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dezembro 05, 2005
Tudo se poderia resumir a duas palavras
Cooperação estratégica.
Cavaco até lhe podia chamar um pífaro, mas, com aquela definição, e mais faltasse, seria precisamente a tal da cooperação estratégica que me faria, sem pensar duas vezes, votar nele. Porque estou farto deste semi-presidencialismo carnipeixe, de um presidente que apenas murmura, e porque se me afigura que a cooperação estratégica com o Governo, implicando um presidente mais presente, mais interessado, mais activo e, acima de tudo, mais interventivo (com os exemplos que Cavaco referiu, nomedamente, na área que mais me toca, a Justiça, com a questão do consenso de regime entre Governo, oposição, juízes, procuradores e advogados, apelando ao diálogo que aqui tanto tem faltado), será um primeiro passo para fora do lodeiro.
Uma última palavra para dizer que o debate entre o futuro PR e o segundo candidato mais votado se saldou, claramente, num empate. Falou-se para dentro. Ninguém perdeu votos consolidados, ninguém ganhou muitos votos aos indecisos, sendo que Alegre ganhará a posteriori, mantendo esta postura sóbria, muitos votos a Soares.
Venham agora as bojardas do pai do filho.
Afixado por afixe em 5 de dezembro de 2005, às 22:09
Afixadelas
A tralha da direita cavaquista, adepta do respeitinho é muito lindo e do homem novo, neste caso vindo lá do lado das berças, está todo neste post. Até o desprezo e o desdem com que fala de Mário Soares e da sua intervenção na vida pública há mais de 60 anos.
Afixado por Real em 5 de dezembro de 2005, às 23:49
Epá, tanto ódio...
Afixado por monty em 6 de dezembro de 2005, às 00:40
O que é factual, é que por pior que o cavaco silva seja, ele é muito melhor do qualquer dos outros candidatos!!! Só as portuguesas e os portugueses de extrema esquerda (complexados) é que não são capazes de admitir isso...
Afixado por Ali-o-bombas em 6 de dezembro de 2005, às 11:25
