agosto 31, 2005
Interlúdio...
Como desde logo avisei o Monty e o Gibel, vou agora passar (ossos do ofício) uns meses em Israel e/ou por ali – sim, é verdade, a viagem é paga por muitos de vocês, contribuintes (e eu agradeço). Não faço ideia das condições que por lá vou encontrar e, portanto, não me posso comprometer, para gáudio de muitos e desespero de alguns, com qualquer tipo de periodicidade de postagem. Para já, e até ver, se bem imagino o sítio onde me vão colocar, a minha frequência no Afixe vai ser igual à de quem bate à porta que infra vos apresento (BATAM à PORTA, CARAMBA, QUE ME DEU IMENSO TRABALHO DESCOBRIR ESTE TRUQUE). Porém, assim que tiver oportunidade, estarei com vocês, em directo, da Cisjordânia (valha-me Deus) ou alhures (queira Deus)!
Até mais ver...
António Albino Aiello
Afixado por às 03:18 | Afixadelas (3)
agosto 30, 2005
Posto de Escuta

Christophorus, ópera em dois actos de Franz Schreker, que o III Reich mimou com o adjectivo de compositor "degenerado", apesar de unir a opulência Wagneriana com a inspiração folk de Brahms. Também há um toque sincero de cromatismo Wolfiano mas não quero maçar os leitores com estas divagações...vou só aumentar o som.
António Albino Aiello
Afixado por às 22:50 | Afixadelas (2)
O AFIXE FEITO PELOS LEITORES DO ABRUPTO: MONTY PÓCHILE!
Eu faço parte do vasto grupo de comentadores do Abrupto que quer fazer o Afixe. Sempre quis ter um blogue muito visitado e tentei comprar o Abrupto, que é, segundo o Querido, como o Maistre o chama, e apesar de tudo, "um blogue influente (...)" que "(...) tem capacidade de aglutinar energias, como se viu recentemente no caso Ota". Porém, o Abrupto tem os comentários fechados e eu não os sei abrir. Não gosto de blogues sem comentários, porque, de alguma forma, acho que se um gajo comentar muito, muito e mais ainda, o blogue passa a ser nosso. Aqui o Afixe, no qual comento assiduamente desde que me lembro de ser gente, com o nick “Rosa Profunda, Ó Minha Flor Doirada”, é o local indicado para vir a ser só meu, só meu. Muéééé! Ora, graças à quantidade enorme de comentários que já por aqui fiz, possuo, seguramente, 1 não-sei-quantos-avos do blogue e, assim sendo, declaro, por unanimidade, a expulsão do terrorista Monty. Já me perguntei várias vezes, e como não confio em mim, cheguei a impor o voto secreto, e a decisão foi clara: o Monty deve sair. Porém, e embora já o tenha informado desta minha decisão, o gajo recusa-se a sair. Que fazer, Maria, perdão, Aiello?
(David Arroios de Castro e Cunha)
Cito um post de um leitor do Abrupto aqui no Afixe.
E muitos perguntarão: Sendo assim, porque não vai a Sevilha dar uma volta de Caleche? Ou, já agora, porque não vende a sua participação neste blogue? Não está explícita no post, mas a resposta é simples: Porque não consegue. Como diz Pacheco, o Pereira, “Pode aparecer-lhe um promitente interessado em lá se instalar e adquirir courelas adjacentes a outros fragmentados proprietários, de modo a obter uma área mínima viável” em termos expulsão do mau em que o Monty se transformou. E acrescenta Pacheco, o Pereira ”Mas então uma fiada de óbices, desacertos de registos e matrizes, requisitos notariais, bitolas de conservadores e ajudantes, enquadramentos legais contraditórios se juntarão ás dificuldades de entendimento dos detentores dos avos, herdeiros e procuradores... quando se encontram.”. Entendo que seja descoroçoante ver um gajo entrar por aqui, assim como o Monty fez (o gajo só cá está há praticamente pouco mais de 16 meses, a dar o coiro, diariamente, pelo blogue, a procupar-se, duas, às vezes três vezes por dia, com a administração do que não se vê) e a destruir o blogue desta forma impiedosa. Eu proponho que se faça uma petição online para expulsar o Monty do Afixe e mandá-lo, sei lá, para um país Muçulmano, tipo Chile, obrigá-lo a comer chamuças até-até e depois mandá-lo para o metro de Londres a dar traques até ser assassinado com oito balas na cabeça. E não se esqueçam: O António Albino Aiello tem sempre razão!
Ah, já agora, e porque sempre quis dizer isto: "O Bóbi não tem por isso qualquer valor como cão" e mais: "sobre essa questão não posso tecer comentários"
(P.S.- O desenhito do tarolas a apontar com o fura-bolos para a testa é dum leitor do Afixe que deseja manter o anonimato)
António Albino Aiello
Afixado por às 16:56 | Afixadelas (2)
Miguel ameaça entrar para o Afixe
Segundo Aiello pôde apurar, Miguel, ex-jogador do Benfica, actualmente no Valência, ameaça entrar para o blogue se o ambiente não melhorar. Caso Miguel concretize a sua ameaça, Aiello deixaria de ser o membro mais novo, o que muito lhe agradaria – ainda há pouco Aiello deu um estalo num homofóbico que o apelidou de membro mais novo (reparem na alusão subtil e propositada do estalo ao homofóbico - o que faz de Aiello um gajo que dá estalos a homofóbicos, é fixe, né?)
O mail do Miguel foi deveras surreal, confessa Aiello, mas, de uma forma geral, são giros os bastidores do Afixe. Ontem, um velho amigo do Monty e do Gibel, e, mais que tudo, amigo do Afixe, mas que ainda não revelou se quer ou não manter o anonimato, apanhou-os neste preparos...
Parece que estavam a discutir de haviam ou não de linkar este site.
Eu, quer dizer, Aiello, que entrou ontem, está a divertir-se à brava, como devem imaginar. O pessoal tem-no incentivado muito, não se deu por qualquer comentário depreciativo por parte dos comentadores, que mandam imensas postas de pescada, como se tivessem quotas cá na casa – se calhar até têm e ninguém disse nada a Aiello – e o saldo é bem positivo. Pelo menos ainda ninguém bateu em Aiello.
Aiello rests! (quisto de falar à jogador de futebol cansa, e ainda tenho de ler as centenas de cartas dos leitores para a rubrica “O AFIXE FEITO PELOS LEITORES DO ABRUPTO”)
António Albino Aiello
Afixado por às 14:38 | Afixadelas (1)
O AFIXE FEITO PELOS LEITORES DO ABRUPTO
Brevemente...
António Albino Aiello
Afixado por às 10:55 | Afixadelas (0)
agosto 29, 2005
OS DEZ MANDAMENTOS DA BLOGSFERA

1- Há que linkar, linkar sempre. Começando pelo óbvio mas sem grandes hipóteses de retorno, como o Pacheco, e acabando em malta simpática que até costuma dar troco a qualquer indigente que lhes bata à porta. Linkar e citar muito dá-nos a ilusão de que um dia, um dia, alguém com "nome" há-de reparar no nosso imenso talento e retribuir o favor.
2- Acima de tudo, muito cuidado com o nick que se escolhe. Usar o próprio nome pode ser coisa de gajo com tomates, mas não se compara a tretas eminentemente poéticas como "Luna", "Anazul" ou "Rosa Nocturna". Agora uma merda como "António Albino Aiello"… francamente: nomes cacofónicos e pindéricos destes é que não.
3- Nunca se contradiz os malucos. Na mesma onda de rosada tolerância, temos de fazer de conta que a bichice é um estilo de vida que até recomendaríamos aos nosso filhos.
4- Nunca se contradiz gajos convencidos que são o novo Fernando Pessoa. É mesmo de bom tom concordar com os alucinados que encontram naquelas cretinices salpicadas de advérbios de modo e de verbos mal conjugados textos "arrepiantes", "fantásticos", "de tirar o fôlego" e patacoadas similares.
5- A política só nos deixa dois nichos na blogosfera: ou temos posições definidas e coerentes ou fingimos que estamos acima desses temas rascas e tão pouco poéticos. Citar notícias ou criticar o Cavaco não é digno de um blogger distinto. Mas se tivermos mesmo de escolher um lado, a Direita é o que está a dar nos dias que correm.
6- Não é preciso ter algo a dizer para postar. Quem acredita no oposto nunca chegará a lado nenhum na blogosfera. Aliás, não faltam por aí blogues de sucesso a demonstrar a validade deste Mandamento.
7- Tal como a paneleirofobia é um claro no-no, dizer mal dos judeus assassinos que governam Israel ou dos ladrões árabes que enterram a Palestina também não é grande estratégia de sobrevivência. O mesmo vale para críticas à ICAR, aos Moons, ao PCP, à IURD, etc. Devemos ser tolerantes, sobretudo com os maiores crápulas deste lado da galáxia: os chefes das religiões organizadas.
8- Devemos sempre fazer de conta que esta senhora não é totalmente desinteressante e que excêntricos como este senhor têm montes de pilhéria. Claro que todos são muuuito mais substanciais do que aparentam; se não lhes achamos piadinha nenhuma, o defeito só pode ser nosso.
9- É imperativo fazer de conta que a blogosfera não está claramente dividida em 3 escalões: a Superliga, onde navegam os blogues muito citados pelos media, por vezes contendo opiniões novas e relevantes; a divisão de Honra, onde circula malta que até escreve bem e tem ideias no sítio mas ainda carece de "nome" q.b. ; as Distritais, onde se acumulam trastes pseudo-poéticos em aterros sanitários cheios de ridículos recadinhos para os amigos e de opiniões bacocas que não interessam nem aos autores.
10- O António Albino Aiello tem sempre razão.
António Albino Aiello
Afixado por às 16:17 | Afixadelas (25)
My name is Alho. Tóni Albinalho.
Sem paciência nenhuma para estas tretas de blogues, mas no meio de uma bebedeira com os meus amigos dos escuteiros e do MCE, Gibel e Monty (a atenção com que eu vou ter que estar para os chamar por estes nomes apaneleirados - eles não se chamam assim, sabiam? - que cena é esta dos nicks?), dizia, bebedeira, há mais de um ano, tá-tá-tá-blogue-ok-vamos-a-isso-quéqué-um-blogue?
Depois, mudei de poiso e fiquei sem net. Nestas férias, em pleno alambazanço e novamente com os copos, perguntei ao Monty (maricón) se o convite estava de pé. Que sim, pois claro, então não (um bocado a medo, se bem o conheço). Na altura, há mais de um ano, não era para ser tanta gente a articular e o blogue era para ter só 100 visitas ou iria implodir. Vejo agora o monstro que criaram.
Amigos aphixadores (com ph e tudo), não levem a mal esta intromissão naquilo que é vosso. Ao menor deslize ponham-me a andar - de resto, segundo me foi dado a saber, não seria a primeira vez (erro de casting, Monty e Gibel, né? Não era para dizer, ó porra!).
Bem, até me porem com dono, que parece que este blogue é um stress com o Monty por cá, vou tentar partir a puta da loucinha toda (o gajo acabou de me mandar agorinha mesmo a password e vou proveitar até ele a mudar). Ando algures entre o fascismo beato e o comunismo religioso (qualquer coisa está bem, desde que seja eu a mandar). Não tenho metade da paciência do pateta do Monty ou do coração mole do Gibel para aturar gente medíocre.
Entretanto, estive esta semana a ler estes vossos mais de 5.000 textos (assim por alto, compreendam - li apenas 5 ou 6) e já deu para tirar o retrato a alguns. Do pouco que li, gostei bastante dos textos pré-provocadores do João Garcez, dos dibujos da Madge e do Su Doku da Susana (embora o primeiro pareça um bocado comuna sentimentalão, e até gago - segundo pude saber, curto o estilo do incréu). Quanto aos restantes, espero vir a conhecer-vos melhor.
Quanto aos leitores: não vos conheço e não espero nada de vós. Assim sendo, façam como entenderem. Comentem, não comentem, que a malta há-de entender-se. O Monty, que parece que é o webmaster aqui do sítio, disse-me para escolher um dibujo para me retratar e fez imensa questão em não revelar mis reais fuças. Mostrou-me o Derek da Madge, garantiu que ela não se importava e foi amor à primeira vista (aqui para nós, é a minha cara chapada - I mean it, Madge!).
Até já...
PS – Tenho alguma (pouca) formação informática e deixem-me que vos diga: os templates do Afixe são a maior confusão que já vi. Cabecinha do Monty, né? Tal e qual as folhas de Excel do gajo. Qualquer dia a cena explode, de tanta invenção. Vou tentar ajudar.
António Albino Aiello
Afixado por às 01:48 | Afixadelas (15)
