outubro 14, 2005

Hoje estou muito pouco razoável

melilla2.jpg

Aí está a proposta do governo relativa às alterações a introduzir à lei da nacionalidade. A alteração fundamental é consagrada de forma tímida e sem ambição:a aquisição da nacionalidade é reconhecida também às pessoas nascidas em território português desde que, no momento do nascimento, um dos progenitores esteja a residir em Portugal há pelo menos seis anos. A cidadania continuará a ser recusada a todas as crianças que nasceram ou venham a nascer em Portugal antes desses seis anos.

A desculpa apresentada para esta opção: se não fosse aquela excepção, Portugal passaria a ser um lugar bastante atractivo para a imigração ilegal. Os progenitores imigrariam para Portugal para propiciarem aqui o nascimento dos respectivos filhos, sabendo que os mesmos ficariam a gozar automaticamente da nacionalidade Portuguesa pela prevalência do critério do jus soli.

E depois? Eu não vejo nada de dramático nisto: reproduziríamos a nacionalidade Portuguesa à décima potência, invadiríamos a Europa de Portugueses de todas as raízes, de todas as raças, de todas as culturas, de todos os sonhos, de todos os cheiros, de todos os ritmos.

Primeiro a Europa, depois o mundo. Todos alegremente munidos do passaporte mais universal de todos: o Português!

E agora ò burocratas de Schengen!

E agora ò senhores agricultores da confortável Europa-dos-direitos-adquiridos, subsidiados parasitas de metade do orçamento comunitário, que viveis à conta de mercados agrícolas protegidos que conduzem à falência a produção agrícola do terceiro mundo, impossibilitada de exportar?

Tomai lá com os homens e as mulheres africanas de amanhã inviável comprado pelas vossas hipócritas "ajudas ao desenvolvimento".

Tomai lá lutadores chiques da guerra anti-globalização, aliados ingénuos dos que, protegendo-se dela, matam a única esperança comercial de o terceiro mundo produzir e escoar excedentes.

Tomai lá com os que um dia se fartaram de dizer diariamente aos filhos que nada tinham para lhes dar e se lançaram por uma jornada temerária em que já nada tinham a perder apesar da sede do deserto e dos arames farpados de Melila.

Tomai lá com tudo, por cada dia em que se adiou o que não podia ser adiado.

Tomai lá com as dores de toda esta gente. Quisemos dar-lhes um nome: são todos Portugueses!

Pronto. Já gritei o que tinha para gritar.


Amanhã é fim-de-semana e somos todos felizes. Eu continuo na nave dos loucos.

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outubro 13, 2005

Ela hoje acordou assim

ava.jpg

A "gaja que não é destas merdas mas pá, um gajo também não é de ferro" faz dois anos na weblog. Parabéns Catarina.

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outubro 12, 2005

Parabéns Luciano

Pavarotti.jpg

Completa hoje 70 anos, data que fixou como a do fim da sua carreira. Celebrará o aniversário com um concerto esta noite na sua cidade natal, Modena, de onde partirá para o definitivo "farewell tour".

[claro que se essa coisa de fazer o upload de ficheiros musicais não fosse para mim um tremendo mistério, já a napolitana "torn'a surriento" estava aqui a tocar]

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Onde está Kéops?

Plan_Great_Pyramid.jpg

Foi sempre muito discutível que a designada "Câmara do Rei" fosse necessariamente a câmara mortuária do faraó Khufu, popularmente conhecido por Kéops. A investigação dos "mistérios" desta pirâmide tem-se focado recentemente nos chamados canais de ventilação (assinalados com "g" na imagem acima), tendo em 2002 sido efectuadas explorações mediante o recurso a um pequeno robot. Este robot veio a terminar a sua "jornada" numa pedra de fecho.

khufu.jpg

Introduzida na altura uma sonda, que realizou um pequeno orifício, constatou-se que a estreita galeria se prolongava. Actualmente, chega-nos a interessante notícia de que uma nova exploração robótica vai continuar esta investigação arqueológica. O arqueólogo Zahi Hawass declara entusiasmado: "I believe that these doors are hiding something... It could be, and this is a theory, that maybe Khufu's chamber is still hidden in the pyramid". Talvez a Grande Pirâmide ainda nos venha a surpreender.

Agora, cá na minha opinião, é melhor terem cuidado. Estes faraós eram danados pra engenhocas. Cá na minha "teoria da conspiração", aquele colosso ainda calha estar seguro só por uma pedra: o pessoal mexe-lhe e era uma vez uma pirâmide!

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outubro 11, 2005

Tentativa de Equacionação do problema - por Estrela Serrano

1. Pressupostos:

- O Público obteve as informações publicadas sobre Fátima Felgueiras de fontes que considera credíveis, que pediram o anonimato, condição que foi aceite pelo jornal;
- O Público conhece os nomes das pessoas do Secretariado Nacional do PS com quem, segundo afirma, Fátima Felgueiras falou mas não os divulga para não trair as suas fontes;
- Apesar dos desmentidos, o Público considera que as suas fontes são mais credíveis do que as entidades que fizeram o desmentido e tem a certeza de que não foi enganado;
- O Público não considera credível a resposta de Fátima Felgueiras, apesar de não ter sido desmentida por qualquer das entidades citadas.
- Apesar da “pressão” de alguma opinião publicada, sobretudo em blogs, o Público acha que não deve nenhuma explicação aos seus leitores;


2. Questões em aberto:

- O Público continua a manter as notícias?
- Dada a dúvida criada, após a resposta de Fátima Felgueiras, o Público reflectiu sobre a possibilidade de as suas fontes o terem induzido, voluntária ou involuntariamente, em erro?
- A ter-se verificado esse erro, admitiu o Público a possibilidade, permitida pela deontologia da profissão, de se desvincular do anonimato das fontes, revelando os nomes de quem lhe deu a informação e das pessoas com quem Fátima Felgueiras terá falado?
- Será que proteger fontes que eventualmente enganaram o jornal é mais importante que preservar a sua credibilidade, assumindo o erro?

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Antes pelo contrário

A minha abordagem era mesmo interessada.

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outubro 10, 2005

O Povo é soberano

Quando vejo as alcateias a aplaudirem os cães de fila, a espumarem de ignomínia, esta é uma das imagens que me vem ao pensamento.

inquisicao.jpg

[Tribunal da Inquisição, Goya]

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10 de Outubro de 1985

MacBeth_Welles.jpg


"For thirty years people have been asking me how I reconcile X with Y! The truthful answer is that I don't. Everything about me is a contradiction and so is everything about everybody else. We are made out of oppositions; we live between two poles. There is a philistine and an aesthete in all of us, and a murderer and a saint. You don't reconcile the poles. You just recognize them"

[Orson Welles morreu há vinte anos e aquele ali em cima é, de entre todos, o meu filme]

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outubro 09, 2005

Fátima Felgueiras quer que se tirem ilacções


Bem lembrado. Tenho mesmo de ir à casa de banho. Até já.

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Entretanto, na sede de Carrilho...

O PS fugiu, não veio ou não atina com o Altis.

Ena! Ali está alguém: o maestro Vitorino de Almeida lamenta-se que Lisboa continuará a não ser uma capital cosmopolita. Aguarda-se que Eduardo Prado Coelho alinhe uns lugares-comuns um nadinha melhores dentro de meia-hora.

O pequeno Dinis está triste.

A Bárbara continua gira.

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Pontapé no...onde quiserem

Jorge Coelho

Avelino Ferreira Torres

Mesquita Machado (falso alarme!)

(em actualização)

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CDU firme e hirta

Entre uma esquerda marxista-leninista sem hesitações, que fala claro para a classe trabalhadora, e uma esquerda que parece afastar-se dessa classe para falar para fracturantes grupos urbanos, seleccionados como uma espécie de "targets" preferenciais, o povo socialista continua a preferir a primeira. Não estou a fazer um juízo de valor, dado que o futuro de qualquer uma dessas esquerdas me é indiferente: apenas constato uma realidade indesmentível quando se encara a respectiva representatividade democrática.

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Fernando Seara com maioria absoluta em sintra

A diferença entre a gestão urbanística socialista no passado e a gestão de Seara é do dia para a noite. Seara estancou o fartar-vilanagem (que continuou no concelho vizinho da Amadora, com a aliança Raposão / Patos Bravos). Mas fez mais: entre a obra de fachada, ou a obra marcante, optou pela obra de fundo, em especial no que se refere ao impulso dado ao saneamento da maioritária mancha rural do concelho.

Moral da história: os sintrenses têm memória e sabem do que não querem repetir.

João soares é o menos culpado pela derrota. Não duvido de que, noutras circunstâncias, poderia ser um bom presidente.

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outubro 07, 2005

E agora "Europa"?

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(Foto: AFP)

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7 de Outubro de 1571 - Lepanto

battle_of_lepanto.htm_txt_lwf341.gif

White founts falling in the Courts of the sun,
And the Soldan of Byzantium is smiling as they run;
There is laughter like the fountains in that face of all men feared,
It stirs the forest darkness, the darkness of his beard;
It curls the blood-red crescent, the crescent of his lips;
For the inmost sea of all the earth is shaken with his ships.
They have dared the white republics up the capes of Italy,
They have dashed the Adriatic round the Lion of the Sea,
And the Pope has cast his arms abroad for agony and loss,
And called the kings of Christendom for swords about the Cross.
The cold queen of England is looking in the glass;
The shadow of the Valois is yawning at the Mass;
From evening isles fantastical rings faint the Spanish gun,
And the Lord upon the Golden Horn is laughing in the sun.

G.K. Chesterton

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Micro-Causa - A nossa abordagem

Pode o "Público" esclarecer SFF se não foi antes pela graça de Oxalá, pela inspiração de Lyami, pela incorporação de Yemanjá, pela expressão de Oxum, pelo retorno de Oxumaré, pela recordação de Obaluaye, pelo arrebatamento de Xangô ou pelo êxtase de Iroko, entidades emissoras de Yorubá, que Fátima Felgueiras manteve contactos extra-sensoriais reencaminhados pela estação receptora da santinha da Ladeira para o Secretariado Nacional do PS? E é ou não verdade que José Manuel Fernandes, director do referido jornal, descobriu-se médium ainda em pequeno, depois de entornar um prato de cerélac recorrendo apenas à força da mente, e que desde então está apto, não raras vezes, a dispensar o recurso a quaisquer fontes para acesso ao facto noticioso, simplesmente porque ele sabe que sabe que foi assim?!

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outubro 06, 2005

Não chega já o que temos?

Lei 5/2002 de 11 de Janeiro:

Artigo 7.º
Perda de bens

1 - Em caso de condenação pela prática de crime referido no artigo 1.º, e para efeitos de perda de bens a favor do Estado, presume-se constituir vantagem da actividade criminosa a diferença entre o valor do património do arguido e aquele que seja congruente com o seu rendimento lícito.
2 - Para efeitos desta lei, entende-se por património do arguido o conjunto dos bens:
a) Que estejam na titularidade do arguido, ou em relação aos quais ele tenha o domínio e o benefício, à data da constituição como arguido ou posteriormente;
b) Transferidos para terceiros a título gratuito ou mediante contraprestação irrisória, nos cinco anos anteriores à constituição como arguido;
c) Recebidos pelo arguido nos cinco anos anteriores à constituição como arguido, ainda que não se consiga determinar o seu destino.

Artigo 9.º
Prova

1 - Sem prejuízo da consideração pelo tribunal, nos termos gerais, de toda a prova produzida no processo, pode o arguido provar a origem lícita dos bens referidos no n.º 2 do artigo 7.º
2 - Para os efeitos do número anterior é admissível qualquer meio de prova válido em processo penal.
3 - A presunção estabelecida no n.º 1 do artigo 7.º é ilidida se se provar que os bens:
a) Resultam de rendimentos de actividade lícita;
b) Estavam na titularidade do arguido há pelo menos cinco anos no momento da constituição como arguido;
c) Foram adquiridos pelo arguido com rendimentos obtidos no período referido na alínea anterior.


Isto cá para mim é quanto baste.

Não deveria antes o Sr. Dr. Jorge Sampaio manifestar preocupação pela falta de meios de investigação criminal que permitam levar à prática, com eficácia e com resultados, o quadro legal que já está ao dispôr das polícias e do Ministério Público, designadamente a Lei 5/2002 de 11 de Janeiro?

E a Lei 11/2004 de 27 de Março, sobre prevenção e repressão do branqueamento? Tem tido efectiva aplicação? Tem sido dado cumprimento aos deveres que impendem sobre as entidades financeiras e não financeiras nela mencionadas? Tem sido fiscalizado o efectivo cumprimento desses deveres?

Também não seria mau lembrar que da última vez que se quis aumentar a eficácia da investigação criminal, mexeu-se na regulamentação sobre escutas, revistas, etc. Foi também um governo PS cheio de boas intenções. Quando os resultados da nova legislação tocaram aos dirigentes da irmandade do rato, caíu o Carmo e a Trindade e foi o triste espectáculo a que todos assistimos.

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Felgueiras inspira outros audazes

El ex presidente peruano Alberto Fujimori, que huyó a Japón por escándalos de corrupción en su país, ha anunciado oficialmente desde allí que se presentará a las elecciones presidenciales de Perú el próximo mes de abril, pese a estar inhabilitado para ejercer cargo público hasta el 2011 y tener cargos pendientes con la Justicia.

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Hombre! Mira el PSOE rendido al mercado!

La comisaria europea de Competencia, Neelie Kroes, apuntó hoy que "los argumentos" de Endesa para que la oferta pública de adquisición (OPA) de Gas Natural sea examinada en Bruselas "parecen serios", aunque precisó que "hay que esperar" a que el Ejecutivo comunitario concluya su valoración al respecto.

Ante la comisión de Asuntos Económicos del Parlamento Europeo, Kroes recordó la posición de Endesa, según la cual, al disponer de más de un tercio de su facturación fuera de España, la transacción "tiene dimensión comunitaria" y debe por tanto ser examinada por la Comisión Europea en vez de por la autoridad española de Competencia.

La comisaria se pronunció sobre la cuestión a raíz de una interpelación del eurodiputado del PP Cristobal Montoro, quien había reclamado la "presencia de la Comisión" en este asunto, al considerar que "no es admisible que nazcan empresas grandes" en el sector energético "que perjudiquen al consumidor"

El eurodiputado del PSOE Antonio Masip tomó posteriormente la palabra para sostener que la posible concentración energética se explica sólo por razones de mercado.

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Tribunal de Cascais - Monólogo

214 824 900

Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...talvez jazz
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...parece jazz
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...é..parece....
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...é, é mesmo jazz
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...eu até gosto de jazz
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido... eu estou calmo, o jazz acalma...
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido... o jazz relaxa...
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...relaxa..relaxa...enrola, desenrola, respira.... o jazz ajuda a esquecer o Alberto Cos...ok! nada ok! Má onda ... Não devias ter pensado, falado, lembrado, o que-fosse-do gajo! apaga do pensamento! delete! Abort! demasiado tarde! F.....-se!

Tribunal de Cascais, boa tarde! Obrigada por ter aguardado.

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outubro 04, 2005

Turkey and the hypocrisies of Europe - by Fred Halliday

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[Fred Halliday é Professor de Relações Internacionais na London School of Ecconomics e reconhecido especialista nas questões do Médio-Oriente]

A rhetorical device favoured by opponents of Turkish entry is to affirm the “Christian” (or “Judaeo-Christian”) foundations of Europe. The former French president, Giscard d’Estaing; the current Italian prime minister, Silvio Berlusconi; the European Union commissioner for the internal market, Fritz Bolkestein; leaders of the opposition CDU in Germany, Angela Merkel and Edmund Stoiber - are just some of those who invoke this alleged religious-historic identity.

The argument ignores three basic realities. First, the cultural, political and linguistic origins of European lie in Greece and Rome, and long predate Christianity (the word “democracy” is found nowhere in the Bible). Moreover, Christianity and Judaism are in their origin not European at all, but - itself a testament to 2,000 years of interaction - religions that originated and have long flourished in the middle east.

Second, Muslim empires - and in particular the Ottoman, precursor of the Turks – have a record of historic tolerance of Jews and other minorities that (while open to considerable criticism) is far superior to that of Christian Europe. Indeed, the permanent Jewish population of around 50,000 in modern Turkey, descendants of those expelled by Christian Spain in 1492, is testimony to one of the best records of toleration of Jews of any country.

Third, the contemporary culture of Europe is not in any meaningful sense Christian; it is, rather, secular in tone and content if not actually hostile to religion.

The prominent European political figures cited above may concede these points, but then shift the argument to the defence of certain basic European principles like equality between men and women. Yet here, no one examining the record of the Vatican, for example – from its 1968 encyclical Humanae Vitae to the letter to Catholic bishops on 1 August 2004 and its catastrophic policy on contraception and Aids - can believe that this variant of Christianity is compatible with core modern, human, values.

History’s shadow

Many opponents of Turkish entry to the European Union question whether Turkey (or Islam) is part of Europe. The truth is that in terms of its cultural and religious presence Islam has been integral to Europe for over 1,000 years – including 800 years in Spain and at least 600 years in the Balkans and Russia.

What is true of religion is equally so for power politics: the Ottoman empire was a component of the European great-power system, variously allied with Britain and France (against Russia in the Crimean war of 1853-56) and with Germany (against Britain and France in the first world war).

Even more important, in the past century Europe has been unable to insulate itself from the process of politics in Turkey itself. Turkey played the key role in detonating the explosion of 1914 – one that destroyed the old European order and led to the European civil war of 1914-1991 from which we are just emerging. Its precedent lay in a fundamental event of modern European and middle-eastern history, the Young Turk revolution of 1908. This event led to the Balkan wars of 1911-1913, from which emerged the radical Serbian nationalism that killed Archduke Ferdinand in Sarajevo in June 1914.

This is a reminder that the modern politics of Europe are inextricably shaped not by the fantasies of Brussels - capital of a country that has pioneered a radical form of ethnic-political separatism – but by the condition of the middle east. There are many illustrations of the point: the impact of the Algerian war on France in the late 1950s, of Afghanistan on the Soviet Union in the 1980s, and of Morocco on Spain in the 1920s and again on 11 March 2003. Whether or not the EU opens the way to Turkish membership, intimate bonds tie Europe to events in its neighbouring region.

Does Turkey qualify?

The discussion of Turkish membership of the European Union is dominated by the legal and constitutional requirements Turkey is expected to meet in order to qualify. Where these reflect progress in implementing the rule of law, ending torture, ensuring the rights of women, and creating a reasonable federal solution to the Kurdish question, then – as the Turkish writer Soli Özel has written – many Turks welcome the changes.

The Turkish state’s deficiencies over human rights and the rule of law explain its civil society’s enthusiasm about Europe. This civil society wants to accelerate a democratic process in the country. Europe should help it - but Europe (witness Berlusconi’s great escape from corruption charges and the illegalities of party funding in France) has little moral authority to lecture the world about political standards.

Indeed, it could be said that in key respects Turkey is too European, in that it shares with France a rigid and (for human rights) lamentable concept of state secularism. The French proclaim themselves defenders of secularism as if their 1905 legislation had patented the idea, but forget that clothing bans (as in the country’s new law forbidding the wearing of religious apparel in schools) are valid under international law only if they relate directly to national security - certainly not the case over the hijab. There is only one consistent, universalist and secular position on the wearing of religious headwear - for Muslims, Catholic nuns, or Orthodox Jewish haredim alike: to be against it, but to defend the right to wear it.

The argument over whether Turkey qualifies for the European Union often spills over into other important areas: Cyprus and the Armenian genocide.

The Cyprus question remains unresolved but to hold Turkey of all countries responsible for the current impasse is grotesque. Turkey is certainly responsible for abuses in the years after the island’s independence in 1960, but its main agonies lie in the conflict and partition of 1974, when Greek Cypriot nationalists helped by Athens organised an illegal coup that provoked a Turkish invasion. It is that intransigent and manipulative Greek nationalism which in early 2004 blocked a reasonable settlement proposed, after lengthy negotiations, by Kofi Annan. The Turks are right to say that the United Nations, not the European Union, must find a solution to Cyprus.

The issue of the Armenian genocide is one that Turkish nationalism has refused to acknowledge. The best way to proceed in resolving it is not through inter-state confrontation but to work with those Turkish historians and writers who are prepared to recognise what happened on developing a common, and documented, account of the events of 1915.

A focus on the genocide serves, moreover, to absolve Europe (including Russia and Turkey itself) from a comparably grave injury to the Armenians – their confinement in the aftermath of 1918 to a landlocked mini-state around Yerevan. In any case, Europe cannot easily make official recognition of the Armenian genocide a condition of Turkish entry without exposing its own hypocrisy: Germany’s record in Namibia in 1904 and Europe in the 1940s, Italy’s in Libya after 1911, Belgium’s in the Congo in the 1900s, Spain’s in the Americas and Portugal’s in Africa after 1500, are sufficient evidence.

A modicum of post-imperial self-criticism - including the Turks as inheritors of the Ottoman empire - is in order here. This would encompass two further issues that are currently less discussed than Cyprus or Armenia: Kurdish rights in Turkey, and Turkey’s role in the Kurdish areas of northern Iraq.

A question of culture

All sides in the debate over Turkey and the European Union seem to want to invoke a fixed - “essential” or “true” - version of European culture to which Turks, and Muslim immigrants in general, should adhere. Proponents of Turkish entry see this culture as open and cosmopolitan; opponents see it (or its Leitkultur (“leading culture”), as espoused by the CDU) as incompatible with Islam.

The argument that every society and political system needs a Leitkultur is not in itself invalid, and most people in Turkey would agree with its presupposition. What is in question is how this Leitkultur is defined. European culture is no more frozen in time than are Europe’s external frontiers; rather, it is a set of possibilities that modern society and politics can define. All cultures (including Muslim ones) can be open or closed, and all can and do change.

European arrogance over Turkey is a definite barrier to the deeper opening that the 17 December decision should register. This is evident too in the comprehensive ignorance of Turkey among many of Europe’s politicians, commentators and intellectuals. How many pontificating voices know the basic facts of Ottoman and Turkish history, including repeated violations inflicted by the country’s Christian neighbours over the last three centuries, culminating in the attempted subjugation of the country by Britain, France and Italy after the first world war? How many know the tiles of Iznik, the films of Yilmaz Güney and Handan Ipekci, the poems of Nazim Hikmet and Orhan Veli Kanik, the novels of Yasar Kemal and Orhan Pamuk - or even the joys of Imam Bayildi? Such historical and cultural knowledge might teach a lot about politics also.

In short, Europe’s decision over Turkey, and the wider issues of coexistence, multiculturalism and different values it signifies, is a moment not for Turkish citizens and Turkish immigrants to learn German or English (which they or their children will anyway) but for Europeans to start learning Turkish – and perhaps eat köfte at least once a week. The more Turks and Europeans mix and mingle, the more the truths of their shared past, present, and future will emerge.
[Artigo retirado daqui]

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outubro 01, 2005

Post Lambe-Botas

Ponto d'ordem à mesa em três ordens de razões:

1. Eu adoro o "Blasfémias" e adoro o CV do nosso Paulo Querido bem como essa sua obra magnífica do império que é este condomínio em que blogamos.

2. Ah! E também venero o João Miranda - apesar disso de venerar ser uma aitude muito pouco liberal -; só não tenho um João Miranda em casa porque não sei onde se compram.

3. Aqui no afixe a gente até calha ter cada um sua cabeça e sua sentença. Só quando as coisas azedam é que avançamos para um acórdão de uniformização de jurisprudência, havendo apesar de tudo sempre lugar a votos de vencido.

4. Não sei o que é um blogue credível. [Afinal saíram-me quatro razões! Estou um mãos-largas!]

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setembro 29, 2005

Elefante Branco supera auto-europa nos custos de competitividade

Volkswagen pagó prostitutas a su ex director de personal Peter Hartz

El anterior responsable de personal del fabricante automovilístico Volkswagen, Klaus-Joachim Gebauer, ha reconocido que la compañía pagó "a menudo" los servicios de prostitutas a su antiguo director de personal, Peter Hartz, íntimo ex colaborador del canciller, Gerhard Schröder, y creador de las reformas laborales que aplica el Gobierno.

La revista alemana ofrece con todo detalle los hoteles y locales de alterne a los que acudían los directivos en destinos como Lisboa, Praga y la India con todos los gastos pagados a cuenta de Volkswagen.

'Stern' asegura que una de las prostitutas que Hartz frecuentaba tenía 24 años, era de origen brasileño y que estuvo con este ejecutivo el pasado mes de mayo tras encontrarse en el club "Elefante Branco" gracias a la mediación de Gebauer.

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Boas tradições que se perderam

 

A Vehmgericht. Para cuidar com eficiência de Avelinos, Fátimas, Isaltinos e espécies análogos.

[Perdoem-me se estou um pedacito azedo, mas tal como o Pedro Cordeiro, também estive a ler a "Visão"]

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Sabe bem voltar a ler José António Barreiros

A Luta continua!

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setembro 28, 2005

Não é só o FECÊPÊ que está de parabéns hoje


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Há países com sorte

JeanSmile.jpg

Este borrachinho * é a nova chefe de estado do Canadá, em rigor, ela é a 27ª Governadora-Geral by appointment of Queen Elizabeth II. Nós por cá ... sem comentários

* O comentário acima foi objecto de reparo pela "Liga das Combatentes Contra Todo o Tipo de Comentário Directa ou Aparentemente Machista, Sexista ou Afim E Que Levam a Vida Demasiado a Sério", pelo que, respeitosamente, onde se lia ... aquilo ... deve passar a ler-se: Michaëlle Jean é a nova chefe de estado do Canadá. Natural de Port au Prince, Haiti, emigrou com a família para o Canadá em 1968, fugindo ao regime ditatorial de Duvalier. Licenciada em letras (Italiano e Literatura Hispânica) pela Universidade de Montréal, destacou-se no envolvimento empenhado em organizações de apoio social à imigração no Québec. Desenvolveu uma destacada carreira no jornalismo, abrilhantada com diversos galardões de prestígio. É casada com o cineasta Jean-Daniel Lafond, que por acaso também é um tipo vistoso.. A quem se sentiu ofendido ou incomodado, pedimos as devidas desculpas. Fomos certamente negativamente influenciados pelos jornalistas canadianos que lemos e que teimam em qualificar a senhora de "femme énergique et belle", desta forma contribuindo para eternizar um estereótipo estético de não inclusão da mulher com parâmetros de beleza alternativos, estereótipo esse que tende a desconsiderar a alma, a personalidade e o currículum vitae.

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Sentença

lynndieengland.jpg

A US woman soldier was last night sentenced to three years in jail and given a dishonorable discharge for her role in detainee abuse at Iraq's Abu Ghraib prison.

Private England apologised for her actions and said she remained an American patriot.

"After the photos were released, I've heard that attacks were made on US armed forces because of them," she said.

"I apologise to coalition forces and all the families," Private England told the jury of five officers, also apologising to "detainees, the families, America and all the soldiers."

She said she posed for the photos at the behest of Private Charles Graner Jr, the boyfriend who she said took advantage of her love and trust while they were deployed in Iraq.

"I was used by Private Graner," she said. "I didn't realise it at the time."

Private Graner is serving a 10-year sentence for abuses at the prison.

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gapingvoid.bmp

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setembro 27, 2005

O que talvez explique a vanguarda de Espanha no takeover energético

Em castellano, concorrência diz-se competencia.

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Arábia Saudita - Esse país repleto de oportunidades

saudi.jpg

Tony Blair and John Reid, the defence secretary, have been holding secret talks with Saudi Arabia in pursuit of a huge arms deal worth up to £40bn, according to diplomatic sources.


Os Sauditas só pedem três pequenos favorzinhos.


Defence, diplomatic and legal sources say negotiations are stalling because the Saudis are demanding three favours. These are that Britain should expel two anti-Saudi dissidents, Saad al-Faqih and Mohammed al-Masari; that British Airways should resume flights to Riyadh, currently cancelled through terrorism fears; and that a corruption investigation implicating the Saudi ruling family and BAE should be dropped. Crown prince Sultan's son-in-law, Prince Turki bin Nasr, is at the centre of a "slush fund" investigation by the Serious Fraud Office.

A violência e o puritanismo religioso das correntes radicais sauditas só saem fortalecidos com o favorecimento do nepotismo da tirana casa de Saud.

Mas se se assume que tem de ser assim, ou seja, que temos de conceder esses favores e os decorrentes riscos para se fazerem bons negócios - e eu não tenho nenhum preconceito contra os bons negócios proporcionados pela confortável sociedade capitalista -, que temos de nos conformar com uma Arábia Saudita sem remédio democrático possível, em que a alternativa é entre os tiranos beduínos que estão no poder - e que matam qualquer possibilidade de existência de uma sociedade civil pluralista e, logo, de construção de alternativas moderadas, uma economia de mercado aberta e um sistema de partidos e de poder judicial independente - e os wahabitas do Sr. Bin Laden que os querem derrubar - igualmente sinistros -, então, perdoem-me a provocação, mas tiremos daí as devidas consequências: não deverão os familiares das próximas vítimas de acções terroristas beneficiar de uma percentagem aceitável nas mais-valias destes negócios, em jeito de indemnização proporcional? Invertendo o adágio latino: Ubi incomoda ibi comoda, quem tem os incómodos...

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Venezuela: juíza do processo que envolve co-piloto português renunciou a funções

Com mais este "precalço", o julgamento deste cidadão Português já passou dos vinte adiamentos. De que é que a República Portuguesa estará à espera para apresentar uma queixa formal contra a República Bolivariana da Venezuela, na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra?

Também gostaria de perceber o que é que a Amnistia Internacional pensa desta caricatura de justiça, já que, consultado o respectivo site e relatórios nacionais, não se encontra uma única referência a esta obscenidade.

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setembro 25, 2005

Serenou. Saravá!

favela.jpg


Eu cheguei no samba agora

Mas aqui eu vou ficar

Pois quem é mesmo do samba

Vai até o sol raiar

O sereno tá caindo

Tá caindo devagar

Vai cair chuva miúda

E o samba não vai parar

Serenou lá na Mangueira

Serenou lá na Portela

Serenou em Madureira

Serenou lá na favela

Serenou lá no Salgueiro

Serenou lá no Capela

Serenou na minha casa

Serenou na casa dela


[Martinho da Vila]

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setembro 21, 2005

Horas de entretenimento

Um colega americano de Philadelphia, obviamente liberal, em suma, um esquerdalho, manda-me este link para entretenimento nas pausas de trabalho e que amavelmente partilho convosco. Naturalmente, o gajo gosta pouco do Georgie, mas acho que não se sente um anti-americano por isso. Divirtam-se.

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setembro 20, 2005

A eterna questão da produtividade

Ainda hoje Vitor Constâncio e João Salgueiro alertavam novamente para o principal problema nacional: a falta de produtividade. Há que reconhecê-lo, a questão é tão grave que inclusivamente atinge o sector blogueiro: atente-se no exemplo deste notável blogger que, para além de uma solitária posta escrevinhada em 27 de Agosto, certamente em trânsito entre Barcelona e Paris...

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An Irish Couple

casal irlandes.jpg

A par do invejável desenvolvimento económico, a Irlanda vem-se destacando por uma notória preponderância do papel da mulher no seio do casal.

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1908-2005

wiesenthal.jpg

Perguntado, em Outubro de 2001, por Simon Hattenstone, jornalista do "Guardian", sobre se o Holocausto o havia feito perder a fé em Deus, Simon Wiesenthal disse que não responderia por ser uma questão pessoal. E a fé na Humanidade? Insistiu o jornalista.

"For humanity we must work."

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setembro 16, 2005

Bom Fim-de-Semana

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setembro 15, 2005

António Vitorino e a GALP

A sociedade de advogados "Gonçalves Pereira, Castelo Branco e Associados" terá ou não sido escolhida pela GALP por se dar a coincidência de António Vitorino ser seu sócio? A pergunta é legítima, porque pelo menos quem anda no métier sabe que quem assessorou a GALP no passado recente foi a equipa Portuguesa da Linklaters e não a GPCB.

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da blogosfera dos poetas

Pergunta-me então Helena, a questionadora, depois de me ver entrar no templo e repetir os gestos que não conhecia em mim.
- Porquê isso?
“Isso” era o mergulhar a mão na água benzida (não sei se benta, mas pelo menos benzida), era o gesto que ninguém me ensinou, mas que eu aprendi.
- Isto “é sem porquê”, Helena, é como a rosa.
- Mas se não és católica…
- Mas sou um ramo de uma geração agarrada a ramos e ramos de gerações agarradas a um tronco, a uma tradição.
- Mas tu não tens que…
- Justamente. É por sentir que não tenho que, é por saber que não tenho que, é por não ter que, que eu posso, que eu ouso o gesto a que nunca ninguém me obrigou. O gesto que posso ou não fazer, mas que escolho e decido fazer. Em liberdade.
É uma forma de reverenciar todos os que, antes de mim, fizeram o mesmo gesto. E neste pequeno gesto eu pronuncio o meu respeito por todos os que me conduziram até hoje. E aceito-os em todos os seus gestos. E assim me aceito em todos os meus gestos e não gestos. É uma forma de paz. A paz é o respeito pela tribo ousando distanciar-me dela, mas aceitando fumar o cachimbo.

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Frase que me apetece hoje

"Ama como a estrada começa"

Mário Cesariny

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setembro 06, 2005

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Isto não está bom

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06 SET 05 - AOFA convida Oficiais a Opção por uma 2ª refeição - almoço de tipo frugal para que seja possível proceder à análise das medidas aprovadas, num espírito de disponibilidade para a Privação em prol dos Valores da Condição Militar que defendemos.

13SET05, Terça-feira , MANIFESTAÇÃO DE MILITARES (à civil) e da familia militar, em Defesa da Condição Militar. Concentração no Maquês de Pombal pelas 18h30.

E eu sei que os militares têm razão: por que razão não adoptou o Governo para a situação dos militares e relativamente às medidas anunciadas, um periodo de transição até 2009, como parece querer fazer para os detentores de cargos políticos, ou mesmo até 2013, como igualmente vai dizendo que fará para os autarcas e membros dos Governos Regionais?!

A razão é muito simples: o governo só recua para contentar e satisfazer os interesses dos grupos que não estiverem impedidos, pela sua condição institucional, de berrar mais alto, a começar pelos próprios titulares de cargos políticos.

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O Programa discursado

Sinceramente e sem qualquer má vontade julgava tratar-se de uma blague dos adversários de Carrilho, mas a realidade confirma-o: a cerca de um mês das eleições autárquicas, o programa de Carrilho para um projecto de capitalidade (sic! palavras do próprio) reduz-se a um discurso de apresentação oficial de candidatura com os clichés habituais - humanizar, recentrar, sustentável, valorizar, segurança, solidariedade et al - sublinhados a bold.

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Sem título

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Bela

A homenagem pessoal feita pela Catarina a New Orleans.

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Carrilho Imbatível


"A experiência democrática é importante" [Eu até sou de esquerda!]

Ainda assim e por outro lado,

"Eu acredito na matemática, acredito na estatística!"

De tal forma que,

"Os indicadores são uma antecipação da vontade dos cidadãos"

Donde, forçosamente e olhem como se desenha um círculo (!),

"Os votos são antecipados também pelos indicadores."

Programa, qual programa?!

"Nós temos muitas ideias!" [Ainda agora regressei de Barcelona cheio delas!]

Mas Dr. Sá Fernandes, o Sr. devia ter vergonha e se calhar até pedir desculpa em público! Com efeito, [esta é que o adversário não esperava!]

"O Sr. nunca geriu uma instituição ou empresa pública!!"

Na mouche! Quem lhe manda viver da advocacia?! [Muito bem apanhada esta, pelo animal político Carrilho: toma a boleia da elevada consideração em que os cidadãos têm os gestores públicos para desqualificar profissionalmente o adversário]

"A advocacia é isso. Viver de problemas!" [Que mau!]

Sá Fernandes está nitidamente encostado à parede pela contundência épica do argumentário de Manuel Maria. Quase tem de pedir desculpa pelo incómodo de nunca ter calhado gerir uma empresa pública. Bem-feito! Quem lhe manda andar à esquerda? Depois sujeita-se a estes impropérios.

"Geri um escritório de advogados. Cada um gere o que tem!"

Pois! Mas não chega.

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setembro 05, 2005

Passaporte Carrilho

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Debate entre Sá Fernandes e Carrilho na SIC-Notícias.

Eis Carrilho no seu melhor de patego embasbacado pelas metrópoles habituais da civilizada e doce Europa, sanctum-sanctorum de um certo cosmopolitismo demodé. Já Eça e Fernando Pessoa descreviam este traço bem vulgar do pior do provincianismo Português travestido de cosmopolitismo para impressionar papalvos.

"Em Madrid há..."

"Em Paris têm..."

"Em Barcelona fazem..."

"As grandes Câmaras do mundo..."

"Para uma cidade como Barcelona..."

"Em que capital da Europa se vêem carros estacionados nos passeios?..."

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"O Sr. fala muito mas há falta de mundo. Olhar para Barcelona. Olhar para Paris..."

Também poderia ter falado em Buenos Aires, Bombaim, Beirute ou Montréal, mas acho que estes destinos não constam da "Cartilha" nem oferecem pontos/milhas no cartão da TAP.

Vá lá, no final sempre tinha ido também ao Intendente - nem tão mal! -onde terá descoberto pessoas que anseiam por câmaras de video-vigilância, assim-comássim, as câmaras-em-mira-da-faca-na-liga da TVI nem sempre podem estar em todo o lado, sempre se vão aviando com outras.


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Coisas mais ou menos complicadas

Bom Dia!


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Depois conto a história deste Kouros.

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Eu até acho, assim como quem não quer a coisa, uma certa piada ...

...à sede de protagonismo no palco mediático do afixe de um certo aphixador que agora até muda o nick em vigôr há atrasado para outro começado pela letra "C" só para surgir em destaque no roll-on da página. Mas escusava de ficar em terceiro, poderia até ter sido mais audaz e optar por "Acácio", "Abu-Bakr", "Absalão" ou "Alegrete (Marquês de)" e sempre ficaria com a senha 01 na fila de atendimento ao público.

Afixado por Gibel às 01:21 | TrackBack

MARQUES MENDES NÃO PODIA ESTAR MAIS CERTO

Se digitarem como termos de pesquisa no google as expressões Portugal independente não surgirá como resultado nenhum link para uma página sobre Aljubarrota, Nossa Senhora da Conceição ou Manuel Monteiro. Aparece justamente TVI e SIC online. Coragem Marques Mendes!

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setembro 01, 2005

A Ler

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A entrevista de Salman Rushdie, na edição de Agosto da revista Reason.


Rushdie: The idea of universal rights—the idea of rights that are universal to all people because they correspond to our natures as human beings, not to where we live or what our cultural background is—is an incredibly important one. This belief is being challenged by apostles of cultural relativism who refuse to accept that such rights exist. If you look at those who employ this idea, it turns out to be Robert Mugabe, the leaders of China, the leaders of Singapore, the Taliban, Ayatollah Khomeini. It is a dangerous belief that everything is relative and therefore these people should be allowed to kill because it’s their culture to kill.

I think we live in a bad age for the free speech argument. Many of us have internalized the censorship argument, which is that it is better to shut people up than to let them say things that we don’t like. This is a dangerous slippery slope, because people of good intentions and high principles can see censorship as a way of advancing their cause and not as a terrible mistake. Yet bad ideas don’t cease to exist by not being expressed. They fester and become more powerful.

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Lendo os comentários de raiva que aqui vão sendo depositados...

Parece que o povo soarista está bastante nervoso. O mais notável é nem sequer perceberem a ironia quando é usada, e merecida pelos erros tácticos que a respectiva campanha está a cometer. Seria bom que não esgotassem os insultos todos. Até porque ainda não viram tudo. Ainda se há-de falar muito dos amigos e apoiantes de Soares e seus interesses. Em suma, da Corte.

Entretanto, não me sai da cabeça, na cerimónia de ontem, a presença e o apoio daquela senhora empresária, representante-tipo da direita anti-cavaco, por acaso ligada a uma empresa há muitos anos em litígio com a Segurança Social por causa de uns milhões de euros que acha que não tem de pagar. Revelador.

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Temos Rei

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Soares tem, reconheço-o, o brilho próprio das majestades lusitanas: por um lado, coragem física e audácia, categoria e classe, ambição pelo poder e muitos pecados, públicos e privados, por outro lado, amigos frades menores, esposa mui devota e um delfim politicamente indigente.

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agosto 31, 2005

À porta do Altis

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A UNIÃO FAZ A FORÇA

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Contra o plebeu Cavaco. A Bem da Nação.

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agosto 11, 2005

PROCURA-SE SENHA PARA REVOLUÇÃO, GOLPE DE ESTADO, PRONUNCIAMENTO, OU QUE QUER QUE SEJA QUE RESTAURE A PÁTRIA OU PELO MENOS ESSA TAL DA ÉTICA REPUBLICANA

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Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

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julho 29, 2005

Em jeito de prefácio a uma posta posterior

A exclusão do Jorge Morais deste blogue merece da minha parte uma posta mais alongada que, até agora, por estar atulhado de trabalho, querer ver se vou de férias e nem sempre ter estado junto da NET nestes dias, ainda não pude escrever. A decisão de excluír o Jorge foi tomada por mim e proposta por mim, tendo merecido o acolhimento do Monty, independentemente de auscultações posteriores. Em breve, apresentarei as minhas razões, pedindo compreensão aos leitores que já estão fartos do assunto. Mas como primeiro responsável por uma decisão, é meu dever moral explicá-la, o que farei.

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julho 27, 2005

No fundo, no fundo

Decidir as presidenciais entre os candidatos que nos serão servidos vai ser complicado. Pouco os separa, excluindo a arterioesclerose.

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Já em exibição

Para quem apreciou o Fahrenheit 9/11, chega-nos agora a versão lusa: o fim da democracia.

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julho 20, 2005

Classificados - Terapia da Gaguez

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julho 19, 2005

E se a internet se for abaixo?!

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Conselhos úteis aqui

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Peace Talks

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À ATENÇÃO DA PREVENÇÃO RODOVIÁRIA PORTUGUESA

Condutores que apreciam cantarolar ao volante tendem a concentrar-se melhor na condução e a adormecer menos do que condutores caladinhos. Não sei se quem canta no duche também fica mais enxuto e lavadinho mas estas conclusões de um estudo da Universidade de Sheffield são deveras interessantes. Até porque concluíram pelas escolhas musicais mais e menos acertadas: "Don't Cha Wanna Ride" da Joss Stone é boa onda, mas nada de ouvir as marchas heróicas britânicas do Elgar - conduzem a uma greater driver aggression and reckless motoring behavior.

Realmente, um gajo põe-se a trautear isto, a marcha of Pomp and Circumstance No. 1 (que como bom reaccionário filo-britânico adoro)

Land of hope and glory
Mother of the free,
How shall we extol thee,
Who are born of thee.
Wider still and wider
Shall thy bounds be set,
God who made thee mighty
Make thee mightier yet
God who made thee mighty
Make thee mightier yet

e um gajo talvez resvale um poucachinho para sentir-se dono da estrada, mas também é só um poucachinho, escusavam de dramatizar...

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julho 18, 2005

Há dias assim

Em que os filhos da puta perdem. Em que a pulhice cessa, em que os canalhas têm de engolir a própria saliva, em que o abuso de poder sai derrotado, mesmo quando apoiado por teias de cumplicidades e favores entre órgãos e dirigentes, entre o Sr. Dr. F.. de tal e o Sr. Dr. Director de tal.., pelo mais pestilento tráfico de influências, tantas vezes agasalhado pelos aventais do grémio. Derrotados pelo soberano império da Lei. E que bem sabe aqui a palavra Império. Pela simples e transparente força do Direito. Em que se chora alegre para dentro por cada uma das horas difíceis de uma guerra com mais batalhas perdidas que ganhas, que várias vezes fizeram cerrar os punhos, com vontade de bater, dirigindo essa força do espírito para o teclado dos argumentos, das petições, dos requerimentos, dos pareceres, das interpretações da norma. Há dias assim, em que a coragem e a esperança, a galhardia na defesa de um direito, são vingadas por termos mantido a preserverança. Apesar da tentação de baixar os braços. Há dias assim na vida de um advogado. São os melhores.
Mas este dia é especial, porque pelas pessoas "públicas" que envolve ficará para as minhas memórias forenses. Que ainda sou novo demais para escrever. Mas se e quando as escrever, que bem me vai saber descrever a derrota de cada um dos pulhas. E dizer os nomes dos pulhas.

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julho 13, 2005

AL CONTRARIO, A MI ME GUSTAN LAS BURKHAS

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julho 12, 2005

O Estado do ensino

Prós e Contras. Debate semanal na RTP. Imperdível. Ontem discutiam-se os problemas que angustiam a Pátria. O recorrente problema do ensino e da sua falta de qualidade foi uma das referências. Às tantas, Fátima Campos Ferreira aponta alguém na plateia como seu aluno. SEU ALUNO?! Fátima Valha-nos-Deus Ferreira tem discentes!! Fátima, a estudiosa jornalista que interrompe, corta, chega-se à frente apenas para debitar em directo a lição estudada de véspera - aqui há umas semanas ensinou ao fiscalista Saldanha Sanches "Como sabe..cof cof..existem diferentes taxas do IVA, 5, 12 e 19%..."- já dá aulas de comunicação social!!! Eloquente exemplo do estado do ensino...

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julho 08, 2005

PARA LÁ DOS LUGARES-COMUNS

Passo a palavra a Ayman Al-Zawahiri, da Al-Jihad egípcia, companheiro de Ben Ladin e, na opinião de muitos, o verdadeiro líder da Al-Qaeda, na sua esclarecedora obra "Cavaleiros sob o Estandarte do Profeta", manifestamente sofrível como obra literária:

"The Arab and Western media are responsible for distorting the image of the Arab Afghans by portraying them as obssessed half-mad people who have rebelled against the United States that once trained and financed them. This lie was repeated more frequently after the Arab Afghans returned to Afghanistan for the second time in the mid-1990s in the wake of the bombing of the US embassies in Nairobi and Dar el Salam."

"This lie is self-contradictory. If the Arab Afghans are a US creation, why did the United States seek to expel them over a period of two years?"

"The truth that everyone should learn is that the United States did not give one penny in aid to the mujahidin."

"The financial aid to the Afghans from popular Arab sources amounted to $200 million in 10 years." - Zawahiri explica que esta informação lhe foi transmitida por Ben-Ladin.

"If the Arab Afghans are the mercenaries of the United States who have now rebelled against it, why is the United States unable to buy them back now? Would not buying them be more economical and less costly than the security and prevention budget that it is paying to defend itself now?"

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FINALMENTE LISBOA

Finalmente Ele vem cá! Dia 14 de Julho, às 19h00. Arrepiquem os sinos nas colinas. Desarrolhem-se as garrafas. Desencertem-se os copos!

[E eu só tenho de saír daquela coisa chamada trabalho, andar uns poucos de 50 metros e estou no Bar da Barraca]

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TRATAMENTO DE CHOQUE

Ter como ponto de partida inteligente que o mundo islâmico é um mundo dividido. Como tal, não gerar condições para que se crie uma comunhão de interesses oportunistas entre os vários radicalismos, por um lado, e as várias expressões do islão, por outro, em nome do sonho do califado e do alimentar cego de um inimigo comum, fácil e desresponsabilizador da inércia política das novas gerações árabes - o Ocidente. O califado imamita do xiismo é radicalmente oposto na sua escatologia ao califado sunita, tendo este actualmente como vanguarda o whaabismo puritano e reformista das escolas islâmicas que recrutam os peões da Al-Qaeda (para além das células radicais que operam no sudeste asiático ou em África por mera emulação ou franchising da "organização") - infiéis não são só os ocidentais, são todos os islamitas que não se submetem ao rigor da sunna, da letra do Corão.

Partindo daqui, por mais chocante que pareça, as Nações Ocidentais deviam caminhar no sentido de uma aliança de interesse - incluindo compromissos económicos e de desenvolvimento - ou, pelo menos de não hostilização em especial com o mundo xiita, mas não só: com o Irão, o Iraque estabilizado, a Síria, o Líbano e alguns países do magrebe.

Concluír a instalação pacífica e equilibrada do Estado Palestiniano, garantindo condições de desenvolvimento sustentado para Israel e Palestina e removendo os factores de insegurança que geram a desconfiança latente - sociedade palestiniana forte, divisão de poderes, monopólio da força pelas forças de segurança do Estado Palestiniano com desarmamento integral de organismos políticos ou religiosos.

Integrar a Turquia na União Europeia e estender o acordo de livre comércio com que nasceram as Comunidades Europeias a toda a bacia mediterrânica.

Isolar os países da península arábica, em especial a Arábia Saudita. Deixar caír a casa real saudita - aqui os Estados Unidos têm a bola do seu lado.

Simultaneamente, é imprescindível efectuar uma revolução tecnológica no campo energético, ao nível da revolução industrial do séc. XIX, mediante a investigação nuclear. Tornar o petróleo tão obsoleto quanto as areias desérticas da Arábia.

Nota adicional - Não sou crente no Islão. Vejo-me como cristão heterodoxo e estudioso atento das três religiões do Livro. Aquilo que se subentende da minha posta: a minha parcialidade ou preferência pela via xiita da religião islâmica - é mesmo uma opção filosófica que assumo sem equívocos. Os motivos não cabem agora aqui.

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julho 07, 2005

A visão do mundo de Bin Laden

Excerto do "9/11 Report da National Commission on Terrorist Attacks Upon the United States - Congresso dos Estados Unidos", um documento suficientemente exaustivo, abrangente e criticamente elaborado para tornar perceptível as motivações históricas daquilo a que assistimos:

Despite his claims to universal leadership, Bin Ladin offers an extreme view of Islamic history designed to appeal mainly to Arabs and Sunnis. He draws on fundamentalists who blame the eventual destruction of the Caliphate on leaders who abandoned the pure path of religious devotion.9 He repeatedly calls on his followers to embrace martyrdom since "the walls of oppression and humiliation cannot be demolished except in a rain of bullets."10 For those yearning for a lost sense of order in an older, more tranquil world, he offers his "Caliphate" as an imagined alternative to today's uncertainty. For others, he offers simplistic conspiracies to explain their world.

Bin Ladin also relies heavily on the Egyptian writer Sayyid Qutb. A member of the Muslim Brotherhood11 executed in 1966 on charges of attempting to overthrow the government, Qutb mixed Islamic scholarship with a very superficial acquaintance with Western history and thought. Sent by the Egyptian government to study in the United States in the late 1940s, Qutb returned with an enormous loathing of Western society and history. He dismissed Western achievements as entirely material, arguing that Western society possesses "nothing that will satisfy its own conscience and justify its existence."

Three basic themes emerge from Qutb's writings. First, he claimed that the world was beset with barbarism, licentiousness, and unbelief (a condition he called jahiliyya, the religious term for the period of ignorance prior to the revelations given to the Prophet Mohammed). Qutb argued that humans can choose only between Islam and jahiliyya. Second, he warned that more people, including Muslims, were attracted to jahiliyya and its material comforts than to his view of Islam; jahiliyya could therefore triumph over Islam. Third, no middle ground exists in what Qutb conceived as a struggle between God and Satan.All Muslims-as he defined them-therefore must take up arms in this fight.Any Muslim who rejects his ideas is just one more nonbeliever worthy of destruction.13

Bin Ladin shares Qutb's stark view, permitting him and his followers to rationalize even unprovoked mass murder as righteous defense of an embattled faith. Many Americans have wondered, "Why do 'they' hate us?" Some also ask, "What can we do to stop these attacks?"

Bin Ladin and al Qaeda have given answers to both these questions. To the first, they say that America had attacked Islam; America is responsible for all conflicts involving Muslims. Thus Americans are blamed when Israelis fight with Palestinians, when Russians fight with Chechens, when Indians fight with Kashmiri Muslims, and when the Philippine government fights ethnic Muslims in its southern islands. America is also held responsible for the governments of Muslim countries, derided by al Qaeda as "your agents." Bin Ladin has stated flatly, "Our fight against these governments is not separate from our fight against you."14 These charges found a ready audience among millions of Arabs and Muslims angry at the United States because of issues ranging from Iraq to Palestine to America's support for their countries' repressive rulers.
Bin Ladin's grievance with the United States may have started in reaction to specific U.S. policies but it quickly became far deeper. To the second question, what America could do, al Qaeda's answer was that America should abandon the Middle East, convert to Islam, and end the immorality and godlessness of its society and culture: "It is saddening to tell you that you are the worst civilization witnessed by the history of mankind." If the United States did not comply, it would be at war with the Islamic nation, a nation that al Qaeda's leaders said "desires death more than you desire life."15

History and Political Context
Few fundamentalist movements in the Islamic world gained lasting political power. In the nineteenth and twentieth centuries, fundamentalists helped articulate anticolonial grievances but played little role in the overwhelmingly secular struggles for independence after World War I. Western-educated lawyers, soldiers, and officials led most independence movements, and clerical influence and traditional culture were seen as obstacles to national progress.

After gaining independence from Western powers following World War II, the Arab Middle East followed an arc from initial pride and optimism to today's mix of indifference, cynicism, and despair. In several countries, a dynastic state already existed or was quickly established under a paramount tribal family. Monarchies in countries such as Saudi Arabia, Morocco, and Jordan still survive today. Those in Egypt, Libya, Iraq, and Yemen were eventually overthrown by secular nationalist revolutionaries.

The secular regimes promised a glowing future, often tied to sweeping ideologies (such as those promoted by Egyptian President Gamal Abdel Nasser's Arab Socialism or the Ba'ath Party of Syria and Iraq) that called for a single, secular Arab state. However, what emerged were almost invariably autocratic regimes that were usually unwilling to tolerate any opposition-even in countries, such as Egypt, that had a parliamentary tradition. Over time, their policies-repression, rewards, emigration, and the displacement of popular anger onto scapegoats (generally foreign)-were shaped by the desire to cling to power.

The bankruptcy of secular, autocratic nationalism was evident across the Muslim world by the late 1970s.At the same time, these regimes had closed off nearly all paths for peaceful opposition, forcing their critics to choose silence, exile, or violent opposition. Iran's 1979 revolution swept a Shia theocracy into power. Its success encouraged Sunni fundamentalists elsewhere.

In the 1980s, awash in sudden oil wealth, Saudi Arabia competed with Shia Iran to promote its Sunni fundamentalist interpretation of Islam, Wahhabism. The Saudi government, always conscious of its duties as the custodian of Islam's holiest places, joined with wealthy Arabs from the Kingdom and other states bordering the Persian Gulf in donating money to build mosques and religious schools that could preach and teach their interpretation of Islamic doctrine.

In this competition for legitimacy, secular regimes had no alternative to offer. Instead, in a number of cases their rulers sought to buy off local Islamist movements by ceding control of many social and educational issues. Emboldened rather than satisfied, the Islamists continued to push for power-a trend especially clear in Egypt. Confronted with a violent Islamist movement that killed President Anwar Sadat in 1981, the Egyptian government combined harsh repression of Islamic militants with harassment of moderate Islamic scholars and authors, driving many into exile. In Pakistan, a military regime sought to justify its seizure of power by a pious public stance and an embrace of unprecedented Islamist influence on education and society.

These experiments in political Islam faltered during the 1990s: the Iranian revolution lost momentum, prestige, and public support, and Pakistan's rulers found that most of its population had little enthusiasm for fundamentalist Islam. Islamist revival movements gained followers across the Muslim world, but failed to secure political power except in Iran and Sudan. In Algeria, where in 1991 Islamists seemed almost certain to win power through the ballot box, the military preempted their victory, triggering a brutal civil war that continues today. Opponents of today's rulers have few, if any, ways to participate in the existing political system. They are thus a ready audience for calls to Muslims to purify their society, reject unwelcome modernization, and adhere strictly to the Sharia.

Social and Economic Malaise
In the 1970s and early 1980s, an unprecedented flood of wealth led the then largely unmodernized oil states to attempt to shortcut decades of development. They funded huge infrastructure projects, vastly expanded education, and created subsidized social welfare programs. These programs established a widespread feeling of entitlement without a corresponding sense of social obligations. By the late 1980s, diminishing oil revenues, the economic drain from many unprofitable development projects, and population growth made these entitlement programs unsustainable. The resulting cutbacks created enormous resentment among recipients who had come to see government largesse as their right. This resentment was further stoked by public understanding of how much oil income had gone straight into the pockets of the rulers, their friends, and their helpers.

Unlike the oil states (or Afghanistan, where real economic development has barely begun), the other Arab nations and Pakistan once had seemed headed toward balanced modernization. The established commercial, financial, and industrial sectors in these states, supported by an entrepreneurial spirit and widespread understanding of free enterprise, augured well. But unprofitable heavy industry, state monopolies, and opaque bureaucracies slowly stifled growth. More importantly, these state-centered regimes placed their highest priority on preserving the elite's grip on national wealth. Unwilling to foster dynamic economies that could create jobs attractive to educated young men, the countries became economically stagnant and reliant on the safety valve of worker emigration either to the Arab oil states or to the West. Furthermore, the repression and isolation of women in many Muslim countries have not only seriously limited individual opportunity but also crippled overall economic productivity.16

By the 1990s, high birthrates and declining rates of infant mortality had produced a common problem throughout the Muslim world: a large, steadily increasing population of young men without any reasonable expectation of suitable or steady employment-a sure prescription for social turbulence. Many of these young men, such as the enormous number trained only in religious schools, lacked the skills needed by their societies. Far more acquired valuable skills but lived in stagnant economies that could not generate satisfying jobs.

Millions, pursuing secular as well as religious studies, were products of educational systems that generally devoted little if any attention to the rest of the world's thought, history, and culture. The secular education reflected a strong cultural preference for technical fields over the humanities and social sciences. Many of these young men, even if able to study abroad, lacked the perspective and skills needed to understand a different culture.

Frustrated in their search for a decent living, unable to benefit from an education often obtained at the cost of great family sacrifice, and blocked from starting families of their own, some of these young men were easy targets for radicalization.

Afixado por Gibel às 23:49 | Afixadelas (5)

EXCEPTUANDO TERMOS DE SUPORTAR O GOVERNO DE QUE FAZ PARTE

António Costa garante que não há razões para alarme

Afixado por Gibel às 17:37

O MAPA NEGRO

londonmap.jpg

Fonte: Times Online

Afixado por Gibel às 17:10

The Guardian - Notícia de 23 de Junho de 2005

"There is an inevitable targeting of the United Kingdom and UK interests abroad," Mr Jones told a conference on terrorism organised by the Royal United Services Institute in London. "The threat will endure for the foreseeable future." But he added: "it is not inevitable that they will succeed."

Afixado por Gibel às 16:47

DESPESA PÚBLICA - ANDAM A BRINCAR CONNOSCO!

Quando me disseram não acreditei e fui verificar. Confiram este mapa do Orçamento de Estado para 2005. Vão ficar a conhecer que, embora a dotação orçamental da Presidência da República seja de pouco mais que uns míseros 13 milhões de euro, a dotação orçamental de cada um dos Ministros da República para os Açores e Madeira é - e vou pôr por extenso - mais de 200.000.000,00 euro, para cada um, mais DE DUZENTOS MILHÕES!

Sabedores disto, convido-vos a dirigir a atenção para um país composto de um povo ao que parece unilateral e provinciano, como lhe chama o Filipe Moura (desculpa, Filipe, mas não resisti, en passant, a mandar esta boca unilateral), designado Reino Unido. Consultem este documento: o Relatório e Contas da Real Casa de Windsor. Para quem não tiver pachorra de ler, eu ajudo-vos a resumir.

A Famí­lia Real Britânica possui 5 tipos de rendimentos:

- Lista Civil, destinada a custear os salários dos funcionários reais - 303 funcionários (2004);
- Subvenções do Estado (Grants-in-aid) destinadas à manutenção dos palácios reais, salários dos respectivos funcionários - 111 funcionários (2004) - e viagens de estado;
- Privy Purse - Rendimentos das propriedades particulares da Casa de Windsor;
- Riqueza pessoal e outros rendimentos;
- Despesas pagas directamente pelo Estado.

Em 2004, os gastos com dinheiros públicos foram os seguintes (em Milhões de Libras):

Lista Civil - 9.953
Subvenções do Estado - 21.645
Despesas pagas pelo Estado - 4.872

Total de fundos públicos - 36,470 milhões de libras

Ou seja, 53,993 milhões de euros!

Note-se - apenas com 21,645 milhões de libras de subvenções do estado é feita a manutenção dos seguintes palácios reais:

- Palácio de Buckingham;
- Palácio de St. James;
- Clarence House;
- Marlborough House;
- Palácio de Kensington;
- Palácio de Hampton Court;
- Castelo de Windsor, seu parque e edifi­cios nele existentes.

Toda a Monarquia Britânica custa ao erário público do Reino Unido uns módicos 54 milhões de euros. Aquilo que o Reino Unido gasta com toda a famí­lia real, chega apenas para "alimentar" um gabinete do Ministro da República, das nossas regiões autónomas, por um mí­sero trimestre.(Madge, isto não te inspirará um belo desenho caricatural?)

Serão os palacetes coloniais da Madeira e Açores de uma sumptuosidade celestial que não alcançamos? Serão os senhores Ministros da República dignitários de elevado gabarito permanentemente afadigados em extensas viagens de Estado entre as ilhas, vulcões, atóis e corais adjacentes? Andarão os bilhetes aéreos da SATA pela hora da morte?!
Não se pode exterminá-los?

Falamos em mais de 400 milhões de euro no que diz respeito a este âmbito, para não falar aqui também dos custos associados à demagogia da manutenção das SCUT. Quanto é que o Sr. Primeiro-Ministro prevê de encaixe suplementar de receita pelo aumento do IVA de 19% para 21%, medida apresentada como absolutamente inevitável e pesarosamente assumida de coração ferido? Querem ver...


Afixado por Gibel às 11:03 | Afixadelas (8)

julho 06, 2005

Satã - Esse Anjo Solitário e Incompreendido

Brevemente. Em vários fascículos. Num Afixe perto de si.

[com o recurso às fontes etimológicas hebraicas e gregas e em provocação da criatividade teológica latina]


Afixado por Gibel às 23:20 | Afixadelas (12)

13 de Julho 2005

thievery-large-pool.jpg

Os FABULOSOS* Thievery Corporation, no Cool Jazz Festival, em Oeiras.

* Cachucho, fica feita a justíssima correcção.

Afixado por Gibel às 18:41 | Afixadelas (8)

julho 04, 2005

4 July 1776

decstone.gif

America will never be destroyed from the outside. If we falter and lose our freedoms, it will be because we destroyed ourselves.

Abraham Lincoln

Afixado por Gibel às 11:17 | Afixadelas (6)

julho 03, 2005

É LAMENTÁVEL...

...que uma viva discussão entre os aphixadores, em torno dos alegados pontos erógenos de uma certa pluma caprichosa, esteja a incendiar os bastidores deste blogue e a gerar uma troca de insultos bastante criativos entre todos e que os nossos leitores não possam partilhar dela e dar o seu contributo.

Afixado por Gibel às 22:44 | Afixadelas (14)

julho 01, 2005

ORAÇÃO ÁRABE

Que as pulgas de mil camelos infestem o meio das pernas das pessoas que arruinaram o meu dia, e que os braços dessas pessoas sejam curtos demais para se coçarem...nem que seja para pôr fenistyl!

Amém !!!

* Oração que gentilmente dedico aos abnegados servidores da EMEL que hoje me bloquearam o carro e me extorquiram 60 Euro, tudo isto enquanto eu, cidadão cumpridor, tentava arranjar trocos nas redondezas e no preciso dia em que a porra do Governo nos dá com uma marretada de 21% de IVA em cima!

Afixado por Gibel às 13:05 | Afixadelas (8)

junho 30, 2005

UM POEMA PARA "O GUERREIRO"

trophonius02.jpg


A abelha que, voando, freme sobre

a colorida flor, e pousa, quase

Sem diferença dela

À vista que não olha,

Não mudou desde Cecrops. Só quem vive

Uma vida com ser que se conhece

Envelhece, distinto

Da espécie de que vive.

Ela é a mesma que outra que não ela.

Só nós — ó tempo, ó alma, ó vida, ó morte! —

Mortalmente compramos

Ter mais vida que a vida.


Fernando Pessoa


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junho 28, 2005

Vendo a coisa pelo lado positivo

Hoje, o Comité para a Ética das Ciências da Vida pronuncia-se em parecer não vinculativo sobre a velha e gasta questão do direito de os crentes "Testemunhas de Jeová" poderem recusar transfusões de sangue, ainda que se saiba que não há, cientificamente, alternativas à administração de sangue, designadamente em situações de manifesta urgência e risco para a vida, caso de uma hemorragia resultante de acidente grave, por exemplo. Exceptuando os menores e outras pessoas em situação de incapacidade ou de inconsciência, o parecer pronuncia-se, e bem, pelo reconhecimento desse direito. Não percebo, aliás, tanta polémica por este facto. Se toda a gente se queixa que as ditas testemunhas são visitas insuportáveis e assaz irritantes junto às nossas portas, é sempre bom saber que estes crentes partilham de um mecanismo de auto-extinção.

Afixado por Gibel às 17:07 | Afixadelas (10)

O QUE FAZ FALTA AO BARNABÉ PRÓS GAJOS SE DEIXAREM DE MARIQUICES

Obviamente: mulheres barnabitas, embora admita que na actualidade o mercado de transferências está complicado: exceptuando esta menina em prática individual, nós já nos abarbatámos com as melhores!

Afixado por Gibel às 11:59 | Afixadelas (15)

junho 27, 2005

HÁ VIDA PARA ALÉM DO DÉFICE...PERDÃO, PARA ALÉM DA BLOGOSFERA

praiaareia.jpg

Depois de dois dias e duas noites prenhes de luxúria e contentamento desbragado dos sentidos - sobretudo do tacto - nos selvagens areais de Alcácer, um gajo reaprende que cada coisa tem só a importância que tem. Aterrando na realidade e em especial aqui no blogue, descubro que uma minha posta sobre Picasso, aliás bastante simples e despretensiosa deu azo a desenvolvimentos exóticos de alguém que me avalia como um gajo cheio de pretenciosismos. Ora aí está uma coisa sem importância nenhuma. Importante mesmo era há dois dias atrás não me ter esquecido de colocar o repelente pra melgas na mochila e água tónica na quantidade directamente proporcional ao gin transportado.

Afixado por Gibel às 13:17 | Afixadelas (17)

junho 24, 2005

24 de Junho de 1901

Picasso expõe pela primeira vez em Paris. Os primeiros quadros cubistas só surgirão em 1907.

picasso2.jpg

A morte de Casagemas

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junho 21, 2005

INTIHUATANA - DONDE SE AMARRA AL SOL

Hoje, dia de solstício de verão, é um dia especial em lugares especiais como este

machu_picchu_01amp.jpg

dissipam-se as brumas no terraço mais elevado

Intihuatana.gif

e a Intihuatana amarra al sol

intihuatana2.jpg

Inti significa o Sol dos Incas. Huatana provém da palavra huata, que significa amarrar, prender mediante cordas. A Intihuatana é por isso O LUGAR ONDE SE AMARRA O SOL. A Terra possui um eixo de rotação inclinado em relação ao Sol aproximadamente 27 graus. Os Incas, através da Intihuatana, conseguiam identificar as estações do ano porque a Intihuatana está posicionada perfeitamente em função dos pontos cardeais. Esses pontos não são os determinados pela bússola, já que esta apenas mostra o Norte e o Sul magnético e não o geográfico. Os Incas percebiam isto. Em virtude da inclinação do eixo da Terra, aparentemente, o Sol parece viajar ora para o hemisfério Norte ora para o hemisfério Sul. Quando o sol se declina para Norte, no Sul nasce a estação do Inverno, já que a maior concentração de calor e luz sucede a Norte. Seis meses depois, as posições invertem-se: devido ao movimento de rotação da Terra, o Sol, aparentemente, viaja para o Sul trazendo o calor e a luz ao Império Inca. Os Incas não conheciam a razão desses movimentos, motivo pelo qual tiveram a idéia de amarrarem o Sol para que, quando o mesmo resolvesse afastar-se da Terra pudessem, "mediante cordas", trazê-lo de volta. Daí a pedra de Intihuatana. Nela, o Sol permaneceria amarrado através de ocultas forças, e poderia mais tarde ser "puxado" para que sempre regressasse o Verão.

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junho 19, 2005

HOMENAGEM À RAÇA PORTUGUESA - III

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Identidade

Costumo definir-me a mim própria como a página cem de
Gedeão, à procura da cento e vinte e sete.


Cresci e brinquei com Clarissa, sob um pé de laranja lima;
fugia à escola para passear no rio Mazungue,
numa canoa chamada Rosinha. Tive um cão que se chamava
Corto Maltese e com ele percorri os Jardins Suspensos
da Babilónia, à procura da árvore dos direitos humanos.


Aprendi a amar com Florbela Espanca e Alda Lara.
Namorei com Viriato,
fui mulher com Vinícius e descobri que o amor só é eterno enquanto dura;
sofri amor e saudade com António Jacinto,
em todas as cartas que não enviei.


Tornei-me “gente” com Manuel Bandeira, “Che”, Neruda e
muitos mais. Com eles andei em busca da identidade
perdida na infância, esquecida no casamento e mais tarde reencontrada na solidão do quotidiano.


E quando um dia tiver de ser pó, cinza e nada e não mais
poder pastorear as noites e a vida, quero fazê-lo
à Mário de Sá Carneiro e tal como ele ir de burro: a um
morto nada se nega; assim que não me falte champagne
e Albinoni, com muito violino à mistura (de
Pagannini, ou até mesmo só aquele do telhado...)

Anny PEREIRA
Poetisa Angolana

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Homenagem à Raça Portuguesa - II

maxemadi.jpg

Para beijá-la avancei
e o desejo não se vergou ao medo.

Ela disse: vais desonrar-te cedo!
Respondi: é pecado, sei!

Mas algo supera essa mágoa:

é morrer de sede dentro d'água.

Abû-l-Fadl ibn al-A'lam

Neto de Sulaymân al-A'lam, o sábio filólogo de Faro.

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Homenagem à Raça Portuguesa

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Saúda, por mim, Abû Bakr,
os queridos lugares de Silves
e diz-me se deles a saudade
é tão grande como a minha.
Saúda o Palácio dos Balcões,
da parte de quem nunca o esqueceu,
morada de leões e de gazelas
salas e sombras onde eu
doce refúgio encontrava
entre ancas opulentas
e tão estreitas cinturas.
Moças níveas e morenas
atravessam-me a alma
como brancas espadas
como lanças escuras.
Ai quantas noites fiquei,
lá no remanso do rio,
preso nos jogos do amor
com a da pulseira curva,
igual aos meandros da água,
enquanto o tempo passava...
ela me servia vinho:
o vinho do seu olhar,
às vezes o do seu copo,
e outras vezes o da boca.
Tangia-me o alaúde
e eis que eu estremecia
como se estivesse ouvindo
tendões de colos cortados.
Mas se retirava as vestes
grácil detalhe mostrando,
era ramo de salgueiro
que me abria o seu botão
para ostentar a flor.

Al Mu'Tamid*

* Nasceu em Beja, em 1040, de uma família de poetas.
Foi Governador de Silves.
Ocupou o trono do Reino Taifa de Sevilha.
Acabou traído e aprisionado pelos Almorávidas, enviado para as masmorras de Aghmat, Marrocos, onde morreu saudoso do Al-Gharb.
Uma das suas poesias consta das "Mil e Uma Noites".

Afixado por Gibel às 00:46 | Afixadelas (1) | TrackBack

abril 14, 2005

mais um artista do afixe

como a minha filha mais pequena dizia, hoje "são os parabens" de Vitriolica Webb's Ite.... durante o dia ando a receber retratos de vit 'n' madge (que eu mandei por vaidade) de outros blogueadores e blogueiristicas amigos...olhem que veio do nosso gibel: lindo....obrigada gibel!

Afixado por Madge Webb às 11:44 | Afixadelas (5)

abril 12, 2005

UM ANO DE VIAGEM

oldtrain.jpg

Old train I grow weary from the miles
And I'll miss the freedom that was mine
Old train just to think about those times
I'll smile when you're high-balling by.

Old train I can hear your whistle blow
But I won't be jumping on again.

oldtrain2.jpg

Gostei da viagem. Saio nesta estação.

Afixado por Gibel às 05:51 | Afixadelas (5)

abril 10, 2005

ARTE FUNERÁRIA - VII

A escolha do carro apropriado

Para inumações solenes
funeral_coach.jpg

Para inumações informais
carromao.gif

Afixado por Gibel às 23:23 | Afixadelas (1)

ARTE FUNERÁRIA - VI

Oscar Wilde
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La Père Lachaise - Paris

Afixado por Gibel às 21:59 | Afixadelas (3)

ARTE FUNERÁRIA - V

AS FLORES

A coroa floral invulgar
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ou a cesta de fruta da época
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Afixado por Gibel às 21:15 | Afixadelas (5)

ARTE FUNERÁRIA - IV

A escolha do acompanhamento musical apropriado: um Requiem pouco comercial.

Johannes Brahms - Requiem, OP. 45

Denn alles Fleisch es ist wie Gras
und alle Herrlichkeit des Menschen
wie des Grases Blumen
Das Gras ist verdorret
und die Blume abgefallen.

(Pois toda carne é como a erva
e toda a glória do homem
é como as flores do campo.
A erva seca
e a flor cai.)

Afixado por Gibel às 21:02 | Afixadelas (3)

ARTE FUNERÁRIA - III

O cemitério com bons ares
cemiterio.jpg


O cemitério condomínio
cemiterio2.jpg


o cemitério em densa malha urbana
cemiterio3.jpg


o cemitério com péssimo feng-shui
cemiterio4.jpg

Afixado por Gibel às 20:42 | Afixadelas (4)

ARTE FUNERÁRIA - II

O REQUERIMENTO DE INUMAÇÃO

Exmo. Senhor
Presidente da Câmara Municipal

Fulano de tal....
MORADA
CÓDIGO POSTAL FREGUESIA
TELEFONE FAX E-MAIL
PROFISSÃO
ESTADO CIVIL CONTACTO
B.I. NÚMERO
NA QUALIDADE DE
a) Testamenteiro, cônjuge sobrevivo, pessoa que residia com o falecido em condições análogas às dos cônjuges, herdeiro, familiar ou qualquer outra situação

Vem, nos termos e para os efeitos do disposto nos termos dos art.s 3º e 4º do decreto-lei nº. 411/98 de 30 de Dezembro, requerer:
A INUMAÇÃO DE CADÁVER (escolher a opção desejada)
EM SEPULTURA
EM JAZIGO
EM LOCAL DE CONSUMAÇÃO AERÓBIA

NO CEMITÉRIO SITO
DE (Nome)
ESTADO CIVIL FALECIDO A
RESIDENTE À DATA DA MORTE
ESPERA DEFERIMENTO, O REQUERENTE,
AOS______/______/______
b) Apresentar declaração de responsabilidade

Nota importante: para cremação, quer de cadáver, quer de ossadas, o requerimento é diferente. É sempre bom avisar, para que o requerente depois se não queixe que o processo administrativo foi indeferido.

Afixado por Gibel às 20:09 | Afixadelas (3)

ARTE FUNERÁRIA

urna.gif

Urna modelo dextavado com rodapé no caixão, caixão e tampas com moldura bordada confeccionada em madeiras de pinho, com fundo em madeira de alta resistência, visor de vidro fixado por borracha, 2 sobretampos em MDF. Fechamento com 4 chavetas na tampa, 6 chavetas no sobretampo, alça varão 2 peças com suportes aparafusados dourados nas laterais. Acabamento interno em tecido e sobrebabado de renda branca, com travesseiro solto. Acabamento em verniz PU, tingido na cor marfim. Sistema de cinema dolby-surround com canal cabo para adultos (opcional).

Afixado por Gibel às 19:54 | Afixadelas (3)

abril 09, 2005

Carta aberta ao Monty

Meu Caro Amigo,

lamento sinceramente que tenhas deixado de acreditar no nosso projecto de tomada de poder nesta República em acelerado estado de putrefacção, para cuja preparação o Aphixe seria alavanca e que envolveria a final uma revolução reaccionária sem precedentes e com efusão de sangue e até vinho (sempre sonhámos com isto, uma revolução com libertação de alguns fluidos, não era preciso muito, só os bastantes para limpar os ares...) e sem capacetes azuis nem paninhos quentes, nem cessares-fogos antes de tomada a Bastilha que queríamos derrubar.

Enfim, o projecto passava agora por uma fase decisiva: havíamos recrutado já suficiente malta porreira de esquerda para servir de engodo e aliciamento à juventude pouco aberta à cartilha reaccionária na fase histórica que vivemos (aqui fazendo aliás aplicação das técnicas subversivas comunistas que aprendemos com aquele teu velho tio alentejano que andou pela guerra civil de Espanha - também se aprende com o inimigo).

Ao caminho revolucionário preferes agora o caminho fácil e tortuoso de te juntares à turma do Dr. Marques Mendes tendo em vista uma presuntiva renovação do PSD. Admito, poderias ter feito pior: se te encantasses lá por aquele António ou Sebastião ou lá isso desgostar-me-ías ainda mais. Acreditas agora que o futuro do país se resolve numa encruzilhada no congresso de Pombal e através daquele partido. Em lugar da luta heróica preferes o pequeno combate de galos. Abandonas o Aphixe para recuperares "respeitabilidade" para esse novo caminho que escolhes.

Em suma, mau-grado todo o trabalho desenvolvido, decides soçobrar.

Será escusado lembrar-te as consequências que daí te poderão advir, quando tiveres de comparecer uma última vez perante a Alta Venda.

Faço uma prece sincera para que o justo veredicto que esta pronuncie para ajuizar da tua abjuração te seja leve e pouco doloroso.

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Afixado por Gibel às 03:36 | Afixadelas (5)

abril 08, 2005

POST À EMIÉLE

Ontem à noite, pela uma hora da madrugada, o Sr. Sequeira, morador em Marvila, foi mais uma vez barbaramente agredido pela mulher. Este pobre homem, vítima anónima numa sociedade surda ao sofrimento calado de tantos como ele, estava referenciado pela APAV como vítima frequente. Ninguém fez nada. Ninguém quis prevenir a tragédia que se avizinhava. Desta vez o desfecho foi fatal.

Antes do casamento tudo eram mil maravilhas, embora uma ou outra atitude revelasse já alguns sinais de instabilidade. Nada que não se resolva depois de casados - pensou, certamente o Sr. Sequeira ingenuamente.

Quando namoravam as coisas pareciam correr bem. Adelaide já então revelava alguns problemas de personalidade motivados por um feitio mais arisco, ciúmes, atitudes inexplicáveis de possessividade, mas em pouco tempo tudo parecia amainar e o Sr. Sequeira era enlevado pelo sentimento que tudo perdoa. Insegurança era o motivo que atribuía para a existência desses problemas em Adelaide, que com o casamento facilmente seriam contornáveis. Porém, e depois de casados, as discussões aumentaram, deixaram de ter qualquer laço comunicativo, passaram à violência psicológica, até que um dia ela o arremessou da janela, quando este estendia roupa, para o logradouro, apenas porque se havia esquecido de usar amaciador. Desde esse momento tudo se alterou, e o que parecia ser um conto de fadas tornou-se no maior pesadelo da vida do Sr. Sequeira. Porquê?

Esta é uma pergunta para a qual muitas homens, vítimas de violência por parte das companheiras, não encontram qualquer resposta. Martirizam-se tentando meditar onde erraram. A realidade é omitida dos amigos em virtude de um forte sentimento de vergonha.

A mulher agressiva é uma pessoa que, à partida, é movida por um sentimento de posse doentio. Trata o companheiro como se este fosse sua propriedade, um mero objecto que comprou na loja do bairro, controla todos os seus passos na cozinha, e as cenas de ciúme sempre infundadas ocorrem nas mais fúteis circunstâncias.

O Sr. Sequeira caminhava manifestamente para uma realidade caótica.

Ontem à noite o pano caíu sobre o palco de uma cozinha humilde de Marvila no acto final desta tragédia. Quando preparava uma caldeirada de safio, o Sr. Sequeira terá sido bruscamente invectivado por Adelaide por se haver esquecido de colocar um caldo knorr durante o refogado. Distraíra-se enquanto intervelava os seus afazeres domésticos com a leitura de mais um capítulo do último romance de Inês Pedrosa. Adelaide não aceitou a desculpa. Irada, lançou-se sobre ele com a colher do açucareiro e o pior aconteceu com esta espetada entre a quinta e sexta cervicais.

De hoje em diante, o Sr. Sequeira é um homem inválido, com paralisia total dos membros, vítima de uma mulher que nunca se quis sentir amada e a mágica caldeirada de safio do Sequeira nunca mais perfumará os ares de Marvila.

Afixado por Gibel às 18:50 | Afixadelas (8)

Preciso de um curso de formação

Desde há uns quatro meses que passei a patrão. Estranhamente, quando os funcionários querem pedinchar alguma coisa, entre todos os sócios que mandam nisto, vêm ter quase sempre comigo. Eu pensava que era um gajo às direitas e com autoridade para os fazer tremer apenas à pronúncia do meu nome. Desejaria que uma conversa laboral no meu gabinete fosse uma descida aos infernos. Eu queria ser o Patrão! Aquela figura dinamicamente opressiva na lógica dialéctica da luta de classes. Mau-grado o meu esforço, não consigo. Manifestamente, parecem vêr-me como o patrão lamechas, o elo mais fraco, o mariquinhas dominado pela lógica da inteligência emocional. "Queres dois dias de folga? Vai falar com o gajo, o gajo fica-te a ouvir, muito delicadinho, não te corta a palavra, não te manda "vai trabalhar malandro", fica todo condoído com qualquer desculpa familiar ou emotiva... é assim que eu os imagino a combinarem-se. Isto é a subversão total, o desequilíbrio mais patente na tensão dialéctica marxista! O que vale é que não decido as coisas sózinho, os meus sócios depois dão-me uns carolos e mandam-me ter juízo, caso contrário entrava em falência ou isto era convertido na "cooperativa trabalho e fraternidade". Estou definitivamente desapontado comigo. Preciso de receber formação profissional nesta matéria.

PS - a responsável por isto, sei bem quem é, é a malvada da formação judaico-cristã. Não tivesse eu que prestar contas ao Pai Eterno...

Afixado por Gibel às 09:30 | Afixadelas (7)

abril 07, 2005

Estava aqui um comunicado

Estava aqui um comunicado do M.F.A. - Movimento Feminista do Aphixe, movimento retrógrado e radical que deixou de estar em primeira página. Levou na cabeça e passou para baixo deste!

Os homens do Aphixe (sem qualquer discriminação de orientação sexual)

Isso é que era bom!!

Isabel e Emiéle

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"Diário de um Escritor"

"Werther, o suicida, ao dispor-se para a morte, nas últimas linhas que escreve, lamenta não tornar a ver a bela constelação da Ursa Maior, de que se despede. Oh! Como se denuncia nesse pormenor o jovem Goethe! Porque gostaria tanto o jovem Werther dessa constelação? É que cada vez que nela punha os olhos se convencia que não era um átomo, nem um zero; que todo aquele abismo de divinas maravilhas não era superior ao seu pensamento e à sua consciência, ao ideal de beleza que trazia na alma, sendo, portanto, igual a ela, e dotado de vida infinita...E que ventura esse grande pensamento, que lhe revelava quem ele próprio era! Estava-lhe grato pelo "seu semblante humano".
"Alto Espírito, obrigado pelo rosto humano que me deste!"
Eis qual devia ser a oração do grande Goethe para o resto da sua vida. Nós acabamos da forma mais simples com esse rosto humano, sem circunlóquios germânicos; entre nós ninguém pensa em despedir-se da Ursa Maior ou Menor; até teríamos vergonha de pensar nisso."

Dostoievski
Janeiro de 1876

Afixado por Gibel às 18:11

Esperando pela maré

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(continuo a acordar assim)

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abril 06, 2005

Sons da Primavera

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Avalon Ensemble. 10 Abril às 11h da manhã na Sala do Capítulo do Mosteiro dos Jerónimos.
Entrada livre

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Obituário

Morreu o Chefe do pequeno bairro europeu que lava mais branco.

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abril 01, 2005

Boas Leituras

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Nada melhor para dar uma pincelada do que trata este interessante livro do que as próprias palavras do autor, o Juiz norte-americano Andrew Napolitano:

"The full title is Constitutional Chaos: What happens when the Government breaks its own laws. We are in a fit of constitutional chaos when the goverment views constitutional guarantees as discretionary. As Americans, we order our lives on the belief that we have extraordinary freedoms. We believe those freedoms don't come from the government. They come from our humanity. The government doesn't give freedom; the government under the Constitution is restrained from interfering with it. I can basically say whatever I want about the government. I can basically travel wherever I want to go. I can basically worship however I see fit. If the government comes to the view that those freedoms are discretionary, no matter how noble the stated (reason to restrict them) may be, then we're in a state of constitutional chaos. We will not be able to order our lives based on freedom. We won't know who will be prosecuted or who'll just be swept away."

Napolitano descreve numa entrevista um exemplo suficientemente chocante e revelador deste caos na acção governamental em contradição com o sistema constitucional norte-americano. "I am walking out of a Mass one day in Washington Square Park in lower Manhattan, and a scruffy guy with some others like him comes up to me and offers me marijuana. I tell him to take a hike. He turns over the collar of his jacket and shows me his New York Police Department detective badge and says, "Have a nice day, Your Honor", so obviously he and his fellow undercover cops knew who I was. What were they doing? Selling drugs. Now, there's no exception in the statute. They wanted me to buy drugs (which don't tempt me at all, even though I believe that they should be legal). Their chances of hitting on me were none and none. They just recognized me coming out of a Mass, but they were committing a crime in an effort to enforce the law. When the government breaks the law in order to enforce the law, it perverts the process."

Spooky!!!!

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Já faz 25 aninhos

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Que a editora Taschen nos delicia com o melhor e mais belo.

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março 28, 2005

Ponto de ordem à mesa (ou onde vos der mais jeito)

Como a Emiéle referiu em post anterior, é tempo de pormos as leituras bloguísticas em dia. Uns dias fora e um sujeito fica à nora. Vamos por isso hoje a produzir em allegro moderato que é por causa das coisas. Ora vamos lá a começar por ler aquele texto do sharkinho sobre uma russa que ele conheceu, se bem percebi...

Adenda (ou forma expedita de escrever outro post fingindo que é o mesmo para contornar o allegro moderato): entretanto, começa-se a pôr, ou melhor, a tentar pôr a leitura da blogosfera em dia e apanha-se quase um indigestão: enquanto um homem andava pela Páscoa, só o JPP enfardou o abrupto com Kuzma Petrov-Vodkin, Alexandre Herculano, mais estudos sobre o comunismo, Matisse, Roger Fanning, cinco ou seis "Bons Dias" para cada dia (segundo pude perceber), mais estudos sobre o comunismo actualizados, o código morse, o Angel Crespo, o Félix Valloton, and so on and so on. E ainda não cheguei à Grande Loja!

Afixado por Gibel às 08:44 | Afixadelas (1)

março 25, 2005

Boa Páscoa

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O Sol Invictus viajou do Natal até Aquário, passou a Peixes pelo Carnaval, última celebração da carne sob as festividades de Saturno, antes do «adeus à carne». Poseídon acarinhou-o e as águas elevaram o espírito.

O Sol chega agora a Carneiro e Hares, o Deus da Guerra que o governa, recebe o Sol de Poseídon. Hares comanda a lança de Longinus que fere e mata. O Cordeiro é imolado. A cruz assinala o equinócio. 0º. É Primavera. O Sol cruza o Equador celeste de Sul para Norte e volta a iluminar com fulgor os céus do Setentrião. Touro, que sucederá a Carneiro, receberá o beijo de Afrodite que aplaca a violência de Hares. O Amor governa a subida do Sol no regresso à «Casa do Pai».

Celebra-se a Páscoa dos mistérios cristãos: primeiro Domingo após a primeira Lua cheia após o Equinócio da Primavera. Sol e Lua. Não se trata de celebrar apenas aquilo de que o Sol é símbolo. Também a Lua é espelho. O Sol tem de «cruzar», crucificar-se no Equador, e a sua luz tem de se reflectir na terra através da Lua cheia antes que a Ressurreição do Logos ocorra.

Boa Páscoa.

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março 21, 2005

À atenção do Eng.º José Sócrates

Só lembrar que a Assembleia da República tem três meses de férias...

Afixado por Gibel às 22:36 | Afixadelas (2)

Nada de Novo

Durante anos assistiu-se em Portugal a uma "estupidificação" do debate e do argumento político. Algumas élites em conluio alegre com os media, acharam e acham, que o povão médio não tem arcaboiço, nem pachorra, para perceber as grandes questões e como tal deve contentar-se em vê-las servidas e embrulhadas de uma forma minimalista, maniqueísta, e quase sempre simplória. Fizeram-se e desfizeram-se carreiras políticas com base no sound-byte, nas declarações avulsas, da boca no momento certo, foram os anos das verdades, e perseguições, fáceis do Independente do Dr. Portas, e da mensagem black & white do PP do Dr. Monteiro, foram os anos dos tutoriais do Prof. Marcelo, foram os anos das propostas fracturantes do Bloco de Esquerda. E agora é a vez do PS do Eng. Sócrates, até ver o mais eficaz e todos.

Não vale a pena pois criticarem, os mesmos do costume, o novo estilo do Eng. Sócrates, este está a ser simplesmente o melhor, e de longe, a executar uma filosofia que vem de longe.

Pelo Manuel na Grande Loja

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Cof, Cof - Essa mítica reforma da administração pública

Do Programa de Governo:

"A modernização da Administração Pública é uma peça essencial da nossa estratégia de crescimento para o País. Cidadãos, empresas e sociedade civil sentem hoje a necessidade de se passar de excelentes diagnósticos a acções concretas. Não se trata de fazer uma mítica “grande reforma da Administração Pública”, mas de conduzir um processo reformador feito de passos positivos, firmes e consequentes, para alcançar uma Administração eficaz, que sirva bem os cidadãos e as empresas, à altura do que se espera de um Estado moderno. As acções a desenvolver enquadram-se em três linhas de actuação: (a) facilitar a vida ao cidadão e às empresas; (b) melhorar a qualidade do serviço pela valorização dos recursos humanos e das condições de trabalho; (c) tornar a Administração amiga da economia, ajustando-a aos recursos financeiros sustentáveis do País e contribuindo para um ambiente favorável ao crescimento."

1. Existem as grandes reformas e as pequenas reformas (o que em Bom Português quer dizer existem as reformas e as não-reformas);
1. Fazer grandes reformas, isto é, no fundo, fazer reformas em Portugal, é coisa da ordem do mito;
2. A esquerda, ou pelo menos o PS, já não acredita em mitos;
3. O que é preciso é uma administração amiga.

Não se esqueçam, portanto, quando tiverem de lidar com qualquer procedimento burocrático absolutamente inútil e ineficiente cuja pura e simples extinção seria da ordem do mito, de dirigir o vosso requerimento como segue,

Título: REQUERIMENTO CUJA RESOLUÇÃO RÁPIDA É FAVORÁVEL AO CRESCIMENTO

Exmo. Senhor Director
da Repartição de ...
Meu Caro e Estimado Amigo,...

.....

E.D.C.A.P.E.*

*(Espera Deferimento Com Amizade e Profunda Estima)

Afixado por Gibel às 18:09 | Afixadelas (1)

Don't talk about...

...the war. Toda a gente recorda este conselho anedótico de uso quando se fala com um alemão.

Com o PS é mais "não fales de reformas".

No aliás mui douto programa de Governo fala-se por três vezes de "reforma do sistema de governo". Um tipo até se entusiasma! Pensa "ora aí está um objectivo ambicioso!" porque é preciso "cortar a direito!". Depois vai-se a ver e não se trata de reformar o sistema de governo da República...mas das Universidades.

Afixado por Gibel às 18:02 | Afixadelas (1)

Ainda estará por inventar...

...o estofador de sofás que leve mais barato por estofar um sofá usado do que por comprar um novo?! Hirra!

P.S. - se alguém conhece agradeço informação urgente para o meu email.

Afixado por Gibel às 17:25 | Afixadelas (9)

março 19, 2005

Dia do Pai

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Afixado por Gibel às 15:54 | Afixadelas (1)

março 15, 2005

Entradas de Leão...

... SAÍDAS DE CORDEIRO.

Para que não se aplique este sábio provérbio português daqui a algum tempo ao Sr. Eng.º José Sócrates, político assaz corajoso como parece ser entendimento comum e aceite pela generalidade dos comentários na blogosfera e "Ai de quem discordar!", então para que não me chateiem mais vou dar de barato que o senhor é mesmo muito corajoso, lembrando em seguida os lobingues que, estou certo, homem tão corajoso, não deixará de enfrentar em quatro anos de governo. Outra coisa não se esperaria de quem entra logo tão corajoso a enfrentar a corporação das farmácias. Certamente que tão inolvidável coragem, outra coisa não será de esperar, se estendará igualmente aos lobingues mais fossilizados, designadamente:

- da Indústria Farmacêutica;
- dos Médicos;
- do Conselho Superior da Magistratura;
- dos Inquilinos;
- da Administração Pública;
- do Grande Oriente Lusitano;
- das Empresas de Construção e Obras Públicas;
- dos Gestores Hospitalares;
- do Dr. Jorge Coelho;
- dos Gestores Bloco-Centralistas de Empresas Públicas em rotatividade permanente;
- da Banca;
- do Comércio;
- das Famílias-tradicionais-da-Indústria-que-apreciam-muito-o-modelo-americano-mas-concorrência-está-quieto;
- dos Funcionários do Notariado e Conservatórias;
- das Empresas de Comunicação Social;
- dos Autarcas;
- dos escritórios de advogados amigos;
- dos consultores amigos;

(lista em actualização)

Afixado por Gibel às 12:35 | Afixadelas (2)

O último que feche a porta

Parece que o afamado processo do apito dourado corre o risco de ruir com grande estrondo em virtude de erros formais cometidos pelo tribunal na fase de instrução e recolha da prova. Claro que para os ingénuos do costume se tratará apenas de erros, porque a justiça é feita por homens e mais algumas justificações de algibeira que agora não tenho a jeito para evitar o vómito. Denunciar que existirá a quem esta ruína interesse, ou que poderes subterrâneos ao Estado de Direito continuam a manobrar as cordas certas para que a justiça penal portuguesa apenas aprisione os pilha-galinhas do costume será porventura uma mera balbinice.

Entretanto, alguns dirão que o cidadão não compreenderá este descalabro e que é o descrédito total. Enganam-se. A situação é bem pior: porque o bom e ovino cidadão nem sequer tem consciência de que este descalabro está a acontecer.

À beira do cadafalso, o mártir liberal Gomes Freire de Andrade dizia que, apesar de tudo, felizmente havia luar. O ovino cidadão dirá, reformatadas as suas expectativas à realidade do Portugal de hoje, que "felizmente posso comprar tylenol no Jumbo".

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março 11, 2005

Já não se fazem poetas baladeiros, companheiros, amigos, camaradas baladeiros desta vida

PARABÉNS AO PEDRO BARROSO BALADEIRO PELOS 35 ANOS DE CARREIRA deste nosso Aphixe, blogue amigo, companheiro e camarada nas estradas baladeiras da vida

pedrobarroso.jpg

Menina em teu peito sinto o Tejo
e vontades marinheiras de aproar
menina em teus lábios sinto fontes
de água doce que corre sem parar

menina em teus olhos vejo espelhos
e em teus cabelos nuvens de encantar
e em teu corpo inteiro sinto o feno
rijo e tenro que nem sei explicar

se houver alguém que não goste
não gaste - deixe ficar
que eu só por mim quero-te tanto
que não vai haver menina p'ra sobrar
(nota da redacção: esta estrofe é liiindaaaaa!!)

Afixado por Gibel às 17:49 | Afixadelas (3)

março 08, 2005

Conversas em família

À mesa de jantar,

Mulher de Vitorino: Querido, eu sei que és um homem com pouca disponibilidade..

Vitorino: Sim querida, mas um patriota, um tipo competentíssimo...

Mulher: sim, pois, isso também e tal.. e eu sei que se pudesse dispensar-me-ía de te ocupar querido mas...

Vitorino: .... e um socialista com muita credibilidade, e um cidadão do mundo e um europeísta firme e convicto e um romântico e até acho que sou do melhor na cama...

Mulher: querido, só te queria pedir o obséquio de me chegares a travessa do pão!

Vitorino: ..e a sueca!... sou óptimo a jogar a sueca, sabias disso?!


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Afixado por Gibel às 14:26 | Afixadelas (1)

março 07, 2005

Estou orgulhoso

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Na véspera do dia internacional das meninas, o Aphixe é o blogue colectivo mais paritário (paritário é aliás uma palavra muito feia para chamar a isto, mas é o que se usa chamar, deve ter sido algum gajo que a inventou com má vontade). E não foi preciso quotas. As nossas meninas impuseram-se pela sua categoria.

* de qualquer modo, observa-se que a rapaziada mantém a maioria do capital social, nunca fiando, c'a gente não sabe o dia de amanhã

Afixado por Gibel às 17:06 | Afixadelas (9)

Estou-me sempre a surpreender comigo (e com o google)

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GIBEL - Cabinet Obstetrica Ginecologie

Afixado por Gibel às 05:01 | Afixadelas (3)

março 06, 2005

http://gapingvoid.com/

blog.bmp

blog2.bmp

Afixado por Gibel às 07:20 | Afixadelas (7)

highway of life

gibel Highway
Mt. Happiness9
Bankruptcity22
Family Farm47
Study Hall113
Bewilderment Avenue240
Please Drive Carefully
Username:
Where are you on the highway of life?
From Go-Quiz.com

Afixado por Gibel às 07:06

março 05, 2005

ATÉ JÁ...

...Eufigénio

Afixado por Gibel às 08:27

Em defesa de D. Miquelina

Excerto das Alegações de Recurso de Pena de Degredo pronunciadas perante a Relação do Porto em 1842 pelo ilustre causídico Sebastião d'Almeida e Brito em defesa de D. Miquelina, que apenas apunhalara mortalmente seu marido em fatal acesso de ciúme

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Afixado por Gibel às 07:22

Expediente insólito para aumento de salário

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Afixado por Gibel às 06:04 | Afixadelas (1)

março 04, 2005

Ora bames lá a ber...despois do armestício e das poeiras apoisarem por acui...

Qual é o prazzo correctamente acheitábel pra um home tornar a escreber sobre aipos e chiles e manjerona e maiz'aipos e de quem tropecha no aipo?...


tá okay - então num bou escreber pra já sobre aquela experiênchia chientífica com lamelibrânquios hermafroditas colhidos nas pochinhas d'auga da torre chineira da ermida do prior Ramiro e respectibas opxões sexuais...o quê? ...num debia ter falado de sexo?

tá, tou já a recolher...

num bou dijer mai'nada. punto final

Afixado por Gibel às 21:37 | Afixadelas (4)

Chiça! O novo governo tem duas mulheres?! Duas mulheres? Tantas?!

Cultura e educação. Artes e instrução. Teatro e Professoras. Cinema e aulinhas. Brrrrrrrrr

Parece ser sina das senhoras! Ficam sempre bem: um ministério de educação para uma menina - a educação tem algo de maternal - e um ministério de cultura para outra menina - a cultura é gira, tem qualquer coisa de sensibilidade e estética, vá lá! fica sempre bem a uma senhora...

E a saúde?! Irra! Não era habitual a saúde também ser para as meninas? Não era mais eficaz pra dar a volta aos médicos? Até aqui as meninas recuam e a rapaziada traga-lhes o ministério?!

CAMBADA DE MISÓGINOS!! (e só lhes chamo misóginos! não lhes chamo outras coisas que me vêm à cabeça por causa do sarrabulho que já aqui houve, mas dava-me mesmo vontadinha!)

P.S. - e perdoem-me a futilidade: além de haver sempre poucos assentos para as meninas elas têm sempre de ser...digamos...pouco bonitas ?! (não que sejam definitivamente feias, nada disso, estão assim a mais ou menos meio caminho...)

Afixado por Gibel às 20:52 | Afixadelas (2)

Para quem tinha grandes expectativas...(não era o meu caso)

Aí está o novo elenco governamental. Se este é o pobre cardápio com maioria absoluta, nem quero imaginar o que poderíamos ter sem ela.

P.S. - Sinceramente, é uma desilusão continuar a ver a pasta da Justiça com tão fracas figuras. Mudem os governos que mudarem, parece que a sina da Justiça se mantém.

Afixado por Gibel às 20:36

março 03, 2005

Os Infiéis podiam aprender com os chineses como é que isto se controla

A célula da Al Qaeda no Iraque lançou uma revista online para convocar os muçulmanos a ingressar na guerra contra os «cruzados infiéis» neste e em outros países islâmicos.

Afixado por Gibel às 18:18

Ao que parece, aqui não haverá (ainda?) dedo do Papa

O acesso a páginas pornográficas é praticamente impossível na China

Afixado por Gibel às 18:09

MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA DISCUSSÕES NA BLOGOSFERA

É fundamental desmontar quais as técnicas de falsa argumentação - vulgo falácias – mais habituais na discussão diária e que medram (e merdam!) na blogosfera nacional. São técnicas clássicas, mas que, reconheço, talvez apanhem alguns jovens mais desprevenidos - o sistema de ensino já conheceu melhores dias e duvido que a malta nova ainda aprenda estas coisas.

- O apelo à emoção: tenta-se convencer através do recurso a argumentos emocionais ou sentimentais, geralmente negativos, em vez da apresentação de premissas ou evidências convincentes. Geralmente, as emoções mais instrumentalizadas são a raiva, a culpa, a vergonha, o medo, etc. O apelo à emoção anda paredes-meias com a falácia da reductio ad absurdum. (“Como é que podes ser católico depois da Inquisição?” “Como é que podes ser comunista depois dos Gulags?” “Como é que podes ser Alemão depois do Holocausto?” “Como é que podes ser físico nuclear depois de Hiroshima?”, and so on and so on)

- A analogia imprópria, ou non sequitur: é uma falácia argumentativa clássica, consistindo em retirar conclusões de premissas que não têm nenhuma conexão de implicação lógica. (“Ando com as regras atrasadas porque tenho o salário em atraso” argumenta a Celeste ou “Há muita sida em África porque o Papa convenceu o pessoal a não usar o preservativo” o que pressupõe um poder notável do Papa em face de um continente maioritariamente animista e islamista, onde a generalidade dos homens considera culturalmente o preservativo como um empecilho à sua virilidade (!), o mesmo Papa que igualmente pediu aos Estados Unidos que não invadissem o Iraque e não é que os gajos invadiram?! Logo! Pôrra da lógica! Se invadiram foi porque o Papa-Todo-Poderoso certamente não se esforçou o suficiente!...).

- O apelo ao ridículo (cfr. São Barnabé): introduz-se uma passagem de presuntivo humor (geralmente o humorista de serviço ao argumento acha-se muita piada, pelo que o presuntivo é nosso) ou ridícula no argumento, procurando desta forma o espertalhão encobrir a sua incapacidade ou laxismo intelectual para responder à altura do argumento adversário. É uma falácia bastante eficaz: geralmente a força lógica do argumento adversário é completamente ensombrada pela tirada humorística do outro – a assistência aplaude e agradece o circo, pois é da natureza das massas simpatizar com a facilidade mental, preferindo-a à trabalhosa e, porque não dizê-lo, opressora e fria inquirição do mérito das premissas usadas em debate.

- O acento impróprio: acrescenta-se um acento ou expressão maliciosa à apresentação de um facto para desacreditar as suas motivações. Admito, às vezes é irresistível: tipo quando se informa que o Morais Sarmento disse que “vai alternar como Deputado por Castelo Branco”, está mesmo a pedir um acento impróprio...

- A descida escorregadia: sugere-se geralmente que a opção numa determinada direcção desencadeará necessariamente um processo irreversível de consequências ainda mais radicais. (“Se se privatiza a gestão dos hospitais acaba-se o serviço nacional de saúde!”; “Se deixo o Ruben André beber antes dos vinte e um anos, acabará nos Alcoólicos Anónimos”; “Se se descriminaliza o aborto, as mulheres vão todas desatar a fazer abortos”, etc.)

- A ignoratio elenchi: não podendo atacar o argumento original que lhe é proposto, o adversário trata de introduzir material irrelevante para o ponto em discussão de forma a desviar o argumento para outra conclusão em geral mais fácil de ser atacada que o argumento original. (é muito vulgar o uso desta falácia por Pastores da Igreja Ateísta Militante)

- O wishful thinking toda a gente sabe o que é, não se fala noutra coisa na blogosfera.

- A petitio principii é o vulgar argumento circular: a falácia consiste em usar a conclusão a que se tenta chegar como componente ou suporte de uma das premissas. A melhor forma de desmontar a falácia é reescrever o argumento do adversário numa forma que demonstre a respectiva circularidade: “Ou seja, Vossa Eminência está afirmando que se o gato tinha botas, então é porque o gato tinha botas!”

- O ataque ad hominem (ou ad mulierem, para não ser acusado de sexista): consiste em atacar o adversário, geralmente diminuindo-o, em lugar de atacar os seus argumentos. Ao contrário das restantes falácias, e do que as pessoas geralmente pensam, esta técnica, além de muitas vezes ser irresistível e saudável para mantermos o bom metabolismo dos nossos fígados, é também lícita em muitos casos: é admissível quando se trata de atacar a credibilidade de um mero testemunho ou opinião apresentado pelo adversário.

Argumentar é coisa mais séria do que parece.
Opiniões, factos, descrições, questões, emoções, não são argumentos.

O pessoal argumenta só para persuadir?
Ou para crescer intelectualmente com o conhecimento de todos?

Querem a verdade? Certamente que a repetição não é a verdade: proposições e lugares-comuns, bastantes dichotes e bocas que se tornaram hábito em quem aplica a régua da tolerância aos outros mas que raramente a aplica a si próprio, designadamente nos clichés com que classifica quem lhe é diferente, não se tornam verdadeiros por serem ditos e re-ditos, lidos e re-lidos à exaustão.


Afixado por Gibel às 12:09 | Afixadelas (14)

março 02, 2005

Tomar - 845 anos

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Tomar fez ontem, 1 de Março, 845 anos, embora a história do lugar seja bem mais antiga, antiga cidade romana, paleo-cristã, cruzada pela presença islâmica e judaica. Como Tomar tem para mim um especial significado venho apenas à pressa lembrar esta data, prometendo para mais tarde uma posta mais alongada sobre a velho senhorio de Nabância e seu castelo de Ceras a partir de cuja doação à Ordem do Templo por D. Afonso Henriques se iniciou a história do actual concelho.

Mas, coincidindo com o aniversário da cidade, também tenho de registar o aniversário do blogue Tomar do nosso visitante e comentador Leonel Vicente. Bom trabalho Leonel, os nossos parabéns, embora atrasados!

Afixado por Gibel às 11:31 | Afixadelas (3)

março 01, 2005

CANDONGA ONLINE

Um primo meu tem um primo que escreve no Afixe sob o pseudónimo G. e que já conseguiu açambarcar vinte bilhetes para um certo concerto em Agosto que não o do Tony carreira. Revenda ao melhor lance. Leilão encerra a 31 de Março.

* Faz-se atençãozinha aos membros deste blog, com excepção de um que se baldou da casa (sorry)!

Afixado por Gibel às 18:09 | Afixadelas (3)

Was Rafik Hariri's assassination a Syrian hit? - Michael Young na Slate

Whether Hariri will be remembered as great is another matter. A man of remarkable energy and achievements, he was the most influential prime minister Lebanon has seen in decades, and the most successful peddler of the country's postwar success. However, he could also be overconfident, and in the days leading up to his death, several people who spoke to him noted that he didn't seem overly concerned about his safety. This was odd, as security was always at the top of his mind when he moved around in his armored-plated cars, and the political climate in Lebanon today is as bad as it's ever been since the end of the war in 1990.

Afixado por Gibel às 17:55

Casa de Alterne

Sarmento alterna lugar de deputado por Castelo Branco.

Afixado por Gibel às 13:41 | Afixadelas (7)

um ano a blasfemar

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O Blasfémias completa um ano. Os nossos parabéns à Sara Müller, ao CAA, ao CL, ao Gabriel Silva, ao João Miranda (o mais blasfemo de todos! não desfazendo), ao LR, ao PMF, ao RUI e ao RAF. Um ano com 340.000 visitas é muita visita!

Afixado por Gibel às 11:03 | Afixadelas (3)

fevereiro 28, 2005

Liberdade IV - My Heroes of Downtown Beirut

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Por Joseph Hitti

I love you, my brothers and sisters camping in downtown Beirut. My exiled eyes tear up a million times a day at your sight embracing the statue of our 1916 martyrs. For like Hariri, Jumblatt, Gemayel, Mouawwad, and all those who were killed with booby-trapped bombs instead, in the sophistication of today's butcher occupier the Assad regime of Damascus, they stood for their country and were hanged by the Ottoman occupier Jamal Pasha the Butcher. This is, unfortunately, the stuff that nations are made of.

I love you, my long forgotten friends, for leaving your religions at home, in the church or the mosque. Like all civilized people, you are proving to the world that your only religion is your country, your only faith is in yourselves as human beings and in your future, and that no creed, faith, belief or ideology will ever again bring you to the brink of despair and death. This is the stuff that democracies are made of.

Afixado por Gibel às 19:51

Liberdade III

O Governo pró-Sírio acaba de demitir-se perante milhares de Libaneses gritando em Beirute "We want no other army in Lebanon except the Lebanese army!". Não houve violência. A "Revolução dos Cedros" lembra uma Tianamen com final feliz.

Afixado por Gibel às 19:15

Liberdade II - The Cedars Uprising?

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The free will of Lebanese people is finally shining...and this is the main point here.

Lebanese people are saying Lebanon will not be used as a battlefield for other people's wars. This will be a difficult thing to acheive entirely, though. But we are moving in the right direction to make sure Lebanon remains for the Lebanese.

Now, I'm going to go celebrate this first of many victories.

How exciting is this?! What will we call this revolution? The Cedars Uprising? I'm going to think about it today and come up with some good ones. Any suggestion?

no blog libanês shlonkombakazay

Afixado por Gibel às 19:05

Liberdade

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All that sadness, anger and pressure exploded on the day of the funeral – Wednesday 16 February- Thousands, Thousands, hundred of thousands of Lebanese came from all parts of our small but heavily divided country. Muslims, Christian and Druze came to pay homage to a leader who had to die so that they knew his real worth.

The funerary procession was solemn but popular. Masses littered the streets from the house of the former Prime Minister, along the planned route of the march to the place of burial. Thousands upon thousands nothing unified them but their sadness for the death of Hariri and their anger directed towards Syria. It was a first, at least for me, that I heard Muslim crowds chanting in unison: “Syria out, Syria out”

Throughout the civil war and even before Muslims were always on the side of Syria, wrong was it or right. With the death of Hariri it was over. All Lebanon was shouting for Syria to go out.

As I walked down to the Martyr’s square – Hariri was buried on the side of that square inside a mosque he built- the most amazing site I have seen as a Lebanese welcomed me.

That square used, in the civil war, to be the playground of the militias’ snipers and shells. It was a no man’s land. Martyrs’ square used to be part of the “green line” that divided Beirut into two halves, a Muslim side on the left of the square and a Christian one on the right.

On that day echoes of the churches bells from the Christian side mingled with the reverberation of the muezzin’s chants from the Muslim side, above a square filled with Lebanese weeping for another slain national leader.

On that day Hariri’s greatest dream was made true. Lebanon’s two halves were truly united for the first time since our independence. We were once more one people…

Afixado por Gibel às 17:45

Le Chef du Parti Socialiste Espagnol

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No "La Presse", de Montréal, Canadá.

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fevereiro 25, 2005

Polémica na maçonaria francesa

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Esta notícia é bastante interessante, por se tratar de um facto polémico que está justamente a afectar a obediência maçónica comummente designada como a mais liberal em França - O Grande Oriente de França - e todo o já longo debate em torno dos landmarks maçónicos. A palavra inglesa "landmark" significa literalmente marco de limite e figuradamente, na franco-maçonaria, significa ponto de referência: entende-se tradicionalmente que cada Grande Loja ou Oriente nacional tem o inerente poder e autoridade para modificar Regulamentos, Constituições, Regimentos Internos, em benefício da Fraternidade Maçónica, contanto que sejam mantidos invariáveis ou intocados os antigos landmarks... Por isso o segundo landmark é justamente aquele que estipula: "A Maçonaria refere-se aos " Antigos Deveres " e aos "Landmarks" da Fraternidade , especialmente quanto ao absoluto respeito das tradições específicas da Ordem, essenciais à regularidade da Jurisdição".

O Grande Oriente de França, no início do século passado, aboliu a obediência ao primeiro landmark maçónico, que estabelece "A Maçonaria é uma fraternidade iniciática que tem por fundamento tradicional a fé em Deus, Grande Arquitecto do Universo", e consequentemnte também a obediência a outros dois landmarks: "Os Maçons tomam as suas obrigações sobre um volume da Lei Sagrada, a fim de dar ao juramento prestado por eles, o caráter solene e sagrado indispensável à sua perenidade" e "nas Lojas estão sempre expostas as três grandes luzes da Ordem: um volume da Lei Sagrada, um esquadro, e um compasso" o que conduziu ao cisma e cortar de relações com a chamada "Maçonaria Regular" universal (esta designação é demasiado discutível, pelo que só a uso por comodidade de expressão) que gravita em torno da United Grand Lodge of England.

Mas apesar de abolir os landmarks acima, o GOF manteve o landmark da reserva de admissão à Fraternidade: "A Maçonaria é uma ordem, à qual não podem pertencer senão homens livres e de bons costumes, que se comprometem a pôr em prática um ideal de paz" e "Os Maçons só devem admitir nas suas lojas homens maiores de idade, de ilibada reputação, gente de honra, leais e discretos, dignos em todos os níveis de serem bons irmãos" embora tenha sido abolido o conteúdo integral deste landmark que ainda esclarecia que tinham de ser homens "aptos a reconhecer os limites do domínio do homem e o infinito poder do Eterno".

Acresce que inclusivamente o Grande Oriente de França praticamente aboliu ou pelo menos passou a encarar com mais bonomia a estrita proibição de qualquer discussão política nas lojas maçónicas, como decorria do sexto landmark: "A Maçonaria impõe a todos os seus membros o respeito das opiniões e crenças de cada um. Ela proíbe-lhes no seu seio toda a discussão ou controvérsia, política ou religiosa. Ela é ainda um centro permanente de união fraterna, onde reinam a tolerante e frutuosa harmonia entre os homens, que sem ela seriam estranhos uns aos outros".

Face ao desafio que constitui este acontecimento, depois das polémias rupturas do passado, aguardo com sincera curiosidade a saída airosa que o GOF apresentará para esta questão. Eu, pessoalmente, guardo a minha opinião.

Afixado por Gibel às 17:53 | Afixadelas (1)

fevereiro 24, 2005

Quinta da D. Preciosa Távora - a quem possa interessar...

Festas e iventos

Entradas:

Patês e queijo fresco
sapateira recheada
presunto fatiado
ovinhos de codorniz
ameixa com bacon
rissoizinhos de marisco
escalopinhos de frango à Villa Noir
tâmaras com amêndoa

Quentes:

creme de alho francês
tamboril com gambas gratinado
lombo de porco recheado com ameixas e castanhas (ou lombelo de porco à Wellington dispensando os ovinhos de codorniz supra)
mousse de ananás
café e digestivo

Frios:

lingua afiambrada
leitão à bairrada
salmão fumado
quiches variados
mesa de queijos

O Serviço inclui queitering, decoração e espaço, com excepção dos aposentos da D. Preciosa Távora e do respectivo moço de estrebaria.

Afixado por Gibel às 17:43

Pois não sei não Bernardo :)


E LE VA i ... tchan... tchan

tchan...

Afixado por Gibel às 17:37

BOM DIA!

O JPP diria agora: Coisas simples e espetava aqui um quadro de um pintor russo.


Eu em antes direi: Vou-me deitar.

Afixado por Gibel às 07:11

A vida como ela é

Depois do que aqui escrevi e dos comentários respectivos, sabe bem ler esta lúcida posta do Francisco José Viegas. Definitivamente, quem me manda a mim ter sonhos, ilusões, exigências ou ambição por essa coisa a que se usava chamar "um mundo melhor"? A vida é como é.

Luís Paixão Martins, o responsável pelo marketing do PS, foi ouvido pela TSF sobre a campanha eleitoral socialista. Foi uma das entrevistas mais importantes depois da vitória eleitoral de domingo passado porque dá razão aos pessimistas que diziam que o país estava cansado e queria regressar à normalidade. Ou seja, que as pessoas normais queriam uma vida normal. Uma vida normal é uma coisa simples – professores colocados a horas, ordem nas ruas, telenovela antes e depois do telejornal, futebol ao fim-de-semana, juros baixos, telemóveis baratos e férias no Algarve. Não são precisas nem muita sensibilidade política nem muita perspicácia de sociólogo para compreender esse desejo de mediocridade.
Há um lado da democracia que se deixa fascinar por esse desejo de mediocridade simpática – é necessário compreendê-lo. Com isso se ganham eleições e se seguram governos. António Guterres teve essa sensibilidade medíocre no início do seu segundo mandato, quando mencionou telemóveis e férias no Algarve. Eram metáforas aceitáveis. Medíocres mas aceitáveis. As pessoas aceitam endividar-se razoavelmente desde que o perigo não seja escandaloso; preferem a mediocridade ao combate pela excelência; os eleitores não gostam de ser incomodados. Compreende-se.

FJV no Aviz

Afixado por Gibel às 00:40

fevereiro 23, 2005

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

Carlos Drummond de Andrade

Afixado por Gibel às 19:32

Prioridades - Falem-lhes dos velhinhos e dos pobrezinhos e dos empregos seguros e da saúde...mas da Justiça? Quem precisa de Justiça?

As propostas e ideias da campanha socialista não apareceram a público nos cartazes ou na boca de José Sócrates sem antes terem sido testadas em sondagens e grupos de testes, num trabalho de pesquisa de opinião pública.

«Começámos por fazer esta investigação, depois criámos argumentos, imagens e peças de comunicação que foram sendo testadas em "focus group", em painéis de cidadãos que foram sendo confrontados com ideias e que ajudaram de algum modo a fazer uma certa arbitragem», explicou Luís Paixão Martins, responsável de marketing da campanha eleitoral do PS.

Uma nota final é revelada à TSF por Luis Paixão Martins. Nos estudos de opinião o desemprego apareceu destacado como a grande prioridade, enquanto uma questão como a justiça foi remetida para segundo plano.

Aliás os portugueses não querem as tão faladas reformas políticas se elas trouxerem instabilidade à sua vida.

De facto, quem precisa de Justiça? Um exemplo:

Em Dezembro de 2003, dei entrada a um processo em que o meu constituinte reclama da ilegalidade da pensão de reforma que lhe foi fixada: não é a pensão a que teria legalmente direito. Desde então, podendo entretanto morrer (o que até saírá barato para o Estado), vive com um montante inferior àquele a que teria direito. Em Fevereiro de 2005, PORTANTO ATÉ À PRESENTE DATA, AINDA AGUARDAMOS QUE A ENTIDADE ADMINISTRATIVA RESPONSÁVEL SEJA CITADA PELO TRIBUNAL ADMINISTRATIVO PARA CONTESTAR! Repare-se, ainda não estamos à espera de julgamento ou tampouco de sentença, estamos à espera da prática de um acto judicial simples, prévio aos anteriores. Estamos à espera que o Tribunal ESCREVA A PORRA DE UMA CARTA E A META NUM ENVELOPE DE CORREIO A CITAR A ENTIDADE RECORRIDA DO CONTEÚDO DA NOSSA ACÇÃO PARA APRESENTAR A RESPECTIVA CONTESTAÇÃO. HÁ MAIS DE UM ANO!

Entretanto, os Portugueses, carneiros geneticamente aprimorados por alguns séculos de educação fradesca, acrescentada de um século de liberalismo monárquico e republicano, de teor allegro ma non troppo, apenas reservado à burguesia auto-instalada em Nova Nobreza e 40 anos de reverência a um lente de Finanças de Coimbra, desembocam em 30 anos de novo rotativismo bloco-centralista, chegando ao século XXI encarando a Justiça como uma não prioridade de uma sociedade civilizada. Estamos conversados!

Afixado por Gibel às 17:00 | Afixadelas (14)

Sou péssimo a guardar segredos

O nosso Bernardo contou-me ontem uma feliz novidade na sua vida. Vá lá Bernardo, partilha aqui com o pessoal, que eu sou péssimo a guardar segredos e depois não te queixes se eu der com a língua nos dentes. Até porque temos de providenciar pela devida celebração com bailarinas húngaras!

Afixado por Gibel às 16:28

fevereiro 22, 2005

Prioridade ao emprego - por onde começar?...

Segundo hoje é noticiado, em diversas empresas públicas há administrações a serem rendidas, aguardando-se novas nomeações para estes cargos. É o caso da TAP, dos CTT, da ANA, etc. Já adivinho que certamente por aqui se desencadeará a tão almejada criação de postos de trabalho. Normalmente acompanhada de nova mudança de corporate image, logotipos, design interior e mobiliário (neste se incluindo a rotação de assessores).

Afixado por Gibel às 11:38 | Afixadelas (4)

fevereiro 21, 2005

HORA ABSURDA

(...)

É preciso destruir o propósito de todas as pontes,

Vestir de alheamento as paisagens de todas as terras,

Endireitar à força a curva dos horizontes,

E gemer por ter de viver, como um ruído brusco de serras...

HÁ TÃO POUCA GENTE QUE AME AS PAISAGENS QUE NÃO EXISTEM!...

F. Pessoa

Afixado por Gibel às 23:46 | Afixadelas (1)

A APOSTA NA IRMÃ LÚCIA DEU CERTO

O PSD conquistou a diocese de Leiria.

Só perdeu o país. Pormenores.

Quando será que a direita compreende de uma vez por todas que uma coisa é o país ser sociologicamente maioritariamente católico, outra coisa bem diferente é daí deduzir que o país morra de amores pela Igreja Romana e sua Hierarquia? Aprendam com a história.

Afixado por Gibel às 00:49 | Afixadelas (2)

fevereiro 20, 2005

As minhas perguntas para o PS são...

Para além de: quem vão ser os ministros do Governo?

Saber

Quem vai ser o próximo Director da Polícia Judiciária? Ou o actual estará a fazer um bom trabalho?

Afixado por Gibel às 23:25

Quer levar um estalo?

Instada pela repórter-estagiária do Aphixe a comentar os resultados, a ministra Carmo Seabra respondeu incomodada: "Que resultados? Eleições?!!! Não fazia a mínima ideia! Mas que Governo? Hotel D. Pedro? Estou no Hotel D. Pedro?!! Aquele quem vai das Amoreiras pàs Galerias do Ritz? Não fazia a mínima!!..."

Afixado por Gibel às 21:32 | Afixadelas (2)

A NOITE DAS VACAS LONGAS

As Santanetas ameaçam executar uma marcante acção de protesto: apenas alimentadas com dois croquetes no estômago e um golo de rosé Esporão, prender-se-ão com cadeados e correntes às portas do Salão Nova Iorque do Hotel D. Pedro durante toda a madrugada, entoando o hino do menino guerreiro ad nauseam, enquanto Nuno da Câmara Pereira as acompanha à rabeca (é um instrumento musical! não sejam porcos suas mentes perversas!).

Afixado por Gibel às 21:06

Também parece

Que a liderança salafita do clérigo Portas resiste e até se fortalece. É importante e decisivo que os velhinhos, os pobrezinhos, os pequenos comerciantezinhos e os jovenzinhos varões que querem constituir família com esposas adeptas da posição de missionário e avessas às humidades excessivas estejam devidamente representados na Câmara da Nação.

Afixado por Gibel às 19:20

Pois parece que sim

Que a maioria xiita liderada pelo líder espiritual Ayatollah Coelho se prepara para infligir uma pesada derrota sobre a minoria do Mullah Sagmento.

Afixado por Gibel às 19:16

Intervalando

"Se a transmissão de poderes da maioria para o governo tivesse nos dominadores e sugestionadores das maiorias, não o seu termo, mas um ponto intermédio - isto é, se os eleitos do povo fossem, não seus governantes, mas apenas os que escolheriam os governantes, eleitos não para governar mas para escolher - então se poderia admitir uma certa facilidade de acesso ao poder de homens competentes para exercê-lo. Não se pode porém esperar da fraqueza e do egoísmo humanos que os capazes de dominar empreguem essa capacidade simplesmente para fazer dominar outros; nem a vaidade que serve de base a toda a capacidade de domínio deixa de convencer o dominador da sua capacidade de governar também. O homem que domina multidões num comício facilmente se capacita que dominará números num orçamento. É um absurdo como lógica, natural como psicologia."

Fernando Pessoa

Afixado por Gibel às 18:57

Bibliofilia - Leituras de Cabeceira...

...Para o Dr. Lopes

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"A filosofia da vida manda-nos tirar dos acontecimentos bons o bem que nos deram; e dos maus a lição que nos ofereceram. Mas nunca nos manda entoar um coro de lamúrias ou de lamentações."

Afixado por Gibel às 08:53 | Afixadelas (5)

Qualquer que seja o desfecho deste dia 20

Razão tinha o Camões

"Um fraco rei faz fraca a forte gente"

Afixado por Gibel às 02:25 | Afixadelas (2)

fevereiro 18, 2005

A minha proposta para arrumarmos a casa de vez

TRATADO QUE INSTITUI A FEDERAÇÃO DA HISPÂNIA

Entre
A REPÚBLICA PORTUGUESA
E
O REINO DE ESPANHA

São acordadas as disposições seguintes, tendo em vista a instituição de uma Federação dos Estados Livres da Hispânia, adiante simplesmente designada República da Hispânia:

1.º A República da Hispânia será constituída pela união federal de cinco Estados Livres:
1.1. O Estado Português, composto pelo território continental actual da República Portuguesa e pelo Arquipélago dos Açores, ao qual são agregados alguns arredores: as Comunidade da Estremadura, Galiza, Leão, Astúrias e Cantábria;
1.2. O Estado Euskadi, composto pelo actual País Basco, La Rioja e Navarra;
1.3. O Estado de Aragão, incluindo a Catalunha e a Comunidade Valenciana;
1.4. O Estado Al-Andaluz, incluindo a Região de Murcia;
1.5. O Estado de Castela, composto justamente de Castela.
2.º A Capital Federal da Hispânia é Lisboa, onde serão instituídos o Congresso Federal – composto de Câmara de Deputados e Senado – e o Supremo Tribunal Federal.
3.º As línguas oficiais da Hispânia serão as línguas de cada um dos Estados, servindo o Castellano de língua franca.
4.º A forma de governo será parlamentarista.
5.º Cada Estado terá Parlamento e Tribunais estaduais, para além de tribunais de jurisdição federal, bem como um Presidente eleito pelos respectivos povos mediante sufrágio directo e universal.
6.º O Presidente da Federação é eleito pelo Congresso Federal mediante nomeação pelo Senado Federal, através de maioria qualificada de dois terços e sob proposta da Câmara de Deputados.
7.º As Câmaras do Congresso Federal serão eleitas por sufrágio indirecto e universal, mediante o recurso a um Colégio Eleitoral com a seguinte composição:
7.1. Estado Português: 100 eleitores;
7.2. Estado Euskadi: 40 eleitores;
7.3. Estado de Aragão: 50 eleitores;
7.4. Estado de Al-Andaluz: 30 eleitores;
7.5. Estado de Castela: 30 eleitores.
8.º Mediante a instituição dos cinco Estados acima, são dissolvidas a República Portuguesa e o Reino de Espanha.
9.º Disposições Finais e Transitórias:
Atentas as legítimas aspirações do povo do Arquipélago da Madeira à auto-determinação, é reconhecida a independência deste território, para o qual é generosamente transferida a Família Dinástica dos Bourbons.

Afixado por Gibel às 02:50 | Afixadelas (4)

fevereiro 17, 2005

O que se dizia ainda antes de ontem

Overview of Portuguese Economy
by Miguel Frasquilho
(o tal conselheiro barrosista do choque fiscal)

Em 22 de Março de 2002

- The new centre-right majority in parliament may lead to a coalition government, led by the social democrats (PSD);

- If economic policies prove to be appropriate, confidence is expected to rise, leading to an economic recovery;

- Severe restrictions in public expenditure, namely concerning public employees, are expected, so that the budget may be balanced by 2004;

- According to the PSD economic programme, a fiscal shock will be implemented, in order to boost the economy: corporate tax will be reduced to 20% in 2003 (with effects being felt in 2004) and income tax will also be reduced during the next four years, alongside a fight in fiscal evasion;

- Fiscal benefits and exemptions are also expected to be reduced, so that fiscal revenue may not decrease and a balanced budget in 2004 is reached;

- Taxation in capital markets is not expected to be increased, either for residents or non residents. (bem, pelo menos isto é verdade)

Está tudo aqui

Ainda se estão a rir, não estão?

Nota importante: como se alcança deste relatório, o senhor conselheiro barrosista tinha perfeito e rigoroso conhecimento do estado das finanças, designadamente da gravidade do défice real herdada da tralha guterrista, antes mesmo de a tralha barrosista formar governo, ou seja, não colhe a falácia que vem sendo impingida de que afinal não deu pra cumprir o prometido porque afinal isto estava pior que o que se pensava que estivesse e... patatipatata rebéubéu pardais ao ninho e o último que feche a porta.

Afixado por Gibel às 12:27

fevereiro 15, 2005

Força Jerónimo! Pega lá para adoçares a garganta!

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Afixado por Gibel às 23:56 | Afixadelas (2)

COMO VOTAR EM BRANCO NO DIA 20, OSTENSIVAMENTE NOS CORNOS DOS GAJOS PRA QUE PERCEBAM QUE NÃO TEMOS DE CONTINUAR A GRAMAR COM UMA PARTIDOCRACIA E COM AS LISTAS DE DEPUTADOS QUE NOS IMPINGEM

Abeirem-se da mesa de voto. Se possível, levem vestidas roupas garridas para que reparem bem em vós. O objectivo vai ser mesmo dar nas vistas. Exibam o cartão de eleitor e recebam o boletim de voto. Fitem cada um dos delegados dos partidos na mesa, olhos nos olhos, um por um, com ar do mais profundo desprezo. Recuem três passos, sempre a fitar os sacanas. Estendam o braço com o boletim na mão para a frente e façam uma faena no ar, da direita para a esquerda e da esquerda para a direita enquanto os gajos olham surpreendidos e presos pela catárse do momento. Então, qual ilusionista bailando com o baralho de cartas (tentem imaginar-se o Luís de Matos!) estiquem o outro braço de encontro ao boletim e dobrem-no ostensivamente, por preencher, em quatro partes (ou nas partes que entenderem, a criatividade é livre) nas fuças dos gajos. Ainda com os gajos a babarem-se trémulos e furiosos com a vossa ousadia, aproximem-se da urna e encestem o voto. Virem costas e ide beber um gin tónico.

Afixado por Gibel às 19:40 | Afixadelas (11)

PORQUE VOU VOTAR EM SANTANA LOPES

.../...

EH EH EH! APANHEI-VOS! ´TAVA A REINAR!

Afixado por Gibel às 16:53 | Afixadelas (7)

fevereiro 11, 2005

Pode até ser só impressão de turista de fim-de-semana...

...mas o Porto está sempre lindo pra carago!

* Gostei muito de aterrar em Matosinhos. Desconhecia que a inbicta não tivesse aeroporto.

Afixado por Gibel às 20:15 | Afixadelas (4)

Não haverá disponibilidade para um mandado de busca a estes senhores?...

Segundo um certo tablóide informa:

"De acordo com um mandado de busca e apreensão a que o Independente teve acesso, os investigadores têm autorização judicial para passar a pente fino o Freeport. Na quarta-feira de Cinzas, a PJ fez uma busca na Câmara de Alcochete".

Donde, se os senhores tiveram acesso a um documento em segredo de justiça, houve a prática de um crime de violação de segredo de justiça por alguém que facilitou esse acesso: não deveria de imediato a autoridade judiciária ir BUSCAR como é que tiveram esse acesso? Através de QUEM? E que outros documentos em segredo de justiça andarão por aí a voar? Ou vamos caír no demagogo argumento justificador de todas as impunidades de que isso será um ataque à liberdade de imprensa?

Afixado por Gibel às 18:54 | Afixadelas (2)

Quem foi, quem foi...?

...O conhecido empreiteiro da porcalhota que tremeu que nem varas verdes quando soube que tinha estalado a notícia sobre um certo taxista na Suíça que um dia acordara dono de um apreciável mealheiro?

Afixado por Gibel às 18:35

O Alvo

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Afixado por Gibel às 18:07 | Afixadelas (5)

A minha semana é cada vez mais assim

Entre a segunda e a sexta...

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Afixado por Gibel às 10:18 | Afixadelas (15)

quem se queixa da globalização?

Fim-de-semana de trabalho no Porto. Marcar hotel. 5 estrelas. Executive room. Preços de balcão obscenos, acima da média de qualquer capital europeia. Fico sempre com a ideia de que existe um problema de competitividade hoteleira no Porto. Viro-me para a uarle uaide uebe, vou ao web-site de uma cadeia internacional de hotéis: cliko Portugal, selecciono Oporto, executive deluxe room, a máquina fica a pensar um poucachinho e dá-me os melhores preços - e aí tenho: 90 Euro, por uma simpática executive deluxe suite em 5 estrelas, late breakfast, acesso gratuito ao lounge club, serviço de SPA, late check-out! E aqui está a globalização ao nosso melhor serviço!

Afixado por Gibel às 09:52 | Afixadelas (5)

fevereiro 06, 2005

A FALTA DE VERGONHA

Medina Carreira, que abandonou o PS há cinco anos em ruptura com António Guterres, não resiste a comentar o regresso do antigo primeiro-ministro à cena política portuguesa.

«O mal não é o António Guterres ter fugido, o que já é péssimo, é o desejo de reentrar, é inconcebível, uma falta de vergonha e de respeito pela sociedade. Quem foi eleito e foge não deve tentar sequer ser candidato a candidato»

Afixado por Gibel às 19:23 | Afixadelas (4)

Sócrates ainda tem 14 dias...

...PRA MANDAR ESCONDER O GUTERRES! Não custa nada e são variadas as opções: mandá-lo efectuar um retiro espiritual para o Opus Dei Center em Nova York; mandá-lo para a ilha de Santa Helena num dos navios que lá fazem escala cada seis meses; mandá-lo fazer um safari no Quénia sem curso de tiro; vesti-lo com um colete a dizer "INTERNATIONAL PRESS" e mandá-lo negociar com a juventude partidária de Al-Zarkhawi um cessar-fogo para o terrorismo no Iraque, and so on and so on...

Afixado por Gibel às 19:06

Parece que Sócrates já fez a sua opção...

Entre duas hipóteses: ele ser Primeiro-Ministro com maioria absoluta ou Guterres ser Presidente da República, parece definitivamente ter optado por esta última. Não sei se por inabilidade ou por andar mal aconselhado. Ou será mesmo estupidez?

Afixado por Gibel às 18:54 | Afixadelas (2)

O Senhor Cardeal Patriarca entrou em campanha para a cadeira de Pedro

"Veja-se Lisboa em Roma como em espelho" "História do Futuro" Padre António Vieira


O Senhor Cardeal Patriarca de Lisboa informou os católicos disto em nota pastoral. Obviamente, dado tratar-se de pessoa erudita, estou certo de que o Senhor Patriarca conhece também isto. E, ao que sei, ainda não terá promovido nenhum anátema ou medida excomungatória (desconheço sinceramente se será possível excomungar gente falecida, mas a sê-lo... - na dúvida, perguntar ao Pastor Carlos Esperança que conhece melhor os sacramentos que eu) sobre, por exemplo, o seu antecessor histórico Cardeal Saraiva, nem sobre uma boa parte dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho que ao Convento de São Vicente de Fora converteram as caves em templos de Salomão para os trabalhos do ofício. O Senhor Patriarca saberá até certamente ao que se deve o facto de gozar historicamente das honras e dignidades de "Patriarca" de Lisboa, dignidade esta que Lisboa apenas partilha com Jerusalém, Antióquia, Alexandria, Constantinopla, Roma e Veneza. Mas compreende-se, o Senhor Cardeal é tido por pessoa culta e tolerante, por isso tem de dar alguns sinais mais conservadores para contentar todas as facções da Cúria Romana, a bem da sua campanha para a cadeira de Pedro. Por mim está perdoado, já que não vamos ter jogos olímpicos em Lisboa porque não há dinheiro, nem há forma de ganharmos o festival da canção, ao menos que tenhamos um Papa Português!

Afixado por Gibel às 15:53 | Afixadelas (1)

SOPHIA PERENNIS - Por Frithjof Schuon

"Seria preciso poder restituir à palavra "filosofia" o seu significado original: a filosofia — o "amor à sabedoria" — é a ciência de todos os princípios fundamentais; esta ciência opera com a intuição, que "percebe", e não apenas com a razão, que "conclui". Subjetivamente falando, a essência da filosofia é a certeza; para os modernos, ao contrário, a essência da filosofia é a dúvida: o filósofo deve raciocinar sem nenhuma premissa (voraussetzungsloses Denken), como se esta condição não fosse ela própria uma idéia preconcebida; é a contradição clássica de todo o relativismo. Duvida-se de tudo, salvo da dúvida.


A solução do problema do conhecimento — se é que há algum problema — não poderia ser esse suicídio intelectual que é a promoção da dúvida; é, ao contrário, o recurso a uma fonte de certeza que transcende o mecanismo mental, e essa fonte — a única que existe — é o puro Intelecto, ou a Inteligência em si. O auto-intitulado "século das luzes" não lhe suspeitava a existência; tudo o que o Intelecto podia oferecer — de Pitágoras até aos escolásticos — não era para os enciclopedistas senão dogmatismo ingénuo, ou mesmo "obscurantismo". Um tanto paradoxalmente, o culto da razão terminou nesse infra-racionalismo — ou nesse "esoterismo da estupidez" — que é o existencialismo sob todas as suas formas; é substituir ilusoriamente a inteligência pela "existência".

Outros acreditaram poder substituir a premissa do pensamento por este elemento arbitrário, empírico e totalmente subjetivo que é a "personalidade" do pensador, o que é a própria destruição da noção de verdade; o mesmo valeria renunciar a toda a filosofia. Quanto mais o pensamento quer ser "concreto", mais ele é perverso; isso começou com o empirismo, primeiro passo em direcção ao desmantelamento do espírito; busca-se a originalidade, e pereça a verdade.

São os sofistas, com Protágoras à frente, que são os verdadeiros precursores do pensamento moderno; são eles os "pensadores" propriamente ditos, no sentido de que se limitavam a raciocinar e pouco se preocupavam em "perceber" e dar-se conta do que "é". E foi erroneamente que se viu em Sócrates, Platão e Aristóteles os pais do racionalismo, ou mesmo do pensamento moderno em geral; sem dúvida, eles raciocinam, mas eles nunca disseram que o raciocínio é o alfa e o ómega da inteligência e da verdade, nem a fortiori que as nossas experiências ou os nossos gostos determinam o pensamento e têm primazia sobre a intuição intelectual e a lógica.

Afixado por Gibel às 05:05 | Afixadelas (6)

MC REBBE THE RAPPING RABBI

thumb.jpg Ora aqui está um blogue que vale a pena ir lendo. O autor: comediante, rapper, músico, DJ, VJ, jornalista, apresentador de televisão, produtor, but above all...MC Rebbe is a jew!

Aqui fica uma amostra das suas espirituosas postas, esta a propósito da recente argolada do principezinho Harry:

"But if you’re expecting me to join the condemnation, prepare for disappointment, as I’m not so quick to judge. After all, it’s not his fault if he’s stupid…he’s the product of generations of interbreeding…amongst Germans…and we all know what happened the last time that a couple of close German family members produced a bastard offspring…

It’s also not his fault if he’s too stupid to see the irony of dressing up as a Nazi just months before starting at the top military college of the army that helped defeat Nazism…after all, if he was intelligent enough to appreciate irony, perhaps he could have got a place at a university…instead of a military college…

Not that I’m actually saying he is stupid…that would be libel…if it were untrue… Perhaps he is incredibly intelligent and this was all part of a cunning plan to divert attention from the theme of the party…Native (spelt with a t) & Colonial…a theme which, for many, conjures up memories of the shameful and near genocidal past of this country and his ancestors? Perhaps the pictures in The Sun simply failed to capture that under the shirt on which he wore his swastika armband, was a t-shirt, emblazoned with the legend ‘Destroy’…or perhaps a picture of grandma with a safety pin through her nose? Maybe he’s just upholding a family tradition and honouring the memory of Hitler loving members of his family such as King Edward VIII, Princess Michael of Kent’s father, etc…or just maybe there is a truly innocent explanation…what? Well maybe he wants a part in Mel Brook’s hit musical The Producers…not because he wants to follow in the theatrical footsteps (or should that be goosesteps) of his uncle Edward, but because he realises that appearing in the show is his best chance of getting to see it…after all he may be third in line to the throne, but that’s hardly going to get him a ticket…

Afixado por Gibel às 04:36

fevereiro 04, 2005

QUE TAL PARAR DE FALAR DO TAL DEBATE...-III

...E FALARMOS ANTES DA FALTA DE REFERÊNCIAS DOS NOSSOS JOVENS EDUCADOS PELA NINTENDO...que já não conhecem nem partilham dos valores da fantasia...a alegria de uma Gata-Borralheira, a traquinice de um Pinóquio, a candura de uma Branca-de-Neve...

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Afixado por Gibel às 19:33 | Afixadelas (9)

QUE TAL PARAR DE FALAR DO TAL DEBATE...-II

...E FALARMOS DO DIREITO DOS ANIMAIS AO BEM-ESTAR...

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Afixado por Gibel às 19:06 | Afixadelas (3)

QUE TAL PARAR DE FALAR DO TAL DEBATE...

...E FALAR ANTES DA RENOVAÇÃO DA COZINHA...O que acham do design destes armários a fazerem pandan com aquele fogãozinho?...

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Afixado por Gibel às 18:48 | Afixadelas (3)

Porque é que sócrates não assassinou santana?

Desculpem lá, mas o debate foi uma xaropada. José Sócrates perdeu uma boa oportunidade para assassinar Santana. Em lugar de perder uns dez minutos a nadar nos boatos só tinha de ter gasto um minuto, que lhe teria valido muitos votos do eleitorado do centro que gosta que falem directo em momentos graves, para dizer apenas: "O senhor, além de ter sido o primeiro-ministro mais incompetente e que mais aviltou a dignidade do Estado em pouco mais de cinco meses de Governo, revelou nesta campanha que nos podia surpreender ainda mais e sempre para pior comportando-se com um canalha".

A língua Portuguesa tem muitos gongorismos, mas quando se trata de qualificar a canalhice ainda não se inventou melhor palavra que não seja justamente essa: canalhice.

* E os activistas gay do costume, que acham que Sócrates deveria ser o cordeirinho sacrificado pela causa fracturante, que deveria assumir ou, pelo menos não negar algo que eles dão por adquirido (o que sinceramente não me interessa saber, pois boato é boato), deveriam era meter na mona que estão a fazer o jogo do adversário: Sócrates não tem de comentar um boato, nem sequer para negá-lo porque ao fazê-lo estará sempre, pura e simplesmente, a violentar o domínio da sua intimidade.

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fevereiro 02, 2005

Quem com ferro mata...

Parece que já corre um boato interessante sobre o Dr. Lopes...

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Bazar do Boato

Vendem-se boatos ao melhor preço e de verosimilhança aceitável, devidamente acompanhados de kit combinado de técnicas de semântica apurada e canais de transmissão para divulgação sem risco de rastreabilidade do emissor.

* Porteiras não incluídas, fornecem-se à parte - na compra de uma porteira, receba grátis licenciado desempregado com carreira em jota partidária.

Hoje temos para propôr: "O candidato F.. terá pendurado na sala um quadro do IKEA comprado já em época de saldos, ao lado de uma serigrafia falsificada do José de Guimarães e por cima de uma estante de DVDs quase todos piratas e sem qualquer exemplar digital da obra de Bergman; o mesmo candidato permitir-se-á tomar duche cantarolando músicas da Céline Dion em tom de voz assaz pouco masculina e exagerando no falsete, enquanto executa desenhos obscenos com a espuma do banho sem qualquer qualidade artística".


Afixado por Gibel às 19:15 | Afixadelas (6)

janeiro 30, 2005

In Memoriam do féretro político do Lopes

Sendo o marialva não uma estirpe mas o depositário de um estado de graça, e o marialvismo, no seu sentido mais amplo, um estado de espírito privilegiadamente lusitano, há desde já a observar que apenas caberá aqui referir o marialva restrito e actualizado, isto é o subproduto em quarta geração - que embora não passe de um negativo desbotado tem o seu lugar assegurado por direito de transmissão na sociedade portuguesa. Esse tipo, aqui designado por "marialva-playboy", apresenta algumas características evidentes que são:
(...)
- A mulher que o atrai é o apuramento sofisticado da fêmea leiteira andaluza com a égua árabe em período de cio.
- Porque "noblesse-obligue", participa duas vezes por ano em saraus for-de-portas mas a discoteca é o seu poiso habitual.
(...)
Temos, pois, que o exemplar em análise é herdeiro de meia costela nobre de velho guerreiro lusíada, esclerosada embora pelos tropeções que uma história descuidada lhe deu mas parafinada por sublime instinto de sobrevivência. E que (aqui só para nós) do casamento do marialva com o playboy resultou este híbrido que não consegue ocular que já só aguenta os copos à custa de pepsmar, toma lorenim para acalmar o "medo" e, porque se deita dada vez mais sozinho... só dorme com soporíferos.

Emfim, o playboy-marialva poderá não ter subsídio do Fundo Social Europeu - mas é português e é nosso! Cumpre-nos, por isso, preservá-lo para que não se extinga.
* por Luis S. Campos "Viver sem Trabalhar"

Afixado por Gibel às 23:37 | Afixadelas (1)

Memória do Nazismo

Passei o fim-de-semana a rever a minha humilde biblioteca, a mexer nos meus papéis e arquivos (é certo, também visitei alguns links e web-sites), a tratar alguns dados sobre o nazismo, designadamente dos Arquivos de Nuremberga, para publicar em breve alguns artigos informativos, em nome da memória. Para que quem tem curiosidade, mas sobretudo para quem só sabe do Nazismo o que ouve ou lê na memória selectiva de outros, mais movido pelo ódio cego abraçado à intolerância anti-religiosa (em que o cristianismo é sempre o "costas largas"), do que por uma verdadeira vontade de conhecer a Besta. Dificilmente se combate o que se não conhece.

* Obviamente, a Palmira F. Silva perceberá que as considerações acima não se dirigem a ela, pois na civilizada troca de impressões que vimos mantendo ficou esclarecido da sua parte nunca ter pretendido com o que escreveu que o nazismo se baseasse no cristianismo.

Afixado por Gibel às 22:31 | Afixadelas (13)

janeiro 29, 2005

O Islão e a sua caricatura

Na Alta Idade Média, o Islão era, na esfera euro-mediterrânica, a potência com o mais elevado desenvolvimento nas artes e ciências mais civilizadoras e a religião islâmica não foi entrave a este desenvolvimento. Nos domínios islâmicos, do médio oriente à Península Ibérica, passando pelo Norte de África, assimilavam-se os mais progressivos conhecimentos do mundo antigo: os clássicos Gregos da filosofia à matemática foram traduzidos, divulgados e estudados (apesar de embebidos de cultura pagã), os ensinamentos astronómicos da Pérsia foram apurados, foram projectadas as inovações técnicas da China (o fabrico do papel, por exemplo), a numeração décimal recolhida na Índia. Sem este período luminoso da história do Islão, que permitiu justamente manter um cordão umbilical com o pensamento clássico e os conhecimentos mais avançados das civilizações antigas, certamente não teria existido o renascimento europeu e o consequente fortalecimento do poder temporal que permitiu o laicismo. Em suma, as letras e as ciências do Ocidente Moderno não teriam sido o que foram, se a Europa Medieva não tivesse sido aprendiza do mundo islâmico na altura florescente.

Esta é uma lição de história que deve ser ensinada e repetida as vezes que forem precisas, sobretudo às novas gerações, para que não passem sem a devida contextualização histórica frases como esta do Carlos Esperança "O islamismo é um decalque grotesco do cristianismo a que falta a influência da cultura helénica". A não consideração do que acima ficou dito, leva a acirrar mais a intolerância subjacente aos choques de civilizações que alguns pretendem. O uso político e guerreiro da religião islâmica por líderes árabes corruptos ou tiranos que fazem do mundo árabe um eclipse de uma civilização que historicamente suscitou admiração, não nos deve autorizar a confundir o Islão com a sua caricatura bárbara.

P.S. - O que correu mal, perguntarão então, para o Ocidente Europeu ter aproveitado tais ensinamentos civilizadores e ter construído socidedades políticas fortes em que existe separação entre sagrado e temporal e o Islão não o ter feito? - ler Bernard Lewis "O Médio Oriente e o Ocidente, O que correu mal?" editora Gradiva.

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janeiro 28, 2005

Já só faltam 149.999!

Meu Caro José Sócrates,

estou que nem posso de contente: esta semana criei um posto de trabalho para uma jovem à procura do primeiro emprego. E nada de trabalho precário: foi mesmo um contrato sem termo! Estou-te a facilitar a vida, apesar de não votar no teu partido. É que agora, basta prometeres e criares apenas 149.999 empregos. Hã? Quem é amigo? Ainda ontem não dormias a pensar no n.º 150.000...

Afixado por Gibel às 18:46 | Afixadelas (6)

Para a Palmira - o convite a um debate sereno e inteligente

Reproduzo abaixo o comentário que deixei no diário ateísta. Prometo desenvolver este tema com mais tempo. Entretanto, um gajo também tem de trabalhar para ganhar a vida.

Cara Palmira,

acho que podemos manter uma discussão interessante, em que apresentando os nossos pontos de vista, saibamos discernir o que nos separa daquilo que eventualmente nos une. Exemlo do que nos pode unir é o entendimento que não contesto de que se pode ter politicamente um discurso "externo", para consumo das massas, que instrumentaliza a religião para manobrar com um objectivo final inconfessado (interno) as massas cristãs alemãs. Estou a fazer-me entender? Eu, na minha modesta opinião, não acho que nesta perspectiva a religião seja a culpada, mas o uso que dela é feito, tal como não acho que a ciência seja demoníaca só porque permite a alguns celerados desenvolver uma bomba de neutrões ou armas biológicas.
Uma palavra para o André: o André lança alguns dados interessantes acerca da escatologia apocalítptica que não estão muito longe dos caminhos que eu tento explorar para chegar ao fundo mais negro e genuíno do nazismo. Prometo continuar este tema com mais tempo.

Tenho de acrescentar outro comentário que deixei no diário ateísta, com o devido destaque, para o Boss meter na cabeça algumas coisas bem sérias que parece não compreender do nazismo, para além dos fáceis estereótipos Vaticano/Pandilha de Malfeitores/logo Católicos Malfeitores/Apoiantes de Ditaduras (a cassete é sempre a mesma.

Boss

conheces a filosofia do super-homem? Sabes o que é o cristianismo para a mentalidade ariana? Uma religião de fracos! Só os fortes estão convocados para o império de mil anos. Na cabeça de um nazi o uso do cristianismo para justificar externamente a perseguição judaica é um mero, útil e bem manobrado pretexto (quer nos discursos que Hitler faz no Parlamento, nos estádio nazi de Nuremberga ou nos desfiles de Munique, para entreter as massas cristãs alemãs). O Nazismo é construído de cima para baixo: de uma elite interior às SS, que conhece a essência da doutrina e pratica os rituais nordico-arianos, para o Wolk que se entretém com missas. Não estamos a falar de casos isolados, de uns tontinhos esoteristas. Estamos a falar de um plano bem delineado. Acredita que se o III Reich triunfasse havias de ver Roma e Jerusalém a arder.Capice?!

Para rematar:

"Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos; sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas"

Afixado por Gibel às 16:42

janeiro 27, 2005

Post dirigido caridosamente À MINHA AMIGA PALMIRA

"Temos de impedir que as igrejas façam outra coisa que não seja seguirem a sua tendência actual, ou seja, perderem terreno dia a dia. Por acaso acham que as massas voltarão a ser cristãs? Disparate! Nunca mais. Essa história acabou. Ninguém mais lhes dará ouvidos. Mas nós podemos acelerar o processo e fazer com que os clérigos cavem as suas próprias sepulturas. Eles trairão o seu Deus por nós."

Estas são palavras proferidas pelo católico Adolf Hitler numa tarde de 1933, testemunhadas por Goebbels, Streicher e Rauschning (que viria a abandonar o partido Nazi).

Querem também o nome do arquitecto espiritual nazi que delineia o plano para destruir o cristianismo, como sugestão de trabalho de casa para não dizerem tantas asneiras? Alfred Rosenberg, enforcado por crimes de guerra em 1946 em Nuremberga. Vá, vão lá estudar melhor a história do nazismo, antes de destilarem tanto veneno, que nada tem de ateísta, mas é puramente e cegamente anti-católico. Fazem o papel de idiotas úteis das filosofias que ainda animam uns cabecinhas rapadas que para aí andam.

Estudem documentos históricos: por exemplo, o "Mensário Nacional-Socialista" e a obra "O Mito do Século Vinte" daquele senhor Rosenberg. Uma mera citação de Rosenberg, para ajudar essas cabecinhas:

"A cruz cristã deve ser retirada de todas as igrejas, catedrais e capelas, susbtituída pelo único símbolo inconquistável - a SUÁSTICA".

Este Rosenberg também era um católico do caraças, não era?!

De caminho, não deixem de estudar devidamente - e não superficialmente - a infiltração do Sínodo da Igreja Protestante Alemã pelo um grupo de protestantes nazis que se reuniam num grupo pseudo-denominado "Alemães Cristãos" e que agiam coordenadamente sob a batuta do senhor Ludwig Müller (capelão do exército nazi) - eram apenas cerca de um terço do Sínodo, pelo que não se pode julgar precipitadamente a responsabilidade do Protestantismo Cristão Germânico (Müller só foi eleito Bispo do Reich à custa de falsificações).

Vá lá, não trinquem a língua, não vão morrer do próprio veneno que destilam. Já levam muito que estudar. Quando acabarem este trabalhinho de casa posso dar-vos mais pistas de estudo. O Nazismo é para ser levado a sério.

Afixado por Gibel às 22:09 | Afixadelas (49)

O inferno é já ali

Há sessenta anos, as portas do inferno foram arrombadas, ou fechadas, conforme a perspectiva. Mas interessa que se lembre que não foi abolido o inferno. Ele é já ali, onde a barbárie humana se quiser instalar e a indiferença dos outros assobiar para o lado fingindo que não vê. O progresso humano não acontece passando de salas mais sujas para salas mais respiráveis e encerrando as primeiras ao público com a presunção de sermos cada vez mais Civilização e de que a animalidade dos instintos se achará abolida. O progresso humano deve ser encarado como se subíssemos escadas, olhando com lucidez e sem ingénuo optimismo para onde pisamos, porque é sempre possível tombarmos delas abaixo.

Afixado por Gibel às 12:05 | Afixadelas (5)

janeiro 25, 2005

Hollywood desilude novamente

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Aí está mais um ano de nomeações para os Óscares do Hollywood Film Festival e novamente a desilusão. O cinema Português continua a não ter o destaque e reconhecimento que merece na categoria de filme estrangeiro. Devo dizer que considero que este ano a exclusão de Portugal me parece ainda mais inaceitável e incompreensível, porquanto nos apresentávamos a concurso com um dos melhores filmes de sempre: a comédia "Santana Lopes e o XVI Governo Constitucional". É certo que o filme esteve pouco tempo em cartaz, sina que parece acompanhar toda a produção cinéfila nacional, o que pode ter prejudicado a divulgação e promoção do mesmo. O nome da obra, demasiado longo, concede-se que também não ajudava. De qualquer forma, o naipe de actores cómicos era de luxo e as representações superaram até as expectativas do jovem realizador José Manuel Barroso que confessou: "A partir de certa altura decidi abandonar o argumento e permitir aos actores a quebra da lógica cristalizada da linguagem para que libertassem o melhor das suas qualidades interpretativas em registo cómico. Julgo que o resultado fala por si, apesar do fraco acolhimento da crítica e do público." Aguarda-se que a sequela "XVII Governo Constitucional - O Regresso do Jedi do Pântano", em registo dramático, possa resgatar o orgulho cinéfilo nacional em próximas nomeações.

Afixado por Gibel às 16:25 | Afixadelas (1)

Fascists Feelings

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Entrevista a Richard A. Epstein

O Prof. Richard A. Epstein, Prof. de Direito na Law School da Universidade de Chicago, é um dos mais brilhantes Juristas e pensadores libertários dos Estados Unidos. Este é um excerto interessante de uma entrevista sua à Reason magazine, abordando a essência do seu pensamento libertário e a forma como encara o papel do Estado.

"There is the kind of libertarian universe in which every individual has property rights in his or her own name, and all individuals have the exclusive right to use and dispose of their possessions--land, capital, so forth. Coordinated behavior takes place only through voluntary exchanges. That's a pretty austere world. Among other things, it precludes any government interference to prevent the premature exhaustion of common and pooled resources. And it prohibits any government system of mandatory taxation for any purpose whatsoever because it would be a forced exaction.

On the opposite extreme, there is a system in which you say the state can take from A and give to B because it wants to make B better off. It's quite willing to make A worse off to do so. That looks to most people like theft mediated by legislative behavior."

The traditional accounts of laissez faire and the welfare state have basically said that those are the only two viable alternatives that somebody can describe. And since it's perfectly clear to most people that we cannot have a world with zero taxation, zero police force, and so on, they feel we have to accept the world in which there is extensive government regulation and massive amounts of redistribution through taxation and other systems of social control.

What I said in Takings is, No, there's a tertium quid, a third alternative that allows government regulation and taxation to be used to overcome the holdout problems, the public goods problems, the coordination problems. But the quid pro quo is that if you want to use these coercive powers, you have to provide benefits to the individuals who have been coerced that leave them at least as well off as they were before the coercion takes place.

You can't ridicule this theory the same way that you can a naive version of laissez faire. You can no longer argue that you can't have any state at all. You can no longer argue that public rivers are going to be destroyed by pollution. You can no longer argue that it's impossible to extract oil and gas from underneath the earth in any kind of a sensible fashion. You can no longer argue that it's impossible to have a decent bankruptcy law.

Essentially the point that I'm trying to make in Takings--and I come back to it again in Bargaining with the State--is that you can have a world with forced exchanges without having a world of rampant redistribution, that you can abandon laissez faire without falling into the lap of the New Deal.

A entrevista completa aqui

Afixado por Gibel às 11:56 | Afixadelas (1)

janeiro 24, 2005

Bom Humor Americano

One day in the future, George W. Bush has a heart attack and dies. He immediately goes to hell, where the devil is waiting for him. "I don't know what to do here," says the devil. "You are on my list, but I have no room for you. You definitely have to stay here, so I'll tell you what I'm going to do. I've got a couple folks here who weren't quite as bad as you. I'll let one of them go, but you have to take their place. I'll even let YOU decide who leaves."

Bush thought that sounded pretty good, so the devil opened the first
room. In it was Richard Nixon and a large pool of water. He kept diving in and surfacing empty handed. Over and over and over. Such was his fate in hell.

"No," George said. "I don't think so. I'm not a good swimmer and I don't think I could do that all day long."

The devil led him to the next room. In it was Newt Gingrich with a
sledge hammer and a room full of rocks. All he did was swing that
hammer, time after time after time.

"No, I've got this problem with my shoulder. I would be in constant
agony if all I could do was break rocks all day," commented George.

The devil opened a third door. In it, Bush saw Bill Clinton, lying on
the floor with his arms staked over his head, and his legs staked in a
spread eagle pose.

Bent over him was Monica Lewinsky, doing what she does best. Bush took
this in disbelief and finally said, "Yeah, I can handle this." The
devil smiled and said: "OK, Monica, you're free to go."

Afixado por Gibel às 20:38 | Afixadelas (1)

Courtroom Humour

(Verídico, recebido de um colega Irlandês)

Judge: Is there any reason you could not serve as a juror in this case?
Juror: I don't want to be away from my job that long.
Judge: Can't they do without you at work?
Juror: Yes, but I don't want them to know it.


Defendant (after being sentenced to 90 days in jail): Can I adress to court?
Judge: Of course.
Defendant: If I called you a son of a bitch, what would you do?
Judge: I'd hold you in contempt and additional five days in jail.
Defendant: What if I thought you were a son of a bitch?
Judge: I can't do anything about that. There's no law against thinking.
Defendant: In that case, I think you're a son of a bitch.


Judge: How do you plead - guilty or not guilty?
Accused: Don't know, I haven't heard the evidence yet.


Foreman of the jury: My Lord, we find that the man who stole the car is not guilty.


Judge: Has the accused any previous convictions, Sergeant?
Sergeant: Not yet, you honor.

Afixado por Gibel às 17:02 | Afixadelas (2)

janeiro 23, 2005

Quem é que perdeu a agenda Gay?

1. Em democracia cada partido tem a agenda que entende: a que representa os valores, combates, ideias e projectos políticos dos seus militantes a propor aos cidadãos (detesto falar em eleitorado) tendo em vista a conquista do poder.

2. Donde, em democracia, cabe a cada partido determinar livremente se quer ter ou não ter uma agenda Gay, assim como uma agenda para as pescas ou para a política internacional.

3. Não se pode é deduzir, pelo facto de um ou outros partidos assumirem a opção livre de não terem uma agenda Gay, que, necessariamente e só por esse facto têm em contrapartida uma agenda homofóbica. Tal dedução só pode resultar de desonestidade intelectual ou pura estupidez.

Afixado por Gibel às 23:28 | Afixadelas (1)

Já dizia o outro...

«Après avoir pris ainsi tour à tour dans ses puissantes mains chaque individu, et l'avoir pétri à sa guise, le souverain étend ses bras sur la société tout entière; il en couvre la surface d'un réseau de petites règles compliquées, minutieuses et uniformes, à travers lesquelles les esprits les plus originaux et les âmes les plus vigoureuses ne sauraient faire jour pour dépasser la foule; il ne brise pas les volontés, mais il les amollit, les plie et les dirige; il force rarement d'agir, mais il s'oppose sans cesse à ce qu'on agisse; il ne détruit point, il empêche de naître; il ne tyrannise point, il gêne, il comprime, il énerve, il éteint, il hébète, et il réduit enfin chaque nation à n'être plus qu'un troupeau d'animaux timides et industrieux, dont le gouvernement est le berger.»

Alexis de Tocqueville

Afixado por Gibel às 06:30

Sabiam disto?

The law puts anti-gay and sexist comments on an equal footing with racist or anti-semitic insults, allowing French courts to hand down fines of up to €45,000 (£30,000) and jail sentences of up to 12 months for "defamation or incitement to discrimination, hatred or violence on the grounds of a person's sex or sexual orientation".

In theory, critics say, the law could mean that devout Christians who denounce homosexuality as "deviant" would be prosecuted; comedians can no longer make mother-in-law jokes; the producers and distributors of the camp comedy film La Cage Aux Folles could end up in the dock; and parts of the Old Testament might be banned.

Afixado por Gibel às 06:01 | Afixadelas (16)

Aprendendo com o caso Marvin vs. Marvin

In the years since 1976, Marvin v. Marvin has proved influential inside and outside the Golden State. California's high court has extended the decision to gay couples; the high courts of nine other states have incorporated Marvin's reasoning into their own law of contract; and the opinion's analysis has become a familiar feature of legal counseling for "alternative families."

The proposed Federal Marriage Amendment would not stop or even slow the spread of Marvin's influence -- and the opportunity it provides gay couples. The amendment targets judicial rulings extending the benefits or incidents of "marriage." But the California Supreme Court explicitly (and somewhat disingenuously) rejected the notion that the result in Marvin v. Marvin implicated "marriage" at all. "We do not hold," emphasized the court, "that plaintiff and defendant were 'married,' nor do we extend to plaintiff the rights . . . grant[ed] valid or putative spouses." And the court underscored that it was not trying to resurrect the concept of common law marriage.

Rather, the benefits at issue were characterized as a simple matter of implied contract. As the court put it, "we need not treat nonmarital partners as . . . married persons in order to apply principles of implied contract." Instead, "we need to treat them only as we do any other unmarried persons" -- i.e., as people who have a right to enforce their expectations to the full extent permitted by the "evolving" principles of contract law.

Afixado por Gibel às 05:40

Live and let live

The case against state prohibition of same-sex marriages becomes clearer when we ask how much further we are prepared to take the principle of democratic domination. Where is the limiting principle on majority power? Suppose that the proponents of gay rights get strong enough politically to require traditional churches to perform gay marriages, or to admit gay individuals into their clergy. Or to demand that people accept gay couples as tenants in their homes, even if they regard their relationship as sinful. Now the shoe is on the other foot. I think that the paramount claims of individual liberty should not have to yield to democratic decisions intended to impose an alternative enlightened view of public morals.

My fear is that the American left chiefly understands liberty by carving out some preferred class of "intimate" associations of two (but in an unexplained burst of traditionalism, most definitely not more) individuals. After all, even on associational freedoms, the American left has become far more statist in rejecting freedom of association claims in the Boy Scout and campaign finance cases. Its support for gay marriage, therefore, looks opportunistic because it refuses to apply the same standard of free association to economic legislation for fear of what it will do to unions and their fiefdoms.

In its own way, the moral left is as authoritarian as the moral right. Judged against the left's own fractured standard, the conservative criticisms of judicial activism hit the mark. But the conservatives' plea for democratic federalism in defense of traditional values, and then for a constitutional amendment, is wholly misguided. Restore individual liberty to center stage, and this state restriction on same-sex marriages falls to the ground with the same speed as the full panoply of employment regulations, and the extension of antidiscrimination laws into ordinary social and religious affairs.

The path to social peace lies in the willingness on all sides to follow a principle of live-and-let-live on deep moral disputes. Defenders of the illiberal FMA should look to their churches, not Congress and the states, to maintain the sanctity of the marriage.

Afixado por Gibel às 05:27

Como já devem ter reparado...

...neste Blogue o pessoal não perde tempo a discutir a sexualidade dos políticos. Por uma razão muito simples: não queremos prejudicar a nossa.

Afixado por Gibel às 04:07 | Afixadelas (4)

janeiro 19, 2005

OPA hostil

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À Comissão de Mercado de Valores da Blogosfera,


Anúncio público de oferta: para os termos do art.º 112 (n.º de emergência) do Código que ficou em casa e não nos lembra do nome, informa-se que foi lançada OPA hostil e que, como dizia o gajo que se passou no Rubicão "Alea Jacta Est" e quem não almoçou almoçasse,

Ofertante: AFIXE S.G.P.S. - Sociedade Aberta cotada na Blogonext de Lisboa.

Natureza da Oferta: Absolutamente hostil.

Objecto da Oferta: As Ruínas Circulares S.A., Sociedade Aberta cotada no mercado de balcão da Blogonext de Lisboa.

Preço: um sestércio e um CD do Mendes Bota pela única participação social existente.

Motivo: Fuga da gerência.

Oportunidade: preço de saldo.

Pelo AFIXE S.G.P.S.

O CEO,

Cândido Navarro de Hostill

Afixado por Gibel às 19:29 | Afixadelas (6)

Um post inspirado

Ontem à noite, na SIC Notícias, o primeiro debate frente-a-frente da pré-campanha, entre Francisco Louçã e Jerónimo de Sousa, terminou com uma vitória clara do dirigente do PCP. Nada de surpreendente. Apesar de um quase consenso na análise crítica dos principais problemas económicos e sociais do país, há um abismo a separar os dois homens no modo como falam e nos destinatários escolhidos para a sua mensagem. Jerónimo tem um discurso articuladíssimo, moderno, apelativo, mediático (adaptado à lei dos «soundbytes»), virado para o futuro e para o eleitorado que pretende ganhar. Francisco joga à defesa, recorre aos chavões, ao vocabulário vetusto, à retórica bem oleada (mas previsível) do BE e parece preocupado apenas em suster o antigo eleitorado, em permanente erosão.

Claro que há quem discorde de mim!

Afixado por Gibel às 17:08 | Afixadelas (2)

Posto xenófobo do dia (vá lá, é só este...)

Parece que já existe uma ponte aérea pra despacharmos os Tripeiros prà velha Albion! E o mais importante: sai barato!

Afixado por Gibel às 16:33 | Afixadelas (3)

Porque um post cultural fica sempre bem e há que cumprir a quota de 35% de posts culturais a que nos obrigámos

Aqui fica uma óptima descoberta, que não conhecia, se conhecesse já não era descoberta, exacto, mas pode ser descoberta só pra mim porque vai-se lá saber, pode calhar, alguém neste blog já conhecia e portanto vai olhar de soslaio prà minha descoberta como quem já conhece, mas pronto eu não conhecia e gostei muito de conhecer: o Centro Virtual Camões.

Por esse mundo lusófono afora - e que lindo é o mundo lusófono afora, de Benguela a Quelimane, de Porto Galinhas (o Monty pediu) a Sapiripipu e Jericoacoara (este paraíso tem um nome delicioso), de Díli a Macau, de Paris a Colónia, desde que haja uma ligação à internet, já se pode matar a sede de boas leituras. Apenas de lamentar não existirem online (pelo menos não los achei) uns textos do nosso Nobel: precisamente, o António Lobo Antunes (estavam a pensar em quem?! isso é que era bom!).

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A propósito do túnel do Mexia

Eu não quero ser chato, mas parece-me que lá do lado da Trafaria e estendendo-se pela Caparica até lá adiante, parece que há uma arriba fóssil que até parece que é património protegido. Parece-me ou parecia-me. Quer dizer, antigamente, pelo menos, ela estava lá, a não ser que a tenham mudado. Um gajo agora tem de ter cuidado com as coisas que acha que sabe no país onde pode-ser-que-já-não-seja-aquilo-que-se-supunha-que-era.

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janeiro 17, 2005

......da-se!

será que este vai saír? pings...pings...pings

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efeméride

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janeiro 15, 2005

Leia-se ao ritmo de um Mantra

Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança
Seriedade Competência Credibilidade Confiança

* mantra é uma série de sílabas cujo poder reside no seu som e na medida em que se presume que através da pronunciação repetida se conseguirá a manifestação exterior daquilo a que elas se referem.

Afixado por Gibel às 06:29 | Afixadelas (2)

A Repartição da Carga

"O PS pedirá "sacrifícios racionais", traduzidos numa "repartição da carga com equidade"

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poitou-web-1.jpg


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janeiro 13, 2005

A minha conspiração

A propósito de um comentário do Tchern neste meu post, devo fazer a seguinte clarificação: eu não estou lá atrás na semi-obscuridade da foto; eu sou o tipo de cabeleira, disfarçado de gaja boa (para os padrões de beleza da JS é claro), que está imediatamente atrás do Zé.

Quanto às minhas intenções, já agora a falar a sério, presto o seguinte esclarecimento: até 20 de Fevereiro, desancar no Pedro e no Zé, perceberam? Admito que, dada a projecção mediática do Afixe (deixem-me ter um bocado de pesunção), isto possa trazer lucros colaterais ao Paulo e ao Anacleto, mas também espero que o Jerónimo se aguente. Ao estado a que isto chegou estou-me borrifando prà utilidade do voto, estabilidade das instituições (que já caíram de podres, o pessoal é que ainda parece não ter percebido) e outros vazios e inúteis conceitos idênticos.

No dia 20 de Fevereiro, impõem-se apenas duas exigências patrióticas:

- Que o Partido do Pedro, a seita toda, sofram uma derrota exemplar, para que depois se possa dizer do PSD o que se dizia de El-Rei quando morria, mas apenas porque morria aquele Rei e permanecia a Grei: Morreu o PPD/PSD! Viva o PSD!

- Que o Partido do Zé e do Láparo, embora fatalmente ganhem, não tenha maioria absoluta, porque a não merece e o Povo Português, sábio nestas coisas, sabe-o melhor que ninguém.

Tenho dito. É esta a minha declaração de interesses aos leitores do Afixe.

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janeiro 12, 2005

O Zé com a malta jovem

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Portanto, vocês a malta jovem, tão a ver como é que eu faço estes gestos com as mãos? Prestem bem atenção, se querem ter uma carreira promissora. A malta é jovem e como tal precisa de empregos, até porque como diz o Nosso António, que aprendeu lá na Opus, o trabalho dignifica. O Manuel Pinho só me pediu pra não insistir muito com os tais 150.000 mil, mas também que raio (!) vocês não são assim tantos!

Afixado por Gibel às 14:01 | Afixadelas (12)

Come to Good-Good

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Bom Bom, which means ‘Good Good’ in Portuguese is a tiny islet off the coast of Principe. The Bom Bom Island is joined to the mainland of Principe Island by a novel wooden walkway.

It is on these two locations that the unique Bom Bom Island Resort is located. The Restaurant, Bar and Marina are situated on the Bom Bom Island itself, whilst the Bom Bom Chalets, Swimming Pool and all other amenities are situated on the main island of Principe.

Good-Good Island Resort became specially famous after a tiny Prime-Minister of a tiny republic called Portugal (in the vicinity of Spain) had talked about the inconvenience (which in Portuguese is said incómodo) of a media's new involving the scuba-diving activity of one of his ministers.


Afixado por Gibel às 12:22 | Afixadelas (1)

janeiro 11, 2005

O Pedro e o Zé

O Pedro e o Zé podiam ser um casal. O Pedro e o Zé, como alguns casais, têm um problema de diálogo. O Pedro quer falar com o Zé mas o Zé não quer diálogos com o Pedro. O Jorge, da mediação familiar, até queria que eles fizessem um pacto, assim tipo convenção antenupcial mas sem núpcias, porque acha que o agregado familiar pode estar falido. Mas o problema é que o Pedro precisa mais de ser visto a falar com o Zé, para lhe mostrar como enfrenta ventos e marés, do que o Zé precisa de ser visto a falar com o Pedro. Porque, quem disse que o mundo é justo (?), o Zé é um tudo nadinha menos medíocre que o Pedro, por isso este tem de provar um pouco mais que o outro que luta pela relação e pela estabilidade do agregado familiar. O Zé não precisa de provar muito: só precisa de deixar o Pedro e as tias e os primos deste e o Nuno-da-Câmara-Eu-Sou-El-Rei-Pereira irritarem o agregado familiar com notícias incómodas. Entretanto, o Paulo está à vontade, tão-à-vontade, tão-à-vontade, tão-à-vontade, mas mesmo tão-à-vontade com este arrufo, que passa por ser o único primo com juízo do lado mais tradicional da família.

Afixado por Gibel às 17:05 | Afixadelas (3)

A fonética do PPDê

Existe actualmente uma forma de expressão da linguagem muito própria de uns certos seres unicelulares que se julgam gente de sociedade. Trata-se de um Português enfastiado, que foneticamente engole consoantes substituindo-as por vogais prolongadas e às vezes guturais, porque logicamente custa, dá trabalho, é uma canseira pronunciar as consoantes todas. Fala-se ao tufóne e em lugar de para, pa-ra, diz-se paaa, com os aaa ligeiramente prolongados e fechados: pamim, pati, pa-ele, pa-casa, paa-fazê-pandan, paa-não-andares-com-o-sarmento, paaaaaaaa, etc. Esta última, a dos paaas, é certamente a inovação fonética mais irritante. E é justamente a que mais parece afectar o Pedro, o Lopes, o que foi paaaa-primeiro ministro sabe Deus paaa-quê ou pooo-que-graça-dos-céus. Sucede ainda e é este o meu ponto, que a maleita parece marcar o inner-circle que constitui o paaaatido do Pedro: veja-se, ou melhor, ouça-se a ministra Seabra ou o Secretário de Estado do Mar. Paaaa-quê mais exemplos? Quod est demonstrandum: o PPDê até já tem fonética própria, para lá dos ventos e marés.

Afixado por Gibel às 16:44 | Afixadelas (32)

Reflexão Teológica

Porque é que numa certa bicharada se manifesta uma tão irritante religiosidade kitsh e beata?

Afixado por Gibel às 13:01 | Afixadelas (5)

Ecstasy

O PS apresenta-se novamente a eleições com aquele je-ne-sais-quoi personalista, humanista e, porque não dizê-lo, cristão (muita atenção ao itálico), com o símbolo das tais Novas Fronteiras a fazer recordar o logotipo do Jubileu do Cristianismo (lembram-se?)

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Por isso, cabe perguntar: para onde raio está Sócrates a olhar?

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Será ÊXTASE?


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Afixado por Gibel às 11:49 | Afixadelas (4)

O que faz ter uma freguesia exigente

Um homem mete-se nisto dos blogues e mesmo que desapareça por uns tempos, nem os mais fiéis fregueses nos deixam de fazer pedidos e encomendas. E isto torna-se mais exigente que a velhinha rubrica radiofónica "Quando o Telefone Toca", porque aí era só passar a cândida menção à "Retrosaria dos Anjos" e botar o disco da Suzy Paula e tá a andar. Aqui nos blogues é mais trabalhoso: um gajo tem de devotar algum tempo ao nobre ofício. Isto é quase uma forma de expressão artística sujeita à injusta voracidade dos acontecimentos do momento. Assim, da nossa estimada A.B., a propósito deste post, recebi o seguinte pedido, que vindo de quem vem é quase uma injunção:

"Gibel não queres analisar as declarações socraticas à mesma luz(a do puf não convem que puf já não é design de qualidade)Mas por exemplo o projecto,o dialogo,o futuro e a crença no mesmo.A inovação.A modernidade.È mesmo um desafio à capacidade de preencher lacunas de discurso que qualquer português tem.Esperemos que seja só enquanto o Antonio Vitorino acaba o programa de Governo...e ele não mergulha no Tejo mas corre com a Rosa Mota.Se a coisa corre mal não nos convem nada ter um atleta de corrida como 1º.Se os outros se piraram sem treinos imagina este...AB"

Querida A.B., não prometo nada para hoje, mas fica registado o pedido.

Pela Gerência,

Com estima e amizade.

Afixado por Gibel às 11:11 | Afixadelas (1)

janeiro 10, 2005

Com tanta empresa de construção sem ocupação

Sempre podiam dar uma mãozinha à Carmelinda Pereira. É que esta obra já está parada vai para dois ou mais actos eleitorais.

Afixado por Gibel às 21:12 | Afixadelas (9)

Agência da Caixa Geral de Depósitos no Cacém foi assaltada!

Com este, já vamos em três assaltos em menos de um ano a vitimarem a veneranda Caixa de todos os Portugueses. Primeiro foi o assalto à reforma pelo saudoso Miga Amagal, depois foi o assalto ao Fundo de Pensões porque défice oblige. Parece-me que temos aqui um sério problema de segurança.

Afixado por Gibel às 20:46 | Afixadelas (1)

No puf (É mesmo, no PUF!)...

...Com Maria de Belém Roseira Martins Coelho Henriques de Pina

mariabelem.jpg

"Nós não somos só aquilo que pensamos ser, mas também aquilo que os outros acham que nós somos." Que bonito, hã?

"A política é um mundo muito masculino que, progressivamente, tem vindo a efeminizar-se" Vá lá, vamos todos efeminizar (ao som de uma música dos Ban): eu efeminizo (às vezes, mas com cuidado), tu efeminizas, ele efeminiza, ela já não efeminiza, porque não precisa (rima e tudo).

"Acredito que os principais problemas da nossa vida são coisas contra as quais não podemos lutar" Belo pensamento para uma mulher de esquerda, hã?

[Pequenos prazeres]"Ler, ouvir música e olhar para o mar. O horizonte sem limites repousa-me muito." Não esclarece se sentada num puf, ou nas rochas.

"Não podemos continuar a assistir ao afastamento do nosso país dos países mais desenvolvidos da Europa". Aqui um gajo perde-se um bocado: então este não é daqueles principais problemas, justamente das tais coisas contra as quais não podemos lutar?

"É importante que se dê, a quem ganha, a possibilidade de ganhar mesmo. A maioria absoluta não constitui uma ambição de poder, mas uma missão de cumprimento de uma promessa pública." Pois, pois, com essa nem me aquentas, nem me arrefentas.

"José Sócrates é determinado, combativo e com muita vontade de resolver os problemas estruturais dos portugueses." Ou seja, no fundo, no fundo, parece-me ser um gajo que aparenta acreditar que os principais problemas da nossa vida são coisas contra as quais até se pode lutar. Será isso?!

"Nunca pedi para ser nada e tudo o que fui foi porque me convidaram para" Muitos parabéns!

"Gosto muito do Inverno em termos de paisagem" Pois, em termos...derivado de que...?

[Durão ou Santana?]"Nenhum deles é da minha criação. Mas acho que Santana Lopes, se não for a trabalhar, deve ser uma pessoa divertida." Adoro este "da minha criação": quer referir-se a tipo "não estudámos no mesmo colégio" (?) ou é mais na onda pecuária tipo "não comemos da mesma ração em miúdos" (?). E essa do Santana dever ser um ganda maluco fora do serviço tá gira, apesar da criação parecer não ser a mesma.


Afixado por Gibel às 19:52 | Afixadelas (5)

Também aqui éramos caso único na Europa

Apesar de termos tido a maior árvore de Natal da Europa, ainda não tínhamos Senhores Doutores em Protecção Civil. Mas agora vamos passar a ter. Menos uma lacuna. Mais um progresso no nosso índice de desenvolvimento. Seguir-se-ão certamente os mestrados e doutoramentos em "Combate a Incêndio Urbano", "Combate a Incêndio Florestal", "Combate a Incêndio no Governo por Ministro Inabilitado" e, em estreia na comunidade académica mundial, "A Tsunami, ou Maremoto ou lá o que é isso" com especialização em "Como Gerir a Tesouraria da sua ONG em ambiente de Tsunami, maremoto ou lá o que lhe chamam".

Afixado por Gibel às 19:25 | Afixadelas (1)

Boa Viagem

Artur Jorge vai para os Camarões para ser o novo seleccionador da selecção de futebol deste país.

Sob este novo comando, os Camarões estrear-se-ão frente ao Sudão. Ora, apesar da tragédia em Darfur, quer-me parecer que o Sudão se prepara para ter algumas alegrias no campo desportivo.

Afixado por Gibel às 19:09 | Afixadelas (2)

Um sério problema para o financiamento dos nossos estimados partidos

Cinco mil empresas de construção civil em risco de fechar.

Afixado por Gibel às 19:00 | Afixadelas (4)

Já tínhamos reparado

Portugal é caso único na União Europeia.

Ou, dito de outra forma,

Não nos sequem a maminha! Senão, ainda temos de arregaçar as mangas e começar a fazer pela vida, o que será uma chatice.

Afixado por Gibel às 18:53

O Homem dos perdidos e achados

Sócrates promete recuperar 150 mil empregos que se perderam.

Afixado por Gibel às 18:48 | Afixadelas (3)

O Lopes

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* Recebido por email.

Afixado por Gibel às 18:10 | Afixadelas (7)

dezembro 23, 2004

Eu sei que tinha dito que era a última posta

Mas tenho de escrever mais uma, que é mesmo a última antes de me pisgar para ajudar a tratar do polvo e das couves prà consoada (oó, sim, sim, do belo polvo, pois é a tradicional ementa transmontana, antes de entrarmos na xixa pela ceia). Dizia, não me queria partir naquela estrada tralálá (que saudades do Clemente, onde é que anda este gajo? só na RTP Memória?) sem mandar um abraço especial ao Nuno Guerreiro por esta fineza.

Afixado por Gibel às 17:54 | Afixadelas (4)

Agora é mesmo até à próxima

Agora é mesmo o meu último post nesta quadra. Vou pró Natal, assim como quem diz "Vou pra Benidorm" mas sem ir, é claro. Quero dizer que vou estar longe da Net, por isso quem andar por perto que mantenha a casa arrumada e vá servindo os clientes deste nosso snack (cuidado que a máquina de café está quase vazia e vêm entregar dois lotes à tarde). Entretanto, como dizia a outra dos brincos, tenham uma grande noite, pensem no menino Jesus, larguem-se disso do velho de barbas da Lapónia e prontes...hasta la vista siempre...Che (?) o caraças.

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dezembro 22, 2004

Feliz Natal

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Aos amigos de cá de casa, aos amigos que nos visitam e àqueles que nos hão-de visitar, aos bloguistas nacionais, de esquerda ou de direita, conservadores ou liberais, socialistas ou marxistas, bushistas ou francisco-loucistas, do Nuorte ou da Moirama, hetero ou gays, a quem é pela Nato ou pelo Grémio dos Armazenistas de Bacalhau, a quem gosta de queijo e a quem detesta, a quem gosta de cães e a quem gosta de gatos, a quem é pelo lobby do vinho ou pelo lobby da cerveja belga, a quem é pelo Carl Orff ou pelo Dmitri Shostakovich, a quem ama e a quem ama. A todos Feliz Natal.

* Tinha-me esquecido também dos vegetarianos e de quem acredita que Elvis está vivo. Aqui fica o lembrete.

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dezembro 21, 2004

Gatunos! Hoje já dei pró défice!

Gatunos! Gatunos! Gatunos! Gatunos três vezes elevados à trigésima potência (isto existe Bernardo?! Nunca fui bom a matemática) da gatunice. Ladroagem instalada! Deram-me cabo do Natal, foram-me à carteira: bloquearam-me o carro e...GATUNOS!...ainda fui autuado...GATUNOS!...Já percebi como é que vão pagar o défice até ao fim do ano. Ponham-se todos a pau: eles vão sacar dinheiro a cada condutor até ao fim do ano. Eles andem por aí, escondidos em carrinhas de polícia municipal com terminais de multibanco...GATUNOS!...conectadas a sacarem todo o pilim que puderem. Cargas e descargas????? Estacionei em lugar de cargas e descargas?? Hã GATUNOS? Então se eu estava às compras de Natal é natural que andasse às cargas e descargas! Não cabe na esfera do normativo legal? Nem com interpretação extensiva? Então há Portugueses de primeira e Portugueses de segunda: os que andam às cargas de Vannette ou de Kangoo tá tudo bem, os que andam de carro familiar às cargas não podem. A única coisa que me consola foi ter estado acompanhado de outros três cidadãos a quem igualmente aliviaram as carteiras e poder chamar GATUNOS em coro a três vozes, com a cumplicidade involuntária (Sim! É possível, aprendi com o Rui Gomes da Silva!) dos bigodes sorridentes dos senhores da autoridade, também eles espoliados da generosidade natalícia pelas ordens que vêm de cima...dos GATUNOS!

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A Visitar - O Solipsista

Aqui fica uma bela amostra de posta

Jogar Poker com o universo...

Ontem, enquanto jogava poker numa tasca aqui perto, fui presenciado com uma revelação divina! Só não gritei "Eureca" por não ser casado, por não estar enfiado numa banheira e por receio que pensassem que estava a fazer bluff.
A minha constatação foi simples: se todos os jogadores forem igualmente bons, todos terão a mesma probabilidade de ganhar quantia idêntica no final da noite. Portanto, se em dado momento algum deles estiver com demasiado azar, espera-se que venha a recuperar a sorte nos minutos seguintes, fazendo as pazes com a média estatística. Assim me ocorreu que, partindo desse princípio, talvez desse para ludibriar os meandros secretos do cosmos!
Ora vejamos: Se o jogador sentado na cadeira A está a ter mais azar que os restantes, troco de lugar com ele na altura certa e deverei, à partida, receber a sorte que a cadeira dele tem em défice, visto que, no final, tudo tende para o equilíbrio!! Conclusão: em teoria torna-se realmente possível correr atrás da sorte!
Na verdade trata-se de uma intuição básica: O caro leitor tem uma moeda na mão e quer adivinhar se vai sair cara ou coroa. Dizem-lhe que nas cem vezes anteriores saiu coroa. Então, certamente irá confiar que sairá cara na vez seguinte, tendo em conta a enorme improbabilidade de que saia coroa 101 vezes seguidas! Pode dizer-se que o universo está, naquele preciso momento, potencialmente inclinado para a cara! Uma espécie de "atractor estranho"!... Ora, no Poker, pensei eu, deveria ser a mesma coisa!

Afixado por Gibel às 13:57 | Afixadelas (1)

Diz-nos o Barnabé há três dias...

...que convém fazer uma horita de intervalo. Fosga-se! Já lá vai uma horita, e duas e três e...no passa nada!

Afixado por Gibel às 13:47 | Afixadelas (7)

Leilão pelos 3% do déficit

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O Afixe está em condições de poder assegurar que uma fonte próxima da Presidência do Conselho de Ministros está por sua vez em condições de assegurar que o famoso lenço de Santana Lopes em Playboy, modelo Hermés, linha-feira-de-carcavelos, será leiloado dentro de 48 horas, com direito a benefícios fiscais para as licitações acima de 1 milhão de euros. O objectivo é contribuir para a reunião de receitas ultra-ordinárias que permitam cumprir a meta do défice. O Governo tem dez dias para arranjar 500-milhões-e-mais-qualquer-coisinha-que-não-é-pouca!

* O Afixe faz notar que se um grupo de santanetas se puser a caminho de Fátima a partir da recta da Benedita na EN1, junto a Alcobaça, com o coração prenhe de fé naquele objectivo de superação financeira, ainda chegam ao santuário antes do fim-do-ano, e os milagres acontecem. Pelo menos, às vezes. Quer dizer, nem sempre, mas por isso é que são milagres, porque se acontecessem muitos e em muitas ocasiões e a muitas pessoas ao mesmo tempo (ou ainda que interpoladamente ou à vez) já não seriam ....tão milagres como seria suposto

Afixado por Gibel às 10:43 | Afixadelas (1)

dezembro 20, 2004

O Génio e o Mal

A propósito deste polémico post do Manuel Deniz no Bde, que está a gerar uma interessante discussão, ocorre-me o meu fascínio pela criação lírica de Wagner. Este criador tem tudo, a nível da sua personalidade e convicções, para me desagradar, designadamente o facto de ter sido um insuportável anti-semita. Mas, porque separo a arte e o génio do Wagner da personalidade individual do Richard (que pouco me interessa, embora a reprove eticamente à luz dos meus valores), mantém-se para mim como um dos criadores mais revolucionários na monumentalidade operática e no brilho e dramatismo da música.

A telúrica combinação de sons chega a ser de um arrepiante hipnótico, tecida quer em torno da inspiração mitológica nórdica quer do paganismo cristianizado de uma certa corrente esotérica do cristianismo trovadoresco medieval: a demanda graálica, o cavaleiro do Cisne, o Rei-Pescador ferido, o herói restaurador e consolador, etc. Também concedo que obviamente Wagner não pode ser responsabilizado pelo que o III Reich quis usar da sua obra, para reforçar a monumentalidade das suas encenações públicas.

Mas o ponto a que quero chegar é uma interrogação: não andará o Génio ou a Inteligência no ser humano - sobretudo numa certa expressão heróica -, muitas vezes apenas separado do Mal por uma linha mais ténue do que se julgaria?

Pode não ter nada a ver, mas nisto das analogias e correspondências entre virtudes, há aspectos interessantes demais nalguns saberes tradicionais: assim, é curioso notar que a árvore sefirótica, na qual os cabalistas dispõem as emanações do Absoluto, desenvolve-se com ramos à esquerda e à direita. O pilar da esquerda tem uma conotação negativa - é o pilar do rigor. O pilar da direita tem uma conotação positiva - é o pilar da clemência. Assim, à Inteligência, daquele lado, opõe-se a Sabedoria deste outro; à Justiça opõe-se a Misericórdia e à Glória opõe-se a Vitória. No centro desta árvore está a Beleza. Talvez os heróis de Wagner estejam mais inspirados pela Glória do que pela Vitória - por isso também a alguns sucede, como ao clássico Prometeu, falharem - mas a Beleza é justamente o que equilibra e o que de mais notável nesta tensão fica impresso no nosso espírito.

Afixado por Gibel às 19:18 | Afixadelas (7)

Apito Doirado

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Nesta quadra natalícia, num cinema perto de si.

* Eu sei que não costumo ser tão brejeiro, mas não resisti, quando recebi por email. Tinha de publicar. O Monty ajudou-me a retocar o apito, porque a imagem estava bem mais explícita. Peço desculpa aos meus leitores mais exigentes, que lêem Derrida e Eduardo Lourenço.

Afixado por Gibel às 18:45 | Afixadelas (10)

dezembro 19, 2004

The European dreamers

A new spate of books is coming forth in America that swings to the opposite extreme. Europe is not washed up after all; on the contrary, it is an emerging colossus. “The United States of Europe” (Penguin) by T.R. Reid, a Washington Post journalist, is subtitled “The new superpower and the end of American supremacy”. According to Mr Reid, “the European Unionhas more people, more wealth and more trade than the United States—and more influence in almost every international body.” Meanwhile in “The European Dream” (Polity), Jeremy Rifkin, a Washington seer, proclaims that the EU also has the edge on ideas. “While the American spirit is tiring and languishing in the past, a new European Dream is being born. It is a dream far better suited to the next stage of the human journey.”

Afixado por Gibel às 07:06 | Afixadelas (1)

Boa Leitura - na Prospect

Those with a low level of education run a higher risk of becoming unemployed, becoming sick or being in other ways marginalised. And if those on either side of the dividing line between well educated and poorly educated, employed and unemployed, healthy and sick, without a criminal record and with a criminal record, overlap too often with ethnic divisions between white and black, western origin or non-western origin, then the danger is that the better off will think of collective solidarity not as enlightened self-interest, but as an arrangement by which "we" pay for "them."

This is not only a problem for the welfare state, but also for the rule of law. For example, we support the presumption of innocence in a court case partly because we ourselves could end up in court unfairly accused. If, however, in a more diverse society, the risk of being suspected of a crime is much higher for citizens of non-western origin than for citizens of western origin, then sooner or later the latter may agree to more repressive policies because they believe it will affect the former and not themselves.

Afixado por Gibel às 07:02

dezembro 17, 2004

Logo uma carpintaria!

IAF destroys Gaza munitions workshop
The raid came several hours after an IAF helicopter gunship fired a missile at a Gaza Strip workshop which the army said was used by Palestinian militants to store munitions, destroying it but causing no casualties.

Palestinian witnesses said the target was a basement carpentry shop in Rafah refugee camp on Gaza's flashpoint border with Egypt. An IDF spokeswoman said the workshop contained mortar bombs stowed away by Hamas.

A atacarem carpintarias em plena quadra natalícia? É de muito mau gosto, justamente no mês em que o Deus-Menino nasceu no regaço de um pai carpinteiro!

Afixado por Gibel às 22:52

Tudo a orar o Responso de Santo António...

...pra que o João Pedro Costa dê com o respectivo blogue. Parece que o ruínas se perdeu. Vamos lá, meus amigos, e sem se enganarem. Lá me ensinou a minha avó: é o melhor para encontrar coisas perdidas, mas quem se engana tem de recomeçar.

Se milagres desejais, recorrei a Santo António
Vereis fugir o demónio e as tentações infernais.
Recupera-se o perdido.
Rompe-se a dura prisão,
e no auge do furacão cede o mar embravecido.

Pela sua intercessão, foge a peste, o erro, a morte, O fraco torna-se forte, e torna-se o enfermo são, até blogue desaparecido volta na primeira mão.

Recupera-se o perdido, incluindo qualquer blogue. Rompe-se a dura prisão, e no auge do furacão cede o mar embravecido.

Todos os males humanos se moderam, se retiram,
Digam-no aqueles que o viram, e digam-no os paduanos.

Recupera-se o perdido, incluindo blogues até mai'não. Rompe-se a dura prisão,
e no auge do furacão cede o mar embravecido.

Rogai por nós, bem-aventurado António *

* versão ligeiramente adaptada

Afixado por Gibel às 21:54 | Afixadelas (6)

dezembro 15, 2004

Parabéns ao Ma-Schamba

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E ao José Flávio, que tem a sorte de estar mais perto da ilha de Moçambique (na foto acima) do que nós (estou cheio de odiosa inveja), e da galinha à cafrial, e do caril moçambicano e do rio dos Bons Sinais e das praias de Quelimane e dos campos de chá da Zambézia e do Gurué, etc, etc. e já me está a fazer mal a referência a ambientes tão belos, aqui encerrado num país tão pequenino.

Afixado por Gibel às 12:10 | Afixadelas (11)

dezembro 14, 2004

Ainda agora me ligou o Octávio Machado...

...dizendo que sabe muito bem quem esteve por trás deste apagão, e esclarecendo "tu sabes bem de quem é que eu estou a falar!". Pois sei. E os meus caros sócios? Sabeis vós bem de quem é que eu e o Octávio estamos a falar? Exactamente...Aliás...não repararam que até o nosso Sporting se prepara para caminhar para a conquista do campeonato? Está tudo ligado. O inimigo está a ficar acossado!


Afixado por Gibel às 23:26

dezembro 13, 2004

Juro

Que desconhecia que o que havia dito aqui pudesse ter quaisquer efeitos telúricos. Está bem que já me vinha acontecendo dobrar colheres de inox com o poder da mente, mas julgava que era só brincadeirinha do acaso. Vou ter de passar a tomar mais cuidado.

Afixado por Gibel às 20:56 | Afixadelas (1)

No país mais atrasado da Europa...II

...também para quebrar um record do Guiness, o Porto prepara-se para receber a maior concentração de Pais Natal da Europa. Muitos deles chegarão de comboio.

Ora, que tal adicionar outro record ao Guiness? Um descarrilamento monumental de que resulte o maior acidente ferroviário de Pais Natal da Europa! A maior concentração de cadáveres de Pais Natal alguma vez vista! Nem seria demasiado impressionante para as criancinhas, já que o derramamento de sangue até se confundiria com o vermelho das roupas.

Se queremos ser um país desenvolvido à custa de records do Guiness, apenas pretendo demonstrar como é sempre possível superarmos-nos e irmos mais longe. Assim haja imaginação.

Afixado por Gibel às 02:11 | Afixadelas (1)

No País mais atrasado da Europa...

...as famílias mais imbecis da Europa, com os petizes mais medíocres da Europa, divertem-se a engarrafar a Av. da Índia e a marginal ao fim-de-semana, para desaguarem embevecidas em Belém, onde candidamente se postam a contemplar a maior e mais ridícula árvore de Natal da Europa.

Sugiro outro record para o Guiness: então e se aquelas toneladas de ferros, ferragens e fios eléctricos despencassem dali abaixo vindo atingir este rebanho de atrasados mentais, trespassando e electrocutando tamanhos jumentos, não poderíamos adicionar ao Guiness o record do maior morticínio da Europa em matéria de imbecis vítimas da queda da maior árvore de Natal da Europa?

Afixado por Gibel às 01:55 | Afixadelas (2)

dezembro 12, 2004

A Esperança...

...é até nome de Rua em Lisboa. Topograficamente foi muito bem escolhida. Não é uma rua direita, nem é uma rua atraente. Quem a toma na Madragoa, ascende ligeiramente, mas esta ascenção cresce enviesada para logo que transposta uma curva desatar a descer por ali abaixo. Está tudo dito.

Afixado por Gibel às 21:43 | Afixadelas (1)

Peço mil desculpas ao Dr. Jorge Sampaio, ilustre Psicoterapeuta da Nação

Por não conseguir evitar um lamento depressivo e nada sereno pelo país a que denodadamente preside.

Afixado por Gibel às 21:37 | Afixadelas (1)

O que faz falta a Portugal?...

...um CATACLISMO! Que nos recambiasse o PIB a níveis abaixo de zero. Depois, era ver toda a malta a ter de fazer pela vida e a deixar de adiar para amanhã o que já devia ter sido feito ontem.

Não era suposto termos um terramoto aqui pela Grande Lisboa de duzentos em duzentos anos? Já nem a mãe-natureza nos dá importância?!

Afixado por Gibel às 21:28 | Afixadelas (2)

O apoio judiciário

Fui nomeado oficiosamente para representar uma cidadã cabo-verdiana que trabalha em Portugal e aqui paga os seus impostos. Não tinha recursos para pagar a um advogado e ainda ter de despender taxas de justiça e encargos processuais para se opor judicialmente a uma injunção de pagamento de uma dívida que não era devida. A senhora tinha toda a razão do seu lado e merecia todo o apoio judiciário que é devido num Estado de Direito. A segurança social despachou positivamente o seu pedido: tinha direito a apoio judiciário em todas as modalidades - não tinha de pagar a ponta de um corno ao Ministério da Justiça, estava dispensada de todos os encargos. Chegou a hora fatal: fui entregar a oposição à dita injunção ao tribunal respectivo. Estas injunções e respectivas oposições têm de receber uma estampilha que custa cerca de 100 euros (façam as contas ao que o nosso Estado anda a engolir, num país onde circulam dezenas de milhar de processos destes!). Como a senhora tinha apoio judiciário, não teria obviamente de pagar a malvada estampilha. Mas isto parece óbvio? Não o foi na cornadura dos funcionários que se ajuntaram para me receber e analisar o papel: que não podia ser, que só estão habituados a receber aquela papelada com a estuporada da estampilha lá colada, que o apoio judiciário é para taxas de justiça, não para estampilhas (apesar de a dita estuporada custar quase um terço do salário mínimo!), que aquilo é uma estampilha não é uma taxa de justiça, que teria de ir comprar a estampilha, "OH! Alfredo chega aqui a ver se entendes isto e esclareces o Doutor!" "OH! Manel chama aí o chefe a ver como se faz isto, que outra coisa nunca havéramos visto!" "OH doutor, aguarde um bocadinho que com esta é que nós não contávamos e aqueles funcionários da Segurança Social é que nos complicam a vida porque não percebem nada disto nem como funciona um tribunal (pois, também já nem eu percebo!)". Enfim, uma hora depois (onde é que eu ouvi falar de que Portugal tinha um problema de PRODUTIVIDADE?????????) a sacana da minha cliente, cidadã de segunda que teve de chatear o Estado para, se não for muito incómodo, lhe subsidiar o direito ao acesso aos Tribunais, que ousou pedir Justiça, lá teve a Justiça possível: a oposição foi recebida, ainda que sob o olhar desconfiado daquela COISA a que não sei se chame Estado, Serviços Públicos ou simplesmente A COISA!

Afixado por Gibel às 19:30 | Afixadelas (8)

À atenção do Dr. Miguel Cadilhe

Parece que existe em Portugal uma certa Agência Portuguesa para o Investimento. Mas também existe uma COISA a que se convencionou chamar serviços públicos: os tais que, para uma empresa dar um passo, têm de emitir certificados, formulários, papéis-modelo, assinatura aqui, carimbo ali, etc e, não vou dizer e tal, desculpem-me a fúria do desabafo, etecêtera e a barregã que os pariu!

Numa semana de stress doentio, precisei de concretizar um complexo contrato entre duas empresas estrangeiras cujos negócios se cruzam no mundo inteiro, incluindo - para sua infelicidade - num triste país chamado Portugal, o mesmo Portugal onde os políticos adoram falar em investimento estrangeiro e na respectiva potencialidade na criação de emprego.

O deadline (e é mesmo de DEAD, de morte de um negócio de que aqui estamos a falar, com as nefastas consequências resultantes) eram dez dias. Se pudesse ser concretizado em Inglaterra ou nos Estados Unidos, tal contrato estaria dispensado de qualquer espécie de notarização. Ou até em Espanha: teria aqui de ser notarizado mas na civilizada Espanha o notariado é uma profissão privada, onde não se marcam escrituras, chega-se ao Notário e assina-se com prontidão, se este não tem agenda há um ao lado que nos resolve o problema. Acho que se chama a isso concorrência e satisfação do consumidor.

Mas o malvado contrato tinha de ser assinado em Portugal, onde a nossa Função Pública é o que é, logo, o notariado público é o que toda a gente sabe. E vá lá o notariado Português entender a pressa do mundo dos negócios, esse mundo presuntivamente sujo e capitalista onde se move o dinheiro com que temos de nos alimentar: que os documentos eram complexos, que tinha de ser bastante analisado, que por isto e aquilo as agendas das escrituras estavam saturadas de marcações, etc. Isto quando para a mesma data e em diversos países do mundo o mesmo contrato iria e TINHA de ser concretizado em diversas jurisdições, envolvendo juristas e notários (onde eram necessários) igualmente competentes, que não percebiam por que fatalidade cósmica só Portugal lhes erguia tal enguiço. Lá se conseguiu passar o malvado contrato pelo crivo de um senhor desta classe esotérica, sem ser necessária uma caminhada a pé até Fátima (hipótese que chegou a ser aventada), e agendar a outorga do mesmo.

Claro que deste lindo retrato, oferecido a investidores americanos, da bela produtividade Portuguesa ao nível dos seus serviços públicos vão resultar consequências imediatas: no contexto ibérico, toda a actividade de direcção, administração e management da empresa envolvida, será transferida para Madrid, capital de um país que não brinca com o seu futuro. Melhor para a taxa de emprego em Espanha. Pior para este triste país.

Depois fala-se em grandes reformas, quando Portugal precisava já para ontem era de medidas simples, básicas e evidentes de desburocratização em entorses que toda a gente constata no dia-a-dia: bastaria copiar o que se faz bem lá fora, no mundo civilizado. Não era preciso inventar a roda.

Afixado por Gibel às 17:54

O FUNDAMENTO DA APROVAÇÃO DE UM MAU ORÇAMENTO

Por uma Assembleia e um Governo feridos de morte.

...satisfazer a Função Pública.

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Obrigado Sr. Dr. Jorge Sampaio. O resto do país agradece a atenção.

Afixado por Gibel às 17:47 | Afixadelas (16)

dezembro 07, 2004

Foi você que pediu o livro do Barnabé...?

...por metade do preço?!

Então não falte, esta tarde, ao discreto lançamento do mesmo na feira da Praça de Espanha, edição made in Bangla-Desh, páginas em papel reciclado e com CD de oferta "As músicas fracturantes na adolescência de Daniel Oliveira". Não tem nada que enganar: nas traseiras da tenda de telemóveis do Abdul Bailó Canté. Pagamentos só em dinheiro. Não se aceitam devoluções.

Afixado por Gibel às 14:52 | Afixadelas (1)

Quem não tiver mesmo nada melhor para fazer hoje...

...em véspera de feriado, tipo assim um delicioso serão de luxúria regado com um belo vinho, como a malta aqui do aphixe gosta, sempre podem ir ao lançamento daquele livro

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Já avisamos é que a brigada-de-guerrilha-política-para-as-questões-ainda-mais-fracturantes-do-APHIXE, composta por quatro perigosos libertários anti-trotskystas e um pinguim falante da Patagónia disfarçado com um cachimbo pedido emprestado ao Fernando Rosas, não deixará de comparecer na "Ler Devagar", à hora daquele lançamento, para executar uma acção mediática sem precedentes.

Afixado por Gibel às 12:38 | Afixadelas (9)

Discurso contra os discursos - rené Guénon

O Bernardo e a A.B. entabularam conversa à cerca do texto em título, nos comentários a este post. Como eu gosto de ser generoso, segue abaixo a tradução castelhana do texto original de Guénon como publicado na revista "Études Traditionnelles", em 1971.

Este discurso de Guénon consistiu numa conferência feita aos respectivos alunos do curso de Filosofia, em Saint-Germain-en-Laye, aquando da entrega de diplomas do curso 1916-17.

«Señor Presidente,
Señoras, Señores,
Queridos Alumnos,

Al tomar hoy la palabra ante vosotros conforme a lo que es costumbre, me siento, lo confieso, un poco incómodo al pensar en las trágicas circunstancias en las que vivimos desde hace ya tres años y que deberían, parece, apartar de nuestro ánimo cualquier otra preocupación. Asimismo, experimento un verdadero escrúpulo, y como una necesidad de excusarme y justificarme, aún incluso, y quizá sobre todo, ante mis propios ojos. El momento, en efecto, ¿es para discursos? y ¿es lógico aceptar la tarea de pronunciar uno, cuando se está convencido, como yo lo estoy, de la perfecta inutilidad de todos estos despliegues de elocuencia más o menos sonora, para la que ciertas solemnidades constituyen ocasión habitual? Pero hay costumbres a las que, no teniendo el poder de cambiarlas, está uno forzado a someterse; y, si al menos este discurso pudiese tener como resultado, bastante paradójico en apariencia, convencerles de la vanidad de esa elocuencia a la que acabo de aludir, creo que no habríamos perdido el tiempo en absoluto.


Se ha dicho, sin duda bromeando, que el lenguaje fue dado al hombre para disfrazar su pensamiento; pero esto encierra una verdad más profunda de lo que pudiera suponerse a primera vista, a condición, no obstante, de añadir que este disfraz puede ser inconsciente e involuntario. En efecto, la función esencial del lenguaje es la de expresar el pensamiento, es decir la de revestirlo de una forma exterior y sensible, por medio de la cual podamos comunicarlo a nuestros semejantes, en la medida al menos, en que sea comunicable: y es bajo esta restricción que quiero llamar más particularmente vuestra atención. ¿Puede decirse que la expresión sea alguna vez adecuada al pensamiento?, y ¿no es cualquier traducción, por su misma naturaleza, forzosamente infiel? "Traduttore, traditore", dice un proverbio italiano bien conocido, que aunque parezca un poco un juego de palabras por su extrema concisión, no por ello es menos justo, y hasta tal punto que es extremadamente difícil y raro encontrar en dos lenguas diferentes, e incluso bastante cercanas la una de la otra, dos términos que se correspondan exactamente, de tal modo que cuanto más una traducción quiere ser literal, a menudo más se aleja del espíritu del texto. Y si esto ocurre cuando se trata simplemente de pasar de una lengua a otra, es decir de cierta forma sensible a otra forma de la misma naturaleza: de cambiar de alguna manera el vestido del pensamiento ¿cómo no será todavía más difícil hacer entrar en las formas estrechas y rígidas del lenguaje ese mismo pensamiento, que es esencialmente independiente de cualquier signo exterior y radicalmente heterogéneo respecto a su expresión? Para comprender hasta qué punto el puro pensamiento debe verse por ello disminuído, reducido y como esquematizado, sólo hace falta un instante de reflexión, a menos que se parta de las ilusiones de ciertos filósofos que, cegados por el espíritu de sistema, han creído que el pensamiento entero podía y debía encerrarse en una especie de fórmula concebida según el tipo matemático. Lo que es cierto, por el contrario, es que lo que expresan las palabras o los signos no es nunca la totalidad del pensamiento, que éste contiene siempre en sí mismo una parte inexpresable, luego incomunicable, y que esta parte es tanto mayor cuanto más elevado sea el orden de este pensamiento, puesto que más alejado está entonces de cualquier figuración sensible. Lo que podemos confiar a nuestros semejantes no es pues nuestro pensamiento mismo, sino sólo un reflejo más o menos indirecto y lejano de él, un símbolo más o menos oscuro y velado; y es por ello que el lenguaje, vestido del pensamiento, es también forzosamente y por el mismo motivo, su disfraz.

Pero, que el lenguaje sea un disfraz del pensamiento, supone evidentemente que hay un pensamiento escondido detrás de las palabras: ¿es siempre así para todos los hombres? Se puede estar tentado de dudarlo, y de preguntarnos si, para algunos, las palabras mismas no llegan a ocupar casi por completo el lugar de un pensamiento ausente. ¿No hay demasiados que, incapaces de pensar verdadera y profundamente, llegan sin embargo a darse la impresión a sí mismos, y a veces a los demás, de que son capaces de hacerlo, encadenando con más o menos habilidad y arte palabras que no son más que formas vacías, sonidos que, aun ofreciendo tal vez un conjunto armonioso, están en cambio desprovistos de significación real? Ciertamente, el lenguaje rinde al pensamiento grandes y preciosos servicios, no solamente suministrándonos un medio de transmitirlo en la medida de lo posible, sino también ayudándonos a precisarlo y permitiendo definírnoslo mejor a nosotros mismos, y hacerlo consciente de una manera más clara y completa. Pero al lado de estas ventajas incontestables, el lenguaje, o mejor, su abuso, da lugar a graves inconvenientes, el menor de los cuales no es el verbalismo que ahora mismo os denunciaba, verbalismo cuya deplorable manifestación es lo que se ha convenido en llamar elocuencia.

En efecto, nos equivocaríamos extrañamente, si nos imagináramos que el éxito de los más reputados oradores es debido, la mayoría de las veces, en verdad, a la precisión o a la elevación de las ideas que expresan. No es necesario tener ideas para ser elocuente, y tal vez eso sea más bien un obstáculo, sobre todo cuando quiere uno dirigirse a la muchedumbre; ya que, hay que reconocerlo, la gran masa de los hombres tiene impresiones más que ideas, y esta es la razón de por qué se deja subyugar tan fácilmente y arrastrar por palabras que, de ordinario, son tanto más sonoras cuanto más vacías de sentido, y por ello tanto más aptas para ocupar el lugar del pensamiento en aquellos que no lo tienen. También, el poder del orador, y más especialmente el del orador popular es, casi exclusivamente, un poder de orden físico: los gestos, las actitudes, los juegos de la fisonomía, las entonaciones de la voz, la armonía de las frases, esos son sus principales elementos. Con respecto a esto, el orador tiene más de un punto de similitud con el actor: lo que importa, es mucho menos lo que dice que la manera cómo lo dice. Se dirige a las facultades sensibles de su auditorio, a menudo también a sus sentimientos o a sus pasiones, a veces a su imaginación, pero muy raramente a su inteligencia. Y esta función preponderante de los medios físicos en el arte, iba a decir en el juego, del orador, nos explica por qué los discursos de aquellos que han ejercido mayor influencia en la muchedumbre, cuando los leemos, nos parecen de una sorprendente insignificancia, de una desesperante banalidad. También por ello es tan raro que un mismo hombre reúna dones tan diversos como los del escritor y el orador: el escritor, que no tiene a su disposición los mismos medios exteriores, necesita cualidades de otro orden, quizás menos brillantes, pero también menos superficiales y más sólidas en el fondo. Y además la obra del orador solamente tiene su razón de ser en una circunstancia determinada y pasajera, mientras que la del escritor debe tener normalmente un alcance más duradero. Al menos debería ser así, pero desde luego hay escritores cuyas frases no contienen más pensamiento que las de los oradores de los que acabo de hablar, y mucha de la literatura que en suma no es más que mala elocuencia, y que, fijada sobre el papel, ya ni tiene los encantos artificiales que podría prestarle una dicción agradable o sabia. Y naturalmente, al atacar la elocuencia verbal, incluyo también con el mismo título, a toda esta vana literatura.

Ahora bien, ¿cuáles son las causas que dan nacimiento a este verbalismo hueco y estéril? Sin duda son bien complejas, y no querría enredarme en un estudio demasiado profundo de esta cuestión. Puede ser que, entre esas causas, las haya que sean inherentes a la naturaleza humana en general, o más particularmente al temperamento de ciertos pueblos o de ciertas personas; pero también se trata de una cuestión de educación. Como los atenienses en otro tiempo, los franceses tienen generalmente la reputación de experimentar un gusto exagerado por la elocuencia, algunos dicen que por la palabrería. Y en esta crítica que nos dirigen incluso nuestros mejores amigos, hay algo de verdadero. Debería decir más, había algo de verdadero, ya que hoy en día, felizmente para nosotros, parece que las cosas hayan cambiado un poco; pero enseguida volveré a este tema. Acabo de deciros que, en este aspecto, se comparaba fácilmente a los franceses con los atenienses; ¿hay que admitir para explicarlo que nuestro temperamento nacional se parece extrañamente al de los antiguos griegos? No lo creo. Más bien creería que tal similitud que no se funda en ninguna comunidad de raza, se justifica solamente por la influencia exagerada y demasiado exclusiva que la civilización helénica ha ejercido sobre la nuestra, es decir que es mayormente el producto artificial de una cierta educación. Seguramente, no hay que desconocer ni despreciar lo que han hecho los Griegos en diversos dominios. Pero tampoco hay que creer, en un exceso de admiración que a veces raya en el fanatismo, que no hay nada que valga fuera de lo que han hecho, ni negarse a ver, al lado de sus méritos que son muy reales, sus defectos que no lo son menos, y uno de los más notables es precisamente la fastidiosa tendencia al verbalismo. Este defecto es netamente sensible hasta en los más grandes de entre ellos; y en el mismo Platón, tal vez el tipo más representativo de la mentalidad helénica, la dialéctica demasiado sutil, para quien la examina con toda imparcialidad y evitando dejarse impresionar por la belleza de la forma, a menudo aparece como si en el fondo no fuera más que un divertimento bastante vano, que descansa mucho más sobre las palabras que sobre las ideas, y que no podría conducir a ninguna conclusión verdaderamente profunda. He hablado de la belleza de la forma; es que los griegos, no hay que olvidarlo, antes que nada eran artistas, lo eran en todo lo que hacían, y llevaban al extremo el culto a la forma, en detrimento de la profundidad y de la extensión del pensamiento. Se podría decir incluso, sin ninguna exageración, que no concebían nada más allá de la forma y de sus limitaciones, hasta tal punto que para ellos acabado y perfecto eran términos sinónimos. Sin duda, no hay que descuidar ni desdeñar el arte en sí mismo; pero hay que saber poner cada cosa en su lugar, y no permitir a este culto a la forma, legítima cuando no sobrepasa ciertos límites, invadir el dominio del pensamiento puro, ni por otro lado, reaccionar sin medida en el dominio de la acción. Y no obstante, ¿no es esto lo que se ha hecho demasiado tiempo, bajo la influencia y a imitación de la civilización griega o greco-latina? Y muchos de nosotros, aquéllos al menos cuya cultura fue casi exclusivamente literaria, ¿no tienen todavía que lamentar el haber recibido una educación por entero verbal, que encontraba su completa expresión en el "discurso en latín", ejercicio que hoy ha caído en el olvido? Podemos lamentar la tendencia que empuja a algunos a abandonar por entero el estudio de la antigüedad; pero el conocimiento real y exacto de esta antigüedad es algo bien distinto de esa retórica pueril, que apenas consistía más que en una reunión de fórmulas copiadas servilmente o aprendidas de memoria, y aplicadas indistintamente a todos los asuntos. En lugar de que la idea fuera independiente de la palabra, como debe serlo naturalmente, era la palabra la que, al contrario, se hacía independiente de la idea y usurpaba su lugar.

Sin embargo, los franceses nunca han abusado de la elocuencia como los griegos, y ella nunca ha llegado a absorber la totalidad de su existencia nacional. La Grecia antigua ha muerto a causa de este abuso; Francia no morirá por lo mismo. Ya hemos probado suficientemente que felizmente éramos capaces de otra cosa que disertar, y continuamos probándolo cada día. Y es precisamente eso lo que muestra el carácter bastante artificial que tenía para nosotros este gusto por la elocuencia. Las circunstancias, si bien no lo han hecho desaparecer completamente, lo cual era imposible de una sola vez, al menos lo han relegado rápidamente a un último plano. Podemos decir, sin exagerar, que hemos conseguido así una verdadera victoria sobre nosotros mismos, sobre nuestras antiguas costumbres. Y estas victorias tienen su importancia, pues son una condición de las otras, de las que debemos conseguir sobre el enemigo. La elocuencia ya no está de moda, y es fácil darse cuenta de que ha perdido su prestigio. Desde el comienzo de esta guerra, en efecto ¿qué es lo que más ha llamado la atención de las conciencias? La proclama de Galliéni a los parisienses, el orden del día de Joffre cuando la batalla del Marne, el de Pétain en Verdún. Algunas líneas bien sencillas dicen netamente lo que quieren decir, sin grandes palabras, sin rodeos y sin adornos inútiles, sin vanas fraseologías. Y es esto lo que permanecerá, creedme, y lo que dejará una impresión mucho más duradera que los mejores discursos de los políticos, algunos de los cuales están no obstante llenos de un indiscutible talento. La elocuencia ha recibido un golpe del que quizás no se repondrá jamás, y no cabe lamentarlo. No nos dejemos engañar más por las palabras, como nos ha sucedido demasiado a menudo; sepamos de ahora en adelante, en todos los dominios, mirar las realidades de cara, verlas tal y como son. He aquí seguramente una de las primeras lecciones que deberemos extraer de los acontecimientos actuales, si no queremos haber sufrido en vano.

¿Perdieron nuestros heroicos soldados la menor parte de su tiempo en discursos y en declaraciones? No, puesto que tenían mejores cosas que hacer y lo sabían bien: "Res, non verba". Lo que esperábamos de ellos, son actos, no palabras, y no nos han defraudado. Y vosotros también, queridos Alumnos, cuando llegue el momento de dejar este Colegio, tendréis mejores cosas que hacer antes de perder el tiempo en juegos de elocuencia: algunos, tal vez, todavía tendrán que ocupar su lugar junto a sus mayores. Pero lo cierto es que todos, incluso los más jóvenes, tendréis que cumplir otros deberes, otra tarea sin duda más oscura pero no menos necesaria, para reparar las ruinas que esta larga y terrible lucha habrá acumulado, y para ayudar a los gloriosos supervivientes a recoger y hacer fructificar todas las consecuencias de su victoria. Todavía habréis de luchar en otro terreno, ya que la mayoría de vosotros, probablemente seréis hombres de acción. Parece ser, hoy más que nunca, que el dominio del pensamiento puro debe permanecer como patrimonio de un pequeño número, y quizás es bueno que así sea, si es verdad que la especulación y la acción normalmente van bastante mal juntas. Para estar preparados para actuar cuando sea necesario, y sea cual sea la forma en que ejerzáis vuestra actividad, os tendréis que convertir en hombres en toda la acepción de la palabra, más deprisa y pronto que los jóvenes de algunas generaciones que precedieron la vuestra, cuando no había tantos vacíos que rellenar en tantos puestos de la nación. Trabajad pues en ello desde ahora mismo, queridos Alumnos, preparaos, con todas las fuerzas de vuestra inteligencia y vuestra voluntad, para la función que la patria tendrá derecho de exigiros próximamente. Habituaros sin demora a encarar seriamente el futuro, meditando los ejemplos de heroísmo que os dan vuestros mayores, ejemplos que os incitarán a no faltar jamás a vuestro deber, sea cual sea, igual que ellos no faltaron al suyo en medio de pruebas que están entre las más temibles que la humanidad, en ningún tiempo, haya atravesado, y cuyo recuerdo hará que vuestra tarea sea más fácil y menos dura. Traducción: Antonio Guri.

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dezembro 03, 2004

E Vossa Magestade?...

sebastiao.jpg

Anda muito ocupada? Não dá com os catamarans no Barreiro? Pesa-lhe a armadura?

* Ok, admito que com as obras no Terreiro do Paço, está difícil para Vossa Magestade Fidelíssima desembarcar no Cais das Colunas. Mas que tal no Cais da Expo?

Afixado por Gibel às 16:34 | Afixadelas (10)

Portugal 2004

quinta.gif

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Precisa-se

sacarneiro.jpg

De líder com canal mediúnico desimpedido e arejado para incorporar Grande Chefe histórico do partido. O último estava avariado. Não se aceitam retomas.

Afixado por Gibel às 16:08 | Afixadelas (2)

Mais uma blague anti-capitalista

leonor_beleza.jpg

Uma boa opção seria Leonor Beleza para conduzir os destinos do PSD. Mas até esta opção o Sr. Champalimaud tratou de colocar fora do baralho ao deixar-lhe uma absorvente criancinha nos braços: a constituição e condução da Fundação Sommer Champalimaud. E depois não digam que o Grande Capital não anda a afastar as melhores opções. Só quem não quer ver!

Afixado por Gibel às 15:54 | Afixadelas (1)

Tenham juízo

antonioborges.jpg

Portugal não é a Goldman-Sachs.

Afixado por Gibel às 15:49 | Afixadelas (1)

dezembro 02, 2004

Mantenho o que disse...

...AQUI. A autofagia do Dr. Lopes e respectiva trupe deveria ter sido prolongada até que o senhor se enterrasse definitivamente e levasse o PPDDele com ele - era só mais três ou quatro meses. Num país de memória curta isso é fundamental: lembram-se de Guterres? Já passeia por aí a dizer que o pântano que previa era o do futuro, não o do passado - o dele e da sua governação -, como quem se apresenta candidamente com ar-de-quem-não-fez-mal-a-ninguém. Esperem um tempinho para verem o Dr. Lopes, perdidas as eleições e feita a curta travessia do deserto (que em Portugal é sempre muito curtinha), qual virgem vitimizada a passear-se com a mesma falta de vergonha e saco de comiserações e o povo a ouvi-lo embevecido.

Afixado por Gibel às 18:30 | Afixadelas (2)

Numa leitura cínica

Podemos dizer que:

1. Já não haverá nova lei das rendas - portanto, senhorios que vivem pior que muita gente de classe média alta que usufrui de belas casas com arrendamentos antigos, vão continuar a empobrecer;

2. Salvam-se os benefícios fiscais.

3. Salva-se o sigilo bancário.

4. Salva-se a reduzida tributação efectiva das instituições financeiras, como vinha sucedendo até aqui.

Parece que a dissolução dificilmente desgostará o grande capital.

Afixado por Gibel às 18:16 | Afixadelas (6)

Rotativismo

Suponho que em breve, com a subida do PS ao poder - já estou com calafrios - o próximo acidental do regime na blogosfera será o Causa Nossa.

Afixado por Gibel às 18:12 | Afixadelas (3)

Maus climas

O governo finou-se e eu apanho-me com uma gripe do caraças. Não consigo escrever. Vou beber mais um suminho de laranja. A boa da laranja - ah! tadinho do meu PSD.

Afixado por Gibel às 17:04 | Afixadelas (5)

novembro 30, 2004

É um imperativo patriótico...

...Que Santana Lopes não seja já demitido. Deixá-lo enterrar-se mais. O assador e a carne são um só - ele próprio, o Lopes. E como mandam as boas regras, a carne de porco deve ser servida bem passada.

* Entretanto, enquanto não se almoça, o Dr. Paulo Portas, referência de estabilidade nesta patuscada, vai servindo os aperitivos.

Afixado por Gibel às 15:10 | Afixadelas (7)

novembro 26, 2004

Morreu um homem bom

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Fernando Valle

Afixado por Gibel às 21:14 | Afixadelas (5)

As Finanças no Feminino

Ressalvo que eu até sou um tipo filosoficamente adepto de um certo platonismo idealista quando se trata de falar do Belo e de outros conceitos ideais. Igualmente não classifico ou julgo as pessoas pela aparência. Também sei que todas as generalizações são um pouquinho injustas, mas há generalizações que a experiência vai inegavelmente confirmando como não tão injustas como isso. Isto para observar algo com que a realidade forçosamente me interroga: se uma visita às Finanças já não é um passeio agradável, porque é que ainda por cima, por um qualquer motivo ou determinação cósmica que não alcanço, as funcionárias do Fisco têm de ser tão feias e desagradáveis? Aquilo é a maior concentração de caras taciturnas, cabelos oleosos, maus penteados, roupas escuras e adiposidades indolentes que se consegue detectar no universo da função pública! Será que pagar impostos e ir ao estaminé dos impostos terá sempre que ser um desgosto? Já alguém ponderou avaliar a possível influência desta natural repulsa causada por tal ambiente de fealdade no gravoso panorama nacional da fuga ao fisco?

Afixado por Gibel às 17:33 | Afixadelas (17)

A cotovelada

O que se odeia mais quando se frequentam os casamentos de família, resulta sempre daquele momento no final em que todas as avós e tias velhas vêm ter connosco, os malvados dos sobrinhos solteiros, dão-nos uma coteveladazita e dizem com um ar todo derretido:

"A seguir és tu !

A mim, pararam de fazer essa m*rda...

quando eu passei a dizer-lhes a mesma coisa nos enterros!

Afixado por Gibel às 13:13 | Afixadelas (4)

novembro 25, 2004

O crescimento económico

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Afixado por Gibel às 21:12 | Afixadelas (1)

A consolidação orçamental

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Afixado por Gibel às 18:32 | Afixadelas (9)

A Nação Portuguesa negociando ...

...O PRÓXIMO QUADRO COMUNITÁRIO DE APOIO
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Afixado por Gibel às 18:11 | Afixadelas (6)

novembro 24, 2004

A coligação

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Afixado por Gibel às 19:37 | Afixadelas (1)

A Disciplina orçamental

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Afixado por Gibel às 19:24 | Afixadelas (1)

Sem título

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Afixado por Gibel às 18:10 | Afixadelas (1)

Os intocáveis

Já enfarta ler alguns representantes da casta, como este senhor, a falarem do poder judicial como se este se tratasse do último poder sacro-santíssimo à face do planeta, a conservar a todo o custo, pela denodada resistência dos seus hierofantes, dos pérfidos e blasfemos ataques que surgem sempre do lado dos maus: o Parlamento, os Advogados ou o Ministério Público.

P.S.- Juro que não ando a ler o Diário de Notícias. Já nem o compro. Actualmente, apenas acompanho o seu índice da mesma forma que tenho de acompanhar o Diário da República.

Afixado por Gibel às 16:49

Contos de azul e terra

Revelações na Versailles

"Vestes para mim a cor dos lábios e todo o teu ser à minha boca se oferece.
De manhã foi assim. Na toalha do pequeno almoço da Versailles. Foi durante aquele pequeno intervalo entre o ir à casa de banho e o pagar. Quando voltou lá estava.
Eis o monstro, o monstro que responde pela tua morada, se em vez de te sentires escudo te quiseres sentir espada.
Foi assim à tarde. Na casa de banho da Versailles. Escrito...no rolo de papel higiénico! Quando o desenrolou, normalmente, como toda a gente faz.
À noite penteou-se ao espelho e achou que tinha menos cabelo. Na escova ficaram embaraços encaracolados. Descobriu então a relação entre o acto de fazer amor e a perda do cabelo. O cabelo, pela acção das mãos dele ficava em tal estado de embaraço que não era fácil repor a normalidade sem acessos de escova e gemidos de dor. A dor fê-la esquecer os textos clandestinos. A descoberta também.
No dia seguinte foi no meio dos aparentemente inocentes guardanapos do habitual lanche na Versailles. Um deles trazia a vermelho, desenhada com a letra do costume, uma espécie de original oração:
Ajudai-me Senhor para que o sexo tenha da alegria o nexo e do fulgor a cor.
Desta vez decidiu queixar-se ao empregado que, estupefacto, se desfez em pedidos de desculpa e levou, pegando-lhe por uma ponta, com nojo e horror, o pecaminoso guardanapo."

do romance "Contos de Azul e Terra" acabadinho de editar pelas edições Hugin, escrito a duas mãos por Raquel Gonçalves-Maia e Risoleta Pinto Pedro, uma cientista, outra poetisa, uma a viver na serra, outra a viver na cidade de Lisboa, uma a contar da terra, outra a contar do azul. Excelente leitura.(e não elogio apenas por ser amigo de uma das autoras)

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novembro 19, 2004

Golpe Militar?

Sim, é verdade, o Dr. Mário Soares descobriu-me a careca. Mas nada de entusiasmos precipitados. Tenho tudo enquadrado no papel: objectivos e prazos. Mas até agora, das minhas relações conspirativas, só consegui reunir: um amigo oficial da Marinha que poderá avançar com uma lancha rápida (logo que esta saia do estaleiro onde está em construção) e uma equipa de dez grumetes equipados com duas G3 e um revólver em segunda mão cedido por um parceiro da NATO; outro amigo, piloto da Força Aérea, base de Beja, que me assevera ser complicado palmar um F16, mas em princípio talvez se consiga arranjar um helicóptero allouette equipado com uma metralhadora jugoslava comprada na feira do relógio no verão quente de 75 (um primo ficou de a olear); um cunhado daquele primeiro, sargento do exército, consegue reunir vinte homens de um batalhão de lanceiros, desde que previamente motivados com uma patuscada no David da Buraca. Até agora, é o que se pôde arranjar. Mas pronto, pá, a sorte é dos audazes e a malta vai continuar a trabalhar, a bem da Nação.

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Referendo - A contribuição da presidência da República

O Afixe, recorrendo de forma inédita aos serviços de uma vidente e Mãe de Santo Baiana com sucursal ao Martim Moniz, muito bem recomendada pela Teresa Guilherme mas que nos obrigou a gramar com duas incorporações espíritas do Dr. Cardoso Martins e uma do Dr. Teófilo Braga, está em condições de antecipar as alterações que o Dr. Jorge Sampaio irá sugerir à Assembleia da República no que respeita à pergunta referendária da Constituição Europeia. Aqui fica a versão a propor por Belém:

Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, pedra fundamental da vivência democrática e reflexo primeiro do Humanismo Europeu, a regra das votações por maioria qualificada dos Estados enquanto representantes e intérpretes dos anseios dos povos europeus e o novo quadro institucional da União Europeia, aprovado em ambiente de exultante serenidade e generoso optimismo, nos termos constantes da Constituição para a Europa que inaugura o limiar maior do progresso civilizacional europeu no contexto global?


* não será pacífica a discussão entre alguns assessores de Sampaio em relação à opção de adjectivar a serenidade de exultante. Alguns defenderão que o que é por natureza sereno não exulta e que o que exulta passa um pouco as marcas do que é sereno. Sampaio defenderá serenamente aquela opção a título de figura de estilo.

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Pré-Referendo

Concorda sem qualquer espécie de vergonha com a divulgação junto dos parceiros europeus da pergunta que será submetida aos cidadãos Portugueses relativamente à Constituição Europeia?

SIM - porque eles não vão levar a sério.

NÃO - porque cortam-nos os subsídios à formação: presumirão que atingimos um nível de erudição e densidade metafísica acima da média dos países latinos.

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novembro 18, 2004

Concorda com o novo quadro institucional da UE?

huum..huuumm..cof-cof...interessante questão...vem aliás, se me permite constatá-lo, um pouco na sequência da questão que teve a gentileza de me colocar há pouco...posso até, porque não gosto de correr o risco de me repetir, considerar que a minha resposta de há pouco até já encerraria no seu próprio quadro de ideias a resposta que ora busca com a instância presente...mas de qualquer forma posso explicitar melhor para que não restem dúvidas...talvez explicitar não seja a expressão que mais rigorosamente se imponha...direi antes completar o meu aproach anterior...ora o novo quadro institucional, como aliás resulta do espírito da construção europeia e das idiossincrasias que a afectaram, é bastante dinâmico...sim, dinâmico é a palavra que melhor ....digamos..percebe-me...qualifica todo o processo em que se vem trabalhando em prol da mencionada construção...portanto, julgo que este ponto fica esclarecido, ou pelo menos completado... e da UE...no fundo, porque se trata de objectivar que é em referência à UE que se coloca a questão de observar o respectivo enquadramento institucional...parece-me, ad minimum, de liminar clareza e julgo ter abarcado toda a potencialidade de dados de resposta que a pergunta ...digamos...suscita...

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Concorda com a regra de votações por maioria qualificada?

Huuuummm...isso é uma pergunta?... pois pergunta você muito bem...ainda bem que me faz essa pergunta...outrossim teria eu de trazer essa questão à colação...olhe que é uma pergunta assaz inteligente...pergunta você e muito bem se eu concordo com a regra de votações por maioria qualificada...devo antes até referir, se não o fiz já, que esta pergunta que em boa hora entendeu fazer-me encerra em si um rol de outras questões que eu teria de organizar em três ordens de ideias...ou talvez até em quatro ordens de ideias, contendo cada ordem três alíneas em sub-ordem...se tiver a gentileza de me permitir que explane esse raciocínio...não é mero devaneio...mas também face a uma pergunta tão oportuna não quero ser acusado de responder com um discurso meramente circular...voltando àquilo que aqui nos trouxe...parece-me bem...e terei muito gosto em responder a qualquer outra questão que entenda por bem colocar...

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Eles não estão a brincar connosco! Isto está mesmo a acontecer...

Concorda com a Carta de Direitos Fundamentais, a regra das votações por maioria qualificada e o novo quadro institucional da União Europeia, nos termos constantes da Constituição para a Europa?

Esta é a pergunta hoje aprovada em resolução pelos deputados, para o referendo à Constituição Europeia.

Àquela pergunta responderei NÃO. Mas repare-se: como a pergunta é desonesta, igualmente não é possível dar uma resposta honesta. É óbvio para mim que concordo com a Carta Europeia de Direitos Fundamentais, mas vou ter de dizer não e atirar a criança fora com a água do banho porque recuso alguma parte do resto que me querem impingir.

Depois, queixem-se de que o povo é mau e ingrato e anda alheado da vida democrática das instituições. Pudera !... Não haverá uma alminha lúcida naquele Parlamento, nos partidos do Bloco Central que diga BASTA e exija uma revisão constitucional parcial, simples e prévia que permita a realização de um referendo com uma pergunta clara?

Definitivamente, a democracia convertida em oligarquia partidária só consegue passar estes testes democráticos fazendo batota. O referendo vai ser uma batota e não passará disso.

Para quem tem memória e para aqueles que gostam de encher a boca com as virtudes da democracia - para o que é e quando é conveniente - gostava de lembrar que a última vez que se fez batota com uma Constituição foi com a de 1933 do Dr. Oliveira Salazar e do seu benemérito e preclaro Estado Novo: também se prescindiu de uma Assembleia Constituinte eleita pelo Povo e, como agora, reservou-se aos cidadãos um mero e insuficiente plebiscito posterior à redacção e aprovação da mesma.

Pelos vistos, os plebiscitos passaram a estar na moda em democracia, quando eram típicos das ditaduras. Deve ser o progresso.

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Fátima e Ecumenismo - uma história

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Muito se tem falado e polemizado sobre o ecumenismo de Fátima. O Bernardo voltou a abordar o assunto neste post e por isso aproveito a boleia para dar o meu testemunho. Uma das impressões com que fico é a de que muita gente não tem consciência da universalidade do santuário de Fátima, atraente para fiéis de várias religiões não tão estranhas ao cristianismo como se julga, em especial, a muçulmana. Parecerá, à primeira vista, um fenómeno estranho, mas tenho uma história para contar sobre este aspecto. Devo dizer, se não disse já, que embora partilhe a fé cristã, não aprecio muita coisa que se passa em Fátima e noutros santuários marianos - em especial, o ambiente milagreiro que considero absolutamente contrário à mensagem essencial de Jesus Cristo, pois este não se apresentou aos homens como um curandeiro, mas como um libertador -, não acredito nas aparições (nem estas são dogma católico, esclareça-se), apenas respeito o santuário pelo que ele é - um templo de expressão da fé como qualquer outro, desta ou daquela religião.

Mas voltando à história que queria contar, passou-se comigo há cerca de seis anos, estava eu a terminar o meu estágio de advocacia. Nesse período, tinha periodicamente que prestar apoio judiciário em sistema de escala nalguns tribunais criminais de Lisboa. Certa manhã, estive de escala no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa, vulgarmente chamado Tribunal de Polícia, que se destina essencialmente a julgar de forma sumária pequenos delitos criminais, normalmente num espaço de vinte e quatro horas entre o delito e a condução do arguido a julgamento. Enquanto patrono oficioso, cabia-me assegurar a defesa possível a arguidos que geralmente ali chegam sem qualquer advogado constituído. Num destes julgamentos, fui confrontado com um arguido cidadão paquistanês, detido no aeroporto de Lisboa em circunstâncias bastante infelizes. Quero dizer, o pobre do homem teve mesmo azar em ser apanhado: estava em trânsito entre duas cidades europeias, com passagem por Lisboa e o visto de que dispunha não lhe permitia a entrada em Portugal. Mas o homem arriscou e entrou em Portugal, pela manhã, para saír ao princípio da noite, em voo para outra capital. Foi à saída, azar dos azares, que foi apanhado pelo SEF. Já que estava de saída, podiam tê-lo deixado ir, mas não, o sujeito violara as regras, teve de ser autuado e conduzido a julgamento para ser multado e posteriormente expulso. Em julgamento, o homem expressava-se num inglês macarrónico, estava apavorado e mal conseguia explicar-se. Até que, insistentemente questionado para explicar por que razão entrara ilegalmente em território Português, lá se fez entender: era muçulmano devoto de Fátima, a filha do Profeta e saíra apenas do aeroporto para se deslocar de autocarro ao santuário de Fátima, que é igualmente visitado por muitos outros muçulmanos fatimidas. O Procurador do Ministério Público achou aquilo um absurdo e, perante as perguntas com que era fuzilado, o homem desatou num pranto, retirando do bolso uma pequena pagela com a imagem da Senhora de Fátima e um pequeno rosário de dez contas com a palavra Fátima gravada. Foi das imagens mais comoventes e desarmantes da justiça dos homens a que alguma vez assisti. Fiquei a engolir em seco. O tribunal acabou por deixá-lo ir condenado com uma multa que ele obviamente nunca terá pago e o pobre sujeito lá terá seguido a sua vida para fora do país do santuário que lhe valeu um susto sério.

Vendo o que este homem arriscou para ir orar a Fátima, nunca mais fiquei indiferente ao inevitável ecumenismo do santuário da Cova da Iria. E reprovaria qualquer tentativa para remover ou tentar apagar esse ecumenismo.

Qualquer tentativa dessas seria motivada pela ignorância e pelo fanatismo. Este fanatismo tem geralmente âncora em crentes católicos cuja religiosidade não alcança a dimensão sublime da Fé e do sentido do que é isso de religião - re-ligare o que se encontra separado, unindo - mas que se acha reduzida à mera crença vazia, mimetizada na prática puramente formal e até robotizada de gestos monótonos e rotineiros - o baptizado, a procissão, as promessas, as penitências, etc. - gestos estes já efectivamente e apenas praticados de coração vazio.

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novembro 17, 2004

Dedicatória musical com assinatura dos ABBA

Ao consórcio governamental: sob as ruínas do Dr. Lopes e do seu PPD, o triunfo da inteligência do Dr. Portas.

The Winner Takes It All

I don't wanna talk
About the things we've gone through
Though it's hurting me
Now it's history
I've played all my cards
And that's what you've done too
Nothing more to say
No more ace to play

The winner takes it all
The loser standing small
Beside the victory
That's her destiny

I was in your arms
Thinking I belonged there
I figured it made sense
Building me a fence
Building me a home
Thinking I'd be strong there
But I was a fool
Playing by the rules

The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
The winner takes it all
The loser has to fall
It's simple and it's plain
Why should I complain.

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novembro 11, 2004

Esforcem-se mais!

O Monty lançou aqui o que era um post contendo uma longa piada. Surpreendentemente, ou talvez não (isto é quase um lugar comum escrever-se "ou talvez não" a seguir a surpreendentemente, mas fica sempre bem), os nossos visitantes roeram a cenoura (esta metáfora foi um bocado infeliz, ainda vão dizer que estou a ser demasiado sugestivo) e desataram a discutir a sério as relações entre homens e mulheres. Também, infelizmente, como lembrou a nossa A.B., acabou tudo num mero encontro de consensos sob a aura do politicamente correcto. Sinceramente, eu queria ver mais sangue, suor e lágrimas (não só de choro, mas também de riso). Por exemplo, aqui vai uma provocação para o ambiente politicamente correcto: no meu convívio com amigas mulheres (é claro que não há amigas homens, mas foi uma figura de estilo) é muito curioso apreciar a forma quase cruel como as mulheres julgam os homens mais sensíveis ou atenciosos, e não estou a falar de domésticas, estou a falar de mulheres profissionais maiores e emancipadas, muito donas do seu orgasmo, perdão, ía dizer, muito donas do seu nariz...

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novembro 10, 2004

White House

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continuando na verdade nua e crua

A woman was walking along the beach when she stumbled upon a bottle. She picked it up and rubbed it, and 'low-and-behold' a Genie appeared! The amazed woman asked if she got three wishes. The genie said,

"Nope, sorry, three-wish genies are a storybook myth. I'm a one-wish
genie. So... what'll it be?"

The woman did not hesitate. She said,

"I want peace in the Middle East. See this map? I want these countries to stop fighting with each other and I want all the Arabs to love the Jews and Americans and vice-versa. It will bring about world peace and harmony."

The genie looked at the map and exclaimed,

"Lady, be reasonable. These countries have been at war for thousands of years. I'm out of shape after being in a bottle for five hundred years. I'm good but not THAT good! I don't think it can be done. Make another wish and please be reasonable. "

The woman thought for a minute and said,

"Well, I've never been able to find the right man. You know, one that's considerate and fun, likes to cook and help with the house cleaning, is great in bed, and gets along with my family, doesn't watch sports all the time, and is faithful. That is what I wish for ... a good man."

The genie let out a sigh and said,

"Let me see that fuckin' map again."

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novembro 09, 2004

uma notícia em aberto

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Legítima defesa

Se isto for verdade, se me chegar a casa o dito encartezinho, se se confirmar que o Estado do Sr. Pedro aprecia gastar desta forma o dinheirinho dos nossos impostos, então sentir-me-ei moralmente justificado quando, achando-me tentado a cometer algumas omissões fiscais, passar da tentação à consumação. É que com este Estado de coisas, enganar o fisco deixa de ser crime: passa a legítima defesa ou até a crime a pedido da vítima!

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Ainda o Mar

A Teresa de Sousa escreve muito bem sobre temas europeus e na maior parte das vezes até estou de acordo com ela, mas nesta questão do mar e da Constituição Europeia, o argumento que se retira do seu texto Portugal Rouba Mar à França seria muito bonito se não falhasse no essencial: o peso relativo de Portugal e França no Conselho de Ministros da União. É demasiado idílico considerar-se que no fundo todos os Estados delegam competências sobre os respectivos mares, não fosse a realidade incontornável de o art.º 2.º do Protocolo anexo à Constituição que versa sobre a ponderação de votos dos Estados no Conselho Europeu e no Conselho de Ministros. Em votação por maioria qualificada Portugal vale 12 votos. A França vale 29. Já agora: a Espanha vale 27 votos, a Alemanha outros 29, a Polónia (que tem um mar a perder de vista!) vale 27, o Reino Unido vale 29. No fundo, se estes últimos Estados quiserem aprovar uma medida legislativa que recaia sobre a nossa ZEE e que seja lesiva para os nossos interesses, ela será aprovada apenas com estes votos. Portugal responderá com doze, tadinho. De uma vez por todas, os cidadãos que votarem no referendo deverão ter presente que, na história da integração europeia, uma coisa são as boas intenções, outra são os interesses dos Estados. A construção europeia fez-se sempre com passos não apressados e por isso seguros, que tiveram sucesso - os líderes também eram outros, verdadeiros estadistas e não políticos de plástico. E tiveram sucesso porque equilibravam os entusiasmos bem intencionados (quando o eram!) com a ponderação dos interesses de cada Estado, pequenos, médios e grandes. Esta Constituição é interessante para a França, para a Alemanha e para os países de Leste da sua órbita de influência, para a Espanha e para a Itália. Numa palavra: é interessante apenas para os grandes Estados. O factor populacional ultrapassa em demasia o factor da ponderação do número de Estados, em nome da eficiência da decisão comunitária. Não interessa a Portugal. Para mim, ponto final: no referendo vou votar não. E vou bater-me pelo Não!

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Num país cheio de Jourdains

De plebeus ridículos e cretinos promovidos pelo poder económico ao efémero céu da fama, uma boa opção para não nos enervarmos ou refrearmos a vontade de dar um tiro na cabeça, é rindo. Rindo muito. Rindo, por exemplo, com Jourdain, o bourgeois gentilhomme personagem caricatura de época, criada por Moliére e que afinal não é uma personagem assim tão datada: podemos encaixá-la em não poucas figuras burguesas da raquítica sociedade portuguesa. Ora vejam a amostra:

SCÈNE IV

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE, MONSIEUR JOURDAIN.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE,en raccommodant son collet.- Venons à notre leçon.

MONSIEUR JOURDAIN.- Ah! Monsieur, je suis fâché des coups qu'ils vous ont donnés.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Cela n'est rien. Un philosophe sait recevoir comme il faut les choses, et je vais composer contre eux une satire du style de Juvénal, qui les déchirera de la belle façon. Laissons cela. Que voulez-vous apprendre?

MONSIEUR JOURDAIN.- Tout ce que je pourrai, car j'ai toutes les envies du monde d'être savant, et j'enrage que mon père et ma mère ne m'aient pas fait bien étudier dans toutes les sciences, quand j'étais jeune.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Ce sentiment est raisonnable, Nam sine doctrina vita est quasi mortis imago. Vous entendez cela, et vous savez le latin sans doute.

MONSIEUR JOURDAIN.- Oui, mais faites comme si je ne le savais pas. Expliquez-moi ce que cela veut dire.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Cela veut dire que sans la science, la vie est presque une image de la mort.

MONSIEUR JOURDAIN.- Ce latin-là a raison.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- N'avez-vous point quelques principes, quelques commencements des sciences?

MONSIEUR JOURDAIN.- Oh oui, je sais lire et écrire.


(...)

MONSIEUR JOURDAIN.- Je vous en prie. Au reste il faut que je vous fasse une confidence. Je suis amoureux d'une personne de grande qualité, et je souhaiterais que vous m'aidassiez à lui écrire quelque chose dans un petit billet que je veux laisser tomber à ses pieds.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Fort bien.

MONSIEUR JOURDAIN.- Cela sera galant, oui.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Sans doute. Sont-ce des vers que vous lui voulez écrire?

MONSIEUR JOURDAIN.- Non, non, point de vers.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Vous ne voulez que de la prose?

MONSIEUR JOURDAIN.- Non, je ne veux ni prose, ni vers.

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Il faut bien que ce soit l'un, ou l'autre.

MONSIEUR JOURDAIN.- Pourquoi?

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Par la raison, Monsieur, qu'il n'y a pour s'exprimer, que la prose, ou les vers.

MONSIEUR JOURDAIN.- Il n'y a que la prose, ou les vers?

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Non, Monsieur: tout ce qui n'est point prose, est vers; et tout ce qui n'est point vers, est prose.

MONSIEUR JOURDAIN.- Et comme l'on parle, qu'est-ce que c'est donc que cela?

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- De la prose.

MONSIEUR JOURDAIN.- Quoi, quand je dis: "Nicole, apportez-moi mes pantoufles, et me donnez mon bonnet de nuit*", c'est de la prose?

MAÎTRE DE PHILOSOPHIE.- Oui, Monsieur.

MONSIEUR JOURDAIN.- Par ma foi, il y a plus de quarante ans que je dis de la prose, sans que j'en susse rien; et je vous suis le plus obligé du monde, de m'avoir appris cela. (...)

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novembro 08, 2004

Virtudes da Ditadura Iluminada - II

Kemal Atatürk

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Laicizou e resgatou para o século XX aquele que era antes um Estado confessional e que é hoje uma democracia de cultura islâmica. Não foram necessárias teorias de "Nation Built", invasões voluntaristas de Potências Democráticas ou intervenções no Quadro da ONU.
A Turquia é o que é. O Iraque é o que se está a ver.

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Virtudes da Democracia

George W. Bush

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Hugo Chávez

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Virtudes da Ditadura Iluminada

Frederico o Grande

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Sebastião José de Carvalho e Melo

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Por onde tenho andado

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A gastar o pouco tempo que me sobra numa actividade extra-curricular: ler o 9/11 Report elaborado pela "National Commission on Terrorist Attacks upon the United States" do Congresso Norte-Americano, numa edição anotada pelo New York Times. É um extraordinário exemplo de como funciona uma comissão parlamentar de inquérito a sério. A sério mesmo. E faz corar de vergonha quando comparado com as farsas que são as comissões parlamentares de inquérito da nossa República. Quem quiser fazer o download, está disponível aqui. Nota importante: o Congresso concluiu por fazer uma recomendação quase inédita sobre quais deveriam ser para a Administração as prioridades da política externa norte-americana em ordem a combater o terrorismo: Paquistão, Arábia Saudita, Iémen, Afeganistão, Indonésia, Filipinas, África Ocidental. Em relação ao Iraque, silêncio absoluto, para além do ruído do Sr. Dick Cheney.

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novembro 05, 2004

a requerimento do Conselho superior de magistratura

A resposta eloquente da Ordem dos Advogados:

a) que os advogados se não mostrem tão seguros de si mesmos e não pretendam saber mais do que todos os outros;
b) que os juízes abandonem o sentimento de superioridade e deixem de se representar o estado de espírito de quem se toma por “semelhante a Deus”, reputando a sua justiça não apenas como a dum “juiz”, mas como expressão da sua natureza sagrada.

a ler na Grande Loja

Afixado por Gibel às 09:31

novembro 04, 2004

inocência infantil

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da américa com humor - III

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da américa com humor - II

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da américa com humor

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Sem título

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Afixado por Gibel às 08:19

E Se o Porto se pode gabar de expor paula rêgo

Lisboa contra-ataca em grande: com a comemoração da primeira década de existência do Museu da Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, inaugura-se na próxima quinta-feira, uma nova exposição intitulada «Vieira da Silva nas Colecções Internacionais». Até 30 de Janeiro de 2005, será possível desfrutar de um conjunto de obras provenientes de algumas das mais conceituadas colecções mundiais: Musée National d’Art Moderne-CCI de Paris, Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Musée d’Unterlinden de Colmar, Tate Gallery de Londres, Kunstammlung de Dusseldorf, Museum Folkwang Essen, Fundação Emanuel Hoffmann / Kunstmuseum de Basileia, Galerie Alice Pauli de Lausanne, Museum of Contemporary Art de Helsinquia, Guggenheim de Nova Iorque, San Francisco Museum of Modern Art, Phillips Collection de Washington, Walker Art Center de Minneapolis, entre outros.

Ora, malta inbicta, se eu devo uma visita a Serralves um destes dias, vocemecês também não se livram de terem de vir a Lisboa para uma exposiçom inolbidábel.

De 4 de Novembro a 30 de Janeiro de 2005, na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva. Visitas de segunda a sábado das 11h00 às 19h00 e domingos das 10h00 às 18h00.Encerrado às terças-feiras e feriados. Entradas a 2,5 euros, gratuitas à segunda-feira.

Afixado por Gibel às 08:14 | Afixadelas (4)

a filarmonia das beiras vai morrer

Convém que se saiba que o seguinte rol de municípios, nada pequeno, se está a revelar incapaz de assegurar a salvação da Orquestra Filarmonia das Beiras, uma instituição cultural viva no centro do país:

Câmara Municipal de Águeda
Câmara Municipal de Albergaria-A-Velha
Câmara Municipal de Alcobaça
Câmara Municipal de Alvaiázere
Câmara Municipal de Ansião
Câmara Municipal de Aveiro
Câmara Municipal da Batalha
Câmara Municipal de Bombarral
Câmara Municipal de Castelo Branco
Câmara Municipal de Coimbra
Câmara Municipal de Condeixa-A-Nova
Câmara Municipal de Estarreja
Câmara Municipal da Figueira da Foz
Câmara Municipal da Figueiró dos Vinhos
Câmara Municipal de Freixo de Espada-à-Cinta
Câmara Municipal de Fronteira
Câmara Municipal de Gouveia
Câmara Municipal da Guarda
Câmara Municipal de Ílhavo
Câmara Municipal de Leiria
Câmara Municipal da Lousã
Câmara Municipal da Mealhada
Câmara Municipal de Mira
Câmara Municipal de Óbidos
Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis
Câmara Municipal de Oliveira de Frades
Câmara Municipal de Oliveira do Bairro
Câmara Municipal de Ovar
Câmara Municipal de Ourém
Câmara Municipal de Pedrógão Grande
Câmara Municipal de Penalva do Castelo
Câmara Municipal de Penamacor
Câmara Municipal de Penedono
Câmara Municipal de Ponte de Sor
Câmara Municipal de Portalegre
Câmara Municipal de Porto de Mós
Câmara Municipal do Sabugal
Câmara Municipal de Santarém
Câmara Municipal de São João da Madeira
Câmara Municipal de Seia
Câmara Municipal de Sernancelhe
Câmara Municipal de Sever do Vouga
Câmara Municipal de Tabuaço
Câmara Municipal de Tondela
Câmara Municipal de Vagos
Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares
Câmara Municipal de Viseu
Câmara Municipal de Vouzela

Pois é, há pró repuxo e prá fonte, prá rotundazinha e pró túnel, prá casa de cultura- normalmente quatro paredes mortas sem cultura viva lá dentro, nem coisa nenhuma - ou prás festas da cidade, mas manter uma orquestra, uma orquestra? Isso é coisa de intelectuais de Lisboa! Triste país.

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novembro 03, 2004

Falando de futuro

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Kerry may rest in peace. Barack Obama foi ontem um brilhante vencedor, um ar fresco que sopra de Chicago e o futuro da América e do Partido Democrático passa por líderes como ele.

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novembro 02, 2004

Alguém explique ao pequeno

Alguém explique a este pequeno que, daqui a cinquenta anos, ainda os Portugueses hão-de saber quem foram Mário Soares, Freitas do Amaral ou aqueles outros a quem ele chama pais da democracia, mas que pela amostra já dá para perceber que em pouco tempo ninguém lembrará quem é, foi ou estava para ser este pretensioso pequeno. Rest in peace.

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Isabel Magalhães Colaço

Morreu ontem, com 78 anos, vítima de doença, a Prof. Dra. Isabel Magalhães Colaço, a primeira mulher catedrática em Direito, em Portugal, pela Faculdade de Direito de Lisboa (ainda hoje, não existe na fossilizada Universidade de Coimbra uma Catedrática de Direito). A sua especialidade era a matéria do Direito Internacional Privado. Não fui seu aluno, mas quando tirei o curso abominei esta cadeira. Sinceramente, não me entendia com aquilo. Desisti da avaliação contínua logo nas primeiras aulas teóricas e práticas e remeti-me para exame final. Só na prática da advocacia me interessei e fui cativado por esta especialidade do Direito, que se tornou uma das minhas favoritas e onde acabei por ganhar mais experiência. Também só pela prática e pelo contacto com trabalhos científicos estrangeiros tomei consciência do enorme reconhecimento internacional votado à Prof. Magalhães Colaço. Fica aqui o meu testemunho e homenagem à sua memória e à sua obra.

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American election gothic

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Recorte à escolha do freguês

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Música em Mafra

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Neste domingo que passou, à noite, véspera de todos-os-santos, assisti na Basílica do Palácio de Mafra ao concerto de encerramento do Festival Internacional de Música. O concerto estava à pinha, e minutos antes de começar ainda a organização tentava colocar mais cadeiras para quem chegava, certamente surpreendidos com o sucesso com que o público acolheu este evento - parabéns a Miguel Lobo Antunes. O concerto começou rigorosamente à hora e as portas foram fechadas sem contemplações para os tugas relapsamente atrasados. Muito apropriadamente, foram tocados dois requiems: Toru Takemitsu (1930-1996), Requiem para orquestra de cordas, compositor que desconhecia e que também não me entusiasmou e o Requiem para orquestra e coro de Gabriel Fauré (1845-1924) na versão de 1893, requiem este que já escutara em disco e que me deixou maravilhado ao vivo. Sobretudo emocionante porque estava sentado no lado do transepto, a cerca de quinze metros do coro. Única desilusão: não usaram um dos seis magníficos órgãos da basílica (só dois funcionam e um terceiro está a ser reparado graças ao mecenato do Barclay's Bank), mas um simples órgão de orquestra. As maiores felicitações têm de ser dirigidas à Orquestra Sinfónica Portuguesa e ao Coro do Teatro Nacional de S. Carlos, dirigidos pelo húngaro Zsolt Hamar, instituições que vão preserverando num exercício de excelência apesar dos graves constrangimentos orçamentais que à presente data nem permitem assegurar que venha a ser realizável a próxima temporada do São Carlos.

Uma palavra especial para este monumento, um dos que mais me fascina em Portugal. O conjunto Palácio/Convento de Mafra, Tapada de Caça e Jardim do Cerco, na sua globalidade e coerência de conjunto, é dos monumentos mais mal aproveitados no país. Este festival foi uma das excepções que não fazem esquecer o drama principal: é inadmissível que um monumento desta dimensão, que poderia ter um aproveitamento vivo e sugerir eventos sem conta esteja sujeito a uma actividade tão reduzida. Partilhado entre o Ministério da Defesa, o IPAAR, a autarquia e a Igreja Católica, é inegável que Mafra se mantém como um monumento morto e quase abandonado. As visitas são mal acompanhadas e mal explicadas, a maior parte do monumento é desconhecida do público, não há sequer visitas guiadas em inglês, as intervenções de restauro têm sido episódicas e insuficientes. Em Mafra poderiam realizar-se concertos magníficos: é o único monumento do mundo com seis órgãos de tubos e a acústica da Basílica é assombrosa! Tem uma biblioteca deslumbrante com raridades bibliográficas que poderiam sugerir a realização de interessantes conferências. Etc. Etc. Não faltariam ideias a quem quisesse salvar este monumento de ser apenas e só um monumento de pedra. Refira-se que um conjunto de pessoas da tal sociedade civil, em que me incluo, vem participando num conjunto de iniciativas e tertúlias que procuram reflectir e projectar ideias para este espaço, tendo como linha de força uma petição à Assembleia da República para que esta vote uma resolução no sentido de solicitar à UNESCO a classificação deste conjunto monumental como Património da Humanidade. Aguardemos se o futuro salva Mafra e o converte num monumento vivo.

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outubro 30, 2004

Novembro de 2004

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modernices

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God bless Florida - II

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O Psi da Nação

Jorge Sampaio acha que os Portugueses andam desiludidos. Que raio de povo, tão chorão, tão cheio de queixumes! Segundo afirmou em Murça é seu dever aumentar a auto-estima dos portugueses. Para quem votou neste senhor e julgava que estava a eleger um Presidente, saiu-lhes um psico-terapeuta.

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Rir é o melhor remédio - II

São as seguintes as três propostas alternativas apresentadas pelo PSD para a pergunta a efectuar em referendo sobre a Constituição Europeia:

1ª - "Concorda com a ratificação por Portugal do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa?"

Muito simples para o gongórico espírito português não é? É necessário complicar mais,

2ª - "Concorda com as novas regras [não D. Cândida, não são essas regras] que regerão a União Europeia, de acordo com o tratado que estabelece uma Constituição para a Europa?"

E agora a melhor de todas,

3ª - "Concorda com a nova estrutura institucional [Juro! Esta se não viesse do PSD eu diria que seria da lavra do Manuel Maria Carrilho] e com as competências acrescidas [soa sempre bem ao ouvido do povo falar em coisas que acrescem, eles associam logo a fundos, subsídios, tudo a acrescer, é só acrescimento] da União Europeia, nos termos aprovados pelo tratado que estabelece uma Constituição para a Europa?"

Ora, bem vistas as coisas, se o espírito é este, até é possível fazer melhor. Assim, o meu contributo para pergunta referendária é, e vamos a ver se me consigo conter numa página A4:

Concorda com a ratificação por Portugal do Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa, aprovado por consenso pela Convenção Europeia em 13 de Junho e 10 de Julho de 2003, Convenção esta convocada pelo Conselho Europeu reunido em Laeken, Bélgica, em 14 e 15 de Dezembro de 2001, quando constatado que a União Europeia se encontrava numa encruzilhada decisiva da sua existência [ponderar entremear aqui uma citação de Jean Monnet] e entregue ao Presidente do Conselho Europeu em Roma em 18 de Julho de 2003, assinado pelos Chefes de Estado e de Governo em 29 de Outubro de 2004, sob a luminosa inspiração de Tucídides - A nossa Constituição...chama-se "democracia" porque o poder está nas mãos, não de uma minoria, mas do maior número de cidadãos - e igualmente inspirada pela vontade dos cidadãos e dos Estados da Europa de construírem o seu futuro comum, na sequência do Tratado de Roma que instituiu as Comunidades Europeias, alterado pela Tratado de Maastricht, e do Tratado de Amesterdão que instituiu a União Europeia, alterado pelo Tratado de Nice, seus protocolos, declarações, anexos e notas de rodapé?

* Entretanto, depois de escrever esta posta, já fomos recebendo contribuições dos nossos leitores. A nossa A.B., visita da casa e que de vez em quando traz o vinho para os jantares, sugeriu que em lugar de enxertarmos uma frase de Monnet apostemos em Schumann. Fica a devida nota.
Aqui acrescentarei outras contribuições que permitam enriquecer a nossa sugestão de pergunta a apresentar aos senhores deputados da república.

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Rir é o melhor remédio

Leiam esta notícia e agora tentem imaginar dois agentes da PSP, concentrados, segurando no livro, com a sobrancelha esquerda levantada, pose grave, a aquilatarem do conteúdo eventualmente concupiscente de uma obra literária.

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God bless Florida

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COMPROMISSO DEFINITIVO


Se o livro referido no post "DO PORTUGAL PROFUNDO" foi, como se diz, apreendido, sem mais nem menos.
Se o computador referido ali, o foi do mesmo modo, devo concluir muitas coisas.
Refiro só algumas.
Em primeiro lugar, estou farto de ver o livro nas livrarias que frequento e, não apreciando esteticamente o título, não posso aceitar esta forma violenta de actuar que me parece de censura.
Sobre a blogosfera e sua relevância na comunicação entre os cidadãos teorizaram Pacheco Pereira e o Prof.Vital Moreira.
A liberdade de expressão é, na liberdade, um dos direitos mais importantes que se tem. Sem ela, nada.
Está na Declaração UniversaL Dos Direitos do Homem, na Convenção Europeia dos Direitos do Homem, na Constituição da República e em tudo quanto é lei neste país.
Fui, na ditadura, e mesmo já na democracia,objecto de perseguições por me exprimir como penso.
Não aceito um Ministério Público que não defende, como deve defender, a legalidade democrática, aí inclusa a mesma liberdade.
Não sou melhor nem pior do que outros, mas há matérias em que sou radical. A minha magistratura do MP pertence aos muitos que defendem a liberdade, não sendo instrumentos de opressão. Jamais aceitarei isso, seja lá com que consequências.
Tem havido "fumos" de tentativas autoritárias com que não posso colaborar, ainda que pelo meu silêncio.
Assumo aqui o compromisso solene e público de mais nada dizer em público, enquanto aqueles factos não forem esclarecidos com toda a clareza.

Porto,30/10/04

Alberto Pinto Nogueira na Grande Loja

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outubro 29, 2004

undecided voter

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Do Portugal Profundo

Em Leiria, um autor de um blog mereceu a atenção de um procurador do Ministério Público e de dois agentes da PJ, pela alegada prática de um crime punível com pena até um ano ou pena de multa.

Em Guimarães, um sereno livreiro que expôs em escaparate um livro intitulado "As mulheres não gostam de foder" mereceu igualmente a atenção de um procurador que abriu inquérito em face de uma lei que não conheço e que punirà a exposição de material obsceno ao público. Com esta abertura de inquérito, que me abstenho de comentar pelo absurdo manifesto, gastar-se-à papel, o tempo de alguns funcionários, de alguns agentes policiais em notificações, dispender-se-ão honorários a advogado para defesa, etc.

Isto passa-se no mesmo país em que já ninguém fala de Isaltinos ou de Pretos. Lembram-se? Isto passa-se no mesmo país em que a criminalidade do tráfico de influências, da lavagem de dinheiro e da fraude económico-financeira associada ao financiamento dos partidos parece adormecer em discretas gavetas.

Estando o Ministério Público submetido a um princípio hipócrita de legalidade - que significa que é obrigado a investigar e acusar por todos os crimes, mesmo que os meios sejam limitados - , em lugar de estar submetido a um princípio de oportunidade que fosse rigorosamente sindicável - que lhe permitiria, em face da limitação de meios, dar prioridade à investigação e acusação dos crimes mais complexos e que mais danos geram na comunidade - o resultado de tudo isto é que, na prática, como o panorama confirma, acaba por funcionar o princípio da oportunidade na prática e no pior sentido: como é menos complexo e exige menos meios, é mais fácil e eficaz perseguir os "pilha-galinhas", a pequena criminalidade que se despacha em duas páginas de um despacho de acusação já minutado à saciedade em tantos outros casos idênticos: cheque sem provisão, a agressão entre vizinhos, a injúria, o tabefe, o roubo, o pequeno traficante que teve azar.

Alguém conhece gestores de empresas obscenamente falidas no Vale de Ave ou em Belmonte, em cujas comarcas os senhores procuradores tenham com zelo, diligência e eficácia idênticas à aplicada ao Sr. António Balbino Caldeira, entrado pela porta adentro com mandados de revista para apurarem: as contas bancárias, os bens móveis, a mistura entre dinheiros da empresa e dinheiros da família, o saco comum de onde se paga o jipe pró menino e o mercedes novo para a Patroa e digníssima esposa?

Alguém conhece alguma secretaria-geral de um dos partidos políticos ou casa particular de um dos seus secretários-gerais revistada com a mesma eficácia e zelo aplicada ao Sr. António Balbino Caldeira?

Em suma: a criminalidade económica ou contra o Estado de Direito (corrupção, tráfico de influências, lavagens de dinheiro) fica essencialmente impune. Porquê? Porque, genericamente não há lesados directos: a lesada é a comunidade, é o sistema político, e as pessoas não a sentem, ou pelo menos não a associam depois aos males de que se vão queixando, como por exemplo, o preço exorbitante de uma casa de habitação pelo facto de ter de reflectir as luvas que vários intermediários tiveram de receber na autarquia ou no partido. O que interessa ao povão em eleições é que lhe falem da pequena criminalidade, da insegurança, da velhinha que tem medo do roubo por esticão, ou do sujeito que está preocupado se lhe sacam o auto-rádio da viatura.

Entretanto, importunam-se os Balbinos...É mais fácil e lava mais branco!

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Parabéns ao Nuno Guerreiro

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O Rua da Judiaria faz um ano. Ou melhor, fez ontem, e só nos lembrámos hoje.

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outubro 28, 2004

Need some Help?

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The Lawyers in John Kerry's Corner

A former Justice Department and White House official under Bill Clinton and now executive director of a foundation-funded project studying the medical malpractice crisis in Pennsylvania, Liss is one of dozens of D.C. lawyers volunteering policy advice to Kerry.

She's doing so as part of a group of lawyers that advises Kerry on judicial and legal policy issues.

That group, headed by Nicholas Gess, of counsel at the D.C. office of Bingham McCutchen, is one of several clusters of well-connected lawyers and policy experts, many of them Clinton administration veterans, relied on by Kerry to brainstorm key issues.

Other groups, larded with lawyers from the D.C. offices of such firms as Arnold & Porter; Latham & Watkins; Mintz, Levin, Cohn, Ferris, Glovsky and Popeo; and Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom, focus on issues like economics or foreign policy. All of them report to Sarah Bianchi, the campaign's policy director and a former domestic policy adviser to former Vice President Al Gore.

Ler artigo completo na Law.com

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Mas a verdade é que algumas apostam nos dois cavalos

Sendo que são mais generosas com Mr. W. Bush

TOP 20
Morgan Stanley $599,730
Merrill Lynch $569,204
PricewaterhouseCoopers $508,300
UBS Americas $456,625
Goldman Sachs $373,100
MBNA Corp $351,000
Credit Suisse First Boston $329,290
Lehman Brothers $315,275
Citigroup Inc $311,100
Bear Stearns $302,600
Ernst & Young $296,140
Deloitte Touche Tohmatsu $278,350
US Government $266,751
Wachovia Corp $261,060
Ameriquest Capital $244,400
Blank Rome LLP $220,150
Bank of America $213,311
JP Morgan Chase & Co $199,650
Microsoft Corp $193,040
Southern Co $191,232

Com apoios destes, como não há-de ganhar o Mr. W?

É certo, falta-lhe o apoio financeiro de grandes escritórios de advogados, como sucede com Kerry que recebe financiamento de sete das maiores firmas, mas o que é tramado é que até justamente por isso o W. pode ganhar mais popularidade.

Afixado por Gibel às 19:54

TOP 20 dos financiadores de John Kerry

1. University of California $295,125
2. Harvard University $203,935
3. Skadden, Arps et al. $187,475
4. Time Warner $177,006
5. Citigroup Inc. $157,806
6. UBS Americas $157,450
7. Goldman Sachs $155,250
8. Robins, Kaplan $148,250
9. Piper Rudnick LLP $131,152
10. Viacom Inc. $106,444
11. Microsoft $104,663
12. Mintz, Levin et al. $102,301
13. Akin, Gump et al. $102,200
14. Morgan Stanley $101,954
15. JP Morgan Chase $101,237
16. Stanford University $97,950
17. Holland & Knight $94,930
18. Latham & Watkins $94,025
19. U.S. government $90,749
20. Columbia University $88,383

Fonte: Center for Responsive Politics

Com contribuintes destes, como é que o homem não pode deixar de ganhar as eleições?

PS: O Citigroup não é aquela famosa instituição financeira detida por um certo príncipe saudita e que o Michael Moore menciona no seu documentário?

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outubro 25, 2004

It's all so quiet

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* Guy Badeaux (Bado), Ottawa - Journal LeDroit

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outubro 20, 2004

O que eu gostava que os meus amigos me oferecessem hoje...se fossem ricos

A edição da obra completa de Leonardo da Vinci, editada pela Taschen. Um imenso volume com mais kilos que eu e que custa a módica quantia de 30 contos. Claro que para isso não bastava uma vaquinha entre eles. Tinha de ser mesmo uma grande vaca! De qualquer forma, vou espalhar a notícia entre as minhas tias.

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outubro 19, 2004

A Cabala Expresso/Público/Marcelo

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Definitivamente, Rui Gomes da Silva é um Iluminatti. Já ao seu maior amigo dá-lhe para incorporar o Ruah de Sá Carneiro. Isto já nem é o PPD - é uma confraria mística!

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outubro 18, 2004

Anedota recebida hoje dos USA

A popular bar had a new robotic bartender installed. It could not only dispense drinks flawlessly, but also -- like any good bartender -- engage in appropriate conversation.

A man enters the bar, orders a drink. The robot serves him a perfectly prepared cocktail, then asks him, "What's your IQ?" The man replies, "150." And the robot proceeds to make conversation about Quantum physics, string
theory, atomic chemistry, etc.
The customer is very impressed and thinks, "This is really cool." He decides to test the robot. He walks out of the bar, turns around, and comes back in for another drink.
Again, the robot serves him the drink and asks him, "What's your IQ?" The man responds, "100." And immediately the robot starts talking, but this time, about football, NASCAR, baseball, supermodels, etc.
Really impressed, the man leaves the bar and decides to give the robot
one more test. He goes back in, the robot serves him and asks, "What's your IQ?"
The man replies, "50."
And the robot says, "So, you gonna vote for Bush again?"

Afixado por Gibel às 15:55 | Afixadelas (15)

outubro 15, 2004

A Função faz o órgão

O Orçamento de Estado para 2005 irá reduzir em 11% a dotação orçamental atribuída à Presidência da República.
Compreende-se: a receita cativada a um órgão deve ser proporcional à respectiva serenidade.

Afixado por Gibel às 16:17

14 de Outubro de 1994

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Allow me to say, I am also moved. I want to thank each and every one of you who stood up here against violence and for peace. This government, which I have the privilege to lead, together with my friend Shimon Peres, decided to give peace a chance. A peace that will solve most of the problems of the State of Israel. I was a military man for twenty-seven years. I fought as long as there were no prospects for peace. Today I believe that there are prospects for peace, great prospects. We must take advantage of it for the sake of those standing here, and for the sake of those who do not stand here. And they are many among our people. [excerto do último discurso de Yitzhak Rabin, proferido imediatamente antes de ser assassinado]

Há precisamente dez anos, este Homem Justo recebia o Prémio Nobel da Paz.

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outubro 13, 2004

Greenwich

greenwich.jpg

Hoje, há 120 anos, O Greenwich meridian foi adoptado internacionalmente em Washington como grau 0 de longitude.

* Este post de referência à longitude é dedicado especialmente ao Monty, um tipo que nunca se perde...

Afixado por Gibel às 20:09

Feridas que não saram

Viajavam no mesmo compartimento de um comboio, um português, um grego,
uma Loira espectacular e uma gorda enorme.

Depois de uns minutos de viagem, o comboio passa por um túnel e ouve-se uma chapada. Ao sairem do túnel, o grego tinha um vermelhão na cara.

A loira espectacular pensou:... este parvalhão do grego queria-me
apalpar, enganou-se, apalpou a gorda e ela deu-lhe uma valente chapada.

A gorda enorme pensou:... o filho da mãe do grego apalpou a loira e ela mandou-lhe uma chapada.

O grego pensou:... este sacana do português apalpou a loira, ela enganou-se e mandou-me uma chapada.

E o português pensou:... oxalá venha outro túnel para poder mandar mais uma chapada ao grego...

É assim, o futebol deixa marcas...

Afixado por Gibel às 18:33 | Afixadelas (3)

The expanding force in newton's cosmos

Newton.jpg

É o título de uma resenha organizada por David Castillejo, Ediciones de Arte y Bibliofilia de Madrid, contendo alguns dos mais surpreendentes e heterodoxos textos de Sir Isaac Newton, identificados como os manuscritos Keynes.

"Though Newton's most important work lies in his identification of a single attractive force of gravitation, he also studied an expansive force in the world, and this appears marginally in his work on optics. But a full understanding of Newton's expansive force can only be obtained by reading his unpublished papers, which lay virtually undeciphered for over 200 years, and have recently become available to the public."

"Since these manuscripts contain thousands of pages on alchemy and church history, scholars tended to assume at first that they must represent the work of Newton's old age, and that there were probably two Newtons: a brilliant young scientist who had a mental breakdown around the age of 50, and then turned into a doddering old alchemist and theologian. The facts, however, prove this is not to be so."

E, de facto, existiu apenas um Newton que foi por inteiro um homem de ciência e um brilhante filósofo das coisas do espírito.

Em breve, reproduzirei aqui no afixe alguns excertos - não os mais chocantes, para evitar interpretações apressadas - destes manuscritos.

Afixado por Gibel às 03:18 | Afixadelas (1)

outubro 12, 2004

Ensinam os clássicos

santana2.jpg

Benjamin Disraeli: Nada revela tão fielmente o carácter de uma pessoa como a sua voz.

Demócrito: O que é preciso é dizer a verdade e não falar muito.

Alexandre Dumas: Por muito bem que se fale, quando se fala demasiado acaba-se sempre por dizer disparates.

Rei Salomão: Quem guarda a sua boca guarda a sua alma, mas quem abre a boca com frequência atrai a calamidade.

Miguel de Unamuno: A linguagem serve para poupar o pensamento. Fala-se quando não se quer pensar.

Mark Twain: é melhor manter a boca fechada e parecer estúpido do que abri-la e dissipar todas as dúvidas.

Victor Hugo: A popularidade é a glória em trocos.

Provérbio do Sião: Dez línguas que afirmam não valem dois olhos que vêem.

Afixado por Gibel às 23:20 | Afixadelas (1)

M&A

Considerando o interesse nacional - conceito vago e indeterminado muito útil na política portuguesa - e a "não aceitação da concentração dos meios de comunicação" daqui decorrerá que o governo do Sr. Pedro Santana Lopes não admitirá a concentração da TVI nas mãos da germânica RTL, para tanto apadrinhando um negócio com a PT/Lusomundo?

Já agora, a existência de eventuais negociações entre Media Capital e PT, portanto duas sociedades abertas cotadas em mercado regulamentado, alegadas negociações de que toda a gente fala mas é como se fosse que nada se passasse, não constituem facto relevante a informar ao mercado?

Afixado por Gibel às 13:19 | Afixadelas (1)

E não...

...não vou hoje falar daquele discurso.

Afixado por Gibel às 11:23 | Afixadelas (3)

Rejubilemos!

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A nossa Alice está de volta aos comentários!

Afixado por Gibel às 11:19 | Afixadelas (2)

outubro 11, 2004

Mon Dieu, Derrida!

Trinta e dois anos de vida e nunca li pôrra nenhuma de Derrida! Só lhe conhecia a sonoridade do nome ouvido em qualquer lugar. Estarei doente? Poderei eu morrer feliz? Diz-me Senhor se serei salvo, se mereço entrar em tua morada.

Afixado por Gibel às 20:03 | Afixadelas (7)

Elysian Fields

A banda de Nova York actua a 30 de Outubro no Santiago Alquimista, um café-concerto que é actualmente para mim dos melhores refúgios da decadente noite lisboeta, cada vez mais saturada de miudagem embriagada e deprimente.

Afixado por Gibel às 19:15

Visita de Sua Magestade o Rei de todas as Espanhas

Depois de amanhã, Sua Magestade o Rey viaja da metrópole até nós, para condecorar o soporífero Vice-Rey desta colónia.

Afixado por Gibel às 15:39

Já a formiga criou catarro

O CDS não está na posição da noiva que está no altar à espera que o noivo chegue. Isso não, deixámos de estar.

Afixado por Gibel às 13:31 | Afixadelas (6)

outubro 10, 2004

Tá quase

Juggler6.gifJá só faltam menos de 24 horas para que o entertainer-mor do Reino se dirija à Nação.

Afixado por Gibel às 21:47 | Afixadelas (4)

um excelente pretexto para ir ao porto

Saudades de Paula Rego, desde a última exposição no CCB? Está aí a feliz notícia: A Fundação de Serralves recebe no Museu de Arte Contemporânea uma selecção das últimas obras de pintura e desenho da artista a partir de 1996. De 15 de Outubro a 23 de Janeiro de 2005.

Afixado por Gibel às 19:04 | Afixadelas (12)

No país da imprensa livre e independente - IV

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A Periférica tem a sua origem numa aldeia periférica de uma região periférica de um país periférico — mas está pouco preocupada com isso.

De facto, ainda que o nome da revista também parta da constatação da perifericidade que a rodeia, o que nos interessa enquanto redactores da coisa são apenas as vantagens que existem na circunstância de se estar, aparentemente, à margem.

Neste mundo globalizado, onde é largamente democrático e fácil o acesso à informação e ao conhecimento, não faz sentido falar em exclusão no que à cultura diz respeito. Por isso, as periferias que a revista Periférica procura e onde se move nada têm a ver com a geografia ou com estratificações sociais. Importa-nos pouco a ladainha do «enterior desquecido e ostracizado».

A circunstância de Vilarelho ser em Trás-os-Montes pouco ou nada influencia as linhas com que a revista se cose.

A Periférica, para além de reforçar (e muito) a componente literária, vai deixar de olhar para o umbigo da região. Não mostrará um Trás-os-Montes diferente — será, simplesmente, transmontana e diferente.

Afixado por Gibel às 05:04 | Afixadelas (1)

No país da imprensa livre e independente - III

Escudando-se em motivos diversos da realidade o presidente norte-americano está a alimentar uma situação que mantém o mundo à beira de um ataque de nervos, apesar de ele próprio ter afirmado na Convenção da passada semana em Nova Iorque que se fosse reeleito faria tudo para salvaguardar um mundo seguro. Ou seja, só vai fazer isso num eventual próximo mandato, porque até agora tem conseguido mostrar provas de gostar de manter o mundo em insegurança. Isto é, no fundo, no fundo, se Bush quisesse o mundo andava mais direitinho. E apesar de estas coisas se passarem do outro lado do Atlântico, na América, a verdade é que essas acções têm consequências no nosso quotidiano. Vejam-se as crises do petróleo que se reflectem nos preços dos combustíveis, dos transportes, do pão! É por isso que o conceito de aldeia global em termos económicos é nefasto. Desaba prédios em Nova Iorque e do outro lado do mundo, em Bragança, aumenta o preço do pão. Onde é que já se viu isto.

Afixado por Gibel às 04:52

No país da imprensa livre e independente - II

O deputado Armando Vara, após breve período de nojo voltou a falar, desta feita num encontro com militantes socialistas. Ora, nesse encontro o ex-ministro teceu uma de coitadinho, tendo acabado numa de diatribe contra as elites. Segundo o político Vara as elites não gostam de Portugal, não gostam dos portugueses, enfim, são umas desalmadas. Das palavras do senhor Vara retive uma coisa - ele não gosta das elites. Na dele as elites são anti-patrióticas, snobes, altaneiras, enfim - donas do seu nariz. Em compensação o homem da prevenção é dos baixo, do povo, é portanto um português patriota, gosta de Portugal, adora sardinhas e a água pé, não se importa de comer cozido à portuguesa, nem de se banhar na ribeira lá da terra. Esta boutade de Vara entende-se, na dele: as elites deram-lhe cabo da carreira, gozaram-no, ridicularizaram-no, atiraram-no para o caixote do lixo da história.

Afixado por Gibel às 04:45

No país da imprensa livre e independente

O primeiro, por mais eleições que ganhe, não consegue despegar de si a fama de play-boy, mais preocupado com a sua vida nocturna e com a sua imagem junto das mulheres do que com os problemas dos cidadãos. O segundo reforçou a sua imagem de “maquiavel lusitano” pelo papel que se lhe adivinha no processo “Casa Pia” e de que a história escabrosa das cassetes roubadas levanta apenas a ponta do véu.

A par disto, embora esquecidas da opinião pública, não podem deixar de ser lembradas, por quem é observador atento da política nacional, algumas situações recentes da vida nacional.

Durão Barroso, por exemplo, em Abril de 2002 disse ter encontrado o país de tanga e prometeu começar a inverter a situação a partir do seu primeiro Orçamento, ou seja, a partir de 2003. No entanto, passaram 2002 e 2003, veio o Orçamento de 2004 e a situação não só não se inverteu como se agravou tanto ao nível do défice público como do desemprego. Num acto de esperteza saloia, em vez de se preocupar em cumprir a promessa de salvar as finanças do país, escapou-se para Bruxelas, onde tem garantido um exílio dourado durante pelo menos 5 anos.

Afixado por Gibel às 04:38

Ainda acolá, na Berdade

A Quinta das Celebridades abriu finalmente as suas portas. E Avelino Ferreira Torres faz parte do leque de doze ‘turistas’ que vão tratar da quinta e dos seus animais durante três meses, tentando arrecadar no final o prémio de 50 mil euros.

No caso do autarca marcoense, se ganhar o prémio, a soma vai ser doada a duas instituições de solidariedade social, no caso, a Cercimarco e a Cercimarante, que apoiam jovens com deficiências motoras.

Profundamente religioso, Avelino Ferreira Torres realizou o seu vídeo de apresentação na própria casa e no edifício da autarquia, não esquecendo a diária visita à sua capela, onde faz as suas preces matinais. Apesar da clausura da quinta, o autarca não será, possivelmente, privado de assistir à missa dominical, uma vez que o colega José castelo Branco exigiu a presença de padre para rezar semanalmente uma missa.

Afixado por Gibel às 03:57 | Afixadelas (1)

Em entretanto, acolá no país real

Não se fala de Maquiabel, mas de choques telúricos sob o efeito Bagãum. Informa-nos o jornal "A Berdade" do Marco que

Segundo o DN-Negócios, apoiado em fonte fidedigna, a recente grande entrevista concedida pelo ministro Bagão Félix ao primeiro canal de televisão, terá provocado junto dos deputados social-democratas um abalo sísmico de grande intensidade e escala a determinar, sendo, por isso, de aguardar as inevitáveis réplicas.

Todavia, com um sem efeitos telúricos, dificilmente se acreditará que Bagão Félix se incomode com o mal-estar dos seus parceiros de Governo, sabendo, como sabe, que o CDS-PP tem a faca e o queijo na mão e que o PSD não está minimamente interessado em saltar da cadeira do poder

Afixado por Gibel às 03:38

is known by his Quaylesque gaffes

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Pedro Santana Lopes was born in Lisbon on June 29, 1956. Since July 17, 2004, he is the Prime Minister of Portugal.

Santana Lopes graduated in Law from the University of Lisbon. He joined the Portuguese Social Democratic Party (PSD) in 1976, where he remains until present day.

He was part of the Portuguese government as the Secretary of State for Culture when Aníbal Cavaco Silva was Prime Minister. He was also Sporting Clube de Portugal's president, and mayor of Figueira da Foz (the only occasion he finished a term in office) and then Lisbon.

After three unsuccessful attempts to become leader of his party, Santana Lopes finally rose to vice-president under José Durão Barroso, a man who had once called him "a mix of astrologist and sports commentator." In early July 2004, Durão Barroso resigned from his duties as Prime Minister and party leader in order to be appointed President of the European Commission, and Santana Lopes became the head of PSD. Because PSD was the major party in the coalition government at the time, Santana Lopes also inherited the seat of Prime Minister, a position he was formally invited to by president Jorge Sampaio on July 12, 2004.

Santana Lopes is known by his Quaylesque gaffes, including claiming Chopin's violin concerts as his favourite piece of classical music (which the Polish composer never wrote), sending a postcard to Brazilian author Machado de Assis (who died in 1908), and calling a press conference to announce he was being threatened when in fact he had received a mailing for a book titled Cuidado com os rapazes ("Watch out for the boys").

Afixado por Gibel às 03:09

E Deus criou-a e viu que era bom

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São as novas costas do Chanel n.º 5.
Pois eu dispenso o numéro cinq e fico-me por estas costas ...costinhas...delicadinhas...fofinhas...aquelas omoplatasinhas...

Afixado por Gibel às 02:46 | Afixadelas (4)

outubro 08, 2004

Está tudo já muito nervoso

É muito curioso como as alminhas santanistas incomodadas querem empurrar Marcelo para Belém. Para estas é mais que óbvio: o Maquiavélico Professor está a manobrar os seus silêncios porque quer iniciar uma caminhada para Belém. Cá para mim, do que esta gentinha tem medo - já a adivinhar o tapete a escapar-se-lhe por baixo dos pés e alguns ainda sem emprego atribuído numa empresa pública ou golden-sharizada - é que o Prof. queira para si São Bento e Belém para Cavaco Silva, sobrando talvez o túnel das Amoreiras para o pequeno Pedrito!

Afixado por Gibel às 15:18 | Afixadelas (4)

Já agora...

Se em relação à eventual adesão da Turquia à UE, a França manifesta pelo Sr. Chirac a intenção de realizar um referendo aos seus cidadãos - como já sucedeu com de Gaulle aquando da adesão do Reino Unido - , eu propunha ao Sr. José Barroso que fosse igualmente generoso com os restantes povos europeus, deferindo a realização de outro referendo, cuja pergunta será:

"Concorda com a manutenção da actual Política Agrícola Comum, que consome substancialmente o orçamento comunitário financiando essencialmente os agricultores franceses e alemães?"

Afixado por Gibel às 13:36 | Afixadelas (1)

Wangari Muta Maathai

The Norwegian Nobel Committee has decided to award the Nobel Peace Prize for 2004 to Wangari Maathai for her contribution to sustainable development, democracy and peace.
Peace on earth depends on our ability to secure our living environment. Maathai stands at the front of the fight to promote ecologically viable social, economic and cultural development in Kenya and in Africa. She has taken a holistic approach to sustainable development that embraces democracy, human rights and women's rights in particular. She thinks globally and acts locally.
Maathai stood up courageously against the former oppressive regime in Kenya. Her unique forms of action have contributed to drawing attention to political oppression - nationally and internationally. She has served as inspiration for many in the fight for democratic rights and has especially encouraged women to better their situation.

Afixado por Gibel às 13:17 | Afixadelas (7)

Acompanhando o António, da Grande Loja

Precisa-se de "chauffeur" para efectuar a rodagem de um novíssimo automóvel da marca Citroën, até Barcelos.

Embora eu antes sugerisse um veículo de marca alemã.

Afixado por Gibel às 13:09 | Afixadelas (4)

A hora é de assumir responsabilidades

Para além de toda a festa mediática, de tudo o que parece é, seria definitivamente importante e mais dignificante para a democracia que os protagonistas assumissem as suas responsabilidades no quadro partidário e das instituições. Se o PSD se pretende um partido reformista, se o legado de Sá Carneiro é o de um partido que pensa "acima de tudo no interesse do país" antes do interesse do partido, sendo que este - como em qualquer partido - passa essencialmente pela mera manutenção no poder. Se isto é assim, não se pode exigir outra coisa que não seja que no próximo congresso do PSD as vozes independentes assumam uma alternativa à direcção actual do partido. O programa político que tais protagonistas têm de apresentar aos militantes é bastante simples:

- denunciar uma coligação que é contrária ao interesse nacional no momento grave que vivemos - da mesma forma que Cavaco Silva denunciou o Bloco Central no congresso que o consagrou - com a consequente queda do actual governo;

- em consequência disto, apresentar-se a eleições de imediato com um programa efectivo de reformas a propor com clareza ao povo português, sem contemplações com os interesses corporativos, económicos e puritanos que hoje têm assento num governo moribundo - porque o país não pode perder mais tempo;

- apresentar Cavaco Silva como o candidato definitivo à Presidência da República, face a um Guterres de triste memória que o país se deve dispensar de repetir.

O que me entristece no meio disto tudo, olhando para os protagonistas - Marcelo Rebelo de Sousa, Leonor Beleza, Pacheco Pereira, Teresa Patrício Gouveia, Marques Mendes ou Cavaco Silva - é que apesar de serem pessoas incomparavelmente melhores que a actual banda filarmónica que tomou conta do partido, são inegavelmente figuras do passado. Fica a ideia de que se estará a assistir a um mero ajuste de contas movido por cavaquistas, o que até é injusto. Em suma: fica a sensação de que em tantos anos, o PSD - como aliás também o PS - foi incapaz de atraír novas personalidades, mais jovens, igualmente competentes, independentes - no sentido de apenas dependerem da sua actividade privada e não do Estado - que hoje pudessem ser a vanguarda reformista do PSD face à turma santanista caucionada pelo Sr. do Banco de Negócios.

Uma vez na vida do meu país, gostaria que o Professor Marcelo Rebelo de Sousa me convencesse de que pode ser mais do um irrequieto tecelão de tácticas.

Afixado por Gibel às 12:51 | Afixadelas (1)

Para acabar de vez com este fartar vilanagem

Já devíamos estar todos cansados da alternância PSD/PS na gestão de metade da comunicação social nacional, directa ou indirectamente, através do Estado. Concordo totalmente com a solução do João Miranda.

Afixado por Gibel às 12:20 | Afixadelas (7)

outubro 07, 2004

Já que o homem se põe a jeito...

Seria pedir muito ao Dr. Rui Gomes da Silva que dissesse uma palermice bombástica qualquer em relação ao Sporting? Qualquer coisa do tipo: "Não há contraditório no Sporting! Os sócios não têm palavra! Os sócios estão desiludidos e é de ponderar uma intervenção do Conselho Nacional do Desporto!". Podia ser que o Dr. Dias da Cunha batesse com a porta e levasse o Pezeiro.

Afixado por Gibel às 18:54 | Afixadelas (2)

Não sei se é trágico, se é cómico...

que o governo, com tanto problema sério preocupando o País e em cuja discussão se poderia enredar com superior interesse, foi logo enredar-se numa palermice suscitada por um valet de chambre do primeiro-ministro? Em bom Português: PUSERAM-SE A JEITO. E o Professor - olha logo! -, que noutras circunstâncias não passaria de ser apenas o irrequieto Professor Marcelo, demasiado irrequieto para levar a sério, aproveitou a passadeira: e ei-lo a desfilar com a aura "contemplai a vítima". Logo sai a malta que se agiganta: Acudam ao 25 de Abril! Censura nunca mais! Sampaio acha-se útil e convoca uma reunião para Belém. Já se fala em comissões de inquérito na Assembleia da República!

Lucidamente: ninguém vê nisto uma tragicomédia? Claro que o problema é que algumas tragicomédias acabam por evoluir para puras tragédias. E se era este o pretexto que o PSD profundo precisava para que algumas vozes se começassem a ouvir, então bendita tragicomédia.

Afixado por Gibel às 18:46 | Afixadelas (3)

E agora falou o outro Professor.

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Estamos perante um caso muito, muito grave.

Afixado por Gibel às 18:20 | Afixadelas (2)

PASMO, TRISTEZA E REVOLTA

Cada vez se percebe mais que o “PPD-PSD” não é o PSD, mas um pequeno grupo que se comporta como tal. Basta ver como as escolhas cruciais (no aparelho da comunicação dominado pelo estado, no controlo dos serviços de informações, nas autarquias, etc.) estão a ser feitas apenas pela fidelidade individual ao Primeiro-ministro.

Agora tudo vai depender de se saber até que ponto há forças endógenas no PSD, para manter o carácter reformista e moderado do partido, hipotecado a uma viragem à direita que o descaracteriza e o afasta do legado político de Sá Carneiro, hipotecado a uma perda de vontade política de governar para reformas, deixando ao PS a ambição de pedir uma maioria absoluta, de que desistimos há muito. Para isso vai ser crucial saber se o próximo Congresso se realizará em condições de liberdade efectiva e não como um plebiscito ao Primeiro-ministro e sob a chantagem emocional de manter ou não o partido no governo.

José Pacheco Pereira

Afixado por Gibel às 13:58 | Afixadelas (5)

Conde sofre

miguelpaesdoamaral.jpg

Que eu fique aqui já ceguinha se recebi alguma pressão do governo!

Afixado por Gibel às 13:41 | Afixadelas (4)

outubro 06, 2004

Ainda que mal pergunte?...

A sugestão de eventuais pressões políticas sobre uma sociedade aberta, cotada em mercado regulamentado, não é facto relevante sujeito a informação ao mercado que interesse esclarecer pela CMVM?

Afixado por Gibel às 20:45 | Afixadelas (1)

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