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dezembro 27, 2005

Crises

No ano passado registaram-se 23 mil e 348 divórcios em Portugal, mais 530 do que em 2004. E se os divórcios aumentaram, os casamentos oficiais diminuiram. Dar o nó de papel passado começa a ser cada vez menos uma opção. Os números do INE revelam uma queda de 8,5 por cento nos casamentos. Em 2003 foram registados 53 mil e 735 casamentos. Em 2004, esse número desceu para os 49 mil e 178, menos quatro mil e 557 casamentos.

Mas que valente surpresa...Imagino que, tal como a mim, o embate da novidade, vos tenha projectado até junto da fronteira da catalepsia.
Temos aqui, motivos ponderosos para suscitar uma reflexão profunda a nível nacional.

Não hesitámos em desperdiçar quilómetros de papel a analisar a disfuncionalidade da economia e o tamanho do défice e o sistema político-partidário, mas permanecemos há tempo demais sorrindo embasbacados perante a endemia da crise de valores. Basta!
Os resultados deste estudo demonstram inequivocamente a centralidade do fenómeno e a sua influência sobre todas as crises sectoriais em que o país se encontra mergulhado.
É chegada a altura de colocarmos o dedo na ferida. Urge dissecar as causas e o alcance do flagelo que assola uma quantidade assustadora de famílias. Ou antes...que assola a Família Portuguesa.
Não se pretende, com o presente post, de alguma forma, beliscar a integridade de qualquer indivíduo que tenha, em determinada altura da sua vida, tido a coragem de trilhar um caminho consabidamente doloroso e traumatizante, mas tão só, despertar as consciências para a necessidade de encontrar justificações para a realidade que este estudo nos obriga a encarar. Pela polémica que encerra, julgo ser este, o espaço indicado para a sua abordagem.

Não fazia mesmo ideia, que ainda houvesse tanta gente a casar-se.

Afixado por Jon em 27 de dezembro de 2005, às 22:40

Afixadelas

Pronto!
Estava a ler o teu texto e a pensar já por alíneas nos argumentos ripostadores quando o último parágrafo me arrancou uma sonora gargalhada!!

Afixado por Ana em 28 de dezembro de 2005, às 13:54

Estava eu aqui a pensar em mil argumentos para ripostar o teu texto quando o último parágrafo me arrancou uma sonora gargalhada! :-D

Afixado por Ana em 28 de dezembro de 2005, às 14:07

De momento, o livro que leio, escrito por um pediatra, realça a criança como o caminho de e para o Futuro e a sua educação como a estrada verdadeira para a Paz.

O INE informa que nascem cada vez menos crianças em Portugal.

Eu e, estou certo, muitos de nós desejaríamos ter mais filhos, mas, em Portugal, o Estado (ou seja, nós governados por alguns) não valoriza a Maternidade nem a Paternidade e nem sequer as nossas Crianças.

Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) …

Sacanices…
Paulo Portas é de novo Suspeito de crime…

http://sal-portugal.blogspot.com/
JAC - Sal de Portugal

Afixado por JAC em 29 de dezembro de 2005, às 15:16

"Temos aqui, motivos ponderosos para suscitar uma reflexão profunda a nível nacional."

Aqui temos de certeza: http://manuelamagno.blogspot.com/

Afixado por Alfredo em 30 de dezembro de 2005, às 03:47

Tenho amigos com filhos que se "divorciaram" apenas no papel porque descobriram que o Estado os penalizava nos impostos, apenas por serem casados e se manterem casados.
Conheço gente que vai casar às igrejas de Espanha porque assim não consta como casado no R. Civil português, o que lhes permite não serem castigados nos impostos, apenas por serem casados.
Se o Estado castiga quem se casa, e quem tem filhos, o que se espera que os cidadãos façam?

Afixado por naucatrineta em 2 de janeiro de 2006, às 12:31

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