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novembro 19, 2005
Aconteço um gin no Peter...

Aos oitenta anos, morreu hoje José Azevedo, dono do Peter, na Horta.
Um gin tónico, em honra dele. E um poema que escrevi, há alguns anos.
Por Um Gin...
O céu está preto
Da cor do alcatrão
Se calhar o avião
Fica retido
Esperas-me lá
No fim do alfabeto
Esperas em sentido
Como um velho farol
Como um raio de sol
Para um barco perdido
No porto
À porta
O céu está escuro
Está breu e já troveja
Talvez seja
O diabo, de irritado,
Esperas-me lá
Esperando pelo futuro
Esperas calado
Como um velho sinal
Como um raio vital
Para um homem cansado
No porto
Da Horta
Está traiçoeiro
Mas vamos já no ar
Os passageiros
Não tentam nem olhar
Se é grande o medo
A vontade é de rochedo
Vemos o Pico
E o mar
O Pico
E o mar
E o Pico
E o mar
Em qual deles vamos bater
Primeiro?
Esperas-me lá
Sem temer
Pelo companheiro.
És forte
E és conforto
Na morte
No porto
Na porta
Na Horta
Sem sobressalto
Esperas por mim
Sabes que nunca falto
Ao nosso gin.
Afixado por Mário Cordeiro em 19 de novembro de 2005, às 19:52
Afixadelas
Mário, que notícia tão triste. Como tiveste conhecimento dela?
Afixado por bluegift em 20 de novembro de 2005, às 12:27
O Peter...porto de abrigo para velejadores de todo o mundo:) bonita homenagem.
ao gin, também falto:)
saudações
Afixado por riquita em 20 de novembro de 2005, às 13:01
queria dizer, obviamente, NÃO falto
Afixado por riquita em 20 de novembro de 2005, às 13:04
