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dezembro 10, 2005

Ensaio sobre a demagogia

O senhor nunca viu o choro de uma criança

Do debate de ontem à noite há a dizer que o dr. Louçã foi igual a si mesmo. Numa reedição do grosseiro recorte demagógico a que nos tem mansamente habituado, a quintessência da nova evangelização voltou a trazer a criançada para o debate político. Vai daí, brinda-nos com a comovedora história de Nelson, um menino de 9 anos, filho de imigrantes, que chorou no final do Portugal-Grécia e que não pode jogar no clube da terra pelo limite imposto a estrangeiros. Isto tem nome, mas não é certamente política. Cavaco ouviu tudo isto e muito mais com democrática resignação e sobre-humana polidez. Respondeu, arguiu, suportou. Um debate com o dr. Louçã consiste sobretudo nisso. Suportar o extravagante populismo do adversário sem adoptar a postura chicaneur que Louçã exibe com resoluto descaramento. Impassível, sereno, tolerante. Na sua mais incisiva prestação televisiva, Cavaco acabou também por ser, ontem à noite, uma verdadeira «esfinge». Uma prodigiosa e imperturbável esfinge democrática.

Tiago Geraldo, in Pulo do Lobo

5 estrelas!

Afixado por afixe em 10 de dezembro de 2005, às 16:08

Afixadelas

Ó Cavaquista!
O choro de uma criança não se vê... ouve-se (e de que maneira!)
Abraços malévolos (o prontuário seguirá por correio expresso...)
Mário

Afixado por Mário Cordeiro em 10 de dezembro de 2005, às 18:49

Cavaco delapidou a Segurança Social

Afixado por Bolo Rei em 10 de dezembro de 2005, às 19:29

Cavaco foi arrasado, que os dementes que o apoiam, busquem desesperados argumentos para contrariarem a realidade, ela não muda.

A frase assassina sobre os POLITICOS PEQUENOS que não têm coragem de assumirem as suas posições, a propósito do silêncio de Cavaco na altura da invasão do Iraque é de mestre.

Por isso só vos resta tiradas, como as do pulos de lobinhos e de outras que tais.

Louçã demostrou ontem que Cavaco é um mero produto de marketing, e do muito dinheiro que os BANQUEIROS puseram á sua disposição...

Afixado por espectro em 10 de dezembro de 2005, às 19:48

Eu o que estou a ver é que MSoares, usando uma táctica beijoqueira, que ele tanto criticava a Paulo Portas, anda por feiras, lugares e lugarejos, a angariar votos. Perante as urnas, os votantes são todos iguais, e o que conta é o número do votante e o total de votos alcançados pelo candidato vencedor.
Mas lá que os beijinhos contam, isso contam ...

Afixado por Peter em 10 de dezembro de 2005, às 21:26

Faço minhas as palavras de Espectro.
Abaixo a esfingica criatura de Boliqueime!
Viva Portugal!

Afixado por Lucy em 10 de dezembro de 2005, às 21:30

A Democracia é personificada por uma "Esfinge", ainda para mais "prodigiosa"? Só mesmo tu para achares graça a este paleio à lá norte-coreana...
Queres saber qual era o groteco final inicial do post? "Na sua mais incisiva prestação televisiva, Cavaco acabou também por ser, ontem à noite, uma verdadeira «esfinge». Prodigiosa e imperturbável, como deve ser a Democracia." Nem mais.

Não te parece um oxímoro dos grandes, a expressão "esfinge democrática"? O que tem a opacidade da esfinge a ver com os mecanismo de transparência que a democracia impõe? Nada, claro; mas tu andas sectário demais para veres que esta converseta que tu apelidas de "5 estrelas" é apenas uma fraca desculpa para as desajeitadas fugas às respostas que Cavaco ensaiou durante todo este debate.

Afixado por Luis Rainha em 11 de dezembro de 2005, às 00:23

Se não os podes combater junta-te a eles, diz o povo e com razão e eu agora vou-me juntar ao meu amigo Monty. É verdade que ele merecia um voto melhor do que Cavaco, imaginam ronaldinho a escolher trapatoni para treinador ? pois é, é isso que me faz lembrar...
os comentários da lucy e do espectro fazem-me urticária (o LR é um caso à parte), mas quem é que conseguiria dormir dencansado com louçã na presidência, vocês são apenas simples ou querem-nos tomar por parvos ?

Afixado por povo unido em 11 de dezembro de 2005, às 01:41

uns simplórios, povo unido, apenas uns simplórios sem maldade.

Afixado por monty em 11 de dezembro de 2005, às 20:19

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