dezembro 22, 2005

Qu'É qu'é iiiiiiiiiiisso, ó meu?

ratzinger.jpg

Olha-se e não se acredita. A primeira reacção é uma risada de todo o tamanho. Depois, uma pessoa séria como eu me esforço por ser (nem sempre é fácil) tenta encontrar uma explicação razoável, assim tipo:

a) o gabinete de comunicação da Cúria Romana deve estar entregue a amadores ou estagiários mal pagos;
ou
b) o senhor é mesmo o anti-cristo - hipótese pouco plausível, pois acredito que o Anti-Cristo suporá um personagem bem mais charmoso e que, definitivamente, nunca calçaria "Prada" (no mínimo, Armani);
ou
c) foi o presente de Natal do Governador Geral dos Jesuítas - tratar-se-á de uma possível conspiração destes (provavelmente com a cumplicidade material das Irmãs Franciscanas mais aplicadas no ofício da tecelagem) para desacreditar o crescente poder da Opus Dei na Cúria - hipótese bastante plausível, até porque os missionários de Santo Inácio sempre se destacaram pelo bom-humor;
ou
d) ...ou....e custa-me admitir e ter de dizer isto...mas muitas vezes a explicação mais simples é mesmo a mais verosímil: o homem definitivamente disparou o disjuntor, quebrou o diferencial, torrou a bateria! Em suma, passou-se!

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dezembro 21, 2005

O chato

De cada vez que o Sr. Ex-Presidente espeta uns ferros no Sr. Professor, o Sr. Professor debita a mesma e chata oração de sempre: que tem muito respeito pelos dez anos em que o Sr. Ex-Presidente foi Presidente, que não senhor, não vai falar do passado e não vai ser desrespeitoso com o Exmo. Sr. Ex-Presidente, que não vai ser deselegante e por aí. Ora, parece-me que um cavalheiro deve saber distinguir entre um sarau dançante com chá e doces e uma batalha política. Ó Sr. Professor, seja lá um bocadinho mais assertivo! Deixe as plebeias mesuras com o Sr. Ex-Presidente para outras ocasiões sociais. Meta lá uns ferrinhos no Sr. Ex-Presidente. Fale no passado, seja lá um pedacinho deselegante, como lhe chama, embora nada disso seja deselegância: trata-se de combate político. Nós sabemos que as eleições estão no papo. Que o Sr. Professor as tem ganhas. Mas ao menos ganhe-as com um bocadinho mais de categoria. O Sr. Ex-Presidente, mesmo quando é intelectualmente desonesto, quando insinua, quando declama banalidades que passam por proclamações humanistas, mas sobretudo quando enerva o Sr. Professor não está a ser deselegante: está a fazer política. Melhor ainda, está a pôr-se a jeito: e o Sr. Professor sabe bem - ou deveria saber - que também pode enervar o Sr. Ex-Presidente, e com a vantagem de em relação a este nem ser preciso ser intelectualmente desonesto para lhe lembrar alguns episódios menos edificantes. Vá lá, Sr. Professor, ganhe isto com um pouco mais de galhardia e audácia.

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dezembro 20, 2005

O companheiro da Judite e do Zé Alberto

Espero que estejam convencidos, os indecisos e os facciosos.

O debate que acabou de findar resultou numa incontestável vitória do Professor. Entrevistado por três notáveis figuras, Judite de Sousa, José Alberto Carvalho e Mário Soares, que por certo também diria, se aqui estivesse, "eu também já fui jornalista", Cavaco ganhou por falta de comparência do adversário previsto para hoje, que trocou a pele de candidato pela de entrevistador.

Falou-se de Cavaco, de Cavaco, de Cavaco e, nas pausas, mais um pouco de Cavaco. Que, assim, teve oportunidade de demonstrar, à saciedade, as mais valias que pode trazer ao país. E até teve tempo para ser elegante, para deixar cair a pose rígida, para olhar olhos nos olhos. E para rir e sorrir – pasme-se.

Graças a Mário Soares, que esteve exímio no papel que assumiu, todos ficámos a saber o que esperar de Cavaco. Alguém saberá, porém, o que esperar do companheiro da Judite e do Zé Alberto? Mário Soares, de frente para o espelho, embrenhado nas suas novas funções de perguntador obsessivo, e como qualquer bom jornalista, não falou de si, centrando toda a atenção no único candidato que se apresentou ao desfile.

Era a última hipótese de Mário Soares. Era agora ou nunca.

Não foi! Cavaco vai vencer, folgadamente, à 1ª volta.

ADENDA: Quando, na primeira linha deste post, falo de facciosismo, é a isto que me refiro. Aborrece-me particularmente, o exemplo, por estar assinado pelo meu bom amigo Luis, que, realmente, devia fazer por curar-se. A descontextualização abusiva das palavras de Cavaco ("ai quer que eu fale de globalização? A globalização é uma realidade que está aí." foi apenas o início do discurso de Cavaco sobre a globalização, e não a totalidade, como dás a entender) e os "mimos" com que o brindas, "provinciano de vistas estreitas", "saco de vento cheio de coisa nenhuma" e "palonço atrevido" diz muito sobre a forma estreita e parcial como viste o debate. Como muito bem diz a Margarida, em comentário ao teu post, "isto é análise política? A mim mais me parece uma xico-espertice, o piscar de olhos tipo, “não esqueças, o nosso é de Lisboa e só está nos cinquenta”. Assino por baixo com mágoa, porque, ao não seres intelectualmente honesto, aproximas-te da mediocridade.

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'Peraí qu'eu já t'atendo

A discussão do costume ao fim de trinta e quatro anos: um quer beber em taça, o outro quer em flute e porque as taças dão um trabalhão a lavar e que se partem e que é uma pena quando se partem porque já não se fazem destas taças...Parou! Estou com sede!

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O Debate? Qual Debate? O Debate...

'Peraí qu'eu já t'atendo. Deixa-me só tratar daquele Veuve Clicquot Ponsardin, que a família está primeiro.

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Acho que nunca vos dediquei uma posta por aqui

20 de Dezembro de 1971. Encontraram-se no registo civil. A sós, apenas os dois, sem convidados, nem família. Conferiram os documentos. Olharam para o relógio. Passaram-se alguns minutos. Outros minutos. Demasiados minutos. Os padrinhos, ou melhor dizendo, as testemunhas nunca mais chegavam. Não havia telemóvel pra ninguém. Sem telemóvel não existia então essa coisa do "aguentem aí que a gente está quase a chegar". Nem tampouco para transmitir o que realmente se passava: "Epá! Acho que estamos à vossa procura na conservatória errada e parece que a comarca também não é a mesma!". Já nada os poderia surpreender num casamento tão pouco convencional. Saíram à rua e recrutaram quatro desconhecidos: "Importam-se de nos dispensar só alguns minutos para virem aqui acima à Conservatória testemunhar o nosso casamento?". Os visados sorriram perante o insólito e honraram a temporária função. Nubentes e padrinhos nunca mais se viram. Desde então, trinta e quatro anos cheios, uma menina, este rapaz, uma revolução, outro rapazinho, a CEE, dezassete governos constitucionais e hoje até um debate Soares/Cavaco. Grande dia. Parabéns!

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dezembro 07, 2005

X + Y = Z

Ontem fui ao cinema ver o "Proof". Esquisito. Embora tenha apreciado bastante a tensão dramática dos diálogos, por representar uma transição feliz e bem sucedida da originária peça de teatro de David Auburn para o cinema - e com actores como o Anthony Hopkins e a linda Gwineth a aposta só podia resultar -, no fim soube-me a pouco. Estive sempre na expectativa de conhecer um cheirinho da tal genial demonstração matemática. Hoje, não satisfeito, e fingindo acreditar que não tinha mais nada que fazer, fui à procura pela net das palavras do próprio David Auburn (também responsável pela adaptação da sua peça a argumento) e encontrei isto

Proof:

1. an arithmetical operation serving to check the correctness of a calculation.
2. evidence sufficient to establish a thing as true.

In the realm of mathematics, theories are tested in order to draw conclusions that can be said to be truth.

Love works differently. Mostly subconciously and in non-scientific terms, we test those in whom we have emotional investments in order to justify our vulnerability, thus making ourselves less vulnerable. We shake hands as proof of mutual understanding, seal friendships in blood, get married, sign our last will & testaments. We say to ourselves: THIS MUCH, at least, I know to be true.

Then the deal gets broken, we are abandoned by our friends, our partners divorce us and the will gets rewritten. A new set of variables has come into play, altering the proof completely. How many times have our past experiences have we found the error in these commonly accepted truths?

X + Y = Z
Where X = friend
Y = need
Z = a friend indeed

X + Y > N
Where X = love
Y = love lost
N = never to have loved at all

This play is about a very brilliant and complex proof. A proof that can only be found by someone not searching for it. An invisible proof, perceived by the senses and accepted through trust. And the truth which the proof unveils can only be experienced within the heart.


Bah! Portanto, era tudo simbólico, uma alegoria sobre a vida e as relações, enfim, um desapontamento. Eu à procura de um final fantabulástico contendo a revelação da fórmula matemática que governaria o cosmos e sai-me apenas uma coisa destas: o tal do amor (deveria usar A maiúsculo?!).


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dezembro 06, 2005

O casamento visto por P.J. O'Rourke

A boda

Wedding receptions differ according to types of excess, the type of excess being determined by religious affiliation. There is an excess of relatives at a Catholic wedding, an excess of food at a Jewish wedding, and an excess of station wagons at a Protestant wedding so that people have to park all over the grass. Everyone should get excessively drunk at any wedding reception, although Protestants usually run out of liquor almost immediately and the men have to go in the country club locker room and get the Scotch bottles out of their golf bags in order to get as drunk as they properly should.

As fotos

Normal professional wedding photographs are of no interest at all and you might as well steal somebody else's. They all look the same and this method is cheaper. The really interesting stuff that happens at weddings never gets photographed-though it might be fun to try. Hire someone with a Minox to circulate unobtrusively among the guests. See how many of the following shots he can get:

- Bridesmaids who've lost their underwear
- Children under fifteen throwing up from champagne
- Old men who get erections dancing with the bride
- Groom's father taking a leak in the potted plant, etc.

Os brindes

The first toast to the bride should come from the best man, who is expected to avoid complimenting her on her skill in bed, at least in so many words. Remember that brides are not supposed to be congratulated. Congratulate the groom instead; it's probably the last occasion you'll have to do so until the divorce. Toasts should go on until the men have to go to the locker room and get the Scotch bottles out of their golf bags. Do not throw the glasses into the fireplace if it's more than forty feet away.

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dezembro 05, 2005

Lookie, Lookie, Lookie

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A nossa madge/vitriolica é finalista para best european blog na weblog awards 2005. Madge, congratulations! e despacha lá o link para a polling page: a clientela quer votar.

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novembro 28, 2005

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A Tradição Realista

For Americans desirous of extricating the United States from the moral swamp into which the Bush administration has wandered, this largely forgotten American realist tradition that Scowcroft (and others) are trying to resurrect just might provide a useful map.

What's the essence of this tradition? To begin with, realists see politics as a never-ending competition for power. The president of the United States may be the Most Powerful Man in the World, but he can no more change the nature of politics than he can eradicate original sin. As a result, realists view ''world peace'' as a chimera. Saving the world is God's work. The statesman's obligation is to avoid cataclysm and to place limits on the brutality to which humankind is prone.

Not surprisingly, the realist prizes stability, recognizing that the alternative is likely to be chaos. This does not provide an excuse for inaction and passivity in the face of distant evils. Rather it counsels modesty of purpose and an acute sensitivity to the prospect of unintended consequences. For realists, the notion that globalization (according to Bill Clinton, channeling the neoliberal New York Times columnist Tom Friedman) will produce global harmony or that American assertiveness (according to George W. Bush, channeling Bill Kristol, editor of the neoconservative Weekly Standard) will ''transform'' the Greater Middle East is pure folly. Americans, wrote Niebuhr in his book ''The Irony of American History'' (1952), fancy themselves to be ''tutors of mankind in its pilgrimage to perfection.'' But the human condition does not admit perfection. ''We could bring calamity upon ourselves and the world,'' he warned, ''by forgetting that even the most powerful nations...remain themselves creatures as well as creators of the historical process.''

The Boston Globe

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Porque será...

...que nestas coisas do online booking, quando lêmos "nice clean hotel in the town center", ficamos sempre com a impressão que é melhor não arriscar?...

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novembro 27, 2005

Pode uma Religião ir contra a Constituição?

Estamos a viver tempos muito estranhos no que respeita a viver concretamente o que é isso da liberdade.

Dá-me a sincera impressão que quarenta anos de salazarismo formataram definitivamente em moldes inquebrantáveis os quadros mentais em que se move muita gente, sem qualquer generosa ou presuntiva distinção entre gente de esquerda ou de direita.

A pergunta rectórica acima é de Joana Amaral Dias. E não faz qualquer sentido, porque pura e simplesmente encerra em si um erro de lógica: a Constituição política de Um Estado não se destina a regular ou transmitir injunções normativas a tudo o que mexe , designadamente quando nos é conveniente. Também não se destina a determinar que o "Círculo Eça de Queirós" é contra a Constituição porque só aceita 33 membros e são quase todos, se não todos, homens, ou que a Grande Loja Feminina de Portugal é sexista e viola a Constituição porque recusa iniciar homens. Tecnicamente, diríamos, para usar um palavrão: essa intenção não está na esfera de protecção da norma.

Uma Constituição, antes de tudo, assegura a liberdade.

Em matéria específica de credos, apenas cabe à Constituição garantir a liberdade religiosa, sem intervir no conteúdo das doutrinas ou da organização dos mesmos, ainda que mereçam discordância deste ou daquele cidadão. Ou até, pasme-se, ainda que mereçam a discordância da maioria!

De igual modo, eu posso referir-me à tolice latente naquela questão rectórica e assegurar-vos que a mesma também não viola a Constituição, pois está ao abrigo da liberdade de expressão de quem a proferiu.

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O crucifixo. Ai Deus e u é!

Mário,

meu estimado co-aphixador, o teu desafio suscita-me diversas respostas soltas, passíveis de desenvolvimento, designadamente do ponto de vista do sarcasmo. Mas fico-me por estas:

Uma resposta política: constitucionalmente, a República Portuguesa é aconfessional, e não laica, o que significa muito simplesmente que deve garantir a liberdade religiosa, não privilegiando credos específicos. Significa também que não existe uma Igreja ou credo nacional do Estado. Por outro lado, não é certamente por decretos de laicidade voluntarista dos órgãos da República Portuguesa que Portugal deixará de ser o que é sociologica ou historicamente. Preferencialmente, num país sem complexos provincianos importados, as escolas públicas deveriam poder exibir e conter as manifestações, valores e expressões das comunidades em que se inserem, seja numa escola de Loures, seja numa escola primária em Carrazeda de Ansiâes - todas as expressões, designadamente as religiosas, etnográficas, musicais, literárias, artísticas, etc. Deveria ser inclusiva da realidade cultural de uma comunidade e não exclusiva.

uma resposta irónica: espero sinceramente que, ficando rigorosamente discriminados os planos entre escolas públicas laicas e colégios religiosos, estes últimos se tornem bem mais selectivos na admissão dos seus alunos, designadamente, convidando os deputados laicos da Nação que os procuram para a educação dos respectivos filhos a entregarem os seus dilectos rebentos à sublime instrução da escola pública. Espero sinceramente que não esteja apenas reservada para a plebe a ditosa instrução laica pública!

uma resposta do ponto de vista de um cristão: podem levar o crucifixo. Estudei numa escola sem crucifixo. Não tive educação religiosa, nem na escola, nem na família. Não fui baptizado pelos meus pais. Estes apenas me proporcionaram aquilo por que basicamente lhes estou grato: meios materiais, uma boa biblioteca, autonomia nas decisões, liberdade de espírito e alguns genes sefarditas. Aos treze anos dei por mim na minha estrada de Damasco e aconteceu-me querer ser cristão. Tratei do meu baptismo e, hélas! juntei-me à seita, sem quaisquer constrangimentos. Por uma opção livre, pessoal e instransmissível. Posteriormente, deixei de me identificar com a prática religiosa e com a construção teológica de alguns dogmas da minha Igreja enquanto instituição e, por uma questão de honestidade comigo e com ela, adormeci dela. Continuo a saber o que é a Fé, e que o sagrado inclui e supera as margens do estritamente religioso, mas isso é lá comigo e com Ele.

De qualquer forma, não gosto de crucifixos. Prefiro o Agnus Dei.

agnus dei.jpg


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novembro 24, 2005

Thanksgiving day

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(c) Brian Fairrington

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novembro 23, 2005

Espelhos

espelhos.jpg

Jake Bladdeley

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novembro 22, 2005

Apesar dos queixumes do Ricardo Alves, hoje eu não vou perseguir nenhum ateu

Estou totalmente de acordo com a Mariana. O art. 14º do Decreto-Lei n.º 231/93 - Lei Orgânica da Guarda Nacional Republicana - que estabelece que é consagrado o dia 16 de Julho a Nossa Senhora do Carmo, alegada padroeira daquela legião de criaturas, deve efectivamente ser revogado com carácter de urgência. A bem da reputação da Santíssima Senhora.

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Mais Diálogos com Helena à beira rio

- Helena, como danças?

- Como criança, como a criança que era, que esquecera, que recordei, que voltei a ser. Como ser. Danço como ser. Quando danço não possuo. Sou livre e o mundo é livre. É a minha cosmética. De manhã, antes de entrar no mundo, há quem se pinte, há quem se alegre. À noite, antes de entrar no cosmos…

- No cosmos?

- Na ordem.

- Na ordem?

- É o que significa cosmos. A ordem depois do caos. De dia danço no caos, de noite danço na ordem. No cosmos. A ordem do movimento do sol e da lua e dos outros corpos. Os corpos dos mortos nas recordações dos sonhos, os corpos dos vivos na recordação do ser, os corpos celestes na recordação do nada. E cresço. Na ordem, medro. No caos aprendo a coar…

- Aprendes a…

- Sim. Nunca viste fazer queijo? Em pequena eu vi. É como uma dança. Agora que sou maior recordo o coar e escolho. É a virtude do caos. A liberdade.
- ?

- Só aprendes a liberdade no caos, o lugar da escolha. Se não tens escolha não és livre. Podes ser um prisioneiro dourado, mas não és livre.

- E a dança?

- É o teu destino a que não podes fugir. Mais cedo ou mais tarde irás dançar. Não podes fugir a isto. Apenas podes escolher o momento.

Helena rodou sobre si mesma e entrou num raio de sol que brilhava no pêlo do gato.

http://risocordetejo.blogspot.com/

Afixado por Gibel às 17:45 | Afixadelas (0)

Música na Estrela

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A missa da coroação, de Mozart e a Suite Orquestral nº 3 em Fá maior, de Bach, na Basílica da Estrela. Sábado, 26, pelas 21h30. De borla.

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(c) Patrick Corrigan

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novembro 21, 2005

Quer-me parecer que temos para aqui uma P2

Na irmandade onde seria suposto erguer templos à virtude e cavar masmorras aos vício, para melhoramento do edifício da humanidade (pelo menos, é o que costumava ensinar o catecismo)

Há meses, na ressaca dos sobreiros, o Público, numa prosa assinada por António Marujo, falava na indisposição e incómodo que em certos sectores estaria a causar o facto (conhecido) de Abel Pinheiro ter estado sobre escuta. Esses sectores eram, segundo noticiava o Público, nada mais, nada menos, da Maçonaria, mais precisamente do GOL/Grande Oriente Lusitano - então a atravessar um conturbado processo de eleições internas, onde Abel Pinheiro, 'tesoureiro' da candidatura que acabou por vencer, tinha um papel chave e relevante. Ora, convém explicitar que não é só Abel Pinheiro que é do GOL, essa conhecida associação secreta que se dedica à filantropia platónica. Rui Pereira, o tal que ia ser (PGR) mas não foi, e Marques da Costa, o tal que apenas se apresenta como o principal conselheiro de Jorge Sampaio, também são. E é aí que reside o pânico. A discutir a sucessão do PGR não estavam dois dirigentes políticos e um conselheiro presidencial, mas sim, tão somente, (pelo menos) três veneráveis irmãos maçons.

Não é pois por acaso, que hoje, Paulo Portas, pela voz de Nuno Melo, líder parlamentar do PP, veio 'pedir' esclarecimentos à PGR a propósito das 'tais' escutas. Portas, que nisto Melo não conta para o totobola, a 'pedido' da irmandade, e do PS, mas não só, vem na prática interceder e apelar à destruição de escutas validadas e devidamente transcritas num processo judicial em curso. Ironicamente, Nuno Melo, cuja habilidade nunca foi famosa, trai-se quando afirma que a notícia do Expresso é 'factualmente falsa , pelo menos no que diz respeito ao CDS', já que, na prática, isso significa, e confirma, que Abel Pinheiro não falava em nome do PP, como dirigente político, mas sim como uma das eminências pardas do GOL (onde aterrou no rescaldo das 'aventuras' da Casa do Sino/Universidade Moderna...).

Manuel na GLQL

Afixado por Gibel às 20:41 | Afixadelas (1)

Revisionismos

Através deste post do Filipe chego a um notável apontamento sobre esse grande herói das liberdades cívicas demo-liberais que foi o ilustre senador McCarthy. O cerne do equívoco em que radica o raciocínio da Sra. Ann Coulter é bastante simples de desmontar, pelo menos para um jurista. É que em direito penal uma coisa é a categoria dos crimes designados "contra a segurança do estado" (caso da espionagem em favor de países terceiros) - previstos e puníveis em qualquer democracia civilizada. Obviamente instruídos, investigados e julgados em sede de poder judicial (e não pelo poder legislativo ou executivo através de comissões parlamentares). Já coisa bem diferente é a categoria dos "crimes políticos", tipificação imprópria de democracias, designadamente a americana. Provar que dez, cem, ou mil cidadãos que até eram comunistas, como podiam ser criadores de pássaros, espiaram para a União Soviética e responsabilizá-los criminalmente por isso - o que está correcto - não legitima nem justifica qualquer bondade ao poder político para desencadear um processo para os perseguir por serem comunistas, ou seja, em razão de uma ideologia, como executou de forma sinistra o senador McCarthy.

Afixado por Gibel às 16:36 | Afixadelas (1)

novembro 20, 2005

Algo que o nosso confrade João Garcez certamente terá muito gosto em esclarecer

"Talvez o envolvimento do público no mesmo espaço me tenha levado a imaginar se haveria contacto entre o público e os actores durante a representação das tragédias"

Carla Hilário Quevedo in Única

Afixado por Gibel às 23:28 | Afixadelas (8)

A Viragem Profética

Luís Carmelo é Professor de Semiótica e Teoria da Cultura na Holandesa Universidade de Utreque e é um pensador raramente abordado nas discussões sobre o presuntivo choque de civilizações. Editou recentemente pela Europa-América um excelente ensaio: "A Viragem Profética" (já anteriormente havia editado "Islão e Mundo Cristão" pela Hugin). No campo dos ensaios orientalistas, esta obra, na minha modesta opinião, supera as já cansativas considerações do clássico Bernard Lewis. Destaco as palavras iniciais do autor para explicar o título deste seu ensaio (mas igualmente imperdível é a segunda parte do livro e a reflexão sobre os mouriscos e cristãos-novos no mundo ibérico de quinhentos), pedindo paciência para o facto de ser uma citação longa, mas imprescindível:

Nas várias culturas que se organizaram sob o pano de fundo da civilização do "Livro" (o mundo judaico, cristão e islâmico), a chamada civilização axial ou escatológica, foi sendo instituída uma espécie de ordem dicotómica que tendia claramente a separar a normalidade das coisas daquilo que, devido às mais variadas razões, se evadia dessa normalidade. Aliás, a palavra "segno" (não confundir com signo, nas suas várias acepções correntes), em finais do quattrocento e no século seguinte, traduzia precisamente a ideia do conjunto de alterações que se processava escapando-se ao "curso natural das coisas". (...) as metamorfoses inexplicáveis, (...) os animais fabulosos que respiravam nos relatos de Preste João ou do imaginário trágico-marítimo integravam, cada um a seu modo, esse desmedido mundo do segno. No entanto, para que o segno pudesse existir e tornar-se reconhecível, independentemente da significação que lhe fosse atribuída, era necessária a existência de uma ordem muito bem ancorada que, por contraste, separasse o seu mundo do mundo definido como normal.(...) (...) Curiosamente, o mundo utópico e o mundo ideológico, que desaguaram um e outro, com idades e naturezas diversas, no séc. XIX, acabaram por trazer consigo, no Ocidente cristão, a antiga marca das civilizações axiais e escatológicas. Só que, em vez de paraíso, convocaram a ideia de um igualitarismo terreno, do mesmo modo que a natureza racional do dogma substituiu o "Livro" divino e a luta "por um mundo melhor" passou a encarnar os exigentes preceitos da antiga fé. (...) Mas em todas estas naturezas, em todos estes palcos subitamente libertos (ou deliberadamente ausentes) de uma tutela divina, a racionalidade moderna teve sempre tendência a instituir contrastes férreos entre a normalidade e a não-normalidade. Pode mesmo dizer-se que o segno acabou por persistir sendo o que sempre havia sido, mas agora luzindo de um modo lógico e tornando-se, por isso mesmo, peça de arremesso e móbil para a iniciativa. (...) os contrários passam a digladiar-se ferozmente definindo mutuamente o campo do segno (nos sistemas políticos, nas modalidades jurídicas, na sucessão vertiginosa de vanguardas artísticas, no debate científico, etc.)(...) Quer no mundo cristão pré-moderno, quer no mundo cristão moderno, verifica-se, ainda que com uma topografia claramente diversa, uma necessária separação entre segno e não segno. (...) Ora o que muda abruptamente no Ocidente no final do século XX e no início do século XXI é precisamente este aspecto (...) diluição e perda de eficácia das grandes referências pesadas e doutrinais de carácter ideológico e similares (...) entrada em cena de uma globalização hipertecnológica associada a um novo tipo de espaço público aberto.(...) de um momento para o outro, em muito poucos anos, a verdade é que a relativação quase absoluta tende a incluir, na horizontalidade social pós-moderna, quer o que precede do segno quer o que precederia do não-segno.(...)
A consequência mais importante desta grande mudança ainda em curso (...) consiste na banalização daquilo que, secularmente, no Ocidente, sempre foi encarnado sob o manto do "mal" ou, numa perspectiva menos simplista, do segno. A primeira vez que esta mudança efectiva nos entrou em casa - através do fluxo globalizado das imagens - foi no dia 11 de Setembro de 2001. O carácter extraordinário desse evento, para além das suas implicações políticas, foi o facto de, ele mesmo, ter conduzido ao pasmo, à ambiguidade ou à tentação relativadora (houve mesmo, numa perspectiva neo-conceptual, quem lhe atribuísse conotações artísticas). Ainda hoje existe, em certos meios ocidentais, a ideia de que o 11 de Setembro é aqui e ali "justificável", ou é, "bem vistas as coisas", uma deriva do "sistema": ou é uma "vingança", ou ainda uma "inevitável resposta" face aos factos A ou B produzidos no Ocidente (esta última é a explicação autofágica). É este apagamento das barreiras que sempre separaram segno e não segno que eu designo por viragem profética (...) diluição das ideias-força que separam dever e não-dever, tolerância e não tolerância, democracia e não-democracia, etc.(...) O aspecto mais terrível do actual terrorismo é a ideia, no Ocidente, de que ele não existe, porque conviveria no mesmo horizonte aparente com outros factos cuja textura não seria afinal diversa. O terrorismo converter-se-ía, desta maneira, numa ocorrência entre as muitas outras ocorrências do quotidiano para o mais puro deleite e para a mais fatal das gargalhadas do cidadão ocidental, esse novíssimo guardador e curador global de imagens. Daí também a propensão europeia para a imagem de uma grande Suíça neutral, pacífica, no seio da qual o terror e o não-terror seriam uma espécie de irmãos-gémeos federados, sem problemas, sem ambições e sem olhos para obervar as mais perversas ausências de fronteiras que se criaram na sua própria casa. É a esta indiferença indigente, é a esta cegueira involuntária - e, em última análise, auto-flageladora - que eu chamo a viragem profética (...) O texto profético de hoje, ou seja a notícia simulada por imagens fragmentadas que se desdobram em imagens globais e imediatistas, assemelha-se ao simulacro sem matriz cuja margem de propagação e impacto apenas podia, há uns séculos atrás, ser comparada ao poder exuberante dos textos apocalípticos de Daniel ou de Baruque. Só que essas imagens resguardavam-se nas escrituras e assumiam foros de uma transcendência imaculada e poderosa, enquanto as imagens de hoje constituem uma voragem imparável que vive na frente dos nossos olhos sob a forma de uma imanência que parece gerar, a cada segundo, uma presença esmagadora e transbordante. Daí que a nova violência se desdobre nos efeitos que calculadamente produz: por um lado, visa sem piedade uma dada materialidade física e simbólica; por outro lado, visa transformar-se em ficcionalidade mundializada durante o tempo que o fluxo de imagens mundializadas o permitir ( veja-se como Nova Iorque 2001 e Madrid 2004 ainda hoje perduram nos nossos ecrãs domésticos, sob a forma de uma simulação do directo ou de permanente tempo real).

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novembro 18, 2005

gapingvoid2.bmp

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Porque elas merecem ser idolatradas

Nos espaços do coração, as obras de beneficiação e ampliação são relativamente simples e passíveis de rápida aprovação pelas entidades que as fiscalizam. Vejo a ampliação preponderantemente através das amizades que se iniciam e se constroem. Um amigo tem sempre um espaço pessoal e intransmissível. Uma nova amizade é como um ficheiro novo. Acontece haver afastamentos, decepções, traições; no entanto cada amigo conserva o respectivo espaço em sua posse: não o pode trespassar, nem podemos dar ordem de despejo e repôr o stock com um novo habitante. Podemos substituir um amigo por outro no tempo (que passamos com ele, que lhe dedicamos), mas nunca no espaço que lhe reservamos. O que há é uma dinâmica dos espaços, que podem encolher ao invés de crescer – ou podemos deixar de os visitar. A beneficiação passa pelo limar das arestas, nas relações que se constroem. Pelo modo como gerimos tolerância, mas também exigências, nas nossas amizades e, sobretudo, nas relações amorosas (já se sabe que neste campo há substituições efectivas dos habitantes…), vamos modelando e incrementando o contentamento que nos proporcionam. As obras de restauro, por seu turno, podem ser bem mais complicadas. Os processos são demorados: exigem muito trabalho de análise e rectificação dos registos. Há enorme dificuldade em colmatar as lacunas provocadas pelo desgaste, pela erosão. Ainda por cima, quando se crê estar a coisa concluída, definitivamente arrumada, falta sempre, afinal, mais um documento qualquer.

Cecília R. in soc-anonima.blogspot.com

O sociedade anónima é dos melhores prazeres que a blogosfera proporciona nos últimos tempos. Entretanto, a nossa equipa de management já aprovou a imediata linkagem do mesmo aqui no blogroll à direita: só falta a equipa técnica realizar o exequatur!

Afixado por Gibel às 12:50 | Afixadelas (3)

Para quem tem o bichinho de África

africa.jpg

É imprescindível conhecer o projecto humanitário desenvolvido por fotógrafos "A Day in the Life of Africa". Se gostaram desta foto não deixem de visitar a galeria toda.

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novembro 11, 2005

Céu Vermelho

O homem que ia atravessar as caixas, de uma margem a outra, morreu ontem. O outro homem, aquele que ia receber as caixas na margem oposta, desistiu logo após a notícia da morte. Ficamos deste lado com os embrulhos, pensando em abri-los. A dúvida cheia de olhos nos espreitava. Não abrimos. Sob um céu vermelho, meditamos a morte das coisas que elegemos, e que estariam, agora, no outro lado. Meditamos o imprevisto das caixas, que não nomeamos acaso, mas uma ordem que regula desde átomos até casos como este.

Franklin Alves


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novembro 09, 2005

Essential New Words for the Workplace

BLAMESTORMING-- Sitting around in a group, discussing why a deadline was missed or a project failed, and who was responsible.

SEAGULL MANAGER-- A manager who flies in, makes a lot of noise, craps on everything and then leaves.

ASSMOSIS-- The process by which some people seem to absorb success and advancement by kissing up to the boss rather than working hard.

SALMON DAY-- The experience of spending an entire day swimming upstream only to get screwed and die in the end.

CUBE FARM-- An office filled with cubicles.

PRAIRIE DOGGING-- When someone yells or drops something loudly in a cube farm and people's heads pop up over the walls to see what's going on.

MOUSE POTATO-- The on-line, wired generation's answer to the couch potato.

SITCOMs-- Single Income, Two Children, Oppressive Mortgage. What yuppies turn into when they have children and one of them stops working to stay home with the kids.

STRESS PUPPY-- A person who seems to thrive on being stressed out and whiney.

PERCUSSIVE MAINTENANCE-- The fine art of whacking the crap out of an electronic device to get it to work again.

ADMINISPHERE-- The rarefied organizational layers beginning just above the rank and file. Decisions that fall from the adminisphere are often profoundly inappropriate or irrelevant to the problems they were designed to solve.

404-- Someone who's clueless. (From the World Wide Web error message "404 Not Found", meaning that the requested document could not be located.)

OHNOSECOND-- That minuscule fraction of time in which you realize that you've just made a BIG mistake.

WOOFies-- Well Off Older Folks

CROP DUSTING-- Surreptitiously farting while passing through a cube farm, then enjoying the sounds of dismay and disgust-- leads to PRAIRIE DOGGING.

[recebido por email]

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outubro 27, 2005

Sem comentários

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Joaquim Vieira, director da ‘Grande Reportagem’, detida pelo grupo Controlinveste, foi ontem despedido.

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outubro 26, 2005

Já que não deixam o Sidónio dormir em paz

Não, o documento sindical que abaixo se reproduz não é do tempo do cónego de Santa Comba Dão.

É do tempo da tirania do Sr. Dótôr Afonso Costa, espécie de monarca de barrete frígio, escroque montado às cavalitas de uma burguesia decadente, mas tão venerado pelos demagogos soaretes do papão presidencialista.

AO POVO TRABALHADOR

Nunca, como neste momento, se pode clamar, com maior fervor, por liberdade!
Povo! Acabas de assistir ao mais horroroso dos massacres! Acabas de vêr como, para subjugar uma greve ordeira e digna, um governo liberticida não hesitou em sacrificar toda a gente, não distinguindo na sua sanha entre a blusa e a casaca, entre homens, mulheres e crianças!
Jurou-se aniquilar todo o protesto. Jurou-se afogar em sangue a liberdade. Apostou-se em esmagar a organização operária a tiro!
Não podia esta ficar de braços cruzados! Precisa exprimir o seu enérgico protesto! Precisa de garantias de liberdade por parte de quem só pode viver com elas suspensas!
Precisa que se ponham todos os presos em liberdade!
Precisa exprimir o seu horror pelos assassínios em massa perpetrados em Lisboa! Precisa LIBERDADE!
Tem, por isso, o povo operário de Lisboa de efectivar esse protesto, mantendo por 48 horas a greve geral.
E o Comércio e a Indústria, se pulsou de indignação perante a caça ao homem, à mulher e à criança, exercida em Lisboa, teem o dever, eles próprios, de encerrar as suas portas!
Abaixo o governo e os seus sicários!
Viva a Liberdade!
Viva a greve geral!

Lisboa, 16 de Julho de 1917

As Federações Sindicais da Indústria.

É apenas um exercício de memória para que metam a mão na consciência e se lembrem que o Sidónio, cujo espectro tanto gostam de agitar, não surgiu do nada e foi aclamado pelo povo trabalhador em virtude de uma qualquer fatalidade cósmica. Que os erros se pagam. Que a cegueira dos senadores de fim de regime tem consequências quando permite criar o vazio. Que o vazio não existe em política, porque não deixará de haver quem o preencha: goste-se ou não se goste.

Mas o Cavaco-obcecado-pela-sacrossanta-estabilidade e... o Sidónio? Tenham juízo. Já viram se o povo os confude mesmo e ainda lhe aumenta o score...?

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Palavras gastas pelos Marionetes

- direita sociológica

- animal político

- cavaco

- sebastiânico

- cavaco

- demagogia fácil (talvez para distinguir de demagogia mais elaborada - a de Jorge Coelho?!)

- cavaco

- populismo desbragado

- cavaco

- bolo-rei

mais gasto do que isto só o governo de coragem e o tamiflu !

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H5N1 - Infecção ao bom senso

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Luisa Conlan got nervous after returning from a trip to Paris feeling sick, but it turns out she just had a cold

Os minutos de fama aqui.

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Já comprou a sua?

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Isto é que é empreendedorismo.
Pode encomendar a sua aqui.

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outubro 25, 2005

Memórias do Visconde da Asseca

Neste mesmo tempo sucedeu a outra religiosa, que por nome não perca, que achando a um carpinteiro trabalhando nas obras do Mosteiro, antepôs a conveniência particular à pública; porque lançando mão dele o levou para a sua cela, adonde o teve um pouco de tempo escondido, trabalhando também nas suas obras. A inveja das benfeitorias despertou a das vizinhas e também ser ele tão bom oficial, que trabalhava de noite e de dia; e levantando-se um falso testemunho, porque já se lhe não podia levantar outra cousa, foi o homem preso e mais a freira, deixando advertido este sucesso, que enquanto não lhe restituirem os amantes se hão-de pinhorar em quantos carpinteiros por lá forem.

[Carta ao Rev. Padre Francisco Xavier de Santa Teresa, Séc. XVIII]

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Vende-se livro em muito bom estado

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A sério! Faço desconto. Comprado há três dias. Este José Braga Gonçalves é um pândego. Imagine: junte os Habsburgos e o Vaticano, o martírio dos Távoras e as penas maçónicas, a pedra bruta e a pedra cúbica, o Marquês de Pombal e os Iluminatti, o terramoto de 1755 e os pedreiros-livres, Mozart e Salieri, Cardeais desavindos e os Templários, banqueiros Judeus e a Maçonaria Vienense, depois tolde-se com isto tudo (sem recurso a estados alterados de consciência) e alguma dose de vaidade, imagine-se dono de um segredo extraordinário de Polichinelo escondido com rabo de fora - boca dos Jesuítas! o nosso segredo é melhor do que o deles! -, cole tudo com cordões conspiratórios e voilá (!) - acabou de produzir um romance à Zé Braga. Inolvidável! Não desconfie da generosidade da minha oferta, nem negue à partida uma pessegada que não conhece: apenas o dispenso por não condizer com a minha estante.

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outubro 18, 2005

275 anos da sagração do Monumento de mafra

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"E devido a que uma parte da tribo de Judá encontrou refúgio em Espanha, como dizem as escrituras [...] e a que o território de Sefarad se coloca no centro do Céu, com toda a exactidão e precisão, sob o meridiano recto, enquanto que os filhos de Babilónia se encontram no meridiano de Oriente: por esta razão se propagaram as ciências nestes dois extremos, segundo as suas variedades [...] e nestes dois lugares alcançou o mundo sua glória e sua grandeza"

in "Tahkemoni", Rabi Yehuda Al-Harizi (séc. XII)

"Tem Lisboa o seu assento na parte Ocidental de Espanha, onde o Tejo entra no Oceano. É empório do Mundo e metrópole de Portugal [...] fica ela trinta e nove graus da parte do Norte, debaixo do signo de Aries, no fim do quinto e príncipio do sexto Clima, fundada como outra Roma sobre sete montes."

Manuel Pereira Cidade

"Viu o Evangelista João uma Igreja, ou uma Sé colocada no Céu, que tinha à sua vista um mar cristalino como vidro e diante do seu trono ardiam sete lâmpadas [...] não só é imagem da antiga Jerusalém e da Jerusalém Celeste, mas nova Cidade de Jerusalém descida do Céu à terra e colocada onde a veem os olhos do Grande João."

in "Ennoea", tratado do séc. XVIII de Anselmo Caetano Munhós de Abreu Gusmão Castello Branco

Este Santuário, ou Novo Templo de Ezequiel viu este profeta separado sete léguas da Cidade marítima, chamada Oriental, e Ocidental; porque tem por um lado ao Oriente, e pelo outro ao Mar, e a sua longitude se estende (como vemos em Lisboa) desde a parte Ocidental, até ao termo Orienta [...]. Mas ainda que se não pode esconder uma Cidade posta sobre um Monte, nem se podia ocultar este Templo edificado sete léguas por cima de tão grande Cidade, nenhum dos Expositores Sagrados descobriu até agora esta Cidade, nem mostrou ao Mundo aquele Templo.
[...] Muitos conventos há hoje fora de Roma, em que está edificada a Igreja de Cristo, que é a Nova, e Santa Cidade de Jerusalém, descida do Céu à terra [...] mas nenhum Mosteiro de religiosos se acha na Cristandade, que esteja edificado sete léguas fora, ou por cima da Cidade marítima, chamada Oriental, e Ocidental, fundado sobre águas subterrâneas e tão adornado como a Esposa para o seu Esposo [...] senão esta nova e única Maravilha do Mundo, que ao mundo mostraremos estabelecida em Portugal, edificada em Cristo, sobreedificada em Mafra e sobre o fundamento, que lhe pôs S. Paulo, pelo Real, e invicto braço do Sábio e Augusto Apolo Lusitano, e pelas mãos dos Portugueses, para Corte do Quinto Império de Cristo

Para falarmos sem lisonja, diremos tudo pelas bocas e língua alheias, que são os Monstros celestes propostos aos Infiéis e as profecias explicadas [...] e nem assim seremos ouvidos neste Povo [...]"

in "Oraculo Prophetico" de Anselmo Caetano Munhós de Abreu Gusmão Castello Branco

Uma nota final, para se perceber o contexto histórico dos excertos acima: o complexo mafrense foi lançado, desde a sua pedra angular, até à sagração, à revelia e sem autorização ou reconhecimento do Vaticano, como seria imperativo em qualquer basílica da Cristandade. Constituiu-se assim numa obra regalista de um Rei audaz que afrontou Roma, com a qual cortou laços diplomáticos por mais de uma vez, em nome de uma ideia de Portugal. No monumento de Mafra, que poucas décadas depois será emulado simbolicamente nas proporções do Terreiro do Paço, pelo engenho do Marquês de Pombal, o Rei D. João V afirmou-se César e Pontífice, Rei e Sacerdote.
275 anos depois, as autoridades deste país são incapazes de honrar a memória histórica deste monumento. Não foram preparadas quaisquer comemorações oficiais para a celebração destes 275 anos.

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Vox Populi

[Hora do Lanche. Balcão da pastelaria. A televisão debita as notícias do dia]

"Vai morrer muita gente, porque isto funciona assim: a gripe das aves entra no organismo e gera uma gripe normal e as duas combinadas provocam uma terceira gripe que a medicina não tem remédio..."

[Dê-me mais um rissol]

"O mais importante é a vitamina C: comer muito kiwi, por exemplo, que dizem que é o legume com mais vitamina C que existe!"

[Passa uma notícia sobre o Iraque]

"Ehhpáa! Chhh..! Olha p'áquilo.. Aqueles não vão morrer da gripe...rebentam antes que ela chegue!"

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E não houve concurso público?!

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outubro 14, 2005

Hoje estou muito pouco razoável

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Aí está a proposta do governo relativa às alterações a introduzir à lei da nacionalidade. A alteração fundamental é consagrada de forma tímida e sem ambição:a aquisição da nacionalidade é reconhecida também às pessoas nascidas em território português desde que, no momento do nascimento, um dos progenitores esteja a residir em Portugal há pelo menos seis anos. A cidadania continuará a ser recusada a todas as crianças que nasceram ou venham a nascer em Portugal antes desses seis anos.

A desculpa apresentada para esta opção: se não fosse aquela excepção, Portugal passaria a ser um lugar bastante atractivo para a imigração ilegal. Os progenitores imigrariam para Portugal para propiciarem aqui o nascimento dos respectivos filhos, sabendo que os mesmos ficariam a gozar automaticamente da nacionalidade Portuguesa pela prevalência do critério do jus soli.

E depois? Eu não vejo nada de dramático nisto: reproduziríamos a nacionalidade Portuguesa à décima potência, invadiríamos a Europa de Portugueses de todas as raízes, de todas as raças, de todas as culturas, de todos os sonhos, de todos os cheiros, de todos os ritmos.

Primeiro a Europa, depois o mundo. Todos alegremente munidos do passaporte mais universal de todos: o Português!

E agora ò burocratas de Schengen!

E agora ò senhores agricultores da confortável Europa-dos-direitos-adquiridos, subsidiados parasitas de metade do orçamento comunitário, que viveis à conta de mercados agrícolas protegidos que conduzem à falência a produção agrícola do terceiro mundo, impossibilitada de exportar?

Tomai lá com os homens e as mulheres africanas de amanhã inviável comprado pelas vossas hipócritas "ajudas ao desenvolvimento".

Tomai lá lutadores chiques da guerra anti-globalização, aliados ingénuos dos que, protegendo-se dela, matam a única esperança comercial de o terceiro mundo produzir e escoar excedentes.

Tomai lá com os que um dia se fartaram de dizer diariamente aos filhos que nada tinham para lhes dar e se lançaram por uma jornada temerária em que já nada tinham a perder apesar da sede do deserto e dos arames farpados de Melila.

Tomai lá com tudo, por cada dia em que se adiou o que não podia ser adiado.

Tomai lá com as dores de toda esta gente. Quisemos dar-lhes um nome: são todos Portugueses!

Pronto. Já gritei o que tinha para gritar.


Amanhã é fim-de-semana e somos todos felizes. Eu continuo na nave dos loucos.

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outubro 13, 2005

Ela hoje acordou assim

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A "gaja que não é destas merdas mas pá, um gajo também não é de ferro" faz dois anos na weblog. Parabéns Catarina.

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outubro 12, 2005

Parabéns Luciano

Pavarotti.jpg

Completa hoje 70 anos, data que fixou como a do fim da sua carreira. Celebrará o aniversário com um concerto esta noite na sua cidade natal, Modena, de onde partirá para o definitivo "farewell tour".

[claro que se essa coisa de fazer o upload de ficheiros musicais não fosse para mim um tremendo mistério, já a napolitana "torn'a surriento" estava aqui a tocar]

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Onde está Kéops?

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Foi sempre muito discutível que a designada "Câmara do Rei" fosse necessariamente a câmara mortuária do faraó Khufu, popularmente conhecido por Kéops. A investigação dos "mistérios" desta pirâmide tem-se focado recentemente nos chamados canais de ventilação (assinalados com "g" na imagem acima), tendo em 2002 sido efectuadas explorações mediante o recurso a um pequeno robot. Este robot veio a terminar a sua "jornada" numa pedra de fecho.

khufu.jpg

Introduzida na altura uma sonda, que realizou um pequeno orifício, constatou-se que a estreita galeria se prolongava. Actualmente, chega-nos a interessante notícia de que uma nova exploração robótica vai continuar esta investigação arqueológica. O arqueólogo Zahi Hawass declara entusiasmado: "I believe that these doors are hiding something... It could be, and this is a theory, that maybe Khufu's chamber is still hidden in the pyramid". Talvez a Grande Pirâmide ainda nos venha a surpreender.

Agora, cá na minha opinião, é melhor terem cuidado. Estes faraós eram danados pra engenhocas. Cá na minha "teoria da conspiração", aquele colosso ainda calha estar seguro só por uma pedra: o pessoal mexe-lhe e era uma vez uma pirâmide!

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outubro 11, 2005

Tentativa de Equacionação do problema - por Estrela Serrano

1. Pressupostos:

- O Público obteve as informações publicadas sobre Fátima Felgueiras de fontes que considera credíveis, que pediram o anonimato, condição que foi aceite pelo jornal;
- O Público conhece os nomes das pessoas do Secretariado Nacional do PS com quem, segundo afirma, Fátima Felgueiras falou mas não os divulga para não trair as suas fontes;
- Apesar dos desmentidos, o Público considera que as suas fontes são mais credíveis do que as entidades que fizeram o desmentido e tem a certeza de que não foi enganado;
- O Público não considera credível a resposta de Fátima Felgueiras, apesar de não ter sido desmentida por qualquer das entidades citadas.
- Apesar da “pressão” de alguma opinião publicada, sobretudo em blogs, o Público acha que não deve nenhuma explicação aos seus leitores;


2. Questões em aberto:

- O Público continua a manter as notícias?
- Dada a dúvida criada, após a resposta de Fátima Felgueiras, o Público reflectiu sobre a possibilidade de as suas fontes o terem induzido, voluntária ou involuntariamente, em erro?
- A ter-se verificado esse erro, admitiu o Público a possibilidade, permitida pela deontologia da profissão, de se desvincular do anonimato das fontes, revelando os nomes de quem lhe deu a informação e das pessoas com quem Fátima Felgueiras terá falado?
- Será que proteger fontes que eventualmente enganaram o jornal é mais importante que preservar a sua credibilidade, assumindo o erro?

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Antes pelo contrário

A minha abordagem era mesmo interessada.

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outubro 10, 2005

O Povo é soberano

Quando vejo as alcateias a aplaudirem os cães de fila, a espumarem de ignomínia, esta é uma das imagens que me vem ao pensamento.

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[Tribunal da Inquisição, Goya]

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10 de Outubro de 1985

MacBeth_Welles.jpg


"For thirty years people have been asking me how I reconcile X with Y! The truthful answer is that I don't. Everything about me is a contradiction and so is everything about everybody else. We are made out of oppositions; we live between two poles. There is a philistine and an aesthete in all of us, and a murderer and a saint. You don't reconcile the poles. You just recognize them"

[Orson Welles morreu há vinte anos e aquele ali em cima é, de entre todos, o meu filme]

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outubro 09, 2005

Fátima Felgueiras quer que se tirem ilacções


Bem lembrado. Tenho mesmo de ir à casa de banho. Até já.

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Entretanto, na sede de Carrilho...

O PS fugiu, não veio ou não atina com o Altis.

Ena! Ali está alguém: o maestro Vitorino de Almeida lamenta-se que Lisboa continuará a não ser uma capital cosmopolita. Aguarda-se que Eduardo Prado Coelho alinhe uns lugares-comuns um nadinha melhores dentro de meia-hora.

O pequeno Dinis está triste.

A Bárbara continua gira.

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Pontapé no...onde quiserem

Jorge Coelho

Avelino Ferreira Torres

Mesquita Machado (falso alarme!)

(em actualização)

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CDU firme e hirta

Entre uma esquerda marxista-leninista sem hesitações, que fala claro para a classe trabalhadora, e uma esquerda que parece afastar-se dessa classe para falar para fracturantes grupos urbanos, seleccionados como uma espécie de "targets" preferenciais, o povo socialista continua a preferir a primeira. Não estou a fazer um juízo de valor, dado que o futuro de qualquer uma dessas esquerdas me é indiferente: apenas constato uma realidade indesmentível quando se encara a respectiva representatividade democrática.

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Fernando Seara com maioria absoluta em sintra

A diferença entre a gestão urbanística socialista no passado e a gestão de Seara é do dia para a noite. Seara estancou o fartar-vilanagem (que continuou no concelho vizinho da Amadora, com a aliança Raposão / Patos Bravos). Mas fez mais: entre a obra de fachada, ou a obra marcante, optou pela obra de fundo, em especial no que se refere ao impulso dado ao saneamento da maioritária mancha rural do concelho.

Moral da história: os sintrenses têm memória e sabem do que não querem repetir.

João soares é o menos culpado pela derrota. Não duvido de que, noutras circunstâncias, poderia ser um bom presidente.

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outubro 07, 2005

E agora "Europa"?

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(Foto: AFP)

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7 de Outubro de 1571 - Lepanto

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White founts falling in the Courts of the sun,
And the Soldan of Byzantium is smiling as they run;
There is laughter like the fountains in that face of all men feared,
It stirs the forest darkness, the darkness of his beard;
It curls the blood-red crescent, the crescent of his lips;
For the inmost sea of all the earth is shaken with his ships.
They have dared the white republics up the capes of Italy,
They have dashed the Adriatic round the Lion of the Sea,
And the Pope has cast his arms abroad for agony and loss,
And called the kings of Christendom for swords about the Cross.
The cold queen of England is looking in the glass;
The shadow of the Valois is yawning at the Mass;
From evening isles fantastical rings faint the Spanish gun,
And the Lord upon the Golden Horn is laughing in the sun.

G.K. Chesterton

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Micro-Causa - A nossa abordagem

Pode o "Público" esclarecer SFF se não foi antes pela graça de Oxalá, pela inspiração de Lyami, pela incorporação de Yemanjá, pela expressão de Oxum, pelo retorno de Oxumaré, pela recordação de Obaluaye, pelo arrebatamento de Xangô ou pelo êxtase de Iroko, entidades emissoras de Yorubá, que Fátima Felgueiras manteve contactos extra-sensoriais reencaminhados pela estação receptora da santinha da Ladeira para o Secretariado Nacional do PS? E é ou não verdade que José Manuel Fernandes, director do referido jornal, descobriu-se médium ainda em pequeno, depois de entornar um prato de cerélac recorrendo apenas à força da mente, e que desde então está apto, não raras vezes, a dispensar o recurso a quaisquer fontes para acesso ao facto noticioso, simplesmente porque ele sabe que sabe que foi assim?!

Afixado por Gibel às 10:05 | Afixadelas (1)

outubro 06, 2005

Não chega já o que temos?

Lei 5/2002 de 11 de Janeiro:

Artigo 7.º
Perda de bens

1 - Em caso de condenação pela prática de crime referido no artigo 1.º, e para efeitos de perda de bens a favor do Estado, presume-se constituir vantagem da actividade criminosa a diferença entre o valor do património do arguido e aquele que seja congruente com o seu rendimento lícito.
2 - Para efeitos desta lei, entende-se por património do arguido o conjunto dos bens:
a) Que estejam na titularidade do arguido, ou em relação aos quais ele tenha o domínio e o benefício, à data da constituição como arguido ou posteriormente;
b) Transferidos para terceiros a título gratuito ou mediante contraprestação irrisória, nos cinco anos anteriores à constituição como arguido;
c) Recebidos pelo arguido nos cinco anos anteriores à constituição como arguido, ainda que não se consiga determinar o seu destino.

Artigo 9.º
Prova

1 - Sem prejuízo da consideração pelo tribunal, nos termos gerais, de toda a prova produzida no processo, pode o arguido provar a origem lícita dos bens referidos no n.º 2 do artigo 7.º
2 - Para os efeitos do número anterior é admissível qualquer meio de prova válido em processo penal.
3 - A presunção estabelecida no n.º 1 do artigo 7.º é ilidida se se provar que os bens:
a) Resultam de rendimentos de actividade lícita;
b) Estavam na titularidade do arguido há pelo menos cinco anos no momento da constituição como arguido;
c) Foram adquiridos pelo arguido com rendimentos obtidos no período referido na alínea anterior.


Isto cá para mim é quanto baste.

Não deveria antes o Sr. Dr. Jorge Sampaio manifestar preocupação pela falta de meios de investigação criminal que permitam levar à prática, com eficácia e com resultados, o quadro legal que já está ao dispôr das polícias e do Ministério Público, designadamente a Lei 5/2002 de 11 de Janeiro?

E a Lei 11/2004 de 27 de Março, sobre prevenção e repressão do branqueamento? Tem tido efectiva aplicação? Tem sido dado cumprimento aos deveres que impendem sobre as entidades financeiras e não financeiras nela mencionadas? Tem sido fiscalizado o efectivo cumprimento desses deveres?

Também não seria mau lembrar que da última vez que se quis aumentar a eficácia da investigação criminal, mexeu-se na regulamentação sobre escutas, revistas, etc. Foi também um governo PS cheio de boas intenções. Quando os resultados da nova legislação tocaram aos dirigentes da irmandade do rato, caíu o Carmo e a Trindade e foi o triste espectáculo a que todos assistimos.

Afixado por Gibel às 19:10 | Afixadelas (2)

Felgueiras inspira outros audazes

El ex presidente peruano Alberto Fujimori, que huyó a Japón por escándalos de corrupción en su país, ha anunciado oficialmente desde allí que se presentará a las elecciones presidenciales de Perú el próximo mes de abril, pese a estar inhabilitado para ejercer cargo público hasta el 2011 y tener cargos pendientes con la Justicia.

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Hombre! Mira el PSOE rendido al mercado!

La comisaria europea de Competencia, Neelie Kroes, apuntó hoy que "los argumentos" de Endesa para que la oferta pública de adquisición (OPA) de Gas Natural sea examinada en Bruselas "parecen serios", aunque precisó que "hay que esperar" a que el Ejecutivo comunitario concluya su valoración al respecto.

Ante la comisión de Asuntos Económicos del Parlamento Europeo, Kroes recordó la posición de Endesa, según la cual, al disponer de más de un tercio de su facturación fuera de España, la transacción "tiene dimensión comunitaria" y debe por tanto ser examinada por la Comisión Europea en vez de por la autoridad española de Competencia.

La comisaria se pronunció sobre la cuestión a raíz de una interpelación del eurodiputado del PP Cristobal Montoro, quien había reclamado la "presencia de la Comisión" en este asunto, al considerar que "no es admisible que nazcan empresas grandes" en el sector energético "que perjudiquen al consumidor"

El eurodiputado del PSOE Antonio Masip tomó posteriormente la palabra para sostener que la posible concentración energética se explica sólo por razones de mercado.

Afixado por Gibel às 17:19 | Afixadelas (0)

Tribunal de Cascais - Monólogo

214 824 900

Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...talvez jazz
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...parece jazz
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...é..parece....
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...é, é mesmo jazz
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...eu até gosto de jazz
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido... eu estou calmo, o jazz acalma...
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido... o jazz relaxa...
....
Tribunal de Cascais. A sua chamada será atendida por ordem de chegada. Por favor, aguarde um momento ... tarantatantantan..tarantantantantan...piano e contrabaixo... compositor desconhecido...relaxa..relaxa...enrola, desenrola, respira.... o jazz ajuda a esquecer o Alberto Cos...ok! nada ok! Má onda ... Não devias ter pensado, falado, lembrado, o que-fosse-do gajo! apaga do pensamento! delete! Abort! demasiado tarde! F.....-se!

Tribunal de Cascais, boa tarde! Obrigada por ter aguardado.

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outubro 04, 2005

Turkey and the hypocrisies of Europe - by Fred Halliday

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[Fred Halliday é Professor de Relações Internacionais na London School of Ecconomics e reconhecido especialista nas questões do Médio-Oriente]

A rhetorical device favoured by opponents of Turkish entry is to affirm the “Christian” (or “Judaeo-Christian”) foundations of Europe. The former French president, Giscard d’Estaing; the current Italian prime minister, Silvio Berlusconi; the European Union commissioner for the internal market, Fritz Bolkestein; leaders of the opposition CDU in Germany, Angela Merkel and Edmund Stoiber - are just some of those who invoke this alleged religious-historic identity.

The argument ignores three basic realities. First, the cultural, political and linguistic origins of European lie in Greece and Rome, and long predate Christianity (the word “democracy” is found nowhere in the Bible). Moreover, Christianity and Judaism are in their origin not European at all, but - itself a testament to 2,000 years of interaction - religions that originated and have long flourished in the middle east.

Second, Muslim empires - and in particular the Ottoman, precursor of the Turks – have a record of historic tolerance of Jews and other minorities that (while open to considerable criticism) is far superior to that of Christian Europe. Indeed, the permanent Jewish population of around 50,000 in modern Turkey, descendants of those expelled by Christian Spain in 1492, is testimony to one of the best records of toleration of Jews of any country.

Third, the contemporary culture of Europe is not in any meaningful sense Christian; it is, rather, secular in tone and content if not actually hostile to religion.

The prominent European political figures cited above may concede these points, but then shift the argument to the defence of certain basic European principles like equality between men and women. Yet here, no one examining the record of the Vatican, for example – from its 1968 encyclical Humanae Vitae to the letter to Catholic bishops on 1 August 2004 and its catastrophic policy on contraception and Aids - can believe that this variant of Christianity is compatible with core modern, human, values.

History’s shadow

Many opponents of Turkish entry to the European Union question whether Turkey (or Islam) is part of Europe. The truth is that in terms of its cultural and religious presence Islam has been integral to Europe for over 1,000 years – including 800 years in Spain and at least 600 years in the Balkans and Russia.

What is true of religion is equally so for power politics: the Ottoman empire was a component of the European great-power system, variously allied with Britain and France (against Russia in the Crimean war of 1853-56) and with Germany (against Britain and France in the first world war).

Even more important, in the past century Europe has been unable to insulate itself from the process of politics in Turkey itself. Turkey played the key role in detonating the explosion of 1914 – one that destroyed the old European order and led to the European civil war of 1914-1991 from which we are just emerging. Its precedent lay in a fundamental event of modern European and middle-eastern history, the Young Turk revolution of 1908. This event led to the Balkan wars of 1911-1913, from which emerged the radical Serbian nationalism that killed Archduke Ferdinand in Sarajevo in June 1914.

This is a reminder that the modern politics of Europe are inextricably shaped not by the fantasies of Brussels - capital of a country that has pioneered a radical form of ethnic-political separatism – but by the condition of the middle east. There are many illustrations of the point: the impact of the Algerian war on France in the late 1950s, of Afghanistan on the Soviet Union in the 1980s, and of Morocco on Spain in the 1920s and again on 11 March 2003. Whether or not the EU opens the way to Turkish membership, intimate bonds tie Europe to events in its neighbouring region.

Does Turkey qualify?

The discussion of Turkish membership of the European Union is dominated by the legal and constitutional requirements Turkey is expected to meet in order to qualify. Where these reflect progress in implementing the rule of law, ending torture, ensuring the rights of women, and creating a reasonable federal solution to the Kurdish question, then – as the Turkish writer Soli Özel has written – many Turks welcome the changes.

The Turkish state’s deficiencies over human rights and the rule of law explain its civil society’s enthusiasm about Europe. This civil society wants to accelerate a democratic process in the country. Europe should help it - but Europe (witness Berlusconi’s great escape from corruption charges and the illegalities of party funding in France) has little moral authority to lecture the world about political standards.

Indeed, it could be said that in key respects Turkey is too European, in that it shares with France a rigid and (for human rights) lamentable concept of state secularism. The French proclaim themselves defenders of secularism as if their 1905 legislation had patented the idea, but forget that clothing bans (as in the country’s new law forbidding the wearing of religious apparel in schools) are valid under international law only if they relate directly to national security - certainly not the case over the hijab. There is only one consistent, universalist and secular position on the wearing of religious headwear - for Muslims, Catholic nuns, or Orthodox Jewish haredim alike: to be against it, but to defend the right to wear it.

The argument over whether Turkey qualifies for the European Union often spills over into other important areas: Cyprus and the Armenian genocide.

The Cyprus question remains unresolved but to hold Turkey of all countries responsible for the current impasse is grotesque. Turkey is certainly responsible for abuses in the years after the island’s independence in 1960, but its main agonies lie in the conflict and partition of 1974, when Greek Cypriot nationalists helped by Athens organised an illegal coup that provoked a Turkish invasion. It is that intransigent and manipulative Greek nationalism which in early 2004 blocked a reasonable settlement proposed, after lengthy negotiations, by Kofi Annan. The Turks are right to say that the United Nations, not the European Union, must find a solution to Cyprus.

The issue of the Armenian genocide is one that Turkish nationalism has refused to acknowledge. The best way to proceed in resolving it is not through inter-state confrontation but to work with those Turkish historians and writers who are prepared to recognise what happened on developing a common, and documented, account of the events of 1915.

A focus on the genocide serves, moreover, to absolve Europe (including Russia and Turkey itself) from a comparably grave injury to the Armenians – their confinement in the aftermath of 1918 to a landlocked mini-state around Yerevan. In any case, Europe cannot easily make official recognition of the Armenian genocide a condition of Turkish entry without exposing its own hypocrisy: Germany’s record in Namibia in 1904 and Europe in the 1940s, Italy’s in Libya after 1911, Belgium’s in the Congo in the 1900s, Spain’s in the Americas and Portugal’s in Africa after 1500, are sufficient evidence.

A modicum of post-imperial self-criticism - including the Turks as inheritors of the Ottoman empire - is in order here. This would encompass two further issues that are currently less discussed than Cyprus or Armenia: Kurdish rights in Turkey, and Turkey’s role in the Kurdish areas of northern Iraq.

A question of culture

All sides in the debate over Turkey and the European Union seem to want to invoke a fixed - “essential” or “true” - version of European culture to which Turks, and Muslim immigrants in general, should adhere. Proponents of Turkish entry see this culture as open and cosmopolitan; opponents see it (or its Leitkultur (“leading culture”), as espoused by the CDU) as incompatible with Islam.

The argument that every society and political system needs a Leitkultur is not in itself invalid, and most people in Turkey would agree with its presupposition. What is in question is how this Leitkultur is defined. European culture is no more frozen in time than are Europe’s external frontiers; rather, it is a set of possibilities that modern society and politics can define. All cultures (including Muslim ones) can be open or closed, and all can and do change.

European arrogance over Turkey is a definite barrier to the deeper opening that the 17 December decision should register. This is evident too in the comprehensive ignorance of Turkey among many of Europe’s politicians, commentators and intellectuals. How many pontificating voices know the basic facts of Ottoman and Turkish history, including repeated violations inflicted by the country’s Christian neighbours over the last three centuries, culminating in the attempted subjugation of the country by Britain, France and Italy after the first world war? How many know the tiles of Iznik, the films of Yilmaz Güney and Handan Ipekci, the poems of Nazim Hikmet and Orhan Veli Kanik, the novels of Yasar Kemal and Orhan Pamuk - or even the joys of Imam Bayildi? Such historical and cultural knowledge might teach a lot about politics also.

In short, Europe’s decision over Turkey, and the wider issues of coexistence, multiculturalism and different values it signifies, is a moment not for Turkish citizens and Turkish immigrants to learn German or English (which they or their children will anyway) but for Europeans to start learning Turkish – and perhaps eat köfte at least once a week. The more Turks and Europeans mix and mingle, the more the truths of their shared past, present, and future will emerge.
[Artigo retirado daqui]

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outubro 01, 2005

Post Lambe-Botas

Ponto d'ordem à mesa em três ordens de razões:

1. Eu adoro o "Blasfémias" e adoro o CV do nosso Paulo Querido bem como essa sua obra magnífica do império que é este condomínio em que blogamos.

2. Ah! E também venero o João Miranda - apesar disso de venerar ser uma aitude muito pouco liberal -; só não tenho um João Miranda em casa porque não sei onde se compram.

3. Aqui no afixe a gente até calha ter cada um sua cabeça e sua sentença. Só quando as coisas azedam é que avançamos para um acórdão de uniformização de jurisprudência, havendo apesar de tudo sempre lugar a votos de vencido.

4. Não sei o que é um blogue credível. [Afinal saíram-me quatro razões! Estou um mãos-largas!]

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setembro 29, 2005

Elefante Branco supera auto-europa nos custos de competitividade

Volkswagen pagó prostitutas a su ex director de personal Peter Hartz

El anterior responsable de personal del fabricante automovilístico Volkswagen, Klaus-Joachim Gebauer, ha reconocido que la compañía pagó "a menudo" los servicios de prostitutas a su antiguo director de personal, Peter Hartz, íntimo ex colaborador del canciller, Gerhard Schröder, y creador de las reformas laborales que aplica el Gobierno.

La revista alemana ofrece con todo detalle los hoteles y locales de alterne a los que acudían los directivos en destinos como Lisboa, Praga y la India con todos los gastos pagados a cuenta de Volkswagen.

'Stern' asegura que una de las prostitutas que Hartz frecuentaba tenía 24 años, era de origen brasileño y que estuvo con este ejecutivo el pasado mes de mayo tras encontrarse en el club "Elefante Branco" gracias a la mediación de Gebauer.

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Boas tradições que se perderam

 

A Vehmgericht. Para cuidar com eficiência de Avelinos, Fátimas, Isaltinos e espécies análogos.

[Perdoem-me se estou um pedacito azedo, mas tal como o Pedro Cordeiro, também estive a ler a "Visão"]

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Sabe bem voltar a ler José António Barreiros

A Luta continua!

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setembro 28, 2005

Não é só o FECÊPÊ que está de parabéns hoje


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Há países com sorte

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Este borrachinho * é a nova chefe de estado do Canadá, em rigor, ela é a 27ª Governadora-Geral by appointment of Queen Elizabeth II. Nós por cá ... sem comentários

* O comentário acima foi objecto de reparo pela "Liga das Combatentes Contra Todo o Tipo de Comentário Directa ou Aparentemente Machista, Sexista ou Afim E Que Levam a Vida Demasiado a Sério", pelo que, respeitosamente, onde se lia ... aquilo ... deve passar a ler-se: Michaëlle Jean é a nova chefe de estado do Canadá. Natural de Port au Prince, Haiti, emigrou com a família para o Canadá em 1968, fugindo ao regime ditatorial de Duvalier. Licenciada em letras (Italiano e Literatura Hispânica) pela Universidade de Montréal, destacou-se no envolvimento empenhado em organizações de apoio social à imigração no Québec. Desenvolveu uma destacada carreira no jornalismo, abrilhantada com diversos galardões de prestígio. É casada com o cineasta Jean-Daniel Lafond, que por acaso também é um tipo vistoso.. A quem se sentiu ofendido ou incomodado, pedimos as devidas desculpas. Fomos certamente negativamente influenciados pelos jornalistas canadianos que lemos e que teimam em qualificar a senhora de "femme énergique et belle", desta forma contribuindo para eternizar um estereótipo estético de não inclusão da mulher com parâmetros de beleza alternativos, estereótipo esse que tende a desconsiderar a alma, a personalidade e o currículum vitae.

Afixado por Gibel às 10:25 | Afixadelas (5)

Sentença

lynndieengland.jpg

A US woman soldier was last night sentenced to three years in jail and given a dishonorable discharge for her role in detainee abuse at Iraq's Abu Ghraib prison.

Private England apologised for her actions and said she remained an American patriot.

"After the photos were released, I've heard that attacks were made on US armed forces because of them," she said.

"I apologise to coalition forces and all the families," Private England told the jury of five officers, also apologising to "detainees, the families, America and all the soldiers."

She said she posed for the photos at the behest of Private Charles Graner Jr, the boyfriend who she said took advantage of her love and trust while they were deployed in Iraq.

"I was used by Private Graner," she said. "I didn't realise it at the time."

Private Graner is serving a 10-year sentence for abuses at the prison.

Afixado por Gibel às 09:46 | Afixadelas (2)

gapingvoid.bmp

Afixado por Gibel às 09:41 | Afixadelas (0)

setembro 27, 2005

O que talvez explique a vanguarda de Espanha no takeover energético

Em castellano, concorrência diz-se competencia.

Afixado por Gibel às 13:21 | Afixadelas (0)

Arábia Saudita - Esse país repleto de oportunidades

saudi.jpg

Tony Blair and John Reid, the defence secretary, have been holding secret talks with Saudi Arabia in pursuit of a huge arms deal worth up to £40bn, according to diplomatic sources.


Os Sauditas só pedem três pequenos favorzinhos.


Defence, diplomatic and legal sources say negotiations are stalling because the Saudis are demanding three favours. These are that Britain should expel two anti-Saudi dissidents, Saad al-Faqih and Mohammed al-Masari; that British Airways should resume flights to Riyadh, currently cancelled through terrorism fears; and that a corruption investigation implicating the Saudi ruling family and BAE should be dropped. Crown prince Sultan's son-in-law, Prince Turki bin Nasr, is at the centre of a "slush fund" investigation by the Serious Fraud Office.

A violência e o puritanismo religioso das correntes radicais sauditas só saem fortalecidos com o favorecimento do nepotismo da tirana casa de Saud.

Mas se se assume que tem de ser assim, ou seja, que temos de conceder esses favores e os decorrentes riscos para se fazerem bons negócios - e eu não tenho nenhum preconceito contra os bons negócios proporcionados pela confortável sociedade capitalista -, que temos de nos conformar com uma Arábia Saudita sem remédio democrático possível, em que a alternativa é entre os tiranos beduínos que estão no poder - e que matam qualquer possibilidade de existência de uma sociedade civil pluralista e, logo, de construção de alternativas moderadas, uma economia de mercado aberta e um sistema de partidos e de poder judicial independente - e os wahabitas do Sr. Bin Laden que os querem derrubar - igualmente sinistros -, então, perdoem-me a provocação, mas tiremos daí as devidas consequências: não deverão os familiares das próximas vítimas de acções terroristas beneficiar de uma percentagem aceitável nas mais-valias destes negócios, em jeito de indemnização proporcional? Invertendo o adágio latino: Ubi incomoda ibi comoda, quem tem os incómodos...

Afixado por Gibel às 12:29 | Afixadelas (1)

Venezuela: juíza do processo que envolve co-piloto português renunciou a funções

Com mais este "precalço", o julgamento deste cidadão Português já passou dos vinte adiamentos. De que é que a República Portuguesa estará à espera para apresentar uma queixa formal contra a República Bolivariana da Venezuela, na Comissão de Direitos Humanos da ONU, em Genebra?

Também gostaria de perceber o que é que a Amnistia Internacional pensa desta caricatura de justiça, já que, consultado o respectivo site e relatórios nacionais, não se encontra uma única referência a esta obscenidade.

Afixado por Gibel às 07:53 | Afixadelas (3)

setembro 25, 2005

Serenou. Saravá!

favela.jpg


Eu cheguei no samba agora

Mas aqui eu vou ficar

Pois quem é mesmo do samba

Vai até o sol raiar

O sereno tá caindo

Tá caindo devagar

Vai cair chuva miúda

E o samba não vai parar

Serenou lá na Mangueira

Serenou lá na Portela

Serenou em Madureira

Serenou lá na favela

Serenou lá no Salgueiro

Serenou lá no Capela

Serenou na minha casa

Serenou na casa dela


[Martinho da Vila]

Afixado por Gibel às 09:20 | Afixadelas (5)

setembro 21, 2005

Horas de entretenimento

Um colega americano de Philadelphia, obviamente liberal, em suma, um esquerdalho, manda-me este link para entretenimento nas pausas de trabalho e que amavelmente partilho convosco. Naturalmente, o gajo gosta pouco do Georgie, mas acho que não se sente um anti-americano por isso. Divirtam-se.

Afixado por Gibel às 16:04 | Afixadelas (3)

setembro 20, 2005

A eterna questão da produtividade

Ainda hoje Vitor Constâncio e João Salgueiro alertavam novamente para o principal problema nacional: a falta de produtividade. Há que reconhecê-lo, a questão é tão grave que inclusivamente atinge o sector blogueiro: atente-se no exemplo deste notável blogger que, para além de uma solitária posta escrevinhada em 27 de Agosto, certamente em trânsito entre Barcelona e Paris...

Afixado por Gibel às 14:08 | Afixadelas (1)

An Irish Couple

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A par do invejável desenvolvimento económico, a Irlanda vem-se destacando por uma notória preponderância do papel da mulher no seio do casal.

Afixado por Gibel às 13:59 | Afixadelas (4)

1908-2005

wiesenthal.jpg

Perguntado, em Outubro de 2001, por Simon Hattenstone, jornalista do "Guardian", sobre se o Holocausto o havia feito perder a fé em Deus, Simon Wiesenthal disse que não responderia por ser uma questão pessoal. E a fé na Humanidade? Insistiu o jornalista.

"For humanity we must work."

Afixado por Gibel às 13:28 | Afixadelas (1)

setembro 16, 2005

Bom Fim-de-Semana

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setembro 15, 2005

António Vitorino e a GALP

A sociedade de advogados "Gonçalves Pereira, Castelo Branco e Associados" terá ou não sido escolhida pela GALP por se dar a coincidência de António Vitorino ser seu sócio? A pergunta é legítima, porque pelo menos quem anda no métier sabe que quem assessorou a GALP no passado recente foi a equipa Portuguesa da Linklaters e não a GPCB.

Afixado por Gibel às 13:14 | Afixadelas (3)

da blogosfera dos poetas

Pergunta-me então Helena, a questionadora, depois de me ver entrar no templo e repetir os gestos que não conhecia em mim.
- Porquê isso?
“Isso” era o mergulhar a mão na água benzida (não sei se benta, mas pelo menos benzida), era o gesto que ninguém me ensinou, mas que eu aprendi.
- Isto “é sem porquê”, Helena, é como a rosa.
- Mas se não és católica…
- Mas sou um ramo de uma geração agarrada a ramos e ramos de gerações agarradas a um tronco, a uma tradição.
- Mas tu não tens que…
- Justamente. É por sentir que não tenho que, é por saber que não tenho que, é por não ter que, que eu posso, que eu ouso o gesto a que nunca ninguém me obrigou. O gesto que posso ou não fazer, mas que escolho e decido fazer. Em liberdade.
É uma forma de reverenciar todos os que, antes de mim, fizeram o mesmo gesto. E neste pequeno gesto eu pronuncio o meu respeito por todos os que me conduziram até hoje. E aceito-os em todos os seus gestos. E assim me aceito em todos os meus gestos e não gestos. É uma forma de paz. A paz é o respeito pela tribo ousando distanciar-me dela, mas aceitando fumar o cachimbo.

Afixado por Gibel às 11:24 | Afixadelas (2)

Frase que me apetece hoje

"Ama como a estrada começa"

Mário Cesariny

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setembro 06, 2005

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Afixado por Gibel às 20:53 | Afixadelas (4)

Isto não está bom

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06 SET 05 - AOFA convida Oficiais a Opção por uma 2ª refeição - almoço de tipo frugal para que seja possível proceder à análise das medidas aprovadas, num espírito de disponibilidade para a Privação em prol dos Valores da Condição Militar que defendemos.

13SET05, Terça-feira , MANIFESTAÇÃO DE MILITARES (à civil) e da familia militar, em Defesa da Condição Militar. Concentração no Maquês de Pombal pelas 18h30.

E eu sei que os militares têm razão: por que razão não adoptou o Governo para a situação dos militares e relativamente às medidas anunciadas, um periodo de transição até 2009, como parece querer fazer para os detentores de cargos políticos, ou mesmo até 2013, como igualmente vai dizendo que fará para os autarcas e membros dos Governos Regionais?!

A razão é muito simples: o governo só recua para contentar e satisfazer os interesses dos grupos que não estiverem impedidos, pela sua condição institucional, de berrar mais alto, a começar pelos próprios titulares de cargos políticos.

Afixado por Gibel às 19:09 | Afixadelas (4)

O Programa discursado

Sinceramente e sem qualquer má vontade julgava tratar-se de uma blague dos adversários de Carrilho, mas a realidade confirma-o: a cerca de um mês das eleições autárquicas, o programa de Carrilho para um projecto de capitalidade (sic! palavras do próprio) reduz-se a um discurso de apresentação oficial de candidatura com os clichés habituais - humanizar, recentrar, sustentável, valorizar, segurança, solidariedade et al - sublinhados a bold.

Afixado por Gibel às 18:35 | Afixadelas (2)

Sem título

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Afixado por Gibel às 15:56 | Afixadelas (3)

Bela

A homenagem pessoal feita pela Catarina a New Orleans.

Afixado por Gibel às 12:41 | Afixadelas (1)

Carrilho Imbatível


"A experiência democrática é importante" [Eu até sou de esquerda!]

Ainda assim e por outro lado,

"Eu acredito na matemática, acredito na estatística!"

De tal forma que,

"Os indicadores são uma antecipação da vontade dos cidadãos"

Donde, forçosamente e olhem como se desenha um círculo (!),

"Os votos são antecipados também pelos indicadores."

Programa, qual programa?!

"Nós temos muitas ideias!" [Ainda agora regressei de Barcelona cheio delas!]

Mas Dr. Sá Fernandes, o Sr. devia ter vergonha e se calhar até pedir desculpa em público! Com efeito, [esta é que o adversário não esperava!]

"O Sr. nunca geriu uma instituição ou empresa pública!!"

Na mouche! Quem lhe manda viver da advocacia?! [Muito bem apanhada esta, pelo animal político Carrilho: toma a boleia da elevada consideração em que os cidadãos têm os gestores públicos para desqualificar profissionalmente o adversário]

"A advocacia é isso. Viver de problemas!" [Que mau!]

Sá Fernandes está nitidamente encostado à parede pela contundência épica do argumentário de Manuel Maria. Quase tem de pedir desculpa pelo incómodo de nunca ter calhado gerir uma empresa pública. Bem-feito! Quem lhe manda andar à esquerda? Depois sujeita-se a estes impropérios.

"Geri um escritório de advogados. Cada um gere o que tem!"

Pois! Mas não chega.

Afixado por Gibel às 00:35 | Afixadelas (3)

setembro 05, 2005

Passaporte Carrilho

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Debate entre Sá Fernandes e Carrilho na SIC-Notícias.

Eis Carrilho no seu melhor de patego embasbacado pelas metrópoles habituais da civilizada e doce Europa, sanctum-sanctorum de um certo cosmopolitismo demodé. Já Eça e Fernando Pessoa descreviam este traço bem vulgar do pior do provincianismo Português travestido de cosmopolitismo para impressionar papalvos.

"Em Madrid há..."

"Em Paris têm..."

"Em Barcelona fazem..."

"As grandes Câmaras do mundo..."

"Para uma cidade como Barcelona..."

"Em que capital da Europa se vêem carros estacionados nos passeios?..."

barcelona 3.jpg


"O Sr. fala muito mas há falta de mundo. Olhar para Barcelona. Olhar para Paris..."

Também poderia ter falado em Buenos Aires, Bombaim, Beirute ou Montréal, mas acho que estes destinos não constam da "Cartilha" nem oferecem pontos/milhas no cartão da TAP.

Vá lá, no final sempre tinha ido também ao Intendente - nem tão mal! -onde terá descoberto pessoas que anseiam por câmaras de video-vigilância, assim-comássim, as câmaras-em-mira-da-faca-na-liga da TVI nem sempre podem estar em todo o lado, sempre se vão aviando com outras.


Afixado por Gibel às 23:42 | Afixadelas (6)

Coisas mais ou menos complicadas

Bom Dia!


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Depois conto a história deste Kouros.

Afixado por Gibel às 10:18 | Afixadelas (4)

Eu até acho, assim como quem não quer a coisa, uma certa piada ...

...à sede de protagonismo no palco mediático do afixe de um certo aphixador que agora até muda o nick em vigôr há atrasado para outro começado pela letra "C" só para surgir em destaque no roll-on da página. Mas escusava de ficar em terceiro, poderia até ter sido mais audaz e optar por "Acácio", "Abu-Bakr", "Absalão" ou "Alegrete (Marquês de)" e sempre ficaria com a senha 01 na fila de atendimento ao público.

Afixado por Gibel às 01:21

MARQUES MENDES NÃO PODIA ESTAR MAIS CERTO

Se digitarem como termos de pesquisa no google as expressões Portugal independente não surgirá como resultado nenhum link para uma página sobre Aljubarrota, Nossa Senhora da Conceição ou Manuel Monteiro. Aparece justamente TVI e SIC online. Coragem Marques Mendes!

Afixado por Gibel às 01:08 | Afixadelas (3)

setembro 01, 2005

A Ler

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A entrevista de Salman Rushdie, na edição de Agosto da revista Reason.


Rushdie: The idea of universal rights—the idea of rights that are universal to all people because they correspond to our natures as human beings, not to where we live or what our cultural background is—is an incredibly important one. This belief is being challenged by apostles of cultural relativism who refuse to accept that such rights exist. If you look at those who employ this idea, it turns out to be Robert Mugabe, the leaders of China, the leaders of Singapore, the Taliban, Ayatollah Khomeini. It is a dangerous belief that everything is relative and therefore these people should be allowed to kill because it’s their culture to kill.

I think we live in a bad age for the free speech argument. Many of us have internalized the censorship argument, which is that it is better to shut people up than to let them say things that we don’t like. This is a dangerous slippery slope, because people of good intentions and high principles can see censorship as a way of advancing their cause and not as a terrible mistake. Yet bad ideas don’t cease to exist by not being expressed. They fester and become more powerful.

Afixado por Gibel às 19:51 | Afixadelas (5)

Lendo os comentários de raiva que aqui vão sendo depositados...

Parece que o povo soarista está bastante nervoso. O mais notável é nem sequer perceberem a ironia quando é usada, e merecida pelos erros tácticos que a respectiva campanha está a cometer. Seria bom que não esgotassem os insultos todos. Até porque ainda não viram tudo. Ainda se há-de falar muito dos amigos e apoiantes de Soares e seus interesses. Em suma, da Corte.

Entretanto, não me sai da cabeça, na cerimónia de ontem, a presença e o apoio daquela senhora empresária, representante-tipo da direita anti-cavaco, por acaso ligada a uma empresa há muitos anos em litígio com a Segurança Social por causa de uns milhões de euros que acha que não tem de pagar. Revelador.

Afixado por Gibel às 16:04 | Afixadelas (10)

Temos Rei

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Soares tem, reconheço-o, o brilho próprio das majestades lusitanas: por um lado, coragem física e audácia, categoria e classe, ambição pelo poder e muitos pecados, públicos e privados, por outro lado, amigos frades menores, esposa mui devota e um delfim politicamente indigente.

Afixado por Gibel às 00:23 | Afixadelas (15)

agosto 31, 2005

À porta do Altis

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A UNIÃO FAZ A FORÇA

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Contra o plebeu Cavaco. A Bem da Nação.

Afixado por Gibel às 19:32 | Afixadelas (5)

agosto 11, 2005

PROCURA-SE SENHA PARA REVOLUÇÃO, GOLPE DE ESTADO, PRONUNCIAMENTO, OU QUE QUER QUE SEJA QUE RESTAURE A PÁTRIA OU PELO MENOS ESSA TAL DA ÉTICA REPUBLICANA

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Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Afixado por Gibel às 21:24 | Afixadelas (4)

julho 29, 2005

Em jeito de prefácio a uma posta posterior

A exclusão do Jorge Morais deste blogue merece da minha parte uma posta mais alongada que, até agora, por estar atulhado de trabalho, querer ver se vou de férias e nem sempre ter estado junto da NET nestes dias, ainda não pude escrever. A decisão de excluír o Jorge foi tomada por mim e proposta por mim, tendo merecido o acolhimento do Monty, independentemente de auscultações posteriores. Em breve, apresentarei as minhas razões, pedindo compreensão aos leitores que já estão fartos do assunto. Mas como primeiro responsável por uma decisão, é meu dever moral explicá-la, o que farei.

Afixado por Gibel às 18:30

julho 27, 2005

No fundo, no fundo

Decidir as presidenciais entre os candidatos que nos serão servidos vai ser complicado. Pouco os separa, excluindo a arterioesclerose.

Afixado por Gibel às 14:30 | Afixadelas (6)

Já em exibição

Para quem apreciou o Fahrenheit 9/11, chega-nos agora a versão lusa: o fim da democracia.

Afixado por Gibel às 12:52 | Afixadelas (3)

julho 20, 2005

Classificados - Terapia da Gaguez

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julho 19, 2005

E se a internet se for abaixo?!