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dezembro 07, 2005
X + Y = Z
Ontem fui ao cinema ver o "Proof". Esquisito. Embora tenha apreciado bastante a tensão dramática dos diálogos, por representar uma transição feliz e bem sucedida da originária peça de teatro de David Auburn para o cinema - e com actores como o Anthony Hopkins e a linda Gwineth a aposta só podia resultar -, no fim soube-me a pouco. Estive sempre na expectativa de conhecer um cheirinho da tal genial demonstração matemática. Hoje, não satisfeito, e fingindo acreditar que não tinha mais nada que fazer, fui à procura pela net das palavras do próprio David Auburn (também responsável pela adaptação da sua peça a argumento) e encontrei isto
Proof:1. an arithmetical operation serving to check the correctness of a calculation.
2. evidence sufficient to establish a thing as true.In the realm of mathematics, theories are tested in order to draw conclusions that can be said to be truth.
Love works differently. Mostly subconciously and in non-scientific terms, we test those in whom we have emotional investments in order to justify our vulnerability, thus making ourselves less vulnerable. We shake hands as proof of mutual understanding, seal friendships in blood, get married, sign our last will & testaments. We say to ourselves: THIS MUCH, at least, I know to be true.
Then the deal gets broken, we are abandoned by our friends, our partners divorce us and the will gets rewritten. A new set of variables has come into play, altering the proof completely. How many times have our past experiences have we found the error in these commonly accepted truths?
X + Y = Z
Where X = friend
Y = need
Z = a friend indeedX + Y > N
Where X = love
Y = love lost
N = never to have loved at allThis play is about a very brilliant and complex proof. A proof that can only be found by someone not searching for it. An invisible proof, perceived by the senses and accepted through trust. And the truth which the proof unveils can only be experienced within the heart.
Bah! Portanto, era tudo simbólico, uma alegoria sobre a vida e as relações, enfim, um desapontamento. Eu à procura de um final fantabulástico contendo a revelação da fórmula matemática que governaria o cosmos e sai-me apenas uma coisa destas: o tal do amor (deveria usar A maiúsculo?!).
Afixado por Gibel em 7 de dezembro de 2005, às 14:13
Afixadelas
Que bela posta!
Saudações
Afixado por Carriço em 7 de dezembro de 2005, às 14:46
Não acho que seja uma bela posta. O Amor merecia mais consideração.
Afixado por gibel em 7 de dezembro de 2005, às 15:40
Onde para o Amor?
Hoje em dia só se vê amor.
O Amor já morreu.
Tenho dito.
Afixado por house em 7 de dezembro de 2005, às 16:32
Mas tu agora vais ao cinema? Aposto que o último que tinhas visto foi aqule dos irmãos Lumiere, não? ;)
Afixado por monty em 7 de dezembro de 2005, às 16:39
Rogério,
Fica sabendo que o Gibel é um grande fã da 7ª Arte. Sobretudo, é um fã de Stallone. Tenho-o visto em todas as estreias dos últimos vinte filmes da saga Rocky.
Gibel,
Podes ter feito um trabalho foleiro no que toca à dignidade do "Amor" e à descrição materialista que fizeste desta "prova", mas mesmo assim, a tua posta convida a ir ver o filme...
Afixado por Bernardo em 7 de dezembro de 2005, às 16:52
Vale realmente a pena ver o filme. As interpretações são fabulosas a belissima Gwy merecerá de certeza pelo menos uma nomeação em Fevereiro.
Afixado por Cristina em 7 de dezembro de 2005, às 21:25
Então vejo que fiz uma interpretação errada da posta, pelos vistos. Eu julguei que tinha sido elaborada dessa forma, mas precisamente para destacar o Amor (escolho maiúscula!). Julguei que estivesse revestida de uma espécie de ironia (não se pode falar bem em ironia, neste caso). Eu gostei do filme e, depois desta dedução matemática, acho que fiquei a gostar ainda mais. Obrigado!
Saudações
Afixado por Carriço em 8 de dezembro de 2005, às 14:12
"Eu à procura de um final fantabulástico contendo a revelação da fórmula matemática que governaria o cosmos e sai-me apenas uma coisa destas: o tal do amor (deveria usar A maiúsculo?!)."
Hmmm... Eu não vi o filme, nem nunca tinha ouvido falar dele (os filmes aqui chegam sempre mais tarde, que eles têm de dobrar tudo em alemão, o que leva tempo - e custa dnheiro, destrói mais de metade do filme,etc - sinceramente, não consigo perceber a lógica), mas não seria precisamente essa a mensagem?
Sabes, existem pessoas que pensam que é precisamente o Amor a fórmula que governa o cosmos. : )
Se calhar o realizador / escritor / whatever, é uma delas...
Afixado por M. em 8 de dezembro de 2005, às 14:44
só me arranjas obrigações. agora já são dois, os filmes que vou ter que ver à hora do almoço. assim não engordo. :)
Afixado por susana em 8 de dezembro de 2005, às 18:31
Este sim! Vale a pena ver, ler e outras coisas mais:
Proofs from THE BOOK,
Martin Aigner + Günter M. Ziegler ,
Springer-Verlag.
A conselho de um amigo Phd, o meu já vem a caminho...
"Pi é irracional?
O número de Primos é infinito?
Todos sabemos as respostas para estas questões. Mas como prová-lo?
Há muitas provas para este tipo de resultados.
Neste livro podes encontrar as provas mais elegantes, segundo dois tipos conceituados (o Paul Erdos tb colaborou mas morreu entretanto).
Livro ideal para perceber o que é uma prova elegante e ter sempre
presente alguns conceitos fundamentais que são introduzidos
nos primeiros anos da universidade.
You need not belive in god but, as a mathematician (ou professor de... acrescento eu),
you should believe in The Book."
Cumprimentos e boas festas!
rp
Afixado por Rafael Pacheco em 12 de dezembro de 2005, às 14:04
