janeiro 06, 2006
de vagares...

23h00
Doravante, em de vagares...
Afixado por afixe às 23:00 | Afixadelas (1)
Tee Jay
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
e depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá....
(Vinicius/Toquinho)
Afixado por Jon às 22:04 | Afixadelas (2)
Se é pra puxar ao sentimento e aos nós na garganta e tal
It's nine o'clock on a Saturday
the regular crowd shuffles in
There's an old man sitting next to me
Makin' love to his tonic and gin
He say, Son can you play me a memory
I'm not really sure how it goes
But it's sad and it's sweet and I knew it complete
When I wore a younger man's clothes
Da da da de de da
da da de de da da da
Sing us a song, you're the piano man
sing us a song tonight
Well, we're all in the mood for a melody
And you've got us feelin' alright
(Billy Joel - The Piano Man)
Afixado por Gibel às 20:01 | Afixadelas (0)
As palavras que não dissémos

Tanta coisa que ficou por dizer. Por exemplo, não falámos do Orçamento de Estado para 2006, em especial do seu sublime artº. 62º., que estabelece o alargamento do regime de incentivos à aquisição de empresas em situação económica difícil, criado pelo Decreto-Lei nº. 14/98, de 28 de Janeiro, às empresas abrangidas por processos aprovados pelo IAPMEI e pelo SIRME. E como isto muitas, tantas outras coisas importantes...
Afixado por Gibel às 19:16 | Afixadelas (2)
Ainda cá volto IV
Hoje, cerca da meia noite, o Afixe deixa de ser alimentado por posts (vai morrer à fome, o coitado).
Isto devia deixar-me feliz, porque, confesso, foi uma luta, minha e de mais alguns aphixadores, tranformar este fim numa realidade.
A verdade é que não estou minimamente feliz, e agora, que são cerca de seis da tarde, reparei que ao afixe restam 6 horas de vida. Fez parte da minha vida durante 20 infinitos meses. Em tempo blogosférico, e é unânime que o tempo na blogosfera não corre como na vida real, 20 meses é muito tempo. É quase uma vida (olhó lugar-comum!)
Aqui, à frente deste monitor passei grande parte dos cigarros que já não fumo em tempo de trabalho, aqui, à frente deste monitor (fixe esta cena de repetir as coisa, né? Dizqué para enfatizar) passei grande parte dos meus tempos livres, aqui, à frente... (ok, ok, ok), tive experiências que muito me enriqueceram a conta bancária (wishfull thinking atrasado).
A verdade é que as experiências que aqui tive me mudaram e se hoje sou quem sou, e como sou, em parte, ao afixe o devo (aqui as culpas não morrem solteiras).
Vou de nó na garganta, mas vou.
E agora já cá não volto.
Afixado por afixe às 17:41 | Afixadelas (9)
A cozinha já encerrou

Não se recebem mais pedidos. É favor ir fechando as contas das mesas. Agora só mesmo vinhateiras, licorosas, azeitonas e pão da véspera até às 23h00. E ao balcão.
Afixado por Gibel às 17:36 | Afixadelas (1)
Epifania

Hoje é dia de Reis. Celebra-se também, no calendário religioso, o dia da Epifania. Deixo os detalhes curiosos e complexos relativos à origem desta palavra para os interessados. Não vou sobrecarregar muito este meu último post, até porque é o último e há que evitar deixar más recordações.
Hoje é dia de Reis!
(estou a repetir-me... mas desta vez é com exclamação!)
E que dia melhor para encerrar um ciclo e começar outro?
A Epifania é como que um outro Natal, uma vez que esta tradição de origem oriental tinha como objectivo celebrar, entre outras coisas, a Natividade de Jesus. A Epifania marca a manifestação de Jesus na Sua Glória. O momento em que Deus se manifesta como Homem.
São raros aqueles que se apercebem do enorme valor do dia de Reis, tão perdido que ele fica neste reboliço natalício, cuja euforia se esgota, após a orgia de compras, no dia 25 de Dezembro. Num torpor de preguiça, o Natal estica-se até à passagem de ano, transformado esse período para muitos sortudos numas férias extra, o que faz com que o estado de espírito, a 2 de Janeiro, seja dos mais deprimentes. As festas acabaram, as carteiras estão vazias, o colesterol está todo lixado, e as ruas estão cheias de lixo.
Mas será que é mesmo assim?
Será que o Natal termina a 2 de Janeiro?
É claro que não!
Todos conhecemos aqueles comentários típicos acerca dos espanhóis, que distribuem presentes neste dia, "los reyes", e como isso nos faz sempre discutir acerca da altura ideal para trocar presentes. Quem estará certo? Os que o fazem a 24? Os que o fazem a 25? Ou os que o fazem a 6 de Janeiro?
Não vou dar aqui a resposta, até porque não a tenho.
O que eu queria lembrar era apenas o que significa, no fundo e na essência, esta questão dos presentes celebrada a 6 de Janeiro. O que é o dia de Reis?
A Epifania está associada de forma indelével à visita dos enigmáticos Reis Magos.
Pondo de parte as questões históricas e historiográficas, porque interessa pouco saber se, quando e como é que se deu esta visita, reparemos no que nos diz a tradição sobre estas personagens.
Seriam três, os Reis Magos, Baltasar, Gaspar e Melchior. Sinceramente, não possuo conhecimentos suficientes para tentar explicar os seus nomes, se bem que o nome de Melchior relembra a palavra hebraica para "rei".
O mais interessante é o que estes digníssimos senhores trazem para o Menino, o que eles decidem ofertar-Lhe neste dia de Epifania.
Trazem ouro, incenso e mirra.
O ouro é o presente para o Rei, é o reconhecimento de que Jesus Cristo detém o poder real.
O incenso é o presente para o Sacerdote, é o reconhecimento de que Jesus Cristo detém a autoridade sacerdotal.
A mirra, bálsamo da incorruptibilidade, é o presente para o Senhor da Vida, aquele que, sendo Deus, vence a Morte e nos dá acesso à imortalidade real, a da Vida Eterna.
Perdoem-me esta forma de acabar, aqueles a quem ela desagrada, mas seria trair a minha maneira de ser se não escrevesse algo assim. Afinal, não consigo deixar de aproveitar este dia da minha última posta aqui para falar sobre o Dia de Reis.
De uma certa forma, e falando para crentes e descrentes, tentei sempre escrever aqui no Afixe aquilo que me ia na alma, a forma como eu via o Mundo à minha volta, e porque sou fascinado por questões espirituais, a forma como eu via o pensar e viver da espiritualidade. Muitos repararam que falei muito sobre catolicismo, mas também aqui falei sobre outras religiões. Mais do que tudo, procurei transmitir a quem me lia uma frustração que me vai cá dentro: há tanta gente que pensa que assumir uma religião, nos dias que correm, é sinal de estupidez, ignorância, ou busca de consolo sentimental para as amarguras da vida. Para mim, viver uma religião como o cristianismo nunca representou nada disso. Tentei mostrar que é possível crer e pensar. Por vezes, fiz um mau trabalho, entrando em polémicas e traulitadas. Excessos de uma personalidade impulsiva... Mas espero que, mesmo aqueles ateus mais intransigentes tenham encontrado alguma coisa de interessante naquilo que escrevi.
Deu-me um gozo imenso escrever no Afixe. Diverti-me em cada posta que cá meti. Diverti-me ainda mais em comentários, nuns bons milhares deles...
Conheci muita gente, tentei voltar a compatibilizar-me com aqueles com quem tive pequenas zangas, porque afinal... isto é só um blogue!
Já seria muito bom se aqueles que não gostaram das minhas postas não ficassem com má ideia do Afixe por causa disso, e seria óptimo se, àqueles que gostaram delas, eu tivesse conseguido transmitir algum do meu entusiasmo. Apesar do ar pretensamente intelectualóide dos meus textos, queria confessar a todos que não tenho quaisquer pretensões. Divirto-me com estes temas, mas não me levo muito a sério. Posso levar a sério o que penso e a forma como vejo as coisas, mas não me levo a mim próprio muito a sério. A precaridade dos meus conhecimentos em tantas áreas era óbvia para muitos, e isso mostra que tentei, sobretudo, divertir-me falando a sério. Com isso contei com a ajuda de todos os meus amigos afixadores, que aqui criaram um excelente espírito de equipa. Um ambiente óptimo para escrever. A serenidade ideal para qualquer pessoa poder exercer a liberdade de expressão. Gostei de escrever ao lado de vocês TODOS (sim, mesmo de ti, João Garcez, personagem dos infernos!), e vou fazer por não esquecer nenhum dos comentadores que ajudaram a construir o Afixe.
Aqui ficarão as postas antigas e todos os comentários para provar este modesto projecto funcionou em grande.
Um grande obrigado, mais um abraço, a todos!
P.S.: Não façam perguntas sobre a fotografia que eu escolhi, se fazem favor. Não tenciono dar nenhuma explicação...
Afixado por Bernardo Motta às 09:56 | Afixadelas (3)
janeiro 05, 2006
Talvez...

Baleal - Fotografia: MC
Talvez o fim não seja o fim e ainda
haja mais qualquer coisa além do fim.
Talvez ao fim da noite que não finda
haja um dia sorrindo para mim.
Torquato da Luz
Até sempre, algures na Blogosfera. Foi bom!
Afixado por Mário Cordeiro às 22:00 | Afixadelas (7)
Ainda cá volto III
Porque nem tudo são rosas, e porque nem todos nos amam (vá-se lá saber porquê), aqui fica um brilhante exercício de estilo, a propósito do fim do Afixe, consistente em dois comentários colocados no Troll. O autor? Um tal de Golfinho. Segundo ele, o Rainha é o afiche, ora sendo que, como é consabido, o afiche sou eu, que também sou o Monty e o Rogério, isso faz de mim o Rainha e do Rainha eu e o Monty, fado que ele, Rainha, se recusava a aceitar, mas coisa que o Re21, que não sei quem seja, também já sabia. Quem ajudou a descobrir esta fantástica trama, para que conste, foi um tal de MT 3.2. Ficamos também a saber, já não sei se graças aos actos e feitos do tal MT 3.2, que não sei se será algum de nós, que o Sharkinho, que tem outro nome, que não josé golfinho, quis ser ele, josé golfinho, que é o Golfinho, e ele, Golfinho, que, segundo percebi, é ele mesmo, até parece que já foi colocado por alguém a escrever no Afixe. Entretanto, não sei quem, talvez o MT 3.2 ou a Susana, andou, à minha revelia, a tirar retratos - disto não tenho culpa, pois nada percebo de fotografia. Foguetes, rapaz, eis-te, enfim, na tua casa, retratatado como mereces.
Diz assim:
"aqui vou ser coerente até ao fim, e nunca hipócrita, porque nunca se retrataram em relação à minha pessoa , ao contrário de mim, num episódio que é demais sabido que levou ao encerramento do meu blog, para além de coisas que vejo a passar à frente do meu nariz que são dignas de um universo paralelo.
Há coisas que não se perdoam. Há pessoas que usam de todos os meios para magoara os outros.
Desculpa Daniel, até mesmo o Sharkinho, como já foi "denunciado" aqui participou numa coisa sem nome, em que me atingia, fosse por omissão, fosse por acção, numa campanha em que ele era eu, chegando a usar o meui nome: josé golfinho. Quando, agora no seu blog, revelou o seu verdadeiro nome.
Há coisas que vêm ao luz do dia, para o bem de todos, mas há outras insidiosas que se descobrem e vão descobrindo que são más e dão cabo das nossas relações.
Diz-me com andas e eu digo-te quem és (isto não era para ti Daniel).
Ah, desde um episódio triste com o Re21, que tb sabia há muito que o afiche era o sr. Luis Rainha, e ele constantemente negava, felizmente que o MT 3.2 veio a comprová-lo e agora vieram a confirmar aquilo que sempre escrevi.
Pessoas assim....
P.S. para que fique bem esclarecido essa "estória" do Sharkinho, constou durante boa parte de 2004, em que eu não estava cá e não tinha acesso à net, que ele era eu que escrevia no afixe, boato que foi criado a partir de lá, e que comentadores já escreveram aqui e há pessoas que o sabem. Para não falar no histrionismo daquela estória de em 15 de Dezembro eu ter usado vários nicks através de um ip que não é meu, pois nesse dia nem tive acesso à net, aliás, praticamente todo esse mês não tive.
Contigo ainda se retrataram e tiraram um post e os os outros?"
Afixado por afixe às 19:45 | Afixadelas (31)
Mais outra só pra dar um beijinho a uma amiga
Obrigado Emiéle.
Afixado por Gibel às 19:22 | Afixadelas (2)
Ainda cá volto II *
A exaltação do efémero
Lê-se com incredulidade que o Afixe vai acabar.
Porquê? Porque os seus autores se fartaram.
Após o primeiro choque e o desapontamento, entende-se que é a explicação mais séria e coerente, aquela que melhor demonstra a liberdade que ainda é possível na blogosfera.
Durante dois anos o Afixe construiu um estilo de intervenção muito próprio, acutilante e transversal às opiniões diversificadas dos seus muitos autores. Isso deveu-se à personalidade do Rogério e ao esforço e dedicação quase profissionais de todos os restantes autores (o "quase" deve-se apenas ao facto de não ser uma actividade remunerada, quantos "consultores" da treta andam por aí que muito teriam a aprender com a qualidade da escrita e o talento gráfico deste projecto...), os da actual equipe e todos aqueles que por lá passaram.
Incluindo, arriscaria eu, os leitores e comentadores.
Como evitar, embora correndo o risco de ser injusto para os outros, referir os que para mim foram os personagens mais "emblemáticos" ?
O Gibel que fecha(?) com chave (e número) de ouro com uma espectacular exortação ao "novo blogger", o Bernardo, o sharkinho e a Émiele, a Madge a cujo fantástico talento se deve a imagem gráfica do blog e... "last but not least", o inevitável Rogério.
Que esse esforço, de que resultou um trabalho colectivo com tanta qualidade, possa parar de repente porque sim, porque se quer partir para outros projectos, e não hajam divergências políticas, cláusulas jurídicas, acertos de contas, considerações quanto a "responsabilidades" e "compromissos" vários, considerações quanto a "expectativas racionais", distribuição de lucros, e outras chatices que tanto azedam o final de tantos outros projectos é digno de homens.
Um luxo, terminar assim, porque sim, no topo.
Os segredos? Não sei se as tendências esotéricas do Gibel ou os arquivos do Priorado de Sião mantidos pelo Bernardo nos deixarão alguma pista, mas apetece-me ser mais prosaico e apostar na amizade e no gosto pela liberdade.
Vamo-nos vendo por aí.
* Desta vez para colocar um post que achei que ficaria aqui muito bem, nestas últimas páginas. E não é só por me chamar o inevitável Rogério. ;) Bem haja, Rui.
Afixado por afixe às 18:17 | Afixadelas (1)
Ainda cá volto...
Tenho lido por aí umas coisas acerca do Afixe, que esta semana se despede (é verdade, o velho Afixe está mesmo de partida, como muitos adivinharam). Isso que li, que, curiosamente ou talvez por ter optado fechar os comentários ao post onde me despedia, me chegou por mail (isto era uma piada, comentários fechados e tal, tá visto que não podiam comentar, nudge nudge, know whatahmean, say no more, say no more?), fez-me ver que talvez ainda conviesse cá voltar e dizer umas palavrinhas.
Melhor, que vos devia essas palavras.
O Afixe começou em 12 de Abril de 2004, com este post, escrito por mim. Na altura, éramos dois, eu e o Gibel. Mais tarde, e durante os 20 meses seguintes, por esta casa (fino, hein? esta casa!) passaram 20 pessoas ou equivalentes blogosféricos, que é como quem diz, houve 20 nomes/nicks diferentes a assinar posts, António Albino Aiello, Berbere, Bernardo Motta, Emiéle, Gibel, Isabel, Jon, João Garcez, João Pedro da Costa, Jorge Morais, Luis Rainha, M. Butterfly, Madge Webb, Mário Cordeiro, Mérovée, Monty, Pedro Cordeiro, Rogério da Costa Pereira, Sharkinho, Susana. Pessoas diferentes foram mesmo só 16, o que quer dizer que houve para aqui malta com duplas, quiçá triplas personalidades.
5944 Posts, 37.593 comentários and still counting...
Visitas foram muitas, o contador mais ousado aponta para as 2.344.622 até ontem. O do sitemeter, instalado a cerca de um terço do percurso, lá para finais de 2004, aponta para as 721.627. O que interessa reter é que, durante estes cerca de 20 meses, muita gente por aqui passou, o que, confesso, nunca foi surpresa para mim. Afinal, a coisa estava pensada para ser assim. E assim foi!
Afinal, o segredo é simples. A diversidade. Nestes 20 meses fui/fomos apodados de comunas e fascistas, beatos e ateus, homossexuais e homofóbicos, pró e contra tudo e todos. Quem não vinha cá com frequência e apenas poisava a propósito de uma qualquer questiúncula de ocasião, tomando a nuvem por Juno, ficava sempre algo baralhado por, após nos colocar a todos no mesmo saco, ver que o post seguinte até era a atacar o post anterior, contra o qual ele mesmo tinha investido.
Era esta a dinâmica do Afixe. Era este e é este o segredo do sucesso do Afixe. Todos os outros blogues de dimensão e peso relevante são substantivamente homogéneos, com todos os membros a defender uma causa, raras vezes discordando. Estes defendem que a cebola deve ser servida frita, aqueles que é heresia fritar a cebola. Dois blogues nascem. Dentro de cada blogue se reúnem, de imediato, os irmãos de um e outro apólogo.
No meio apareceu o Afixe, que diz o óbvio. Depende das circunstâncias, uns, cebola frita, outros, cebola crua, ainda outros. Opiniões para todos os gostos. Opiniões sinceras, não à vontade do freguês, mas que alimentavam e satisfaziam muita freguesia. Muitos nos imitarão, mais nenhum conseguirá esta diversidade. Como qualquer segredo de cozinha, também aqui há um ingrediente que não revelo (sempre quis dizer isto).
A propósito do fim. Porque raio, pensarão alguns! Li por aí que o Afixe se foi abaixo com algumas saídas. Discordo. O Afixe mudou de tom – apenas isso. Quiséssemos nós e haveria afixe para lavar e durar. Outro Afixe, outra forma de estar, que puxa menos à interacção, ao comentário, à reunião de língua de escada, mas sempre o Afixe que um dia se inventou.
Cansei-me. Cansámo-nos de alimentar um blogue que visava todo este público. Cansei-me da blogosfera, cansei-me do ritmo do Afixe, que me obrigava, sem vontade, a comentar um debate político porque sabia que alguém me viria ler. Cansei-me eu e cansaram-se outros. E por isso, só por isso, o Afixe deixa de produzir. O Afixe não morreu, nem foi morrendo, está um blogue diferente, um blogue que, agora, optou por deixar de se alimentar com posts. Mas um blogue alimenta-se de diversas formas, como verão.
Quanto aos actuais aphixadores, os rumos serão diversos. O meu é óbvio. Estou derreado e tenho mais com que me entreter. Outros tomaram decisões diversas, que eu respeito e até exalto e, quem sabe, um dia me terão a bater-lhes à porta, em plena ressaca.
Quanto à porta a que baterei, querem um conselho de amigo e de quem sabe do que o meu povo gosta? Stay tuned.
Uma penúltima palavra para agradecer, sem fretes, que, como é consabido, não sou disso, a algumas pessoas que conheci por intermédio da blogosfera, que me tocaram de forma especial e das quais guardarei boas recordações, mesmo que entretanto os contactos se percam ou desvaneçam. Dos três primeiros que enuncio, para mal dos meus pecados, sei que não me livrarei mais, Isabel, Real e Luis Rainha; dos restantes, eu sei que vocês sabem que eu sei que estamos por aí, Jorge Morais (ah pois é, uma grande lição), Sharkinho, Paulo Querido e Susana. Levo ainda good vibes de pessoas com quem falei pouco, o João Cóias, a Lucy, o Tcher, a Catarina do 100nada, o Bin e a Bluegift, por exemplo (ainda cá volto, se estiver a cometer algum pecado). Dos actuais aphixadores não falo, porque pertencemos à real confraria do bacalhau com natas e jurámos não nos hostilizar em público. ;).
A última palavra vai para quem passou os últimos 20 meses a dizer mal de mim e deste projecto, a inventar perfídias e nicks e a comentar com eles por essa blogosfera fora, fazendo de 10 uma multidão: sem vocês o afixe teria terminado ao segundo mês. Grazie mille.
Até sempre!
Afixado por afixe às 13:00 | Afixadelas (20)
janeiro 04, 2006
Mais uma posta enquanto isto não acaba
Jovem Blogger! Sim, é para ti que falo! Queres armar aos cucos e transpirar alguma erudição? Queres ser admirado e idolatrado por leitores cegos? Queres escapar ao risco de seres apanhado por gajos deste jaez quando decides atacar na costura de um naco de prosa sobre o número de ouro? Falta-te vocabulário variado para expressares, com alguma originalidade, a beleza e o deleite que explodem no adâmico espírito do neófito a quem é dado contemplar a divina proporção num rectângulo dourado, ou num pentágono estrelado? Achas que já vais tarde? Talvez não, ainda haverá esperança para ti, desde que não te reduzas à wikipédia ou a motores de pesquisa na net! Se apetrechares a tua biblioteca com estes, pode ser que te safes.



Eu, pelo menos, nunca fui apanhado pelo glauco inquisidor.
Afixado por Gibel às 05:41 | Afixadelas (16)
janeiro 02, 2006
Ó menino, já chega*
Uma das minhas passas de ano novo foi engolida a pedir a bênção de perder menos tempo com isto dos blogues. Com este post, acciono a resolução. Primeiro e último post de 2006? Será o mais certo. Longe vai o tempo em que uma coisa destas seria um drama. Nos dias que correm é como respirar, o que quer dizer que estou mesmo pronto para o passo seguinte: a Banda do Cidadão.
Falando sério, o Afixe, também ele, terá, por certo, um novo rumo - eu confesso que até já sei qual é e espero não ter de perder umas horinhas a ajudar nos bastidores. Na minha óptica, que em tempo transmiti a quem ainda fica, e no que me diz respeito, o actual registo está gasto e o projecto, nos actuais moldes e pelo menos formalmente, esgotou-se sem remédio. Foi muito bom enquanto durou e devo uma palavra de agradecimento, que aproveito para transmitir, a todos quanto ao longo destes vinte meses me deram o privilégio de ler os meus textos.
Daqui levo experiências novas, que só este peculiar meio de comunicação pode propiciar e, mais que tudo, levo amigos.
Bem-hajam.
* este título é dedicado ao tipo que, desde manhã cedo, se sacrifica, mesmo aqui à porta, a gerir as voltinhas dos miúdos numa espécie de carrossel miniatura de rodagem gratuita.
Afixado por afixe às 12:30
