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dezembro 14, 2005

Na hora da revolução VII

Dirijo-me aqui a todos os Portugueses sem excepçâo, aos, como eu, Candidatos à pròxima Presidência da Rèpublica em particular, e ao de nòs que vier a sêr eleito em especial, para declarar o seguinte:

As pròximas Eleiçôes Presidências (a exemplo de muitas outras havidas no passado, mas aguas passadas nâo movem moinhos), vâo sêr uma Autêntica FARSA.
E digo isto no interesse de Portugal e de todos os Portugueses, mesmo daqueles que agora discordem redondameente comigo.

A Constituiçâo Portuguesa (elaborada com a colaboraçâo ou pelo menos com a anuência daqueles que hoje, 30 anos volvidos sobre a Sua feitura, estâo mais bem colocados para virem a sêr eleitos no pròximo 22-01-06), diz no seu Artigo 121°-1 o seguinte: “ O Presidente da Repùblica é eleito por sufràgio universal, directo e secreto dos cidadâos portugueses eleitores recenseaddos no territòrio nacional, bem como dos cidadâos portugueses residentes no estrangeiro nos termos do nùmero seguinte.”

Com que autoridade poderà pois, o pròximo Presidente da Repùblica Portuguêsa dizer que serà o Presidente de todos os Potugueses, se nâo consultou a opiniâo de um terço deles ...?

Senâo façamos as contas mesmo por alto. Como Lisboa apenas conta como Portugueses aqueles que vivem dentro do rectângulo, mais ou menos Dez Milhôes, retiremos dois milhôes de menores que nâo votam (as vitimas indefezas, da Adultocracia Portuguesa), e restam-nos oito milhôes. Desses oito milhôes, metade, jorra politicos e politica pelos olhos e abstêm-se, nâo vai votar. Restam quatro milhôes de incondicionais. O candidato à esquerda do spectrum politico recolhe metade e o da direita outra metade. Todo o resto sâo (nuances).

Mas os Portugueses, com direito a votar, nâo sâo oito milhôes mas entre treze a quinze milhôes.
Como é que alguém pode entâo, compreender ou aceitar que o mais Alto Dignitàrio duma naçâo dita democràtica (devendo sêr eleito por Votaçâo Universal ), seja representativo, quando um terço da populaçâo dessa naçâo é excluido do exercicio de votar...?

Os Grandes Lìders dos quais a Història Universal nos fala, nunca seleccionaram facçôes para lhes servir de suporte. Todos eram benvindos e todos eram poucos.
A Historia Universal também define bem aqueles que foram liders graças à selecçâo das massas apoiantes...!

[NELSON MAGALHAES]

* por motivos óbvios, esta "càrta" foi "trânscrita" na "ìntegra"

Se a nossa Constituiçâo diz que o Presidente da Repùblica deve sêr eleito por Sufràgio Universal ( o que partilho plenamente) têm em vista eleger, na pessoa do Presidente um lider capaz de reunir à volta da Sua personalidade a Tese e a Antìtese. Com o poder induzido e de preferência nato, de falar e sêr ouvido, por todas as partes antagònicas. Um personagem capaz de falar uma linguagem acessìvel a eruditos e a analfabetos.

E aonde està esse lìder ? perguntarâo os Leitores desta carta aberta...!
Garantidamente em nenhum daqueles que vai sêr eleito. O grosso da coluna dos Portugueses conhece-os demasiado bem para lhes prestar “ Submissa Vassalagem “.
Por conseguinte o pròximo Presidente vai presidir a meia duzia de “Gatos Pingados“, com a agravante de que, da meia duzia de gatos, três, ainda vâo votar por conveniência.

Mas Grandes Liders existem na Sociedade Portuguesa...!
Em todo o caso serà aquele que exigir (estando em posiçâo de dominância para o fazer), que todos os Portugueses em idade de votar o façam, independentemente do lugar do Planeta aonde se encontrem.
Enquanto isso nâo acontecer a Sociedade Portuguesa vai continuar a definhar, a segregar-se, a cada um por si, a cada um por seu lado, a cada um sua sentença e ao cavar de um fosso cada vez maior entre cada um de nòs...!
Por este caminho nâo vamos a lado nenhum...!

Diga-me Sua Excelência Sr. Dr. Màrio Soares, o Sr. acha que no caso de vir a sêr eleito, se sente justificado, tendo sido retirada como foi, a possibilidade de votar à maioria dos poucos Portugueses espalhados pelo mundo que podiam e gostariam de o fazer, como foi decidido pela recente alteraçâo da Lei Eleitoral do Presidente da Repùblica ...?
“ Lei Orgânica 5/2005 de 8 de Setembro.”
A mesma pergunta faço a Sua Excelência o Sr. Dr. Manuel Alegre.!
A mesma pergunta faço a Sua Excelência o Sr. Pr. Cavaco Silva.!
(O critèrio que venho de utilizar é o da idade das Excias referidas).


O problema é contudo muito mais grave, do que possa parecer à vista nua. È que quando se elège um personagem, hà uma parte que gosta e apoia e outra parte que vota contra mas apòs a derrota, fica na expectativa.
No nosso caso Português, as expectativas jà estâo todas queimadas à priori.
O eleitorado Português pode sêr visto do seguinte modo:
-- Um terço, sâo os excluidos ( residentes no estrangeiro).
-- Outro terço é a Direita ou duma certa direita que à falta de melhor opta pelo mal menor.
-- Outro terço é a Esquerda ou uma certa esquerda que nâo têm outra escolha que o mal menor.
Quer queiram quer nâo, sâo os excluidos que poderiam fazer a diferênça, desempatar.
Mas é muito melhor que continue tudo na mesma.
Como a actual Constituiçâo permite tudo e impede tudo...! ( basta gritar do fundo de uma Sala de Audiências, a norma é inconstitucional para que o Processo Jurìdico mais premênte, ou mais urgente séja enviado às “Calandas Grêgas”, todo o resto é acessòrio..!

Mas nâo me parece que nenhum dos meus Onze outros Co-Candidatos, apresente nos seus programas a Refeitura de uma Nova Constituiçâo, Moderna e Futurista...!
Por conseguinte, esta convém a todos “ Gregos e Troianos”.

Eu sou o ùnico que se fosse Eleito, pugnaria por uma Nova Constituiçâo.
E nâo faltariam CONSTITUCIONALISTAS à altura para a elaborar, porque os hà aì em Portugal e bons...!

Mas como que, para prevenir que eu, ou outros como eu, viessem apresentar uma Candidatura mobilizadora e viesse a sêr Eleito, (pelos emigrantes), com qualquer coisa como o dobro dos votos, com que o pròximo Presidente vai sêr sufragado, o actual Governo apressou-se a legislar, tendo em vista meter fora de combate todos os potênciais votantes expatriados , com a recentemente aprovada Lei Orgânica atràs referida...!

Presumo que Sua Excelência o Sr Primeiro Ministro José Sòcrates tenha tido conhecimento duma “Crònica de Genèbra “ de 3/5/05 que lhe enderecei na pàgina Web do Jornal Liberal, na qual chamava precisamente à atençâo para o Recenseamento de todos os Portugueses expatriados, susceptìveis de poderem votar...!
A Lei Orgânica 5/2005 de 8 Setembro é a resposta, pura e simples à minha Crònica...!
Daì concluo que Lisboa têm medo do juizo, dos Portuguêses Expatriados.

Mas se o que se aprende nas Faculdades de Direito é verdade, a referida Lei é Inconstitucional porque têm efeitos rectroactivos, quando nâo os pode têr...!

Pior ainda :-- nâo diz a Lei Eleitoral que o Recenseamento é Obrigatòrio ?
Entâo, Lisboa sabendo que vagueiam por aì milhôes de cidadâos sem estarem recenseados, està a pactuar com a ilegalidade.

E nâo digam que nâo é tecnicamente possivel contactar com os Portugueses residentes em todo o mundo. As ondas da RTPI e da RDPI chegam a todas as lactitudes e longitudes...!
Ou entâo bastaria que a cada Português que se dirige a um Orgâo Estatal Português no estrangeiro fosse pedida prova de recenseamento, assim como o é para a identidade e num abrir e fechar de olhos, terìamos, nâo sò um recenseamento actualizado como montes de outros dados, cruciais para o desenvolvimento futuro de Portugal de uma forma estàvel, digna e respeitadora dos Direitos do Homem.

Nâo hà é vontade politica, porque como em terra de cégos o rei é aquele que têm olho, logo convém afastar da contenda, quem quer que possa vêr um palmo à frente dos olhos.
Por este caminho nâo vamos a lado nenhum...!

O ùnico consôlo para os Portuguêses poderà residir no facto de que nâo sâo os ùnicos a sêr governados por Ciclos de :-- Esquerda...Direita...Esquerda...Direita...Volver...E...D..!

As economias e os nìveis de desenvolvimento sustentado desses povos, estâo à vista...!
Mas nâo precisamos sair da Europa para contar os Governantes Egocentristas...!
Fui Eleito logo existo...! Quero, posso e mando...!
Às malvas o consenso, a opiniâo diversa, o debate, o confronto...!
È uma beleza um presidente rodeado de conselheiros, ( até deveria deixar de se chamar presidente mas sim, porta voz dos conselheiros).
Um Presidente dever-se-ia rodear era de anticonselheiros, ainda que para isso tivesse que estar protegido (a cada reuniâo) de policias...!
Agora, Amén,Amén...! Sim Sr. Ministro...!

Portugal precisa de um Presidente que diga a todos e jà : -- Alto e bom Som...!
--- Comboios de alta velocidade, TGV e outros a ligarem as diversas cidades Portuguesas ontem jà era tarde para têrem começado a construçâo das respectivas linhas.
--- Aeroporto da Ota, nunca.
Um novo aeroporto talvez, mas sò depois da èpidemia febril mundial têr acalmado, o que aparentemente nâo é o caso de momento, a qual tende a disseminar-se.

Os polìticos que continuem a fazer uso da Autoridade que lhes é Delegada pelos eleitores aquando das eleiçôes, como têem feito até aqui e nâo me admiraria nada que o Aeroporto da Ota e milhares de outros do género disseminados pelo Mundo viessem a têr de novo uso para o fim primeiro que foram construidos...!

Hà contudo, pelo menos Quatro Grandes Obras a realizar em Portugal e que sâo duma prioridade gritante :*

* quer saber quais? O candidato não as desvenda. Não perca as próximas eleições!

Afixado por afixe em 14 de dezembro de 2005, às 14:40

Afixadelas

mau maria, mas o post que estava aqui não tinha nenhuma declaração de princípios, dizia apenas que o candidato ia passar o fim de semana a Viana do Castelo... :)

Afixado por povounido em 14 de dezembro de 2005, às 16:35

Não quereria dizer "Ésta càreta foi trânscri-ta na ìntgra"?

Afixado por Vi em 15 de dezembro de 2005, às 11:56

Isso mesmo, Dona Vi. ;)

Afixado por Monty em 15 de dezembro de 2005, às 12:08

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