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setembro 27, 2005

Un sourire pour votre anniversaire professeur !

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Em 1934, no dia 2 de Agosto, Hitler torna-se Fuhrer da Alemanha. O que já se previa tornava-se realidade, e o Terceiro Reich, que o ditador prometia “para mil anos” (terminaria, felizmente, onze pesados anos depois), tinha as mãos livres para os seus “desígnios” maléficos: aniquilação dos “estranhos e diferentes”, dos adversários políticos, e exterminação dos judeus. Expansionismo total, em todas as frentes, terror, medo e barbárie como raramente visto. Uma Guerra de seis anos que causou mais de 55 milhões de mortos (num plano de genocídio a que, sadicamente, chamou “a solução final”), incontáveis feridos e a paralisação da Europa. Tudo isto num país dito “civilizado”, com elevado grau de industrialização e uma cultura imensa. “Está na massa do sangue dos alemães!” – dizem alguns. Será?

Em 1939, cinco anos depois, Albert Einstein escreve ao Presidente Roosevelt, no mesmo dia 2 de Agosto, uma carta em que refere a necessidade de, urgentemente, se desenvolver a investigação de armas atómicas. Judeu, alemão, Einstein tinha fugido da Alemanha no ano em que Hitler subiu ao poder, e desconfiava que os alemães teriam a bomba. A carta de Einstein, físico reputado e autor de várias teorias, entre as quais a da “relatividade”, levou o presidente americano a desenvolver o programa “Manhattan”, para fabrico de armas atómicas. Einstein não participou directamente no Programa, e condenou veementemente a destruição de Hiroshima e Nagasaki, sendo, depois do fim da Guerra, um acérrimo defensor do controlo mundial de armas nucleares.

Ainda no dia 2 de Agosto de 1990, outro ditador, produzindo também armas de destruição maciça, invadiu um pequeno país adjacente, rico em petróleo, o Kuwait. Saddam Hussein passava a controlar, assim, um quinto das reservas de petróleo. Esta fase da sua “carreira” terminaria seis meses depois, com o êxito da operação “Tempestade no Deserto”, lançada por uma coligação de forças mandatada pela ONU, criada na sequência da II Grande Guerra.

Estes são apenas três factos, que têm em comum terem acontecido no mesmo dia do calendário. Mas os outros “364” dias mostram que essa “massa do sangue” não é alemã, iraquiana ou americana - é, afinal, a da condição humana. Dos que conseguem chegar a ditadores e dos que, sem o serem explicitamente, aproveitam algumas oportunidades para extravasar o que de pior têm dentro de si, designadamente a prepotência, a vontade espezinhar o próximo e o desrespeito e a falta de empatia que sentem pelos seus semelhantes. Estes sentimentos e estas pessoas não têm pátria nem nacionalidade. E podem estar escondidos em qualquer um de nós...

E todas estas divagações a propósito de Albert Einstein, que quase chumbou a Matemática (como 99% dos adolescentes portugueses!) e que alguns diziam ser "from outer space". Morreu quando eu nasci. Ano Vintage! O sorriso do "professeur" diz tudo!
E=MC2. Só um ser intelectualmente "freak" era capaz de dizer uma destas! Bem Haja!

Afixado por Mário Cordeiro em 27 de setembro de 2005, às 23:51

Afixadelas

"Conheces" o João Magueijo?

Afixado por bluegift em 28 de setembro de 2005, às 13:36

Acho que é brilhante ele ter desenvolvido a teoria dele. Se se vier a confirmar, então ainda é mais "freak" do que o outro!!!!
E aos 33 anos, claro, a idade "dos génios"...

Afixado por Mário Cordeiro em 28 de setembro de 2005, às 14:45

e dos crucificados, atrevo-me a acrescentar (longe vá o agoiro, porque é a minha idade)

Afixado por Monty em 28 de setembro de 2005, às 16:40

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