janeiro 06, 2006
Tee Jay
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
e depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá....
(Vinicius/Toquinho)
Afixado por Jon às 22:04 | Afixadelas (2)
Tee Jay
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
e depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia em fim
Descolorirá....
(Vinicius/Toquinho)
Afixado por Jon às 22:04 | Afixadelas (2)
dezembro 27, 2005
Crises
No ano passado registaram-se 23 mil e 348 divórcios em Portugal, mais 530 do que em 2004. E se os divórcios aumentaram, os casamentos oficiais diminuiram. Dar o nó de papel passado começa a ser cada vez menos uma opção. Os números do INE revelam uma queda de 8,5 por cento nos casamentos. Em 2003 foram registados 53 mil e 735 casamentos. Em 2004, esse número desceu para os 49 mil e 178, menos quatro mil e 557 casamentos.
Mas que valente surpresa...Imagino que, tal como a mim, o embate da novidade, vos tenha projectado até junto da fronteira da catalepsia.
Temos aqui, motivos ponderosos para suscitar uma reflexão profunda a nível nacional.
Não hesitámos em desperdiçar quilómetros de papel a analisar a disfuncionalidade da economia e o tamanho do défice e o sistema político-partidário, mas permanecemos há tempo demais sorrindo embasbacados perante a endemia da crise de valores. Basta!
Os resultados deste estudo demonstram inequivocamente a centralidade do fenómeno e a sua influência sobre todas as crises sectoriais em que o país se encontra mergulhado.
É chegada a altura de colocarmos o dedo na ferida. Urge dissecar as causas e o alcance do flagelo que assola uma quantidade assustadora de famílias. Ou antes...que assola a Família Portuguesa.
Não se pretende, com o presente post, de alguma forma, beliscar a integridade de qualquer indivíduo que tenha, em determinada altura da sua vida, tido a coragem de trilhar um caminho consabidamente doloroso e traumatizante, mas tão só, despertar as consciências para a necessidade de encontrar justificações para a realidade que este estudo nos obriga a encarar. Pela polémica que encerra, julgo ser este, o espaço indicado para a sua abordagem.
Não fazia mesmo ideia, que ainda houvesse tanta gente a casar-se.
Afixado por Jon às 22:40 | Afixadelas (5)
dezembro 23, 2005
Personagens natalícias
Véspera da véspera de natal. Acordo e ligo a televisão para ouvir as últimas e vejo que a Câmara Municipal de Lisboa autorizou o nevão. Fixe. Fico a torcer para que doravante desautorizem chuvadas ao fins de semana.
Passam à notícia seguinte e aí está ele, a grande contribuição lusitana para o imaginário natalício. Quais pais natal, quais mensagens de natal, quais doces de natal, quais pirum... Nós temos o Graduado de Natal.
Os natais não seriam a mesma coisa, se por algum motivo que eu nem me atrevo a adivinhar nos víssemos privados do palavroso militar da GNR que anualmente explica aos telespectadores com inquestionável convicção, os malefícios do 3º whiskey sobre a capacidade de conduzir a direito, ou tece relevantes considerações sobre a dificuldade em imobilizar viaturas quando se circula acima dos limites de velocidade, generosamente fixados no 27º artigo do Código Estradal.
Para além de sermos agraciados com dados fundamentais sobre o número de operacionais mobilizados para a missão, e respectiva capacidade de sensibilizar o mais empedernido motorista de pesados de mercadorias, ficamos ainda a saber que em 2005, a criatividade das forças de segurança alvitrou um sonante "Operação Natal/Ano Novo". Muita bem esgalhado!
Por mim falo, mas a mera hipótese de ter a viagem interrompida por uma voluntariosa Brigada, disposta a despachar uma daquelas chazadas intermináveis, aparentemente decoradas com afinco, nos 350 dias do ano em que não existem as tais das operações especiais; levar com o aforismo da condução defensiva; ser alertado para a necessidade de adequar o modus guiandi às condições climatéricas e do piso, ou ainda receber preciosos ensinamentos sobre a indispensável verificação da pressão atmosférica nos pneus sem esquecer o nível do óleo, em discurso XXL, enquanto tentamos perceber se temos que dar ou não uso ao cartão multibanco, são, pelo menos para mim, motivos mais do que suficientes para cumprir cada vírgula do Código.
Bem hajas, Graduado de Natal. Cada intervenção tua vale por meia dúzia de campanhas de prevenção rodoviária.
Afixado por Jon às 18:55 | Afixadelas (4)
dezembro 21, 2005
O Surpresa
Até andei à procura da notícia em vários sites, a ver se arranjava uma foto para colar aqui, mas nicles. Soube pelo telejornal da TVI, e como fiquei em estado de choque, nem liguei muito aos pormenores.
Deve ter sido o município local, Castro Marim, se a memória não me atraiçoa, que ordenou a demolição de alguns daqueles mamarrachos que há por aí aos pontapés nas praias, pomposamente apelidados de bares.
A decisão até é louvável. Fizessem isto em mais sítios, e ir à praia, tornava-se uma experiência bem mais simpática.
Não consigo imaginar um único argumento válido para que não o tivessem mandado abaixo.
Mas...o meu já tão fustigado corazón, fez alta derrapagem, quando assisti hoje, no noticiário, à sua demolição.
O Surpresa era Aquele bar...
O supráise (para os mais íntimos) era o supráise...Passei muita horinha, naquela espelunca. Conheci ali tanta gente. A maior parte não interessava nem ao menino que está quase a celebrar o cumpleaños. Alguns, são ainda amigalhaços.
Durante bastantes anos, nas férias de Verão, era ali que a náite começava. Noite sem café e jeca no Supráise, não era merecedora de tal título.
Tivesse eu mais 5 minutos de vida por cada copo que o Shitface me serviu, ou por cada jogatana de matrecos que lá fiz, e a esperança média de vida nacional disparava imediatamente.
Ali cantei até ficar rouco, ali dancei até cair p'ró chão, ali me ri até me doer cada órgão da minha frágil constituição.
Aprendi ali muuuita coisa. P'raí 99% nunca me serviu absolutamente para nada.
Estive uns anos valentes sem por os pés na Manta Rota. Voltei lá este ano, numa altura menos comercial. Ainda não tinha tirado as malas do carro, quando fui lá beber o medronho da ordem. Despedi-me sem saber. Ainda bem.
Xau Supráise! Foi sempre muito bom!
Afixado por Jon às 22:30 | Afixadelas (3)
dezembro 18, 2005
Falha de segurança no XP
Domingo à tarde. O agravar do stress pré-traumático que caracteriza a véspera do regresso ao trabalho, aliado a mais um brilhante desempenho de Eládio Clímaco que, com a dignidade que lhe granjeou a admiração de todos nós, ataca a apresentação do Natal dos Hospitais é subitamente interrompido por um ataque de riso, que ainda durou uns minutos....
Passo a explicar. No MSN, digo a um amigo para ir espreitar o último post. Passados alguns lols, é me enviado, em retribuição, o clip que se segue.
Até aqui, nada de extravagante. Porém, ao terminar o download do file, o XP solta um daqueles sonoros apitos, e dispara em simultâneo a imagem, (que eu lamentavelmente e por isso me penitencio não gravei), de cujo conteúdo, sobressaía o nome do ficheiro e um preocupante..."Potentially Harmful File" e, acto contínuo, impede o acesso ao mesmo.
Lá inventámos uns truques caseiros para enganar a máquina, e conseguimos terminar a operação.
O file em questão, é este, eu não conhecia, mas imagino que já tenha sido amplamente divulgado por mail.
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Fica provada a popularidade, à escala planetária, do Sr. Presidente. Até a Microsoft já o conhece. Vâo ter é que fazer um update aos security services. Continua a ser possível abrir ficheiros com o Alberto João.
Afixado por Jon às 17:34 | Afixadelas (4)
Need 4 Speed ?
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(Recebido por Mail)
Afixado por Jon às 14:49 | Afixadelas (2)
dezembro 17, 2005
Sentida Ausência !
Madge & M.
Só lá faltavem vocêses! :)*
GORAN BREGOVIC AusenciaAusencia, ausencia
Si asa um tivesse
Pa voa na esse distancia
Si um gazela um fosse
Pa corrê sem nem um canseraAnton ja na bo seio
Um tava ba manchê
E nunca mas ausencia
Ta ser nôs lemaMa sô na pensamento
Um ta viajà sem medo
Nha liberdade um tê'l
E sô na nha sonhoNa nha sonho miéforte
Um tem bô proteçäo
Um tem sô bô carinho
E bô sorrisoAi solidäo tô'me
Sima sol sozim na céu
Sô ta brilhà ma ta cegà
Na sê claräo
Sem sabe pa onde lumia
Pa ondê bai
Ai solidäo é um sinaAusencia, ausencia
Afixado por Jon às 06:15 | Afixadelas (3)
dezembro 06, 2005
Can't rid this
Boa malha! Conseguir cravar três valentes pregos de seguida no Prontuário não é para qualquer um. Ora reparem lá ...
Rider`s Digest elegem somali Ayaan Hirsi Ali Europeia do AnoAs Selecções do Rider`s Digest decidiu distinguir a somali naturalizada holandesa, Ayaan Hirsi Ali, como Europeia do Ano 2006, pela sua luta em prol das mulheres oprimidas do seu país de adopção, a Holanda.
in Diário Digital
Ora portantos pá, portantos...o Rider é melhor nem comentar, é mau demais para ser verdade. Não satisfeito, o autor investe a todo o vapor e abalroa o plural "elegem", com o singular "Digest", para logo em seguida, e demonstrando elevada coerência, dar a estocada final, com um enigmático...As Selecções (acho que ainda é plural) decidiu...
É por estas que eu acho muito bem que se acabem com os exames de português. Cabe na cabeça de alguém, um licenciado ter que saber expressar-se? Francamente!
Afixado por Jon às 14:26 | Afixadelas (15)
dezembro 05, 2005
Presentes para baralhar os avós
Fica bem nesta época, dar palpites sobre sugestões de presentes de natal. Nesse sentido, recomenda-se uma visita aqui.


Advertem-se desde já os potenciais interessados na aquisição destes produtos, que a oferta dos mesmos em noite da consoada é susceptível de provocar reacções psicóticas nos mais velhos, que tenderão a desfiar durante horas, os fascinantes episódios vividos à data em que consumiam artigos como os supra exibidos. Para os que estiverem mais esquecidos ou mais bebidos, podem sempre tentar convencê-los de que estão a celebrar o natal de 1961, e terão assegurada a animação e o convívio inter-geracional na noite da visita do S. Nicolau.
Afixado por Jon às 09:55 | Afixadelas (0)
dezembro 02, 2005
Ai que secaaaaaaaa...
O Porto-Sporting de hoje faz-me lembrar as presidenciais...
Bom resultado, p'ra mim, era perderem todos.
Afixado por Jon às 21:58 | Afixadelas (8)
novembro 29, 2005
Cruxi Afixações - Cruzes e Quadros

Estudei em escolas públicas. Com e sem crucifixos. (doravante cruzes, por razões de economia tecleira)
Para os que não viveram a primeira das experiências, informo que as tais representações de Cristo se localiza(va)m invariavelmente por cima do Quadro. Quando falo em Quadro, não me refiro obviamente ao dos fusíveis, mas ao outro, aquele onde o Mestre transmite o saber, ou a vontade de aprender aos instruendos.
Quadro! Assim com maiúscula! O símbolo das escolas. Tudo o resto varia de um estabelecimento para o outro. Uns têm carteiras, outros mesas, outros devem ter coisas mais modernas, que eu desconheço, Uns têm bancos, outros cadeiras, mas Quadro todas têm.
Não sendo versado em ciências psicológicas, presumo que se isto não tivesse alguma importância, eu nem me lembraria tão nitidamente de tal imagem.
Imagino que o pensamento mais elaborado que, na altura, tive sobre tal simbologia, tenha sido do tipo...
Em baixo, no Quadro, o que é certo, aquilo que temos que saber, o que os nossos paizinhos esperam que aprendamos, a Verdade. Acima dele, a cruz.
De certeza que não tinha sido nenhum aluno a pô-la ali, e a professora também não, coitada. Ela mal chegava aos cantos superiores do Quadro. Aquela cruz fazia parte da escola. E estava por cima do Quadro. Não era por acaso. Acima do saber só Ele.
Esta lengalenga toda, para tentar situar a minha posição relativamente à polémica.
Não.
As escolas não devem ter símbolos religiosos que sejam parte integrante da escola. Não devem, por uma razão de igualdade. Conquistar liberdades à custa da igualdade é esforço inglório e de resultados ruinosos.
Segundo a minha concepção, que salvo melhor opinião é a que está subjacente na Constituição, todos têm que ter as mesmas liberdades, e os mesmos direitos, independemente da Crença (ou falta dela). Não faz sentido falar em liberdade religiosa, se ela não existir para todas as religiões.
Apliquemos ao caso concreto. A opção a não ter símbolos religiosos nas escolas, seria ter símbolos de características dimensionais idênticas, colocados paritariamente, representativos de todas as fés que se encontrassem representadas no universo de alunos (e porque não de professores e corpo auxiliar) desse estabelecimento. Não me parece grande solução. Qualquer outra limitaria necessariamente a igualdade de direitos dos religiosamente minoritários.
Nada do que disse até agora invalida obviamente que as criancinhas expressem das formas que tiverem por convenientes as suas crenças, ou as que lhes foram incutidas. Seja através da indumentária, ou das suas criações artísticas. Tão elementar é o direito de desenhar Pais Natal, ou Budas ou seja o que for, como o de poder recusar fazê-lo.
Também não acho que defender que os tais símbolos sejam retirados da mobília escolar das escolas públicas colida de alguma forma com o direito de cada indivíduo a poder usar cruzes, burkhas, turbantes, de fazer peças de natal, ou do festejar o Hannukah. Basta que não se imponha nada, não se obrigue a nada, e se permita a cada um expressar-se da forma que prefere. E isto serve, obviamente para outros campos que não o religioso.
Isto tudo para dizer que as escolas deviam aprender com os pais do Gibel e limitar-se a proporcionar aos alunos, aquilo de que eles realmente precisam "uma boa biblioteca, autonomia nas decisões, liberdade de espírito".
À escola não cabe direccionar, apenas mostrar os caminhos. E não é isso que acontece quando o Crucifixo está acima do Quadro.
Afixado por Jon às 00:03 | Afixadelas (6)
novembro 25, 2005
O Quinto Beatle
Há uns dias que a imprensa britânica anunciava que estava por um fio. E não passou de hoje.
Apagou-se um dos maiores talentos que alguma vez pisou um relvado de futebol. Respondia pelo nome de Best, George Best - A criança que teimou em não crescer, e que passou pela vida, quase com a mesma velocidade que usou para deixar especados os defesas adversários e em delírio absoluto o público do teatro dos sonhos !
Para aqueles, que como eu, nunca tiveram o prazer de o ver jogar, deixo o relato de quem assistiu de perto à magia do norte-irlandês.
Five minutes into the game, he received the ball wide on the left. Instead of heading towards goal, he turned directly infield, weaved his way past at least three Dutchmen and found his way to Cruyff who was wide right. He took the ball to his opponent, dipped a shoulder twice and slipped it between Cruyff's feet. As he ran round to collect it and run on, he raised his right fist into the air.Only a few of us in the press box knew what this bravado act really meant. Johan Cruyff the best in the world? Are you kidding? Only an idiot would have thought that on this evening.
Pela minha parte...Long live King George ! May you stay forever young.
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Afixado por Jon às 19:40 | Afixadelas (0)
novembro 11, 2005
Não baixamos, não baixamos !
Palpita-me que a descida do PVP das gasolinas e afins, em consequência da alteração do preço do pitróil vai ser ligeiramente, só um nadinha, coisa pouca, um xiribi mais lenta do que foi a subida. E, nem sei explicar muito bem porquê, mas era capaz de apostar que vamos assistir a um fenómeno clínico de perda de reflexos no tal do processo causal de determinação do quanto temos que abonar à rapaziada das bombas, em retribuição pelos abastecimentos do refinado produto.
Como são empresas que sobrevivem com muitas dificuldades, deixo algumas contribuições para o rol de justificações que poderão ser apresentadas quando forem confrontadas com tal disparidade:
1. Seria anti-patriótico privar o Estado das receitas fiscais extra proporcionadas pela alta dos preços;
2. Impreparação da economia portuguesa e seus mercados para um mecanismo de redução de preços (não seria inédito mas quase);
3. Às tantas desatava tudo a andar de carro e a passear e tal, e davam cabo do ambiente;
4. Ah baixou ? Não temos lido as notícias.
5. Inversão das práticas comerciais, passando o sistema a funcionar em contra-ciclo (pelo menos enquanto o pitróil estiver a descer);
6. Vejam lá que por azar tínhamos acabado de repor o stock, mesmo antes de o crude baixar, agora temos que gastar este todo, a preços antigos. Que maçada.
7. Paguem e não chateiem !
8. Então e depois, como é que pagávamos o ordenado ao Fernando Gomes ?
Seja qual for a opção de resposta, não se esqueçam de concluir o diálogo com o sempre agradável, "O Xõr não quer aderir ao cartão dos pontos ?" e têm assegurada a manutenção da confiança que preside à relação com o universo da clientela .
Afixado por Jon às 00:14 | Afixadelas (9)
novembro 04, 2005
Até aqui ?
Diz que anda munto agradável ali prás bandas de Paris da França. As fotos (que são do http://actualite.free.fr) ilustram bem a animação nocturna que se tem vivido de há uma semana a esta parte, pelos arredores da dita povoação. O programa das festas consiste de badaladas animações de rua, destacando-se, pelo empenho demonstrado pelos participantes, o concurso inter-bairros de fogueiras sanjoaninas, sendo as noites habitualmente encerradas com saudáveis competições de pétanque, jogado com calhaus de razoáveis dimensões, à falta de melhor material, servindo os prestáveis agentes de autoridade de alvos preferenciais.

Agora um bocado mais a sério (não é a minha especialidade), se calhar até era uma situação expectável, não conheço a realidade e pouco sei do problema, a não ser as generalidades que se ouvem, mas estas não são o tipo de imagens que se associam àquelas paragens.
Gostava mesmo era que não tivessem fundamento algumas das justificações socio-económicas avançadas de imediato (desemprego, "guetização", etc...), caso contrário, Clichy-sous-Bois, Seine-Saint Denis e outras que tais não vão ser episódios isolados.

Custa a acreditar que isto se passe, em Paris, no ano 2005.
Afixado por Jon às 00:09 | Afixadelas (2)
novembro 03, 2005
Às vezes não é fácil...
... arranjar um comentário cuja imbecilidade se adeque à dimensão da do facto a comentar.
O pior que me ocorreu foi este:
Boa jogada política, era aproveitar e aumentar logo para 60 ou 70. Ficava resolvida de vez, a questão da interrupção voluntária da gravidez.
Afixado por Jon às 01:03 | Afixadelas (9)
novembro 01, 2005
Rankings
O Institute of Higher Education, Shanghai Jiao Tong University elabora anualmente, presumo que com critérios suficientemente rigorosos e objectivos, o ranking mundial académico de universidades. Sem surpresa, lideram o pelotão, as instituições americanas, britânicas, nórdicas, francesas, alemãs e japonesas.
O que deixou o mundo atónito, foi a constatação do que em seguida se vos divulga.
(A violência e imprevisibilidade do conteúdo do próximo parágrafo aconselha que os leitores mais impressionáveis deixem devidamente pronto a ser ingerido, um valente copo de água com açúcar).
Então não é que nas 123 universidades europeias mais bem classificadas não consta nem umazinha portuguesa...o que constitui caso único em toda a Europa ocidental (com excepção daqueles "países" tipo Andorra e San Marino que só servem para chatear nas provas da UEFA).
A princípio ainda pensei que só contassem até Espanha, e que tivessem colocado os templos do saber lusitano no ranking africano. Sucede que, na lista mundial, na quarta linha a contar do fim da penúltima página das vinte que a compõem, lá aparece a Universidade de Lisboa, sendo apresentada, para minha perplexidade, como europeia...
Foi aqui que percebi que se tratava de mais um daqueles estudos encomendados pelo resto do mundo para deixar o tuga mal visto.
Quer dizer, um país que define a educação como prioridade absoluta, que disponibiliza mundos e fundos ao bom funcionamento da máquina escolar superior, que investe convictamente na investigação, que proporciona a docentes, alunos e pessoal auxiliar, condições de trabalho invejáveis, amiúde retribuídas por manifestações de agradecimento promovidas por qualquer dessas classes, e fazem-nos uma destas ?
Só quem não frequenta ou frequentou o ensino superior em Portugal pode acreditar em tamanha falsidade...É por demais evidente o encomendanço da classificação... Os gaijos de Harvard devem estar com falta de freguesia, à conta da auréola de qualidade que envolve o meio académico português, e vai daí, inventa-se um ranking, com o único objectivo de denegrir o produto nacional.
Devem estar à espera que acreditemos que universidades onde fazem testes com cruzinhas valem alguma coisa...
Quanto aos senhores dos ministérios educativos, queiram fazer o favor de nos poupar a relatórios estéreis sobre as razões para a (des)classificação das nossas universidades e mantenham-se ocupados na eterna reforma do sistema de ensino.
A conclusão a tirar deste estudo é só uma, e aliás bem portuguesa. Fomos roubados.
Afixado por Jon às 03:26 | Afixadelas (13)
outubro 27, 2005
E não voltes
Eu, que até sou agnóstico, permito-me um momento de esquecimento e solto um sonoro grássazádeus.
Não é frequente, mas de tempos a tempos, lá aparece uma noticiazeca que nos deixa mais animados. É, pelo menos para mim, o caso da que se segue. Espero sinceramente, que o hóme não se fique pelas promessas, nem se arrependa e daqui a uns meses volte ao activo. Que a Caríntia o guarde, por muitos e bons, de preferência calado e quieto. E os que tiverem saudades, que se juntem a ele e por lá permaneçam. Xau Joerg !
(desde já declino qualquer responsabilidade pelo nível do português que se segue)
Mas desavenças começaram a aparecer no grupo dele depois de o partido ter entrado no governo austríaco em 2000, em uma coalizão com o Partido Popular, conservador, e sob o comando do chanceler Wolfgang Schuessel.
Após uma série de derrotas nas urnas, Haider acabou saindo do Partido da Liberdade. Mas sua aposta na fundação de uma nova legenda parece ter fracassado no domingo, quando a BZOe não conseguiu ingressar no Parlamento austríaco após conquistar apenas 1,1 por cento dos votos.
Afixado por Jon às 02:17 | Afixadelas (5)
outubro 25, 2005
Defesa de Felgueiras acredita que não haverá julgamento
Aquele é o título do artigo no Diário Digital e dá sequência ao decidido pela Relação de Guimarães, que terá considerado nula uma parte substancial da prova que sustenta(va) a acusação.
Ainda de acordo com o referido artigo "Segundo fonte judicial a anulação dos depoimentos e das escutas telefónicas obriga à repetição de toda a fase de instrução do processo, incluindo o debate instrutório."
Retomando a frase que dá título ao post... acho que também todos nós, JÁ SEM ESTRANHAR, acreditamos.

P.S. Foto in Publico.pt. Aceitam-se sugestões de título.
Afixado por Jon às 00:35 | Afixadelas (5)
outubro 20, 2005
O rapaz lá tem ar de se meter nessas coisas !
Contra-análise realiza-se na próxima semana - Abel Xavier negou intenção de se dopar
Mas contra-análise para quê ? A credibilidade conferida pelo gremlin look não é suficiente ?
A mim bastava-me a palavra dele. Se ele nega a intenção, na pior das hipóteses, foi sem querer.
Está-se mesmo a ver que isto não passa de mais uma manobra na estratégia britânica de destruição da imaculada reputação do desportista lusitano. Primeiro o Cristiano, depois o Abel...Ainda deve andar por ali atravessado algum penalty sem luvas. Qualquer dia ainda se lembram de inventar que o Mourinho é arrogante !
Até parece que vamos aos campeonatos do mundo só para bater nos árbitros.
Afixado por Jon às 00:58 | Afixadelas (1)
outubro 16, 2005
Ai disséstes, disséstes...
TREINADOR AVISA ADEPTOS
Co Adriaanse: «Se assobiarem ou mostrarem lenços brancos vou-me embora», in Record, 30-09-2005.
Dragão, flash interview, ontem, enquanto nas bancadas uma numerosa formação espontãnea de acessórios assoantes executava os últimos movimentos da sua coreografia, pergunta o rapazito da Sportv: "So mixtér, what about now, that you mmmm... seen the white mmmm... coisos?" Co não se desmanchou e respondeu assertivo:"I neverrr zaid that".
E ainda dizem que o homem não está adaptado à realidade portuguesa...
Afixado por Jon às 12:47 | Afixadelas (4)
outubro 13, 2005
Bela ideia
Ou eu sei muito pouco de inglês, ou Hi Fly pode ser traduzido por "mosca mocada". Por acaso, parece-me uma excelente jogada.
Em momento de paranóia global aguda nos aerotransportados, seleccionar como imagem de marca, insectos repugnantes esvoaçando sob a influência de substâncias ilícitas de carácter recreativo distorcedoras da percepção e dos sentidos é um passo em frente no mundo das transportadoras aéreas e vai seguramente, fruto da confiança que inspira, proporcionar um afluxo de clientela de dimensões bíblicas. Quem é que vai querer viajar numa entediante "Aerovias" ou "Linhas Aéreas", quando pode por a vidinha (a respectiva e a dos seus mais próximos) nas mãos/patas de uma mosca pedrada ?
Não me lembro de um investimento tão bem planeado. Estou convencido que 2 ou 3 meses após a mudança, os 2 milhoezitos dispendidos estão recuperados e depois será sempre a somar.
Fico curioso para ver o logotipo e o fato das aeromoças.
Há criativos mesmo geniais.
Afixado por Jon às 20:49 | Afixadelas (19)
outubro 09, 2005
Melhor frase da noite (pelo menos até agora)

Foi qualquer coisa tipo... "Entre a Justiça e a Política, hoje em Gondomar, venceu a Política "
Afixado por Jon às 20:58 | Afixadelas (3)
outubro 05, 2005
Por falar em anúncios banidos...
Eu sei que já é velhinho, mas não deixa de ser brilhante.

Afixado por Jon às 16:30 | Afixadelas (1)
outubro 01, 2005
Quem ?!?

Afixado por Jon às 19:59 | Afixadelas (6)
Quem ?!?

Afixado por Jon às 19:59 | Afixadelas (6)
setembro 30, 2005
O país, o país...quer ir ao Haiti

Lembrei-me deste personagem, por causa daquele post selvaticamente cafajeste (kórrôr Gibel !! Shame on U). Achei irónico que a novel governadora daquela coisa que fica entre os States e o Alaska, tenha nascido em Port-au-Prince, tal como o Papa. Não, não é esse, estou a falar do Doc! Depois e por coincidência, na Visão de hoje, podemos apreciar o ar tranquilo, de um qualquer agente militar haitiano, entalando amigavelmente com a sola do botim, o queixo de um malfeitor local contra o vidro da ramona.
Por último, confesso que pensar no Papa Doc me ajuda a recordar, que a nossa classe política ainda não atingiu o fundo do fundo, embora esgravate afincadamente por lá chegar.
Por forma a acelerar tal processo evitando perdas de tempo adicionais, e atendendo a que o princípio parece agradar ao eleitorado nacional, aqui vão algumas sugestões inspiradas na criatividade do tal Papa Doc, aka François Duvalier:
Na parte de roubar descarada e indisfarçadamente tudo e todos, não há muito a ensinar aos nossos edis, passados e/ou futuros. Não obstante, deve ser realçado o patamar de locupletamento indevido atingido pelo cleptocrata Duvalier. Porquê contentarem-se com míseros desvios de fundos europeus de desenvolvimento regional para aquisição de praticantes de futebol de origem misteriosa, ou insignificantes concessões de pequenos privilégios aos diligentes industriais que gentilmente sustentam o vosso processo de candidatura ? Ok, concedo que tornar o vosso município, o mais pobre da metade ocidental do planeta, como Duvalier fez ao seu país é capaz de ser pedir demasiado, mas há que subir a fasquia. Quanto à técnica, os tugó-autarcas já dominam o método: utilização de conta bancária helvética de um familiar próximo.
O ponto onde ainda é longa a distância a percorrer por vós, ó dirigentes locais portugas é o das forças para-militares apoiantes. Dá vontade de rir a insipiência das inofensivas milícias, que por cá vamos tendo à escala local, encarregues de animadas recepções a inimigos políticos, comparada com os Tonton Macoute, (nome de espírito "maligno" da religião (?) voodoo), rapaziada reunida por Duvalier para tratar da saúde a todos aqueles que irritassem ou pudessem vir a aborrecer o Sr. Ditador.

O impacto do aparecimento em público é outra das características em que os presidentes municipais e aspirantes a, cá do burgo, necessitam de reciclagem urgente. Papa Doc conquistava pelo medo, a analfabeta população local, trajando à Baron Samedi (Deus dos mortos do voodoo). A Fatinha procurou seguir a tendência, com o mítico Felgueiras hair-style com armação, e que terá sido determinante em anteriores conquistas do poder, mas inflectiu recentemente a estratégia, o que aparentemente, não lhe retirou apoio popular.
Apesar das lacunas apontadas ao panorama nacional, a perspectiva é optimista quanto ao sucesso da caminhada rumo à Duvalieriziação. Para efeitos de conquista de poder, talvez o post seja tardio, atenta a proximidade do dia de ir à urna, mas se no próximo fim-de-semana se confirmarem as desgraças anunciadas, não estranhem se sentirem ranger a placa continental, é só o agravar do movimento tectónico em direcção ao Haiti de Papa Doc.
Afixado por Jon às 01:27 | Afixadelas (2)
setembro 24, 2005
Vou só à net fazer 1 achado arqueológico e já venho.
"Já agora deixa lá ver se consigo ver a minha casa nesta coisa". É a reacção mais comum, quando se experimenta o Google Earth pela primeira vez. Luca Mori não foi excepção. Depois de ver a sua terreola - Salorno (passa-se Parma e corta-se à esquerda), decidiu bisbilhotar os terrenos ali perto e terá ficado intrigado com algumas irregularidades nos batatais da vizinhança. Daí a descobrir que a mancha em forma de olho e os traços rectos da imagem evidenciavam uma antiga vila romana foi um pulinho.

A história é contada na BBC News e segundo o blog do tal Luca, nem sequer é muito precisa, pois como utiliza Mac, só tem acesso ao Google Maps, o que não o impediu de se tornar no pioneiro da cyber-arqueologia para amadores.
Para além da piada que achei às circunstâncias do achado, gostei especialmente da conclusão do seu autor: "Altre scoperte e curiosità sono all’orizzonte con la collaborazione e parteciapzione di persone da tutto il pianeta. Una concreta dimostrazione di come Internet annulli le distanze geografiche e culturali nel mondo..."
Afixado por Jon às 12:37 | Afixadelas (1)
setembro 20, 2005
What the hell was that ?
A minha apurada técnica de domínio do telecomando tinha-me permitido ignorar, até agora, as tão propaladas estreias televisivas que, ao que consegui apurar, incluem reality shows com personagens famosas por terem participado em reality shows e sua inserção e ascenção na hierarquia militar e ainda equipas que zelam pelo efeminamento de, até então, humildes representantes daqueles que aparentemente em minoria ainda acham piada ao sexo oposto.
Talvez distraído pelo emocionante rescaldo da deslocação da lagartagem à Choupana, falho uma arriscada passagem de canal, esbarrando violentamente naquela jóia que urge preservar das garras dos castelhanos, de seu nome TVI. Num cenário sobriamente alaranjado, evoluía perante as câmaras uma senhora que, naquele tom de voz tipo Tempo dos Mais Novos ou Brinca Brincando, didacticamente esclarecia a audiência sobre a ausência de consequências da masturbação sobre as erupções cutâneas, vulgo borbulhas, ou relativamente aos 1001 métodos a que a desconsolada entrevistada poderia recorrer para fazer engrandecer (no sentido literal) o órgão reprodutor do seu pouco confiante companheiro.
A coisa não ficava por aqui, e passava ainda por úteis sugestões de artigos de carácter recreativo, cuja aquisição é possível em qualquer sex-shop de nível mediano; qual a melhor técnica de estimulo oral dos(as) parceiros(as), ou outras indicações igualmente susceptíveis de dinamizar os tempos livres dos espectadores, tudo com ilustrações gráficas e explicações detalhadas, não vá o interessado público cometer alguma imprecisão no momento de levar à prática tão preciosos ensinamentos.
Desde as pormenorizadas dissertações do Eng.º Sousa Veloso sobre o escaravelho da batateira, ou dos directos costeiros protagonizados por Luís Pereira de Sousa que o país não assistia a uma rubrica tão enriquecedora da sua consciência colectiva. Como garante da seriedade da coisa, a TVI divulga no seu site que a senhora apresentadora, a Dra. Marta Crawford, é licenciada em Psicologia - Área de Clínica, pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), concluída em 1996 e pos-graduada em Sexologia Clínica pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Terapeuta Sexual acreditada pela Sociedade Portuguesa de Sexologia Clínica e Terapeuta Familiar e Sistémica acreditada pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar.
É esta a nova dimensão do serviço público. Imagino que esta noite uma Tsunami de prazer venha a assolar o território nacional. Não estranhem se amanhã o vosso chefe não iniciar o dia aos berros, ou o motorista do vosso transporte público não executar aquelas travagens manhosas, habitualmente usadas para ver se os passageiros estão bem acordados, agradeçam antes à TVI.
Não sei porquê, nem sequer vem a propósito, mas achei que a melhor maneira de concluir seria citando, Claude Chabol quando se lembrou de dizer que:" A estupidez é muito mais fascinante que a inteligência. A inteligência tem os seus limites, a estupidez não”.
Afixado por Jon às 02:59 | Afixadelas (13)
setembro 09, 2005
Dótôr Abelino, és um sienhôr !!

O autarca nega todas as acusações de que é alvo!
Se fosse escrever tudo o que me apetece relativamente a esta personagem entupia o Blog, e depois era uma chatice pra arranjar um net-canalizador. Encontrar um dos " normais" já é a trabalheira que sabemos, por isso vou-me limitar a 2 ou 3 curtas considerações.
Em primeiro lugar, cumpre expôr a vergonhosa manobra de assassinato político à ilustre candidatura do senhor à edilidade são gonçaleira. Quando lobbies criminosos conseguem perverter o processo de impressão de cartazes eleitoralisticó-propagandeiros de políticos sérios, bem podemos fazer como o CP e abalar prá terra dos bacalhaus. Felizmente a diligente população amarantina tem paulatinamente reposto toda a verdade, com a inclusão do G à esquerda do slogan adulterado. Aliás, "Amar Amarante" fazia um sentido do caraças....Vândalos !!
Queria ainda chamar a vossa atenção para a passagem do artigo onde o imaculado Avelino corajosamente denuncia a actividade exportadora de Prostituiçao para o Brasil, por parte daqueles que venenosamente o tentam associar a situações menos transparentes. Ah pois é, agora finjam que não sabiam! O gangue de malfeitores encabeçado pelo tal Garcia está perfeitamente identificado, e é por certo o mesmo que inunda a Colômbia de Coca e despacha operários da construção civil prá Moldávia e FSRs adjacentes ou as areias de Castelo de Paiva prá Líbia e Mauritânia.
Com esta revelação, a projectada remessa do leito contaminado do Trancão pra N.Orleans é capaz de ficar em águas de palmeta. (repetir "bacalhau" ia dar um ar quimbarreirístico ao post e o estimado publicozinho não ia querer uma coisa dessas).
Força Avelino não deslargues o archote da honestidade com que iluminas o Alto Tâmega em geral e o universo em particular, a humanidade precisa é de mais gaijos como tu. És mesmo impecábél !!
Afixado por Jon às 21:50 | Afixadelas (10)
setembro 02, 2005
Se todas as guerras fossem assim
Nunca desbundei, mas por acaso tenho pena.
Como o ambiente anda pesado, achei que não era má ideia postar sobre um acontecimento totalmente improdutivo, infantil, irracional, inútil, incongruente, inconsequente, imaturo e mais uma data de coisas começadas por i. Não, não vou falar do jet-séven nem das presidenciais !
Foi no passado 31, em Buñol, tendo a intensidade dos combates implicado o dispêndio de cerca de 130 toneladas de munição. Quase 40 mil soldados, em versão todos contra todos, com um desígnio comum, divertirem-se até caírem pró lado.
Tal como a do Solnado, esta guerra tem hora marcada (parece que começa às 11h) e acaba quando é lançado o fogo de artifício. Não creio que tenha mais alguma regra e não consta que se tenham registado feridos ou sinistrados de qualquer espécie.

Atento o tom quase raivoso de vários comentários que ultimamente tenho lido por aqui, recomendo vivamente uma excursão à Tomatina. Nem é longe, ninguem ia estranhar a acidez local e na pior das hipóteses seria uma bela duma terapia colectiva.

Já que me referi ao Solnado, aproveito a deixa e sugiro-vos que "Façam o favor de ser felizes".

Afixado por Jon às 02:41 | Afixadelas (6)
agosto 30, 2005
Só cá faltava este
Coitado do Veiga. Tanto trabalhinho para arranjar um jogadorzeco a ver se os sócios param de o arreliar a ele e ao Treinador, e na mesma data o Afixe fecha a contratação do promissor e acutilante Jon. Ah Veiguita, lá se foi o protagonismo (se quiserem acentuar o 1º "o" à Jaime Gama, estão à vontade). Em comparação com o autor destas sábias palavras, o Karakoiso é lá transferência que se mostre!
Acho que é da praxe haver apresentação e tudo e tudo....eu sou o Jon, e até ver é informação mais do que suficiente a meu respeito.
Vinha eu cheio de ganas de fazer 1 entrada elefantesca a partir a porcelaninha toda e deparo com um cenário escaqueirado, que faz a passagem do (da ?) Katrina em Biloxi parecer 1 sopradela de pita nas velas do bolo no seu sweet sixteen... (cocktail de parábola e aliteração, que é mesmo só pra verem o domínio das figuras estilísticas). Nem dá vontade de maltratar ninguem. Adiante !!
Parece que a partir de agora é suposto eu ter muitas opiniões controversas e mandar bitaites pertinentes à propósito de tudo e todos. Bem podem encostar essas peidolas à cadeira e esperar sentados. (Ler blogs em pé também é um bocado estúpido). Não esperem grande produtividade nem Eurekas virtuais, que daqui não deve sair nada de jeito e é da maneira que ninguem fica decepcionado.
Atendendo a que o clima por aqui aparenta não estar para grandes graças, dou por terminada a minha primeira vez, com a convicção de ter contribuido significativamente para o apaziguamento da inquietude que em tão delicado momento corrói a confiança dos nossos fregueses na manutenção do nível a que o Afixe a todos habituou. Comigo a aphixar, é certinho que isto não dura muito tempo.
Só mesmo para acabar e sem me querer alimentar desavenças alheias, aquela de expulsar o Monty era capaz de não ser má ideia...
Afixado por Jon às 22:51 | Afixadelas (3)
