setembro 02, 2005
Hoje venho só cá de passagem…
As férias têm graves defeitos! A gente habitua-se e depois é que são elas.
Não há nada a que nos habituemos tão depressa como à boa vida!
Estive esta semana de férias. Acabo de chegar, com saudades dos colegas que tinha deixado e da malta que nos visita, mas imaginem que já vou partir de novo.
Tive uma oferta irrecusável, para muuuito longe. Mesmo muito longe. Clima excelente: não sei bem se é Peru, se Chile, se é até qualquer ilha no oceano Pacífico. O que me garantiram é que ficava nos antípodas do tal local ( Israel, não era…?) para onde teve guia de marcha o aphixador que entrou durante estas minhas férias. Quer-me parecer que com o mundo inteiro entre nós me vou sentir em segurança. A outra malta aphixadora continua no meu coração.
Votos de que por cá tudo corra bem, que eu vou estar por aqui: - sonhar não custa nada…
Afixado por Emiéle às 09:05 | Afixadelas (28)
agosto 29, 2005
Até sexta-feira !
Vou de novo de passeio.
É a segunda vez, nestas férias. : )
Como vou passear, durante uns 3 ou 4 dias não faço a menor ideia se terei tempo para passar pelo Afixe ou não. Logo se vê.
Mas estou muuuito bem disposta. Vão-me saber lindamente estes dias, junto de pessoas muito, muito amigas, mas com quem estou só de ano a ano. E mais uma vez, vou andar pelo Alto Alentejo.
Vamos ver se consigo dar um saltinho cá, de vez em quando.
Mas na dúvida: Até sexta!!
Afixado por Emiéle às 09:42 | Afixadelas (5)
agosto 28, 2005
Perplexidade
Tenho uma dúvida. Uma grande dúvida, até.
Todos dizem que as campanhas eleitorais saem caras. São panfletos, tarjetas, desdobráveis, cartazes, outdoors… E tudo isso com o apoio, imagino eu, de especialistas em publicidade, que se fazem pagar bem e devem ser eficientes em vender a mensagem que os candidatos querem passar.
Ontem, dei uma volta pelos arredores de Lisboa, aqui pelo eixo Sintra – Cascais, e fui reparando nos cartazes que polvilhavam o caminho. Lá quanto ao facto de não terem grande imaginação na mensagem que exprimiam, não é coisa que me espante. Acontece cada vez mais. Mas porque é que a equipe que escolhe o texto não colabora com a que selecciona as imagens? É que, só por uma completa distracção, é que se pode mostrar uma foto de um senhor de cabelos todos brancos e rosto a condizer, arranjadinho de fato e gravata, e por baixo “Determinação!”, “Energia”, “Força!”, ou aqui em Sintra, ver-se a cara do João Soares com o seu habitual ar enjoado de quem comeu qualquer coisa que não lhe assentou bem e por baixo “Entusiasmo”. A sério! Está lá escrito: Entusiasmo! Vê-se logo que é mesmo isso que nos sugere aquela expressão.
É que as palavras de ordem estão bem. As fotos também. O que não joga é uma coisa com a outra…
Afixado por Emiéle às 19:16 | Afixadelas (10)
Pudor
Ontem tinha visto a notícia na tv e hoje consegui encontrá-la para mostrar a quem tal tenha escapado. É que isto de imoralidade não se pense que é por todo o lado. Felizmente que ainda há quem vele pelos bons costumes e ponha um freio ao desenfreado galope da falta de vergonha!
É o que se passa em Mirandela.
Uma descarada de uma pintora, deve o desplante de incluir numa exposição da sua pintura, dois quadros de nus. De nus! Pelo que a tv mostrou, num deles via-se por detrás, dois torsos humanos enlaçados. Enlaçados. Um abraço, estão a ver?! E no outro quadro, um corpo de mulher segurando uma romã.
É claro que a senhora vereadora da cultura ( ? ) educação ( ? ) passou por ali e ficou estarrecida !!! Não esteve de modas, nem teve tempo para falar com a pintora, chamou de imediato alguém e mandou retirar os quadros ofensivos.
Parece que a autora quando ali entrou e não viu as pinturas ainda pensou que tivessem sido roubadas… Qual quê!? Tinha sido a moral e bons costumes que tinha cortado a direito, porque isso de poucas vergonhas não se admite em Mirandela.
A história continuou porque a pintora disse que ficavam todos ou nenhum, e voltou a colocar os quadros. E de novo eles foram removidos sem dar cavaco à autora .
Tanto quanto sei desta telenovela, a senhora vereadora foi para férias e portanto não se explica, e a pintora perante isto, encerrou a exposição.
E tudo por uma romã que, declarava a pintora, é um símbolo erótico.
Afixado por Emiéle às 11:23 | Afixadelas (8)
Menos acidentes na estrada
Pelo menos é o que nos dizem as estatísticas da GNR . Em relação ao mesmo período do ano passado houve menos acidentes e menos mortos.
Essa é a boa notícia.
Claro que a notícia se torna menos boa quando se pergunta “o que quer dizer MENOS ?”
Porque “menos” parece ser “menos 5899 desastres” e se isto são 8 % imagine-se o universo de onde provêm a estatística! ( 67.000 acidentes ) É muito acidente!
Mas, enfim, voltemos ao início, e à boa notícia que é: diminuíram!
Pelos números que apresentam, parece que a má hora para andar na rua é durante a madrugada dos fins-de-semana.
O costume, que começa a ser moda “lá fora”, de a chave do carro ficar na posse do elemento do grupo que não bebe, seria bom começar a ser também moda “cá dentro”. Pode ser que os números ainda diminuissem mais. Mesmo muuuuito mais, era o que se desejava.
Afixado por Emiéle às 10:47 | Afixadelas (3)
agosto 27, 2005
Alternativo? Ou complementar?
Quanto mais avançamos pelo novo milénio mais se verifica a tendência para um interessante duelo no campo da saúde: os medicamentos “de farmácia” versus os medicamentos “de ervanária”. Por todo o lado encontramos lojas, boutiques, ou zonas reservadas em grandes superfícies, para os “produtos naturais”. Até na aldeia onde estou, a merceariazinha onde me abasteço, tem agora uma razoável secção cheia de chás, caixinhas, pós, e produtos orientais de nomes estranhos. Muito “politicamente correcto” esse novo escaparate substituiu a zona do tabaco que ficou meio escondida.
Li esta manhã que se tinha atirado mais uma pedra nesta guerra, e uma revista científica provara que o sucesso das drogas-não-científicas se deve à crença dos seus utilizadores
A verdade é que os placebos funcionam. Isso também está provado. Portanto se um placebo tem sucesso porque quem o toma acredita que vai funcionar, é lógico que os outros produtos “alternativos” também o tenham. É um princípio idêntico.
É verdade que são produtos sem controlo científico . Isso é sabido, mas quem os toma não vai ao engano, sabe isso muito bem. Os defensores das medicinas alternativas não as querem avaliar pelos mesmos padrões, têm outras medidas.
E o certo é, eu pelo menos acredito, que é exactamente na força da crença que o doente tem quanto ao medicamento que toma que está o segredo do êxito de grande parte dos tratamentos. Até mesmo os convencionais. A fé na eficácia do que se está a usar é uma alavanca fortíssima. Por outro lado, uma droga eficaz, se for tomada por alguém que desistiu de viver, que não quer lutar pela sua saúde, muitas vezes inexplicavelmente não funciona…
“Há mais coisas no céu e na terra, Horácio…”
Afixado por Emiéle às 15:52 | Afixadelas (6)
A Cegonha

Quando, recentemente, dei um passeio pelo centro/sul do país chamou-me a atenção os ninhos de cegonha. Íamos ao longo da estrada e eu a ver – “olha um ninho de cegonha!... espera, ali tá outro…! Olha mais! Outro!... e outro..” Era uma fiada enorme. Quase lhe perdi a conta.
Vejo agora que nos últimos 20 anos aumentou cinco vezes o número de ninhos de cegonhas!
É uma ave simpática, que traz os bebés, acto bastante meritório. Mas achei muito curioso que a base da sua alimentação fosse o lagostim-vermelho-da-luisiana. Nunca tinha ouvido falar do lagostim-vermelho-da-luisiana !!! Nem nunca comi o lagostim-vermelho-da-luisiana. Vocês conhecem?! Deve haver muito no Alentejo. Devem fazer migas de lagostim-vermelho-da-luisiana...
Devia ter pedido à cegonha, na viagem de Paris para cá, que me desse um bocadinho do seu pequeno-almoço. Simpáticas como parecem ser, devia ter concordado.
O que um bebé perde por desconhecimento do mundo!
Afixado por Emiéle às 12:31 | Afixadelas (2)
Notas de 500 euros

Achei muito engraçada uma notícia dizendo que
Comerciantes franceses recusam notas de 200 e 500 €
Realmente o custo de vida é mesmo diferente. Cá, já tenho visto franzir o nariz a pagamentos com notas 10 vezes inferiores… Para ser mesmo franca, eu, por mim, nunca tive nenhuma na mão. Quinhentos euros?! O salário de tanta gente.
E, com franqueza, em época do dinheiro de plástico não se entende lá muito bem para que é que se anda com quantias dessas na carteira.
Fez-me lembrar uma história que li em tempos, ( creio que depois até se fez um filme ) de um homem que tinha uma nota, dessas que ninguém quer trocar, é à custa dela vai vivendo de crédito – porque quem tem tanto dinheiro tem de ser rico, e vale a pena facilitar-lhe a vida. A história era engraçada, e ilustrava a velha convicção de que dinheiro puxa dinheiro, ou de que é mais fácil um rico ter crédito do que um pobre. ( e afinal quem precisa do crédito é o pobre, é claro ) mas imagino que hoje não funcionava.
A desconfiança, como ilustra esta notícia dos comerciantes franceses, não o deixava ir longe.
O sucedâneo será o cartão doirado, ou platinado, ou de diamante ou lá como se chama aos super-créditos…
Afixado por Emiéle às 10:27 | Afixadelas (3)
O “mensalão” português..?
Certo. Este tipo de notícias , antes de eleições autárquicas, pode servir de arma de ataque. Pode. Mas o povo costuma dizer que “quem não deve não teme”.
E ainda por cima ninguém vai estranhar porque não é surpresa nenhuma. Essa ligação entre licenciamento de obras, construtores, e autarquias é voz corrente. Tem aliás alguma graça, que quase cada autarca deste país, dizendo-se sempre limpíssimo, que nem anúncio de detergente, aponta de imediato o dedo à autarquia vizinha, governada por outro partido.
São sempre “os outros” como os meninos pequeninos, apanhados com o dedo no frasco da compota. Foi o irmão que comeu o que ali falta, ele só tinha metido o dedo quando a mãe abriu a porta…
Vamos ver como fica esta história.
O que Paulo Morais tem a dizer e se finalmente se pode começar a fazer a barrela.
Duvido.

Afixado por Emiéle às 09:58 | Afixadelas (0)
Optimismo
Nem sempre será possível, mas vou tentar que em cada dia, o primeiro post que aqui escrevo seja com uma boa notícia.
Ontem foi fácil e hoje encontrei logo outra notícia agradável:
Um grupo de 7 jovens portugueses subiu o Quilimanjaro.
Não seria uma notícia por aí além não fora o caso de serem diabéticos.
Como a diabetes é uma doença crónica, que pode surgir na infância, e com a qual se tem de aprender a viver, esta história é muito interessante. Porque existe a ideia de que a doença é incapacitante. Que quem sofre dela terá de fazer uma vida diferente e não poderá fazer esforços. E a verdade é que em Portugal já vamos em 20.000!
O que se provou com esta experiência de escalada e alpinismo, é que essa ideia não está certa. Tem de haver cuidados, sem dúvida. Tem de haver grande vigilância. Mas segundo a frase do responsável que acompanhou o grupo "O jovem diabético pode fazer tudo, desde que aprenda a gerir a sua doença".
É uma boa notícia.
Afixado por Emiéle às 09:54 | Afixadelas (5)
agosto 26, 2005
Uma Opinião
Acabei de ler no DN um artigo de opinião de João Miguel Tavares
Interessante.
«Com uma demissão, uma nomeação e um safari, José Sócrates deitou pela janela fora, num piscar de olhos, todo o estado de graça que tanto se esforçara por conquistar»
Mais adiante escreve: « nos primeiros meses de Governo parecia bem preparado, tinha uma equipa que falava pouco, apresentou boas iniciativas, fez intervenções de qualidade na Assembleia da República. Mas, de repente, foi o descalabro - como se, algures entre a demissão de Campos e Cunha e a nomeação de Armando Vara, tivesse sido infectado por esse vírus que anda à solta pelos jardins de S. Bento e que é capaz de transformar numa aberração política a mais esforçada das almas»
Vale a pena dar uma vista de olhos pelo artigo.
Afixado por Emiéle às 10:44 | Afixadelas (3)
Médio Oriente
Voltamos à mesma. Retaliação?
Não interessa se é “crime brutal” se, como dizem os defensores, “retaliação”.
Vai dar ao mesmo.
A pena de Talião não vai dar a lado nenhum.
Será que a espiral é mesmo imparável?!
Pobre, pobre Palestina.

Afixado por Emiéle às 10:33 | Afixadelas (0)
Reformar
Reformar é preciso. Muito preciso!
A reforma da A.P. é anunciada há anos por todos os governos e toda a gente está de acordo em que é fundamental. Tornar os serviços menos burocratizados, alterar as chefias de moda ao funcionarem por outros moldes, avaliar correctamente o desempenho, motivar os trabalhadores a renderem a 100 %, utilizar correctamente os recursos que existem, etc.
Pronto. Começou a reformar-se.
Por o ponto muito importante e que vai alterar completamente o desempenho dos trabalhadores da A.P.
Alterou-se a idade da reforma.
Óptimo.
Assim até se vai trabalhar com mais gosto, como há mais anos à frente até se poder descansar, agora é arregaçar as mangas e toca a trabalhar!
Depois, com calma, logo se pensa nos outros pontos de forma a tornar os serviços mais funcionais e desburocratizados, e colocar as pessoas certas nos locais certos. Isso fica para depois.
Uma parte importante já está!
Afixado por Emiéle às 10:13 | Afixadelas (6)
Quem…? Eu?
Tinha decidido não voltar a tocar no senhor.
Sei que tem os seus muitos admiradores, o populismo por algum motivo existe e vale a pena. E, não faço a menor ideia, se o que diz a sua concorrente oficial do partido é certo, e nem todas as obras de que se gaba de serem suas não o eram. A verdade é que, pelo que tenho ouvido, a sua sucessora na chefia da autarquia não lhe chega aos calcanhares…
Mas que no debate do SIC-Notícias, ( onde não esteve a CDU )Isaltino afirme desconhecer a razão pela qual é arguido, parece estranho.
Poderia dizer que é falso. Pode afirma-se inocente. Mas dizer que não sabe do que o acusam, é muito estranho.
Kafquiano, no mínimo.
Afixado por Emiéle às 09:55 | Afixadelas (2)
Boa Notícia
Tinha decidido começar hoje com qualquer coisa de simpático.
Bolas, é que nem parece, mas eu até sou uma pessoa com fama de optimista! De modo que abri os jornais esta manhã com essa intenção. E encontrei.
Entre 250 cientistas de todo o mundo, que são citados em artigos das suas especialidades, encontram-se três cientistas portugueses.
António Damásio, António Coutinho, e Carlos Duarte. É certo que só António Coutinho, que dirige o Instituto Gulbenkian de Ciência, vive em Portugal, os outros adquiriram fama “lá fora”, mas são portugueses!
E segundo diz outro cientista, Sobrinho Simões, "As citações são mais importantes do que os artigos científicos publicados" , o que faz sentido, porque a citação é o reconhecimento público pelos seus pares.
Numa lista mundial, haver 3 portugueses entre 250, é motivo de orgulho.
Esta é a boa notícia.
Já se pode começar o dia, e olhar para as outras.
Afixado por Emiéle às 09:39 | Afixadelas (5)
agosto 25, 2005
Boa Noite
O Afixe esteve hoje um bocado para o inquieto e crítico. :)
Deixo agora esta imagem de tranquilidade para desejar uns bons sonhos.
Até amanhã.

Afixado por Emiéle às 23:09 | Afixadelas (2)
"Mundo de sombras" ( ou "Para além do espelho" )
Hoje fui fazer uma visita.
A uma pessoa que estimo muito, e está num local desagradável. Quando agora me sentei em frente do teclado para começar a escrever, veio-me à ideia um post que a Isabel escreveu há pouco tempo. Ela levou-nos a pensar na relatividade do valor que as coisas têm – de um momento para o outro, damos conta que o mais importante de tudo é a Vida. Mas, para além desse valor básico, temos outros também de um valor incalculável, como a saúde, e neste caso, a saúde mental.
A pessoa que fui visitar, com uma depressão muito grave, está numa clínica psiquiátrica. Enquanto a ia procurando, cruzei-me com muita gente. Algumas pessoas com aspecto abatido, que me cumprimentavam discretamente, com um olhar que me fazia sentir que “estavam do lado de cá”. Mas outros, muitos, vinham conversar comigo. Muitos deles risonhos. Outros zangados. Outros queixosos. Mas quase todos esses, os que procuravam falar comigo, não viviam no meu mundo. O deles tinha outra lógica. As histórias que me contavam só faziam sentido para quem as contava, para mim não tinham nexo. Ia tendo a clara sensação de que, através dos seus olhos, eles não viam o mesmo que eu estava a ver. E é isso que se torna assustador. Como uns extraterrestres, como alguém que vem de um outro mundo e sente este estranho e hostil.
Quando saí, ainda perturbada, sentia-me dentro de um caleidoscópio. Aparentemente, basta uma pequena agitação para que a fantasia seja realidade, ou a inversa. Eu tenho a certeza da realidade do meu mundo. Pois é, mas eles também. Se calhar a diferença é que “nós” somos muitos mais. Afinal, cada um deles tem apenas o seu mundo. Pequeno, porque é só do seu tamanho. E por isso se sente tão só. E por isso procura a companhia de quem passa por ele. E nós passamos depressa, a sacudi-los, a fugir ao contacto, com algum medo até.
Porque afinal os extraterrestres assustam, não é?

Afixado por Emiéle às 21:59 | Afixadelas (5)
Céu de nuvens escuras

Hoje acordei com chuva.
Se alguma vez me dissessem que ia ficar contente por, em plenas férias de verão, ver chover, pensaria que estavam a brincar comigo.
É certo que me estraga os planos que tinha para hoje. Vou ter de ficar debaixo de telha. Não vou aproveitar o ar livre de que gosto tanto. E, se for para continuar, não sei se vai alterar os planos que tenho para o resto das férias.
Mas, que alívio!
Ver os campos molhados, imaginar que assim será muito mais difícil o prolongamento das desgraças a que temos assistido nos últimos tempos, faz encarar como um excelente presente esta chuva que vejo cair.
Bem vinda!
Afixado por Emiéle às 09:47 | Afixadelas (6)
agosto 24, 2005
Mulher
Passei hoje uma bela manhã, ocupada naquilo que qualquer membro do género masculino diria num "certo tom": mulheres…
É. Tal e qual.
Aproveitei estar completamente sozinha, para ir com calma trocar um pequeno electrodoméstico à loja que mo tinha vendido, e “já que estava ali”, fiquei a flanar. Completamente senhora do meu tempo, o que é um luxo enorme. Sem ter que pensar que a pessoa que me acompanha se está a aborrecer, ou tem fome, ou tem um compromisso. Não senhora! Podia gastar o meu tempo como me desse na cabeça.
Depois de resolver o problema do electrodoméstico e o ir deixar ao carro para não incomodar, parei a beber um café e ler o jornal o tempo que me apeteceu. Entrei num pronto-a-vestir a ver as novidades e experimentar uma coisa ou outra. Entrei na Fnac numa-loja-que-vende-livros-e-discos :), onde folheei uns tantos, ouvi umas músicas, e me tentei com as inevitáveis compras. Entrei em várias lojas de decoração de casa. Fui comer um gelado. Voltei atrás e sempre fui comprar aqueles copos tão bonitos ( afinal, se estavam em saldo..). Ajudei uma senhora que estava indecisa sobre uma compra e me pediu a opinião. Dei uma olhadela pelo que ia nos cinemas, confirmando as horas das sessões, para quando lá voltasse. Sentei-me a fazer uma lista de coisas que daria jeito levar dali, e “já agora” passei pelo supermercado. Ainda fui outra vez experimentar uma saia que me tinha ficado debaixo de olho – ná, não gostei! Mas ao lado vendiam bijouterias e lá foram uns brincos…
Mas que sensação é esta no estômago?! Oh diabo, são 2 e meia, vou sentar-me a almoçar. Com todo o sossego.
Bela manhã!!!
Afixado por Emiéle às 18:57 | Afixadelas (4)
Engates
Mais CONVERSAS DE OBJECTOS , e desta vez são duas (como estamos de férias):

ou outra visão

Afixado por Emiéle às 15:07 | Afixadelas (0)
...e chuvas
A natureza anda descontrolada. Enquanto na nossa terra é o que se vê, com o país a arder depois de uma terrível seca, por outros lados é de excesso de água que se queixam. Chuvas torrenciais por todo o lado.
Suiça, Alemanha, Bulgária, Croácia, Áustria sofrem de enormes inundações e decretam calamidade.
Mas não só. Na África, do norte e centro, já se contam muitos mortos entre as vítimas destas enxurradas; na China fala-se em quase 50 mortos e a Índia com a monção, o número assustador é de 400.
Água a mais nuns sítios e uma seca tão grande noutros.
Afixado por Emiéle às 10:12 | Afixadelas (6)
Fogos...
Chegou a ajuda internacional.
Holanda, Alemanha, França, Itália e Espanha acorreram ao nosso apelo.
Claro que a nossa terra é como é. Pode ser um fait-divers com pouco valor, mas é significativo: 3 bombeiros franceses vieram voluntariamente, abdicando das suas férias, mas tiveram de esperar horas e horas pela formalização dos seguros até começar a actuar . "Eles vieram ansiosos para colaborar. Estavam em pulgas para seguir para o terreno, mas nunca mais chegava a autorização”
Por outro lado, da parte alemã podemos receber lições: Eles são «simultaneamente polícias, bombeiros e pilotos» e de grande competência e eficiência. E trazem o que necessitam, como «três Puma SA 330 com uma autonomia de combustível na ordem dos 90 minutos, e um balde com capacidade de 1600 litros de água», e contudo estranharam a dimensão dos nossos fogos, porque estão apenas habituados a combater fogos de médias dimensões.
Possivelmente nunca os deixam chegar tão longe, atacam-nos a tempo…
Afixado por Emiéle às 10:04 | Afixadelas (11)
agosto 23, 2005
“Meu amo e senhor”
Acabei de ler ontem um livro que não sei bem como lhe chamar. Romance? Biografia? Testemunho? Talvez lhe chame um “romance de férias”. Não se pode dizer que esteja bem escrito, e tem pontos onde é criticável sem dúvida, mas posso dizer que é interessante.
My Feudal Lord de Tehmina Durrani, uma paquistanesa, mulher de um líder famoso – O Leão do Punjabe, Mustapha Khar. Ela conta a história da sua vida, vida que foi um romance complicado como mulher de classe alta que, embora fiel muçulmana é muito influenciada pela civilização ocidental. Mas não é fácil de conciliar, por um lado os seus desejos de independência e por outro a submissão às leis muçulmanas que, como é sabido, anulam a vontade da mulher em função do marido ou pai.
Torna-se interessante o romance porque, apesar de escrito como biografia e a maioria das 500 páginas tratarem da história pessoal de Tehmina, vamos assistindo ao longo dos cerca de 20 anos que dura a narrativa, às convulsões da república paquistanesa, de Bhutto, ao General Zia, a Benazir Bhutto. Os golpes e contra-golpes, as intrigas, as traições, as jogadas complicadas desta cena política, se não são verdade podiam sê-lo…
E a própria protagonista, intervém de um modo muito activo na cena política, porque se entusiasma com a luta do seu marido, ou aquilo que ela imagina que seja essa luta. Torna-se um pouco cansativo, a perpétua montanha russa que é a sua relação conjugal: de uma enorme paixão que a faz deixar o seu primeiro marido, à desilusão da vida com um homem brutal que a espanca, maltrata e atraiçoa, mas depois se desculpa, e… ela aceita as desculpas! E isso ao longo de todo o romance, uma relação quase sado-maso, porque a história repete-se vezes sem conta – agressão, perdão, agressão, perdão, agressão, perdão. O romance termina com o seu divórcio e libertação e a publicação deste romance, ridicularizado pelo ex-marido. Contudo, à sua afirmação desdenhosa de que ela não tem identidade e só é conhecida como a ex-mulher de Mustapha Khar, ela consegue responder-lhe que quem sabe se ele não virá a ser conhecido como o ex-marido de Tehmina Durrani. Parece ter finalmente crescido.
Afixado por Emiéle às 19:44 | Afixadelas (8)
É mesmo 100 % !
Estamos sempre a aprender.
Acabo de receber uma nova informação:
Lavei agora uma t-shirt, à mão porque era só uma e onde estou não há cá máquinas. Depois de seca, fui passá-la a ferro. Tudo normal. Mas, como sou mais ou menos cuidadosa, fui ver a etiqueta, ainda assim aquilo exigisse algum cuidado especial.
Oh, surpresa! Oh, espanto! Oh, assombro!
Coisa raramente vista: aquela camisola declarava que era feita por 100 % … outras fibras!
Exactamente. Cem por cento de outras fibras.
Fiquei esclarecida.
Afixado por Emiéle às 15:49 | Afixadelas (4)
Desemprego
O desemprego é das tais hidras com muitas cabeças, e há a tendência a sentir que a cabeça que morde mais é aquela que conhecemos de perto. Há o desemprego para onde se é arrastado porque a empresa faliu ou decidiu mudar-se para outras paragens e, trabalhadores em plena maturidade, com família, com encargos, vêm-se de repente a viver um pesadelo de não saber como vão pagar a renda da casa, ou as refeições dos filhos. Há também o desemprego dos mais idosos, que muitas vezes são despedidos porque já não rendem tanto, ou a firma muda de donos, e não conseguem arranjar ocupação - os novos patrões consideram que eles são muito velhos. E é quando mais precisam de ganhar alguma coisa, porque muitas vezes já andam doentes, e só em farmácia é um balúrdio.
Mas temos também o desemprego jovem.
É um dos mais aligeirados, porque não tem a carga destes que acabei de citar. Mas terá outros sinais também muito maus! É o estrear a sua vida de adulto com um fracasso. É o terminar uma formação, muitas vezes com dificuldades, e ver o deserto à sua frente. É o habituar-se a “não fazer nada” ou a recorrer a expedientes. É o ter andado a estudar, muitas vezes entrando em áreas onde o acesso era difícil, para depois recorrer a empregos temporários com funções que não têm nada a ver com a sua formação.
E depois, se reclama, ouvir a frase que parece um eco, “se fosses só tu” e isto acompanhado de um encolher de ombros. Como quem diz, “é uma fatalidade, mas conforma-te, porque há muitos no mesmo caso”
Lá isso há! Em Portugal está acompanhado por 16% dos desempregados. Grande companhia.
Afixado por Emiéle às 10:39 | Afixadelas (6)
A Saúde ao domicílio
Vi ontem no telejornal e reencontro a notícia escrita: vai implementar-se um novo modo de atendimento a doentes idosos e crónicos que consiste em evitar que o doente se desloque ao hospital e seja a equipa médica a deslocar-se a casa do doente.
Fiquei pasmada.
Não porque a teoria não seja boa. É óptima, até. Em vez de o doente passar horas à espera numa sala, sentado numa cadeira de plástico, a aborrecer-se, a ser possivelmente contaminado por outros doentes com outras maleitas, é mil vezes melhor esperar no conforto da sua casa que o venham tratar. Excelente.
O que me deita espantada é a dúvida de como isso vai ser feito…?
Se já há poucos técnicos para atender os doentes nos próprios centros de saúde e urgências, como é que se vai fazer o milagre da multiplicação dos peixes, e “inventar” enfermeiros e médicos que ainda vão perder tempo em deslocações? Que a medida, em teoria é correcta, não tenho dúvida. A minha enorme dúvida é - com que meios humanos se pensa incrementá-la?
Vamos ver. Não quero deitar abaixo antes de dar tempo à medida se pôr de pé mas, por enquanto, tenho as maiores dúvidas nos seus resultados e receio que os tais idosos não venham a ser atendidos, nem nos hospitais nem em casa.
Afixado por Emiéle às 10:19 | Afixadelas (3)
Assustador
É impossível para quem não viva numa torre de marfim, pensar em notícias sem vir em primeiro lugar o pesadelo dos incêndios. Não quero hoje falar de culpas ou responsabilidades, ou prevenção, ou socorro, ou no que “devia ser feito”. É que até já nem sei nada! Oiço tanta coisa, e todos parecem saber tanto, que me parece que esta nossa terra se transforma num instante do país dos treinadores de sofá para os bombeiros de sofá. Tenho a sensação de que todos sabem o que se deve fazer ou o que se devia ter feito.
Eu confesso que já não sei nada.
Sinto-me completamente horrorizada. Da catástrofe que estava a ser, o arderem desde há anos para cá, grande parte das nossas zonas arborizadas, chegamos a onde nunca se tinha chegado: os incêndios atingirem povoações e até já cidades, grandes cidades mesmo. Abrantes, Coimbra, fala-se em Santarém, será que li Porto…?
Nunca imaginei assistir a semelhante espectáculo. E tenho de dizer que sinto medo. Como ter montado um cavalo que tomou o freio nos dentes e vai para onde quer sem ninguém o conseguir impedir.
Medo. E um profundo desgosto.
Afixado por Emiéle às 09:49 | Afixadelas (13)
agosto 22, 2005
O Baloiço
Hoje, depois de um post-desabafo e um post-resposta de duas colegas de blog, dei comigo a reflectir como a experiência de cada um de nós, por definição é tão difícil de transmitir. Porque é nossa, pessoal. Mesmo quando queremos sentir pelos outros, somos sempre nós que estamos ali.
Vivi estes meus últimos 3 dias de férias junto a uma amiga. Uma rapariga fantástica, cheia de qualidades, e muito diferente de mim em muitas coisas – apesar de surpreendentemente semelhante noutras… Entre muitos e muitos assuntos de conversa, falámos das recordações de férias. As famosas férias “na terra”, porque todos temos “terra”, mesmo os que, como nós as duas, somos de Lisboa: é a terra dos pais, ou até dos avós. E eu contava a recordação, felicíssima, que guardava dessas famosas férias da infância. Para a minha amiga, nada disso. Era um tempo de opressão, numa aldeia muito pequena e preconceituosa, onde uma menina não podia fazer certas coisas porque não era bonito. Experiências e recordações posso dizer que opostas. Para mim era uma festa a ausência de electricidade e os candeeiros de petróleo, sentia como se vivesse no tempo dos reis, só faltavam as saias de balão. Que divertido! Para ela era uma seca as noites sem nada para fazer, nem televisão, nem convívio - “porque era uma menina”.
Em determinado momento do nosso passeio, creio que em Marvão, passamos por um largo com uns baloiços pendurados. Ela saltou para um, e desafiou-me a ver quem baloiçava mais alto. Hesitei. Se calhar já não sei dar balanço… Aos anos que não brinco assim.
Mas atrevi-me. Afinal não tinha perdido o jeito. Começámos a cortar o ar, no meio de risota. De repente a vida começou a rebobinar depressa, depressa, e eu senti-me de novo com 7 anos, num baloiço improvisado, na quinta da minha tia-avó, lá no Alentejo. Se fechasse os olhos ainda podia imaginar que tinha por detrás o meu primo Tó, que, se me apanhava distraída, dava-me um forte empurrão de modo que o baloiço quase tocava as traves do alpendre. Depois eu vingava-me, está visto.
Mas são momentos que se mantêm vivos ao longo dos anos. Momentos meus. Pessoais. Intransmissíveis. E muito felizes.

Afixado por Emiéle às 19:10 | Afixadelas (8)
Namoro, química e física
Estamos sempre a aprender.
Não encontrei o acesso a este estudo ( ? ? ) , mas deixa-me a pensar.
Como?
“Comportamento do átomo em queda”???
Portanto, segundo estes senhores, a velha ideia de que o amor seria uma questão de química, está ultrapassada. Agora a última palavra é o modelo atómico. As pessoas sós procuram companheiro ( bem, isso não será novidade ) mas o melhor é que se «procure menos e deixar que os outros venham ao seu encontro»É uma ideia. Muito cómoda. Cómoda demais, parece-me a mim, se todos adoptarem este modelo, quem é que vai ao encontro de quem…?
Ná. Não me convence mesmo nada.
Nem química nem física, o mundo dos afectos é outra coisa.
Afixado por Emiéle às 11:09 | Afixadelas (4)
Sorrisos
Estudar sorrisos. O que é aqui referido deve ter dado uma trabalheira, apesar de me parecer agradável. Analisar os sorrisos é uma matéria que “me sorri”. Pelo menos na aparência. O investigador andou a estudar cem mil fotografias publicadas na nossa imprensa e deu para concluir que andamos a sorrir menos. Pudera! Mas há quem pense que temos motivos para rir?
“A expressividade do sorriso - estudo de caso em jornais portugueses”, chama-se a investigação e foi dito à Lusa que as expressões foram classificadas em 4 categorias: sorriso largo, superior, fechado e a face neutra.
E a expressão preocupada, ou até carrancuda? Não se encontrou?
Foi engraçado verificar que os maiores sorrisos foram encontrados em crianças. Natural. Ainda andam por cá cheios de inocência
Afixado por Emiéle às 10:58 | Afixadelas (2)
agosto 21, 2005
Regresso das mini-férias
Voltei.
Cansada e consolada. Com a base em Castelo Branco, fui correndo a região à volta e para baixo, até Ponte de Sôr. Não será muito olhando para o mapa, mas se contar com os caminhos secundários que percorremos, foram muitos quilómetros… Porque parei em muitos e muitos sítios para saborear bem aquilo que via.
Comecei por ir ver as estrelas e a lua a Belmonte. Isto sexta à noite porque tinham montado lá um telescópio “à séria,” e a lua cheia parecia estar mesmo ali, à distância da nossa mão. Lindíssimo o céu no campo. Aprendi que podemos ver 88 constelações…e eu só me lembrava das 12 do zodíaco, mais as Ursas. Meus Deus, o que eu não sei!!! Marte, só aparece no céu depois da 1 da manhã, mas antes disso além de Vénus, Júpiter também brilhava imenso. Tudo isto em Belmonte.
E, nos outros dias, começamos a descer. Tenho muito para relembrar! A vista magnífica do alto de Castelo de Vide. E um almoço excelente, saboreando outra perspectiva, essa famosíssima em todo o lado, da vista do cimo de Marvão. E o Alentejo por ali fora, Alter do Chão com os cavalos, Ponte de Sôr ( sem viva alma às 3 da tarde, que os alentejanos não são loucos como estes viajantes…) o Crato, Nisa, Portalegre,...eu sei lá. Um passeio fantástico, que me carregou as baterias de energia e sossego.
Como a frase que vi muitas vezes escrita por lá :
Alentejo, onde o tempo é tempo.

Afixado por Emiéle às 22:46 | Afixadelas (4)
Deixa-me cá ver...
... o que raio será isto..????

Afixado por Emiéle às 12:14 | Afixadelas (2)
agosto 20, 2005
Ando a passear
E a rever a minha terra.
Já ando confusa, porque não sei se gosto mais

disto ou

disto...
De TUDO é claro!!!
Afixado por Emiéle às 19:19 | Afixadelas (1)
Tou como quero!!!
E mais uma cervejinha !

Afixado por Emiéle às 15:21 | Afixadelas (5)
agosto 19, 2005
"Chá frio de flores egípcias”.
Parece inacreditável, mas é verdade. Foi necessário vir até ao interior do país para chegar a este requinte.
Estou em Castelo Branco.
É uma terra que já começo a conhecer um bocadinho, embora ainda superficialmente. É apenas a quarta ou quinta vez que cá venho, e de todas elas tenho ficado surpreendida.
Desta vez foi o lanche que me surpreendeu.
Está calor como se pode calcular. Todo o país está quente e esta zona por maioria de razão. Fui lanchar e...
Imaginam o que bebi ? Num café muito agradável, apresentaram-me uma "Carta de Chás" com 34 variedade!!! TRINTA E QUATRO ! Acabei por escolher uma bebida refrescante chamada, muito sofisticadamente, “Chá-fresco-de-flores-egípcias”
Siiiim!
Em Castelo Branco. Amanhã vou provar "sonhos orientais".
Num simples ( ??!? )requintado café.
Vi-va-o-in-te-ri-or!
Qualidade de vida, heim?
Afixado por Emiéle às 17:33 | Afixadelas (7)
Mini-férias

Tento fazer isto todos os anos – encaixar umas “feriazinhas” dentro das “férias grandes”.
Porque, queiramos ou não, num período de “férias grandes” instala-se uma certa rotina. Sobretudo quando elas são passadas numa casa de família, casa secundária mas no fundo um prolongamento daquela onde vivemos o resto do ano. De modo que me sabe particularmente bem, quebrar essa espécie de rotina e partir para outro local, mesmo que seja um ou dois dias. É o que chamo férias dentro das férias como umas matrioskas.
É o que decidi fazer.
Agora!
Este fim-de-semana vou para o norte ( para mim tudo o que é acima de Lisboa é “norte”) e interior.
De tiver tempo e disposição ainda vou mandar para o Afixe uns bilhetes-postais.
Afixado por Emiéle às 10:01 | Afixadelas (5)
agosto 18, 2005
Ainda a Palestina

O "Público" não deixa fazer links para imensa coisa ( além de agora ser quase tudo pago) de modo que vocês vão ter de acreditar no que eu digo…
Hoje, na página 13, traz uma entrevista com uma investigadora da Universidade de Telavive, Edith Zertal, muitíssimo interessante. Entre várias informações que nos dá, conta que uma das razões para Israel finalmente abandonar os colonatos de Gaza, depois de tanto tempo as Nações Unidas terem feito a recomendação, é porque os colonatos estão a esgotar a água! «Já não é boa para a agricultura nem para beber», diz ela. Ou seja, este vai ser um presente envenenado.
Ela considera aliás, que este drama da saída é um show, que vai colher dividendos.
O certo é que estes colonos vão receber umas outras casas com ar condicionado central, várias divisões, jardins com rega automática, etc… Por seu lado as habitações que deixam vão ser destruídas, e inclusivamente, com receio que isso não aconteça eles estão a encarregar-se de, ao sair, destruir tudo o que puderem. É mesmo certo que, mesmo que o quisessem, os palestinianos não não poderiam aproveitar nenhum restinho…
Afixado por Emiéle às 15:09 | Afixadelas (8)
A Educação de Max Bickford
Já me tinham falado nesta série. Mas a verdade é que a hora a que passa está no limiar do “começar a ser tarde” sobretudo porque, como sempre à portuguesa, os horários nunca são cumpridos e falar-se em 11:30 quer muitas vezes dizer meia-noite ou até mais tarde.
Contudo, em período de férias não há horários, :) e decidi-me a dar uma espreitadela ao Max Bickford. Fiquei conquistada. Creio agora que, no fim das férias, vou passar a gravá-la em vídeo para depois ir vendo quando tiver tempo.
O que me encanta é a inteligência com que é construida. Uma história sobre um professor num grande Colégio de raparigas, homem viúvo, muito humano e muito inteligente, com dois filhos nos dois extremos da adolescência – uma rapariga, que frequenta esse colégio mas já saiu de casa, e um rapaz de cerca de 12 anos. Os seus amigos movem-se nesse meio académico que domina a história.
Como comecei por dizer, só agora descobri esta série, portanto muitas situações ainda não entendi completamente, até porque um dos aspectos mais agradáveis é que as mini-histórias que compõem cada episódio são imprevisíveis, fogem completamente ao estereótipo. São personagens com vida. E encanta-me a inteligência dos diálogos!
Vou continuar a ver e recomendo.

Afixado por Emiéle às 10:06 | Afixadelas (6)
agosto 17, 2005
A minha praia e os seus banheiros
No início de começar a vir para a “minha praia” era cá banheiro, o Sr. Lopes, muito simpático. Bonacheirão, bem disposto, a apitar mais que qualquer árbitro, era uma figura agradável. Mas o tempo passou, ele começou a engordar bastante e, se quando o conheci parecia homem de meia-idade, cedo atingiu a idade completa. Deixou de ter pedalada para enfrentar as ondas, ia-se defendendo pondo bandeira encarnada, mas às tantas teve de reconhecer que não conseguia cumprir a sua função.
Foi substituído por uma figura engraçadíssima, que parecia recortado de uma banda desenhada. O Sr. Vítor era mais novo, mas não muito e tinha uns famosos bigodes retorcidos, tipo Hercule Poirot, que chamavam a atenção à distância. Creio que muitos veraneantes lhe
tiraram a foto para mostrar aos amigos, que aqueles bigodes eram dignos de se ver! Nos últimos anos o Sr. Victor de vez em quando era substituído por uns colegas anónimos sem nenhuma faceta especial.
Mas este período balnear… oh gentes, A-LE-LUI-A !!!!
Quando comecei a ir à “minha praia” julguei que estariam a filmar qualquer episódio das Marés Vivas. A cadeira do banheiro estava enfeitada com a presença de 2 ( dois!!!) banheiros nadadores-salvadores qual deles o mais decorativo. Rapazes de uns vinte e tal anos, muito bem constituídos, um bronze impecável – pele e cabelo do mesmo tom – só se via brilhar os dentes em grandes sorrisos. Os olhos das raparigas da praia não se desviavam daquele ponto. E lá por isso, eu e o meu grupo também olhávamos para ali com mais frequência, que era agradável de se ver, lavava-se os olhos…
E hoje, ao chegar, estavam a tocar guitarra! A sério! A tocar guitarra!!!
Portanto, é assim: Atenção ala feminina do Afixe! Sabemos que a época balnear é curta. Depois disso, os coitadinhos vão ficar desempregados. Nós, temos para aqui o tal lugar de estagiário à espera. Vamos reunir de urgência e ver se com os trocos que para aí haja, conseguimos qualquer coisa, a recibo verde, por exemplo.
É que dava cá um jeitão!
Afixado por Emiéle às 20:39 | Afixadelas (10)
… quando os falcões parecem pombas

…que tal será a qualidade dos “super-falcões”!!!!
Temos lido, ouvido e visto que, aceitando as recomendações das Nações Unidas, Ariel Sharon mandou retirar os colonatos que se tinham instalado na faixa de Gaza.
Parecia normal. Para algum dia se chegar à Paz, alguns dos acordos terão de ser cumpridos. Mas afinal, pelos vistos, não basta a ordem dos seus legítimos chefes, alguns israelitas pretendem ficar lá custe o que custar.
A violência é extrema, neste acto de resistência à própria polícia israelita . Fala-se de um polícia ferido com ácido nos olhos, outro queimado…
É evidente que o facto de os palestinianos festejarem a retirada pode ser sentido como ultrajante. E se fosse o inverso…? Não haveria festejos?
Mas de qualquer modo os palestinianos só poderão entrar nos colonatos de Gaza daqui a um mês.
Daqui até lá, muita água pode correr debaixo das pontes.
Façamos figas para que isto não volte para trás.
Afixado por Emiéle às 17:00 | Afixadelas (0)
Estes orientais são doidos!

Já me tinham mandado em FW mas não com tanto pormenor.
Reenviaram-me agora outro, com fotos para tirar dúvidas. Parece que esta é uma cadeia em Tóquio. As fotos falam por si:
Temos os corredores das celas, aqui sala de convívio , depois um quarto de banho , e ainda o refeitório .
Que malfeitorias terão feito estes detidos para estarem sujeitos a tal regime?
Afixado por Emiéle às 10:32 | Afixadelas (2)
agosto 16, 2005
A minha praia hoje trazia brinde
Tenho ido à praia.
Não sendo uma furiosa apreciadora, também gosto de praia. Pela tardinha, a maré tem andado baixa, a temperatura a essa hora mais suave, e há espaço suficiente para se estender a toalha com razoável privacidade.
Mas hoje havia alguma agitação, lá junto das rochas. Via-se um reflexo de uma coisa que parecia um espelho gigante, umas máquinas, e alguns mirones ao pé.
Comentei: Que é aquilo? Parece que estão a filmar?! Será um anúncio?
Não senhor! Como falei alto, a senhora que estava no guarda-sol mais perto informou, atenciosa:
Não. É a telenovela da TVI. Ora pois!!!
Parece que a TVI está a fazer uma telenovela, e passa-se numa praia algarvia mas como ir para lá não é prático, ficam mais pelo norte que o resultado é o mesmo. ( estão aqui ao lado a dizer-me que se chama “Mundo Meu” a dita novela )
Deu para mirar de longe.
Interessante, ver as “girafas” a captarem os diálogos, a claquette com as riscas preto e branco, a menina da maquillage, aquela agitação.
É mesmo; até de bastante longe também me senti mirone.
Um brinde ao pôr-do-sol. Como quando sai um bonequinho na embalagem de cereais.

Afixado por Emiéle às 20:05 | Afixadelas (10)
O fumo e o fogo - incendiários
Não há fumo sem fogo.
Pelo menos é uma ideia que se tem. Mas há muitas vezes informações que não batem certas. Vamos lá a ver:
Por um lado, parece que dos 50 mil crimes de incêndio nas florestas portuguesas, apenas um por cento dos casos chegaram a julgamento e destes só metade resultou em condenação . Mesmo para quem não domine muito bem os conceitos matemáticos, isto parece-nos uma média, muito, muito, muito baixinha. Então como é? Existem mesmo incendiários, ou são extra-terrestres? Se existem não se conseguem prender? E se vão a julgamento não se conseguem condenar?
Contudo, por outro lado, dizem-nos que afinal há setenta e um incendiários presos e a cumprir penas com uma média de 5 anos. Afinal quem são estas pessoas? Porque se tornaram incendiários? E há ou não quem beneficie com os incêndios? Esses também foram condenados?
Um aspecto que é chocante, é que apesar de os media estarem prevenidos pelos especialistas que não devem transmitir imagens de fogo, porque isso desencadeia no incendiário compulsivo um desejo irresistível de recomeçar, não há ultimamente um único telejornal que não gaste minutos sucessivos com chocantes imagens de fogo, que não vêm trazer nada de novo, apenas são vistosas e chocam as pessoas. Contudo estão prevenidos, mais do que prevenidos, que o não devem fazer!
Não é que goste de “bater no ceguinho” no que se refere ás reportagens da TV, mas tem de haver limites para o sensacionalismo. Estarão conscientes que do que estão a fazer?
Afixado por Emiéle às 17:00 | Afixadelas (14)
O descaramento
Também se pode chamar LATA !!!
Ora ponhamos olhos nesta informação:
As queixas dos clientes ( ou consumidores? não sei como lhes chamar) dos serviços “cabo” – TV e Net – tem aumentado vertiginosamente, dizem até que duplicaram. Os acusados, como é normal, defendem-se e justificam-se. Até aí, é perfeitamente natural. É certo que as justificações são um pouco coxas mas… enfim, foi o que arranjaram e ninguém lhes leva a mal.
O que já me deixa de boca aberta, é a afirmação/justificação/defesa da PT que 70% dos clientes "nunca reclamaram"
Viram isto?
É formidável que uma empresa como a PT considere que é excelente existirem 70 % dos seus clientes que não reclamem!!!!
Grande média, heim…? Nem chegam a metade!

Afixado por Emiéle às 11:22 | Afixadelas (8)
A preguiça de férias

É interessante. Quando estou em plena actividade dos meus tempos de trabalho, tenho pouco tempo para dedicar ao blog, e só consigo participar quando ainda é madrugada. No resto do dia ando muito ocupada para poder vir ao Afixe. Agora que estou em férias, tinha imaginado que poderia folgadamente aumentar a minha participação. Oh, engano!!
É que as férias têm “um tempo” diferente.
Posso dormir muito mais, e aproveito.
Depois ando ocupada com mil e uma coisas que me dão muito prazer e em tempo normal não consigo fazer: as tais bricolages, passeios, leituras, culinária, conversas com amigos, FÉRIAS em suma. Onde é que entra o blog?! Faz parte disto tudo, é certo, mas moderadamente.
E assim, hoje constatei que de facto a minha colaboração neste colectivo não tinha aumentado, do habitual, um postezito que fosse …
Bem. A verdade é que estou em férias, não é?
Afixado por Emiéle às 10:12 | Afixadelas (0)
agosto 15, 2005
Um jogo de escolha múltipla
Encontrei no Blog Bicho Carpinteiro a seguinte proposta, que transcrevo para aqui ressalvando os “direitos de autor”:
"Em nenhum outro mandato se fez tanto", diz Santana, referindo-se à CM Lisboa.
Escolha a resposta certa para completar a frase
Em nenhum outro mandato se fez tanto...
1) erro
2) buraco
3) despesismo
4) cartazes auto-promocionais
5) trocas de presidente
6) trapalhadas
7) promessas
8) fachada
9) As respostas 1; 2; 3; 4; 5; 6 e 7 estão correctas
10) Todas as respostas estão correctas
11) Qual dos mandatos?
12) Carmona quer a lei da rolha
Afixado por Emiéle às 12:02 | Afixadelas (3)
Ai que vergonha…!!!
Que vergonha…!!!
Hoje, contrariamente a toda a lógica, dei por mim a desejar que entre aí as 10:00 e as 10:25 NINGUÉM tivesse vindo ao Afixe!!!
E o acontecimento que vou já contar, serviu-me de lição para não fazer juízos apressados sobre os erros alheios.
Aqui há uns tempos, bastante tempo até, encontrei num blog amigo que visito muito, um post repetido umas 4 vezes. Estranhei muito, até pensei como é que aquilo teria acontecido, e resolvi que tinha sido desleixo do blogger. Então o tipo não tinha visto que aquilo parecia um lençol e estava repetido tantas vezes?! “Ele há cada um”, pensei eu, convencida da minha eficiência.
Hoje de manhã, escrevi uma coisita sobre o desastre de avião na Grécia. Depois de estar publicado, reli e encontrei um pormenor que quis modificar. Fui ao original, fiz a correcção e mandei “entrar”. Levou muito tempo… Não atava nem desatava, e eu a repetir a ordem de entrar. Quando finalmente deu sinal de que estava, vim de novo ao Afixe confirmar que a correcção estava feita, e pronto. Desligo esta traquitana que tinha “outras urgências” a tratar.
Meia hora depois volto a abrir as entradas e vejo umas 10 vezes “caiu um avião”. Não entendi logo. Pensei “como é que estão aqui tantos rascunhos…?” mas sempre vim espreitar ao Afixe.
Oh vergonha!!! O avião tinha caído 10 vezes! A porcaria do post, auto-clonou-se e foi entrando sem parar…E depois o tempão que foi apagar aquela coisata toda. Acho que foi tanto como levou a entrar da 1ª vez.
As minhas maiores e abjectas desculpas. Afinal a nódoa cai em todos os panos.
Afixado por Emiéle às 11:33 | Afixadelas (0)
Um lixo “especial”

É vulgar tropeçarmos neles, vêem-se por todo o lado.
São televisores partidos, máquinas de lavar ferrugentas, microondas sem portas, até alguns monstros de grandes dimensões como frigoríficos meio partidos, todos encontramos semelhantes objectos à porta de algumas casas, no meio de passeios ou, com frequência, junto de contentores de lixo. É uma paisagem deprimente.
Mas também é certo que não se podem guardar em casa!
Parece que finalmente, seguindo uma directiva europeia vai ser oficial: ao receber o novo electrodoméstico, o consumidor pode entregar o antigo, sem encargos, para ser levado para o local conveniente.
Por outro lado, algumas autarquias já estavam a pensar em criar « ecopontos domésticos» para este fim. Pelo menos juntava-se o lixo todo num “montinho” “montão”!
Ficava já com melhor aspecto.
Afixado por Emiéle às 11:02 | Afixadelas (0)
Caiu um avião
Nestes tempos de limbo que são as férias, as rotinas alteram-se todas. O mais típico, no caso dos meus hábitos, é que deixo de ver/ler as notícias. Vou debicando aqui e ali, conforme um título de um jornal ou um zapping de tv, mas de um modo semi-voluntário, desligo-me do mundo real.
Asneira, do ponto de vista cívico, mas creio que compreensível como técnica de relaxamento.
Concluindo, só vejo telejornais quando calha. E não costuma calhar muito. Ontem não vi nada e só hoje ouvi falar na queda do avião grego cipriota. É uma história impressionante, que não dá para se dizer que parece um filme da série B, porque desgraçadamente morrerem mais de 100 pessoas. Mas que é uma história estranhíssima, isso é.
Tenho ouvido contar de variadíssimas causas para acidentes de avião, mas uma cabine que perde a pressão? Um piloto que não está no seu posto? Um co-piloto inconsciente? Sem as máscaras postas? Os passageiros a terem a noção que estavam a gelar…??? É uma história de terror, que parece inventada.
Por outro lado a cabine levou 3 horas até perder a pressão, mas o piloto 7 minutos depois de descolar informou que havia problemas com o sistema de pressurização da cabine…E entretanto não se fez nada?
Claro que há um pormenor: tratava-se de uma operadora de voos de baixo preço.
Qual é o preço de uma vida?
Começo hoje mal o dia, com um triller.
E eu, que não tenho medo de andar de avião…
Afixado por Emiéle às 09:55 | Afixadelas (7)
agosto 14, 2005
"Alcunhas"...?
Mais uma conversa dos nossos amigos Objectos :

Afixado por Emiéle às 17:35 | Afixadelas (7)
Crime e castigo

Uma passagem de olhos pelos jornais desta manhã veio fazer-me reflectir sobre o tema da Justiça em si, como abstracção, e dos “justiciados”. A sociedade é como um organismo vivo: quando é atacada, defende-se. E muitas vezes essa defesa é um ataque. É normal. Quando um indivíduo desrespeita uma norma social, é castigado. Sempre assim foi e ainda o é, porque é um reflexo natural. E o primeiro e mais natural reflexo será evitar que esse acto se repita, ou que seja imitado. Daí que os crimes mais graves tenham castigos mais severos de modo a “servir de exemplo”. Com o andar dos tempos, tem-se chegado à conclusão de que esse aspecto de prevenção pelo medo nem sempre funciona, mas isso fica para outro post...
Ora bem, chegamos às nossas prisões. A prisão deveria ser um local onde o criminoso aprenderia a portar-se bem. Uma espécie de “escola ética”. Talvez algum dia venha a sê-lo, mas actualmente não o é de certeza. Muito pelo contrário "Dentro da prisão não se aprende nada de bom” diz quem já por lá passou.
Mas o código prevê penas alternativas, sem ser a de prisão. Penas de “trabalho a favor da comunidade”, o que por um lado torna a pessoa útil e, sobretudo, pode ser muito pedagógico. Parece evidente, que para um condutor que conduz de um modo irresponsável, um período a ajudar as ambulâncias pode ser uma lição de vida. Ou quem ferva em pouca água, tenha conflitos com vizinhos, e destrua bens que não são seus, um trabalho comunitário na terra pode fazê-lo pensar que aquilo que destruiu custou bastante a fazer.
Talvez já seja tempo de Portugal deixar de ser um dos países onde a prestação de trabalho comunitário, como alternativa às penas de multa ou prisão, permanece uma excepção.
Afixado por Emiéle às 13:27 | Afixadelas (5)
Dúvidas domésticas

Dúvidas domésticas ...e científicas, se faz favor!
Com o calor que tem feito, tropecei num problema que ainda nunca me tinha ocorrido.
É sabido que não se deve guardar comida ainda quente num frigorífico. É do bê-á-bá. Toda a gente sabe isso. Espera-se que arrefeça para se guardar no local próprio. O.K.
Mas “quando-não-arrefece”???
Já por duas vezes me aconteceu: um cozinhado que era para guardar no frigorífico, simplesmente recusava-se a arrefecer! É certo que ao fim de muito tempo não estaria já tão quente como quando saiu do lume, mas ainda muito longe do que é aconselhável para se poder guardar num frigorífico. E o pior é que se continuava cá fora, sob o calor ambiente, estragava-se!
Dilema cruel!!! :)
……………………….
Ontem tomei uma atitude decidida: arrefecimento rápido, como se faz aos doentes. Tacho em água fria. Mas qual “água fria”?! A da torneira vinha quente… Como sou teimosa, rodeei o objecto em questão de panos molhados que tinha posto no congelador. Resultou! Lá consegui verter a comida para um recipiente adequado e guardá-la no frigorífico. Custou mas foi!
Afixado por Emiéle às 11:18 | Afixadelas (1)
Pobre Brasil
O editorial do DN de hoje chama-se adequadamente “A tragédia brasileira”.
Também o sinto como uma tragédia.
O que se está a passar com o PT, e sobretudo se abalar a imagem de Lula, é profundamente triste, pelo desmoronar de tantos sonhos. Sonhava-se que os homens e mulheres que formavam o Partido dos Trabalhadores seriam feitos de uma massa diferente, não seriam pessoas iguais às outras. Mostraram que o eram. Neste artigo fala-se de “ganância própria do ser humano”, mas custa-me aceitar que “o ser humano” seja assim. Será tão inevitável?
Tenho muita, muita pena, pelos brasileiros. Uma pena imensa pelos mais pobres que devem estar a sofrer uma tremenda desilusão. Por ver que o «partido dos trabalhadores imitou "os outros" em tudo» como diz este editorial.
Como irá sair o próprio Lula de toda esta história?
Se ele se salvar talvez o sonho não esteja perdido.
Nem só o Luther King tinha direito a sonhar.

Afixado por Emiéle às 10:04 | Afixadelas (1)
agosto 13, 2005
O dom da festa
Hoje almoçamos sardinhas ( eu sei, eu sei, Isabel, mas cá em casa gostamos!...) que é um prato que só dá para fazer quando há quintal para poder espalhar o cheiro pela vizinhança agradecida. :)
E lembrei-me de uma amiga que tenho, que tem um jeito especial para fazer festas. Não sei como explicar, mas a propósito de qualquer acontecimento “sai-lhe uma festa”.
No outro dia a mãe dela estava morta de riso porque ela tinha feito uma “festa de bebés”. Tinha comprado uma piscininha para a filha que ainda nem tem 2 anos e decidiu fazer uma “Inauguração”. Convidou todos os bebés amigos, enfeitou o jardim com almofadas e brinquedos, arranjou mesinhas com gelatinas, bolachas, papas de fruta, enfim “comida de bebé”, e virou a aparelhagem para fóra a tocar a “Linda Falua”. Um sucesso!
E a propósito do meu almoço de hoje, ela uma vez também fez uma sardinhada. Mas tudo com preceito. Comprou louça rústica na feira, as flores da mesa eram sardinheiras, e o almoço foi acompanhado por toda a música pimba que conseguiu arranjar. Não houve coisa mais divertida!!!
Afixado por Emiéle às 14:16 | Afixadelas (9)
Moscas e mosquitos
Sei que me estou a repetir, faz um ano por esta altura escrevi aqui no Afixe qualquer coisa de semelhante. Mas, ( que querem ? ) quando a situação se repete é natural que volte a falar no assunto…
Um dos aspectos chatos do Verão é a famosa multiplicação das moscas. Todos sabemos que Verão = a moscas, em todo o lado. Estejamos nós onde estivermos, elas não desistem de nos acompanhar. Só se escapa se estivermos em movimento, mas desde que paremos, a ler, a trabalhar, a conversar, lá vem a mosquinha poisar no braço, na perna, na mão. Uma praga! Por aqui há muito quem ponha à porta e à janela uns saquinhos de plástico com água – dizem que o reflexo as afasta… Talvez… Cá por mim não noto lá grande diferença.
Mas se quanto a moscas, ninguém é privilegiado e circulam por cidades, aldeias, campo ou praia, os mosquitos é outra loiça!
Aí, o bicho especializa-se no campo.
E não sei porque sorte malvada, eu devo ser particularmente doce…
Antes de entrar em férias visitei uma amiga que tinha um desses aparelhinhos que se ligam às tomadas. Mostrei a minha descrença no seu sucesso mas afiançou-me que era muito bom. Garantiu-me que o quarto onde estava desde que tinha ligado aquilo não tinha tido mais mosquitos. Acreditei e fui procurar um igualzinho, da mesma marca.
Meus caros, hoje de manhã olhei-me ao espelho e pensei que estava com varicela! Toda eu sou pintinhas de mordidelas!!!
Ná. Logo à noite, volta o velho mosquiteiro. É antiquado, mas até hoje foi a única coisa que me defendeu decentemente do ataque dessas criaturas.
Malditos mosquitos!
Afixado por Emiéle às 12:30 | Afixadelas (7)
Outro benefício para as seguradoras
Uma Seguradora trabalha com o risco. É uma espécie de Casino, ou de uma Casa de Apostas. Na vida há sempre duas hipóteses: ou as coisas correm bem, ou correm mal. A Companhia de Seguros joga na hipótese de que tudo corra bem, e o cliente, que também deseja fortemente essa hipótese, paga para no caso de vir a correr mal não sofrer tanto. É normal.
Há áreas onde a percentagem de o seguro “vir a ser necessário” são diminutas. Pelo sim, pelo não, seguramos a casa, seguramos a vida, mas é apenas uma precaução. Mas há outras, onde o recurso à ajuda do seguro acontece com frequência: é o caso do automóvel. Também por isso os seguros são tão caros. E as seguradoras vão-se defendendo o melhor que podem – e podem bastante.
Desta vez, vem por aí uma nova lei que interessa ser conhecida. Diz que desaparece «o período de risco de 30 dias para o pagamento do prémio de seguro automóvel após a expiração do contrato, deixando os acidentes de serem cobertos pela empresa seguradora durante aquele período» ou seja, na prática, pelo que parece «caso o condutor tenha um acidente no dia seguinte à expiração do contrato, e se não o tiver actualizado, os acidentes passam a ser suportados pelo fundo público autónomo gerido pelo Instituto de Seguros de Portugal
Se bem entendo, as seguradoras ficam aliviadas e serão os outros condutores que vão pagar pelos faltosos. Interessante justiça!
Afixado por Emiéle às 10:13 | Afixadelas (6)
Fim-de-semana especial

Nem sei porque venho escrever no blog este fim-de-semana. É o que se pode chamar um puro exercício vazio, vagamente autista ( espero que seja mesmo, só, “vagamente”…) porque tenho a sensação de que o que escrever é apenas para mim mesma. Quase tipo Diário Íntimo.
É que o dia 15 de Agosto é o feriado mais famoso do ano.
É o sinal de partida ou de chegada de grande parte dos veraneantes. E depois, quando o feriado de 15 se associa a um fim-de-semana, o que acontece com frequência, então meio Portugal fica com o bichinho do passeio e naturalmente que não fica metido em casa.
Resumindo: mesmo quem não tem férias em Agosto, estes dias 13, 14 e 15, vai andar por aí, longe de PCs, nets e blogs.
E, portanto, terminando como comecei fico com a sensação de estar aqui a falar sozinha…
Afixado por Emiéle às 10:09 | Afixadelas (9)
agosto 12, 2005
Vamos para a lua?
Ora muito bem!
Dizem que a partir de 2008 se vai entrar na era do Turismo Espacial.
Parece que um bilhetezinho para ir dar uma volta pelo outro lado da lua custa 80 milhões de euros. É caso para se pensar. A verdade é que a vida aqui na terra parece que já deu o que tinha a dar.
Por enquanto fala-se só de um passeio, mas se esperarmos um pouquinho, talvez se planeie mesmo uma colónias num lugar distante.
Bastante distante, para baralhar e dar de novo, que isto por cá vai vai mesmo muito mau!

Afixado por Emiéle às 11:15 | Afixadelas (3)
Ainda ( e parece que sempre ) a CGD
Acabei de ler no Diário Digital, um artigo de opinião da CFA.
Quase me apetecia transcrevê-lo na íntegra, pois me parece que concordo com o que ela diz de uma ponta à outra. «Não interessa o que se faz bem, um gesto mau como este anula todos os outros e reduz este Governo, que tantos sacrifícios e dinheiro pede aos portugueses pobres e empobrecidos, a uma manjedoura donde só come o gado do PS e os amigos e adjuntos.» e para ficar mais claro: « Valeu a pena repetir, ponto por ponto, o que o PP tinha feito antes ao nomear Celeste Cardona (que tinha, aliás, um currículo superior ao de Armando Vara)? E o que o PSD tinha feito antes ao nomear os seus e retirar os outros? E já agora, valerá a pena, continuar a confiar num Governo que tão decente se quis mostrar e tão indecentemente se está a comportar?» O artigo é extenso, e como é lógico, não o vou transpor para aqui.
Mas vale a pena uma visita lá, para o ler como deve ser.É que são inquietações que creio serem partilhadas por muitos de nós.
Afixado por Emiéle às 11:00 | Afixadelas (3)
agosto 11, 2005
Na cozinha
Toda a gente sabe que aqui no Afixe a secção de culinária é da nossa Susana. Ponto. O que venho dizer de seguida não lhe vai beliscar o estatuto tão justamente atribuído.
Mas acontece que, das consideradas “tarefas domésticas”, eu acho particular interesse a esse campo. Claro está que no dia-a-dia habitual não dá para achar uma graça especial num tacho ao lume, até porque nesse caso é uma obrigação e o que se faz por obrigação nunca tem graça! Mas nas férias, tenho de reconhecer que me revejo no slow-food. É a única das obrigações caseiras que pode ser criativa. Por 
algum motivo é uma área onde os homens gostam de intervir. Não conheço grandes limpadores de pó, ou grandes passadores a ferro, mas são famosos os grandes cozinheiros!
Não eu. Não sou o que se possa chamar mesmo “uma cozinheira” mas, quando tenho vagar, divirto-me na cozinha, a “ver o que sai daqui”. Como disse, é um acto criativo, partir de uma série de produtos em bruto, a maioria não-ingeríveis no seus estados naturais, e conseguir uma coisa apetitosa, a cheirar bem, e se possível bonita, …pode ser artístico não é?
E depois, perco-me por os utensílios que auxiliam os cozinheiros. Foi até mesmo por causa de um descaroçador de azeitonas, que me decidi a escrever este post! Tenho uma gaveta cheia de brinquedos deste tipo: um aparelhinho onde se mete o feijão verde de um lado, puxa-se e sai do outro sem fio e em tiras fininhas, um corta-salsa muita bom que a deixa muito solta, cortadores de batatas de vários feitios, e hoje veio este descaroçador. Fico mais contente com um brinquedo destes do que com um vestido novo. Mesmo que o use poucas vezes, sempre que o uso fico enlevada a pensar que engenhosa que foi a pessoa que o inventou! Põe-se a azeitona, carrega-se, sai o caroço e fica a azeitona… Que beleza!
Portanto, hoje inventei um prato cheio de azeitonas para estrear o meu novo descaroçador.
Porque outra das minhas manias é “inventar” pratos novos. Vai indo ao sabor da fantasia, o que me deixa toda aflita quando me perguntam “Tá muito bom! Como é que fizeste?” Eu sei lá bem como é que fiz… E o pior é que parece que quero fazer caixinha e não dar receitas, quando afinal não há receita nenhuma, foi só a imaginação do momento.
Afixado por Emiéle às 12:08 | Afixadelas (2)
Portugal ainda está no top em certas coisas
Por exemplo, no top europeu dos fogos florestais. Parece que em 2004, foi o país do sul da Europa que sofreu mais com os incêndios. Fala-se em «129. 652 mil hectares de floresta destruídos» e, para que se imagine melhor a extensão, a notícia acrescenta, «quase 130 mil campos de futebol».
Isto foi o ano passado.
Não me admira que mantenhamos este record…
Leio também que a Direcção-Geral de Recursos Florestais lançou uma campanha de prevenção intitulada "Entre a cinza e o verde, você decide". Não sei quem concebeu a campanha, mas desculpem-me a franqueza, acho de mau gosto. Não estamos a falar de moda. Estamos a falar de Vida. Ninguém tem o direito de “decidir pelo cinza”.
Ninguém.

Afixado por Emiéle às 10:23 | Afixadelas (2)
Não sei se foi abertura do telejornal…
…porque tenho visto muito poucos. E talvez esteja a ser injusta no que vou dizer mas, se bem conheço os seus alinhamentos, devo acertar.
Imaginemos a seguinte notícia: «Um homem, paraplégico, assassinou duas crianças, com cerca de 4 e 10 anos». Uma aposta, que seria notícia de abertura com muita emoção, entrevistas a vizinhos, muita lágrima?...
Mas acontece que a notícia é o rigoroso oposto:
«Um homem, paraplégico, salvou do fogo e da morte quase certa duas crianças, com cerca de 4 e 10 anos»
Este homem apesar da sua incapacidade relativa, é mecânico de automóveis. Tem uma moto-quatro, e quando viu as crianças em perigo diz, "Mandei-me de cabeça sem pensar nas consequências". Depois disso ficou intoxicado e foi hospitalizado. Teve ontem alta e ficámos a saber a sua história. Que palavras se podem dizer? Que é pena que só as desgraças vendam.
Afixado por Emiéle às 09:55 | Afixadelas (2)
agosto 10, 2005
Bronzeados
Se há coisa que aprendi ao longo da minha vida foi a não dizer “desta água não beberei”. E, quanto à questão das modas, como em muitas outras coisas, integro-me na maioria. Quase sempre começo por desconfiar ou não gostar, e algum tempo depois faço como todos fazem – integro-me no grande colectivo.
Há cem anos, na Europa, quem apanhava sol e andava “bronzeado” era o povo que trabalhava ao ar livre. Sobretudo as senhoras consideravam de bom-tom apresentarem uma pele muito branca, quanto mais branco mais bonito. Usavam umas grandes capelines e aquelas sombrinhas muito lindas que costumamos ver em filmes de época, todas de rendas e folhos. Uma beleza.
Quanto a praia era para banhos de mar, por receita médica quase. Depois do banho tomado, voltavam-se a vestir, para não apanhar sol.
Depois da segunda guerra, a moda deu uma volta de 180º. A cor que o sol dá à pele é considerado um tom de saúde, e é moda o belo bronzeado. Aliás, quem tem dinheiro apresenta um bronze todo o ano, de modo a sugerir que vai para os trópicos acompanhando o sol… É elegante a pele queimada, dá um ar de saúde e as pessoas branquinhas parecem doentes.
Creio que agora o pêndulo está a voltar um pouco atrás. Com a confirmação dos malefícios do buraco de ozono, já há quem obedeça às horas de praia – nunca quando o sol está no auge. Mas nem sempre. A verdade é que ainda há muitas mulheres, com menos de 40 anos que devem considerar que vale mais bonita do que saudável , ou, o que me parece mais crível, consideram que essas coisas só acontecem aos outros.. Ainda por cima usam produtos bronzeadores que queimam mais do que o sol…
Eu, desta vez acompanho a “nova moda”. Parece-me muito sensata. Chega-me perfeitamente a praia até ao meio-dia e depois das 4. Só tenho esta pele, e faz-me falta. E ainda por cima gosto imenso da praia ao fim da tarde.

Afixado por Emiéle às 20:04 | Afixadelas (8)
O repouso
Sempre ouvi dizer, desde pequenina, que “descansar é mudar de actividade”. Não faço a menor ideia, se este pensamento tem autor conhecido, ou se é uma frase de consenso, tipo ditado popular. Mas dizia-se bastante na minha família, e eu sempre o partilhei.
Para mim, realmente, “descansar é mudar de actividade”. Um trabalhador que para trabalhar use os seus músculos, para descansar é natural que vá pescar à linha, ou se deite a ouvir música, ou faça palavras cruzadas. Para quem durante o ano trabalha quieta e sentada, descansar é mexer-se.
Alto! Estou a falar por mim. Aceito perfeitamente que haja quem não pense nada assim!
Mas, no meu caso, o descanso, ( para além de dormir mais 2 ou 3 horas por noite!) passa muito por montes de coisas que se fazem com as mãos. O que me tenho divertido com pequenas bricolages !!!
Não vos vou agora enumerar o que se passa na minha casa, mas de berbequim, a martelo, pregos e parafusos, latas de tinta e pincéis, agulhas e linhas, vasos, terra, adubos, isto tem andado num virote!
E eu, feliz como uma princesa!
( as princesas são felizes?)
Afixado por Emiéle às 11:06 | Afixadelas (8)
As energias renováveis
De vez em quando volto ao mesmo tema. É assunto que não domino bem, mas que me seduz muito. Que querem, deve ser a minha veia poética: parece-me tão lindo conseguir-se energia, essa energia que tanta falta faz, a partir de fontes não apenas naturais, mas belas.
Falo, como já se vê, do sol, do vento e da água. Já lá mais para baixo falei da energia eólica, e da satisfação que sinto se Portugal aumentar o seu parque eólico, como parece que se está a pensar.
E hoje, leio no Público, que também se está a estudar a possibilidade de aproveitar a força das ondas .
Aleluia!
É que ainda por cima, se há forças da Natureza onde Portugal é realmente rico, é em Vento, Sol e Mar.
Para além de usar esses bens para o turismo, o que é muito bom sem dúvida, era altura de os usar para as energias limpas. E quem sabe se não poderíamos, algum dia, sermos auto-suficientes?
O ministro até diz que esta tecnologia poderá ser exportada…

Afixado por Emiéle às 10:35 | Afixadelas (4)
agosto 09, 2005
Acidente imprevisível
Um dos luxos sibaritícos das minhas férias são os meus pequenos-almoços.
Dá-me um prazer especial, ao acordar, relativamente cedo como eu gosto, preparar um grande tabuleiro e ir comer para o ar livre do jardim ( tradução de “jardim” = uma espécie de um quarto de meio tamanho, sem paredes nem teto, com uns alegretes à volta…)
Foi o que fiz hoje. Eram 9 horas da matina e eu segurava um tabuleiro com um grande pêssego, uma banana, um iogurte, pão caseiro, queijo, e um café acabado de fazer. Sentia-me feliz enquanto o pousava sobre uma mesinha e respirava fundo esse cheiro inconfundível das manhãs no campo. Booooa! Tava em férias, e vinha aí um belo dia!
Entretanto, enternecia-me ouvir repiupiupiu, repiupiupiu, e ia pensando. "Que lindo ! Tanto passarinho. Também acordaram cedo!” Toda eu era tolerância.
Eis senão quando, ia descascar o pêssego, e cai-me em cima do iogurte o produto material das minhocas ingeridas pelo repiupuipiu. (que tal o eufemismo?)
Dei um berro de raiva! Deve ter sido de um acidente destes que nasceu a expressão “borrar a pintura”. Estúpido do passarinho.
Mas onde é que já se viu?! O normal é que perante uma necessidade dessas o animal ficasse quietinho, empoleirado num ramo de árvore, num fio telefónico, num telhado, eu sei lá… Mas dá algum jeito estar a aliviar-se enquanto voa?! Vocês, se fossem pássaros, faziam isso a voar? Já não há decoro. E ao menos que olhasse para baixo e reparasse aonde ia cair a porcaria que estava a fazer… Nada! Porco e insensível!
Lá recolhi ao interior, salvei o que podia salvar, limpei o tabuleiro, e decidi passar a desconfiar de passarinhos.
Afixado por Emiéle às 10:36 | Afixadelas (5)
agosto 08, 2005
Praia e pôr-do-sol

Afinal, sou uma mentirosa. :(
Tinha afirmado aqui, convictamente, que ia passar as minhas desejadas férias entre os verdes do campo, que é nesse ambiente que me sinto bem e repousada, e guardaria a praia para uma altura mais serena, mas afinal, catrapus! falto ao combinado logo no primeiro dia! ! !
Até às 4 da tarde foi tudo como previsto. Levantei-me com este sossego do campo, a aldeia arrumadinha à minha volta, paisagem de verdes a perder de vista, passeiozinho a corta-mato pelos campos, tudo segundo o plano, ...até cerca das 4 da tarde.
Aí, o meu filho desafia-me. Vá lá!... era “só para ver”, espreitar se a praia estava tão apinhada de gente e insuportável como quando lá tínhamos ido o mês passado. De lembrar aqui que foi dessa desgraçada experiência, quando vi que a “minha” praia, que eu considerava quase privativa, estava tão apinhada como uma praia da moda, que tinha jurado não voltar lá no período do Verão.
E lá fui, muito desconfiada.
Surpresa!!! Recuperei a “praia privativa”!!! E o mais importante é que estava melhor! Bandeira verde ( caso muito raro naquela praia ), extensão de areia do tamanho ideal, uma temperatura magnífica aquela hora, o único senão era a temperatura da água, mas também para mim tudo o que não seja tropical é gelado. E aprendi hoje um novo adjectivo: ouvi "isto está um algarve".
E depois, o encanto que é o entardecer na praia quando está bom tempo… É um dos momentos de que mais gosto. Momentos mágicos.
Acabámos por voltar para casa porque a fome já era demais, ou ainda lá estaríamos, a esta hora, agora a apreciar... o luar.
Afixado por Emiéle às 21:45 | Afixadelas (5)
Olá! Bom Dia!!!

Ora cá estou!
Mas devem estar prevenidos que a Emiéle que vai passar pelo Afixe nas semanas que se seguem vai colaborar num registo ligeiramente diferente. No sítio onde estou agora a minha ligação à net é um pouco periclitante – o servidor que não é de banda larga, vai-se abaixo de minuto a minuto, e eu não tenho pachorra para estas manias *. O que quer dizer que aquela coisa de ir lendo notícias e procurando links para elas fica de quarentena… Isso leva muito tempo que é coisa que não tenho. Claro que se acontecer algo de importante, quer por cá quer no resto do mundo ( fica bem, não é: “Portugal e o resto do mundo”…?) não resistirei a dar a minha opinião, mas não do modo como costumo fazer.
De resto vou continuar ligada ao Afixe, isto é um pequeno vício, mas apenas com os apontamentos que me apetecer ir fazendo.
Mas claro está, que vou sempre estar presente, isto já faz parte da minha vida!
Até logo.
*(além de ser leeeeento de fazer perder a paciência a um santo, coisa que eu não sou!)
Afixado por Emiéle às 10:47 | Afixadelas (4)
agosto 07, 2005
Preparativos de férias
Creio que há um ditado que diz “das festas, as vésperas”, mas o conceito não se pode transferir directamente para as férias. Pelo menos no meu caso.
E olhem que não sou das mais obsessivas! Conheço pior, mas bem pior!
Os meus preparativos dividem-se em duas partes:
Primeiro, há que deixar tudo em ordem “por cá”. Calcular se entretanto vêm contas para pagar, deixar o frigorífico limpo mas com um mínimo para a chegada, telefonar às pessoas a quem é suposto avisar que não estarei em Lisboa, deixar em ordem as rotinas que habitualmente se vão fazendo durante o dia-a-dia mas que agora se tem de fazer por atacado.
Depois, vem a bagagem. Devo prever o que pode fazer falta, dentro do mínimo que quero levar. Medicamentos SOS, para a tal dor de dentes de surpresa, para o problema intestinal, ou o inevitável anti-inflamatório. O.K. Mas também a chave extra do carro, se não souber onde está a habitual; e mais um par de óculos, mesmo um pouco desactualizados, para o caso de partir/perder os meus; e um fatinho um pouco melhor, se houver uma festa. Já tá! E o carro foi revisto? Óleo, pneus, essa traquitana, toda? O.K. E agora vem a selecção dos livros, que não se pode levar tudo; e mais uns tantos DVD, ou meus ou emprestados, e os discos de que gosto mais…. Espera ! e um segundo carregador do telemóvel, que se este desaparecer não vou conseguir comprar outro nos km mais próximos. E… não me esqueço de nada?
Alto!... O precioso portátil, ou lá se vai a minha ligação ao mundo virtual!
Bem. A caminho!!!
Amanhã ( ? ) dou notícias.

Afixado por Emiéle às 17:32 | Afixadelas (3)
Que alívio
Como claustrofóbica que sou, ( ninguém é perfeito...) a ideia dos desgraçados dos marinheiros russos, à espera do salvamento nas profundezas do oceano, e com a perspectiva de morrerem com falta de ar tem-me dado pesadelos!
Parece que estão salvos!
Uuuuufffff!
Consigo respirar.
Afixado por Emiéle às 16:58
Dava-me cá um jeito!
Ora cá está.
Uma casinha simpática. Tem 103 quartos ( que raio de conta! Porque não 100 ou 110?!), cinco piscina e um heliporto. Sim, porque isto de carros é uma maçada, há trânsito e é uma canseira, por ar é bem melhor.
Tem também um espaçadinho exterior como é natural, 235.000 m2, não é muito mas deve ser agradável para férias. Parece que custa 105 milhões de euros, dizem que no género é a mais cara do mundo, mas penso que não é nada por aí além...
Fico mas é a pensar em 103 quartos… E limpar o pó?
Ná! Acho que não. Vou guardar os meus 100 milhões, e deixar que outra pessoa faça esse investimento em panos do pó.

Afixado por Emiéle às 10:25 | Afixadelas (5)
Quem vê luvas...
Por vezes ponho-me a pensar que quem repare em mim em certos momentos deve imaginar que está a olhar para uma louca varrida, daquelas que se costuma fantasiar metidas em colete de forças.
Ontem, quando vinha a conduzir pela hora do almoço, captei alguns olhares de “colegas condutores” que transmitiam essa dúvida – “tou a ver bem?!”
Explico:
Quando estaciono o carro, costumo parar um pouco para pensar na trajectória do sol ( ou da terra, afinal é ela que anda...) e deixar o interior tapado nos locais onde pode ficar mais quente. Também acontece, se estiver numa rua que me é difícil situar, por vezes enganar-me nesses cálculos.
Ora ontem, apesar de o interior estar tapado em grande parte, o sol acabou por incidir no volante e quando o tentei segurar vi que não tinha suficiente espírito de sacrifício para a proeza!!! Aquilo queimava mesmo! E a minha traquitana não tem lá ares condicionados nem nenhuma dessas mordomias. Janelas todas abertas para arejar, e vai com sorte.
Mas tinha de sair dali e, nem mesmo segurando o volante com o pano do pó eu aguentava. Era mesmo impossível. Então, tive uma ideia: abri o porta-luvas, tirei as luvas que lá andam desde o inverno, e com elas postas, ala que se faz tarde! Mas imaginem as expressões de espanto, das pessoas com quem me cruzava, olhando para uma criatura a suar em bica e de luvas de inverno calçadas...
As figuras que uma pessoa faz!!!
Afixado por Emiéle às 10:13 | Afixadelas (3)
Cinema ao ar livre
A ideia é bem simpática, com o calor que tem feito.
Eu nunca fui a um e, possivelmente, também ainda não é desta que experimento. A verdade é que eu tenho uma série de manias em relação ao “espectáculo-cinema”, e a mais forte liga-se com a magia do ambiente da sala fechada e aquela espécie de privacidade que se estabelece entre o ecrã e o espectador através do escuro e silêncio da sala.
Mas quem quiser, e estiver em Lisboa, vai poder ver até ao dia 20 no 1º de Maio , 13 filmes, por 2 € cada sessão.
Filmes que foram sucesso de bilhereira. Podem ser umas noites bem agradáveis.
Nota:
Já tinha escrito isto tudo, quando a minha memória fez um clic! É claro que já assisti a cinema ao ar livre. Em miúda ou adolescente, nas férias, havia umas sessões muito artesanais e improvisadas, mas cheias de encanto. Pelo que recordo o ecrã seria um lençol e cada um levava uma cadeira de casa… Era uma maravilha! Como é que me tinha esquecido disto?! Talvez pelo contraste com este outro cinema “à séria”.
Afixado por Emiéle às 09:45
agosto 06, 2005
Fumo muito negro
A Catarina escreveu um post que me fez pensar.
“As árvores do meu Pai”
Eu sei muito bem que há árvores muito, muito, antigas.
Conheço algumas mais velhas do que eu, o que não é nenhuma coisa do outro mundo, também não sou assim tããão antiga. Contudo olhar para elas e saber que já estavam em pé quando eu nasci, mesmo sendo tão relativo, faz-me sentir algum respeito.
Mas a Catarina lembra ali, o que eu também sabia, mas estava lá para trás, um pouco na penumbra da consciência: nós temos em Portugal árvores com centenas e centenas de anos. Ela conta que o Pai lhe mostrava umas oliveiras do Alqueva com mais de mil anos.
É assim. Ainda andava D. Afonso Henriques a construir Portugal e as árvores já lá estavam. Nasceu a "ínclita geração" e as árvores estavam lá. Chegou-se à India, descobriu-se o Brasil, e elas continuavam de pé. Sucederam-se dinastias, Portugal teve momentos bons e maus, atravessou guerras e elas a assistirem.
Será verdade, será possível, algumas árvores terem atravessado séculos, para desaparecerem em fumo, deste modo ?

Afixado por Emiéle às 16:50 | Afixadelas (2)
Para desanuviar
Dei-me conta que os meus últimos posts estão muito amargos. Eu não costumo ser tão desencantada...
De modo que decidi deixar uma aqui uma imagem do que vai ser a minha vida a partir de segunda-feira.
(pelo menos gostaria...)

Afixado por Emiéle às 11:45 | Afixadelas (9)
Uma “Teoria da Conspiração” ou dados a analisar?
Na busca que costumo fazer ao fim-de-semana por diversos jornais, notícias de rádio e tv, encontrei esta crónica
Toda ela é interessante, porque refere factos, e termina com 6 propostas ao estado:
1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.
2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).
3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores
4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.
5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.
6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.
Talvez assim…
Afixado por Emiéle às 10:51 | Afixadelas (3)
Efeméride


Foi há 60 anos.
Afixado por Emiéle às 09:41 | Afixadelas (2)
Incendiários
Julgava que não.
Todos os anos se fala nos incendiários, e eu, estupidamente, sempre pensei que havia algum exagero, que seria um caso ou dois, sem grande significado.
Este ano, então, na minha perspectiva os incendiários seriam vários e nenhum humano: a seca prolongada que deixou os campos transformados em palha seca, a continuada ausência de limpeza de aceiros nas zonas florestais, e as temperaturas elevadíssimas que temos sentido em Portugal.
Para mim, isso chegava e sobrava, para justificar este horror da vaga de incêndios.
Estava enganada.
A polícia já prendeu 70 incendiários, e pelos vistos, incendiários confessos. Não há enganos. Um dos detidos explicou que gosta de "ver o fogo". E portanto «ateou cinco fogos, de uma assentada, no mesmo dia, […] deslocando-se de bicicleta ».
Claro que isto é uma patologia.
É, mas terrivelmente perigosa.
Ignoro se tem tratamento e desconfio que não. Estes desgraçados têm de ser detectados, se possível “antes”, e neutralizados. Não se pode tratar de defender os direitos de um cidadão mas defender a sociedade que ele ataca de um modo tão brutal.
Afixado por Emiéle às 09:40 | Afixadelas (6)
Ainda o fogo
É difícil pensar noutra coisa.
Mesmo as cidades que parecem mais “longe” dos acontecimentos, não o podem esquecer. Ontem de manhã, Lisboa tinha o céu escurecido, e dizia-se que era fumo de Mafra. É completamente impossível para quem não mergulhe num completo autismo, abstrair do drama que se vive no nosso país.
Todos nós damos opinião, todos temos ideias. A verdade é que esta história se repete desde há uns anos neste período do ano com pavorosa regularidade.
Ontem ouvi, e li hoje que o ministro da Administração Interna, naturalmente preocupado, vai dizendo que se está a fazer tudo o que é possível, e até pede que os bombeiros voluntários sejam libertados pelos patrões para estarem completamente disponíveis.
Muito bem.
Contudo, há um ponto que me faz espécie. Nas suas declarações até louva o exército, porque disponibilizou 400 homens e um helicóptero .
Como ? ? ?
Temos quartéis cheios de militares e, num caso de uma calamidade desta, continuam as suas rotinas e não são enviados para ajudarem as populações que vivem um drama destes? Foram 400? E UM helicóptero?
É evidente que teriam de ser orientados por especialistas, decerto que desconhecem este combate, o que aprendem são outro tipo de combates. Mas, valha-me Deus, não seria altura de mobilizar essa gente e torná-la útil ?!
Afixado por Emiéle às 09:36 | Afixadelas (2)
agosto 05, 2005
Não é só cá...

Tradução do balão:
«Os preços não aumentaram com o euro. É só uma impressão..»
Afixado por Emiéle às 08:06 | Afixadelas (7)
Faça você mesmo
Hoje é-me difícil escrever sobre outra coisa que não seja o calor!
Felizmente não fui afectada, mas soube que houve uma pane de electricidade que deixou paralisada uma zona da área da Grande Lisboa.
Nós estamos mesmo MUITO dependentes do raio da electricidade!!!
Eu, por mim, desde há uns tempos que ando prevenida com a minha ventoinha privativa. A única energia de que ela necessita é o movimento do meu pulso!
Valha-nos isso.

Afixado por Emiéle às 07:23 | Afixadelas (4)
Mudam-se os tempos, muda-se o modo
…mas a essência continua idêntica. Leio que os ataques à segurança informática com a óbvia finalidade de conseguir destabilizar, violar os sistemas e obter lucros, têm crescido assustadoramente.
Por todo o mundo avalia-se que esses ataques aumentaram 50 % ou seja: 237 milhões de ataques informáticos no primeiro semestre do ano.
É assustador.
São «aparentemente realizados para roubar informação importante, identidades ou para extorquir dinheiro». Falava-se dantes em ladrões de luva branca, temos agora ladrões “virtuais”, muitíssimo reais. É necessário inventar novos conceitos.
Afixado por Emiéle às 07:05 | Afixadelas (2)
Ideia que assusta
Acabo de ouvir numa voz da rádio o que tinha lido há pouco no jornal:
«Para hoje espera-se ainda mais calor»
NÃO!!!!!!
Afixado por Emiéle às 06:44 | Afixadelas (1)
Fogo e calor
Tinha pensado escrever sobre o assunto, mas não o vou fazer.
É certo que os jornais têm como tema principal os horríveis incêndios a que vamos assistindo também nas reportagens de TV. O desespero de quem vê o fogo aproximar-se das casas toca-nos imenso e, apesar de ser de prever devido à falta de chuva deste ano, uma tal violência era difícil de acreditar. É certo que durante o ano não se foi prevenindo e preparando o que podia vir aí, mas o castigo desse desleixo é pesado demais .
É certo. Neste momento creio que este post sem palavras do Monty diz-nos tudo o que podemos pensar.
Afixado por Emiéle às 06:30 | Afixadelas (5)
agosto 04, 2005
Festival do Sudoeste
Este é um Festival de tal modo famoso que dispensa completamente que se fale nele.
Todos sabem.
Em Agosto nesta altura todos os caminhos vão dar à Zambujeira do Mar.
É o famosíssimo Festival do Sudoeste
Começa hoje dia 4, termina domingo dia 7.
Dispensa apresentações.

Afixado por Emiéle às 19:04 | Afixadelas (10)
Calor, calor, calor...

Quem escolheu este mês para as férias esteve bem inspirado!
A verdade é que estes últimos dias em Lisboa têm sido verdadeiramente infernais.
Ontem, pelas 5 e meia, passei por um termómetro dos que estão nos painéis da rua e marcava só 35 º.
Hoje, avisam-nos que vai chegar aos 39 º.!!!
:(
SOCORRO!!!!
Afixado por Emiéle às 09:19 | Afixadelas (10)
O problema das reformas também na Alemanha

Por cá andamos muito e muito preocupados ( sobretudo quem está mais perto da idade onde o problema se começa a pôr ) com a alteração das reformas. Talvez por isso tenho procurado mais informação. Fiquei chocada admirada quando encontrei uma referência ao que se passa também na Alemanha.
Segundo um estudo publicado em 2 de Agosto, a situação por lá está longe de ser famosa!
A “reforma legal” não chega para as necessidades das pessoas e 60% delas não faz economias que dêem para compensar esse momento. Segundo se lê neste artigo, um terço dos futuros reformados arrisca-se a cair na pobreza.
As causas deste problema dizem aqui que são duas, e infelizmente muito parecidas com o que por cá se passa: por um lado o aumento de esperança de vida que não tinha entrado no cálculo que as pessoas faziam quanto às necessidades do seu futuro; por outro lado não ganham o suficiente, para pouparem o necessário que ajudasse a completar o que vão receber como reforma.
É muito preocupante!
Afixado por Emiéle às 08:40 | Afixadelas (4)
Eficiência
Não é da notícia em si de que quero falar, apesar de ser sempre bom referir uma história que acaba bem, quando podia ter sido mais uma catástrofe.
O que me deixa encantada, é a eficiência de um trabalho extremamente bem feito:
Um avião aterrou no Canadá debaixo de uma grande tempestade. É chamada “tempestade extrema”.
Já depois de estar sobre a pista, numa aparente boa aterragem, com aplausos dos passageiros, o avião não se conseguiu imobilizar e incendiou-se.
O que serve de exemplo é que
