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dezembro 10, 2005
Louçã diverte as hostes, Cavaco consolida a vitória

Definitivamente, e depois de ouvir as entrevistas pós-debate aos candidatos, acho que Cavaco convenceu Louçã. O temor reverencial da ovelha que já foi negra pelo Professor de Economia falou mais alto e não lhe permitiu mais que a "suprema irreverência" de, olhos nos olhos (ah leão!), tratar Cavaco por "o meu adversário", à laia de provocação de pacotilha, que só diverte e convence (quase sinónimos, para esta malta) quem já está de avença.
No mundo real: mais um empate claro, cada um a falar para o seu eleitorado consolidado, fora o 1% que há-de gravitar entre o PS e o BE. No que tange a Cavaco: mais uma etapa ultrapassada sem dificuldades.
Uma única crítica: Cavaco devia ter sido mais claro na resposta à pergunta sobre se era ou não a favor do casamento entre homossexuais. O claro NÃO que quem nele vota espera, embora se intua, ficou algo mascarado na espécie de falácia da inutilização de uma alegada "arma de arremesso" dos partidos.
Afixado por afixe em 10 de dezembro de 2005, às 00:18
Afixadelas
Depois deste debate fiquei, para usar as tuas palavras, definitivamente convencido - numa ideia que certamente acompanharás - que é mesmo necessário uma segunda volta, seja com quem for. É que à medida que isto vai sendo mais a sério ele fala, assume compromissos, revela pensamentos, assume intenções e acções e, por isso, é necessário que nós conheçamos o máximo do seu pensamento, é justo, é necessário e é uma garantia de cidadania. As pessoas têm de estar reconfortadas pelas suas escolhas. Vai nessa Roger. Na escolha para o acompanhar na 2ª volta dou-te liberdade de voto ;)
Afixado por Real em 10 de dezembro de 2005, às 01:10
Nem penses nisso. É à primeira e sem espinhas, que eu tenho mais que fazer que andar a adiar vitórias. Cada vez estou mais reconfortado com a minha escolhas.
Afixado por monty em 10 de dezembro de 2005, às 01:15
"Cavaco devia ter sido mais claro na resposta à pergunta sobre se era ou não a favor do casamento dos homossexuais. O claro NÃO que quem nele vota espera [...)".
A questão, na minha opinião, está mal colocada.
O problema não é o casamento dos homossexuais (h.) [haverá muitos (h.) casados como o caso "Casa Pia" parece demonstrar].
Aquilo que se tenta legislar é o casamento entre (h.), aqui parece-me que o Estado deve reduzir-se ao papel de homem do fraque e cobrar impostos [queira Deus que os saiba distribuir adequadamente]... não compete ao Estado fazer juízos morais sobre os contribuintes.
Outra coisa é tentarmos "obrigar" a Igreja católica a celebrar casamentos entre (h.), enfim, temos tendência para complicar, para misturar o "imisturável.
Afixado por pedro oliveira em 10 de dezembro de 2005, às 01:37
Tens razão, Pedro, vou já emendar. Lapsus calami. Quanto ao resto, obviamente discordo.
Afixado por monty em 10 de dezembro de 2005, às 01:43
Isto dos deabates ou se comenta ou melhor será nada dizer...interessante ler os diversos posicionamentos que se expressam na blogosfera...ou...ou...parece uma obra do Soren Kierkegaard...
Um bom fim de semana
Morfeu
Afixado por morfeu em 10 de dezembro de 2005, às 11:37
Porque é que acham que o estado deve intervir na vida afectiva das pessoas? Pessoalmente, moralmente, esteticamente, eticamente, nunca entendi a homossexualidade , quanto ao casamento homossexual acho que não devia ser utilizada esta palavra, esta palavra é para os casamentos heterossexuais teriam que inventar outra para saber que casamento é quando se fala em casamento e esta em referència. Mas deixando isto de lado.
1º O que é que o estado tem a ver com a liberdade individual de cada um nas suas opções de vida afectiva?
2º O que é que o estado tem a ver com a intimidade de cada um?
3.º O que é que o estado tem a ver com as escolhas de vida intima de cada um? Desde que se mantenham na intimidade.
3º Existe algum modelo de felicidade que o estado, a religião ou a maioria dos cidadãos devam adoptar por ser o melhor para eles por critérios éticos, estéticos, morais etc. e impor aos restantes concidadãos como norma genérica e abstracta.
4.º O que é que o estado tem a ver com os homossexuais?
5.º O estado deve ter um modelo de família? ( eu pessoalmente acho que sim só que não pode ser imposto e ser motivo de discriminação em relação a outros modelos mas deve ser apoiado)
Não acham que querem impor aos outros com opinião diferente os vossos modelos de vida, de moral de ética em casos em que tal não se aplica?
Cavaco devia ter sido eficaz e dizer o seu pensamento assim deixou reserva mental. como é costume.
Não se devem preocupar, mas o caminho das sociedades modernas é para cada um procurar a sua felicidade individualmente e não a que o estado quer que seja adoptada, pode levar tempo, em geral Portugal copia tudo depois dos outros vamos sempre atrás mas as ideias quando aparecem e são justas por mais resistências que haja acabam por vingar.
Por fim, nunca mas nunca os homossexuais devem ter o direito de adoptar.
Afixado por leopard em 10 de dezembro de 2005, às 11:48
A vossa sorte é já não haver duelos para testar as convicções, por isso esses comentários fofoqueiros de quem vê a política da bancada, tenho nojo da vossa mentalidade, homens públicos Sem opinião não saem a rua ,são vocês os responsáveis pela crise, cambada de maricões!
Afixado por mario em 10 de dezembro de 2005, às 11:50
Temor reverencial pelo "Professor de Economia"? E, já agora, qual será a profissão de Louçã? Arrumador? Experimenta, já agora, ir ao Google Scholar e comparar a quantidade de artigos cientificos de ambos que anda por aí a circular.
Quanto a isso do casamento de homossexuais, fica-te bem, embora algo ridículo, armares-te em porta-voz de todos que contam votar Cavaco...
Afixado por LR em 10 de dezembro de 2005, às 11:58
A questão, na minha opinião, está mal colocada.
O problema não é o casamento dos homossexuais (h.) [haverá muitos (h.) casados como o caso "Casa Pia" parece demonstrar].
Pedro Oliveira
Desculpe um comentário, mas acho que cometeu uma incorrecção científica: o caso Casa Pia não define, por si, nada, mesmo nada, em termos de homnossexualidade - aos pedófilos é indiferente o sexo da criança. O que lhes interessa, o seu objecto de desejo, é a criança, e não "o rapaz" ou "a rapariga".
O facto de, poe xemplo na Casa Pia, as vítimas terem sido maioritariamente rapas (também as houve raparigas), é apenas porque o pedófilo abusador é um estratega, e como tem uma clivagem entre a sua vida pessoa e social, e a sua vida de pedófilo, tenta "cirurgicamente" o maior sigilo e defesa. Por isso escolheram a Casa Pia, grande instituição, onde o Estado era o protector (e sabe-se como o é... ou não é...), e escolheram rapzes, porque sabem que, enquanto uma rapariga conta mais facilmente a outros e é mais facilmente alvo de solidariedade social, um rapaz envergonha-se e mantém o silêncio mais garantidamente, e quando conta é "gozado" e apelidado de "maricas".
Não confundamos orientação sexual de adolescentes ou adultos com pedofilia, por favor, porque estaremos, com essa confusão, a permitir o crescimento da segunda...
Abraços e bom fim de semana
Afixado por Mário Cordeiro em 10 de dezembro de 2005, às 12:59
Cavaco hirto como um carapau congelado, deixou cair a mascara quando confrontado com questões concretas.
As sua posições de direita, o seu conservadorismo, foram claramente postos a nu.
O maná que foram os fundos da CEE, e a opções erradas por ele feitas,foram objectivamente denunciadas por Louçã.
Não ver isso, não ver que Cavaco esteve á defesa, e que isso vai ter custos importantes, na estratégia da maquina, que os banqueiros montaram para o levar á Presidência, é revelar uma doentia cegueira sectária.
Cavaco esteve mal muito mal, no debate com Louçã e só não vê quem não quer ver....
Afixado por espectro em 10 de dezembro de 2005, às 14:01
Cavaco não consegue esconder o pouco à vontade que tem nestes debates... Nem de longe... Mesmo este, que não lhe devia ser manifestamente dificil (como o grande embate com Soares) foi capaz de mostrar à vontade e segurança. Penso que diferença que o separa dos outros candidatos não tem parado de descer e é cada vez mais provável que não consiga a tal vitória à primeira volta que muitos previam à um mês.
O homem de facto, não um "político nato", como ele próprio diz, e como Soares é.
Afixado por Rui Martins em 10 de dezembro de 2005, às 14:16
LR:
"ir ao Google Scholar e comparar a quantidade de artigos cientificos de ambos que anda por aí a circular"
Ai isto agora é ao artigo cientifico?
E, como é claro, no mundo real, "Professor de Economia" só há um.
Afixado por monty em 10 de dezembro de 2005, às 14:33
Quanto a isso do casamento de homossexuais, fica-me bem ou algo ridículo? É que as duas é complicado.
Espectro (LOL, belo nome, mas o estilo não engana):
"banqueiros montaram para o levar á Presidência, é revelar uma doentia cegueira sectária."
Comes tudo o que o teu líder te coloca no prato, não é?
Afixado por monty em 10 de dezembro de 2005, às 15:03
Leopard:
"5.º O estado deve ter um modelo de família?"
OBVIAMENTE! E não pode ser o de um casal homossexual com filhos adoptados.
Afixado por monty em 10 de dezembro de 2005, às 15:15
mas foi isso precisamente que eu disse, qual o motivo do comentario então? mas devemos impor esse modelo a outros concidadãos que discordem? e queiram optar por uma vida diferente? a meu ver não. ou ainda estamos na idade media dos convertidos a força?
claro que não pode haver adopção pois o modelo não é natural, ou por definição legal casamento entre elementos de sexo diferente, o que poderia ter influencia no desenvolvimento da personalidade de terceiros, por falta de referencias de identificação
Afixado por leopard em 10 de dezembro de 2005, às 17:09
"[Desculpe um comentário, mas acho que cometeu uma incorrecção científica: o caso Casa Pia não define, por si, nada, mesmo nada, em termos de homnossexualidade - aos pedófilos é indiferente o sexo da criança. O que lhes interessa, o seu objecto de desejo, é a criança, e não "o rapaz" ou "a rapariga".]"
Mário
Parece-me que nas "milhentas" páginas que compõem o "caso Casa Pia" algumas falarão, especificamente de actos homossexuais e não só de actos pedófilos.
Foi, também, o "caso Casa Pia" que espoletou as investigações no Parque Eduardo VII que não se reduziam à pedofilia.
A pedofilia preocupa-me enquanto cidadão, a defesa dos direitos das crianças. A homossexualidade, apenas, enquanto contribuinte, dada a dificuldade que eles/elas têm em reproduzir-se, eh,eh,eh.
Afixado por pedro oliveira em 10 de dezembro de 2005, às 17:37
Caro Rogério, estou em completo desacordo contigo :) Um abraço
Afixado por Paulo em 10 de dezembro de 2005, às 18:12
Fixe, Paulo, já ia sendo tempo de um de nós discordar do outro ;)
leopard:
"mas devemos impor esse modelo a outros concidadãos que discordem?"
Claro que sim, o Direito trata também disso.
Afixado por monty em 10 de dezembro de 2005, às 20:27
ah sim? o direito da familia trata de facto disso, pois claro,mas não era esse o sentido da minha interrogação. considero encerrada a discussão
Afixado por leopard em 10 de dezembro de 2005, às 20:44
Como já deves saber também discordo de ti Monty! Mas mais do que uma discordância de opiniões políticas (essas são evidentes já há muito e cada um com a sua ;p) é a discordância com a tua frase "No que tange a Cavaco: mais uma etapa ultrapassada sem dificuldades."... Ó Monty.... tu viste mesmo o debate? O Louçã (antes de mais não é o meu candidato, para não pensarem que estou para aqui só a mandar vir...) perturbou o teu candidato!! O personagem sentiu-se incomodado com as constantes "provocações"! Podes até fazer a tua interpretação baseado na tua interpretação política o personagem ganhou o debate, mas acho que dificuldades teve... e muitas, é que há factos dificeis de contornar...
Um abraço
Afixado por Farpas em 10 de dezembro de 2005, às 21:19
Farpas:
Perturbou o meu candidato? O Cavaco quer ser Presidente! O teu candidato quer ganhar ao Jerónimo. A corrida não é exactamente a mesma!
Afixado por monty em 10 de dezembro de 2005, às 23:02
Alto! O meu candidato não!! LOL! Eu não voto nele porque acho que não tem o meu ideal de perfil para um PR assim como acho que Cavaco não o tem. Quando digo que perturbou não é dizer que lhe ganhou pontos ou votos ou coisa parecida, perturbou porque confrontou-o com questões às ele não conseguiu escapar e praticamente o obrigou a dizer coisas que por certo ele evitaria falar durante a campanha!
Afixado por Farpas em 10 de dezembro de 2005, às 23:55
Lá desperdicei um belo insulto num recipiente incapaz de o entender: fica-te bem, precisamente porque é ridículo!
:-)
Afixado por LR em 11 de dezembro de 2005, às 02:07
O Candidato Cavaco não é claro em relação a nada, esse é o seu grande trunfo, que certamente se virará contra ele.
Afixado por Kerensky em 13 de dezembro de 2005, às 17:22
