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dezembro 31, 2005

Bicefalia... ou esquizofrenia?!

Coisa estranha.
Meia noite em Viena - a Áustria preside, desde este momento à UE. Mas acontece que em Londres ainda são 23h. E o Reino Unido ainda está em 2005, presidindo também à UE.
Quem vai tomar grandes decisões na próxima hora? Felizmente está tudo no champagne e ninguém se lembra de mais nada...

PS: tinha prometido não voltar antes de 2006... e aqui na terrinha ainda é 2005, mas em Bruxelas já é dia 1...

Afixado por Mário Cordeiro às 23:00 | Afixadelas (2)

dezembro 30, 2005

Bom Ano

deidda.jpg
(Mariano Deidda)

Não encontro melhor espaço para reflexão sobre o ano que (quase) passou e sobre o que aí vem, como Fernando Pessoa, na voz italiana de Mariano Deidda.
Três CDs (inexistentes em Portugal!), absolutamente fora de série, com poemas (cerca de 40, no total) do escritor, que morreu há precisamente 70 anos.

Um privilégio.
Tão sublime, que só pode levar a antecipar coisas boas para o ano que se avizinha. Mesmo que se saiba ser ingenuidade ou utopia, como alías o é a poesia...

Bom Ano para todos. Tal como o Bernardo, só regresso em 2006...

Afixado por Mário Cordeiro às 22:28 | Afixadelas (4)

Is there anyone at home?

Ó da casa?

(silêncio)

Como se pode ver, isto está às moscas.
Lisboa, hoje, parecia deserta. Poucos carros, algumas pessoas a correr de um lado para o outro, muitas a fazerem o impossível para se porem a andar daqui para fora quanto antes...
Eu, da parte que me toca, estou pronto para me pirar. Vou desligar o PC, e até segunda-feira nada de Internet.
Visto que já cá não está ninguém, vou apagar a luz e fechar a porta, se não se importam...
Até 2006 e um Bom Ano para todos os leitores do Afixe, sobretudo para aqueles fiéis aqui da casa que ainda vão passar por cá até ao fim de ano!!

Afixado por Bernardo Motta às 18:34 | Afixadelas (2)

dezembro 29, 2005

É o que faz sentido...

A casa onde viveu e morreu o escritor Almeida Garrett, em Campo de Ourique, vai ser demolida. A Câmara Municipal de Lisboa justifica esta decisão com a falta de dinheiro para adquirir o imóvel.
- in Público, 28-12-2005.

A propósito disto, alguém sabe como vão as obras no Parque Mayer, como está a situação do novo Casino, como estão a andar as negociações na antiga Feira Popular?
E para que não digam mal das minhas palavras irónicas, aqui fica a explicação oficial da senhora Vereadora da CML:
A Casa onde morreu Almeida Garrett - Interesse urbanístico vs interesse cultural

Afixado por Bernardo Motta às 09:46 | Afixadelas (8)

dezembro 28, 2005

Luz

v20.jpg

Jacob saiu de Bersabé e tomou o caminho de Harran. Chegou a determinado sítio e resolveu ali passar a noite, porque o sol já se tinha posto. Serviu-se de uma das pedras do lugar como travesseiro e deitou-se. Teve um sonho: viu uma escada apoiada na terra, cuja extremidade tocava o céu; e ao longo desta escada subiam e desciam anjos de Deus (...). Despertando do sono, Jacob exclamou: «O Senhor está realmente neste lugar e eu não o sabia!» Atemorizado, acrescentou: «Que terrível é este lugar! Aqui é a casa de Deus, aqui é a porta do céu.» No dia seguinte, de manhã, Jacob agarrou na pedra que lhe servira de travesseiro, e, depois de a erguer como um padrão, derramou óleo sobre ela. Chamou a este sítio Betel, quando, originariamente, a cidade se chamava Luz.
- Génesis, 28, 10-19.

Luz.
Uma pequena palavra de três letras...

Ao ler o livro do Génesis, o leitor português imagina que o nome do local onde dormiu Jacob foi aportuguesado, ou seja, que no texto original iria encontrar a palavra hebraica para "luz". Ora bem, engana-se se assim pensa. No original, a palavra hebraica é mesmo "luz". Privilégio sublime da língua portuguesa (e "coincidência" para os tolos que se recusam a ver o óbvio carácter messiânico de Portugal)!
Em qualquer texto verdadeiramente revelado, nada existe por acaso. Os rabis ensinam que nem uma só letra da Torah pode ser mudada, sob pena de todo o texto colapsar em pó. O pensamento tradicional defende que os nomes das coisas, dos lugares, das pessoas, dos objectos, estão intimamente associados à sua essência.
No relato genesíaco, Adão, antes da Queda, vivia em comunhão com Deus, e partilhando da luz divina, conhecia as coisas criadas na sua essência. Deste modo, Adão deu os nomes aos animais e às plantas.
Os nomes por ele escolhidos não eram escolhas ocasionais, movidas por impulsos fantasiosos. O poder de Adão para nomear todas as criaturas vinha-lhe do poder que Deus lhe deu para conhecer as essências das coisas criadas. O homem caído, o homem do Pecado Original, já não tem essa faculdade que tinha o homem primordial.
Deste modo, o autor de um texto revelado, homem caído como todos nós, partilha de um conhecimento imediato, que lhe vem de Deus e não de si, não reflexivo mas intuitivo, por vezes inexprimível (a palavra "mistério", de origem grega, é sobretudo o inexprimível, e não o incompreensível como erradamente se costuma julgar), acerca de uma dada coisa ou criatura. O episódio do sonho de Jacob, um dos mais belos e profundos da literatura veterotestamentária, é disso prova viva.
"Betel", chamou Jacob àquele lugar. "Beth-El", a "Casa de Deus".
Como vemos, Jacob escolhe um nome adequado ao local. Porque nessa noite, Jacob esteve num lugar santo.
O termo hebraico que designa a presença real da divindade no meio de nós é "shekinah". A shekinah é a presença de Deus no mundo. A sarça ardente, avistada por Moisés, foi shekinah, assim como o Santo dos Santos do antigo Templo judaico, onde se dizia que, na mais profunda escuridão, Deus Se manifestava sobre a Arca da Aliança, por entre as asas douradas dos querubins.
Durante o seu sonho, Jacob vê uma escada, símbolo do "axis mundi", o Eixo do Mundo, por onde sobem e descem aquelas criaturas sobre-humanas e infra-divinas, os anjos. De acordo com o simbolismo tradicional, sempre que o Eixo do Mundo cruza o plano da Criação, pode-se afirmar que esse ponto desempenha a função de shekinah, sendo neste mundo como que a "porta do Céu". Reconhecendo o carácter único daquele local, Jacob verte o óleo sobre a pedra, entretanto tornada sacra pela presença de Deus ("beth-el").
Com base neste episódio, os antropólogos e os mitólogos banalizaram o termo "bétilo" para designar, em geral, uma "pedra santa". A Kaaba, em Meca, é um outro exemplo bem conhecido de um bétilo.
Mas onde quero eu chegar?
À palavra "luz", que segundo o Génesis era o nome antigo da uma misteriosa cidade perto da qual Jacob teve o sonho.
Ora sucede que "luz" é também, em hebraico, a palavra que designa o fruto da amêndoa, bem como a árvore, a amendoeira. Dizem as lendas hebraicas que, precisamente neste local chamado Luz, existia uma amendoeira cujas raízes ocultavam um subterrâneo. Este subterrâneo ocultava, por sua vez, uma passagem secreta que conduzia à cidade de Luz, que se dizia jazer sob a terra, num local inacessível.
Nada disto é muito surpreendente, uma vez que a amêndoa oculta o seu fruto dentro de uma casca dura, o que reforça a ideia de inviolabilidade já existente na lenda sobre a cidade de Luz.
Dizem também as mesmas lendas que, contra esta cidade de Luz, o Anjo da Morte nada podia. Vejamos de seguida porquê...
O misticismo judaico dá também o nome de "luz" à pequena parcela do indivíduo humano onde a alma, após a morte, se vai refugiar. Note-se que não se trata aqui de um lugar físico, mas sim de um "lugar psíquico" (recordemos que, em grego, "psyché" significa "alma"), se é que se pode usar uma expressão como "lugar" num domínio extra-espacial e subtil como é o da alma.
Vemos então que, para os judeus, o Anjo da Morte nada podia contra a "Cidade de Luz", porque era o refúgio da alma humana após a morte para o homem temente a Deus. A morte separava o corpo perecível da alma, mas esta, imperecível, refugiava-se nesta região chamada "luz", que representava assim, verdadeiramente, a "Porta do Céu".
O simbolismo é poderoso: a alma que vivifica o corpo humano durante a vida corpórea "anima-o" e permite a este desenvolver-se em todas as suas potencialidades. A alma é individual, mas tem a sua origem e destino na "luz" divina, essa centelha que jaz no mais profundo dos nossos seres. Muitos confundem alma com espírito, sem ver que aquela está entre este e a matéria corpórea. É a alma que nos define como indivíduos, porque se reveste de uma forma, ao invés do espírito, que é por natureza informal. A alma é indestrutível, porque após a morte, extintas todas as possibilidades da vida humana neste mundo, se recolhe de volta à luz de onde veio. Ali, cada alma aguarda o final dos tempos, a dissolução dos "séculos" em cinzas ("solvet saeclum in favilla", como ensina a liturgia católica do na missa de requiem), altura em que, revestida do corpo glorioso, se poderá voltar a manifestar em todas as suas potencialidades.
A Natureza fornece-nos poderosas metáforas, como aquela apontada por Guénon, relativamente à passagem da lagarta a crisálida, e desta a borboleta: duas passagens análogas à morte física e à ressurreição da carne.
É frequente constatar alguma polémica sempre que se fala sobre a cremação dos mortos. Perguntaram-me, em tempos, se o catolicismo permitia a cremação dos mortos. É um facto que a permite, e a razão para esta permissão está intimamente ligada a esta crença na imortalidade da alma, que está presente na cultura hebraica, como na grega, na islâmica, na cristã ou mesmo na remota hindu.
O fogo da cremação nada pode contra a "cidade de Luz", contra esse "lugar psíquico" para onde a alma se retira em estado de não-manifestação após a morte. Sendo um "lugar" fora do espaço, não está sujeito à destruição pelo fogo.
A cremação em nada invalida a "ressurreição da carne", quando a semente nascida de luz que é a nossa alma regressar à manifestação por via de um novo corpo, desta vez glorioso porque perene e incorruptível.
É este o mistério da vitória sobre a Morte que está presente neste episódio de Jacob e no seu complexo e enigmático simbolismo.
Jesus nasce em Belém por altura do solstício de Inverno, quando as trevas são vencidas pela luz com o retorno do crescimento dos dias em termos de horas solares. Hoje em dia, está na moda retirar originalidade ao Natal cristão. Ao invés de procurarem, nas vozes da tradição cristã, os ecos de tradições hoje desaparecidas, os ignorantes procuram demonstrar uma suposta artificialidade do cristianismo, apresentando-o como um sucedâneo, uma cópia, um plágio, de várias tradições pagãs, como por exemplo, o mitraísmo.
São ignorantes, porque desconhecem a essência dos paralelismos que encontram (se bem que, muitas vezes, pura e simplesmente inventem paralelismos inexistentes). Esses paralelismos, os reais, não reflectem plágios.
Há concordância em vários aspetos entre o cristianismo e as restantes tradições espirituais da Humanidade que o precederam no ciclo histórico. Isso apenas reforça o facto de que o cristianismo não nega as ideias verdadeiras, nem os reflexos luminosos preservados por outras tradições antigas.
Mas o simbolismo cristão possui uma vida própria, uma autonomia notável inerente à sua Revelação.
Jesus nasce em Belém ("Beth-lehem", a "Casa do Pão"), porque agora é o Pão da Vida que representa Deus no meio de nós. Na Nova Aliança representada na figura de Jesus Cristo, a pedra sagrada de Betel cede o lugar ao pão sagrado.
É a Eucaristia, presença real do divino Cristo, que se torna, para os cristãos, na nova shekinah, a presença de Deus no meio de nós. Depois de nos darmos conta do surpreendente paralelismo entre "Beth-El" e "Beth-lehem", entre a "pedra" e o "pão", como é possível não manifestar surpresa perante uma releitura deste conhecido trecho de São Lucas?

Cheio do Espírito Santo, Jesus retirou-Se do Jordão e foi levado pelo Espírito para o Deserto, onde esteve durante quarenta dias e foi tentado pelo diabo. Não comeu nada durante esses dias e quando eles terminaram, sentiu fome. Disse-Lhe o diabo: «Se és Filho de Deus, diz a estas pedras que se transformem em pão». Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Nem só de pão vive o homem».
- São Lucas, 4, 1-4.

Jesus faz, de facto, a transformação das pedras em pão, a transformação de Betel em Belém, porque é o Seu Corpo que se torna presença de Deus no meio de nós ("Emmanuel", "Deus connosco"), suplantando de uma vez por todas a sacralidade dos bétilos da Velha Aliança, que era uma sacralidade menor, porque encontrava o seu suporte material nas substâncias inanimadas. Mas esta é uma transformação transcendente, que o Diabo tenta, como é sua marca, perverter num mero gesto de magia. "Nem só de pão vive o homem", diz Jesus, revelando que a verdadeira Vida é invisível, é aquela que é vivificada pelo "pão celestial", a Palavra de Deus, ao invés da vida humana e corpórea, que vive do pão terreno e que é meramente passageira.
Belém é, assim, a nova Betel, a nova Casa de Deus, e a nova Porta do Céu. É também por esta razão que se diz que os anjos acorreram a Belém, do mesmo modo paralelo a quando acorreram a Jacob durante o seu sonho. A shekinah é peregrina: Deus manifesta-Se onde bem entende.
Deus não tem morada fixa nesta Terra. Jesus, o Deus peregrino, nasce numa manjedoura.
E é visitado por pastores, que de todas as profissões humanas, é a que melhor representa o papel do nomadismo peregrino. A estrela de Belém apontou o caminho para o "axis mundi" aos Reis Magos (os representantes da Tradição que vêm honrar o Filho de Deus acabado de nascer), o local neste planeta onde, há dois mil anos, o Salvador se fez Homem, tornando-se presença de Deus na Criação.
Mas sobre os Reis Magos falarei daqui a uns dias, quando for mais apropriado...
Os meus estimados leitores materialistas e positivistas não darão grande valor a esta misturangada de termos, cegos como estão àquilo que é invisível aos olhos. Na minha linguagem deficitária e imperfeita, tentei transmitir um pouco do brilho luminoso e divino que vejo no Natal, uma tradição milenar que jaz na profundidade do ser humano e da sua rica experiência religiosa.
Será que apenas apontei aqui coincidências?
Jogos de palavras que por mero acaso suscitam paralelos ilusórios?
Ou tratar-se-ão dos reflexos de uma luz fugidia - refractada na imperfeição do meu entendimento limitado - uma luz que emana das entranhas da misteriosa cidade à qual os hebraicos chamavam Luz?
O pior cego é o que se recusa a ver, porque prefere as Trevas à Luz, escolhendo, sem o saber, a morte deste mundo à Vida do próximo.
Um óptimo Natal para todos!
Sim, porque a época do Natal só se conclui no Dia de Reis, não convém esquecer.

(simbolismo adaptado da obra de René Guénon, Le Roi du Monde, cap. VII - «Luz», ou le séjour d'immortalité, 1927)

Afixado por Bernardo Motta às 09:58 | Afixadelas (14)

dezembro 27, 2005

Crises

No ano passado registaram-se 23 mil e 348 divórcios em Portugal, mais 530 do que em 2004. E se os divórcios aumentaram, os casamentos oficiais diminuiram. Dar o nó de papel passado começa a ser cada vez menos uma opção. Os números do INE revelam uma queda de 8,5 por cento nos casamentos. Em 2003 foram registados 53 mil e 735 casamentos. Em 2004, esse número desceu para os 49 mil e 178, menos quatro mil e 557 casamentos.

Mas que valente surpresa...Imagino que, tal como a mim, o embate da novidade, vos tenha projectado até junto da fronteira da catalepsia.
Temos aqui, motivos ponderosos para suscitar uma reflexão profunda a nível nacional.

Não hesitámos em desperdiçar quilómetros de papel a analisar a disfuncionalidade da economia e o tamanho do défice e o sistema político-partidário, mas permanecemos há tempo demais sorrindo embasbacados perante a endemia da crise de valores. Basta!
Os resultados deste estudo demonstram inequivocamente a centralidade do fenómeno e a sua influência sobre todas as crises sectoriais em que o país se encontra mergulhado.
É chegada a altura de colocarmos o dedo na ferida. Urge dissecar as causas e o alcance do flagelo que assola uma quantidade assustadora de famílias. Ou antes...que assola a Família Portuguesa.
Não se pretende, com o presente post, de alguma forma, beliscar a integridade de qualquer indivíduo que tenha, em determinada altura da sua vida, tido a coragem de trilhar um caminho consabidamente doloroso e traumatizante, mas tão só, despertar as consciências para a necessidade de encontrar justificações para a realidade que este estudo nos obriga a encarar. Pela polémica que encerra, julgo ser este, o espaço indicado para a sua abordagem.

Não fazia mesmo ideia, que ainda houvesse tanta gente a casar-se.

Afixado por Jon às 22:40 | Afixadelas (5)

Do puro e outros vícios

Do puro e outros vícios

Na hora de o apagar, basta colocá-lo no cinzeiro. Ele apagar-se-á em pouco tempo. Permita que ele "morra" com dignidade, não o esmague como se fosse um cigarro. (nota: só um maluco se lembraria de deixar morrer um charuto com tanto por fumar)

Afixado por afixe às 13:22 | Afixadelas (6)

dezembro 23, 2005

Personagens natalícias

Véspera da véspera de natal. Acordo e ligo a televisão para ouvir as últimas e vejo que a Câmara Municipal de Lisboa autorizou o nevão. Fixe. Fico a torcer para que doravante desautorizem chuvadas ao fins de semana.
Passam à notícia seguinte e aí está ele, a grande contribuição lusitana para o imaginário natalício. Quais pais natal, quais mensagens de natal, quais doces de natal, quais pirum... Nós temos o Graduado de Natal.

Os natais não seriam a mesma coisa, se por algum motivo que eu nem me atrevo a adivinhar nos víssemos privados do palavroso militar da GNR que anualmente explica aos telespectadores com inquestionável convicção, os malefícios do 3º whiskey sobre a capacidade de conduzir a direito, ou tece relevantes considerações sobre a dificuldade em imobilizar viaturas quando se circula acima dos limites de velocidade, generosamente fixados no 27º artigo do Código Estradal.
Para além de sermos agraciados com dados fundamentais sobre o número de operacionais mobilizados para a missão, e respectiva capacidade de sensibilizar o mais empedernido motorista de pesados de mercadorias, ficamos ainda a saber que em 2005, a criatividade das forças de segurança alvitrou um sonante "Operação Natal/Ano Novo". Muita bem esgalhado!

Por mim falo, mas a mera hipótese de ter a viagem interrompida por uma voluntariosa Brigada, disposta a despachar uma daquelas chazadas intermináveis, aparentemente decoradas com afinco, nos 350 dias do ano em que não existem as tais das operações especiais; levar com o aforismo da condução defensiva; ser alertado para a necessidade de adequar o modus guiandi às condições climatéricas e do piso, ou ainda receber preciosos ensinamentos sobre a indispensável verificação da pressão atmosférica nos pneus sem esquecer o nível do óleo, em discurso XXL, enquanto tentamos perceber se temos que dar ou não uso ao cartão multibanco, são, pelo menos para mim, motivos mais do que suficientes para cumprir cada vírgula do Código.

Bem hajas, Graduado de Natal. Cada intervenção tua vale por meia dúzia de campanhas de prevenção rodoviária.

Afixado por Jon às 18:55 | Afixadelas (4)

Finalmente! Encontrado bom argumento para torcer pela vitória de Louçã! *

betandwin.JPG

FL.JPG

[Betandwin]

* Entretanto, não fosse o zé povinho desatar a votar à maluca (eu disse "à maluca", não "na maluca"), a Betandwin já retirou a aposta do ar.

Afixado por afixe às 11:55 | Afixadelas (5)

dezembro 22, 2005

Qu'É qu'é iiiiiiiiiiisso, ó meu?

ratzinger.jpg

Olha-se e não se acredita. A primeira reacção é uma risada de todo o tamanho. Depois, uma pessoa séria como eu me esforço por ser (nem sempre é fácil) tenta encontrar uma explicação razoável, assim tipo:

a) o gabinete de comunicação da Cúria Romana deve estar entregue a amadores ou estagiários mal pagos;
ou
b) o senhor é mesmo o anti-cristo - hipótese pouco plausível, pois acredito que o Anti-Cristo suporá um personagem bem mais charmoso e que, definitivamente, nunca calçaria "Prada" (no mínimo, Armani);
ou
c) foi o presente de Natal do Governador Geral dos Jesuítas - tratar-se-á de uma possível conspiração destes (provavelmente com a cumplicidade material das Irmãs Franciscanas mais aplicadas no ofício da tecelagem) para desacreditar o crescente poder da Opus Dei na Cúria - hipótese bastante plausível, até porque os missionários de Santo Inácio sempre se destacaram pelo bom-humor;
ou
d) ...ou....e custa-me admitir e ter de dizer isto...mas muitas vezes a explicação mais simples é mesmo a mais verosímil: o homem definitivamente disparou o disjuntor, quebrou o diferencial, torrou a bateria! Em suma, passou-se!

Afixado por Gibel às 22:16 | Afixadelas (18)

De como a culpa morre solteira

O país está num estado miserável.
Há que desvendar os culpados.
Esses culpados têm rosto.
Esses rostos têm bocas.
Essas bocas têm dentes.
Esses dentes são incisivos, caninos, pré-molares e molares.

dentes

Esses dentes têm cáries.
Essa cárie tem culpados.
Esses culpados são os doces.
Os doces têm açúcar culinário.
O açúcar culinário tem sacarose, sais minerais e aminoácidos.
Os sais minerais e aminoácidos são impurezas do acúcar.
Não interessam.
A sacarose interessa.
A sacarose é um carboidrato do tipo dissacarídeo.
Os carboidrato do tipo dissacarídeo são formado pela união de dois monossacarídeos: a-glicose e a frutose.
A fórmula estrutural da sacarose e dos monossacarídeos que a constituem podem ser visualizadas nesta figura:

sacarose

Outros exemplos de dissacarídeos importantes são a maltose e a lactose.
A maltose é o açúcar do malte.
A lactose é o açúcar do leite e só é encontrado em mamíferos.
O país está num estado miserável.

Há que desvendar os culpados.
Esses culpados têm rosto.
Esses rostos têm bocas.
Essas bocas têm dentes.
Esses dentes são incisivos, caninos, pré-molares e molares.

dentes

Esses dentes têm cáries.
Essa cárie tem culpados.
Esses culpados são os doces.
Os doces têm açúcar culinário.
O açúcar culinário tem sacarose, sais minerais e aminoácidos.
Os sais minerais e aminoácidos são impurezas do acúcar.
Não interessam.
A sacarose interessa.
A sacarose é um carboidrato do tipo dissacarídeo.
Os carboidrato do tipo dissacarídeo são formado pela união de dois monossacarídeos: a-glicose e a frutose.
A fórmula estrutural da sacarose e dos monossacarídeos que a constituem podem ser visualizadas nesta figura:

sacarose

Outros exemplos de dissacarídeos importantes são a maltose e a lactose.
A maltose é o açúcar do malte.
A lactose é o açúcar do leite e só é encontrado em mamíferos.
O país está num estado miserável.

Afixado por afixe às 20:34 | Afixadelas (6)

Música...

No dia 11 de Dezembro, num post sobre o Natal na Baixa de Lisboa, escrevi

(...) e só é pena que, ao contrário do que se faz em tantas outras cidades, não haja música de Natal nas ruas.

Actualizo: já há música de Natal nas ruas! E que maravilha!

Afixado por Mário Cordeiro às 19:58 | Afixadelas (0)

E antes que alguém pergunte

porque é que andam a aparecer posts intermitentes no Afixe, não é por eu ter inventado uma nova moda ou técnica...
É que sou uma tótó, troco-me toda no Movable Type (sinceramente, depois de quase dois anos não se compreende!), e nem sei muito bem o que fiz...
Obrigada, Monty, por teres sido o salvador do post perdido!!!
E agora sim, vou-me embora!
Feliz Natal!

Afixado por M. Butterfly às 16:26 | Afixadelas (3)

Feliz Natal!!

Vou de férias (yes, yes, yes!) e só volto no próximo ano!
Felicidades para todos.

Afixado por M. Butterfly às 16:01 | Afixadelas (6)

Vocês fazem ideia...

... do quão destabilizador é para uma pessoa que não pode ver nenhum debate ler isto, e logo a seguir isto (fora outros, estes são só dois pequenos exemplos)?

Para alguém como eu, que se recusa terminantemente a votar Cavaco, e que acha que há muita gente que precisava de um passeiozinho down Memory Lane para se deixar de o apresentar como o novo D. Sebastião, mas que tem muitas (muitas, muitas...) dúvidas em votar Soares, só aumenta a confusão.

Já que parece ser impossível encontrar alguém perfeitamente imparcial (desconfio sempre dos absolutos), nem nos jornais nem nos blogs, acabei de tomar uma decisão: a partir de agora só acredito nas descrições de debate dele (no meio está a virtude, sempre ouvi dizer), e nestas eleições, se votar (reparem bem, eu, a colocar em causa saber se voto ou não - já nem me reconheço... A Alemanha deve fazer-me mal... ou então estas eleições são mesmo uma pobreza franciscana), há-se ser por indução, feeling, sexto sentido... chamem-lhe o que quiserem. Para alguma coisa há-de servir ser gaja!

Afixado por M. Butterfly às 13:51 | Afixadelas (4)

Leitura recomendada

The Very Best of Mário Soares Flying Circus

in Pulo do Lobo

Afixado por afixe às 12:31 | Afixadelas (5)

Vertigem

Tenho sentimentos contraditórios em relação ao Natal.
Sim, é verdade que se trata de uma época do ano que marca sempre, e não nego que gosto da pausa que o 24 e o 25 representam na velocidade vertiginosa do resto do ano.
Mas, sinceramente, em que é que o mês de Dezembro se tornou?
Não me lembro de um mês mais caótico do que este. Se eu somar todas as horinhas que dormi, desde 1 de Dezembro, dá qualquer coisa como uma ou duas noites inteiras. INFERNO!
O trabalho, no mês de Dezembro, parece que duplica, quase como para justificar, horinha a horinha, o subsídio do 14º mês.
Depois, são as omnipresentes compras. Compras e mais compras!
Presente para este, presente para aquele, mais um presentinho aqui, outro acolá!
Irra!
Natal é mesmo compras, raios partam...
Trânsito... Sim, muito trânsito. Agora, com aquela maldita árvore no Terreiro do Paço, uma árvore que aprendi a odiar (mas está linda, não está?), de tantas horas que perdi, preso em filas intermináveis de condutores que a visitam duas e três vezes por dia, trazendo a família toda no carro, mais o gato.
Isto é a síntese do mês de Dezembro em Lisboa (não sei se é assim no resto do país, porque passo este mês sempre por cá): shoppings e trânsito.
Nesta vertigem pseudo-natalícia, o Natal passa-nos ao lado, e se não fora o carácter genuíno da reunião familiar nos dias 24 e 25, tudo isto de nada valeria.
A prova de que este mês é um mês acelerado e para celerados é que ando há umas boas semanas para escrever uma treta de uma postazinha sobre alguns detalhes simbólicos do Natal, mais concretamente sobre Belém. Umas ideias giras que gostava de colocar por escrito.
Mas escrevo esta posta em desespero: tinha (e tenho) esta ideia para uma posta sobre o simbolismo do Natal, e já a tenho há semanas, mas para a escrever, teria que ter disponíveis uns quarenta minutitos. Só isso, quarenta míseros minutos!
Ora bolas, não os tenho!
Há certamente muita gente que não se importa, porque as minhas postas são quase sempre sobre religião, e eu sei que para muitos isso já enjoa. Mas a minha participação aqui no Afixe anda pelas ruas da amargura. Abaixo de cão!
E por culpa de quem?
Do NATAL!

Afixado por Bernardo Motta às 09:37 | Afixadelas (7)

dezembro 21, 2005

O Surpresa

Até andei à procura da notícia em vários sites, a ver se arranjava uma foto para colar aqui, mas nicles. Soube pelo telejornal da TVI, e como fiquei em estado de choque, nem liguei muito aos pormenores.
Deve ter sido o município local, Castro Marim, se a memória não me atraiçoa, que ordenou a demolição de alguns daqueles mamarrachos que há por aí aos pontapés nas praias, pomposamente apelidados de bares.
A decisão até é louvável. Fizessem isto em mais sítios, e ir à praia, tornava-se uma experiência bem mais simpática.
Não consigo imaginar um único argumento válido para que não o tivessem mandado abaixo.
Mas...o meu já tão fustigado corazón, fez alta derrapagem, quando assisti hoje, no noticiário, à sua demolição.
O Surpresa era Aquele bar...
O supráise (para os mais íntimos) era o supráise...Passei muita horinha, naquela espelunca. Conheci ali tanta gente. A maior parte não interessava nem ao menino que está quase a celebrar o cumpleaños. Alguns, são ainda amigalhaços.
Durante bastantes anos, nas férias de Verão, era ali que a náite começava. Noite sem café e jeca no Supráise, não era merecedora de tal título.
Tivesse eu mais 5 minutos de vida por cada copo que o Shitface me serviu, ou por cada jogatana de matrecos que lá fiz, e a esperança média de vida nacional disparava imediatamente.
Ali cantei até ficar rouco, ali dancei até cair p'ró chão, ali me ri até me doer cada órgão da minha frágil constituição.
Aprendi ali muuuita coisa. P'raí 99% nunca me serviu absolutamente para nada.
Estive uns anos valentes sem por os pés na Manta Rota. Voltei lá este ano, numa altura menos comercial. Ainda não tinha tirado as malas do carro, quando fui lá beber o medronho da ordem. Despedi-me sem saber. Ainda bem.
Xau Supráise! Foi sempre muito bom!

Afixado por Jon às 22:30 | Afixadelas (3)

O chato

De cada vez que o Sr. Ex-Presidente espeta uns ferros no Sr. Professor, o Sr. Professor debita a mesma e chata oração de sempre: que tem muito respeito pelos dez anos em que o Sr. Ex-Presidente foi Presidente, que não senhor, não vai falar do passado e não vai ser desrespeitoso com o Exmo. Sr. Ex-Presidente, que não vai ser deselegante e por aí. Ora, parece-me que um cavalheiro deve saber distinguir entre um sarau dançante com chá e doces e uma batalha política. Ó Sr. Professor, seja lá um bocadinho mais assertivo! Deixe as plebeias mesuras com o Sr. Ex-Presidente para outras ocasiões sociais. Meta lá uns ferrinhos no Sr. Ex-Presidente. Fale no passado, seja lá um pedacinho deselegante, como lhe chama, embora nada disso seja deselegância: trata-se de combate político. Nós sabemos que as eleições estão no papo. Que o Sr. Professor as tem ganhas. Mas ao menos ganhe-as com um bocadinho mais de categoria. O Sr. Ex-Presidente, mesmo quando é intelectualmente desonesto, quando insinua, quando declama banalidades que passam por proclamações humanistas, mas sobretudo quando enerva o Sr. Professor não está a ser deselegante: está a fazer política. Melhor ainda, está a pôr-se a jeito: e o Sr. Professor sabe bem - ou deveria saber - que também pode enervar o Sr. Ex-Presidente, e com a vantagem de em relação a este nem ser preciso ser intelectualmente desonesto para lhe lembrar alguns episódios menos edificantes. Vá lá, Sr. Professor, ganhe isto com um pouco mais de galhardia e audácia.

Afixado por Gibel às 02:35 | Afixadelas (11)

dezembro 20, 2005

O companheiro da Judite e do Zé Alberto

Espero que estejam convencidos, os indecisos e os facciosos.

O debate que acabou de findar resultou numa incontestável vitória do Professor. Entrevistado por três notáveis figuras, Judite de Sousa, José Alberto Carvalho e Mário Soares, que por certo também diria, se aqui estivesse, "eu também já fui jornalista", Cavaco ganhou por falta de comparência do adversário previsto para hoje, que trocou a pele de candidato pela de entrevistador.

Falou-se de Cavaco, de Cavaco, de Cavaco e, nas pausas, mais um pouco de Cavaco. Que, assim, teve oportunidade de demonstrar, à saciedade, as mais valias que pode trazer ao país. E até teve tempo para ser elegante, para deixar cair a pose rígida, para olhar olhos nos olhos. E para rir e sorrir – pasme-se.

Graças a Mário Soares, que esteve exímio no papel que assumiu, todos ficámos a saber o que esperar de Cavaco. Alguém saberá, porém, o que esperar do companheiro da Judite e do Zé Alberto? Mário Soares, de frente para o espelho, embrenhado nas suas novas funções de perguntador obsessivo, e como qualquer bom jornalista, não falou de si, centrando toda a atenção no único candidato que se apresentou ao desfile.

Era a última hipótese de Mário Soares. Era agora ou nunca.

Não foi! Cavaco vai vencer, folgadamente, à 1ª volta.

ADENDA: Quando, na primeira linha deste post, falo de facciosismo, é a isto que me refiro. Aborrece-me particularmente, o exemplo, por estar assinado pelo meu bom amigo Luis, que, realmente, devia fazer por curar-se. A descontextualização abusiva das palavras de Cavaco ("ai quer que eu fale de globalização? A globalização é uma realidade que está aí." foi apenas o início do discurso de Cavaco sobre a globalização, e não a totalidade, como dás a entender) e os "mimos" com que o brindas, "provinciano de vistas estreitas", "saco de vento cheio de coisa nenhuma" e "palonço atrevido" diz muito sobre a forma estreita e parcial como viste o debate. Como muito bem diz a Margarida, em comentário ao teu post, "isto é análise política? A mim mais me parece uma xico-espertice, o piscar de olhos tipo, “não esqueças, o nosso é de Lisboa e só está nos cinquenta”. Assino por baixo com mágoa, porque, ao não seres intelectualmente honesto, aproximas-te da mediocridade.

Afixado por afixe às 22:38 | Afixadelas (23)

'Peraí qu'eu já t'atendo

A discussão do costume ao fim de trinta e quatro anos: um quer beber em taça, o outro quer em flute e porque as taças dão um trabalhão a lavar e que se partem e que é uma pena quando se partem porque já não se fazem destas taças...Parou! Estou com sede!

Afixado por Gibel às 22:36 | Afixadelas (0)

O Debate? Qual Debate? O Debate...

'Peraí qu'eu já t'atendo. Deixa-me só tratar daquele Veuve Clicquot Ponsardin, que a família está primeiro.

Afixado por Gibel às 22:26 | Afixadelas (0)

Acho que nunca vos dediquei uma posta por aqui

20 de Dezembro de 1971. Encontraram-se no registo civil. A sós, apenas os dois, sem convidados, nem família. Conferiram os documentos. Olharam para o relógio. Passaram-se alguns minutos. Outros minutos. Demasiados minutos. Os padrinhos, ou melhor dizendo, as testemunhas nunca mais chegavam. Não havia telemóvel pra ninguém. Sem telemóvel não existia então essa coisa do "aguentem aí que a gente está quase a chegar". Nem tampouco para transmitir o que realmente se passava: "Epá! Acho que estamos à vossa procura na conservatória errada e parece que a comarca também não é a mesma!". Já nada os poderia surpreender num casamento tão pouco convencional. Saíram à rua e recrutaram quatro desconhecidos: "Importam-se de nos dispensar só alguns minutos para virem aqui acima à Conservatória testemunhar o nosso casamento?". Os visados sorriram perante o insólito e honraram a temporária função. Nubentes e padrinhos nunca mais se viram. Desde então, trinta e quatro anos cheios, uma menina, este rapaz, uma revolução, outro rapazinho, a CEE, dezassete governos constitucionais e hoje até um debate Soares/Cavaco. Grande dia. Parabéns!

Afixado por Gibel às 18:50 | Afixadelas (7)

Intermitências privadas

Hoje deu-me para reflectir sobre os tempos de vida – das pessoas e das coisas; dos seres e dos projectos. Das intermitências da morte, como titulou o outro. Quanto às pessoas, e fazendo fé no ensaio laboratorial do que não virgula-de-virgular, estamos conversados. Parece que é maleita não desejada, esta de envelhecer, envelhecer. Sem morrer. Porque, reconheçamo-lo, e com humildade, que a morte é a cura para vida. Lembro-me da minha avó, viva, numa cama, há pelos menos dois anos. O que a vai curar? Claro que sim. Quando um dia vier. O mais longe que seja, cruzes-canhoto-bate-na-madeira, que o egoísmo dos que vivem-de-viver mais não permite. E eu não serei excepção.

(ao tempo que já não escrevia assim, caramba, para que eu me entenda, sem pretender ser o pivot de serviço)

Terão os projectos igual referência? Será o fim dos projectos, fará o fim de um projecto, parte essencial do dito projecto? Ou poderão os projectos ultrapassar os tempos de vida das pessoas? Talvez tudo. Sim e não. Depende do projecto, da maleabilidade dos projectos, depende das pessoas que hão-de vir. Dar-lhe almoço, jantar e lanche.

Sim, porque desenganem-se, um projecto não tem perninhas para andar sozinho. E o único que tinha, o feioso da cabecita remendada e do corpito aos retalhos a que o louco deu vida, retribuiu como se viu.

Vou ali já venho, amanhã quem sabe, para o mês que vem, um dia destes, nunca mais, terminar o que não comecei, porque tenho mais que fazer e chamam-me ao telefone. Assunto urgente e importante, coisa de trabalho, dizem-me. Fiquem aí à espera que eu já volto, está bem? Porque é isto, segundo sei, o que se pretende dum blogue. Coisa sem obrigações, sem tempos, que sabe reconhecer as premências superiores. Ou vocês, meia dúzia de leitores atraiçoados, pensaram mesmo que eu vinha para aqui falar duma coisa tão respondona como um avião que explode, um político medíocre? As notícias do dia a dia? Blocos e partidos? Futebóis e tristezas?

Comprem mas é o jornal, que eu tenho mais que fazer.

Afixado por afixe às 11:56 | Afixadelas (11)

dezembro 19, 2005

Um Óscar para o Afixe

O Patrick Blese do Anjos e Demónios, atribuiu um óscar ao Afixe - obrigada, Patrick!!
Na categoria Óscares Especiais, por Inovação no Funcionamento.
Toda a gente sabe que no Afixe gostamos imenso de prémios!
Mas deste gostei em especial, porque embora seja para o blog, a assim acabe por nos premiar a todos, na verdade, e para ser justa, o Óscar é todo para o nosso Monty, que tem passado incontáveis horas de canseira a verdadeira inspiração a fazer do Afixe aquilo que é, a lidar com uma data de coisas chamadas templates e esoterismos afins, de que eu não percebo nada.
Obrigada Monty!!! E parabéns pelo Óscar!!!

Afixado por M. Butterfly às 15:39 | Afixadelas (5)

short joke

A three-year-old little boy was examining his testicles while taking a
bath:
"Mama," he asked, "Are these my brains?"
Mama answered:
"Not yet."

Afixado por afixe às 14:05 | Afixadelas (1)

dezembro 18, 2005

Falha de segurança no XP

Domingo à tarde. O agravar do stress pré-traumático que caracteriza a véspera do regresso ao trabalho, aliado a mais um brilhante desempenho de Eládio Clímaco que, com a dignidade que lhe granjeou a admiração de todos nós, ataca a apresentação do Natal dos Hospitais é subitamente interrompido por um ataque de riso, que ainda durou uns minutos....

Passo a explicar. No MSN, digo a um amigo para ir espreitar o último post. Passados alguns lols, é me enviado, em retribuição, o clip que se segue.
Até aqui, nada de extravagante. Porém, ao terminar o download do file, o XP solta um daqueles sonoros apitos, e dispara em simultâneo a imagem, (que eu lamentavelmente e por isso me penitencio não gravei), de cujo conteúdo, sobressaía o nome do ficheiro e um preocupante..."Potentially Harmful File" e, acto contínuo, impede o acesso ao mesmo.

Lá inventámos uns truques caseiros para enganar a máquina, e conseguimos terminar a operação.
O file em questão, é este, eu não conhecia, mas imagino que já tenha sido amplamente divulgado por mail.


Powered by Castpost

Fica provada a popularidade, à escala planetária, do Sr. Presidente. Até a Microsoft já o conhece. Vâo ter é que fazer um update aos security services. Continua a ser possível abrir ficheiros com o Alberto João.

Afixado por Jon às 17:34 | Afixadelas (4)

Need 4 Speed ?


Powered by Castpost

(Recebido por Mail)

Afixado por Jon às 14:49 | Afixadelas (2)

dezembro 17, 2005

Pessoal e... transmissível

tsflogo.gif


Pode ouvir-se quando se trabalha, quando se lê, ou simplesmente pelo prazer de ouvir.
Entrevistas suculentas e agradáveis.
Carlos Vaz Marques conversa, interroga, questiona. E os convidados, com algumas flutuações mas tudo "acima da média" respondem, argumentam e interessam. Momentos de rádio excelentes!
Vai-se ao site da TSF e à secção de programas. Depois é só escolher e ouvir.
Assim se aprende (pelo menos, eu aprendo muito com eles).
Ficam aqui alguns exemplos de 2005. Mas o arquivo é completo desde 2001:

«Pessoal e... Transmissível»

• ( 20:15 15Dez05 ) Michael Cunningham
• ( 20:47 14Dez05 ) Fernando Lemos
• ( 21:58 13Dez05 ) David Lodge
• ( 20:51 12Dez05 ) Maria Filomena Mónica
• ( 21:27 05Dez05 ) António Chainho
• ( 20:29 30Nov05 ) Jorge Bucay e as histórias que curam
• ( 20:41 28Nov05 ) O pianista Domingos António
( 20:57 17Nov05 ) Tahar Ben Jelloun
• ( 20:12 14Nov05 ) André Jordan
• ( 20:13 07Nov05 ) José Saramago
• ( 23:16 03Nov05 ) Rui Tavares, autor do "Pequeno Livro do Grande Terramoto"
• ( 20:36 24Out05 ) Luís Portela e os medicamentos "Hell"

Afixado por Mário Cordeiro às 16:16 | Afixadelas (2)

Sentida Ausência !

Madge & M.

Só lá faltavem vocêses! :)*

GORAN BREGOVIC Ausencia

Ausencia, ausencia
Si asa um tivesse
Pa voa na esse distancia
Si um gazela um fosse
Pa corrê sem nem um cansera

Anton ja na bo seio
Um tava ba manchê
E nunca mas ausencia
Ta ser nôs lema

Ma sô na pensamento
Um ta viajà sem medo
Nha liberdade um tê'l
E sô na nha sonho

Na nha sonho miéforte
Um tem bô proteçäo
Um tem sô bô carinho
E bô sorriso

Ai solidäo tô'me
Sima sol sozim na céu
Sô ta brilhà ma ta cegà
Na sê claräo
Sem sabe pa onde lumia
Pa ondê bai
Ai solidäo é um sina

Ausencia, ausencia

Afixado por Jon às 06:15 | Afixadelas (3)

dezembro 15, 2005

Lição de geografia

Invading Countries

Sacado ao Daniel Arruda.

Afixado por afixe às 23:05 | Afixadelas (4)

Quiz

1º Está ao volante de um carro e vai a uma velocidade constante. 2° À sua direita há uma ravina a perder de vista. 3° À sua esquerda segue um carro de bombeiros (parece querer ultrapassá-lo). 4° Diante de si vai um porco que parece maior que o seu carro. 5° Atrás de si vem um helicóptero em voo rasante. 6° O porco e o helicóptero vão à mesma velocidade que você.

Como vai fazer para parar?
A resposta está em baixo. Mas reflicta 1 minuto ou 2!!!


Resposta: Vá a esta pagina

Afixado por Mário Cordeiro às 23:02 | Afixadelas (2)

Escape

Escape

Sacado ao Zé Mário.

Afixado por afixe às 22:45 | Afixadelas (1)

Observações de campanha

I - Depois de ouvir o debate de ontem e parte da entrevista de Mário Soares, hoje, à Antena 1, lanço, e pode ser do peito, um pedido sincero: será possível alguém tratar da expectoração de Mário Soares? Por favor! Maria? Joana? Alguém?

II - Pela terceira vez nesta campanha, reparo que pronunciar os nomes Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, em conjunto e nesta sequência, propícia a prolação de um curioso fenómeno: "Francisco Louçã e Jerónimo de Esquerda".

Afixado por afixe às 20:33 | Afixadelas (2)

Zoo

Jorge Coelho, com a sua proverbial educação, chama cordeiro a Cavaco

Comentários:
- um coelho a chamar cordeiro a outrém, não sei porque não há-de ser um elogio, dado que tudo se passa no reino animal;
- chamar "cordeiro", pela parte que me toca (e estou certo que o Pedro se associará a esta ideia), é mesmo o supremo elogio.
Enfim, cada um tira da cartola os cordeiros, digo, coelhos, que pode...

Afixado por Mário Cordeiro às 16:02 | Afixadelas (3)

Ficaram com os anéis, salvaram-se os dedos

Luis Santos

«Fica claro que o objectivo era ficar com o avião. Ao fim de 14 meses prova-se precisamente isso», declarou hoje Luís Santos à RTP-N, pouco depois de ficar a saber que a juíza do processo o considerou inocente do crime de tráfico de droga na modalidade de transporte.

[Diário Digital] [Google News]

Afixado por afixe às 10:57 | Afixadelas (6)

dezembro 14, 2005

Os políticos que temos

Agora mesmo, no debate Soares vs Alegre, moderado por Miguel Sousa Tavares e Constança Cunha e Sá.

Sobre a Ota:

Mário Soares – ainda não me debrucei sobre os dossiers, espero fazê-lo quando for eleito.
Manuel Alegre – Li o artigo do Miguel e fiquei convencido.

Afixado por afixe às 21:48 | Afixadelas (2)

Hoje à noite, às 23h15, na RTP...

maradentro.jpg
Um filme belíssimo para o pós-debate fratricida (que é às 20h45 na TVI). De Alejandro Amenábar, com Javier Bardem no protagonista, conta a história real de Ramón Sampedro, um homem que esperou 27 anos para morrer. Não o recomendo por ser - que não sou - defensor da eutanásia, assunto sobre o qual tenho grandes dúvidas. Mas porque dá que pensar. E é uma belíssima obra. Por isso, não percam. Depois até podemos debatê-lo. E um abraço para todos.

Afixado por Pedro Cordeiro às 19:42 | Afixadelas (14)

Na hora da revolução VII

Dirijo-me aqui a todos os Portugueses sem excepçâo, aos, como eu, Candidatos à pròxima Presidência da Rèpublica em particular, e ao de nòs que vier a sêr eleito em especial, para declarar o seguinte:

As pròximas Eleiçôes Presidências (a exemplo de muitas outras havidas no passado, mas aguas passadas nâo movem moinhos), vâo sêr uma Autêntica FARSA.
E digo isto no interesse de Portugal e de todos os Portugueses, mesmo daqueles que agora discordem redondameente comigo.

A Constituiçâo Portuguesa (elaborada com a colaboraçâo ou pelo menos com a anuência daqueles que hoje, 30 anos volvidos sobre a Sua feitura, estâo mais bem colocados para virem a sêr eleitos no pròximo 22-01-06), diz no seu Artigo 121°-1 o seguinte: “ O Presidente da Repùblica é eleito por sufràgio universal, directo e secreto dos cidadâos portugueses eleitores recenseaddos no territòrio nacional, bem como dos cidadâos portugueses residentes no estrangeiro nos termos do nùmero seguinte.”

Com que autoridade poderà pois, o pròximo Presidente da Repùblica Portuguêsa dizer que serà o Presidente de todos os Potugueses, se nâo consultou a opiniâo de um terço deles ...?

Senâo façamos as contas mesmo por alto. Como Lisboa apenas conta como Portugueses aqueles que vivem dentro do rectângulo, mais ou menos Dez Milhôes, retiremos dois milhôes de menores que nâo votam (as vitimas indefezas, da Adultocracia Portuguesa), e restam-nos oito milhôes. Desses oito milhôes, metade, jorra politicos e politica pelos olhos e abstêm-se, nâo vai votar. Restam quatro milhôes de incondicionais. O candidato à esquerda do spectrum politico recolhe metade e o da direita outra metade. Todo o resto sâo (nuances).

Mas os Portugueses, com direito a votar, nâo sâo oito milhôes mas entre treze a quinze milhôes.
Como é que alguém pode entâo, compreender ou aceitar que o mais Alto Dignitàrio duma naçâo dita democràtica (devendo sêr eleito por Votaçâo Universal ), seja representativo, quando um terço da populaçâo dessa naçâo é excluido do exercicio de votar...?

Os Grandes Lìders dos quais a Història Universal nos fala, nunca seleccionaram facçôes para lhes servir de suporte. Todos eram benvindos e todos eram poucos.
A Historia Universal também define bem aqueles que foram liders graças à selecçâo das massas apoiantes...!

[NELSON MAGALHAES]

* por motivos óbvios, esta "càrta" foi "trânscrita" na "ìntegra"

Se a nossa Constituiçâo diz que o Presidente da Repùblica deve sêr eleito por Sufràgio Universal ( o que partilho plenamente) têm em vista eleger, na pessoa do Presidente um lider capaz de reunir à volta da Sua personalidade a Tese e a Antìtese. Com o poder induzido e de preferência nato, de falar e sêr ouvido, por todas as partes antagònicas. Um personagem capaz de falar uma linguagem acessìvel a eruditos e a analfabetos.

E aonde està esse lìder ? perguntarâo os Leitores desta carta aberta...!
Garantidamente em nenhum daqueles que vai sêr eleito. O grosso da coluna dos Portugueses conhece-os demasiado bem para lhes prestar “ Submissa Vassalagem “.
Por conseguinte o pròximo Presidente vai presidir a meia duzia de “Gatos Pingados“, com a agravante de que, da meia duzia de gatos, três, ainda vâo votar por conveniência.

Mas Grandes Liders existem na Sociedade Portuguesa...!
Em todo o caso serà aquele que exigir (estando em posiçâo de dominância para o fazer), que todos os Portugueses em idade de votar o façam, independentemente do lugar do Planeta aonde se encontrem.
Enquanto isso nâo acontecer a Sociedade Portuguesa vai continuar a definhar, a segregar-se, a cada um por si, a cada um por seu lado, a cada um sua sentença e ao cavar de um fosso cada vez maior entre cada um de nòs...!
Por este caminho nâo vamos a lado nenhum...!

Diga-me Sua Excelência Sr. Dr. Màrio Soares, o Sr. acha que no caso de vir a sêr eleito, se sente justificado, tendo sido retirada como foi, a possibilidade de votar à maioria dos poucos Portugueses espalhados pelo mundo que podiam e gostariam de o fazer, como foi decidido pela recente alteraçâo da Lei Eleitoral do Presidente da Repùblica ...?
“ Lei Orgânica 5/2005 de 8 de Setembro.”
A mesma pergunta faço a Sua Excelência o Sr. Dr. Manuel Alegre.!
A mesma pergunta faço a Sua Excelência o Sr. Pr. Cavaco Silva.!
(O critèrio que venho de utilizar é o da idade das Excias referidas).


O problema é contudo muito mais grave, do que possa parecer à vista nua. È que quando se elège um personagem, hà uma parte que gosta e apoia e outra parte que vota contra mas apòs a derrota, fica na expectativa.
No nosso caso Português, as expectativas jà estâo todas queimadas à priori.
O eleitorado Português pode sêr visto do seguinte modo:
-- Um terço, sâo os excluidos ( residentes no estrangeiro).
-- Outro terço é a Direita ou duma certa direita que à falta de melhor opta pelo mal menor.
-- Outro terço é a Esquerda ou uma certa esquerda que nâo têm outra escolha que o mal menor.
Quer queiram quer nâo, sâo os excluidos que poderiam fazer a diferênça, desempatar.
Mas é muito melhor que continue tudo na mesma.
Como a actual Constituiçâo permite tudo e impede tudo...! ( basta gritar do fundo de uma Sala de Audiências, a norma é inconstitucional para que o Processo Jurìdico mais premênte, ou mais urgente séja enviado às “Calandas Grêgas”, todo o resto é acessòrio..!

Mas nâo me parece que nenhum dos meus Onze outros Co-Candidatos, apresente nos seus programas a Refeitura de uma Nova Constituiçâo, Moderna e Futurista...!
Por conseguinte, esta convém a todos “ Gregos e Troianos”.

Eu sou o ùnico que se fosse Eleito, pugnaria por uma Nova Constituiçâo.
E nâo faltariam CONSTITUCIONALISTAS à altura para a elaborar, porque os hà aì em Portugal e bons...!

Mas como que, para prevenir que eu, ou outros como eu, viessem apresentar uma Candidatura mobilizadora e viesse a sêr Eleito, (pelos emigrantes), com qualquer coisa como o dobro dos votos, com que o pròximo Presidente vai sêr sufragado, o actual Governo apressou-se a legislar, tendo em vista meter fora de combate todos os potênciais votantes expatriados , com a recentemente aprovada Lei Orgânica atràs referida...!

Presumo que Sua Excelência o Sr Primeiro Ministro José Sòcrates tenha tido conhecimento duma “Crònica de Genèbra “ de 3/5/05 que lhe enderecei na pàgina Web do Jornal Liberal, na qual chamava precisamente à atençâo para o Recenseamento de todos os Portugueses expatriados, susceptìveis de poderem votar...!
A Lei Orgânica 5/2005 de 8 Setembro é a resposta, pura e simples à minha Crònica...!
Daì concluo que Lisboa têm medo do juizo, dos Portuguêses Expatriados.

Mas se o que se aprende nas Faculdades de Direito é verdade, a referida Lei é Inconstitucional porque têm efeitos rectroactivos, quando nâo os pode têr...!

Pior ainda :-- nâo diz a Lei Eleitoral que o Recenseamento é Obrigatòrio ?
Entâo, Lisboa sabendo que vagueiam por aì milhôes de cidadâos sem estarem recenseados, està a pactuar com a ilegalidade.

E nâo digam que nâo é tecnicamente possivel contactar com os Portugueses residentes em todo o mundo. As ondas da RTPI e da RDPI chegam a todas as lactitudes e longitudes...!
Ou entâo bastaria que a cada Português que se dirige a um Orgâo Estatal Português no estrangeiro fosse pedida prova de recenseamento, assim como o é para a identidade e num abrir e fechar de olhos, terìamos, nâo sò um recenseamento actualizado como montes de outros dados, cruciais para o desenvolvimento futuro de Portugal de uma forma estàvel, digna e respeitadora dos Direitos do Homem.

Nâo hà é vontade politica, porque como em terra de cégos o rei é aquele que têm olho, logo convém afastar da contenda, quem quer que possa vêr um palmo à frente dos olhos.
Por este caminho nâo vamos a lado nenhum...!

O ùnico consôlo para os Portuguêses poderà residir no facto de que nâo sâo os ùnicos a sêr governados por Ciclos de :-- Esquerda...Direita...Esquerda...Direita...Volver...E...D..!

As economias e os nìveis de desenvolvimento sustentado desses povos, estâo à vista...!
Mas nâo precisamos sair da Europa para contar os Governantes Egocentristas...!
Fui Eleito logo existo...! Quero, posso e mando...!
Às malvas o consenso, a opiniâo diversa, o debate, o confronto...!
È uma beleza um presidente rodeado de conselheiros, ( até deveria deixar de se chamar presidente mas sim, porta voz dos conselheiros).
Um Presidente dever-se-ia rodear era de anticonselheiros, ainda que para isso tivesse que estar protegido (a cada reuniâo) de policias...!
Agora, Amén,Amén...! Sim Sr. Ministro...!

Portugal precisa de um Presidente que diga a todos e jà : -- Alto e bom Som...!
--- Comboios de alta velocidade, TGV e outros a ligarem as diversas cidades Portuguesas ontem jà era tarde para têrem começado a construçâo das respectivas linhas.
--- Aeroporto da Ota, nunca.
Um novo aeroporto talvez, mas sò depois da èpidemia febril mundial têr acalmado, o que aparentemente nâo é o caso de momento, a qual tende a disseminar-se.

Os polìticos que continuem a fazer uso da Autoridade que lhes é Delegada pelos eleitores aquando das eleiçôes, como têem feito até aqui e nâo me admiraria nada que o Aeroporto da Ota e milhares de outros do género disseminados pelo Mundo viessem a têr de novo uso para o fim primeiro que foram construidos...!

Hà contudo, pelo menos Quatro Grandes Obras a realizar em Portugal e que sâo duma prioridade gritante :*

* quer saber quais? O candidato não as desvenda. Não perca as próximas eleições!

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Na hora da revolução VI

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[Vieira2006!]

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Na hora da revolução V

Hoje é o dia do solstício, o dia maior do ano, o dia em que o sol nos ilumina durante mais tempo, banhando-nos de luz e de calor. O solstício sempre foi celebrado entre os povos como um momento de mudança: mudança de estação, mas também mudança de situação. É, portanto, esta atmosfera cálida, luminosa e prometedora de mudança que invocamos para nos acompanhar nesta candidatura. Curiosamente, as eleições terão lugar precisamente na proximidade do seguinte solstício. Nessa altura, veremos se a longa noite da humanidade veio para ficar ou se, ao contrário, faremos despontar no horizonte dos portugueses a luz da esperança no futuro.

[Luis Filipe Guerra]

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Na hora da revolução IV

Em 2005, tendo sido convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.

[Francisco Anacleto Louçã]

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Na hora da revolução III

Ao actuar desta forma despudorada e ilegal, ou seja, ao considerar e beneficiar desta forma escandalosa e inconstitucional as candidaturas da área do Poder em detrimento daquela ou daquelas que o não são, como pode Vª Exª pretender merecer o respeito dos seus concidadãos ?

Vª Exª – que já liquidou o cargo de Presidente da República ao exercê-lo como se o mesmo se esgotasse em meras funções protocolares ou em manifestações de estados de espírito – não se coíbe sequer de, nos últimos dias do seu mandato, deitar mais umas pazadas de terra no já semi-enterrado caixão da Democracia !?...

[Garcia Pereira em carta ao Presidente]

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Na hora de revolução II

Gonçalo da Câmara Pereira não é um político profissional, mas, em 1974, foi fundador do Partido Popular Monárquico (PPM) do qual é actualmente vice-presidente e, nas últimas eleições autárquicas, foi eleito vereador da Câmara Municipal de Arronches.

É poeta, fadista e monárquico com direitos sucessórios ao Trono de Portugal, contudo isso não o impede de, como cidadão português, concorrer à eleição ao mais alto cargo da República, principalmente nesta hora tão séria a nível nacional e mundial.

A presença de Gonçalo da Câmara Pereira em Belém irá contribuir para a imagem de Portugal no mundo e atrair a atenção internacional para a Democracia em Portugal.

Gonçalo da Câmara Pereira não promete empregos para todos nem o céu na terra. Ele vai dar uma identidade a Portugal. Não é contra ninguém, é por Portugal.

É possível mudar!
Existe alternativa!

[Gonçalo a Presidente]

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Na hora de revolução I

"Manuel Alegre, saiu do sotão onde sempre viveu. De repente , qual libertado da caverna platónica, descobriu a "luz", e aí anda a dizer que afinal não estava cá!!!

Os portugueses conhecem o teatro do revista! Poucos figurantes - sempre os mesmos - mas a encarnar novas personagens.

Gil Vicente! Gil Vicente! Vem cá por favor!"

[Blogue do advogado José Maria Martins]

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dezembro 13, 2005

Beijox

Hoje, ao enviar um e-mail, enganei-me a escrever "beijos" e escrevi "beijox".
E fez-se luz! "Beijox" era um daqueles neologismos óbvios e instantâneos, sozinho, coitadinho, à espera de ser descoberto por alguém!
"Beijoxs" são beijos dados por beiçolas carregadinhas de Botox!
E estes estão cada vez mais na moda, como todos sabemos!

(Achou este mini-post imbecil e surreal? Pois é! Mas o mundo está a transformar-se num lugar imbecil e surreal, e há que acompanhar os tempos!)

Afixado por Bernardo Motta às 12:23 | Afixadelas (13)

dezembro 12, 2005

Ser vítima da "hoje-acordei-assim-ite"

É afixar um comentário num post do Afixe em que se faziam inocentes referências a 4 tipos de peixinhos, e ser repreendida publicamente, em comentários apostos num blogue vizinho, pelo conteúdo da dita observação.

Não se trata de gostar ou não do "trabalho alheio", mas, isso sim, de ninguém ser obrigado a não parodiar a fantástica frase "Talvez seja pedir muito, mas alguns peixinhos podiam também adoecer. Não se arranja uma influenza para a sapateira, a lagosta, o camarão tigre e para aquele salmão russo muito clarinho?"

Sorte-sorte foi não lhe ter ocorrido enfiar lá também, na massacrada categoria dos peixinhos, algum desses moluscos acéfalos lamelibrânquios que enfeitam os chapéus dos peregrinos - assim as define o priberam.

Afixado por afixe às 16:57 | Afixadelas (8)

É impressão minha...

... ou este tipo de afirmações começam a reclamar uma espécie de exceptio veritatis com ares de probatio diabolica? Já nem me lembrava do tipo de companhias que comigo navegam. Raisparta!

Afixado por afixe às 11:59 | Afixadelas (0)

dezembro 11, 2005

Fim de tarde ao sabor do tempo...

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Para esquecer as presidenciais, o deficite e outras coisas que já maçam de tanto ouvir, nada como um passeio a pé pela Baixa (repito: a pé, que de carro são filas demoradas e encanitantes...), com as crianças, para ver as iluminações, os jongleurs, as bancas de vendas, comer um peganhento chupa-chupa ou saborear umas castanhas acabadas de assar. Há que evitar uma data de vendedores que nos tentam impingir tudo, mas isso já faz parte, e só é pena que, ao contrário do que se faz em tantas outras cidades, não haja música de Natal nas ruas.

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Os miúdos adoram e nós adoramos estar com eles - como dizia o outro, "o jogo é valoroso e a modalidade sai prestigiada"...

Afixado por Mário Cordeiro às 13:21 | Afixadelas (4)

dezembro 10, 2005

Ensaio sobre a demagogia

O senhor nunca viu o choro de uma criança

Do debate de ontem à noite há a dizer que o dr. Louçã foi igual a si mesmo. Numa reedição do grosseiro recorte demagógico a que nos tem mansamente habituado, a quintessência da nova evangelização voltou a trazer a criançada para o debate político. Vai daí, brinda-nos com a comovedora história de Nelson, um menino de 9 anos, filho de imigrantes, que chorou no final do Portugal-Grécia e que não pode jogar no clube da terra pelo limite imposto a estrangeiros. Isto tem nome, mas não é certamente política. Cavaco ouviu tudo isto e muito mais com democrática resignação e sobre-humana polidez. Respondeu, arguiu, suportou. Um debate com o dr. Louçã consiste sobretudo nisso. Suportar o extravagante populismo do adversário sem adoptar a postura chicaneur que Louçã exibe com resoluto descaramento. Impassível, sereno, tolerante. Na sua mais incisiva prestação televisiva, Cavaco acabou também por ser, ontem à noite, uma verdadeira «esfinge». Uma prodigiosa e imperturbável esfinge democrática.

Tiago Geraldo, in Pulo do Lobo

5 estrelas!

Afixado por afixe às 16:08 | Afixadelas (8)

Twilight Zone Draw Results

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"A Selecção Nacional integra o Grupo D, formado pelas selecções do México, Irão e Angola, da fase final do Mundial-2006, que decorrerá na Alemanha, com início a 9 de Junho de 2006. Portugueses e angolanos estreiam-se na prova a 11 de Junho, em Colónia."

[A Bola]

Afixado por afixe às 01:23 | Afixadelas (0)

Louçã diverte as hostes, Cavaco consolida a vitória

Cavaco vs Louçã

Definitivamente, e depois de ouvir as entrevistas pós-debate aos candidatos, acho que Cavaco convenceu Louçã. O temor reverencial da ovelha que já foi negra pelo Professor de Economia falou mais alto e não lhe permitiu mais que a "suprema irreverência" de, olhos nos olhos (ah leão!), tratar Cavaco por "o meu adversário", à laia de provocação de pacotilha, que só diverte e convence (quase sinónimos, para esta malta) quem já está de avença.

No mundo real: mais um empate claro, cada um a falar para o seu eleitorado consolidado, fora o 1% que há-de gravitar entre o PS e o BE. No que tange a Cavaco: mais uma etapa ultrapassada sem dificuldades.

Uma única crítica: Cavaco devia ter sido mais claro na resposta à pergunta sobre se era ou não a favor do casamento entre homossexuais. O claro NÃO que quem nele vota espera, embora se intua, ficou algo mascarado na espécie de falácia da inutilização de uma alegada "arma de arremesso" dos partidos.

Afixado por afixe às 00:18 | Afixadelas (24)

dezembro 08, 2005

Colónia vista do ar I

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A torre que se vê na margem direita do rio, logo depois da ponte ondulada, é onde eu trabalho. Mesmo em frente à catedral...

Afixado por M. Butterfly às 14:30 | Afixadelas (8)

Colónia vista do ar II

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Já não é bem a cidade... É mais para sul, mais perto de onde eu vivo, entre Colónia e Bona.

Afixado por M. Butterfly às 14:23 | Afixadelas (0)

Banho de bola

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Não vi, porque estava trabalhar.
Mas sofri - recebendo por SMS o a notícia dos golos.
Segundo o que dizem os comentadores, em geral, foi um "banho de bola" - táctica, rigor, entrega, vontade, argúcia, lucidez. Mesmo sem os "saudosos" lesionados e depois de sofrer um golo "daqueles".
Tem-se jogado muito mal, mas o dia de hoje fica para a história.

PS: curiosamente, quando do sorteio há meses, todos davam o Manchester como primeiro indiscutível, e o Benfica e o Villareal a lutarem por um lugar na Taça UEFA (com o outro, portanto, a ser eliminado). Viu-se!
PS2: depois das declarações de Alex Ferguson antes do jogo e da atitude do Cristiano Ronaldo, ainda dá mais gozo! Esta já ninguém nos tira!

Afixado por Mário Cordeiro às 00:43 | Afixadelas (4)

dezembro 07, 2005

Vote for Vitriolica

O blogue da nossa magnífica Madge Webb está nomeada para Best European Blog (non-UK). Cumpra o seu dever cívico!

Afixado por afixe às 21:04 | Afixadelas (0)

Verdades iniludíveis

Anjo Caído

O gajo caiu aos infernos mas não deixa de ser um anjo. Caído, é certo, mas um anjo - ainda que arraçado de sereia (esta parte não é um elogio), o morcão.

Afixado por afixe às 19:51 | Afixadelas (0)

X + Y = Z

Ontem fui ao cinema ver o "Proof". Esquisito. Embora tenha apreciado bastante a tensão dramática dos diálogos, por representar uma transição feliz e bem sucedida da originária peça de teatro de David Auburn para o cinema - e com actores como o Anthony Hopkins e a linda Gwineth a aposta só podia resultar -, no fim soube-me a pouco. Estive sempre na expectativa de conhecer um cheirinho da tal genial demonstração matemática. Hoje, não satisfeito, e fingindo acreditar que não tinha mais nada que fazer, fui à procura pela net das palavras do próprio David Auburn (também responsável pela adaptação da sua peça a argumento) e encontrei isto

Proof:

1. an arithmetical operation serving to check the correctness of a calculation.
2. evidence sufficient to establish a thing as true.

In the realm of mathematics, theories are tested in order to draw conclusions that can be said to be truth.

Love works differently. Mostly subconciously and in non-scientific terms, we test those in whom we have emotional investments in order to justify our vulnerability, thus making ourselves less vulnerable. We shake hands as proof of mutual understanding, seal friendships in blood, get married, sign our last will & testaments. We say to ourselves: THIS MUCH, at least, I know to be true.

Then the deal gets broken, we are abandoned by our friends, our partners divorce us and the will gets rewritten. A new set of variables has come into play, altering the proof completely. How many times have our past experiences have we found the error in these commonly accepted truths?

X + Y = Z
Where X = friend
Y = need
Z = a friend indeed

X + Y > N
Where X = love
Y = love lost
N = never to have loved at all

This play is about a very brilliant and complex proof. A proof that can only be found by someone not searching for it. An invisible proof, perceived by the senses and accepted through trust. And the truth which the proof unveils can only be experienced within the heart.


Bah! Portanto, era tudo simbólico, uma alegoria sobre a vida e as relações, enfim, um desapontamento. Eu à procura de um final fantabulástico contendo a revelação da fórmula matemática que governaria o cosmos e sai-me apenas uma coisa destas: o tal do amor (deveria usar A maiúsculo?!).


Afixado por Gibel às 14:13 | Afixadelas (10)

Dos Desenganos da Vida Humana*

"É a vaidade, Fábio, nesta vida
Rosa, que de manhã lisonjeada,
Púrpuras mil, com ambição dourada,
Airosa rompe, arrasta presumida.

É planta, que de abril favorecida,
Por mares de soberba desatada,
Florida galeota empavesada,
Sulca ufana, navega destemida.

É nau enfim, que em breve ligeireza,
Com presunção de Fênix generosa,
Galhardias apresta, alentos preza:

Mas ser planta, ser rosa, ser nau vistosa
De que importa, se aguarda sem defesa
Penha a nau, ferro a planta, tarde a rosa?"

Gregório de Matos Guerra

* Desculpa lá, Fábio, mas não encontrei nada tão apropriado do teu De Góngora. Mas esta serve-te quem nem uma luva, hein? E, nota bem, na criteriosa escolha, tive o cuidado de me manter pela Escola que tanto prazer te dá. Ainda que assim não fosse, no que não concedo, já pela flor, que igualmente te entrego, ficam mortas as incertezas quanto à devoção da minha busca, pois nem ao nome escapou - a pobre.

Dá-lhes bom uso, que é o que te resta desta - que era bem sincera, acredita. Espero, ainda de forma leal, que a ilusão da fajuta superioridade compense eventuais desequilíbrios que as oferendas te causem.

Afixado por afixe às 10:41 | Afixadelas (0)

Tragam mas é o prontuário...

"Quem tiver elementos que possam minimamente sustentar uma cabala que mos tragam", afirmou o PGR

Quem? - Singular. Tragam? Plural...
E nós é que "tragamos" isto todos os dias...

Afixado por Mário Cordeiro às 10:04 | Afixadelas (2)

dezembro 06, 2005

Ainda bem que não é nada de grave

Para facilitar a compreensão vamos considerar azia, como uma sensação de ardor/dor no “estômago”, que pode irradiar ao longo da face anterior do peito.

Afixado por afixe às 22:03 | Afixadelas (1)

Para graça, há-de bastar-nos a classificação do candidato do PS no despique

"O debate não teve graça nenhuma"

Mário Soares

Afixado por afixe às 20:14 | Afixadelas (5)

Can't rid this

Boa malha! Conseguir cravar três valentes pregos de seguida no Prontuário não é para qualquer um. Ora reparem lá ...

Rider`s Digest elegem somali Ayaan Hirsi Ali Europeia do Ano

As Selecções do Rider`s Digest decidiu distinguir a somali naturalizada holandesa, Ayaan Hirsi Ali, como Europeia do Ano 2006, pela sua luta em prol das mulheres oprimidas do seu país de adopção, a Holanda. in Diário Digital

Ora portantos pá, portantos...o Rider é melhor nem comentar, é mau demais para ser verdade. Não satisfeito, o autor investe a todo o vapor e abalroa o plural "elegem", com o singular "Digest", para logo em seguida, e demonstrando elevada coerência, dar a estocada final, com um enigmático...As Selecções (acho que ainda é plural) decidiu...

É por estas que eu acho muito bem que se acabem com os exames de português. Cabe na cabeça de alguém, um licenciado ter que saber expressar-se? Francamente!

Afixado por Jon às 14:26 | Afixadelas (15)

O casamento visto por P.J. O'Rourke

A boda

Wedding receptions differ according to types of excess, the type of excess being determined by religious affiliation. There is an excess of relatives at a Catholic wedding, an excess of food at a Jewish wedding, and an excess of station wagons at a Protestant wedding so that people have to park all over the grass. Everyone should get excessively drunk at any wedding reception, although Protestants usually run out of liquor almost immediately and the men have to go in the country club locker room and get the Scotch bottles out of their golf bags in order to get as drunk as they properly should.

As fotos

Normal professional wedding photographs are of no interest at all and you might as well steal somebody else's. They all look the same and this method is cheaper. The really interesting stuff that happens at weddings never gets photographed-though it might be fun to try. Hire someone with a Minox to circulate unobtrusively among the guests. See how many of the following shots he can get:

- Bridesmaids who've lost their underwear
- Children under fifteen throwing up from champagne
- Old men who get erections dancing with the bride
- Groom's father taking a leak in the potted plant, etc.

Os brindes

The first toast to the bride should come from the best man, who is expected to avoid complimenting her on her skill in bed, at least in so many words. Remember that brides are not supposed to be congratulated. Congratulate the groom instead; it's probably the last occasion you'll have to do so until the divorce. Toasts should go on until the men have to go to the locker room and get the Scotch bottles out of their golf bags. Do not throw the glasses into the fireplace if it's more than forty feet away.

Afixado por Gibel às 12:31 | Afixadelas (3)

Promover a qualidade habitacional

elevador lavra.jpg

Vale a pena visitar este Blog, do Grupo Habitar, da Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional.
Entrem e revejam o arquivo, com excelentes artigos e debates sobre a cidade e os seus habitantes, numa perspectiva inovadora e positiva.
Dirigido, entre outros, pelo Arquitecto António Baptista Coelho, do LNEC, é um espaço aberto à cidadania e à participação.
Visitem, colaborem e divulguem - a cidade (qualquer uma) é de todos e feita por todos.

Afixado por Mário Cordeiro às 10:12 | Afixadelas (0)

Candidata surpresa vem animar os debates...

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Segundo fontes geralmente bem informadas, os futuros debates vão ser mais animados, dado que o Supremo Tribunal de Justiça acaba de receber 5 milhões de assinaturas, propondo para PR esta "mandatária de juventude", de seu nome Brigitte Bardot. Apesar de ter quase cem anos, todos reconhecem que a idade NÃO É um problema.
É uma candidata que, nitidamente, olha para a esquerda, mas já há tantos candidatos nesta área que, mais um, menos um... Será que desta vez o Professor Cavaco irá falar? Ou manter-se-á mudo? Cair-lhe o queixo mais do que já está, será impossível - só nas caricaturas do António.
Aconselha-se os outros candidatos a irem, rapidamente, fazer exames clínicos e provas de esforço.
(Notícia: Agência Tusa, digo Tuga, digo Lusa)

PS. espera-se que não haja problemas de inscrição da jovem nas presidenciais portuguesas, na época de Janeiro.

Afixado por Mário Cordeiro às 00:00 | Afixadelas (2)

dezembro 05, 2005

O formato do debate

Não vi sangue, e eu, como qualquer português, gosto de ver sangue, mas fiquei fortemente convencido da vantagem deste tipo de formato asséptico - consegui ouvir toda a gente, até os candidatos, notei discordâncias, concordâncias, não ouvi nenhum ósôtor, o que é fantástico.

Como já há muito me decidi, espero que este formato evite, ao menos, as chicanas que os do costume já cozinham.

Afixado por afixe às 22:38 | Afixadelas (14)

Tudo se poderia resumir a duas palavras

Cooperação estratégica.

Cavaco até lhe podia chamar um pífaro, mas, com aquela definição, e mais faltasse, seria precisamente a tal da cooperação estratégica que me faria, sem pensar duas vezes, votar nele. Porque estou farto deste semi-presidencialismo carnipeixe, de um presidente que apenas murmura, e porque se me afigura que a cooperação estratégica com o Governo, implicando um presidente mais presente, mais interessado, mais activo e, acima de tudo, mais interventivo (com os exemplos que Cavaco referiu, nomedamente, na área que mais me toca, a Justiça, com a questão do consenso de regime entre Governo, oposição, juízes, procuradores e advogados, apelando ao diálogo que aqui tanto tem faltado), será um primeiro passo para fora do lodeiro.

Uma última palavra para dizer que o debate entre o futuro PR e o segundo candidato mais votado se saldou, claramente, num empate. Falou-se para dentro. Ninguém perdeu votos consolidados, ninguém ganhou muitos votos aos indecisos, sendo que Alegre ganhará a posteriori, mantendo esta postura sóbria, muitos votos a Soares.

Venham agora as bojardas do pai do filho.

Afixado por afixe às 22:09 | Afixadelas (3)

Debates assim são uma seca!

Nota ao intervalo, sem passar pelos candidatos.

O que tenho estado a ver não é debate coisíssima nenhuma. São dois monólogos, ou duas entrevistas alternadas. Debater é discutir ideias, trocar pontos de vista, confrontar o adversário, argumentar e contra-argumentar. O que exige presença de espírito e preparação. O papel do jornalista-moderador é introduzir temas, corrigir assimetrias de tempos, conter excessos de interrupções e zelar pelo nível. Não precisa de mediar toda e qualquer questão, até porque é de pessoas civilizadas e não de animais selvagens que se trata. O modelo americanizado e asséptico adoptado para as presidenciais de Janeiro retira emoção e interesse aos debates daquela que é a única eleição unipessoal. Isto não acrescenta nada ao que podíamos ouvir, em separado, a Cavaco e Alegre (ou aos outros três, for the matter). E é soporífero.

Afixado por Pedro Cordeiro às 21:44 | Afixadelas (3)

Lookie, Lookie, Lookie

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A nossa madge/vitriolica é finalista para best european blog na weblog awards 2005. Madge, congratulations! e despacha lá o link para a polling page: a clientela quer votar.

Afixado por Gibel às 12:46 | Afixadelas (2)

Ruy Luís Gomes

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Nasceu há 100 anos. Um exemplo de coerência, verticalidade e dignidade.
Perante os dislates que todos os dias se ouvem na política portuguesa e a falta de nível que, por vezes, roça o boçal, vale a pena recordar um grande Homem.
Felizmente ainda há alguns como ele. E mais virão, que os ventos da História são imparáveis.

Afixado por Mário Cordeiro às 12:23 | Afixadelas (0)

República das Bananas?

Eu teria grandes preocupações se Cavaco Silva ganhasse as eleições. Mas não espero que isso aconteça, porque acredito no bom senso do povo português. Aceitarei a sua legitimidade desde que as eleições sejam limpas.

Coloca a hipótese de as eleições não serem limpas?

Tem havido alguma pressão da comunicação social favorável a um candidato. Não quero ofender, mas se o meu amigo ler com atenção os jornais, como eu leio, e conhecendo os truques que aí fazem, não restam dúvidas. E então na televisão ainda é mais claro. Mas isso não é coisa para se discutir agora, é para mais tarde.

Jornal Publico de hoje

Estamos perante um assunto novo e grave. Passados 31 anos sobre o 25 de Abril, com sei lá quantas eleições de permeio - presidência, assembleia, autárquicas, parlamento europeu, referendos... -, um candidato, que foi presidente do nosso País durante 10 anos e várias vezes primeiro ministro, põe a hipótese de as eleições não serem "limpas".

Espero ansiosamente pelo comunicado do actual primeiro ministro, pela reacção do STAPE, pela conferência de imprensa dos ministros da administração interna e da justiça, e pela declaração solene do Dr. Jorge Sampaio, que ainda é o Presidente e que deverá assegurar ao sportugueses a "limpeza" das eleições que vão determinar o seu sucessor.
No mínimo, que se reuna o Conselho de Estado. Só na Venezuela ou no Zimbabwe, ou similares, é que se costumam pôr estas sombrias hipóteses. Observadores da ONU ou da UE? Não era de pensar nisso?
Estou muito preocupado...

Afixado por Mário Cordeiro às 12:08 | Afixadelas (6)

Presentes para baralhar os avós

Fica bem nesta época, dar palpites sobre sugestões de presentes de natal. Nesse sentido, recomenda-se uma visita aqui.

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xmazz.bmp

Advertem-se desde já os potenciais interessados na aquisição destes produtos, que a oferta dos mesmos em noite da consoada é susceptível de provocar reacções psicóticas nos mais velhos, que tenderão a desfiar durante horas, os fascinantes episódios vividos à data em que consumiam artigos como os supra exibidos. Para os que estiverem mais esquecidos ou mais bebidos, podem sempre tentar convencê-los de que estão a celebrar o natal de 1961, e terão assegurada a animação e o convívio inter-geracional na noite da visita do S. Nicolau.

Afixado por Jon às 09:55 | Afixadelas (0)

dezembro 04, 2005

Cada tiro, cada melro

Há que reconhecer que, com tiradas destas, Cavaco não precisa de dizer nada - as eleições ganham-se praticamente sozinhas.

«Reconheço que vim incomodar sua excelência no passeio triunfal para a Presidência da República»

Mário Soares

[TVI]

Afixado por afixe às 23:51 | Afixadelas (2)

Proposta para bandeira nacional

Na sequência deste post do Bernardo, que me fez reflectir a tarde toda, eis a minha proposta de bandeira nacional:

bandeira

Só espero que, com aquelas riscas brancas em fundo branco, bem como com aqueles marcados, quiçá demasiado densos, tons centrais de cor branca, evocadores vocês sabem de quê (t'arrenego!), seja suficientemente digna de um Estado laico e respeitadora das tábuas constitucionais.

Aguardo com serenidade!

Afixado por afixe às 22:16 | Afixadelas (6)

Bandeira inconstitucional?

A Bandeira Nacional não obedece à Constituição da República Portuguesa!

Notem bem que as cinco quinas formam claramente uma cruz!
Já para não falar nos cinco besantes dentro de cada quina, que podem provocar uma desagradável evocação das cinco chagas de Cristo!
Será que a sempre atenta Associação República e Laicidade já começou uma campanha para alterar a bandeira? Não tenho quaisquer dúvidas de que esta bandeira, assim como está, não obedece à Constituição. Como símbolo nacional, a bandeira não pode proteger qualquer credo!
A inclusão vergonhosa de iconografia cristã na Bandeira Nacional fere a laicidade do Estado!
Além do mais, no seguimento das recentes normativas ideológicas da União Europeia, devemos renegar a herança cristã da nossa História! Há que apagar rapidamente todas as marcas desse período obscuro dominado pela superstição!
Mudemos a bandeira! Já!

(NOTA: Este post é irónico e serve o propósito de tentar acordar alguns nossos conterrâneos do torpor laicizante em que se encontram. Convém fazer esta nota, porque há sempre leitores mais distraídos...)

Afixado por Bernardo Motta às 17:49 | Afixadelas (13)

Soares é mesmo fixe

Soares mostra o que vale

Na reportagem da SIC sobre Snu Abecassis, entre várias curiosas revelações, fala-se da fria reacção da dinamarquesa perante Mário Soares, na sequência deste, ou alguém por ele, na campanha do PS, ter afirmado que se Sá Carneiro não era capaz de governar a sua própria casa, não seria capaz de governar o país.

Confrontado, na actualidade, o ilustre ancião diz que explicou a Snu, apelando à sua compreensão, que não era uma questão pessoal, pois tratava-se de uma campanha política.

De uma campanha política, digo eu, em que não poderia ser desaproveitado tal crasso erro - o de o candidato a PM estar “amigado” com uma dinamarquesa.

É este homem, com as suas formas de fazer "política", que quer continuar a mostrar-nos a língua.

Afixado por afixe às 00:19 | Afixadelas (1)

dezembro 03, 2005

Praça Stephens

De como um blogue de campanha autárquica vive extra-campanha.
Do meu amigo João Paulo Pedrosa.

clique para entrar

Afixado por afixe às 23:25 | Afixadelas (0)

Um novo conceito de cobertura noticiosa

Clique para entrar no Google Notícias - Portugal

"O Google Notícias recolhe artigos de mais de 200 fontes internacionais de notícias em português, organizando-os automaticamente para apresentar as notícias mais relevantes primeiro. Os tópicos são actualizados a cada 15 minutos, portanto, provavelmente verá novas notícias cada vez que visitar a página. Escolha o artigo que lhe interessa e vá directamente para o site que a publicou.

O Google Notícias é um serviço de notícias altamente inovador, pois os resultados são compilados unicamente por algoritmos de computador, sem intervenção humana. As fontes de notícias são seleccionadas independentemente da linha editorial ou ideologia politica, permitindo que você verifique como as diferentes fontes tratam os mesmos factos. Essa variedade de perspectivas e abordagens é exclusiva em sites de notícias on-line e a consideramos essencial para ajudar você a manter-se informado sobre as questões que mais lhe importam."

A ideia parece interessante, vamos ver que tal resulta. Até ver, o link fica disponível no topo da coluna da esquerda.

Afixado por afixe às 22:15 | Afixadelas (0)

Os verdadeiros Gatos Fedorentos

Original Stinky Cat 1.JPG
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[Nina]

Afixado por afixe às 16:04 | Afixadelas (5)

Putas, preservativos, OMS e tabaco - chega de demagogia!

A propósito das declarações de Mário Soares, no lançamento do MP3, na qual o candidato "aderiu" às posições até agora veiculadas pela sua mandatária para a juventude, vale a pena referir algumas coisas.
A propósito da legalização da prostituição, refere Soares que:

"Quando eu era novo, a prostituição era uma actividade regulamentada e isso impedia muita coisa. Depois, com a democracia, achou-se que issso era uma intervenção abusiva, mas hoje tenho dúvidas".

É pena que os candidatos (geralmente, todos...) tenham tanta falta de rigor. Em primeiro lugar, não foi a democracia, senhor doutor, mas um decreto de Salazar que "aboliu" a prostituição de um dia para o outro - assim, levou a que se procurassem outras formas de exercício da "profissão mais antiga".
A ideia de que "quando eu era novo as coisas eram diferentes, para melhor",´tem que ser fundamentada com dados científicos, e não com feelings de qualquer pessoa. A incidência de gonorreia, sífilis e outras doenças de transmissão sexual, para além da "escravatura branca" nas casas de meninas, dependentes de uma Madame muito "socialite" mas que era, para todos os efeitos, uma carcereira, era muito superior à actual. E quando o Dr. Soares era "novo" não havia uma doença causada por um vírus chamado HIV, nem se conheciam as implicações do papilomavírus ou do herpes vírus. Nem sequer se sabia que a gonorreia era a maior causa de esterilidade nas mulheres. Comparar o incomparável, por superficialidade e falta de rigor e de estudo dá nestas coisas...
Defendo que cada um deve usar "o que Deus lhe deu" - corpo, talentos, intelecto, etc - para o que melhor lhe aprouver, inclusive ganhar dinheiro, mas defendo também que há que garantir a não exploração de ninguém por ninguém, o respeito por todos os envolvidos e a saúde pública e individual, com conhecimento perfeito dos riscos, não apenas físicos, mas morais e psicológicos da adopção de certos estilos e percursos de vida. Tenho, tal como o candidato, dúvidas de que estes aspectos sejam considerados quando se faz, de forma bombástica, a proposta do regresso às "casas de putas".

Segundo aspecto. O candidato defende

"distribuição de preservativos nas escolas"

não o dizendo como nem quando, nem a quem, nem por quem...
Se há coisa de que se tem falado é o preservativo. Ele até está acessível. Mas apenas um terço dos jovens portugueses têm relações sexuais protegidas, a acreditar em vários estudos. Será que são todos parvos e ignorantes? Aliás, o mesmo se passa com a população adulta. Também tenho dúvidas. O que me parece é que não basta dizer "use preservativo" ou distribuir perservativos na escola. Se calhar o que falta é saber quando, como e de que maneira se deve usar o perservativo, como fazer para que, usando preservativo, ele não se "intrometa" numa relação apaixonada, ocasional, que não é programada; como fazer para que o contacto corporal total, tão necessário na adolescência (e não só) consiga não ser beliscado pelo uso do preservativo. Continuamos com medidas de "faça isto, não fala aquilo", em vez de integrar estilos de vida e comportamentos promotores de saúde no dia a dia das pessoas. E par isso é necessário ouvi-las, escutá-las... mas não apenas em sessões de campanha eleitoral, nem aos jovens que constituem as juventudes partidárias...

Dr. Soares e sua mandatária: um estudo que realizámos num grande estabelecimento prisional português mostrou que a maioria dos presos, por exemplo, recusa (sim, recusa!) a distribuição de preservativos na cadeia. Sabem porquê? Porque acham que com preservativos "à solta" têm mais hipóteses de serem violados pelos seus colegas. E isso eles não querem. às vezes é bom ir um bocadinho mais longe do que o que os nossos olhos enxergam.

Talvez por sofrer intensamente desta miopia, a OMS acaba de declarar que não aceita funcionários que fumem - e se alguém aceitar ser funcionário e fumar, terá que sofrer um processo disciplinar. Presume-se que a OMS vai também ver quais os funcionários que vão às casas de putas, os que dormem com outras e outros, os que bebem álcool, os que infringem o código da estrada, os que não usam preservativo, os que fumam um charro ou os que andam sem capacete de bicicleta ou não põem creme quando vão à praia. Ou comem bife com natas. Ou vão ao MacDonald´s. Ou estão demasiado tempo à frente de um computador, por exemplo a escrever no Aphixe.
Asim vai o mundo, com uma OMS a receber dinheiro dos governos para fazer tudo menos o que era necessário, dinheiro esse que vem, em muitos casos, da actividade económica das tabaqueiras e dos impostos sobre o tabaco...
Bof! Desculpem o desabafo!

Afixado por Mário Cordeiro às 13:19 | Afixadelas (7)

dezembro 02, 2005

Começo a gostar deste gajo...

PAULO BENTO

(de quem será o gajo da meia amarela? Se há fulano que pode responder a isto é o amigo JON)

Afixado por afixe às 22:50 | Afixadelas (10)

Ai que secaaaaaaaa...

O Porto-Sporting de hoje faz-me lembrar as presidenciais...
Bom resultado, p'ra mim, era perderem todos.

Afixado por Jon às 21:58 | Afixadelas (8)

dezembro 01, 2005

Hermanos? Estamos mucho arrependidos! Importam-se de voltar?

España

Afixado por afixe às 15:48 | Afixadelas (19)

Absolutamente fascinada

Com este livro.
Não é para toda a gente, suponho. Quam não gosta de Jane Austen, Tolkien, e da Marion Zimmer Bradley d'as Brumas de Avalon não vai gostar deste também. O livro é diferente, claro, mas os estilos são parecidos.
Quem gostou, vai passar umas horas (e ainda são algumas, que o livro tem 1005 páginas) muito agradáveis com este livro.

Afixado por M. Butterfly às 13:59 | Afixadelas (6)

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