julho 25, 2005
Post de segunda
Chamei a este post "de segunda" por vários motivos:
- é segunda-feira;
- não permite comentários;
- é sobre um assunto que eu considero secundário, apesar de já me ter tirado o sono algumas vezes.
Quem me conhece pessoalmente sabe que não sou pessoa de me chatear nem sequer de procurar conflitos. Sabe também que jamais insultei quem quer que fosse.
A blogosfera tem algumas coisa que eu considero excelentes. A oportunidade de se debaterem ideias, de se dar livre expressão à escrita, de fazer chegar a outras pessoas textos que cairiam no esquecimento. Tem ainda, como bónus, a possibilidade de se conhecerem as pessoas que escrevem esses textos, caso haja um interesse comum.
Por outro lado, tem o seu lado negro, o das discussões exacerbadas, dos mal entendidos e da propagação de ideias e ideais que vão contra os princípios em que se baseia a nossa sociedade.
Quando a 2 de Novembro de 2003 me iniciei na blogosfera, usei o meu nome real, em vez de um nickname. Não tenho nada contra quem usa um nickname, percebo que muitas vezes é uma forma de protecção contra a quantidade de "tarados" que por aí circulam. Mas eu assumi o meu nome nos meus textos, o que me faz ficar mais exposto perante o lado negro da blogosfera.
A verdade é que só depois de ano e meio a blogar, tive o primeiro conflito sério. E a verdade é que ainda hoje me custa a crer que tivesse acontecido. Depois veio outro, e mais outro, e mais outro...
Perante estas situações, tive sempre o mesmo comportamento. Tentar resolver as coisas fora da blogosfera, usando o e-mail pessoal, e desvalorizar o assunto. Isto porque, na minha perspectiva, se via claramente que se tratou de excessos que se teriam resolvido na hora, caso estivéssemos num café e não na blogosfera.
A verdade é que na blogosfera falta aquilo que existe na vida real: os olhos, o tom da voz, toda a linguagem gestual. Por isso, sempre considerei, pelo menos nos meus blogs, que é sempre necessário pensar no que a outra pessoa escreveu de forma relativa, sem tirar conclusões precipitadas. E responder também de acordo com o conhecimento que se tem da pessoa.
Além disso, é preciso não esquecer que quando não se quer que um post seja comentado basta fazer o que eu fiz com este, não permitir comentários.
Uma das coisas que não gostei, nos conflitos em que me vi envolvido e que são do conhecimento público (porque houve outros que se conseguiram resolver de forma civilizada através do e-mail pessoal), foi o facto de as pessoas em questão, independentemente da razão que lhes pudesse assistir, se terem esquecido que já me conheciam anteriormente da blogosfera e que tinham o meu e-mail. Além disso, que como eu uso o meu nome verdadeiro e sou facilmente identificável, estou menos protegido perante estas situações. Felizmente, houve excepções.
É claro que sou um ser humano, propenso a falhas, mas também por isso, tenho o cuidado de relativizar o que acontece neste meio. E espero sempre que façam o mesmo comigo. Nunca, em qualquer momento, procurei insultar ou desrespeitar alguém. O que não quer dizer que as pessoas não interpretem dessa forma. Já me disseram que é defeito dos transmontanos, não sabem estar calados. E eu, apesar de já morar na zona do Porto há 11 anos, ainda não larguei (nem sei se algum dia largarei) a minha forma de ser transmontana.
Quando considerei que a interpretação que as pessoas deram às minhas palavras era possível, mesmo que não fosse intenção da minha parte, pedi desculpas publicamente. Nos outros casos, não.
Independentemente de tudo, sempre tive o cuidado de discutir via e-mail a questão. Nuns casos a coisa resolveu-se, noutros continuo aberto ao entendimento, dado que nunca fechei essa porta.
Além disso, tudo o que aconteceu até agora foi apenas entre duas pessoas, e é nesse plano que tem de ser resolvido. A menos que alguma das pessoas tenha passado procuração a outrém ou seja menor de idade, ninguém tem de tomar partido, até porque só conhece a parte pública, não sabe o que foi escrito na correspondência privada. E quando há pedido de desculpas público e essas desculpas são aceites, ainda mais rapidamente todos devem esquecer o sucedido, ou então estamos a cair no plano da mesquinhez que muitas vezes apontamos aos outros.
A verdade é que os conflitos que aconteceram, deram-me a impressão (posso estar errado, sou humano) de terem alguma relação. Quando surge o primeiro problema, fica uma desconfiança, que vai aumentando. E depois, qualquer pequeno fogo transforma-se num incêndio de grandes proporções.
E aqui assumo completamente a minha culpa. Desvalorizei o assunto, não respondi nas mesmas proporções, não contra-ataquei, apenas ignorei publicamente (apesar de ter agido de forma privada). Porquê? Porque considero que já temos problemas na vida que cheguem para andar a transformar este ambiente num campo de batalha. E porque penso que se as pessoas têm memória para as coisas más também devem ter memória para as coisas boas. Eu, pelo menos, sempre coloquei estas acima das outras.
E perguntam todos os que me estão a ler: e o que vais fazer daqui para a frente? E a resposta é: o mesmo, tratar as coisas de forma privada e ignorar no domínio público. E perguntam ainda: então para que é que estás aqui a escrever este texto? E a resposta é: para da próxima saberem por que razão não respondo em público.
Aproveito para lembrar que, se não quiserem que eu comente nos vossos blogs, basta que, em qualquer altura, me enviem uma mensagem a dize-lo claramente. Ignorarei, a partir de agora, qualquer tentativa de me fazer sentir a mais e qualquer castigo temporário (eu só aceito castigos ou dos meus pais ou após um julgamento justo). Além disso, no seguimento do que já escrevi antes, agradecia que fosse por e-mail privado.
Nos meus blogs e textos, continuarei a não impedir ninguém de comentar (exceptuando este texto, e outros comentários abusivos de publicidade e de propagação de princípios que não partilho).
Por isso, depois deste esclarecimento, espero que fiquem todos em paz. O facto de não ter comentários é para isso mesmo: evitar que este post suscite mais guerras, em vez de as acabar de vez. Além disso, o meu endereço de e-mail não mudou. E tenham boas férias, se for tempo delas.
Afixado por Jorge Morais em 12:00 PM | TrackBack
julho 24, 2005
Resoluções do Conselho de Ministros
O governo, preocupado com o que pensam os portugueses sobre assuntos prementes da sociedade, mandou realizar um inquérito a nível nacional. Perante os resultados do mesmo, reuniu o Conselho de Ministros e tomou as seguintes medidas:
1. Mandar construir mais pontes para impedir certas situações de abuso monopolista dos condutores de embarcações.
2. Dada a analogia em numerário que descobriu existir entre uma viagem de barco e um acto sexual, decidiu que pagamento por conta passará também a incidir sobre os profissionais deste ramo, baseado no valor de uma viagem de barco.
3. Dado que, sendo a Joana a única representante do género feminino, conseguiu, mesmo assim, ficar em primeiro lugar, considerar que, em futuros inquéritos, se deve discriminar positivamente a sua participação, devendo o número de elementos do género feminino aumentar para, pelo menos, 40%.
4. Introduzir na educação sexual nas escolas que o casamento para salvar a reputação de uma donzela é errado.
5. Se o TGV e o aeroporto da Ota já estivessem prontos, a Joana não teria de se ter sujeitado a tamanha complicação, pelo que estes dois projectos se revelam de extrema importância para o futuro e evolução social do país.
(Off-the-record: o Freitas do Amaral vai ser a próxima vítima do governo, porque elaborou um parecer a defender que o João é que tinha razão, o que contraria a oposição oficial do governo Primeiro-Ministro povo português.)
Afixado por Jorge Morais em 10:35 PM | Comentários (7) | TrackBack
julho 22, 2005
Inquérito aos leitores
Consideremos 5 personagens: a Joana, o seu namorado João, os amigos Abel e Carlos, e o barqueiro Zé.
A Joana namorava há algum tempo com João, que morava do outro lado da margem de um grande rio, onde não havia nenhuma ponte nas proximidades. Certa noite, Joana queria estar com o namorado, mas a essas horas não havia barcos. Foi ter com o barqueiro Zé, que lhe disse que a levaria se ela fizesse amor com ele. Ela ficou sem saber o que fazer e foi falar com o seu amigo Abel. Este disse-lhe que não queria saber de nada, ela que fizesse o que quisesse e arcasse com as responsabilidades. Joana decide então fazer amor com Zé, que a leva ao outro lado do rio. Chegada à outra margem ela encontra João. Ambos ficam contentes por estarem juntos. Joana resolve contar-lhe a verdade. João, furioso, manda-a embora e diz-lhe que nunca mais a quer ver. Ela volta, triste, e vai falar com o seu amigo Carlos. Este, preocupado com a sua reputação, diz-lhe que, apesar de não a amar, casará com ela.
Assim, peço aos leitores que ordenem as personagens, de modo a colocar no 1.º lugar a personagem que consideram que agiu de forma mais correcta, até ao 5.º lugar, que corresponderá à personagem que agiu de forma mais incorrecta. Não são admitidos empates.
Afixado por Jorge Morais em 03:12 PM | Comentários (26) | TrackBack
Post de segunda...
Segunda-feira é um bom dia para escrever um texto sobre certas coisas que me deixam chateado.
Não, não é um texto de vingança ou contra-ataque, é um texto de esclarecimento.
Porque já me apercebi que se desvalorizarmos certas coisas estamos sujeitos a que se forme uma bola de neve que acaba por nos engolir.
Por um lado é bom, descobre-se a verdadeira natureza de muitas pessoas, por outro lado criam-se situações que ultrapassam em larga medida o que seria razoável.
Entretanto, vou continuar a escrever sobre outras coisas. Sobre este assunto só volto a falar segunda-feira...
Afixado por Jorge Morais em 09:39 AM | Comentários (10) | TrackBack
julho 20, 2005
Et pourquoi pas un post français?
Parce que mon français est trop basique…
Afixado por Jorge Morais em 08:49 PM | Comentários (20) | TrackBack
julho 19, 2005
What about an English post?
I don't know why there aren't almost any posts in English in this Portuguese part of the blogosphere. Maybe it's because we don't feel sufficiently secure writing in a foreign language although we may use it very often. Yes, I know we can make lots of mistakes but what's the big problem? We do that in Portuguese and nobody cares.
In my humble opinion, or shortly, IMHO, it is a problem of vocabulary. We might know basic constructions of the language and how to spell the words the right way. But we do not really know the richness of a language until we read a book in that language.
I don't mean a technical book, which only gives us a specialized part of the language. I also don't mean a sex book where we might learn some terms that might be useful for international contacts but it's too scientific. Sex books have the problem of making sex look boring.
I mean one of the classics, such as my 12th year school book in English class: The Great Gatsby. I looked for some old stuff of mine last time I was in my parents' house. Among them there was this book. A book I've read completely. A book where gay was used without the connotation it has nowadays. A book where each new page has a word that we must look for in a dictionary.
Since then, unfortunately, I only bought technical books. But that book and the lyrics from my favourite songs were my ticket to some of the richness of English language. I will probably buy more books in English soon.
Nowadays I hear and talk in English without making any translation to Portuguese in the middle. I make some mistakes as I do writing but that's a way of learning. If you, dear reader, find any mistake in this text, please let me know. It's a way of learning and improving my English. Anyway, I make mistakes in Portuguese too, what's the big deal?
Afixado por Jorge Morais em 09:32 PM | Comentários (61) | TrackBack
julho 18, 2005
A.F.I.X.E. - o início
Repórter do jornal Afixador: Foi no mês passado descoberta a existência de uma seita ligada ao submundo do crime, ao qual terá estado ligado o empresário Carrascão. O seu nome era A.F.I.X.E., Axembleia de Fieis da Igreja do Xanto Evangelho. Conseguimos chegar à fala com um antigo colaborador, que nos vai ajudar a desvendar os seus mistérios. Boa noite, Sr. Fonte Anónima.
Sr. Fonte Anónima: Boa noite.
RjA: Fale-nos da A.F.I.X.E.
SFA: A A.F.I.X.E. foi uma ideia genial, criada pelo Pastor Alcebíades Ximenes. Ele falava um pouco mal, por causa de um problema no maxilar, mas para disfarçar, dizia que era galego. Daí aquele nome ridículo para a organização. No essencial, ele foi buscar 10 frases a canções portuguesas e fez deles os dez mandamentos ou, como ele gostava de chamar, instruções para a vida.
RjA: Pode falar-nos dessas instruções para a vida?
SFA: A primeira era "Se queres ter maior prazer chama o António.", que ele tirou da canção "Chama o António", do Toy.
RjA: E que é que o nome António tem a ver com isso.
SFA: Bem, tal como os papas, o Pastor Ximenes adoptou o nome António. Era assim que ele engatava as mulheres do culto.
RjA: Muito bem. Já agora pode dizer-nos, resumidamente os outros 9?
SFA: Claro. Vamos por ordem. A segunda era "Zuvi zeva zuvi zeva zuvi zeva novi, zuvi zava zivi zeva novi ah!", da canção "Zuvi Zeva Novi", dos Mler If Dadá. Ele achava que aquela canção era a voz do diabo, cantada de trás para a frente. A terceira era "Uma lady na mesa, uma louca na cama.", da canção "Taras e Manias", do Marco Paulo. Foi a forma que ele arranjou de convencer condessa da Estrela a entrar no culto.
RjA: A condessa da Estrela, a mulher do empresário Carrascão.
SFA: Sim, essa mesma. Durou bastante tempo, até ele aparecer. A quarta, era "Tu não sabes nada de nada.", da canção "Nada de nada", do João Pedro Pais. Era uma forma de tentar manter os fiéis na ignorância. Depois, havia a quinta instrução, que ele citava contando uma parábola, falando das virtudes da boa vizinhança. Era "A bondade da vizinha é coisa doutro mundo, quando não uso a da frente uso a garagem do fundo.", da canção "Garagem da vizinha", do Quim Barreiros. De seguida, vinha a sexta instrução, que ele dizia depois de convencer os fiéis que não devia gostar de dinheiro, de modo a que eles deixassem ficar como esmola. Era "Se houver alguém que não goste, não gaste - deixe ficar...", tirada da "Menina dos olhos de água", do Pedro Barroso.
RjA: Estou a ver que ele tinha uma forma ardilosa de encandear as frases.
SFA: Tudo nele era pensado. Veja a sétima frase: "Nem todo o sapato te serve no pé.", da canção "Cais do Sodré", do Rodrigo.~
RjA: O que significa?
SFA: Que apenas a ele servia a tarefa de guia espiritual da humanidade. Cada um devia calçar o sapato que lhe servia. No caso dos fiéis, era servir e deixar o dinheiro. A sétima frase, "Teu corpo é um rio onde a sede corre.", da canção "Amélia dos olhos doces", do Carlos Mendes, reforçava isso, dizendo que eles não eram capazes de sorver a água dentro deles, de forma a matar a sua própria sede de sabedoria. A nona frase, "Ai que ninguém volta ao que já deixou...", da canção "O Pastor", dos Madredeus, era uma forma de impedir que eles mudassem de ideias e voltassem à sua vida anterior. Finalmente, a última frase, "Novos ricos são má sorte.", da canção "Pronúncia do Norte", dos GNR, era uma forma de dizer aos que tinha enriquecido recentemente, que deviam desfazer-se dela rapidamente, entregando-a ao culto, ou teriam má sorte.
RjA: Estou a ver que tudo estava planeado.
SFA: Tudo. O problema foi mesmo o Carrascão ter tomado o controlo da coisa. É que o Pastor só pensava em mulheres, quando foi a ver estava sem dinheiro.
RjA: E você?
SFA: Eu acabei na miséria. Até o meu T6 em Sintra e o Porsche tive de vender. Como é que um gajo, habituado ao luxo, consegue viver com um milhão de contos? Eu até estava a pensar concorrer a deputado, mas agora acabaram com as reformas vitalícias...
RjA: Bem, foi a entrevista possível, com o Sr. Fonte Anónima. Muito obrigado.
SFA: Obrigado, eu. Pedia-lhe que em vez de passar um único cheque, me passasse cinco, com quantias e datas diferentes.
Afixado por Jorge Morais em 11:00 PM | Comentários (12) | TrackBack
Relembrando - 10 instruções para a vida retiradas de canções portuguesas
Se queres ter maior prazer chama o António.
in Chama o António, Toy
Zuvi zeva zuvi zeva zuvi zeva novi, zuvi zava zivi zeva novi ah!
in Zuvi Zeva Novi, Mler If Dadá
Uma lady na mesa, uma louca na cama.
in Taras e Manias, Marco Paulo
Tu não sabes nada de nada.
in Nada de nada, João Pedro Pais
A bondade da vizinha é coisa doutro mundo, quando não uso a da frente uso a garagem do fundo.
in Garagem da vizinha, Quim Barreiros
Se houver alguém que não goste, não gaste - deixe ficar...
in Menina dos olhos de água, Pedro Barroso
Nem todo o sapato te serve no pé.
in Cais do Sodré, Rodrigo
Teu corpo é um rio onde a sede corre.
in Amélia dos olhos doces, de Carlos Mendes
Ai que ninguém volta ao que já deixou...
in O Pastor, Madredeus
Novos ricos são má sorte.
in Pronúncia do Norte, GNR
IMPORTANTE
Não perca, hoje à noite:
A.F.I.X.E., a organização que esteve na origem da blogonovela.
Afixado por Jorge Morais em 12:40 PM | Comentários (13) | TrackBack
Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas - X
Novos ricos são má sorte.
in Pronúncia do Norte, GNR
P.S. E eu que pensava que má sorte era ser sempre pobre.
Afixado por Jorge Morais em 12:00 AM | Comentários (5) | TrackBack
julho 17, 2005
Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas - IX
Ai que ninguém volta ao que já deixou...
in O Pastor, Madredeus
P.S. Eu sei que é opinião minoritária, mas eu gostava mais dos Madredeus nesta época.
Afixado por Jorge Morais em 06:00 PM | Comentários (12) | TrackBack
Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas - VIII
Teu corpo é um rio onde a sede corre.
in Amélia dos olhos doces, de Carlos Mendes
P.S. Pois, há quem passe a vida a meter água...
Afixado por Jorge Morais em 12:00 PM | Comentários (6) | TrackBack
Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas - VII
Nem todo o sapato te serve no pé.
in Cais do Sodré, Rodrigo
P.S. Quem como eu calça 43, sabe isso.
Afixado por Jorge Morais em 12:00 AM | Comentários (2) | TrackBack
julho 16, 2005
Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas - VI
Se houver alguém que não goste, não gaste - deixe ficar...
in Menina dos olhos de água, Pedro Barroso
P.S. Ou seja, não desperdiçar inutilmente.
P.P.S. Eu adoro esta música...
Afixado por Jorge Morais em 06:00 PM | Comentários (16) | TrackBack
Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas - V
A bondade da vizinha é coisa doutro mundo, quando não uso a da frente uso a garagem do fundo.
in Garagem da vizinha, Quim Barreiros
P.S. Por outras palavras, é bom ter uma boa vizinha com duas garagens para usar.
Afixado por Jorge Morais em 12:00 PM | Comentários (4) | TrackBack
Hoje acordei assim!












Afixado por Jorge Morais em 11:00 AM | Comentários (4) | TrackBack
Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas - IV
Tu não sabes nada de nada.
in Nada de nada, João Pedro Pais
P.S. Isto pode significar que se sabe algo de alguma coisa?
Afixado por Jorge Morais em 12:00 AM | Comentários (2) | TrackBack
julho 15, 2005
Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas - III
Uma lady na mesa, uma louca na cama.
in Taras e Manias, Marco Paulo
P.S. Só não percebi se é em simultâneo...
Afixado por Jorge Morais em 07:00 PM | Comentários (8) | TrackBack
Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas - II
Zuvi zeva zuvi zeva zuvi zeva novi, zuvi zava zivi zeva novi ah!
in Zuvi Zeva Novi, Mler If Dadá
P.S. Esta instrução deve ser seguida várias vezes ao dia.
Afixado por Jorge Morais em 02:00 PM | Comentários (4) | TrackBack
Instruções para a vida retiradas de canções portuguesas - I
Se queres ter maior prazer chama o António.
in Chama o António, Toy
P.S. António é o meu primeiro nome.
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julho 14, 2005
O sentido da vida
Alguns acontecimentos recentes puseram-me a pensar sobre qual o sentido da vida. Talvez não seja alheio a este súbito interesse espiritual o facto de ter revisto recentemente o filme com o mesmo título, dos Monty Python, e ter pensado na semelhança que a minha vida tem tido com uma sequência de "sketches" sem ligação. A tendência dos últimos tempos para os ataques terroristas suicidas também terão influído nesta minha reflexão.
Não tendo eu qualquer prova de uma existência para além da morte, acredito que o sentido da vida só pode ser a busca da felicidade terrena. E essa felicidade pode ser alcançada de várias formas, e nem sempre somos donos da solução milagrosa que nos faz felizes.
Algumas formas de felicidade são superiores a mim. Eu não consigo deixar de estar feliz por as pessoas que amo estarem felizes, mesmo que por dentro não haja mais do que uma sombra de mim. É mais forte do que eu e, em larga medida, é-me quase suficiente.
Por vezes consigo ser completamente feliz, nos dias em que uma estúpida chuva cai de repente em pleno verão e faz emanar da terra um vapor com o seu cheiro, ou quando o sol nasce sobre um chão branco de uma geada matinal ou quando sinto o calor das pessoas que amo junto a mim, dizendo que também me amam.
Tento viver os dias da melhor forma que posso, tentando ser feliz e contribuir para a felicidade geral, sem pensar que posso morrer repentinamente num acidente de viação, na explosão de uma bomba ou de um súbito problema de saúde que os meus excessos de gula provocam.
Fará sentido viver se, no fim, em pó nos vamos transformar? Claro que sim. Viver e ser feliz, de preferência contagiando os outros com a nossa felicidade. E não pensar demasiado no fim, porque dessa forma jamais seremos felizes.
Afixado por Jorge Morais em 09:00 AM | Comentários (12) | TrackBack
julho 11, 2005
Um dia feliz!
Os meus pais estão habitualmente em Chaves e dificilmente podem percorrer os 180 quilómetros que os separam do Porto para visitar os seus dois filhos e a neta.
Para a minha filha, os avós maternos são os que vê todos os dias. Os avós paternos são os avós de longe, que visita algumas vezes, num local onde tem gatos, uma árvore do Peter Pan e uma figueira onde ela gosta de se sentar.
Ontem, foi um dia especial. A minha filha, na ternura dos seus 4 anos, deu o seu primeiro concerto, no Museu do Carro Eléctrico, no Porto, tocando uma música, num órgão, em conjunto com os seus colegas. Na plateia estavam os pais, os quatro avós, quatro tios e uma prima. A festa só terminou depois do jantar, e não se prolongou pela noite dentro porque hoje era dia de trabalho
A minha filha passou um dia feliz. Eu também...
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julho 08, 2005
Chaves em festa

Bem é só para avisar que hoje (e durante o fim de semana) Chaves está em festa. Eu não vou poder ir, mas se forem lá, digam que vão da minha parte...
Mais informação:
Programa de festas (em PDF)
Página da Câmara Municipal de Chaves
Afixado por Jorge Morais em 11:43 PM | Comentários (4) | TrackBack
julho 07, 2005
Sons do silêncio
Faltam-me palavras. Lembrei-me apenas de uma canção que gosto muito, mas que hoje me soa ironicamente cruel.
And the sign said, "The words of the prophets
are written on the subway walls
And tenement halls."
And whispered in the sounds of silence.
Excerto de "The sound of silence", Simon and Garfunkel
Letra de Paul Simon
Afixado por Jorge Morais em 05:47 PM | Comentários (6) | TrackBack
junho 30, 2005
Emídio Guerreiro - o homem que só acreditava num milagre...
7 de Maio de 2004, Quinta da Bonjóia, Porto, Jantar do Encontro Nacional da Sociedade Portuguesa da Matemática (SPM). Orador convidado: Emídio Guerreiro.
A SPM decidiu homenagear Emídio Guerreiro, nomeando-o seu sócio honorário e publicando textos antigos que ele escrevera. Para quem não sabe, e eu acabei por saber muito mais nesse jantar, Emídio Guerreiro foi aluno e depois trabalhou durante 3 meses com Gomes Teixeira, na Universidade do Porto.
Não vou contar a história toda dele, seria bastante comprida. Desde ter sido voluntário na 1ª guerra mundial (mas não ter chegado a ir), ter passado um ano na Universidade de Coimbra (em que não fez nenhuma cadeira, mas foi eleito para a Associação Académica), a sua participação na tentativa de golpe de estado, a sua relação com Gomes Teixeira (que considerava um homem avançado para o seu tempo), a sua propensão para fugir para locais de guerra, de tudo falou.
Mas relembro, de memória, no fim, a sua última história. Não terão sido estas as palavras exactas, mas é como me lembro.
"Eu tenho 104 anos. E já não acredito em milagres."
Parou um pouco, e de repente, começou:
"Mas há um milagre em que acredito: no milagre de Santo António. Vou-vos contar esse milagre.
Estava Santo António no mosteiro e estava muito calor. Por isso, e como eram todos homens, lá foi ele todo nu, com o chapéu na cabeça, refrescar-se à fonte.
Calhou nesse dia estar lá a filha do porteiro a encher o cântaro de água. Santo António colocou imediatamente o chapéu a tapar as vergonhas. Nisto a filha do porteiro pede-lhe ajuda para colocar o cântaro na cabeça. Sempre pronto a ajudar ele tentou faze-lo com uma mão, mas não conseguiu e teve de usar as duas.
Deu-se então o milagre de Santo António: o chapéu não caiu."
Afixado por Jorge Morais em 11:51 PM | Comentários (8)
junho 29, 2005
A. F. I. X. E. - todos os episódios
Já andava há algum tempo para fazer isto, mas tenho-me esquecido. Para quem quiser ler a blogonovela toda sem andar a saltar, pode ler aqui. Entretanto, para a semana há novidades:
"O CASO DA RITA PEIXEIRA QUE NAMORAVA COM O CHICO DO TALHO..."
Episódio 1
José Carrascão é um homem poderoso. Ninguém sabe qual a sua origem, de onde veio. O seu passado obscuro está guardado a sete chaves na sua memória. Em mais um dia de trabalho recebe um telefonema. A sua expressão fica subitamente séria, ouvindo a voz do outro lado.
- Eu sei qual é o seu segredo.
- Não sei do que fala.
- A.F.I.X.E.
- Quem está a falar?
- Não interessa - respondem do outro lado. - Se quiser que ninguém saiba desta história, é melhor vir ter comigo ao Jardim do Príncipe Real às 22 horas, sozinho!
- Mas...
- Vou desligar. Às 22 horas ou esta notícia aparecerá amanhã em todos os jornais! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Aquele riso sinistro, apesar de pouco original, deixou-o preocupado. Como teria ele descoberto o seu segredo tão bem guardado?
Entretanto, na outra extremidade da A1, Dona Elvira vê a filha Rosita preparar as malas para abalar rumo à capital, onde irá procurar emprego. Bem a tentou demover, mas ela é teimosa como o pai que jamais conheceu, e que ela jamais revelou.
Entretanto, de volta à capital, José Carrascão telefona à mulher dizendo que não vai jantar a casa. A secretária, Lola, que entra a tempo de ouvir, fica apreensiva, especialmente quando a notícia não é acompanhada de um convite para jantar e uma noite a dois. Há dois anos que são amantes, e ele não lhe costuma esconder estas coisas. Ele acalma-a com um beijo molhado, pede-lhe que vá buscar um charuto à sua caixa e que feche a porta à chave.
A mulher, Dona Maria Cristina da Cunha Teles Sá e Silva Carrascão, condessa da Estrela, não deixa de pensar:
"Vais sair com aquela sonsa da tua secretária!"
Vai ao bar, e mesmo com a oposição da sua empregada Chiquita, a quem gosta de chamar de criada, consegue pegar numa garrafa de Uísque, que leva para o jardim. Quando Chiquita tenta saber o que se passa, ela conta que o marido vai sair com a secretária.
Chiquita fica furiosa. Afinal ele ainda anda com ela. Logo hoje, que ela pensava usar aquela lingerie sexy que ele lhe oferecera. Como castigo vai usá-la com o Carlos, motorista da casa e seu noivo.
Entretanto, num café da baixa, Rui Vargas, ecologista acérrimo, comenta a impunidade que as empresas do Grupo Carrascão gozam. Afinal, foram eles os causadores da poluição no Rio Trancão. Alguém tinha de os fazer parar.
Por seu lado, Francisco d'Ávila, ilustre advogado da praça, tenta convence-lo a seguir a via legal, pois só assim se faria justiça. Francisco também não gostava de José Carrascão. Para além de advogado, também era árbitro, e como Carrascão estava ligado a um clube de futebol, o Sporting Club Carrascão, não gostava da forma como tratava os árbitros. Apesar de tudo, a casa de alterne que ele lhe tinha indicado não era má de todo.
São 22 horas. José Carrascão espera no local combinado. Um vulto aproxima-se, encapuçado. Retira o capuz. José Carrascão fica boquiaberto:
- Tu?! Não pode ser...
Nesse momento, um objecto cortante trespassa-o de forma fulminante. José Carrascão balbucia algumas palavras imperceptíveis. Depois pára e ganha fôlego para dizer uma última frase audível:
- Procura na estrada velha, na pedra grande.
José Carrascão deixa-se cair, morto. O vulto volta a colocar o capuz e olha em redor, onde não se encontra vivalma. Com uma lata de spray vermelho, escreve: A.F.I.X.E..
Episódio 2
Meia-noite. Chiquita chega a casa pela porta dos fundos. Verifica que a Condessa não se encontra nos seus aposentos. Procura-a incessantemente, mas nada. Pensa que ela deve ter dormido bêbeda em algum canto, como faz várias vezes. Veste a sua lingerie e vai ao quarto de Carlos. Mas ele não está. Chega naquele momento.
- Onde estiveste?
Carlos tenta pensar numa boa desculpa, mas não consegue pensar ao ver o corpo esbelto, semi-nu, de Chiquita. Beija-a de forma arrebatadora e atira-a para a cama. Amam-se ao som do Bolero de Ravel, mas Chiquita não gosta do som da música e desliga-a.
1 da manhã. Lola e Rui Vargas encontram-se. Ela leva uma pasta que lhe entrega. Ele pergunta:
- Ninguém te viu?
- Não te preocupes, tenho tudo controlado.
- Obrigado, mana. Aquele velhaco vai pagá-las.
- Tu toma cuidado, ele não brinca em serviço.
- Eu sei, mas ele há-de pagar tudo o que fez à nossa família.
2 da manhã. Francisco d'Ávila sai de uma casa de alterne afamada da capital, junto com uma mulata voluptuosa chamada Elineuda. Entra no seu BMW descapotável e dirige-se para a sua moradia em Cascais.
3 da manhã. Chiquita volta para o seu quarto. Passa pelos aposentos da Condessa e encontra-a já deitada, vestida e com a garrafa de Uísque tombada ao lado da cama.
4 da manhã. Francisco d'Ávila descobre pelo passaporte que afinal Elineuda se chama Elineu. Mas deixa-se convencer que afinal se tratou apenas de um erro de impressão e que ela não pode mudar o nome por se encontrar em situação ilegal. Francisco acredita e promete resolver o problema de Elineuda.
6 e 15 da manhã. Dona Elvira despede-se de Rosita, que parte no Alfa Pendular rumo a Lisboa. Deu-lhe a maior parte das economias que ainda tinha, aconselhou-a a ter muito cuidado com os homens e as suas promessas vãs e que lhe ligasse todos os dias.
8 da manhã. Dois estudantes rebolam pela relva num beijo contínuo. Vão de encontro a alguém deitado na relva. Ela vira-se para a pessoa e diz:
- Desculpe.
Quando vê o corpo ensanguentado, solta um grito de tal ordem que se ouviu no Largo do Rato. Alguns dos funcionários do PS ainda se alarmaram, mas alguém disse que devia ser um activista do Bloco de Esquerda, a protestar contra a política do governo, e todos esqueceram o assunto.
1 minuto depois das 8, o jovem namorado chama a polícia.
30 minutos depois, chega a polícia. Quando descobrem de quem é o corpo, chamam imediatamente o Inspector Garcia. Em menos de 10 minutos, ele chega, acompanhado do seu fiel assistente, Dinis.
Garcia olha para o corpo. Depois vê o que está escrito: A.F.I.X.E. Os seus olhos arregalam-se imediatamente.
- Não pode ser!
Dinis, perplexo, pergunta o que se passa. Garcia disfarça, e pede a Dinis que obtenha toda a informação possível sobre o corpo. Dinis, em menos de meia hora, traz um relatório oral, que grava no seu PDA:
- Hora da morte: entre as 21:50 e as 22:10. Vítima apanhada de surpresa, de frente. Como não ofereceu qualquer resistência, devia conhecer o assassino. A morte surgiu na sequência de um golpe com um objecto cortante, provavelmente uma faca de cozinha, dado que há vestígios de cebola. A vítima teve morte quase imediata, pode ter resistido durante aproximadamente um minuto. Além disso, deve ter fumado vários Montecristo durante o dia. Deve ter tido relações sexuais durante a tarde, pois tem uma mancha nas boxers. Comeu Porco agri-doce ao jantar e bebeu cerveja chinesa. Depois bebeu um Licor Beirão. Veio a pé até ao local. Antes disso, deve ter estado ajoelhado, talvez a rezar, dado que se encontram as calças roçadas nos joelhos. O assassino era dextro, como se pode ver pelo local do golpe e pela inscrição. A caligrafia está disfarçada.
Garcia fica sempre surpreendido com a rapidez e precisão da análise de Dinis. Sabe que é o único em quem pode confiar. Vasculha os documentos da carteira da vítima. Descobre um cartão que diz:
“Padre Vladimiro
24 horas por dia ao serviço da fé”
- Aqui temos a nossa primeira testemunha…
O Padre Vladimiro não dormiu toda a noite. Ficou preocupado com a visita de José Carrascão na noite anterior. Ele parecia assustado e temendo pela sua vida. E deixara-lhe um segredo enorme em confissão. Como poderia ele conviver com esse segredo? De repente, tocam à porta. Quando abre e vê a polícia, adivinha logo a notícia que o aguarda.
Entretanto, são 9 e 30, Rosita chega a Lisboa, à Estação de Santa Apolónia. Chama um táxi. Tira um cartão que tinha guardado, onde se lia, em letras grandes:
“CARRASCÃO, S. A.”
Entrega ao taxista, dizendo:
- Quero ir para este local, se faz favor.
Episódio 3
- Padre Vladimiro. Sabe dizer-me se este homem esteve aqui ontem à noite? - perguntou o Inspector Garcia, mostrando uma fotografia de José Carrascão.
- Sim, esteve, por volta das 9 da noite. Lembro-me da hora porque estava precisamente a começar a blogonovela das 9. Veio falar comigo e confessar-se. Devo lembrar-lhe que o que me foi dito em confissão não pode ser revelado.
- Este homem foi assassinado ontem à noite, pouco depois de sair daqui. Dentro daquilo que nos pode dizer, há algo que possa ajudar a encontrar o assassino.
- A única coisa que posso dizer é que ele estava assustado, com medo que alguma coisa lhe acontecesse. Pediu também que, caso lhe acontecesse alguma coisa, entregasse pessoalmente esta carta à sua esposa, e é o que pretendo fazer mal acabem com as vossas perguntas.
- Bem, por hoje terminamos. Até à próxima.
- Até à próxima, se Deus quiser.
Ao sair, Garcia diz para Dinis:
- Quero que mandes seguir este padre para qualquer lado que vá.
Entretanto, Rosita chega à recepção da empresa Carrascão.
- Queria falar com Lola Vargas.
- Quem devo anunciar?
- Rosa Maria Vargas.
- É da família?
- Somos primas.
- Um momento.
A recepcionista, após ligar para Lola, indica-lhe o caminho para o seu gabinete. Rosita entre e fecha a porta. Olham um instante uma para a outra. Depois abraçam-se. Finalmente, beijam-se apaixonadamente.
- Estava com saudades tuas - diz Rosita, emocionada.
- Também eu, já lá vão 3 anos. Estás tão bonita.
Os olhos de ambas brilham. Ninguém na família sabia do relacionamento das duas, nem mesmo Rui. Alguém bate à porta. Afastam-se uma da outra e tentam ficar minimamente compostas.
- Entre - diz Lola.
- Lola, ouviste a notícia? - diz a sua amiga e colega de trabalho Clotilde. - O nosso chefe foi assassinado
Lola fica parada, incrédula. Rosita nota algo de estranho na reacção dela. Lola recompõe-se da notícia e pede a Clotilde para se retirar. Depois vira-se para Rosita e diz:
- Agora não podemos tratar da questão do teu emprego, isto vai ficar complicado. Toma a minha morada e a chave da porta. Eu vou lá ter logo que possa. Toma também o número do Rui, fala com ele. Desculpa toda esta confusão, mas ninguém esperava que isto acontecesse.
Rosita sai e vai para casa da prima. Ao mesmo tempo, chegam o Inspector Garcia, e o seu fiel ajudante Dinis. Nesse instante, toca o telemóvel de Dinis. Atende e fica de imediato em estado de choque. Ao desligar, diz a Garcia:
- Assassinaram o Padre Vladimiro. Foi um homem numa motorizada, numa Zundap. Não encontraram a carta, ele deve tê-la roubado.
- Numa Zundap? Roubaram a minha o ano passado. Será que é a mesma?
- Chefe, que vamos fazer?
- Tu vais imediatamente para o local obter mais informações. Eu vou interrogar algumas pessoas aqui na empresa.
Quando Dinis vai a entrar no carro, aparece-lhe uma mulher estranha.
- Posso ler a sua mão?
Dinis, um apaixonado pelas ciências do oculto, acede.
- Ah! Mude de cerveja!
- Mas porquê?
- Vejo algo a cair em cima de si, caso não mude de cerveja.
- OK, não precisa de dizer mais nada.
- Estou a ver um grande mistério na sua vida. Algo que começa por A e termina em E. Não consigo ver mais, é demasiado escuro.
Dinis fica estupefacto com esta revelação. Esta mulher era mesmo poderosa. Pegou numa nota de 5 euros e deu-lhe, não sem antes perguntar:
- Já agora, quem vai ser o campeão nacional de futebol na próxima época?
- O Sporting.
Dinis pensou que afinal talvez ela não fosse assim tão boa adivinha. Afinal, sem o Pedro Barbosa, como é o Sporting ia conseguir ser campeão?
11 da manhã. Francisco d'Ávila liga o rádio no seu carro, para ouvir as notícias. Rui Vargas, na associação ecologista tem o rádio ligado nas notícias. Chiquita e Carlos, na cozinha tomam o pequeno almoço e aproveitam para ouvir as notícias. A condessa, nos seus aposentos, liga a telefonia e escuta atentamente o noticiário:
"11 da manhã no continente e Madeira, 10 horas nos Açores.
O empresário José Carrascão, considerado um dos homens mais ricos do país, foi encontrado sem vida no Jardim do Príncipe Real. Decorrem já investigações para apurar as circunstâncias que envolvem o seu desaparecimento, mas segundo conseguimos apurar, tratou-se de um homicídio perpetrado com um objecto cortante, provavelmente uma faca de cozinha. O empresário tinha 48 anos e era apontado como um possível candidato independente à Câmara Municipal de Lisboa, em ruptura com o actual líder do seu partido."
Episódio 4
"Tininha,
Sei que não fui o marido que te prometi no altar. Não adianta, nesta altura em que provavelmente estarei morto ou desaparecido, dissertar sobre o que terá levado a isso.
O que importa que saibas é que sempre pensei no melhor para nós e para a nossa família. Diz ao João e à Martinha que eu os adoro. E quero que saibas que, independentemente de todas as asneiras que possa ter cometido, sempre te amei.
Se me puderes conceder um último desejo, peço-te que deixes de beber. Os nossos filhos precisam de uma mãe sóbria e capaz de os amparar nestes momentos negros.
Espero que nos encontremos de novo no paraíso,
Zezinho"
- BOLAS!!! Matei eu um padre para quê? Para estas lamechices? Ainda por cima dizem que dá azar matar um padre... O que poderá ser a estrada velha? E a pedra grande? Tenho de descobrir rapidamente. Eu só queria matar aquele desgraçado, por que razão ele tinha de me dizer aquilo?
Entretanto, Garcia vai falar com Lola. Pelo caminho fala com Clotilde que lhe revela várias coisas, nomeadamente, a relação entre Lola e José Carrascão. Quando entra no gabinete de Lola, não pode deixar de reparar no bom gosto de José Carrascão.
- Qual a sua relação com o falecido José Carrascão?
- Era a sua secretária pessoal?
- Isso eu sei. Para além disso.
Lola apercebe-se que Garcia já sabe e muda o tom de voz, mais sensual:
- Estou a ver que já sabe. Sempre ouvi dizer que os homens bonitos são muito perspicazes.
- Hum, pois... - diz Garcia, um pouco engasgado. - Mas eu estou aqui para descobrir algo mais sobre o seu chefe. Sabe se ele tinha inimigos?
- O poder de um homem é proporcional ao número de inimigos que tem. O senhor deve ter muitos inimigos, não?
Garcia começa a ficar um pouco tenso. Lola é uma mulher sensual e bonita, e ele não é de ferro. Tenta manter a calma.
- Pode dizer-me alguns nomes?
- Isso daria para uma longa conversa. Não era melhor falarmos sobre isso ao almoço?
De repente, o telemóvel de Garcia toca. Salvo! É Dinis.
- Uma das testemunhas diz que quando chegou perto do padre, ele não parava de repetir: Rennes-le-Château! Rennes-le-Château! Acho melhor ir a casa dele verificar se conseguimos alguma informação.
- Sim, faz isso. Depois diz-me alguma coisa.
Olha para as horas e pensa que está quase na hora do almoço. Resolve não ceder imediatamente à sugestão de Lola, até porque alguém da empresa poderia vê-los juntos. Combinam encontrar-se num restaurante em Cascais, às 9 e 30 da noite, o que lhe permite ainda ler a blogonovela das 9 antes.
2 da tarde. Na Mansão Carrascão o tempo é de dor. A condessa e todos os empregados a quem ela chama criadagem choram pelo José Carrascão. O irmão da Condessa, o Conde do Rato, veio ajudar nos preparativos do funeral. Ninguém parece conseguir acreditar no que se passa. Entretanto, o Inspector Garcia toca à campainha.
Rosita recebe um telefonema de Lola a dizer que não vai dormir a casa, porque vai tratar de uns relatórios com uma colega, e por isso vai para casa dela. Resolve ligar a Rui e combinam jantar.
Entretanto, Francisco d'Ávila não consegue deixar de pensar em Elineuda. É claro que o nome Elineu lhe continua a ecoar na cabeça. É certo que ela tem uma voz um pouco grave e é bastante alta e bem constituída para uma mulher, mas ele sabe reconhecer uma mulher quando a vê.
Nos Estados Unidos, João e Martinha preparam-se para apanhar o avião para regressar a Portugal. João está a estudar Gestão, Martinha está a estudar para ser actriz.
- Eu ainda não acredito que isto tenha acontecido - diz João. - Ainda há 3 meses estivemos com ele.
- Sim, lembras-te de jantarmos no último dia naquele restaurante na estrada velha?
- Sim, como é que se chamava?
- Pedra Grande.
Episódio 5
Garcia interroga a Condessa e os restantes empregados. Ficou, em particular, atento ao nervosismo expresso pela Condessa, por Chiquita e Carlos. Decidiu que teria de os interrogar novamente. Sabe, entretanto, que o funeral se realiza no dia seguinte, às 15 horas. Em seguida vai ter com Dinis, para saber se ele tem novidades.
Entretanto, Rosita lê uma revista, onde depara com uma reportagem com fotografias de José Carrascão. Repara no pormenor dos lábios, do queixo e dos olhos. Olha-se ao espelho. Tira da carteira uma fotografia da mãe. É muita coincidência. Não pode ser, a sua vontade de encontrar o pai é tanta que está, com toda a certeza, a confundir tudo. E Lola ou Rui já lhe teriam dito alguma coisa.
Entretanto, Dinis revela a Garcia que encontrou um livro, com o título "Do Enigma de Rennes-le-Château ao Priorado de Sião - História de um Mito Moderno", de um tal Bernardo Sanchez da Motta. No interior, tinha uma folha A4 branca, com o seguinte texto:
"Os enigmas são pistas, não revelações.
Não se pode revelar o segredo da confissão, mas ele pode ser encontrado por outras pistas, desde que Deus assim o queira.
Deixo pois este enigma, pois confio que Deus sabe o que faz:
Alimenta-se o corpo e a alma,
Em lugares no tempo perdidos,
Penhascos altos de calma,
Onde os segredos são escondidos."
Garcia percebeu que o Padre Vladimiro lhes deixara um enigma como pista. Tinham de decifrar rapidamente o enigma, antes que mais mortes ocorressem.
Chega a noite. É dia de folga de Elineuda, e Francisco d'Ávila resolve convidá-la para jantar no Restaurante Dom Pepe, em Cascais. Chegam por volta das 9. Pouco depois, vê chegar alguém conhecido. Rui Vargas, acompanhado por Rosita. Juntam-se na mesma mesa, trocando histórias.
9 e meia da noite. Chegam ao mesmo restaurante Lola e o Inspector Garcia. Vão para outro lado, de onde não se avista a primeira mesa. Garcia tenta saber o que se passou. Lola acaba por lhe revelar que João Carrascão ficou tenso desde que recebeu um telefonema naquele dia. Que telefonou depois para casa a dizer que não ia jantar, mas que não lhe disse nada.
- Foi consigo que ele fez amor nesse dia?
- Sim, no escritório. Não acha excitante fazer amor no escritório?
- Sim... Quer dizer, não! Bem, não sei, mas isso não vem ao caso...
Lola conseguia ser extremamente provocadora e deixar Garcia sem saber o que fazer. Não lhe parecia que tivesse alguma coisa a ver com a morte de João Carrascão, mas havia algum segredo que escondia, e isso ele conseguia pressentir.
Entretanto, na outra mesa, Rosita e Elineuda resolvem ir ao quarto de banho. Passam pela mesa onde está Lola. Os olhos de Rosita e Lola cruzam-se. Rosita vê que foi enganada e sai a correr do restaurante. Lola sai atrás dela. Garcia sai atrás de Lola. Elineuda vai avisar Rui Vargas e Francisco d'Ávila, e saem todos atrás dos anteriores. Finalmente, o empregado sai atrás de todos a queixar-se que não pagaram a conta.
Dias seguinte. O sol nasce no horizonte. O movimento começa, já se vê algumas pessoas na rua e já se podem ler os posts da Emiéle. Lisboa ainda está calma, mas essa calma é interrompida por um grito: no Jardim do Príncipe Real, no mesmo local onde tinha sido encontrado João Carrascão, é encontrado o corpo de uma mulher. A polícia verifica a sua documentação: Lola Maria dos Santos Vargas.
Episódio 6
O Inspector Garcia e o seu fiel assistente Dinis, olha para o corpo. Ao lado, está ainda a mesma sigla A.F.I.X.E.. Garcia sente-se culpado da morte de Lola. Na noite anterior, quando saiu do Restaurante, viu Lola obrigar a rapariga que nos tinha visto e fugido dentro do seu carro, e saíram a toda a velocidade. Quando tentou pegar no seu carro foi impedido pelo empregado que o obrigou a pagar a conta.
Entretanto, vira dois carros saírem. O empregado identificou-os como sendo clientes habituais: Rui Vargas e Francisco d'Ávila, sendo a rapariga (se é que era uma rapariga) desconhecida. Garcia tentava lembrar-se de onde é que a conhecia, dado que as suas feições não lhe eram estranhas.
Dinis traz mais uma vez o relatório:
- Hora da morte: entre as 00:50 e as 01:10. Tal como no primeiro caso, vítima apanhada de surpresa, de frente. Como não ofereceu qualquer resistência, também devia conhecer o assassino. A morte surgiu na sequência de um golpe com um objecto cortante, provavelmente uma faca de cozinha, dado que há vestígios de alho. Pela forma como foi dado o golpe e pelo tamanho do mesmo, deve tratar-se do mesmo assassino e da mesma faca. No entanto, a vítima teve morte imediata, o que prova que o assassino está a aprimorar a sua arte. Deve ter comido apenas uns camarões de entrada ao jantar no Restaurante Dom Pepe, em Cascais (só lá é que cozinham os camarões daquela forma). Não foi morta aqui. Foi arrastada até ao local dentro de um saco, por volta das 4 da manhã. Além disso, esteve ontem às 9 e meia da noite a jantar com o Inspector Garcia.
- Como sabe disso? - pergunta Garcia, boquiaberto.
- Estava na agenda dela, e acaba de me confirmar.
- Sim, estava a interrogá-la. Mas é melhor que não se saiba esta parte.
- OK, vou apagar.
- Obrigado, Dinis. Fico-lhe grato.
11 da manhã. A Mansão Carrascão, Martinha protesta com a mãe, como era habitual antes de ir estudar para os Estados Unidos.
- Oh, mãe! Continuas a beber logo pela manhã? Queres aparecer completamente encharcada de álcool no funeral?
- João, meu querido filho. Diga à menina sua irmã que isso não são modos de interpelar a sua mãe. E que só não leva dois tabefes nas suas nobres trombas porque a minha educação superior assim não o permite.
- E eu a pensar que esta casa já tinha deixado de ser um manicómio - desabafa, aos berros, pelo corredor fora.
João fica sempre sem saber o que fazer. Os problemas de bebida da mãe já são crónicos e Martinha é uma jovem revoltada. A mãe nunca lhe perdoou ter decidido estudar para ser actriz. Desde então parecem duas estranhas.
Entretanto, o Inspector Garcia consegue falar com Rui Vargas e com Francisco d'Ávila. Rui Vargas confessa que foi à procura da irmã e da prima, mas que não as encontrou. Francisco d'Ávila confessa que acabou por ir para sua casa com Elineuda. Garcia fica intrigado, não se lembrando de conhecer aquela rapariga como sendo Elineuda. Decide que vai à casa de alterne, nessa noite.
Rosita ainda não sabe que Lola morreu. Descobre que o funeral de José Carrascão é às 3 da tarde. Decide que vai aparecer. Vai a casa mudar de roupa. Verifica que Lola não dormiu em casa, o que a deixa triste.
Na noite anterior, Lola tinha-a obrigado a entrar no carro e tentado convencer que nada daquilo era o que parecia. Quando o carro parou nuns semáforos, Rosita aproveitou para fugir. Acabou por dormir na rua, num canto abrigado de um prédio, até ser expulsa pelos habitantes que saíam para o trabalho.
Entretanto, Garcia recebe uma visita inesperada: Elineuda, aliás, Raimunda Castanheira, agente secreta. Ela resolveu procurar Garcia antes que ele a procurasse na casa de alterne e pusesse em risco o seu disfarce. Andava a investigar as relações entre os árbitros, dirigentes e as casas de alterne. Revelou que Carrascão era dono de algumas casas de alterne, além de ser dirigente de um clube.
Às 3 horas começa o funeral. A família Carrascão e os empregados estão todos presentes. Francisco d'Ávila, amigo de João, está presente. Rosita, escondida a um canto, também aparece. Garcia e Dinis estão também presentes.
Dinis olha para o Conde do Rato e fica preocupado: será que ele vai reconhecer-me sem a maquilhagem e sem as plumas? É que um dos hobbies de Dinis era o transformismo (era um dos melhores a imitar a canção "Dancing Queen" dos Abba) e o Conde era um dos clientes habituais da casa onde ele actuava.
Quando está prestes a começar a missa de corpo presente, o telemóvel de Garcia toca. Embaraçado sai da Igreja. Rui Vargas fora esfaqueado em plena rua. O assassino fugiu, montado na sua Zundap.
Episódio 7
Garcia fica estupefacto com a sede de sangue do assassino. Era já o quarto assassinato. O cortejo chega ao cemitério. Dinis, que fora imediatamente para o local, suspirando de alívio por não ter de ficar próximo do Conde do Rato, liga para o seu telemóvel.
- Alguma coisa importante?
- A hora da morte: por volta das 14:30.
- Daria tempo para vir ao funeral?
- Numa Zundap? Dava tempo para ir ao Porto e voltar...
- OK, veja se há mais alguma coisa a assinalar.
Quem é que podia ter sido, dos presentes? A Condessa, o Conde, o motorista Carlos, a empregada Chiquita, o advogado Francisco d'Ávila? Os filhos, João e Martinha estavam fora de hipótese, estavam longe. Mas ia interrogá-los, podiam saber de alguma coisa.
De repente, repara em Rosita, entre a multidão. Era a rapariga que tinha fugido, ao vê-lo com Lola. Repara como ela é semelhante a José Carrascão. Leva-a consigo, para interrogá-la. Pelo caminho pede a Dinis para investigar os registos de José Carrascão.
Rosita fica em estado de choque quando sabe das 2 mortes. Está outra vez sozinha e continua sem emprego. Conta qual a sua relação com Lola. Falam sobre a sua semelhança com José Carrascão. Entretanto, Dona Elvira, mãe de Rosita, liga a dizer que vem a caminho. Estava preocupada com Rosita, depois da morte dos dois sobrinhos. Garcia sabe que ela deve ter a chave do mistério.
Garcia lembra-se do pormenor de Lola ter apontado o encontro com ele na agenda. Pensa que ela devia registar outras coisas. Pede a Rosita para o levar a casa de Lola. Rosita ajuda-o. No quarto de Lola, Garcia pode ainda sentir o seu perfume. Olha para a mesa de cabeceira e vê um livro: "As ruínas circulares", de João Pedro da Costa. Pega nele e começa a esfolheá-lo. Cai um pequeno papel lá de dentro, com as seguintes anotações:
Rui - documentos do JC/A.F.I.X.E.
Rosita - chega amanhã, como será a reacção, do JC, dela? Será que me vai perdoar?
Francisco - casos antigos do JC, preciso verificar.
Garcia fica aprensivo. Lola sabia da sigla A.F.I.X.E.. Como não tinha ido a casa antes, tinha escrito aquele papel antes da morte. E Francisco, seria Francisco d'Ávila? Sai e vai ter com Dinis, à Mansão Carrascão. Rosita vai esperar a mãe à estação.
A caminho da mansão, Dinis revela a Garcia que José Carrascão não é o verdadeiro nome da vítima. De acordo com os dados, o verdadeiro José Carrascão havia sido preso há 30 anos. As impressões digitais não coincidiam. Verificou-se então que havia um nome que tinha sido dado como morto, há 25 anos, ao qual correspondem as actuais impressões digitais de José Carrascão. O seu nome é José Luís dos Santos Ávila.
Ávila? Seria coincidência? Dos novos interrogatórios conseguem extrair novas informações. Chiquita tinha estado com Rui Vargas, com quem mantinha um caso há algum tempo, assim como com José Carrascão e com Carlos. Este vê-se obrigado a confessar que para além de Chiquita, costumava dormir com a Condessa. A Condessa recusa-se inicialmente a admitir tal hipótese, mas Carlos tem algumas cassetes de vídieo a confirmar.
Garcia já começava a lamentar a sua pouco movimentada vida sexual, quando João e Martinha lhe contam o local onde tinham estado com o pai a jantar no último dia, e que ele lhes tinha dito que voltassem ali, caso lhe acontecesse alguma coisa. Garcia lembrou-se imediatamente do enigma:
"Alimenta-se o corpo e a alma,
Em lugares no tempo perdidos,
Penhascos altos de calma,
Onde os segredos são escondidos".
Estrada Velha, Restaurante Pedra Alta. Estava resolvido o enigma.
- Comentaram isto com mais alguém? - pergunta Garcia.
- Só com o meu amigo, Francisco d'Ávila - responde João.
- Oh, não! Vamos rápido, ou pode ser demasiado tarde.
Garcia e Dinis seguem o carro de João e Martinha. Entretanto, Garcia começa a falar com Dinis.
- Há uma coisa que tens de saber. Eu sei o que quer dizer a sigla A.F.I.X.E.. E está na altura de tu também saberes.
Episódio 8
- Tudo aconteceu no meu primeiro caso sério - continuou Garcia. - Estava eu a investigar as actividades de uma seita religiosa: A.F.I.X.E., Axembleia de Fieis da Igreja do Xanto Evangelho.
- Porque é que se pronuncia dessa forma? - pergunta Dinis.
- Penso que tinha a ver com as origens do fundador. Devia ser galego. O certo é que se pensava que havia fuga aos impostos. Das minhas investigações, concluí que o Pastor Alcebíades Ximenes era homem pouco dado a contas. Gastava tudo em carros e casas de alterne. Havia alguém a gerir as finanças. Mas esse alguém desapareceu, morreu num desastre. Chamava-se José d'Ávila.
- Estou a perceber. José d'Ávila simulou a sua morte, e tomou o lugar do morto.
- Exactamente. Entretanto a A.F.I.X.E. acabou por falir, dado que o Pastor não sabia gerir os dinheiros. Acabou por ser preso e morreu na prisão.
- E o Francisco d'Ávila, será da família?
- Talvez. É demasiada coincidência...
Chegam ao local. Perguntam ao dono do Restaurante se José Carrascão teria deixado alguma coisa guardada. O dono do Restaurante confirma, mas diz que já tinha passado por lá outro agente da polícia a levantar a documentação. Pela descrição, era Francisco d'Ávila. O veículo é que foi uma surpresa, era um Range Rover, carro que não era de Francisco d'Ávila.
- Havia um Range Rover no funeral - diz Garcia. - Não consegui reparar quem o conduzia.
- O Range Rover é meu - diz João. - Fui eu que lhe emprestei, dado que o carro dele estava na oficina.
- Isso foi antes do funeral?
- Sim.
Virando-se para Dinis:
- Uma Zundap cabe num Range Rover. Eu verifiquei os veículos no funeral e não havia nenhuma Zundap, mas ela podia estar dentro do Range Rover. Penso que descobrimos o nosso assassino. Dinis, avise já toda a gente. Francisco d'Ávila tem de ser detido. Peça para avisar a agente Raimunda Castanheira para ter cuidado. Mande colocar protecção na Mansão Carrascão. É preciso proteger a Rosita e a mãe.
Toca o telemóvel. A mãe de Rosita morreu de enfarte, após a filha lhe perguntar se o seu pai era José Carrascão. Garcia conclui que Rosita devia ser mesmo filha de José Carrascão. Se Francisco d'Ávila for realmente filho de José Carrascão, pode querer vingar-se de todos, inclusive da irmã.
Garcia telefona a Raimunda, também conhecida por Elineuda. Conta-lhe o que se passa e pede-lhe que proteja Rosita, escondendo-a na casa de alterne. Entretanto, João e Martinha resolvem que talvez devam levar a mãe para os Estados Unidos. Decidem que vão partir logo que seja possível. Talvez assim ela se livre do vício.
Entretanto a Condessa, no seu leito com o seu motorista, brincava ao "Ambrósio".
- Carlos, apetecia-me algo.
- Calma, senhora Condessa. Eu preciso descansar um pouco.
- Não, o que eu queria era algo bom...
- Mais Uísque, não... Porque é que não bebe antes do vinho da família?
- Está a gozar? Um vinho com um slogan daqueles: "Vinho Carrascão, de manhã até ao serão.". Isso não é digno de uma descendente de D. Afonso Henriques.
- E porque não champanhe?
- Faz mal aos ossos. O médico disse-me para não beber bebidas com gás.
- Tudo bem, mas já bebeu demais. E depois não fica nada bem no filme.
- Mas você continua a filmar os nossos encontros?
- Claro. Eu gosto de relembrar os bons momentos.
A Condessa gosta de ser bajulada por Carlos. Carlos gosta do dinheiro que ganha com a venda de vídeos na Internet. Chiquita só agora descobriu o que se passava e resolveu despedir-se. A conselho de Francisco d'Ávila vai procurar emprego na casa de alterne.
Episódio 9
Garcia pede a Dinis para averiguar a família de Lola e Rui Vargas. A mãe era irmã da mãe de Rosita. Mas o que sabiam eles de José Carrascão? Aquilo que tinha lido no papel, escrito por Lola, mostrava que eles tinham algum motivo.
Dinis volta com boas notícias. Realmente, Jerónimo Vargas era amigo do José Carrascão, aliás, d'Ávila, e participava anonimamente nos seus negócios. Francisco d'Ávila, filho de José d'Ávila, foi criado juntamente com eles. Pensava que o pai tinha morrido. Mas Jerónimo Vargas sabia a verdade e contou-a aos filhos, não a Francisco. Francisco era ajudado tanto por José Carrascão como por Jerónimo Vargas.
Jerónimo Vargas acabou por falecer num acidente em que o seu carro caiu em pleno Rio Trancão. Os filhos pensavam que a culpa devia ser José Carrascão. Este por sua vez, acabou por contratar Lola, como forma de ajudar os filhos do velho amigo. Também o filho Francisco era alvo dos seus cuidados, tendo sido seu advogado até ao dia em que não conseguiu interpor a tempo uma acção em tribunal. A partir daí Francisco nunca mais lhe falou. José Carrascão acabou por se afastar da mãe de Rosita para evitar que alguém fizesse uma associação entre os dois.
Garcia e Dinis pensam onde poderá estar Francisco d'Ávila naquele momento. Decidem procurar na casa de alterne. Nesse momento, Rosita, Chiquita e Elineuda conhecem-se. Decidem jantar juntas, para se conhecerem melhor.
Enquanto Garcia e Dinis esperam, chega o Range Rover, com Francisco d'Ávila a conduzir. Sai para colocar uma carta na entrada da casa de alterne. Quando vê Garcia, desata a fugir. Garcia e Dinis vão atrás dele.
Ementes, na Casa Carrascão, decide-se o futuro. A Condessa vai com os filhos para os Estados Unidos, depois de resolverem os vários assuntos pendentes, como a direcção da empresa. É claro que Carlos vai com eles, pois a Condessa não quer andar a conduzir no meio daquelas cidades americanas enormes. Os papéis que Francisco d'Ávila tinha com ele poderiam ser importantes. Entretanto, Carlos chega com um embrulho, que havia sido deixado por Francisco. Apressam-se a abri-lo.
Elineuda, antes de sair, vê um envelope no chão com o seu nome: "Para a minha amada Elineuda". Abre-a. Lê-a e começa a chorar. Rosita e Chiquita tentam confortá-la. Ela mostra a carta:
"Elineuda,
Quero que saibas que vou deixar de te ver, mas tal facto não tem nada a ver contigo. Infelizmente, vou ter de fugir do país, por causa de sarilhos em que me meti.
Quero, antes de ir, dizer que te amo, e que tu és tudo para mim. Só é pena nunca termos feito amor, pois levaria comigo uma recordação mais forte, mas percebo que te queiras guardar para o casamento. De alguma forma, isso faz-me querer voltar um dia, para consumarmos a nossa paixão.
Francisco"
Francisco d'Ávila continua a fugir a pé. Garcia está em má forma e fica um pouco para trás. Dinis consegue acompanhá-lo. Garcia perde-os de vista. De repente, ouve dois tiros. Dirige-se para o local de onde veio o som. Encontra Dinis, de arma em punho, e Francisco d'Ávila, morto, sobre uma poça de sangue.
Episódio 10
- Dinis, largue a arma! - diz imediatamente Garcia, apontando-lhe a sua.
- Mas, chefe...
- Eu já percebi tudo. E você, Francisco d'Ávila, pode levantar-se.
Francisco d'Ávila permanece imóvel.
- O.K. Vou dar um tiro na perna, para ver se está mesmo morto.
Francisco d'Ávila levanta-se imediatamente. Entretanto, chegam reforços policiais, que prendem Dinis e Francisco d'Ávila. Dinis está perplexo.
- Dinis, se há uma coisa que você não costuma fazer é descurar os pormenores. Achei muito estranho não ter sugerido reforço policial para ir atrás do suposto assassino. Por isso, eu próprio pedi e coloquei um dispositivo de localização em mim, para poder ser sempre acompanhado. A ideia era atrair-me a uma armadilha, eu encontrar o Francisco morto e, de repente, ele levantar-se e matar-me. Depois era só matá-lo, e não havia problemas.
- Mas como descobriu?
- Já falamos, na esquadra.
Entretanto, na Mansão Carrascão, a família abre o embrulho com Carlos. Tratava-se de um embrulho armadilhado, pelo que os quatro tiveram morte imediata. A tragédia abatia-se mais uma vez sobre a família Carrascão.
Na esquadra, descobrem-se os contornos de todo o caso. Tinha sido Francisco d'Ávila o autor material de todos os crimes. Mas quem tinha delineado toda a estratégia tinha sido o seu assistente, Dinis. Falseara pistas, como o enigma do Padre Vladimiro, e passava toda a informação a Francisco d'Ávila, a quem pretendia matar, depois de se desenvencilhar de Garcia. Francisco d'Ávila, por sua vez, não sabia quase nada do mistério A.F.I.X.E., foi sendo manipulado por Dinis, dado que este tinha descoberto que o advogado fugia aos impostos. A encenação da perseguição e da sua morte.
Garcia desconfiou de Francisco d'Ávila quando soube que Elineuda, aliás Raimunda, dormia profundamente, para além de nunca terem dormido juntos, o que permitia a Francisco ter um álibi e sair de casa a tempo de perpetrar o assassino de Lola. Dinis era ambicioso, ambicionava o seu lugar. Mas havia mais alguma coisa.
- Pois é, Dinis. Ou devo dizer, Roberto Panelucci, filho de Giovanni Panelucci? Não achou estranho, quando falei do A.F.I.X.E., falar dos Ávilas, dos Vargas, mas não dos Panelucci? Acha também que eu não ia lembrar-me da semelhança do seu tom de pele moreno e dos olhos verdes com o seu pai? Foi quando íamos pela estrada velha e eu falei sobre o A.F.I.X.E. que fiz a associação. Você faz sempre muitas perguntas sobre casos anteriores. Sobre este, nada. Pensava que eu já estava velho e que era melhor do que eu, que devia ficar com o meu lugar, mas esqueceu-se que eu cheguei aqui pelo meu próprio mérito.
Dois dias depois, o funeral da Condessa e dos filhos, junta toda a realeza europeia, consternada com a sua morte. As fotos são publicadas nas revistas de todo o mundo, no 24 horas e tudo o que é relacionado com o funeral é transmitido, ininterruptamente, em directo durante 48 horas, por todas as televisões, com excepção do segundo canal, que transmite um programa sobre a comercialização do milho transgénico em Portugal.
Passa-se 1 ano.
Garcia é condecorado pelo Presidente da República pelos serviços prestados ao país.
Raimunda muda definitivamente o seu nome para Elineuda, em homenagem a Francisco, e funda um novo culto. Chama-lhe A.F.I.C.S.E. - Assembleia de Fieis da Igreja Cristã do Santo Evangelho. Decide acumular as funções de pastora e de tesoureira, para não acabar como a sua antecessora. Entretanto, começa uma relação séria com o Conde do Rato. Este desconfia um pouco da voz e da compleição física .
Dinis e Francisco ainda aguardam julgamento...
Rosita herda toda a fortuna do seu pai. É ela que coloca de pé as empresas Carrascão. Entretanto, apaixona-se por Chiquita. Depois de um ano de namoro, resolvem finalmente dar o nó em Espanha. O casamento é o acontecimento do ano em Portugal e Espanha, sendo coberto pela Caras e pela Hola.
E as duas viveram felizes para sempre...
FIM
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (4)
junho 24, 2005
Toca a martelar!
Santo António já se acabou,
O São Pedro está-se a acabar,
São João, São João, São João,
Dá cá um balão para eu brincar!
Afixado por Jorge Morais em 12:01 AM | Comentários (3)
junho 23, 2005
É agora...
Não há coisa que me chateie mais do que se estarem a alimentar falsas expectativas e depois não haver nada de concreto...
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (18)
Falta 1 hora...
Afixado por Jorge Morais em 08:00 PM | Comentários (6)
Faltam 2 horas...
Afixado por Jorge Morais em 07:00 PM | Comentários (4)
Faltam 3 horas...
Afixado por Jorge Morais em 06:00 PM | Comentários (2)
junho 22, 2005
Você decide - O pecador, o padre e a Zundap
Vila Nova só o era de nome. As paredes graníticas das casas, a maioria em ruínas, eram um postal da realidade: velha e abandonada. A igreja, rodeada por um largo onde outrora era feita a festa da aldeia, também estava a precisar de obras.
Ao lado da igreja, estava muitas vezes estacionada a velha Zundap do Padre Joaquim, filho da terra. Estava preocupado com o estado da igreja, mas não havia fiéis nem dinheiro para obras.
Havia na aldeia um grande pecador, de seu nome Berto. Era conhecido pela frequência dos piores locais da cidade mais próxima, a 30 quilómetros. Tudo o que ganhava, gastava em pouco tempo.
Um dia, em confissão, Berto contou ao padre que tinha matado um homem, há 20 anos atrás. Não foi descoberto, mas pesava-lhe na consciência. O Padre Joaquim diz-lhe então:
- Sabes aquela Zundap que está lá fora? Tem mais de 20 anos. E ainda hoje anda, apesar da idade. Porque tem sido bem tratada. Tu mataste um homem e tens tratado muito mal de ti. Aos olhos de Deus és uma pessoa a cair aos pedaços.
- Que posso eu fazer para me redimir?
- Faz algo que agrade ao Senhor.
- Diga-me, Senhor Padre, o que quer que seja que eu faço.
- Olha, estás a ver esta igreja? Precisa de obras. Eras capaz de fazer alguma coisa?
- Claro que sim.
A partir desse dia, Berto passou a ocupar os seus tempos livres nas obras da igreja, em vez das boites. Os amigos da cidade estranharam o seu desaparecimento e foram procurá-lo. Não o encontraram, mas encontraram a Zundap do Padre Joaquim desprotegida ao lado da igreja, e decidiram roubá-la.
O Padre Joaquim ficou triste, quando viu que a mota desaparecera e culpou Berto, por muito que ele insistisse que não o tinha feito. Berto ficou triste e voltou a ir à cidade. Os amigos disseram-lhe o que tinham feito. Berto zangou-se com eles e exigiu que devolvessem a Zundap.
No dia seguinte, a Zundap estava outra vez ao lado da igreja. O Padre Joaquim ficou contente. Quando Berto veio para lhe contar o que tinha acontecido, ele não o deixou entrar. Afinal, já tinha a mota e a igreja já estava reparada.
Berto ficou fora de si. Sem contemplações matou o padre e levou a Zundap. No entanto, sentiu remorsos, e acabou por se atirar de uma ponte em cima da Zundap, morrendo afogado.
Conta-se que quem passa ao pé da ponte, à noite, ainda consegue ouvir o som inimitável da Zundap. Um som que embala os amantes nas noites de luar...
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (12)
Atingimos 11110100001001000000 de visitas
Os número em binário têm muito mais impacto, não têm?
Afixado por Jorge Morais em 07:12 PM | Comentários (13)
Isto sim, é um milhão!!!

Afixado por Jorge Morais em 02:00 PM | Comentários (12)
junho 21, 2005
Você decide
No lugar da blogonovela das 9, vai haver hoje e amanhã uma sessão de "você decide".
Assim, hoje vocês escolhem o título da história, amanhã a história sobre o título escolhido é publicada. A votação é feita nos comentários.
Títulos possíveis:
A. A vida secreta de Bernardo Motta.
B. O pecador, o padre e a Zundap.
C. Tudo o que você sempre quis saber sobre o afixe e nunca teve coragem de perguntar.
D. Otorrinolaringologista.
E. Anticonstitucionalissimamente.
F. Ó.
G. ay.
H. Sem som.
I. Ego.
J. Debaixo daquela pipa está uma pita pinga a pipa pia a pita.
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (19)
junho 20, 2005
A. F. I. X. E. - Episódio 10
Episódios anteriores:
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
Episódio 4
Especial 1
Episódio 5
Episódio 6
Episódio 7
Episódio 8
Episódio 9
- Dinis, largue a arma! - diz imediatamente Garcia, apontando-lhe a sua.
- Mas, chefe...
- Eu já percebi tudo. E você, Francisco d'Ávila, pode levantar-se.
Francisco d'Ávila permanece imóvel.
- O.K. Vou dar um tiro na perna, para ver se está mesmo morto.
Francisco d'Ávila levanta-se imediatamente. Entretanto, chegam reforços policiais, que prendem Dinis e Francisco d'Ávila. Dinis está perplexo.
- Dinis, se há uma coisa que você não costuma fazer é descurar os pormenores. Achei muito estranho não ter sugerido reforço policial para ir atrás do suposto assassino. Por isso, eu próprio pedi e coloquei um dispositivo de localização em mim, para poder ser sempre acompanhado. A ideia era atrair-me a uma armadilha, eu encontrar o Francisco morto e, de repente, ele levantar-se e matar-me. Depois era só matá-lo, e não havia problemas.
- Mas como descobriu?
- Já falamos, na esquadra.
Entretanto, na Mansão Carrascão, a família abre o embrulho com Carlos. Tratava-se de um embrulho armadilhado, pelo que os quatro tiveram morte imediata. A tragédia abatia-se mais uma vez sobre a família Carrascão.
Na esquadra, descobrem-se os contornos de todo o caso. Tinha sido Francisco d'Ávila o autor material de todos os crimes. Mas quem tinha delineado toda a estratégia tinha sido o seu assistente, Dinis. Falseara pistas, como o enigma do Padre Vladimiro, e passava toda a informação a Francisco d'Ávila, a quem pretendia matar, depois de se desenvencilhar de Garcia. Francisco d'Ávila, por sua vez, não sabia quase nada do mistério A.F.I.X.E., foi sendo manipulado por Dinis, dado que este tinha descoberto que o advogado fugia aos impostos. A encenação da perseguição e da sua morte.
Garcia desconfiou de Francisco d'Ávila quando soube que Elineuda, aliás Raimunda, dormia profundamente, para além de nunca terem dormido juntos, o que permitia a Francisco ter um álibi e sair de casa a tempo de perpetrar o assassino de Lola. Dinis era ambicioso, ambicionava o seu lugar. Mas havia mais alguma coisa.
- Pois é, Dinis. Ou devo dizer, Roberto Panelucci, filho de Giovanni Panelucci? Não achou estranho, quando falei do A.F.I.X.E., falar dos Ávilas, dos Vargas, mas não dos Panelucci? Acha também que eu não ia lembrar-me da semelhança do seu tom de pele moreno e dos olhos verdes com o seu pai? Foi quando íamos pela estrada velha e eu falei sobre o A.F.I.X.E. que fiz a associação. Você faz sempre muitas perguntas sobre casos anteriores. Sobre este, nada. Pensava que eu já estava velho e que era melhor do que eu, que devia ficar com o meu lugar, mas esqueceu-se que eu cheguei aqui pelo meu próprio mérito.
Dois dias depois, o funeral da Condessa e dos filhos, junta toda a realeza europeia, consternada com a sua morte. As fotos são publicadas nas revistas de todo o mundo, no 24 horas e tudo o que é relacionado com o funeral é transmitido, ininterruptamente, em directo durante 48 horas, por todas as televisões, com excepção do segundo canal, que transmite um programa sobre a comercialização do milho transgénico em Portugal.
Passa-se 1 ano.
Garcia é condecorado pelo Presidente da República pelos serviços prestados ao país.
Raimunda muda definitivamente o seu nome para Elineuda, em homenagem a Francisco, e funda um novo culto. Chama-lhe A.F.I.C.S.E. - Assembleia de Fieis da Igreja Cristã do Santo Evangelho. Decide acumular as funções de pastora e de tesoureira, para não acabar como a sua antecessora. Entretanto, começa uma relação séria com o Conde do Rato. Este desconfia um pouco da voz e da compleição física .
Dinis e Francisco ainda aguardam julgamento...
Rosita herda toda a fortuna do seu pai. É ela que coloca de pé as empresas Carrascão. Entretanto, apaixona-se por Chiquita. Depois de um ano de namoro, resolvem finalmente dar o nó em Espanha. O casamento é o acontecimento do ano em Portugal e Espanha, sendo coberto pela Caras e pela Hola.
E as duas viveram felizes para sempre...
FIM
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (16)
Fim do A.F.I.X.E. em discussão
Está previsto a blogonovela das 9 da noite, A.F.I.X.E., terminar hoje. No entanto, está a haver alguma pressão para que continue. O guionista recusa-se, mas há negociações para encontrar um novo guionista que siga o exemplo da telenovela "Morangos com Açucar": trocar algumas das personagens centrais, fazer mais uns quantos episódios sem nada de relevante e continuar indefinidamente a blogonovela.
Em contrapartida, membros da esquerda e da direita radicais tem feito abaixo-assinados contra a blogonovela. No caso da direita, a sua oposição prende-se com o facto de já ter morrido um padre e de incluir cenas com lésbicas. No caso da esquerda, o facto de ser dada demasiada relevância aos grandes capitais, ao aparecimento de personagens da nobreza e do clero num estado laico e republicano.
Assim, não se sabe o que vai acontecer hoje. A blogonovela está em risco de não ser publicada hoje ou de ser publicado um episódio que não o último. A tensão é enorme, a gerência do Afixe já se reuniu de emergência para procurar a melhor solução para o problema.
Mais notícias serão dadas brevemente...
Afixado por Jorge Morais em 08:00 PM | Comentários (2)
A.F.I.X.E. - não perca hoje o último episódio
Quem é o assassino da faca?
Elineuda/Raimunda será Elineu/Raimundo?
De quem vai ser o casamento (sim, porque uma blogonovela também tem um casamento no último episódio).
Não perca, hoje às 9 da noite...
Afixado por Jorge Morais em 11:42 AM | Comentários (12)
junho 19, 2005
Brumunddal - virar as costas ao racismo
| HÁ ALGUNS ANOS LI UMA HISTÓRIA. FALAVA DE UMA COMUNIDADE NÓRDICA ONDE INCIDENTES RACISTAS ERAM HABITUAIS. CHAMAVA-SE BRUMUNDDAL.
ATÉ QUE UM DIA, NUM COMÍCIO RACISTA, QUASE TODOS VIRARAM AS COSTAS AO ORADOR. O IMPACTO FOI ENORME. OUTRAS TENTATIVAS DE COMÍCIOS NOUTRAS LOCALIDADES ACABARAM POR TER A MESMA RECEPÇÃO. ATÉ QUE OS COMÍCIOS ACABARAM. TENTEI PROCURAR NA INTERNET ESSA HISTÓRIA, DADO QUE SÓ ME LEMBRO DE MEMÓRIA, E NÃO ENCONTREI GRANDE COISA. DEIXO AQUI REFERÊNCIA A UMA PÁGINA ONDE HÁ UMA LEVE REFERÊNCIA AO ASSUNTO E ONDE SE FALA DE OUTRAS ACÇÕES. PODE LER ESSE TEXTO AQUI. |
Afixado por Jorge Morais em 11:19 PM | Comentários (5)
junho 18, 2005
Post Wireless

Pinóquio:
I've got no strings
To hold me down
To make me fret, or make me frown
I had strings
But now I'm free
There are no strings on me
Hi-ho the me-ri-o
That's the only way to go
I want the world to know
Nothing ever worries me
Hi-ho the me-ri-o
I'm as happy as can be
I want the world to know
Nothing ever worries me
I've got no strings
So I have fun
I'm not tied up to anyone
They've got strings
But you can see
There are no strings on me
Marioneta holandesa:
You have no strings
Your arms is free
To love me by the Zuider Zee
Ya, ya, ya
If you would woo
I'd bust my strings for you
Marioneta francesa:
You've got no strings
Comme ci comme ça
Your savoire-faire is ooh la la!
I've got strings
But entre nous
I'd cut my strings for you
Marioneta Russa:
Down where the Volga flows
There's a Russian rendezvous
Where me and Ivan go
But I'd rather go with you, hey!
Afixado por Jorge Morais em 11:05 PM | Comentários (0)
junho 17, 2005
A. F. I. X. E. - Episódio 9
Episódios anteriores:
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
Episódio 4
Especial 1
Episódio 5
Episódio 6
Episódio 7
Episódio 8
Garcia pede a Dinis para averiguar a família de Lola e Rui Vargas. A mãe era irmã da mãe de Rosita. Mas o que sabiam eles de José Carrascão? Aquilo que tinha lido no papel, escrito por Lola, mostrava que eles tinham algum motivo.
Dinis volta com boas notícias. Realmente, Jerónimo Vargas era amigo do José Carrascão, aliás, d'Ávila, e participava anonimamente nos seus negócios. Francisco d'Ávila, filho de José d'Ávila, foi criado juntamente com eles. Pensava que o pai tinha morrido. Mas Jerónimo Vargas sabia a verdade e contou-a aos filhos, não a Francisco. Francisco era ajudado tanto por José Carrascão como por Jerónimo Vargas.
Jerónimo Vargas acabou por falecer num acidente em que o seu carro caiu em pleno Rio Trancão. Os filhos pensavam que a culpa devia ser José Carrascão. Este por sua vez, acabou por contratar Lola, como forma de ajudar os filhos do velho amigo. Também o filho Francisco era alvo dos seus cuidados, tendo sido seu advogado até ao dia em que não conseguiu interpor a tempo uma acção em tribunal. A partir daí Francisco nunca mais lhe falou. José Carrascão acabou por se afastar da mãe de Rosita para evitar que alguém fizesse uma associação entre os dois.
Garcia e Dinis pensam onde poderá estar Francisco d'Ávila naquele momento. Decidem procurar na casa de alterne. Nesse momento, Rosita, Chiquita e Elineuda conhecem-se. Decidem jantar juntas, para se conhecerem melhor.
Enquanto Garcia e Dinis esperam, chega o Range Rover, com Francisco d'Ávila a conduzir. Sai para colocar uma carta na entrada da casa de alterne. Quando vê Garcia, desata a fugir. Garcia e Dinis vão atrás dele.
Ementes, na Casa Carrascão, decide-se o futuro. A Condessa vai com os filhos para os Estados Unidos, depois de resolverem os vários assuntos pendentes, como a direcção da empresa. É claro que Carlos vai com eles, pois a Condessa não quer andar a conduzir no meio daquelas cidades americanas enormes. Os papéis que Francisco d'Ávila tinha com ele poderiam ser importantes. Entretanto, Carlos chega com um embrulho, que havia sido deixado por Francisco. Apressam-se a abri-lo.
Elineuda, antes de sair, vê um envelope no chão com o seu nome: "Para a minha amada Elineuda". Abre-a. Lê-a e começa a chorar. Rosita e Chiquita tentam confortá-la. Ela mostra a carta:
"Elineuda,
Quero que saibas que vou deixar de te ver, mas tal facto não tem nada a ver contigo. Infelizmente, vou ter de fugir do país, por causa de sarilhos em que me meti.
Quero, antes de ir, dizer que te amo, e que tu és tudo para mim. Só é pena nunca termos feito amor, pois levaria comigo uma recordação mais forte, mas percebo que te queiras guardar para o casamento. De alguma forma, isso faz-me querer voltar um dia, para consumarmos a nossa paixão.
Francisco"
Francisco d'Ávila continua a fugir a pé. Garcia está em má forma e fica um pouco para trás. Dinis consegue acompanhá-lo. Garcia perde-os de vista. De repente, ouve dois tiros. Dirige-se para o local de onde veio o som. Encontra Dinis, de arma em punho, e Francisco d'Ávila, morto, sobre uma poça de sangue.
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (6)
URGENTE
Procura-se o guionista da blogonovela das 9 da noite A.F.I.X.E.. Após as negociações de ontem à noite, ficou acordado que ele teria direito à reforma antecipada desde que nos entregasse os restantes episódios.
Foi-nos então entregue um DVD que conteria os restantes episódios. Quando fomos ver o DVD, em vez dos episódios apareceu-nos o filme "Garganta funda - edição especial, sem censura". Depois de vermos e revermos 3 vezes o filme (não fosse haver algum pormenor que nos escapasse), decidimos procurá-lo.
Por telemóvel, ninguém respondia. Fomos a casa dele ninguém atendia. Os vizinhos tinham-no visto a fazer as malas e a sair de casa, dizendo "Até para o ano".
Se alguém souber do seu paradeiro, por favor contacte-nos.
A gerência.
Afixado por Jorge Morais em 03:06 PM | Comentários (6)
junho 16, 2005
A. F. I. X. E. - Episódio 8
Episódios anteriores:
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
Episódio 4
Especial 1
Episódio 5
Episódio 6
Episódio 7
- Tudo aconteceu no meu primeiro caso sério - continuou Garcia. - Estava eu a investigar as actividades de uma seita religiosa: A.F.I.X.E., Axembleia de Fieis da Igreja do Xanto Evangelho.
- Porque é que se pronuncia dessa forma? - pergunta Dinis.
- Penso que tinha a ver com as origens do fundador. Devia ser galego. O certo é que se pensava que havia fuga aos impostos. Das minhas investigações, concluí que o Pastor Alcebíades Ximenes era homem pouco dado a contas. Gastava tudo em carros e casas de alterne. Havia alguém a gerir as finanças. Mas esse alguém desapareceu, morreu num desastre. Chamava-se José d'Ávila.
- Estou a perceber. José d'Ávila simulou a sua morte, e tomou o lugar do morto.
- Exactamente. Entretanto a A.F.I.X.E. acabou por falir, dado que o Pastor não sabia gerir os dinheiros. Acabou por ser preso e morreu na prisão.
- E o Francisco d'Ávila, será da família?
- Talvez. É demasiada coincidência...
Chegam ao local. Perguntam ao dono do Restaurante se José Carrascão teria deixado alguma coisa guardada. O dono do Restaurante confirma, mas diz que já tinha passado por lá outro agente da polícia a levantar a documentação. Pela descrição, era Francisco d'Ávila. O veículo é que foi uma surpresa, era um Range Rover, carro que não era de Francisco d'Ávila.
- Havia um Range Rover no funeral - diz Garcia. - Não consegui reparar quem o conduzia.
- O Range Rover é meu - diz João. - Fui eu que lhe emprestei, dado que o carro dele estava na oficina.
- Isso foi antes do funeral?
- Sim.
Virando-se para Dinis:
- Uma Zundap cabe num Range Rover. Eu verifiquei os veículos no funeral e não havia nenhuma Zundap, mas ela podia estar dentro do Range Rover. Penso que descobrimos o nosso assassino. Dinis, avise já toda a gente. Francisco d'Ávila tem de ser detido. Peça para avisar a agente Raimunda Castanheira para ter cuidado. Mande colocar protecção na Mansão Carrascão. É preciso proteger a Rosita e a mãe.
Toca o telemóvel. A mãe de Rosita morreu de enfarte, após a filha lhe perguntar se o seu pai era José Carrascão. Garcia conclui que Rosita devia ser mesmo filha de José Carrascão. Se Francisco d'Ávila for realmente filho de José Carrascão, pode querer vingar-se de todos, inclusive da irmã.
Garcia telefona a Raimunda, também conhecida por Elineuda. Conta-lhe o que se passa e pede-lhe que proteja Rosita, escondendo-a na casa de alterne. Entretanto, João e Martinha resolvem que talvez devam levar a mãe para os Estados Unidos. Decidem que vão partir logo que seja possível. Talvez assim ela se livre do vício.
Entretanto a Condessa, no seu leito com o seu motorista, brincava ao "Ambrósio".
- Carlos, apetecia-me algo.
- Calma, senhora Condessa. Eu preciso descansar um pouco.
- Não, o que eu queria era algo bom...
- Mais Uísque, não... Porque é que não bebe antes do vinho da família?
- Está a gozar? Um vinho com um slogan daqueles: "Vinho Carrascão, de manhã até ao serão.". Isso não é digno de uma descendente de D. Afonso Henriques.
- E porque não champanhe?
- Faz mal aos ossos. O médico disse-me para não beber bebidas com gás.
- Tudo bem, mas já bebeu demais. E depois não fica nada bem no filme.
- Mas você continua a filmar os nossos encontros?
- Claro. Eu gosto de relembrar os bons momentos.
A Condessa gosta de ser bajulada por Carlos. Carlos gosta do dinheiro que ganha com a venda de vídeos na Internet. Chiquita só agora descobriu o que se passava e resolveu despedir-se. A conselho de Francisco d'Ávila vai procurar emprego na casa de alterne.
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (12)
Negociações avançadas
Depois de todas as ocorrências, o Sindicato dos Guionistas de Blogonovelas e a gerência do afixe estão finalmente sentados à mesa das negociações, prevendo-se que a blogonovela das 9 da noite seja publicada brevemente. Agradecemos a vossa compreensão.
Afixado por Jorge Morais em 08:55 PM | Comentários (0)
Agente especial liberta afixe
Notícia de última hora
Segundo fontes próximas da gerência, o afixe acaba de ser libertado. Uma agente especial conseguiu infiltrar-se entre os terroristas. Mal avistaram os seus lábios carnudos, desataram a fugir. Sim, era ela...
(vá lá, não seja taliban, toque nos lábios, vai ver que não se arrepende...)
Afixado por Jorge Morais em 06:42 PM | Comentários (8)
Greve no A.F.I.X.E.
O guionista da blogonovela das 9 da noite, A.F.I.X.E., entrou em greve hoje. Ainda não conseguimos apurar os motivos que levaram ao início da greve, mas pensa-se que terá a ver com pressões que estão a ser exercidas na sequência do abaixo-assinado que pedia o fim da blogonovela, e por não ter gostado do patrocinador da blogonovela.
A gerência do Afixe disse que tudo não passou de um mal entendido e que logo às 9 da noite o Afixe não ficará em branco. Se não der a blogonovela A.F.I.X.E., teremos o primeiro episódio de uma série cómica com o título "As promessas de Sócrates".
Ficamos então a aguardar pelas 9 horas da noitel, ou pelo A.F.I.X.E. ou por "As promessas de Sócrates".
Afixado por Jorge Morais em 01:00 PM | Comentários (5)
Googlando - parte III
Importa-se de traduzir?
"#0183
“Ĉu vi parolas Esperanton? Não? Então aprende…”
far Georgo Morais, en Tal & Qual (1987.09.04) pĝ.15
Tipo Raporto; Temo esperanto. 1072,5 cm2
La vera aŭtornomo estas Jorge Morais."
Excerto retirado daqui.
Afixado por Jorge Morais em 11:34 AM | Comentários (2)
Googlando - parte II
Citando Mark Twain:
"As notícias acerca da minha morte são um pouco exageradas!"
Ver aqui.
Afixado por Jorge Morais em 11:15 AM | Comentários (6)
Googlando - parte I
Prof. Jorge Morais, Axogun do Ilê Axé Opô Afonjá e Diretor do Insittuto de Saúde da Faculdade Espírita do Paraná, Biomédico estudioso e conhecedor da Religião.
Alguém me sabe dizer o que é que faz um Axogun do Ilê Axé Opô Afonjá?
Retirado daqui.
Afixado por Jorge Morais em 11:10 AM | Comentários (2)
junho 15, 2005
A. F. I. X. E. - Episódio 7
Episódios anteriores:
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
Episódio 4
Especial 1
Episódio 5
Episódio 6
Garcia fica estupefacto com a sede de sangue do assassino. Era já o quarto assassinato. O cortejo chega ao cemitério. Dinis, que fora imediatamente para o local, suspirando de alívio por não ter de ficar próximo do Conde do Rato, liga para o seu telemóvel.
- Alguma coisa importante?
- A hora da morte: por volta das 14:30.
- Daria tempo para vir ao funeral?
- Numa Zundap? Dava tempo para ir ao Porto e voltar...
- OK, veja se há mais alguma coisa a assinalar.
Quem é que podia ter sido, dos presentes? A Condessa, o Conde, o motorista Carlos, a empregada Chiquita, o advogado Francisco d'Ávila? Os filhos, João e Martinha estavam fora de hipótese, estavam longe. Mas ia interrogá-los, podiam saber de alguma coisa.
De repente, repara em Rosita, entre a multidão. Era a rapariga que tinha fugido, ao vê-lo com Lola. Repara como ela é semelhante a José Carrascão. Leva-a consigo, para interrogá-la. Pelo caminho pede a Dinis para investigar os registos de José Carrascão.
Rosita fica em estado de choque quando sabe das 2 mortes. Está outra vez sozinha e continua sem emprego. Conta qual a sua relação com Lola. Falam sobre a sua semelhança com José Carrascão. Entretanto, Dona Elvira, mãe de Rosita, liga a dizer que vem a caminho. Estava preocupada com Rosita, depois da morte dos dois sobrinhos. Garcia sabe que ela deve ter a chave do mistério.
Garcia lembra-se do pormenor de Lola ter apontado o encontro com ele na agenda. Pensa que ela devia registar outras coisas. Pede a Rosita para o levar a casa de Lola. Rosita ajuda-o. No quarto de Lola, Garcia pode ainda sentir o seu perfume. Olha para a mesa de cabeceira e vê um livro: "As ruínas circulares", de João Pedro da Costa. Pega nele e começa a esfolheá-lo. Cai um pequeno papel lá de dentro, com as seguintes anotações:
Rui - documentos do JC/A.F.I.X.E.
Rosita - chega amanhã, como será a reacção, do JC, dela? Será que me vai perdoar?
Francisco - casos antigos do JC, preciso verificar.
Garcia fica aprensivo. Lola sabia da sigla A.F.I.X.E.. Como não tinha ido a casa antes, tinha escrito aquele papel antes da morte. E Francisco, seria Francisco d'Ávila? Sai e vai ter com Dinis, à Mansão Carrascão. Rosita vai esperar a mãe à estação.
A caminho da mansão, Dinis revela a Garcia que José Carrascão não é o verdadeiro nome da vítima. De acordo com os dados, o verdadeiro José Carrascão havia sido preso há 30 anos. As impressões digitais não coincidiam. Verificou-se então que havia um nome que tinha sido dado como morto, há 25 anos, ao qual correspondem as actuais impressões digitais de José Carrascão. O seu nome é José Luís dos Santos Ávila.
Ávila? Seria coincidência? Dos novos interrogatórios conseguem extrair novas informações. Chiquita tinha estado com Rui Vargas, com quem mantinha um caso há algum tempo, assim como com José Carrascão e com Carlos. Este vê-se obrigado a confessar que para além de Chiquita, costumava dormir com a Condessa. A Condessa recusa-se inicialmente a admitir tal hipótese, mas Carlos tem algumas cassetes de vídieo a confirmar.
Garcia já começava a lamentar a sua pouco movimentada vida sexual, quando João e Martinha lhe contam o local onde tinham estado com o pai a jantar no último dia, e que ele lhes tinha dito que voltassem ali, caso lhe acontecesse alguma coisa. Garcia lembrou-se imediatamente do enigma:
"Alimenta-se o corpo e a alma,
Em lugares no tempo perdidos,
Penhascos altos de calma,
Onde os segredos são escondidos".
Estrada Velha, Restaurante Pedra Alta. Estava resolvido o enigma.
- Comentaram isto com mais alguém? - pergunta Garcia.
- Só com o meu amigo, Francisco d'Ávila - responde João.
- Oh, não! Vamos rápido, ou pode ser demasiado tarde.
Garcia e Dinis seguem o carro de João e Martinha. Entretanto, Garcia começa a falar com Dinis.
- Há uma coisa que tens de saber. Eu sei o que quer dizer a sigla A.F.I.X.E.. E está na altura de tu também saberes.
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (3)
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Afixado por Jorge Morais em 08:00 PM | Comentários (2)
junho 14, 2005
A. F. I. X. E. - Episódio 6
Episódios anteriores:
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
Episódio 4
Especial 1
Episódio 5
O Inspector Garcia e o seu fiel assistente Dinis, olha para o corpo. Ao lado, está ainda a mesma sigla A.F.I.X.E.. Garcia sente-se culpado da morte de Lola. Na noite anterior, quando saiu do Restaurante, viu Lola obrigar a rapariga que nos tinha visto e fugido dentro do seu carro, e saíram a toda a velocidade. Quando tentou pegar no seu carro foi impedido pelo empregado que o obrigou a pagar a conta.
Entretanto, vira dois carros saírem. O empregado identificou-os como sendo clientes habituais: Rui Vargas e Francisco d'Ávila, sendo a rapariga (se é que era uma rapariga) desconhecida. Garcia tentava lembrar-se de onde é que a conhecia, dado que as suas feições não lhe eram estranhas.
Dinis traz mais uma vez o relatório:
- Hora da morte: entre as 00:50 e as 01:10. Tal como no primeiro caso, vítima apanhada de surpresa, de frente. Como não ofereceu qualquer resistência, também devia conhecer o assassino. A morte surgiu na sequência de um golpe com um objecto cortante, provavelmente uma faca de cozinha, dado que há vestígios de alho. Pela forma como foi dado o golpe e pelo tamanho do mesmo, deve tratar-se do mesmo assassino e da mesma faca. No entanto, a vítima teve morte imediata, o que prova que o assassino está a aprimorar a sua arte. Deve ter comido apenas uns camarões de entrada ao jantar no Restaurante Dom Pepe, em Cascais (só lá é que cozinham os camarões daquela forma). Não foi morta aqui. Foi arrastada até ao local dentro de um saco, por volta das 4 da manhã. Além disso, esteve ontem às 9 e meia da noite a jantar com o Inspector Garcia.
- Como sabe disso? - pergunta Garcia, boquiaberto.
- Estava na agenda dela, e acaba de me confirmar.
- Sim, estava a interrogá-la. Mas é melhor que não se saiba esta parte.
- OK, vou apagar.
- Obrigado, Dinis. Fico-lhe grato.
11 da manhã. A Mansão Carrascão, Martinha protesta com a mãe, como era habitual antes de ir estudar para os Estados Unidos.
- Oh, mãe! Continuas a beber logo pela manhã? Queres aparecer completamente encharcada de álcool no funeral?
- João, meu querido filho. Diga à menina sua irmã que isso não são modos de interpelar a sua mãe. E que só não leva dois tabefes nas suas nobres trombas porque a minha educação superior assim não o permite.
- E eu a pensar que esta casa já tinha deixado de ser um manicómio - desabafa, aos berros, pelo corredor fora.
João fica sempre sem saber o que fazer. Os problemas de bebida da mãe já são crónicos e Martinha é uma jovem revoltada. A mãe nunca lhe perdoou ter decidido estudar para ser actriz. Desde então parecem duas estranhas.
Entretanto, o Inspector Garcia consegue falar com Rui Vargas e com Francisco d'Ávila. Rui Vargas confessa que foi à procura da irmã e da prima, mas que não as encontrou. Francisco d'Ávila confessa que acabou por ir para sua casa com Elineuda. Garcia fica intrigado, não se lembrando de conhecer aquela rapariga como sendo Elineuda. Decide que vai à casa de alterne, nessa noite.
Rosita ainda não sabe que Lola morreu. Descobre que o funeral de José Carrascão é às 3 da tarde. Decide que vai aparecer. Vai a casa mudar de roupa. Verifica que Lola não dormiu em casa, o que a deixa triste.
Na noite anterior, Lola tinha-a obrigado a entrar no carro e tentado convencer que nada daquilo era o que parecia. Quando o carro parou nuns semáforos, Rosita aproveitou para fugir. Acabou por dormir na rua, num canto abrigado de um prédio, até ser expulsa pelos habitantes que saíam para o trabalho.
Entretanto, Garcia recebe uma visita inesperada: Elineuda, aliás, Raimunda Castanheira, agente secreta. Ela resolveu procurar Garcia antes que ele a procurasse na casa de alterne e pusesse em risco o seu disfarce. Andava a investigar as relações entre os árbitros, dirigentes e as casas de alterne. Revelou que Carrascão era dono de algumas casas de alterne, além de ser dirigente de um clube.
Às 3 horas começa o funeral. A família Carrascão e os empregados estão todos presentes. Francisco d'Ávila, amigo de João, está presente. Rosita, escondida a um canto, também aparece. Garcia e Dinis estão também presentes.
Dinis olha para o Conde do Rato e fica preocupado: será que ele vai reconhecer-me sem a maquilhagem e sem as plumas? É que um dos hobbies de Dinis era o transformismo (era um dos melhores a imitar a canção "Dancing Queen" dos Abba) e o Conde era um dos clientes habituais da casa onde ele actuava.
Quando está prestes a começar a missa de corpo presente, o telemóvel de Garcia toca. Embaraçado sai da Igreja. Rui Vargas fora esfaqueado em plena rua. O assassino fugiu, montado na sua Zundap.
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (3)
Abaixo-assinado contra o A.F.I.X.E.
Um abaixo-assinado, promovido por dois católicos fervorosos, conservadores e anti-estamínicos, de seus nomes João dos Anjos e Manuel do Espírito Santo, pretende a não exibição de mais episódios da blogonovela das 9 da noite, A.F.I.X.E.. Segundo João dos Anjos:
- A blogonovela envolve padres assassinados, mulheres lésbicas e bissexuais, mulheres que podem ser homens e advogados. Tudo o que tem a ver com o diabo está lá.
Relativamente ao facto de Bernardo Motta estar a assistir à novela e até a comentar, Manuel do Espírito Santo diz:
- O Bernardo sabe que só através do sacrifício se consegue chegar ao Paraíso. E uma das razões do abaixo-assinado é também acabar com o sofrimento deste nosso irmão.
Contactados responsáveis do Afixe, este foram peremptórios a afirmar:
- Desde que o autor continue a pagar as quotas, não vamos promover qualquer tipo de censura.
Assim, uma questão se coloca: será que a blogonovela das 9 da noite vai continuar? Temos de esperar pela hora, para saber a resposta.
Afixado por Jorge Morais em 01:00 PM | Comentários (12)
junho 13, 2005
A. F. I. X. E. - Episódio 5
Episódios anteriores:
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
Episódio 4
Especial 1
Garcia interroga a Condessa e os restantes empregados. Ficou, em particular, atento ao nervosismo expresso pela Condessa, por Chiquita e Carlos. Decidiu que teria de os interrogar novamente. Sabe, entretanto, que o funeral se realiza no dia seguinte, às 15 horas. Em seguida vai ter com Dinis, para saber se ele tem novidades.
Entretanto, Rosita lê uma revista, onde depara com uma reportagem com fotografias de José Carrascão. Repara no pormenor dos lábios, do queixo e dos olhos. Olha-se ao espelho. Tira da carteira uma fotografia da mãe. É muita coincidência. Não pode ser, a sua vontade de encontrar o pai é tanta que está, com toda a certeza, a confundir tudo. E Lola ou Rui já lhe teriam dito alguma coisa.
Entretanto, Dinis revela a Garcia que encontrou um livro, com o título "Do Enigma de Rennes-le-Château ao Priorado de Sião - História de um Mito Moderno", de um tal Bernardo Sanchez da Motta. No interior, tinha uma folha A4 branca, com o seguinte texto:
"Os enigmas são pistas, não revelações.
Não se pode revelar o segredo da confissão, mas ele pode ser encontrado por outras pistas, desde que Deus assim o queira.
Deixo pois este enigma, pois confio que Deus sabe o que faz:
Alimenta-se o corpo e a alma,
Em lugares no tempo perdidos,
Penhascos altos de calma,
Onde os segredos são escondidos."
Garcia percebeu que o Padre Vladimiro lhes deixara um enigma como pista. Tinham de decifrar rapidamente o enigma, antes que mais mortes ocorressem.
Chega a noite. É dia de folga de Elineuda, e Francisco d'Ávila resolve convidá-la para jantar no Restaurante Dom Pepe, em Cascais. Chegam por volta das 9. Pouco depois, vê chegar alguém conhecido. Rui Vargas, acompanhado por Rosita. Juntam-se na mesma mesa, trocando histórias.
9 e meia da noite. Chegam ao mesmo restaurante Lola e o Inspector Garcia. Vão para outro lado, de onde não se avista a primeira mesa. Garcia tenta saber o que se passou. Lola acaba por lhe revelar que João Carrascão ficou tenso desde que recebeu um telefonema naquele dia. Que telefonou depois para casa a dizer que não ia jantar, mas que não lhe disse nada.
- Foi consigo que ele fez amor nesse dia?
- Sim, no escritório. Não acha excitante fazer amor no escritório?
- Sim... Quer dizer, não! Bem, não sei, mas isso não vem ao caso...
Lola conseguia ser extremamente provocadora e deixar Garcia sem saber o que fazer. Não lhe parecia que tivesse alguma coisa a ver com a morte de João Carrascão, mas havia algum segredo que escondia, e isso ele conseguia pressentir.
Entretanto, na outra mesa, Rosita e Elineuda resolvem ir ao quarto de banho. Passam pela mesa onde está Lola. Os olhos de Rosita e Lola cruzam-se. Rosita vê que foi enganada e sai a correr do restaurante. Lola sai atrás dela. Garcia sai atrás de Lola. Elineuda vai avisar Rui Vargas e Francisco d'Ávila, e saem todos atrás dos anteriores. Finalmente, o empregado sai atrás de todos a queixar-se que não pagaram a conta.
Dias seguinte. O sol nasce no horizonte. O movimento começa, já se vê algumas pessoas na rua e já se podem ler os posts da Emiéle. Lisboa ainda está calma, mas essa calma é interrompida por um grito: no Jardim do Príncipe Real, no mesmo local onde tinha sido encontrado João Carrascão, é encontrado o corpo de uma mulher. A polícia verifica a sua documentação: Lola Maria dos Santos Vargas.
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (9)
Não perca... logo à noite... episódio 5
Depois do fim de semana de paragem, a blogonovela A.F.I.X.E. vai continuar hoje com novos desenvolvimentos. O assassino vai atacar de novo. Quem será a vítima? Não perca, na blogonovela das 9 de noite...
Afixado por Jorge Morais em 01:00 PM | Comentários (0)
junho 12, 2005
Aphixadores procurados - Baralho de cartas já disponível
Depois de determinado o perdão à Emiéle, procuram-se agora os 9 Aphixadores que estão a monte. Qualquer informação sobre os respectivos paradeiros deve ser comunicada à Junta de Salvação do Afixe.
Para facilitar essa tarefa, já está à venda o baralho oficial dos "9 MAIS PROCURADOS":

Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (13)
Junta de Salvação do Afixe emite comunicado

COMUNICADO DAS 12
Malta do Afixe,
Está consumada a revolução no Afixe, com a tomada do poder pela Junta de Salvação do Afixe. Esta junta é presidida pela Isabel, que acumula também a pasta das massas populares e uma reforma vitalícia, tendo-me a mim como Ministro das blogonovelas e da comunicação social, o Bin como Ministro dos Negócios Estrangeiros e das Relações com África, e o Agente X, como Ministro das Águas, Praias e Serviços Secretos.
Em breve, a nossa Presidente irá anunciar o resto do executivo. Pedimos a todos que tenham calma enquanto este Processo Revolucionário Em Discurso Interactivo Online (PREDIO) se desenrola.
Os ex-aphixadores serão entregados aos Estados Unidos, para poderem fazer os interrogatórios em Guantánamo. Depois disso serão julgados e condenados por deserção.
J.S.A.
Afixado por Jorge Morais em 12:00 PM | Comentários (17)
junho 11, 2005
Revolução no afixe
As instalações do afixe foram tomadas por tanques de guerra como mostra a seguinte imagem.

A Junta de Salvação Afixadora pretende com esta maquinaria pesada lavar toda a roupa suja, denunciando o desrespeito pelo Código do Trabalho que se vive no afixe.
Os golpistas já foram confirmados como sendo Isabel e Jorge Morais, dois aphixadores que se revoltaram pelo facto de serem os únicos que não estão a trabalhar para o bronze neste fim de semana prolongado.
Aconselha-se todos a permanecerem em calma, em vossas casas, não saindo para as praias para apanhar sol, pois não se sabe até onde pode ir o fundamentalismo revolucionário desta Junta.
Afixado por Jorge Morais em 02:57 PM | Comentários (18)
A.F.I.X.E. Especial 1
Decorridos 4 episódios está na altura de fazer um resumo e um debate sobre a blogonovela das 9 de noite, A.F.I.X.E.. É isso que faremos neste A.F.I.X.E. Especial 1.
Resumo das personagens e da história
A história gira à volta da morte José Carrascão, 48 anos, homem poderoso, rico, misterioso, casado, com dois filhos e com, pelo menos, duas amantes.
O assassino é um homem também misterioso, tem um riso sinistro, usa uma faca de cozinha, escreve com spray, tem uma Zundap, é supersticioso e não gosta de lamechices. Para além de assassinar José Carrascão, assassinou também o Padre Vladimiro, para tentar saber o que querem dizer as últimas palavras de José Carrascão.
José Carrascão tem dois filhos, João e Martinha, ambos a estudar nos Estados Unidos. A única coisa que se sabe deles é que estiveram no Restaurante Pedra Grande, na estrada velha, com o pai. A mãe é Dona Maria Cristina da Cunha Teles Sá e Silva Carrascão, Condessa da Estrela, que bebe Uísque de forma desalmada, e fala com os empregados, a quem chama criados, falando-lhes até sobre o relacionamento que ela desconfia existir entre José Carrascão e a sua secretária Lola.
Chiquita, a sua empregada, que gosta de lingerie sexy, é também amante de José Carrascão, para além de ser noiva do motorista Carlos, pessoa que tem uma conduta algo suspeita.
Lola, secretária pessoal e amante de José Carrascão, é uma mulher arrebatadora, que se acalma com beijos molhados. Descobre-se que é irmã de Rui Vargas, um ecologista que pretende vingar-se de José Carrascão, que é lésbica e tem um relacionamento com a prima Rosita, e que não tem qualquer problema em usar a sua sensualidade quando se vê confrontada com a investigação à morte de José Carrascão. Marca um jantar em Cascais com o Inspector Garcia, que está a investigar o caso. Tem uma amiga e colega de trabalho, Clotilde, que é o "jornal de notícias" da empresa.
Rosita, filha de D. Elvira, não sabe quem é o pai, dado que a mãe nunca lhe disse, resolve ir para Lisboa procurar emprego na empresa onde trabalha a prima Lola, sua namorada. Combina jantar com Rui Vargas.
Rui Vargas é um ecologista acérrimo e defensor do Rio Trancão. Tem contas a acertar com José Carrascão, que terá prejudicado a sua família.
Francisco d'Ávila, advogado, árbitro, acredita na justiça e frequenta casas de alterne. Como árbitro lidava com José Carrascão, que detestava. Mas na casa de alterne por ele indicada, conheceu Elineuda, em cujo passaporte está escrito Elineu, mas que, apesar da voz grave e de ser alta e bem constituida, nada o leva a duvidar que se trata de um engano que não pode ser resolvido por ela se encontrar ilegal no país.
O Padre Vladimiro recebeu em confissão um segredo importante e ainda uma carta para entregar à mulher de Carrascão caso lhe acontecesse alguma coisa. Acaba assassinado antes que pudesse entregar a carta ou revelar o segredo, mas ainda vai a tempo de dizer: Rennes-le-Château.
O Inspector Garcia é um perspicaz detective, mas com alguns pontos fracos: mulheres e a sua Zundap roubada. Confia cegamente no seu assistente, Dinis.
Dinis é um assistente talentoso. É capaz de descobrir pormenores valiosos nas suas pesquisas em cadáveres. Tem um ponto fraco: acredita parcialmente em ciências do oculto, apenas não acredita que o Sporting possa ser campeão no próximo ano. Faz tudo o que o Inspector Garcia manda.
Debate interactivo
Agora chegou a hora do debate interactivo, a decorrer na caixa de comentários. Assim, começo por levantar algumas questões. Quem quiser pode falar sobre elas ou levantar novas questões. O debate dura todo o fim de semana.
1. O que significa A.F.I.X.E.
2. Quem é o assassino. Uma das personagens já conhecidas ou alguém ainda desconhecido?
3. Elineuda é Elineu?
4. Qual o papel de Rosita na trama?
5. O que é que Rennes-le-Château tem a ver com esta história?
6. Qual a sua personagem favorita? Porquê?
Afixado por Jorge Morais em 01:00 PM | Comentários (14)
junho 10, 2005
A. F. I. X. E. - Episódio 4
Episódios anteriores:
Episódio 1
Episódio 2
Episódio 3
"Tininha,
Sei que não fui o marido que te prometi no altar. Não adianta, nesta altura em que provavelmente estarei morto ou desaparecido, dissertar sobre o que terá levado a isso.
O que importa que saibas é que sempre pensei no melhor para nós e para a nossa família. Diz ao João e à Martinha que eu os adoro. E quero que saibas que, independentemente de todas as asneiras que possa ter cometido, sempre te amei.
Se me puderes conceder um último desejo, peço-te que deixes de beber. Os nossos filhos precisam de uma mãe sóbria e capaz de os amparar nestes momentos negros.
Espero que nos encontremos de novo no paraíso,
Zezinho"
- BOLAS!!! Matei eu um padre para quê? Para estas lamechices? Ainda por cima dizem que dá azar matar um padre... O que poderá ser a estrada velha? E a pedra grande? Tenho de descobrir rapidamente. Eu só queria matar aquele desgraçado, por que razão ele tinha de me dizer aquilo?
Entretanto, Garcia vai falar com Lola. Pelo caminho fala com Clotilde que lhe revela várias coisas, nomeadamente, a relação entre Lola e José Carrascão. Quando entra no gabinete de Lola, não pode deixar de reparar no bom gosto de José Carrascão.
- Qual a sua relação com o falecido José Carrascão?
- Era a sua secretária pessoal?
- Isso eu sei. Para além disso.
Lola apercebe-se que Garcia já sabe e muda o tom de voz, mais sensual:
- Estou a ver que já sabe. Sempre ouvi dizer que os homens bonitos são muito perspicazes.
- Hum, pois... - diz Garcia, um pouco engasgado. - Mas eu estou aqui para descobrir algo mais sobre o seu chefe. Sabe se ele tinha inimigos?
- O poder de um homem é proporcional ao número de inimigos que tem. O senhor deve ter muitos inimigos, não?
Garcia começa a ficar um pouco tenso. Lola é uma mulher sensual e bonita, e ele não é de ferro. Tenta manter a calma.
- Pode dizer-me alguns nomes?
- Isso daria para uma longa conversa. Não era melhor falarmos sobre isso ao almoço?
De repente, o telemóvel de Garcia toca. Salvo! É Dinis.
- Uma das testemunhas diz que quando chegou perto do padre, ele não parava de repetir: Rennes-le-Château! Rennes-le-Château! Acho melhor ir a casa dele verificar se conseguimos alguma informação.
- Sim, faz isso. Depois diz-me alguma coisa.
Olha para as horas e pensa que está quase na hora do almoço. Resolve não ceder imediatamente à sugestão de Lola, até porque alguém da empresa poderia vê-los juntos. Combinam encontrar-se num restaurante em Cascais, às 9 e 30 da noite, o que lhe permite ainda ler a blogonovela das 9 antes.
2 da tarde. Na Mansão Carrascão o tempo é de dor. A condessa e todos os empregados a quem ela chama criadagem choram pelo José Carrascão. O irmão da Condessa, o Conde do Rato, veio ajudar nos preparativos do funeral. Ninguém parece conseguir acreditar no que se passa. Entretanto, o Inspector Garcia toca à campainha.
Rosita recebe um telefonema de Lola a dizer que não vai dormir a casa, porque vai tratar de uns relatórios com uma colega, e por isso vai para casa dela. Resolve ligar a Rui e combinam jantar.
Entretanto, Francisco d'Ávila não consegue deixar de pensar em Elineuda. É claro que o nome Elineu lhe continua a ecoar na cabeça. É certo que ela tem uma voz um pouco grave e é bastante alta e bem constituída para uma mulher, mas ele sabe reconhecer uma mulher quando a vê.
Nos Estados Unidos, João e Martinha preparam-se para apanhar o avião para regressar a Portugal. João está a estudar Gestão, Martinha está a estudar para ser actriz.
- Eu ainda não acredito que isto tenha acontecido - diz João. - Ainda há 3 meses estivemos com ele.
- Sim, lembras-te de jantarmos no último dia naquele restaurante na estrada velha?
- Sim, como é que se chamava?
- Pedra Grande.
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (13)
Não perca... logo à noite... episódio 4
Serão o encapuçado que matou o José Carrscão e o homem da Zundap que matou o Padre Vladimiro a mesma pessoa? Será que Dinis deve dar crédito à adivinha que lhe disse que o Sporting ia ser campeão? Qual a cerveja preferida de Dinis e qual a que vai passar a beber? Morrerá alguém no episódio de hoje? Aparecerá alguma nova personagem?
Não perca, hoje às 9 da noite, a blogonovela que está a fazer mexer a blogosfera. E amanhã, não perca o "Especial A.F.I.X.E."...
Afixado por Jorge Morais em 01:00 PM | Comentários (4)
Camões, o visionário
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Assinala-se hoje o 425.º aniversário da morte de Luís Vaz de Camões. Deixo este soneto, como amostra, mas podem ver mais no excelente site que lhe é dedicado.
Afixado por Jorge Morais em 12:08 PM | Comentários (0)
junho 09, 2005
A. F. I. X. E. - Episódio 3
Episódios anteriores:
Episódio 1
Episódio 2
- Padre Vladimiro. Sabe dizer-me se este homem esteve aqui ontem à noite? - perguntou o Inspector Garcia, mostrando uma fotografia de José Carrascão.
- Sim, esteve, por volta das 9 da noite. Lembro-me da hora porque estava precisamente a começar a blogonovela das 9. Veio falar comigo e confessar-se. Devo lembrar-lhe que o que me foi dito em confissão não pode ser revelado.
- Este homem foi assassinado ontem à noite, pouco depois de sair daqui. Dentro daquilo que nos pode dizer, há algo que possa ajudar a encontrar o assassino.
- A única coisa que posso dizer é que ele estava assustado, com medo que alguma coisa lhe acontecesse. Pediu também que, caso lhe acontecesse alguma coisa, entregasse pessoalmente esta carta à sua esposa, e é o que pretendo fazer mal acabem com as vossas perguntas.
- Bem, por hoje terminamos. Até à próxima.
- Até à próxima, se Deus quiser.
Ao sair, Garcia diz para Dinis:
- Quero que mandes seguir este padre para qualquer lado que vá.
Entretanto, Rosita chega à recepção da empresa Carrascão.
- Queria falar com Lola Vargas.
- Quem devo anunciar?
- Rosa Maria Vargas.
- É da família?
- Somos primas.
- Um momento.
A recepcionista, após ligar para Lola, indica-lhe o caminho para o seu gabinete. Rosita entre e fecha a porta. Olham um instante uma para a outra. Depois abraçam-se. Finalmente, beijam-se apaixonadamente.
- Estava com saudades tuas - diz Rosita, emocionada.
- Também eu, já lá vão 3 anos. Estás tão bonita.
Os olhos de ambas brilham. Ninguém na família sabia do relacionamento das duas, nem mesmo Rui. Alguém bate à porta. Afastam-se uma da outra e tentam ficar minimamente compostas.
- Entre - diz Lola.
- Lola, ouviste a notícia? - diz a sua amiga e colega de trabalho Clotilde. - O nosso chefe foi assassinado
Lola fica parada, incrédula. Rosita nota algo de estranho na reacção dela. Lola recompõe-se da notícia e pede a Clotilde para se retirar. Depois vira-se para Rosita e diz:
- Agora não podemos tratar da questão do teu emprego, isto vai ficar complicado. Toma a minha morada e a chave da porta. Eu vou lá ter logo que possa. Toma também o número do Rui, fala com ele. Desculpa toda esta confusão, mas ninguém esperava que isto acontecesse.
Rosita sai e vai para casa da prima. Ao mesmo tempo, chegam o Inspector Garcia, e o seu fiel ajudante Dinis. Nesse instante, toca o telemóvel de Dinis. Atende e fica de imediato em estado de choque. Ao desligar, diz a Garcia:
- Assassinaram o Padre Vladimiro. Foi um homem numa motorizada, numa Zundap. Não encontraram a carta, ele deve tê-la roubado.
- Numa Zundap? Roubaram a minha o ano passado. Será que é a mesma?
- Chefe, que vamos fazer?
- Tu vais imediatamente para o local obter mais informações. Eu vou interrogar algumas pessoas aqui na empresa.
Quando Dinis vai a entrar no carro, aparece-lhe uma mulher estranha.
- Posso ler a sua mão?
Dinis, um apaixonado pelas ciências do oculto, acede.
- Ah! Mude de cerveja!
- Mas porquê?
- Vejo algo a cair em cima de si, caso não mude de cerveja.
- OK, não precisa de dizer mais nada.
- Estou a ver um grande mistério na sua vida. Algo que começa por A e termina em E. Não consigo ver mais, é demasiado escuro.
Dinis fica estupefacto com esta revelação. Esta mulher era mesmo poderosa. Pegou numa nota de 5 euros e deu-lhe, não sem antes perguntar:
- Já agora, quem vai ser o campeão nacional de futebol na próxima época?
- O Sporting.
Dinis pensou que afinal talvez ela não fosse assim tão boa adivinha. Afinal, sem o Pedro Barbosa, como é o Sporting ia conseguir ser campeão?
11 da manhã. Francisco d'Ávila liga o rádio no seu carro, para ouvir as notícias. Rui Vargas, na associação ecologista tem o rádio ligado nas notícias. Chiquita e Carlos, na cozinha tomam o pequeno almoço e aproveitam para ouvir as notícias. A condessa, nos seus aposentos, liga a telefonia e escuta atentamente o noticiário:
"11 da manhã no continente e Madeira, 10 horas nos Açores.
O empresário José Carrascão, considerado um dos homens mais ricos do país, foi encontrado sem vida no Jardim do Príncipe Real. Decorrem já investigações para apurar as circunstâncias que envolvem o seu desaparecimento, mas segundo conseguimos apurar, tratou-se de um homicídio perpetrado com um objecto cortante, provavelmente uma faca de cozinha. O empresário tinha 48 anos e era apontado como um possível candidato independente à Câmara Municipal de Lisboa, em ruptura com o actual líder do seu partido."
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (14)
Não perca... logo à noite... episódio 3
Qual será o segredo do Padre Vladimiro? Qual a ligação entre Rosita e José Carrascão? O que é que o Inspector Garcia sabe sobre a sigla A.F.I.X.E.? Quem vai ser o campeão nacional de futebol na próxima época?
Não perca a resposta a algumas destas perguntas, na blogonovela das 9 da noite - A.F.I.X.E..
Afixado por Jorge Morais em 01:00 PM | Comentários (22)
junho 08, 2005
A. F. I. X. E. - Episódio 2
Episódios anteriores:
Episódio 1
Meia-noite. Chiquita chega a casa pela porta dos fundos. Verifica que a Condessa não se encontra nos seus aposentos. Procura-a incessantemente, mas nada. Pensa que ela deve ter dormido bêbeda em algum canto, como faz várias vezes. Veste a sua lingerie e vai ao quarto de Carlos. Mas ele não está. Chega naquele momento.
- Onde estiveste?
Carlos tenta pensar numa boa desculpa, mas não consegue pensar ao ver o corpo esbelto, semi-nu, de Chiquita. Beija-a de forma arrebatadora e atira-a para a cama. Amam-se ao som do Bolero de Ravel, mas Chiquita não gosta do som da música e desliga-a.
1 da manhã. Lola e Rui Vargas encontram-se. Ela leva uma pasta que lhe entrega. Ele pergunta:
- Ninguém te viu?
- Não te preocupes, tenho tudo controlado.
- Obrigado, mana. Aquele velhaco vai pagá-las.
- Tu toma cuidado, ele não brinca em serviço.
- Eu sei, mas ele há-de pagar tudo o que fez à nossa família.
2 da manhã. Francisco d'Ávila sai de uma casa de alterne afamada da capital, junto com uma mulata voluptuosa chamada Elineuda. Entra no seu BMW descapotável e dirige-se para a sua moradia em Cascais.
3 da manhã. Chiquita volta para o seu quarto. Passa pelos aposentos da Condessa e encontra-a já deitada, vestida e com a garrafa de Uísque tombada ao lado da cama.
4 da manhã. Francisco d'Ávila descobre pelo passaporte que afinal Elineuda se chama Elineu. Mas deixa-se convencer que afinal se tratou apenas de um erro de impressão e que ela não pode mudar o nome por se encontrar em situação ilegal. Francisco acredita e promete resolver o problema de Elineuda.
6 e 15 da manhã. Dona Elvira despede-se de Rosita, que parte no Alfa Pendular rumo a Lisboa. Deu-lhe a maior parte das economias que ainda tinha, aconselhou-a a ter muito cuidado com os homens e as suas promessas vãs e que lhe ligasse todos os dias.
8 da manhã. Dois estudantes rebolam pela relva num beijo contínuo. Vão de encontro a alguém deitado na relva. Ela vira-se para a pessoa e diz:
- Desculpe.
Quando vê o corpo ensanguentado, solta um grito de tal ordem que se ouviu no Largo do Rato. Alguns dos funcionários do PS ainda se alarmaram, mas alguém disse que devia ser um activista do Bloco de Esquerda, a protestar contra a política do governo, e todos esqueceram o assunto.
1 minuto depois das 8, o jovem namorado chama a polícia.
30 minutos depois, chega a polícia. Quando descobrem de quem é o corpo, chamam imediatamente o Inspector Garcia. Em menos de 10 minutos, ele chega, acompanhado do seu fiel assistente, Dinis.
Garcia olha para o corpo. Depois vê o que está escrito: A.F.I.X.E. Os seus olhos arregalam-se imediatamente.
- Não pode ser!
Dinis, perplexo, pergunta o que se passa. Garcia disfarça, e pede a Dinis que obtenha toda a informação possível sobre o corpo. Dinis, em menos de meia hora, traz um relatório oral, que grava no seu PDA:
- Hora da morte: entre as 21:50 e as 22:10. Vítima apanhada de surpresa, de frente. Como não ofereceu qualquer resistência, devia conhecer o assassino. A morte surgiu na sequência de um golpe com um objecto cortante, provavelmente uma faca de cozinha, dado que há vestígios de cebola. A vítima teve morte quase imediata, pode ter resistido durante aproximadamente um minuto. Além disso, deve ter fumado vários Montecristo durante o dia. Deve ter tido relações sexuais durante a tarde, pois tem uma mancha nas boxers. Comeu Porco agri-doce ao jantar e bebeu cerveja chinesa. Depois bebeu um Licor Beirão. Veio a pé até ao local. Antes disso, deve ter estado ajoelhado, talvez a rezar, dado que se encontram as calças roçadas nos joelhos. O assassino era dextro, como se pode ver pelo local do golpe e pela inscrição. A caligrafia está disfarçada.
Garcia fica sempre surpreendido com a rapidez e precisão da análise de Dinis. Sabe que é o único em quem pode confiar. Vasculha os documentos da carteira da vítima. Descobre um cartão que diz:
“Padre Vladimiro
24 horas por dia ao serviço da fé”
- Aqui temos a nossa primeira testemunha…
O Padre Vladimiro não dormiu toda a noite. Ficou preocupado com a visita de José Carrascão na noite anterior. Ele parecia assustado e temendo pela sua vida. E deixara-lhe um segredo enorme em confissão. Como poderia ele conviver com esse segredo? De repente, tocam à porta. Quando abre e vê a polícia, adivinha logo a notícia que o aguarda.
Entretanto, são 9 e 30, Rosita chega a Lisboa, à Estação de Santa Apolónia. Chama um táxi. Tira um cartão que tinha guardado, onde se lia, em letras grandes:
“CARRASCÃO, S. A.”
Entrega ao taxista, dizendo:
- Quero ir para este local, se faz favor.
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (15)
junho 07, 2005
A. F. I. X. E. - Episódio 1
José Carrascão é um homem poderoso. Ninguém sabe qual a sua origem, de onde veio. O seu passado obscuro está guardado a sete chaves na sua memória. Em mais um dia de trabalho recebe um telefonema. A sua expressão fica subitamente séria, ouvindo a voz do outro lado.
- Eu sei qual é o seu segredo.
- Não sei do que fala.
- A.F.I.X.E.
- Quem está a falar?
- Não interessa - respondem do outro lado. - Se quiser que ninguém saiba desta história, é melhor vir ter comigo ao Jardim do Príncipe Real às 22 horas, sozinho!
- Mas...
- Vou desligar. Às 22 horas ou esta notícia aparecerá amanhã em todos os jornais! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
Aquele riso sinistro, apesar de pouco original, deixou-o preocupado. Como teria ele descoberto o seu segredo tão bem guardado?
Entretanto, na outra extremidade da A1, Dona Elvira vê a filha Rosita preparar as malas para abalar rumo à capital, onde irá procurar emprego. Bem a tentou demover, mas ela é teimosa como o pai que jamais conheceu, e que ela jamais revelou.
Entretanto, de volta à capital, José Carrascão telefona à mulher dizendo que não vai jantar a casa. A secretária, Lola, que entra a tempo de ouvir, fica apreensiva, especialmente quando a notícia não é acompanhada de um convite para jantar e uma noite a dois. Há dois anos que são amantes, e ele não lhe costuma esconder estas coisas. Ele acalma-a com um beijo molhado, pede-lhe que vá buscar um charuto à sua caixa e que feche a porta à chave.
A mulher, Dona Maria Cristina da Cunha Teles Sá e Silva Carrascão, condessa da Estrela, não deixa de pensar:
"Vais sair com aquela sonsa da tua secretária!"
Vai ao bar, e mesmo com a oposição da sua empregada Chiquita, a quem gosta de chamar de criada, consegue pegar numa garrafa de Uísque, que leva para o jardim. Quando Chiquita tenta saber o que se passa, ela conta que o marido vai sair com a secretária.
Chiquita fica furiosa. Afinal ele ainda anda com ela. Logo hoje, que ela pensava usar aquela lingerie sexy que ele lhe oferecera. Como castigo vai usá-la com o Carlos, motorista da casa e seu noivo.
Entretanto, num café da baixa, Rui Vargas, ecologista acérrimo, comenta a impunidade que as empresas do Grupo Carrascão gozam. Afinal, foram eles os causadores da poluição no Rio Trancão. Alguém tinha de os fazer parar.
Por seu lado, Francisco d'Ávila, ilustre advogado da praça, tenta convence-lo a seguir a via legal, pois só assim se faria justiça. Francisco também não gostava de José Carrascão. Para além de advogado, também era árbitro, e como Carrascão estava ligado a um clube de futebol, o Sporting Club Carrascão, não gostava da forma como tratava os árbitros. Apesar de tudo, a casa de alterne que ele lhe tinha indicado não era má de todo.
São 22 horas. José Carrascão espera no local combinado. Um vulto aproxima-se, encapuçado. Retira o capuz. José Carrascão fica boquiaberto:
- Tu?! Não pode ser...
Nesse momento, um objecto cortante trespassa-o de forma fulminante. José Carrascão balbucia algumas palavras imperceptíveis. Depois pára e ganha fôlego para dizer uma última frase audível:
- Procura na estrada velha, na pedra grande.
José Carrascão deixa-se cair, morto. O vulto volta a colocar o capuz e olha em redor, onde não se encontra vivalma. Com uma lata de spray vermelho, escreve: A.F.I.X.E..
Afixado por Jorge Morais em 09:00 PM | Comentários (31)
Blogonovela das 9
Só para avisar que hoje, a partir das 9 horas da noite, vai surgir a primeira blogonovela do afixe. De segunda a sexta, às 9 da noite, vai haver romance, ganância, crime, política, traição, etc...
Não perca, em exclusivo no afixe, a blogonovela que vai parar o país:
A.F.I.X.E.
Afixado por Jorge Morais em 10:30 AM | Comentários (12)
maio 31, 2005
Salvar a alma
Há alguns dias, enquanto membro do afixe, fui acusado de querer salvar a alma. Fartei-me de rir com esta afirmação. Ao que parece, era um ateu daqueles que fala sem pensar. Felizmente, havia outro que desmentiu este facto. Mas isso nem é muito importante: pessoas que falam sem pensar e pessoas que pensam antes de falar existem em todas as crenças ou descrenças.
A verdade é que ultimamente tenho lido um monte de asneiras sobre estes assuntos da fé. Há uma grande falácia em que todos caem, que é afirmar, sem hesitação "Deus existe" ou "Deus não existe", o que é muito diferente de dizer "Eu acredito que Deus existe", "Eu não acredito que Deus existe" ou ainda "Eu acredito que Deus não existe".
Estas últimas são afirmações de crença, e isso cada um acredita ou não no que quer. As duas primeiras são afirmações absolutas, mas (quase) impossíveis de demonstrar.
Por isso pergunto-me: porque é que há pessoas que perdem tempo a tentar provar que eles é que estão certos numa questão que tem mais a ver com acreditar ou não? Ainda bem que eu sou daqueles que não dou a mínima atenção a estas questões, tenho mais que fazer.
Afixado por Jorge Morais em 12:00 PM | Comentários (10)
maio 30, 2005
Post machista! Ou será realista?
Em minha defesa digo que foi uma mulher que me enviou esta figura via e-mail:

Afixado por Jorge Morais em 07:32 PM | Comentários (11)
Procuro um partido
Não pode ser o CDS/PP porque não sou da Opus Dei nem da Opus Gay...
Não pode ser o PSD porque não sou ista (Santanista, Barrosista, Mendista, alpista, etc...)...
Não pode ser o PS porque não promete o que cumpre (ou será ao contrário?)...
Não pode ser o PCP porque já não uso cassete (só CD, DVD ou leitor de MP3)...
Por isso, Isabel, manda-me lá o boletim de inscrição e os estatutos do Bloco de Esquerda, para ver se é desta que, finalmente, me filio num partido. É que isto de ser independente deixa de fazer sentido quando os candidatos mentem durante a campanha...
P.S. Mas quem me mandou a mim votar no PS baseado no seu programa eleitoral? Até parece que ainda acredito no Pai Natal!
Afixado por Jorge Morais em 10:57 AM | Comentários (6)
maio 29, 2005
Livros
Livros,
Mais do que palavras, em frases alinhadas.
Romances de sonhadores,
Poemas de sofredores,
Opiniões de pensadores,
Histórias antigas recontadas.
Ensinam-nos a pensar,
A sonhar,
A acreditar,
Companheiros da solidão,
Transportes da imensidão.
Afixado por Jorge Morais em 01:04 PM | Comentários (6)
maio 27, 2005
Escritores portugueses - difíceis de encontrar
Já aqui falei do dia em que fui àquela loja cujo nome começa em F, termina em C, e tem as iniciais de "Novos Aumentos" no meio.
Falei sobre um livro, que pode ser comprado aqui, e cuja capa é esta:

que encontrei quando procurava outro do mesmo autor, mais precisamente este:

Como já referi, ainda não consegui encontrar este livro, embora ele possa ser comprado directamente na página do editor.
A verdade é que não foi o único livro que fui procurar. Fui também procurar este livro:

Procurei na base de dados, onde me indicava o local de colocação, mas não o encontrei no referido local. Pedi ajuda, e foram logo fazer o mesmo que eu - ver a base de dados. Não conseguiam encontrá-lo, apesar de haver 15 exemplares, foram verificar em armazém.
Fui novamente procurar, e encontrei-o numa das prateleira de baixo de uma montra, no mesmo sítio em que a montra exibia livros de autores estrangeiros sobre o Código Da Vinci, o Papa João Paulo II e o Papa Bento XVI.
Não estive com meias medidas. Peguei em 5 exemplares, e coloquei-os em cima da montra. Peguei em mais um para levar (Bernardo, já cá canta). Entretanto, 10 minutos depois, passei outra vez por lá, e já só estavam 3 na montra.
Serve isto, para além de uma descarada publicidade a dois aphixadores, para deixar aqui a ideia que os autores portugueses, tirando aqueles que aparecem na televisão, têm pouco destaque nas livrarias. E a solução para se venderem mais livros de autores portugueses é simples: basta colocar os livros um pouco mais à vista...
Afixado por Jorge Morais em 10:50 PM | Comentários (6)
maio 26, 2005
Um martini e o mar - post à Marcelo Rebelo de Sousa
Hoje fui à Fnac do Norteshopping, à procura do livro de um determinado autor. Procurei, mas não encontrei o livro que procurava. Qual não foi o meu espanto quando vi um pequeno livro, do mesmo autor, que custava apenas 6,62 euros. O título era "um martini e o mar". Um livro bilingue, em português e francês.
Não resisti a comprá-lo, apesar de ter ido lá para comprar o outro. E foram os 6,62 euros mais bem gastos dos últimos tempos. É um livro pequeno, mas já demonstrativo de uma imaginação fantástica.
Resumindo, um livro surpreendente em vários aspectos. Surpreendeu-me, primeiro, por não saber da sua existência. Surpreendeu-me pela forma pouco convencional como está escrito. Só não me surpreendeu a relação do autor com Deus.
O meu conselho: comprem. Se não encontrarem, encomendem. Vou deixar os dados, com excepção do autor, porque penso que vale a pena a surpresa.
Título: um martini e o mar
Autor: ?
Editora: Campo das letras
Ano: 2002
Afixado por Jorge Morais em 10:30 PM | Comentários (29)
maio 23, 2005
HORA MUSICAL
Agradeço ao Luís Aguiar-Conraria o envio da letra desta canção. É uma canção simples sobre uma cor... qualquer relação entre esta cor e a de algum clube que tenha sido campeão nacional é pura coincidência...
VERMELHO
(Chico da Silva)
A cor do meu batuque
Tem o toque, tem o som da minha voz
Vermelho, vermelhaço
Vermelhusco, vermelhante, vermelhão
O velho comunista se aliançou
Ao rubro do rubor do meu amor
O brilho do meu canto tem o tom
E a expressão da minha cor "vermelho"
Meu coração é vermelho
Ei, ei, ei
De vermelho vive o coração
Ê, ô, ê, ô
Tudo é garantido após a rosa avermelhar
Tudo é garantido após o sol vermelhecer
Vermelhou no curral
A ideologia do folclore avermelhou
Vermelhou a paixão
O fogo de artifício da vitória avermelhou.
Afixado por Jorge Morais em 02:00 AM | Comentários (10)
maio 22, 2005
| BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA BENFICA |
Afixado por Jorge Morais em 10:23 PM | Comentários (32)
Um desgosto por dia é suficiente...

E não é que o Grupo Desportivo de Chaves, clube que já representei nas camadas jovens, e que esteve várias épocas no escalão principal, conseguiu descer à II divisão B? Bem, só nos resta esperar que dois clubes da Liga de Honra abram falência, para ver se não descemos (é que tem acontecido todos os anos...).
Benfica, um desgosto por dia é suficiente...
Afixado por Jorge Morais em 06:26 PM | Comentários (7)
maio 21, 2005
Número 1 e único
A partir de amanhã, este vai ser o meu único blog...
(isto quer dizer que devemos deixar brevemente o primeiro lugar do blogómetro)
Afixado por Jorge Morais em 11:56 PM | Comentários (6)
maio 20, 2005
Coisas que me irritam
Há coisas que me irritam profundamente. Especialmente, coisas que me são enviadas por e-mail. Por exemplo, esta mensagem.
O que significam as iniciais CSKA?
Comemos o
Sporting
Ká em
Alvalade
Mas será que quem escreve isto não sabe que CÁ se escreve com C e não com K?
Fico chateado, é claro que fico chateado.
Se bem que até gosto daquelas letras a vermelho...
Afixado por Jorge Morais em 12:30 PM | Comentários (25)
maio 19, 2005
Adeptos do Sporting - os mais cultos
Fiquei surpreendido com o nível cultural dos adeptos do Sporting. Não que considerasse que estavam abaixo da média, apesar do Presidente que têm. Mas não pensei que conhecessem tão bem o país, nomeadamente a cidade do Porto.
Estive a perguntar a vários se conheciam a cidade onde se ia decidir a Superliga. E todos, sem excepção, apenas com uma mão, posicionando os dedos em perfeita harmonia, foram capazes de descrever a forma de um dos edifícios públicos da cidade, a Câmara Municipal do Porto.

Afixado por Jorge Morais em 06:30 PM | Comentários (17)
maio 16, 2005
Exercício de probabilidades e estatística
Tendo em conta a actual situação da Superliga, deixo um desafio, com os casos em que o valor é 0 já respondidos. Notação: P(x,i) quer dizer probabilidade de o clube x ficar no lugar i, no fim do campeonato. Assim, complete com os valores correctos, supondo que apenas interessam os resultados vitória, empate e derrota, e que estes são igualmente possíveis independentemente de o jogo ser em casa ou fora.
P(Benfica,1) = ?
P(Benfica,2) = ?
P(Benfica,3) = ?
P(Benfica,4) = 0
P(Porto,1) = ?
P(Porto,2) = ?
P(Porto,3) = ?
P(Porto,4) = ?
P(Sporting,1) = 0
P(Sporting,2) = ?
P(Sporting,3) = ?
P(Sporting,4) = 0
P(Braga,1) = 0
P(Braga,2) = 0
P(Braga,3) = ?
P(Braga,4) = ?
P.S. É sempre possível escrever um programa em C, compilá-lo e obter a resposta correcta. Se quer saber o que é um compilador, veja aqui.
Afixado por Jorge Morais em 04:15 PM | Comentários (3)
maio 14, 2005

Afixado por Jorge Morais em 10:07 PM | Comentários (10)
maio 09, 2005
Jantar semi-imaginário do afixe
A minha opinião sobre os outros 11 elementos, saboreando lagosta e outros pratos retirados das receitas da susana. A mim, por causa de andar a escrever pouco, só me deram uma Happy Meal...
Assim, por ordem alfabética:
Bernardo Motta: a barba fica-lhe a matar, mas o cachimbo que insiste em fumar dá cabo do ambiente - era o único a fumar, no meio do restaurante...
Emiéle: não tive tempo de falar com ela, só comeu as entradas e foi para casa dormir, porque tinha de acordar às 6 da manhã para publicar os posts...
Gibel: desde que lhe contei a história da catequista, pegou no telemóvel e não parou de ligar para as paróquias todas...
Isabel: só apareceu no início com as fichas de inscrição no Bloco, e foi a correr para a convenção (não congresso) com a linda camisola com a fotografia do Louçã... como a comida lá não devia ser grande coisa, levou o meu Happy Meal...
João Garcês: eu bem tentei falar com ele, mas estava sempre entretido com uma caderneta de cromos...
João Pedro da Costa: comeu tanto que nos levou à ruína... uma conta com muitos zeros circulares...
M. Butterfly: voou, voou, voou, e encantou... quase não consegui falar com ela, o Bernardo e Gibel não deixaram...
Madge Webb: pediu ao empregado para se deixar desenhar enquanto nos servia o vinho, e lá se foi a garrafa quase toda, ou seja, tendo em conta que a garrafa era de 750 ml e o copo tinha apenas 20 cl, tivemos um desperdício de 0,55 litros...
Monty: depois de o termos massacrado com queixas de falta de atenção, desatou a responder a todos os e-mails em atraso, tendo conseguido por em dia os de 2003...
Sharkinho: como um tubarão que se preze, gosta de pessoas, especialmente surfistas... enfim, é mesmo um "boa onda"...
Susana: não sei se foi pelo seu cabelo loiro, ou pelos seus óculos verdes, mas gostei de a conhecer... aliás, se algum dia for mulher, quero ser como ela...
E assim acabou o jantar, eu nem sequer o meu Happy Meal comi, e só não tivemos de pagar porque descobrimos que o dono do restaurante era nosso fã... só me obrigou a mim a lavar os pratos, porque eu tenho andado a escrever pouco no afixe...
Afixado por Jorge Morais em 08:40 PM | Comentários (8)
"Raisparta" o Esopo
A águia e a flecha, fábula de Esopo
(contada de ouvido)
Certa águia, andando a voar alegremente, foi trespassada por uma flecha e caiu, mortalmente ferida. Olhando para a flecha, antes de dar o seu último suspiro, vericou que esta tinha uma pena de águia.
Moral da história: Se estiveres lá em cima, tem cuidado, pois podes ser apanhado por uma "pena fiel"...
Afixado por Jorge Morais em 04:00 PM | Comentários (20)
maio 02, 2005
Cá em cima tudo bem!

O que é aquilo ali em baixo? Ah! Que gatinhos giros...
E aquele fumo branco? Estarei a voar sobre o Vaticano? Ah, não! É um daqueles bichinhos que cospem fogo... Mas porque é que aquele só deita fumo?
Afixado por Jorge Morais em 12:13 PM | Comentários (18)
Da tanga ao tango, passando pelo choradinho
Quando Durão Barroso fez o discurso da tanga, a auto-estima nacional caiu para níveis nunca antes vistos. Nesse dia muitos não perceberam: uns pensaram que se tratava do famoso sumo em pó, outros que estávamos a receber uma grande tanga de um Primeiro-Ministro bem-humorado. Só quando vimos a cara de poucos amigos da Ministra das Finanças é que verificamos que era a sério.
Caídos em depressão, só o Euro 2004 nos levantou, momentaneamente, a moral, com a bandeira nacional dos pagodes chineses a esvoaçar nas janelas das casas. Depois, perdemos com aqueles que têm sido a nossa salvaguarda para evitarmos a cauda da Europa: os gregos. Grande tragédia.
Depois, Durão Barroso foi para um exílio dourado na Comissão Europeia (note-se que foi a muito custo e apenas porque era bom para o país), deixando-nos... aquele... como é que ele se chama? Pois, esse...
Depois de algum tempo, eleições, com muito choradinho por parte do governo cessante, a precisar de carinho, como um menino guerreiro.
Finalmente, novo governo. O PS está no poder. Até agora nada indica que a tanga não tenha sido substituída pelo tango. Sócrates aprendeu com Guterres como se dá música. O estilo é diferente, Sócrates não faz da simpatia a sua arma, antes uma seriedade e auto-confiança (muito ao estilo de Mourinho), que lhe permitem dissociar-se da imagem do "guterrismo".
O mais perigoso, no meio do actual panorama político, é a quase falta de oposição. O PSD elegeu para líder uma figura sedenta de poder, um político de carreira, com clara inaptidão para o papel de líder da oposição e sem peso no próprio partido. O PCP beneficiou da viragem à esquerda, e nem reparou que tem um líder incapaz de mobilizar ou modernizar o partido. O CDS/PP, refém de Paulo Portas, foi a grande surpresa, ao mostrar que é possível o líder do partido não estar escolhido antes do congresso, mas dificilmente conseguirá voltar a colocar o partido no governo. O Bloco de Esquerda arrisca-se a ter em Francisco Louçã aquilo que Álvaro Cunhal foi para o PCP.
Perante esta oposição, em que apenas o Bloco de Esquerda, no próximo congresso, poderá trazer novas ideias, o PS arrisca-se a não precisar de fazer muito para (des)governar em paz. Resta-nos esperar que seja um governo que pense nas pessoas e no desenvolvimento do país. Porque da oposição, poucas ideias boas virão...
Afixado por Jorge Morais em 11:33 AM | Comentários (6)
abril 25, 2005
Cadeia de literatura - finalmente a resposta
Fui desafiado, por isso aqui vai (já tinha publicado no 6 em 1 & algo +, mas lembrei-me que o bin também me tinha feito o desafio enquanto membro do afixe).
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Um livro em branco, onde registaria a história.
Já alguma vez ficaste apanhadinho por um personagem de ficção?
Sim, pelo Génio da Lâmpada. Sempre sonhei ter uma coisa daquelas, quando era criança e pediria 3 coisas: ser um grande jogador de futebol, ter uma mulher bonita e uma caixa sem fundo de dinheiro.
Qual foi o último livro que compraste?
Através das lentes, da National Geographic.
Qual foi o último livro que leste?
O evangelho segundo o filho, de Norman Mailer.
Que livros estás a ler?
(com voz pesarosa) Livros para o meu doutoramento:
Java distributed computing, de Jim Farley.
Mining the World Wide Web, de George Chang et al.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
Um livro sobre cada uma destas 5 religiões: budismo, cristianismo, hinduísmo, islamismo e judaísmo (por ordem alfabética). Para descobrir porque são incompatíveis e até que ponto são compatíveis, e para me dar por feliz por estar numa ilha deserta para poder escolher entre uma delas ou nenhuma.
A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e porquê?
Ao Miguel Torga, ao Camilo Castelo Branco e ao Bocage, porque se algum deles responder é sinal que existe vida para além da morte.
E os vencedores são?
As três pessoas que referi na resposta anterior, porque para além de serem escritores portugueses que admiro nunca tiveram de viver durante um governo do Durão Barroso nem do Santana Lopes.
Afixado por Jorge Morais em 09:47 PM | Comentários (1)
abril 22, 2005
Separados à nascença?


Benedict XVI e Benedict McCarthy
(os cotovelos mais conhecidos do mundo)
Afixado por Jorge Morais em 11:07 AM | Comentários (18)
abril 14, 2005
À procura dos caracóis

Uma amiga da blogosfera anda "desesperadamente" à procura de uma canção sobre caracóis. Aqui fica o apelo dela:
Alguém se lembra de um teledisco com um homem de meia-idade, dentro de um prato de caracóis, a cantar qualquer coisa como: "ando a comer caracóis, não quero pastéis nem rissóis, porque o que eu ando é a comer caracóis"?
Se alguém souber o paradeiro desta canção ou puder dar informações conducentes à sua localização, envie uma mensagem para jorge_morais@netcabo.pt.
Para além disso, podem ainda reproduzir este apelo nos vossos blogs.
Obrigado!
Afixado por Jorge Morais em 05:48 PM | Comentários (8)
O Porto não pertence a Espanha, mas sim a França
Pois é, para quem pensava que o Porto pertencia a Espanha ou, imagine-se o cúmulo, a Portugal, desengane-se. Segundo o Público, o Porto pertence (ou pertenceu, em 1930) a França.
Vamos a factos. Na última página do jornal, dá-se destaque ao falecimento de Lucien Laurent, o marcador do primeiro golo em Campeonatos Mundias de Futebol. Esse golo foi marcado em Montevideu, capital do Uruguai.
Diz assim o jornal:
"... Laurent, na altura interior-direito do CA Paris, tinha 23 anos e nunca tinha saído de França.
Era o seu terceiro jogo pelos bleus - estreou-se frente a Portugal, no Porto, com uma derrota por 2-0 no Campo do Ameal em Fevereiro de 1930, com dois golos de Pepe."
Assim, pelo menos em 1930, o Porto já foi francês (talvez daí tenha nascido aquela canção "Lisboa não sejas francesa", com medo que acontecesse o mesmo a Lisboa).
Também é bom saber que nessa altura nós ainda conseguíamos vencer a França por dois golos...
Afixado por Jorge Morais em 10:45 AM | Comentários (6)
abril 13, 2005
A pedido de várias famílias: como funciona um compilador
Ontem, no aniversário do afixe, escrevi um texto em que escrevia o programa de aniversário. Devido às várias questões que foram colocadas, resolvi dar uma explicação mais alargada sobre o assunto, explicando
Como funciona um compilador
Um compilador pode ser definido como um programa que tem como entrada um ficheiro escrito num código fonte e tem como saída um ficheiro escrito núm código objecto, podendo neste processo gerar mensagens de erro.

O compilador é composto por duas fases:
Análise, composta por:
- Análise léxica;
- Análise sintáctica;
- Análise semântica;
Geração de saída, que comporta:
- Geração de código;
- Optimização de código.
A análise léxica resulta de uma análise linear do código fonte, agrupando os caracteres em sequências com um determinado significado, designados por tokens.
Por exemplo, na seguinte instrução:
y = x + 'a';
Temos os seguintes tokens:
- identificador 'y';
- símbolo de atribuição '=';
- identificador 'x';
- sinal '+';
- carácter 'a';
- símbolo de terminação ';'.
Na análise sintáctica faz-se o agrupamento hierárquico dos tokens, usando regras recursivas. Pode-se definir uma expressão recursivamente:
- um identificador é uma expressão;
- um número é um expressão;
- se e1 e e2 são expressões, então e1 + e2, e1 * e2, (e1) também são expressões.
Na imagem seguinte pode-se ver a ideia abstracta de uma árvore sintáctica.

Chega então a fase da análise semântica, onde se verifica se a forma como os tokens foram associados hierarquicamente faz sentido e também a verificação de tipos. Por exemplo, antes de se somar a variável x com o carácter 'a', este tem de ser transformado num número do mesmo tipo da primeira, por exemplo float (número com vírgula flutuante), como se pode ver nas duas imagens seguintes:

Após a fase de análise, vem a geração de saída (output).
Começa-se por gerar código intermédio, isto é, instruções duma Máquina Abstracta.
Por exemplo: y = x + 'a' ;
geraria um código da seguinte forma ('a' tem o código 97, y é id1 e x é id2, t1 e t2 são variáveis temporárias):
t1 = (float)97
t2 = id2 + t1
id1 = t2
Em seguida, tenta-se optimizar este código de modo a ficar mais rápido. No exemplo anterior pode-se reduzir o número de instruções para apenas uma:
id1 = id2 + 97.0
Finalmente, gera-se o código objecto final, normalmente linguagem assembly/linguagem máquina recolocável (isto é, com um possível deslocamento relativamente às posições de memória).
No exemplo anterior, em assembly, temos:
MOVF id2 , R1
ADDF #97.0 , R1
MOVF R1 , id1
Finalmente, falta dizer que o compilador é apenas uma fase (a mais importante, é certo). Na imagem seguinte podem ver o contexto de um compilador.

Pronto, acabei. Se houver dúvidas, não hesitem em perguntar...
Afixado por Jorge Morais em 02:57 PM | Comentários (49)
abril 12, 2005
AH! FIXE! ou o POST INFORMÁTICO
Ah! Fixe! Foi o que eu pensei quando encarei a hipótese de colaborar neste projecto.
Não sei se foi no dia 22 de Fevereiro, quando o Monty publicou um texto meu, se no dia 24 de Fevereiro, quando publicou o segundo, se 3 de Março, quando acabei com o "Cadáver Esquisito" a pedido do Monty, se no dia 5 de Março, quando coloquei o primeiro post, após convite do Monty, ou se no dia 8 de Março, quando, finalmente, fui apresentado, juntamente com a Isabel e a Susana.
É com estranheza que, pouco mais de um mês desde que cá estou, o Monty tenha metido férias. E como acredito que é apenas um até já, só posso prometer que vou dar o melhor para manter o afixe na senda do seu êxito fulminante, de modo a podermos estender a passadeira vermelha para o seu regresso. Apesar de tudo, penso que foi uma prova de confiança que nos deu, ao considerar que o afixe ficaria bem entregue.
E como um aniversário que se preze tem de ter um programa de aniversário, aqui fica o respectivo programa, escrito em linguagem C. Para executar o programa, basta gravar o código C em baixo com o nome afixe.c e fazer (em Linux):
$ gcc afixe.c -o afixe $ afixe
afixe.c
#include <stdio.h>
/* programa de aniversário do afixe */
main(){
printf("Parabens, afixe!\n");
}
Quer saber mais sobre o programa em C?
#include <stdio.h>
Esta instrução carrega o ficheiro studio.h, que contém funções da entada/saída padrão, onde se inclui a função printf que é usada em baixo.
/* programa de aniversário do afixe */
Comentário. Em C, tudo o que estiver entre /* e */ funciona como comentário, não sendo compilado como código C.
main(){
...
}
Função principal, a primeira a ser executada em qualquer programa em C. As chavetas englobam o corpo da função.
printf("Parabens, afixe!\n");
Função que escreve o texto entre aspas na saída padrão, normalmente, o ecrã. '\n' é uma sequência de escape que significa o carácter "mudança de linha".
Afixado por Jorge Morais em 10:08 PM | Comentários (17)
abril 11, 2005
Quem é que encomendou isto? JPC, é para ti?

Afixado por Jorge Morais em 10:56 PM | Comentários (1)
Mas quem é que encomendou isto ? Monty, é para ti?

Afixado por Jorge Morais em 08:04 PM | Comentários (7)
abril 07, 2005
Post à Monty
Estou cansado.
Vou descansar.
Não, não me vou embora, vou só descansar...
Afixado por Jorge Morais em 02:02 AM | Comentários (7)
abril 06, 2005
O comboio
Ainda me lembro, como se fosse agora, o meu ano de estágio na sede da empresa. Na cidade onde eu vivia, havia uma delegação, mas os estágios tinham todos de ser feitos na sede, a 300 quilómetros de casa. Todos os domingos de tarde, embarcava no comboio rápido, numa viagem de três horas, voltando sexta-feira, ao fim da tarde.
O primeiro mês correu sem sobressaltos. A partir do segundo mês, apareceu ela. Apanhava, invariavelmente, o mesmo comboio, tanto na ida como na vinda. Olhei para ela sem conseguir desviar o olhar, morena de olhos escuros, cabelos longos ondulados, semblante triste e ausente.
Afixado por Jorge Morais em 04:05 PM | Comentários (4)
abril 01, 2005
Monty novo treinador do Futebol Clube do Porto
É verdade! José Couceiro acaba de ser despedido de treinador do Futebol Clube do Porto. O treinador mostrou-se triste e disse que não percebia como é que isto podia estar a acontecer quando o Porto até estava em fase ascendente...
Entretanto, fontes próximas de Pinto da Costa garantiram-nos que já existe substituto: o Monty, que entretanto deixara a equipa do afixe. Numa primeira declaração, disse:
- Eu penso que os meus companheiros vão perceber que não podia dizer não a este desafio. Eu sempre fui dragão (eu dizia que era leão apenas para tentar engatar uma miúda da Juve Leo), pelo que não podia recusar este honroso convite. E enquanto for treinador do Porto, não vou poder voltar ao afixe.
P.S. Sendo assim, o Monty deve voltar ainda este mês...
Afixado por Jorge Morais em 11:17 AM | Comentários (3)
março 30, 2005
Colete reflector - modelo aprovado
Numa corajosa medida de contenção de custos, o governo descobriu que podia reaproveitar um conjunto considerável de camisolas que não têm saída (especialmente desde que José Mourinho mostrou que elas se rasgavam apenas com o pensamento), e aprovou o seu uso como colete reflector (obrigatório no âmbito do novo código de estrada).
Se quiseres, elas estão a ser distribuídas gratuitamente por todo o país. Consta que anda um tal de Monty a tentar recolhe-las todas, pelo que aconselho alguma rapidez na procura. O modelo é o que consta da fotografia seguinte:

Afixado por Jorge Morais em 09:55 PM | Comentários (4)
março 29, 2005
O rio
Agora que o Monty resolveu deixar-nos durante algum tempo, na tentativa de melhorar a sua vida sexual (não que ela fosse má, mas temos de ser exigentes connosco e querer sempre mais), fiquei sem nada para escrever. Falta-me o aqui o gajo, desculpem, Senhor Gajo, para mandar as bocas demolidoras. Que faço?
Bem, só me resta pedir que vão AQUI para ler a única coisa que consegui escrever depois do grande traidor, desculpem, Senhor Grande Traidor, nos abandonar. Aliás, a história tem alguma coisa a ver com ele: afinal o rio vem do Monty.
P.S. Desculpem a última piada (à Nuno Markl), mas a falta do Monty tem efeitos secundários em nós... Monty, filho, volta! Estás perdoado!!!
Afixado por Jorge Morais em 07:47 PM | Comentários (9)
março 25, 2005
Uma visita azul
Tenho andado demasiado ocupado para escrever. Felizmente a Isabel e a Susana, neófitas como eu, têm trabalhado em grande, colmatando as minha faltas de inspiração.
No meu blog, também costumo ter ajuda às sextas-feiras. A semana passada foi a Emiéle que lá colocou um belo texto. Hoje, tive uma visita azul.
Independentemente das épocas que se festejam (Carnaval, Páscoa, Natal, etc...), é bom saber que na blogosfera o espírito de entreajuda não é apenas uma palavra vã.
Boa Páscoa, independentemente da religião que professem, e não se esqueçam que o importante não são as datas, mas sim a forma como nos relacionamos com os outros.
Afixado por Jorge Morais em 02:09 PM | Comentários (0)
março 22, 2005
O dia do casamento
Um casamento era notícia de primeira página no “jornal da aldeia”. De boca em boca, o “jornal” tinha a tiragem igual ao número de casas da pequena povoação. Era um jornal tecnologicamente avançado, as notícias evoluíam quando eram retransmitidas. Que o diga a Inês, filha da D. Laurinda, que tendo tido um enjoo devido auma feijoada mais pesada, viu este transformar-se numa gravidez e, mais tarde, num aborto clandestino. Seria, certamente, o segundo caso conhecido de uma gravidez concebida sem pecado, mas a reputação da Inês nunca mais foi a mesma e ela foi ganhar o pão para outras bandas.
Afixado por Jorge Morais em 08:13 AM | Comentários (0)
março 21, 2005
A solução para "O post das 4"
A solução para "O post das 4" está aqui.
Afixado por Jorge Morais em 11:11 AM | Comentários (0)
Post das 4
Mas o que é que um tipo faz a pé às 4 da manhã, sabendo que tem de se levantar às 7?
Se vos contasse, não acreditavam.
Por isso, não conto...
Afixado por Jorge Morais em 04:00 AM | Comentários (2)
março 20, 2005
Recordação do dia do pai de ontem
Afixado por Jorge Morais em 02:02 AM | Comentários (6)
março 16, 2005
Grande tumulto no afixe

Foi descoberta identidade do 1.º candidato a estagiário e uma multidão inteira deslocou-se ao afixe para o ver de perto...
Afixado por Jorge Morais em 11:08 PM | Comentários (6)
março 15, 2005
A casa dos anjos
O meu nome é José Carlos, ou Zeca, como era conhecido pelos meus irmãos da "Casa dos Anjos", uma casa para crianças órfãs e de famílias desavindas. Formávamos uma grande família. A designação da casa não fazia justiça aos autênticos diabinhos que nós éramos. Mas houve um anjo que passou por lá, e é sobre ele que vos quero falar. [Mais]
Afixado por Jorge Morais em 09:01 AM | Comentários (1)
Aconteceu em Portugal
A instituição onde trabalho tem colaboradores externos, com quem por vezes não convivemos directamente. A notícia que venho contar, refere-se a uma dessas pessoas, desconhecida para mim, mas é uma história verídica que me deixou chocado. Conto-a como me contaram, desculpem se inadvertidamente estou a contar alguma coisa mal.
A. foi chamada, no Sábado passado, para ajudar uma amiga. Sempre prestável, foi. A amiga era uma mulher vítima de violência doméstica, que estava a ser protegida pela A.P.A.V.. O agressor tinha uma ordem para abandonar a casa de onde ela tinha saído e não tencionava cumpri-la.
Assim, a amiga pediu a A. para ir ajudá-la a mudar a fechadura da porta. Telefonaram 3 vezes à polícia, que nunca apareceu. Quem apareceu foi o agressor, de pistola em punho, desatando aos tiros. A amiga sobreviveu apesar de ter duas balas alojadas no corpo. A. morreu, deixando as pessoas da minha instituição que a conheciam (e outros, como eu, que não a conheciam) em estado de choque.
Isto aconteceu em Portugal, em pleno Século XXI.
Afixado por Jorge Morais em 02:15 AM | Comentários (10)
março 12, 2005
ONTEM, O TEMPO PAROU
Tenho dito.
Afixado por Jorge Morais em 12:44 AM | Comentários (2)
março 10, 2005
Afixe Futebol Clube precisa de treinador
Já somos 11 jogadores, mas cada um joga para seu lado e não temos posicionamento fixo em campo. Assim, está aberta uma vaga para treinador. Já contatamos o Mourinho, o Peseiro e o Couceiro, mas os adeptos dos clubes não nos deixaram trazê-los. Por sua vez, os adeptos do Benfica ofereceram-nos o Trapatoni, mas nós recusamos.
Assim, jovem, se tens entre 8 e 80 anos, a quarta classe, não te chamas Trapatoni, e queres seguir um projecto ambicioso, envia a tua tática e posicionamento em campo da equipa do Afixe.
Afixado por Jorge Morais em 06:05 PM | Comentários (12)
Mãe e filha
Uma filha resulta, em geral, de um acto de amor entre um homem e uma mulher. Por vezes planeada, outra vezes obra do acaso. Na maioria dos casos, ambos ficam felizes. Noutros casos, infelizmente, não. >>>
Afixado por Jorge Morais em 02:12 AM | Comentários (1)
março 08, 2005
A uma mulher
Muitas vezes encontro letras de canções que parecem ter sido escritas por mim, não por me considerar um inspiradíssimo escritor de canções, mas porque se aplica de tal forma ao meu caso que parece que quem a escreveu se baseou na minha vivência.
Assim, hoje vou deixar aqui a minha tradução da letra de uma canção dos Pink Floyd dedicada a uma mulher. Onde quer que ela esteja agora, saberá que é para ela.
Jorge Morais
"QUEM ME DERA QUE ESTIVESSES AQUI
Então, então pensas que consegues distinguir
O paraíso do inferno,
Céus azuis da dor?
Consegues distinguir um campo verde
De um carril de aço frio,
Um sorriso de um véu,
Pensas que consegues distinguir?
E convenceram-te a trocar
Os teus heróis por fantasmas,
Cinzas quentes por árvores,
Ar quente por uma briza fresca,
Conforto frio por mudança?
E trocaste
Uma aparição na guerra
Pelo papel principal numa jaula?
Quem me dera, quem me dera que estivesses aqui.
Somo apenas duas almas perdidas
Nadando num aquário,
Ano após ano.
Correndo sobre o mesmo velho chão,
O que descobrimos?
Os mesmo velhos medos.
Quem me dera que estivesses aqui."
Afixado por Afiche em 10:24 AM | Comentários (3)
Uma questão de posição
(publicada em simultâneo no 6 em 1 & algo +)
Numa conferência sobre sexo, o conferencista começa:
- Existem exactamente 32 posições sexuais...
- 33 - interrompe um dos ouvintes.
O conferencista, visivelmente irritado:
- Eu gostaria que me deixassem fazer a minha apresentação até ao fim e depois poderão fazer as perguntas que quiserem. Continuando, existem exactamente 32 posições sexuais. A primeira, a mais habitual, consiste na mulher deitada de costas para baixo, o homem deitado sobre ela de barriga para baixo...
- Ah! Então são 34, ainda não conhecia essa...
Jorge Morais
Afixado por Afiche em 12:52 AM | Comentários (2)
março 05, 2005
RELIGIÃO, POLÍTICA E FUTEBOL
Contaram-me que certo professor universitário estrangeiro ao chegar a Portugal foi avisado, durante um jantar, que para evitar discussões acaloradas, deveria evitar falar de sobre religião, política e futebol. Ele terá respondido:
- Bem, então só nos resta falar de sexo.
Perante esta sábia observação, resolvi falar de sexo. Depois pensei: mas o que é que eu posso dizer sobre sexo que ainda não tenha sido dito?
Que se lixe, falo do resto. Só não apago as referências ao sexo para as pesquisas virem ter a esta página mais facilmente. Mas para isso também deveria colocar aqui outros nomes: Britney Spears, Anna Kurnikova, Manuela Ferreira Leite, etc... Bem, para ser sincero, apesar de não ser dos mais procurados, a Salma Hayek faz mais o meu género. Bem, já me estou a perder...
De religião, odeio os fundamentalismos. Fui educado como católico, deixei de praticar, mas não me apetece assumir como nada: nem católico, nem ateu, nem agnóstico, nem outra coisa qualquer. Por outras palavras, estou-me marimbando para isso. Apenas gosto de respeitar todas as opções, assim como gosto que respeitem a minha falta de opção.
De política posso dizer o mesmo que digo da religião: não sou militante, não pretendo ser, já votei em três partidos diferentes. Este ano, pela primeira vez, o partido em que votei ganhou as eleições - espero não me arrepender.
Até nos referendos, tinha sempre perdido, mas agora GANHEI.
Finalmente, o futebol. Sou adepto de três equipas em Portugal: o Grupo
Desportivo de Chaves, o Sport Lisboa e Benfica e a Selecção Nacional. O Chaves, anda a lutar para não sair da Liga de Honra. Depois dos anos de glória na Primeira Divisão, é uma pena ver esta equipa longe do convívio dos grandes. O Benfica prepara-se para o 11.º ano sem ser campeão. Mas quem se lembrou de contratar aquele treinador?! Finalmente, a Selecção Nacional: foi das 3 equipas a que mais me fez vibrar este ano. Só foi pena aquela final...
Mas até no futebol não sou fundamentalista: independentemente de tudo, o Porto foi a melhor equipa portuguesa nos dois últimos anos, só tenho pena de o Benfica ter deixado escapar o Mourinho...
No fim disto tudo, concluí que nada de interessante disse sobre estes
assuntos. Talvez devesse ter mesmo falado de sexo e da Salma Hayek. Só que, nessa hipótese, o texto (e não só) iria ficar muito comprido. Agora, já não tenho pachorra para mais.
Afixe-se.
Afixado por Jorge Morais em 01:50 PM | Comentários (13)
fevereiro 22, 2005
E se o PSD e o CDS/PP concorressem coligados?
A resposta é: o PS poderia perder a maioria absoluta!
Tendo em conta os dados do STAPE, o PS tem neste momento 120 deputados, e o PSD mais o CDS/PP 84, quando faltam apurar os votos da emigração.
No caso de uma coligação pré-eleitoral (que na prática corresponde ao mesmo, já que se sabia que após as eleições os dois partidos se coligariam), o PS perderia 6 deputados para a coligação PSD+CDS/PP.
O PS apenas perdeu no distrito de Leiria e na Região Autónoma da Madeira. Caso houvesse uma coligação, perderia ainda em Aveiro, Bragança, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu.
Em relação aos deputados, perderia deputados em Aveiro, Castelo Branco, Faro, Santarém, Vila Real e Madeira, passando a ter apenas 114 deputados. Assim, estaríamos neste momento à espera dos resultados da emigração, para saber se haveria ou não maioria absoluta.
Podemos especular se a votação seria igual em caso de coligação. Parece-me que sim, dado que havia um acordo, e votar no PSD ou no CDS/PP acabava por ser a mesma coisa. Seria diferente se concorressem separados, mas sem acordo. Isso demonstra que a estratégia seguida pelos dois partidos foi completamente errada, dado que se sabe que o método de Hondt favorece coligações em vez de partidos separados. É claro que perderiam sempre, mas poderiam evitar a maioria do PS.
Afixado por Jorge Morais em 05:26 PM | Comentários (12)

