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novembro 24, 2005

Minhoquices

Andam meia dúzia de “nós-queremos-é-derrotar-cavaco” a retirar absurdas conclusões das faltas de comparência dos, assim chamados, representantes da candidatura de Cavaco Silva – do mandatário nacional, da mandatária para a juventude e, hoje, do director de campanha - nos debates promovidos pela Antena 1. Que o homem não fala, que ninguém da campanha dele fala, que é a lei da rolha. Ya-da-ya-da-ya-da…

Já agora, gostava que essa meia dúzia de indignados me informassem em que é que as palavras de Lobo Antunes, Kátia Guerreiro ou Miguel Relvas podem minimamente alterar ou contribuir para alterar o sentido de voto de quem quer que se seja, ou ser sustento do mesmo.

Melhor dito, gostava que algum iluminado me esclarecesse, designadamente, em que sentido e até que ponto, as palavras de Kátia Guerreiro, que ontem faltou ao ilustrativo debate com um tal de Pac Man (que parecia nem saber bem o que estava ali a fazer), com o vocalista e letrista dos Blind Zero (que também é comentador desportivo), com o bicho carpinteiro Joana Amaral Dias (que também é bloquista) e ainda com outro fulano, funcionário da JCP, até que ponto dizia eu, é que a falta de comparência da fadista contribuiu para que alguém possa, razoavelmente, dizer, , assim não voto Cavaco.

Dito de outra forma, em que é que as opiniões de Kátia Guerreiro, Lobo Antunes ou Miguel Relvas podem ser governo do voto de alguém? Em suma, acho que fizeram muito bem, os três, em não comparecer aos so called debates. Entrevistas individuais ainda vá, agora debates entre meros símbolos de campanha, os dois primeiros, e estrategas de jogo, o último?

Ganhem mas é juízo, deixem-se de questões despiciendas e conformem-se com o inevitável.

Ele está aí para ganhar! E sem precisar de dizer quase nada.
A memória de dez anos de Governo parece chegar - por muito que vos custe.

Afixado por afixe em 24 de novembro de 2005, às 17:17

Afixadelas

Nada a apontar até à penúltima linha do post. Daí para a frente, a minha dúvida é se vai ganhar "sem precisar de dizer quase nada" ou sem saber dizer quase nada.

Afixado por Jon em 24 de novembro de 2005, às 20:12

Do que tu te convences, Jon!

Afixado por monty em 24 de novembro de 2005, às 20:14

Não é convencimento, é dúvida, e legítima, (digo eu)atenta a semi-mudez do candidato.

Afixado por Jon em 24 de novembro de 2005, às 20:27

Que não fale tanto como alguns, que quase só dizem merda, é uma coisa, agora acusá-lo de não dizer nada é manifesto exagero. Será o começo de um mito urbano? Tens que comprender que ele não pode dizer mal do Cavaco, razão que ocupa 99% do discurso dos opositores.

Afixado por monty em 24 de novembro de 2005, às 20:31

Quando não há muito por onde "pegar"... restam estes detalhes.
E já que lembram o "saber falar", pergunto-me o que teria dado um debate com o Pac Man. É que da última vez que o vi num programa dedicado ao tema, a única resposta dele às questões levantadas era o embaraço. Definitivamente, não se perdeu um debate!

Saudações

Afixado por Carriço em 25 de novembro de 2005, às 00:53

Se não é para ir a debates, se não é para apresentar as vantagens do candidato relativamente aos outros, se não é para se sujeitar às maçadoras regras da democracia liberal (nós sabemos que tu não, mas pelo menos Cavaco diz que acredita nelas) porque raio é que ele indicou os mandatários ?

Afixado por real em 25 de novembro de 2005, às 10:14

Explico-te tudo, ó criatura de simples hábitos mentais, e com uma só palavrinha: indecisos.

Afixado por JG em 25 de novembro de 2005, às 11:03

Real:

Os mandatários foram indicados pela simples razão de equivalerem, mesmo caladinhos, ESPECIALMENTE caladinhos, a símbolos. Um exemplo: o Pac Man. Quem se identificar com a onda Pac poderá entender que o o Alegre tem aquele ideal de juventude e retira as conclusões respectivas.

JG:
Com acintes não vais lá - pelo menos comigo.

Acredito que um indeciso vote no Alegre pelo Pac Man e pelo que ele representa na sociedade (pobre indeciso), mas já não acredito que o faça pelo que este possa dizer num debate. Mas é uma questão de opinião.

Um pouco menos de sobranceria fazia-te bem.

Afixado por monty em 25 de novembro de 2005, às 12:09

a disputa é tão emocionante (bocejo) que só sinto mesmo a falta do candidato Manuel João Vieira para que fique perfeita.

Afixado por susana em 25 de novembro de 2005, às 14:46

ok, a resposta está mais ou menos

Mas tu que não acreditas no bom senso do povo nem na sua capacidade para decidir e até mesmo nas suas possibilidades de se civilizar, que não acreditas na eficácia das instituições para melhorar a nossa vida quotidiana (ou pelo menos descrês delas), porque raio hás-de votar no Cavaco que acredita e promete tudo isto ? Não seria melhor uma gajo, como o Soares por exemplo, que não implica com o fumo do nosso tabaco, que come bolo rei de boca aberta, que prefere o tinto à laranjada, a feijoada à salada, em suma, que como nós não é um poço de virtudes nem implica com os nossos defeitos ?

Afixado por real em 25 de novembro de 2005, às 15:25

Desculpa lá, mas quem come bolo rei de boca aberta é o Cavaco.

Afixado por Monty em 25 de novembro de 2005, às 15:35

Ó meu tonto: já não distingues acinte de gozo?

Afixado por JG em 27 de novembro de 2005, às 01:21

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