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outubro 24, 2005
Sempre o anti-semitismo...
Tenho constatado, nos vários posts que escrevo, e nas reacções a eles, que há muita confusão em relação a certa terminologia essencial.
Não poucas vezes, ao ouvirmos falar sobre o Islão, e mais concretamente sobre a questão israelo-palestiniana, deparamo-nos com certas correntes de opinião que, manchadas pelo preconceito e deficiárias da mais rudimentar cultura geral, confundem conceitos díspares numa amálgama confusa que só pode gerar mal-entendidos.
Uma típica associação de ideias consiste em falar de "extrema-direita" e de "anti-semitismo" em situações onde o uso dessas expressões é equívoco.
Para mais, é frequente notar que muitos se socorrem do "paradigma nazi" para fazer associações de ideias terrivelmente erradas, como se a expressão "anti-semitismo", mesmo mal usada, nos tivesse que levar sempre para o ideário nazi e para conotações políticas de extrema-direita.
São equívocos sobre equívocos.
Lembrei-me de escrever este post na sequência da leitura deste texto de um autor que já referi, Akhbar S. Ahmed:
"As raízes do preconceito contra o povo judeu são complexas e têm origem em fontes diferentes: o preconceito pode ser de cariz religioso e chama-se antijudaísmo; pode ser racista e chama-se anti-semitismo; e pode ainda ser político, pelo que tem o nome de anti-sionismo. O preconceito pode ser dos três tipos ao mesmo tempo, mas se for de um só tipo, não tem de subentender os outros dois; por exemplo, os que se opõem à filosofia política do sionismo não têm necessariamente de ser antijudaicos ou anti-semitas. Por definição, os muçulmanos não podem ser antijudaicos. Independentemente das diferenças internas com o judaísmo, este é parte integrante da tradição cultural e ideológica islâmica. Os judeus fazem parte do «povo do Livro». A nível cultural a afinidade é evidente nos nomes judaicos usados pelos muçulmanos, tais como Musa (Moisés) ou Ishaq (Isaac). Do mesmo modo, os muçulmanos não podem ser anti-semitas, pois os primeiros muçulmanos, os árabes, eram semitas. Quanto ao anti-sionismo, já é uma questão bem diferente. Politicamente organizado na Europa moderna, o sionismo era basicamente estranho ao Médio Oriente, era uma importação estrangeira."- O Islão, pp. 167-168, Bertrand Editora, Lisboa.
Como seria bom se guardássemos na memória estas palavras! A síntese está perfeita. De uma vez por todas, temos que nos dar conta de que a realidade do conflito entre Israel e a Palestina é complexa, matizada, e há que ter em conta estas três dimensões do conflito: a religiosa, a racial e a política!
A criação inusitada, na minha opinião, de um estado de Israel no Médio Oriente, como depósito para os judeus da diáspora, tinha que provocar, pelo menos, e sublinho, pelo menos, uma das dimensões do conflito: a política!
Do ponto de vista palestiniano, as políticas sionistas são sempre uma agressão. Para tentarmos compreender um pouco melhor o anti-sionismo dos palestinianos podemos imaginar, por exemplo, a comunidade internacional a sancionar ou a legitimar Marrocos ou a Tunísia a invadirem o sul de Espanha, reclamando para si a "terra prometida" do Al-Andaluz! O que teriam os espanhóis a dizer?
É evidente, e o leitor atento já franziu o sobrolho, que estou a esquecer-me da questão de Jerusalém, cidade santa para três religiões. É precisamente Jerusalém (e outros locais importantes, mas menos, como Belém) que dá à polémica israelo-palestiniana toda a sua complexidade. É devido a Jerusalém que entra na equação a dimensão religiosa.
Contudo, sempre que ouvirmos noticiários, sempre que nos depararmos com jornalistas ou comentadores sem formação ou equipados com uma curta bagagem dos mais gastos estereótipos, lembremo-nos disto: é possivel ser-se anti-sionista sem ter ódio religoso ou racial aos judeus. Vou até mais longe: em Israel não há só judeus! Há israelitas religiosos e israelitas ateus; há israelitas liberais e israelitas socialistas. E, espanto máximo, há israelitas muçulmanos e israelitas cristãos! Depois de reflectirmos, é evidente que isto faz sentido, mas vejamos a suprema confusão em que incorremos sempre que, em conversas com amigos, usamos os mesmos estereótipos dos media!
Por fim, falta falar de uma das três dimensões referidas: a dimensão racial. É apenas a um nível mais primário, do ódio sentido pelas camadas mais incultas e brutas da sociedade islâmica, que podemos encontrar, e mesmo assim dificilmente, um ódio puramente racial aos judeus, sendo evidente que um ódio destes é claramente contraditório, como explicou Ahmed. E mesmo assim, este ódio, quando existe, é quase sempre consequência de um ou dos dois primeiros ódios, do político e do religoso (este último também contraditório para um muçulmano). Por isso, torna-se perigoso falar em antijudaísmo, e torna-se quase sempre absurdo falar em anti-semitismo, quando se aborda a questão israelo-palestiniana contemporânea, e muito menos fazer paralelos inusitados com o nazismo. A expressão a usar é "anti-sionismo".
Há contudo, muito que se poderia dizer sobre as origens da causa sionista, sobre a influência do socialismo na fundação de Israel, e sobre a relação dos sionistas com o Terceiro Reich. Mas isso fica para outra altura...
É espantoso constatar que, no sionismo, contrariamente ao que poderia dizer-nos o senso comum, há muito mais de política do que de religião, tanto ao nível das ideias quanto ao nível das crenças dos seus impulsores e precursores.
Tentemos, por isso mesmo, usar de um certo cuidado na escolha dos termos quando falamos desta questão.
Para terminar, queria recordar uma polémica já passada, mas onde surgiu um equívoco semelhante. Alguns debitadores de opiniões, anti-clericais até ao âmago, gostaram de falar de "anti-semitismo" quando criticaram o filme de Mel Gibson, "A Paixão de Cristo", porque segundo eles este filme colocava os judeus como "maus da fita". Ignorando que a intenção didáctica do relato da Paixão de Cristo é a de colocar toda a humanidade como "má da fita", estes críticos mal informados nem se deram conta de que o guião do filme estava, todo ele, em perfeita concordância textual com o Novo Testamento da Bíblia cristã. Suprema imbecilidade falar neste caso de anti-semitismo por parte do realizador... Além disso, Jesus, o "bom da fita", era semita!
Afixado por Bernardo Motta em 24 de outubro de 2005, às 10:21
Afixadelas
O anti-semitismo é um preconceito? E podemos ser "racistas" face aos judeus? Não me parece que esta "síntese" seja perfeita ou sequer aceitável.
Para entender a animosidade que os palestinianos dedicam a Israel, há que estudar um outro factor decisivo: a memória.
Sim; a memória de quem ainda tem presente, em carne viva, as recordações da expulsão, à força de bombas e massacres como o de Deir Yassin, de populações inteiras.
"Nem uma aldeia, nem uma tribo deve ficar." diziam Begin a propósito desta limpeza étnica para sempre impune.
Só quando os monstros do Irgun e do Stern Gang deixarem de ser adorados pelos israelitas como heróis é que estas feridas poderão começar a sarar. De outra forma, como denunciar apenas o terrorismo de um dos lados?
Afixado por Luis Rainha em 24 de outubro de 2005, às 15:08
Asneira. Queria sim começar por perguntar se "O anti-sionismo é um preconceito?" Isto porque discordar de uma dada política não me parece passível de merecer a carga negativa que a classificação de "preconceito" acarreta inevitavelmente.
Afixado por Luis Rainha em 24 de outubro de 2005, às 15:10
Correndo o risco de parecer ensimesmado, deixa-ma citar algo que escrevi há uns tempos: http://bde.weblog.com.pt/arquivo/009181.html
Afixado por LR em 24 de outubro de 2005, às 15:12
Luís,
Desculpa lá, pá, mas faz-me um pequeno favor: começa por ler o que eu escrevi. Lê...
Depois, de uma forma clara, tenta explicar o que é que contestas. É que eu simplesmente não percebi patavina das tuas contestações. O que é que te choca no que eu escrevi?
Porra, nos dias que correm, parece que desatas aos tiros em todas as direcções de forma desordenada! Para ti, somos todos presos por ter cão e por não ter?
Eu sou anti-sionista e não acho que isso seja um preconceito porque o sionismo é uma política. Não percebo onde está a tua confusão.
O anti-semitismo é preconceito, porque é ódio racial. Achar que alguém é mau porque pertence a uma determinada raça. É uma generalização preconceituosa.
Por favor, LR, explica-te que assim ninguém se entende contigo!
Afixado por Bernardo em 24 de outubro de 2005, às 15:48
Acho que já percebi o que querias dizer...
Não ponhas tanta carga na palavra "preconceito", porque isso pode dever-se a uma má tradução para português (não tenho o texto no original), ou se calhar, a pouco cuidado na terminologia do próprio autor, que deveria ter usado um termo mais neutro como "adversidade" ou "oposição". Ou talvez se deva ainda ao facto de que isto é um trecho e pode estar fora do contexto. Tenho que verificar no texto original...
Mas isso não muda uma vírgula ao que foi escrito no meu post! Achas que este autor é pró-israelita?
Bolas, não estou a proteger os israelitas nem sequer estou a proteger os muçulmanos! Estou a tentar esclarecer certos termos que tantas vezes são mal usados e provocam juízos errados.
E a separação da terminologia nestes três domínios é uma forma muito útil de esclarecer as pessoas sobre os perigos de uma terminologia mal empregue!
Não achas o anti-sionismo um preconceito? Tens toda a razão: e pasme-se! Concordamos!
A síntese do homem é perfeita? Está bem, não será perfeita porque a palavra "preconceito" é perigosamente negativista, mas acho que se entende perfeitamente o sentido do meu post e o sentido do texto do homem.
E continuo a achar que te divertes a escamotear os meus posts, quando ainda por cima, nesta matéria, até parece que estamos mais em sintonia do que o costume...
Afixado por Bernardo em 24 de outubro de 2005, às 16:10
O teu texto no BdE é exactamente o que eu esperava vindo de ti. E concordo 100% com o que escreveste. Só mudava uma coisa. Tu escreves no fim que esperas que te chamem "anti-semita". Acho que, mais uma vez, deverias ter aproveitado para esclarecer que o que te irrita é a política sionista, e não a raça semita. É que há muito por fazer, e muita coisa para ensinar a muita gente. Eu estou totalmente contigo. A barbaridade existe de ambos os lados da barricada. E eu vou mais longe: o estado de Israel, para mim, é um erro que se paga caro há mais de meio século. Serei anti-semita?
Livra!
Todo o meu post girava à volta do mesmo: é possível ser-se contra a política de Israel, e ao mesmo tempo, nada sentir contra a raça hebraica ou contra a religião judaica!!
Só que a questão é esta: quem, na cena política internacional, se arrisca a ser anti-sionista? Ninguém, sob pena de levar com o rótulo (ERRADO) de anti-semita em cima da testa!
Afixado por Bernardo em 24 de outubro de 2005, às 16:21
"De outra forma, como denunciar apenas o terrorismo de um dos lados?"
Ninguém aqui o está a fazer, Luís, nem eu nem o pobre do Ahmed, muçulmano por sinal...
Esta tua pergunta ajuda a dar aos teus comentários um ar de autismo.
Faz-me lembrar um post antigo que eu escrevi sobre esta questão, no qual também entraste a matar, e afinal, verificou-se que concordávamos. Parece que levas esta questão tão a peito que não podes ver ninguém a escrever sobre ela, que te salta logo o impulso para discordar, a torto e a direito...
Se tivesses lido esta parte importante do excerto com atenção:
"O preconceito pode ser dos três tipos ao mesmo tempo, mas se for de um só tipo, não tem de subentender os outros dois; por exemplo, os que se opõem à filosofia política do sionismo não têm necessariamente de ser antijudaicos ou anti-semitas."
...teria ficado claro, com esta frase, que o termo está desadequado. Ele fala claramente dos que se opõem à filosofia política do sionismo. Ora, se assim fosse, todos os adversários políticos do sionismo teriam que ser preconceituosos por o combaterem?
Penitencio-me por não ter lido isto com atenção nem ter reparado no uso perigosamente equívoco da palavra. Mas, mesmo assim, é possível perceber perfeitamente a posição do autor (e a minha). Porque é que te recusaste a percebê-las?
Acho que se trata apenas de um infeliz uso da palavra "preconceito", quando ele queria apenas dizer "oposição", nada mais...
Afixado por Bernardo em 24 de outubro de 2005, às 16:39
Bernardo,
achei especial piada a esta frase do autor:
"Os judeus fazem parte do «povo do Livro»". Ou seja, os filhos de Ismael até concedem que os outros gajos até "fazem parte" da família. Assim mais ou menos a título de deferência :) E eu que julgava que eles, os judeus, fossem os manos mais velhos :)
Disclaimer: não sou sionista (só às sextas-feiras)
Afixado por Gibel em 24 de outubro de 2005, às 16:45
Bernardo, penso que existe aqui um factor importante que talvez não tenhas considerado (não estou a contestar, estou só a tentar acrescentar alguma complexidade ao debate): o anti-semitismo que nasceu com o anti-capitalismo (ou pelo menos com o embrião do anti-capitalismo). Os judeus europeus eram visto pelo povo como uma classe que se movia entre eles e os nobres. De certa forma, uma elite. O elevado nível cultural dos judeus também ajudou a essa descolagem do povo. E talvez tenha sido assim que nasceu o anti-semitismo moderno, e que teve o seu auge nos anos 30 do séc. XX (e todos sabemos o que se seguiu).
A diabolizaçao dos judeus, construída durante séculos pela Igreja Católica também não ajudou muito. Em alguns regiões rurais da Europa Central, os judeus ainda são vistos como o Mal.
Afixado por CMF em 24 de outubro de 2005, às 16:59
Pois é, Gibel, há um bocado a mania das grandezas nalguma desta malta, que lhes tolda a visão das suas origens. O caso que apontas é paradigmático, de tal forma eles se colocam à frente de tudo. Há também, como sabes, muito paternalismo em relação ao judaísmo nalguma literatura cristã... É típico. "A minha revelação é melhor que a da vizinha".
Mas este tipo, o Ahmed, apesar de ser ligeiramente parcial aqui e ali (os poetas muçulmanos de que ele fala são sempre bons poetas), até escreveu um bom livro, informativo, e bem intencionado. A ideia que ele defende é simples: o conhecimento mútuo ajuda à compreensão e à tolerância. E minimiza as ideias pré-concebidas.
Afixado por Bernardo em 24 de outubro de 2005, às 16:59
CMF,
Totalmente de acordo!
Deixei de parte, propositadamente, a questão espinhosa das origens do anti-semitismo na Europa. O que eu queria dizer era só isto: o anti-semitismo, ou seja, adversidade racial face aos semitas, não é, a meu ver, o motor que alimenta a dispura israelo-palestiniana.
Podemos, e aqui concordo com o Rainha, imaginar como as matanças sucessivas transformam um ódio inicialmente político num ódio contra a raça como um todo.
Mas o ódio sentido por Hitler pelos judeus não é o mesmo ódio sentido pelos palestinianos. Não é de origem racial, mas sim política. É o normal ódio pelo invasor, pelo ocupante, pelos assassinos das suas famílias ou amigos. Um ódio que, depois, por sua vez, se concretiza em mais mortes e assassinatos, numa interminável espiral de violência.
Contudo, na origem, estava um problema político: a criação do estado de Israel. E não um problema racial.
Afixado por Bernardo em 24 de outubro de 2005, às 17:05
"Mas o ódio sentido por Hitler pelos judeus não é o mesmo ódio sentido pelos palestinianos"
É isso mesmo. Desde há algumas semanas (por razões de viagem) tenho pensado no assunto. E começou a achar que estranho que o termo "anti-semitismo" seja igualmente atríbuido a diversas correntes de "pensamento". Conclui que deveriam existir diferentes formas de anti-semitismo,mais ou menos racistas, mas a tua classifcação parece-me muito adequada.
Afixado por CMF em 24 de outubro de 2005, às 17:12
CMF,
É isso mesmo.
A classificação não é minha, é do autor que citei.
Contudo, é sempre perigoso fazer classificações fechadas. Este conflito tem várias dimensões. Ajuda tentar separar, pelo menos, as principais três: a política, da religiosa e da racial. Se compreendermos que, no caso israelo-palestiniano, a racial é a menos significativa, isso já é bom para a compreensão do fenómeno.
Mas podemos pensar noutras dimensões: uma delas, sublinhada pelo Luís Rainha, é a dimensão da memória associada a actos cruentos. A dimensão do emocional, da vontade irracional de vingar o sangue com sangue. Contudo, acho que em bom rigor podemos sempre deduzir que tudo nasceu de uma agressão política: a criação do estado de Israel, intenção de vários estados à escala global que queriam satisfazer certos interesses ao mesmo tempo que tentavam uma catarse da responsabilidade sentida globalmente pelo destino das vítimas do Holocausto.
Mas há muito, muito ainda por escrever sobre as motivações e as correntes por detrás da criação do Estado de Israel. O mais curioso é que, aparentemente, do pouco que consegui aprender sobre isso, se trata de vontades políticas que usaram habilmente sentimentos religiosos...
Mas este tema ainda é água de mais para o meu moinho e por isso, calo-me!
Afixado por Bernardo em 24 de outubro de 2005, às 17:20
Bernardo,
Não sejas tão rápido com o dedo do gatilho, que eu não estava a "escamotear" o teu post, pá! Só quis esclarecer uma ou duas coisas.
No que toca ao post no BdE, o que escrevi fazia todo o sentido: escrever algo contra o governo de Israel é garantia de aparecerem uns quantos a berrar "Ai da guarda que é anti-semita!" A mim, que até sou quase 50% judeu (geneticamente, entenda-se) já me dispensaram esse tratamento umas quantas vezes.
Mesmo a frase "De outra forma, como denunciar apenas o terrorismo de um dos lados?" vem dessa confusão que me fez a palavra "preconceito"; se ser anti-sionista é um preconceito, serei talvez preconceituoso ao teimar em não me esquecer de Deir Yassin, por muito pouco jeito que tal dê a quem deseja colocar o Estado israelita sempre na posição de pobre víttima.
Shalom para ti.
Afixado por LR em 24 de outubro de 2005, às 20:59
Luís,
Está desfeito o equívoco.
Parece incrível, mas ao escrever o texto não me tinha dado conta de que o texto tinha a palavra "preconceito". É que na minha cabeça nem sequer me passou a ideia de que anti-sionismo era um preconceito, porque tenho bem enraizada a ideia de que sionismo é política, e portanto, bem passível de ser contestada.
Quanto aos insultos típicos do "acudam, que é anti-semita", era precisamente intenção deste post tentar evitá-los.
É que já não há pachorra!
Shalom para ti também, pá!
Afixado por Bernardo em 25 de outubro de 2005, às 08:41
