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dezembro 21, 2005

O chato

De cada vez que o Sr. Ex-Presidente espeta uns ferros no Sr. Professor, o Sr. Professor debita a mesma e chata oração de sempre: que tem muito respeito pelos dez anos em que o Sr. Ex-Presidente foi Presidente, que não senhor, não vai falar do passado e não vai ser desrespeitoso com o Exmo. Sr. Ex-Presidente, que não vai ser deselegante e por aí. Ora, parece-me que um cavalheiro deve saber distinguir entre um sarau dançante com chá e doces e uma batalha política. Ó Sr. Professor, seja lá um bocadinho mais assertivo! Deixe as plebeias mesuras com o Sr. Ex-Presidente para outras ocasiões sociais. Meta lá uns ferrinhos no Sr. Ex-Presidente. Fale no passado, seja lá um pedacinho deselegante, como lhe chama, embora nada disso seja deselegância: trata-se de combate político. Nós sabemos que as eleições estão no papo. Que o Sr. Professor as tem ganhas. Mas ao menos ganhe-as com um bocadinho mais de categoria. O Sr. Ex-Presidente, mesmo quando é intelectualmente desonesto, quando insinua, quando declama banalidades que passam por proclamações humanistas, mas sobretudo quando enerva o Sr. Professor não está a ser deselegante: está a fazer política. Melhor ainda, está a pôr-se a jeito: e o Sr. Professor sabe bem - ou deveria saber - que também pode enervar o Sr. Ex-Presidente, e com a vantagem de em relação a este nem ser preciso ser intelectualmente desonesto para lhe lembrar alguns episódios menos edificantes. Vá lá, Sr. Professor, ganhe isto com um pouco mais de galhardia e audácia.

Afixado por Gibel em 21 de dezembro de 2005, às 02:35

Afixadelas

Não é o estilo dele e não é necessário. Isto não é um circo.

Afixado por monty em 21 de dezembro de 2005, às 09:59

estou de acordo, desde quando é que fazer politica com categoria é "meter uns ferrinhos" como diz? infelizmente, digo infelizmente por ser de esquerda, o candidato da direita portou-se muito melhor do que o candidato da esquerda... está na altura da reforma desta maneira de fazer politica, espero que aconteça com a reforma do senhor ex-presidente... sim eu sei que é pedir muito

Afixado por MT em 21 de dezembro de 2005, às 12:11

Que velo texto, Gibel. Parabéns.

Afixado por João Pedro da Costa em 21 de dezembro de 2005, às 15:04

Chatos? Também já tive. Saiem com gasóleo.

Afixado por João Ribeiro em 21 de dezembro de 2005, às 16:33

Olha que o Grão-Mestre Rogério ainda te pune com umas quantas vergastadas em praça pública. Por outro lado, de contraditório que se apresente é que nada temes daqueles lados...

Afixado por Luis Rainha em 21 de dezembro de 2005, às 19:49

João:
Olha que não. A alguns, nem que lhes atices o fogo.

A alguns que se limitam a olhar os outros de cima, como se todos fossem "provincianos de vistas estreitas", "sacos de vento cheios de coisa nenhuma" e "palonços atrevido".

Menos ele, claro, e alguns outros privilegiados seres, que ele, no seu alto critério, elegeu para venerar.

E para não insultar gratuitamente!

Tudo o resto? Remete para os apodos atirados a Cavaco. Tudo a eito. Ninguém contradita, ninguém raciocina, ninguém sequer pensa.

A cegueira é tal que nem sequer se apercebe das enormes trepas que leva cada vez que se aventura a fazer análise política na sua verborreia-sem-fim-sinónimo-aqui-palavra-de-7e500-acolá.

Na gripe, felizmente, revelou-se, justiça lhe seja feita! À gripe, claro! Agora não há que enganar.

Afixado por monty em 21 de dezembro de 2005, às 20:40

Sem dúvida que Cavaco foi muito bem treinado para lidar com Soares... Muito ensaio e consultor deve ter andado por ali... De qq modo, aguentou muito bem o verbo acutilante de Soares e defendeu-se bem. Não teve foi força para contra-atacar e aí revela que continua a ser o mesmo tímido de sempre. De qq modo, o desfecho deste debate não iria alterar nada... Os que votarão nele (a maioria?) votam nele não por aquilo que ele hoje diz ou faz mas por aquilo que acham que ele fez entre 85 e 95...

Afixado por Rui Martins em 21 de dezembro de 2005, às 20:42

Aguentar todo aquele chorrilho de má criação e de ataques serenamente, quanto a mim, revelam grande audácia. Qualquer pessoa menos audaz teria "embalado" na onda de Soares, descendo o nível e atingindo aquilo que parece ser o conceito de debate dos Portugueses. Afinal não é o conteúdo, nem são as ideias que interessam: tem é que haver ofensa! Ontem já ninguém achou o debate morno e vazio, apesar de ter sido dos que menos ideias apresentou, quanto a mim. Com Soares a ter que assumir grande parte das culpas, neste aspecto, uma vez que não lhe interessou discutir nada a não ser a figura do seu adversário.
Também gostei de ver o que chamam de "raposa" da política a estender-se ao comprido nas alegações finais, ultrapassando o tempo limite das mesmas. Compreende-se: queria naquele momento dizer tudo o que não disse durante o debate, por se ter perdido em observações pessoais!

Saudações

Afixado por Carriço em 21 de dezembro de 2005, às 21:17

Francamente, nem debate nem nada a não ser intenção. Se Cavaco quer resolver os problemas do País onde é que ele esteve nas eleições ao Governo? Que corresse com o borrado do Santana e assumisse a corrida à Governação era uma coisa, agora vir falar de Governar quando o cargo é para representar e garantir o cumprimento da Constituição, seja ela o que fôr...vai-se frustar se não quiser desestabilizar a Nação. O que ele quer é Governar e o Governo não é dele! E mais aqui afirmo, se ele dissolver a Assembleia como o Sampaio teve de o fazer ( e a maioria absoluta que daí resultou comprovou uma razão, a priori não consentida) ele vai-se reduzir à mais insignificante forma de se ser Presidente: a de corpo presente. A França está por um fio mais a anacrónica presidencialite, da qual ainda sofreremos um bom pouco, até que se erradique de vez com essa abjecta fórmula governativa que assombra (ensombra) a Europa. Nem Inglaterra, nem Espanha , nem Bélgica , nem outras pseudo monarquias são sequer sombra do que o sistema francês representa. São palhaçada triste face a uma farsa medonha. Atroz! Cavaco, mais Balsemão, mais quem defenda, sem nome, esse sistema, se iludam: o Poder é do Povo e é nas Assembleias e nos Governos que ele toma corpo. Um Presidente é para garantir uma Constituição e para representar uma Nação. Soares sofre um estigma que os anos não apagaram, nem apagarão, tão cedo. Pessoalmente falo até por de familia ter crescido com razões que não devo nem posso tornar públicas: são histórias de uma geração que morre, cambalhotas de bastidores, vivências de camarim, aventuras de coristas, que não interessam nem um pouco à Nação, nem ao que representa, nem aos que a representarão. De resto, Soares só deu rosto ( e que coragem para o fazer) a um fim criado pelo algoz do Dão, anos antes daquele ter podido regressar. Anos antes de um futuro diferente se ter podido afirmar. Os desgraçados enviados para a Morte ( soldaos no Ultramar) foram-no conscientemente doutrinados por quem sabia que o fim do Império era certo e que só iriam a proteger uma saída lucrativa de quem já nada queria se não garantir Kuanza por Escudo. É passado? Não, é presente.
A Esquerda onde está? Onde tem a cabeça? Onde tem o pensar? Não sei, olha que não sei.

Afixado por João Ribeiro em 22 de dezembro de 2005, às 01:04

Pelo menos tu tens mais bom senso e nem te arriscas nessa difícil "análise política": ainda não li um só argumento teu a favor do teu candidato. E não me parece que a falta de vocabulário seja o único motivo para essa mudez (que significa, já agora, estares calado que nem uma carpa sobre os motivos que te levarão a votar em tão brilhante figurita).

Afixado por Luis Rainha em 22 de dezembro de 2005, às 01:55

Quando te enfias no disparate nem sequer lês o que fica escrito, pois não? Desde que a sonoridade seja boa. Fim de conversa.

Afixado por monty em 22 de dezembro de 2005, às 10:00

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