grande injustiça, é uma grande idiotice. Mas entretém...
Afixado por AAA em 1 de outubro de 2005, às 02:13
Ontem estava a ver na tv o Pedro Abrunhosa, de narizito empinado a debitar as habituais masturbações verbais sobre um anúncio que fêz para um banco. Um banco em que as mulheres não podem trabalhar, porque engravidam, e onde os homens são tratados a chicote. Um banco de um "fáxista". Presumo que vá entregar o cachet aos pobres e oprimidos, que tanto diz amar...
São assim, estes valentes guerrilheiros maoistas. Falam, falam, mas não os vemos a fazer nada. São até do mais elitista que há, cultivando um desprezo enojado pelos pobres e ignorantes.
Eles é que são os iluminados, eles é que têm coresbizinésses, eles partem do princípio de que são não só os melhores mas os únicos, em tudo: até a praguejar! O perfil clássico dos filhinhos de papá que tratam abaixo de cão os empregados, enquanto envergam a t-shirt do Che e abraçam o Das Kapital.
A última ofensa que lhes podem fazer é existir liberdade religiosa, ou apenas liberdade de consciência para se acreditar ou não em Deus. Isso é que os faz perder as estribeiras, por duas razões: porque está no livrinho d' O Capital que não, e porque admitir Deus, é admitir um gajo que sabe mais que eles. Ora isso não pode haver!!! Criaturinhas ridículas, meninos mimados e pedantes. Vão lá para o PSR, vão, brincar com os outros meninos (todos filhos de gente bem, claro - o filho da sopeira não tem lá entrada, ou eles sairiam logo!).
Afixado por JLF em 1 de outubro de 2005, às 11:11
PS - Eu também gosto do sovaco da 'nha Cremilde! Não confundas coisas sublimes com a converseta pedante do auto-glorificado menino de côro da Igreja do Sr. Marx.
Afixado por JLF em 1 de outubro de 2005, às 11:15
AAA:
És um tipo profundo, pá!
Deixa-me adivinghas, o teu blog é dos que gravita?
Afixado por monty em 1 de outubro de 2005, às 13:49
A completa idiotia que RAF veio aqui exibir tirou-me do sério - não voltar a comentar este assunto -, pelo que aqui vai. Foi JM, no Blasfémias, prontamente lido e secundado por RAF, que justificaram que eu lhes tivesse relembrado, com a publicitação do endereço, que o meu currículo está online há anos, para todos os que o quierem ler. Foram ELES que colocaram em causa o meu currículo. Escrever «O PQ, remata linkando o seu CV, num gesto, esse sim, de elevada humildade, nada narcicista e umbigista» é demonstrar cabalmente desonestidade intelectual. Se isso não é uma machadada na credibilidade do Blasfémias, o que é?
Afixado por Paulo em 2 de outubro de 2005, às 01:29
Vocês são uns cromos raros. Fazem do nada uma discussão, a partir de uma pretensa falta de credibilidade de um blogue que mais não faz do que escrever umas coisas sob o signo liberal. Mandam-me dar sangue, servir cafés ao João Miranda, e outras coisas que me dispenso de referi aqui, esfregam o estatuto de jornalista como credencial de credibilidade, e convivem muito mal com o sucesso alheio.
Para mim, esta porcaria está prestes a abrir falência, e andam à procura de audiências e notoriedade. Se assim for, não me importo de ajudar no peditório. De contrário, então não percebo qual é o vosso problema.
De qualquer forma, desejo-vos as maiores felicidades nas vossas existências medianas.
Afixado por RAF em 2 de outubro de 2005, às 03:00
Caro tal de RAF, já se tinha percebido que você é atrasado mental, homem, escusa de vir provar de novo isso. Veja lá se mete isto na sua poucochinha cachimónia:
1) da minha parte não o MANDEI servir cafés, disse que você devia ser o gajo que serve cafés (não lhe vejo mais utilidades lá no blogue); não tenho o vício do mando, não julgue que todos os autores precisam de um gajo a quem mandar fazer os trabalhos porcos ou ir buscar cafés.
2) EU não lhe esfreguei estatuto algum meu na cara nem referi NUNCA a minha posição profissional nesta troca de escritos.
3) Essa de "convivermos" (plural seu) muito mal com o sucesso alheio não passa de mais uma piada sua de extremo mau gosto. Francamente, o sucesso alheio não me incomoda. Desejo até o maior dos sucessos ao Blasfémias - foi por isso, aliás, que chamei a atenção o que me parece(u) um defeito em formação. Mas -- oh! -- o vosso "sucesso" é tão grande tão grande tão grande que estas críticas resvalam na couraça da vossa indiferença... NOT!
4) Novo exemplo da sua desonestidade intelectual é o uso do plural, como se o Afixe e o Paulo Querido estivessem todos no mesmo barco.
Mas não lhe levo a mal: obrigado pelo desejo de felicidades para a minha (a parte que me toca do seu ínvio plural) existência mediana e, olhe!, pois que tenha também muitas felicidades na sua existência medíocre, é ol que lhe desejo em troca.
Afixado por Paulo em 2 de outubro de 2005, às 04:02
"4) Novo exemplo da sua desonestidade intelectual é o uso do plural, como se o Afixe e o Paulo Querido estivessem todos no mesmo barco."
Paulo: não estranhes o plural, ele vem-o usando desde o começo da conversa. Hábitos lá da caserna dele.
De resto, o meu post foi mesmo sobre o nada, o vazio. Pelo que, vistas as armas do candidato, não vale a pena continuar a discussão.
Afixado por monty em 2 de outubro de 2005, às 14:23
nqkteeyhj ihuyuye
Afixado por Thomas em 3 de março de 2006, às 03:38
nqkteeyhj ihuyuye
Afixado por Thomas em 3 de março de 2006, às 03:39
