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outubro 05, 2005

E porque a República para todos é feita

"Lisboa amanheceu hoje ao som do troar da artilharia. Proclamada por importantes forças do exército, por toda a armada e auxiliada pelo concurso popular, a República tem hoje o seu primeiro dia de História. A marcha dos acontecimentos, até à hora em que escrevemos, permite alimentar toda a esperança de um definido triunfo [...] não se faz ideia do entusiasmo que corre na cidade. O povo está verdadeiramente louco de satisfação. Pode dizer-se que toda a população de Lisboa está na rua vitoriando a república." (Jornal O MUNDO de 5 de Outubro de 1910)

Implantação da República - 5 Outubro 1910 - Lisboa

"O Governo Provisório da República Portuguesa saúda as forças de terra e mar, que com o povo instituiu a República para felicidade da Pátria. Confio no patriotismo de todos. E porque a República para todos é feita, espero que os oficiais do Exército e da armada que não tomaram parte no movimento se apresentem no Quartel General, a garantir por sua honra a mais absoluta lealdade ao novo regime." (Edital da Proclamação da República (Teófilo Braga, Lisboa, 5 de Outubro de 1910)

5 de Outubro de 1910

"Hoje, 5 de Outubro de 1910, às 11 horas da manhã, foi proclamada a República em Portugal na Sala Nobre do Município de Lisboa, depois de ter terminado o movimento da revolução nacional. Constituiu-se imediatamente o Governo Provisório sob a Presidência do Dr. Teófilo Braga" (Diário do Governo, 6 de Outubro de 1910)

Afixado por afixe em 5 de outubro de 2005, às 21:23

Afixadelas

viva a democracia!! onde tá aki a democracia? ah?
soares é afixe?

Afixado por marco em 5 de outubro de 2005, às 23:56

Viva a República! E Soares é fixe, pois. Não é afixe porque no afixe, felizmente, há espaço para todas as correntes.

Afixado por Pedro Cordeiro em 6 de outubro de 2005, às 13:38

Esta foi a última (e única) verdadeira grande revolução portuguesa, a única onde de facto se quebram cadeias com o regime anterior. Nada de questões mal resolvidas como em 1974. Sangue, como infelizmente sempre é necessário quando se quebram regimes. Nada de meias tintas, que "esqueceram" os traumas do antigo regime e que deixaram pendentes por todo o lado!

Afixado por Rui Martins em 6 de outubro de 2005, às 15:37

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