janeiro 05, 2006

Talvez...

fim-mc.jpg
Baleal - Fotografia: MC

Talvez o fim não seja o fim e ainda
haja mais qualquer coisa além do fim.
Talvez ao fim da noite que não finda
haja um dia sorrindo para mim.

Torquato da Luz


Até sempre, algures na Blogosfera. Foi bom!

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dezembro 31, 2005

Bicefalia... ou esquizofrenia?!

Coisa estranha.
Meia noite em Viena - a Áustria preside, desde este momento à UE. Mas acontece que em Londres ainda são 23h. E o Reino Unido ainda está em 2005, presidindo também à UE.
Quem vai tomar grandes decisões na próxima hora? Felizmente está tudo no champagne e ninguém se lembra de mais nada...

PS: tinha prometido não voltar antes de 2006... e aqui na terrinha ainda é 2005, mas em Bruxelas já é dia 1...

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dezembro 30, 2005

Bom Ano

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(Mariano Deidda)

Não encontro melhor espaço para reflexão sobre o ano que (quase) passou e sobre o que aí vem, como Fernando Pessoa, na voz italiana de Mariano Deidda.
Três CDs (inexistentes em Portugal!), absolutamente fora de série, com poemas (cerca de 40, no total) do escritor, que morreu há precisamente 70 anos.

Um privilégio.
Tão sublime, que só pode levar a antecipar coisas boas para o ano que se avizinha. Mesmo que se saiba ser ingenuidade ou utopia, como alías o é a poesia...

Bom Ano para todos. Tal como o Bernardo, só regresso em 2006...

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dezembro 22, 2005

Música...

No dia 11 de Dezembro, num post sobre o Natal na Baixa de Lisboa, escrevi

(...) e só é pena que, ao contrário do que se faz em tantas outras cidades, não haja música de Natal nas ruas.

Actualizo: já há música de Natal nas ruas! E que maravilha!

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dezembro 17, 2005

Pessoal e... transmissível

tsflogo.gif


Pode ouvir-se quando se trabalha, quando se lê, ou simplesmente pelo prazer de ouvir.
Entrevistas suculentas e agradáveis.
Carlos Vaz Marques conversa, interroga, questiona. E os convidados, com algumas flutuações mas tudo "acima da média" respondem, argumentam e interessam. Momentos de rádio excelentes!
Vai-se ao site da TSF e à secção de programas. Depois é só escolher e ouvir.
Assim se aprende (pelo menos, eu aprendo muito com eles).
Ficam aqui alguns exemplos de 2005. Mas o arquivo é completo desde 2001:

«Pessoal e... Transmissível»

• ( 20:15 15Dez05 ) Michael Cunningham
• ( 20:47 14Dez05 ) Fernando Lemos
• ( 21:58 13Dez05 ) David Lodge
• ( 20:51 12Dez05 ) Maria Filomena Mónica
• ( 21:27 05Dez05 ) António Chainho
• ( 20:29 30Nov05 ) Jorge Bucay e as histórias que curam
• ( 20:41 28Nov05 ) O pianista Domingos António
( 20:57 17Nov05 ) Tahar Ben Jelloun
• ( 20:12 14Nov05 ) André Jordan
• ( 20:13 07Nov05 ) José Saramago
• ( 23:16 03Nov05 ) Rui Tavares, autor do "Pequeno Livro do Grande Terramoto"
• ( 20:36 24Out05 ) Luís Portela e os medicamentos "Hell"

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dezembro 15, 2005

Quiz

1º Está ao volante de um carro e vai a uma velocidade constante. 2° À sua direita há uma ravina a perder de vista. 3° À sua esquerda segue um carro de bombeiros (parece querer ultrapassá-lo). 4° Diante de si vai um porco que parece maior que o seu carro. 5° Atrás de si vem um helicóptero em voo rasante. 6° O porco e o helicóptero vão à mesma velocidade que você.

Como vai fazer para parar?
A resposta está em baixo. Mas reflicta 1 minuto ou 2!!!


Resposta: Vá a esta pagina

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Zoo

Jorge Coelho, com a sua proverbial educação, chama cordeiro a Cavaco

Comentários:
- um coelho a chamar cordeiro a outrém, não sei porque não há-de ser um elogio, dado que tudo se passa no reino animal;
- chamar "cordeiro", pela parte que me toca (e estou certo que o Pedro se associará a esta ideia), é mesmo o supremo elogio.
Enfim, cada um tira da cartola os cordeiros, digo, coelhos, que pode...

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dezembro 11, 2005

Fim de tarde ao sabor do tempo...

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Para esquecer as presidenciais, o deficite e outras coisas que já maçam de tanto ouvir, nada como um passeio a pé pela Baixa (repito: a pé, que de carro são filas demoradas e encanitantes...), com as crianças, para ver as iluminações, os jongleurs, as bancas de vendas, comer um peganhento chupa-chupa ou saborear umas castanhas acabadas de assar. Há que evitar uma data de vendedores que nos tentam impingir tudo, mas isso já faz parte, e só é pena que, ao contrário do que se faz em tantas outras cidades, não haja música de Natal nas ruas.

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Os miúdos adoram e nós adoramos estar com eles - como dizia o outro, "o jogo é valoroso e a modalidade sai prestigiada"...

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dezembro 08, 2005

Banho de bola

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Não vi, porque estava trabalhar.
Mas sofri - recebendo por SMS o a notícia dos golos.
Segundo o que dizem os comentadores, em geral, foi um "banho de bola" - táctica, rigor, entrega, vontade, argúcia, lucidez. Mesmo sem os "saudosos" lesionados e depois de sofrer um golo "daqueles".
Tem-se jogado muito mal, mas o dia de hoje fica para a história.

PS: curiosamente, quando do sorteio há meses, todos davam o Manchester como primeiro indiscutível, e o Benfica e o Villareal a lutarem por um lugar na Taça UEFA (com o outro, portanto, a ser eliminado). Viu-se!
PS2: depois das declarações de Alex Ferguson antes do jogo e da atitude do Cristiano Ronaldo, ainda dá mais gozo! Esta já ninguém nos tira!

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dezembro 07, 2005

Tragam mas é o prontuário...

"Quem tiver elementos que possam minimamente sustentar uma cabala que mos tragam", afirmou o PGR

Quem? - Singular. Tragam? Plural...
E nós é que "tragamos" isto todos os dias...

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dezembro 06, 2005

Promover a qualidade habitacional

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Vale a pena visitar este Blog, do Grupo Habitar, da Associação Portuguesa para a Promoção da Qualidade Habitacional.
Entrem e revejam o arquivo, com excelentes artigos e debates sobre a cidade e os seus habitantes, numa perspectiva inovadora e positiva.
Dirigido, entre outros, pelo Arquitecto António Baptista Coelho, do LNEC, é um espaço aberto à cidadania e à participação.
Visitem, colaborem e divulguem - a cidade (qualquer uma) é de todos e feita por todos.

Afixado por Mário Cordeiro às 10:12 | Afixadelas (0)

Candidata surpresa vem animar os debates...

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Segundo fontes geralmente bem informadas, os futuros debates vão ser mais animados, dado que o Supremo Tribunal de Justiça acaba de receber 5 milhões de assinaturas, propondo para PR esta "mandatária de juventude", de seu nome Brigitte Bardot. Apesar de ter quase cem anos, todos reconhecem que a idade NÃO É um problema.
É uma candidata que, nitidamente, olha para a esquerda, mas já há tantos candidatos nesta área que, mais um, menos um... Será que desta vez o Professor Cavaco irá falar? Ou manter-se-á mudo? Cair-lhe o queixo mais do que já está, será impossível - só nas caricaturas do António.
Aconselha-se os outros candidatos a irem, rapidamente, fazer exames clínicos e provas de esforço.
(Notícia: Agência Tusa, digo Tuga, digo Lusa)

PS. espera-se que não haja problemas de inscrição da jovem nas presidenciais portuguesas, na época de Janeiro.

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dezembro 05, 2005

Ruy Luís Gomes

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Nasceu há 100 anos. Um exemplo de coerência, verticalidade e dignidade.
Perante os dislates que todos os dias se ouvem na política portuguesa e a falta de nível que, por vezes, roça o boçal, vale a pena recordar um grande Homem.
Felizmente ainda há alguns como ele. E mais virão, que os ventos da História são imparáveis.

Afixado por Mário Cordeiro às 12:23 | Afixadelas (0)

República das Bananas?

Eu teria grandes preocupações se Cavaco Silva ganhasse as eleições. Mas não espero que isso aconteça, porque acredito no bom senso do povo português. Aceitarei a sua legitimidade desde que as eleições sejam limpas.

Coloca a hipótese de as eleições não serem limpas?

Tem havido alguma pressão da comunicação social favorável a um candidato. Não quero ofender, mas se o meu amigo ler com atenção os jornais, como eu leio, e conhecendo os truques que aí fazem, não restam dúvidas. E então na televisão ainda é mais claro. Mas isso não é coisa para se discutir agora, é para mais tarde.

Jornal Publico de hoje

Estamos perante um assunto novo e grave. Passados 31 anos sobre o 25 de Abril, com sei lá quantas eleições de permeio - presidência, assembleia, autárquicas, parlamento europeu, referendos... -, um candidato, que foi presidente do nosso País durante 10 anos e várias vezes primeiro ministro, põe a hipótese de as eleições não serem "limpas".

Espero ansiosamente pelo comunicado do actual primeiro ministro, pela reacção do STAPE, pela conferência de imprensa dos ministros da administração interna e da justiça, e pela declaração solene do Dr. Jorge Sampaio, que ainda é o Presidente e que deverá assegurar ao sportugueses a "limpeza" das eleições que vão determinar o seu sucessor.
No mínimo, que se reuna o Conselho de Estado. Só na Venezuela ou no Zimbabwe, ou similares, é que se costumam pôr estas sombrias hipóteses. Observadores da ONU ou da UE? Não era de pensar nisso?
Estou muito preocupado...

Afixado por Mário Cordeiro às 12:08 | Afixadelas (6)

dezembro 03, 2005

Putas, preservativos, OMS e tabaco - chega de demagogia!

A propósito das declarações de Mário Soares, no lançamento do MP3, na qual o candidato "aderiu" às posições até agora veiculadas pela sua mandatária para a juventude, vale a pena referir algumas coisas.
A propósito da legalização da prostituição, refere Soares que:

"Quando eu era novo, a prostituição era uma actividade regulamentada e isso impedia muita coisa. Depois, com a democracia, achou-se que issso era uma intervenção abusiva, mas hoje tenho dúvidas".

É pena que os candidatos (geralmente, todos...) tenham tanta falta de rigor. Em primeiro lugar, não foi a democracia, senhor doutor, mas um decreto de Salazar que "aboliu" a prostituição de um dia para o outro - assim, levou a que se procurassem outras formas de exercício da "profissão mais antiga".
A ideia de que "quando eu era novo as coisas eram diferentes, para melhor",´tem que ser fundamentada com dados científicos, e não com feelings de qualquer pessoa. A incidência de gonorreia, sífilis e outras doenças de transmissão sexual, para além da "escravatura branca" nas casas de meninas, dependentes de uma Madame muito "socialite" mas que era, para todos os efeitos, uma carcereira, era muito superior à actual. E quando o Dr. Soares era "novo" não havia uma doença causada por um vírus chamado HIV, nem se conheciam as implicações do papilomavírus ou do herpes vírus. Nem sequer se sabia que a gonorreia era a maior causa de esterilidade nas mulheres. Comparar o incomparável, por superficialidade e falta de rigor e de estudo dá nestas coisas...
Defendo que cada um deve usar "o que Deus lhe deu" - corpo, talentos, intelecto, etc - para o que melhor lhe aprouver, inclusive ganhar dinheiro, mas defendo também que há que garantir a não exploração de ninguém por ninguém, o respeito por todos os envolvidos e a saúde pública e individual, com conhecimento perfeito dos riscos, não apenas físicos, mas morais e psicológicos da adopção de certos estilos e percursos de vida. Tenho, tal como o candidato, dúvidas de que estes aspectos sejam considerados quando se faz, de forma bombástica, a proposta do regresso às "casas de putas".

Segundo aspecto. O candidato defende

"distribuição de preservativos nas escolas"

não o dizendo como nem quando, nem a quem, nem por quem...
Se há coisa de que se tem falado é o preservativo. Ele até está acessível. Mas apenas um terço dos jovens portugueses têm relações sexuais protegidas, a acreditar em vários estudos. Será que são todos parvos e ignorantes? Aliás, o mesmo se passa com a população adulta. Também tenho dúvidas. O que me parece é que não basta dizer "use preservativo" ou distribuir perservativos na escola. Se calhar o que falta é saber quando, como e de que maneira se deve usar o perservativo, como fazer para que, usando preservativo, ele não se "intrometa" numa relação apaixonada, ocasional, que não é programada; como fazer para que o contacto corporal total, tão necessário na adolescência (e não só) consiga não ser beliscado pelo uso do preservativo. Continuamos com medidas de "faça isto, não fala aquilo", em vez de integrar estilos de vida e comportamentos promotores de saúde no dia a dia das pessoas. E par isso é necessário ouvi-las, escutá-las... mas não apenas em sessões de campanha eleitoral, nem aos jovens que constituem as juventudes partidárias...

Dr. Soares e sua mandatária: um estudo que realizámos num grande estabelecimento prisional português mostrou que a maioria dos presos, por exemplo, recusa (sim, recusa!) a distribuição de preservativos na cadeia. Sabem porquê? Porque acham que com preservativos "à solta" têm mais hipóteses de serem violados pelos seus colegas. E isso eles não querem. às vezes é bom ir um bocadinho mais longe do que o que os nossos olhos enxergam.

Talvez por sofrer intensamente desta miopia, a OMS acaba de declarar que não aceita funcionários que fumem - e se alguém aceitar ser funcionário e fumar, terá que sofrer um processo disciplinar. Presume-se que a OMS vai também ver quais os funcionários que vão às casas de putas, os que dormem com outras e outros, os que bebem álcool, os que infringem o código da estrada, os que não usam preservativo, os que fumam um charro ou os que andam sem capacete de bicicleta ou não põem creme quando vão à praia. Ou comem bife com natas. Ou vão ao MacDonald´s. Ou estão demasiado tempo à frente de um computador, por exemplo a escrever no Aphixe.
Asim vai o mundo, com uma OMS a receber dinheiro dos governos para fazer tudo menos o que era necessário, dinheiro esse que vem, em muitos casos, da actividade económica das tabaqueiras e dos impostos sobre o tabaco...
Bof! Desculpem o desabafo!

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novembro 29, 2005

Ah, grande Juíz!

Ah, grande Juíz!

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novembro 27, 2005

Reflexões num domingo de sol

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Salvador Dali - Cristo

Ontem "postei" uma coisa sobre salas de aula e crucifixos. Pensei que o assunto iria, de certo modo, ser pacífico. Um Estado laico e uma das muitas Igrejas (mesmo que a mais preponderante) devem manter relações cordiais, de cooperação, mas nunca de domínio. E o respeito pela igualdade de símbolos religiosos e de religião é determinante numa democracia não teocrática (haverá alguma que possa ser teocrática, ou será incompatível?).

Ao longo do dia de ontem ouvi várias declarações de "repúdio", "indignação" e "revolta" - não apenas da Igreja, como até eventualmente poderia ser de esperar, mas de partidos políticos laicos e de personalidades avulsas.
Se a Igreja decide, porque quer e com toda a legitimidade, tomar medidas dentro do seu seio, como ainda recentemente a história da ordenação de homossexuais mostrou, embora passível de comentários dos cidadãos, num país livre que somos (e parece que, às vezes temos medo de o ser), já me parece estranho que uma medida destas seja atacada com a violência com que o esta a ser, sendo o espaço, a sua organização e as decisões exclusivamente da competência de um governo laico de um país laico multiconfessional.
.
Vendo a cois por outro prisma: não acham que estarem crucifixos nas salas de aula e espaços das escolas, sendo escolas estatais, é um abuso da liberdade religiosa? Nas áreas onde as chamadas "minorias" são já um larga maioria nas salas de aula (vejam-se as escolas de Loures ou da Amadora), que diriam se fossem colocados símbolos islâmicos, animistas, indús, budistas?

Fica a questão, para mais uma discussão "Aphixiana", neste novo "milionénio".
Bernardo: I am calling you to the stand! Pedro: saca aí de uns argumentos. Blue, Gibel, todos e demais: vamos dar argumentação a ambas as partes.

Abraços "milionários"

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novembro 26, 2005

Amigos, amigos, negócios à parte...

Acho bem...

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novembro 25, 2005

Bazar Nórdico - correcção

O Bazar Nórdico é amanhã, sábado, mas no Novo Pavilhão do Dramático de Cascais (na Guia) e não no Centro Hoteleiro do Estoril, onde até agora costumava ser.
Coisas de nórdicos!

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novembro 24, 2005

Bazar Nórdico

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No próximo sábado, dia 26, sábado, no Centro Hotelerio do Estoril, a partir das 9h, decorre o Bazar Nórdico, no qual estão representados os países escandinavos, com diversos produtos nacionais e uma venda de livros, bibelots e outras coisas dadas pelos sócios do clube, predominantemente suecos, noruegueses, dinamarqueses e finlandeses.
Para além de jogos e do desfile de Santa Lucia (em que as raparigas estão vestidas de branco, com coroas de flores), há vinho quente com canela, waflers, e o inevitável "polse met brod" (traduzível por "cachorro-quente mas diferente").
Vale a pena, mas quanto mais cedo chegarem, mais opções de compra terão, como é lógico!

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novembro 22, 2005

Terei lido bem?!?

Leio esta notícia no Blog Olissipo, e fico perplexo...

O presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues, mandou embargar a construção de um complexo na estação ferroviária do Rossio por falta de licença para a obra, aprovada pela autarquia no anterior mandato.

Será influência do vereador Sá Fernandes? Houve "autárquicas intercalares" em Lisboa, entre Santana e Carmona?
Ajudem-me a resolver a minha perplexidade!

Afixado por Mário Cordeiro às 00:02 | Afixadelas (3)

novembro 21, 2005

Maçã com bicho...

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ESCOLA AGRÁRIA
Seis alunos de Santarém vão ser julgados por praxe violenta
Pela primeira vez em Portugal foi decidido levar o caso de uma alegada praxe académica violenta a julgamento. A decisão foi tomada pelo juiz de instrução criminal de Santarém. O caso remonta a 2003 quando uma estudante denunciou ao então ministro do Ensino Superior denunciando praxes que classificou como tortura.

( 18:53 / 21 de Novembro 05 ) - TSF


(...)
Mas há quem ache
graça à praxe
É divertida (Hi-hon)
Lição de vida (Ão-ão)
Maçã com bicho
acho eu da praxe
É divertida (Mé-mé)
Lição de vida (Piu-piu)
Maçã com bicho
acho eu da praxe

(...)

Sérgio Godinho

Afixado por Mário Cordeiro às 21:26 | Afixadelas (0)

novembro 19, 2005

Aconteço um gin no Peter...

peter.jpg
Aos oitenta anos, morreu hoje José Azevedo, dono do Peter, na Horta.
Um gin tónico, em honra dele. E um poema que escrevi, há alguns anos.

Por Um Gin...

O céu está preto
Da cor do alcatrão
Se calhar o avião
Fica retido
Esperas-me lá
No fim do alfabeto
Esperas em sentido
Como um velho farol
Como um raio de sol
Para um barco perdido
No porto
À porta

O céu está escuro
Está breu e já troveja
Talvez seja
O diabo, de irritado,
Esperas-me lá
Esperando pelo futuro
Esperas calado
Como um velho sinal
Como um raio vital
Para um homem cansado
No porto
Da Horta

Está traiçoeiro
Mas vamos já no ar
Os passageiros
Não tentam nem olhar
Se é grande o medo
A vontade é de rochedo
Vemos o Pico
E o mar
O Pico
E o mar
E o Pico
E o mar
Em qual deles vamos bater
Primeiro?
Esperas-me lá
Sem temer
Pelo companheiro.
És forte
E és conforto
Na morte
No porto
Na porta
Na Horta
Sem sobressalto
Esperas por mim

Sabes que nunca falto
Ao nosso gin.

Afixado por Mário Cordeiro às 19:52 | Afixadelas (3)

Igreja Católica contra música clássica?

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Espero que seja engano do "Expresso", mas li na última página, por baixo de outra notícia que diz "Natal ilumina Lisboa", uma altamente preocupante.
"Reza" que a assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa, reunida em Fátima, aprovou um documento no qual se determina a impossibilidade da execução de obras de música clássica nas igrejas.

Fico estarrecido, e lembro-me de todos os (excelentes) concertos a que tenho assistido, em igrejas, seja no programa da Gulbenkian, seja na altura do Natal.
Claro que a Igreja Católica tem o direito de decidir do que se faz nos seus templos, mas também não é por acaso que é a confissão que mais benesses recebe do Estado, isenção de impostos em múltiplas instituições e um lugar preponderante nas decisões políticas - veja-se a atribuição de um canal de televisão (a TVI, lembram-se?) - isto pelos "bons serviços" que presta à sociedade em geral, de católicos e não católicos.

Se se confirmar esta notícia, fica o meu protesto por um atentado à Cultura, que nos remete para períodos mais negros. Bem sei que a felicidade e aperfeição só se encontram no Céu (?!) mas a música é a excepção. existe na Terra. E se não for nas igrejas será em qualquer lado, porque o Homem não depende, felizmente, de Deus para existir, para ter espaços lúdicos e culturais, e para se aperfeiçoar.

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Afixado por Mário Cordeiro às 19:31 | Afixadelas (10)

novembro 14, 2005

Vale tudo?

Regressado de Espanha, li hoje no Expresso que um grupo de militantes do PS acusava Alegre, em manifesto, entre outras coisas, de não ser "honesto intelectualmente" e de ser comparável a Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Isaltino de Morais.
Vale tudo? Vale mesmo tudo?
Qualquer dia comparam-no a Rui Mateus, não? (isso é que devia ter graça).
Porque é que há, de vez em quando, ondas de náusea que caem sobre nós?
PS. algumas pessoas que assinam o tal manifesto são da Comissão de Honra de Mário Soares. A palavra "Honra" não quererá, afinal, dizer nada? E também os há medalhados pelo Presidente da República nas inefáveis condecorações do 10 de Junho... pelos vistos, vale mesmo tudo!

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novembro 13, 2005

Vemos, ouvimos e lemos... NÃO podemos acreditar!!!!

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Autor: Marco Ventura. www.olhares.com

As minhas andanças pela Galiza levam-me a uma notícia publicada hoje na Voz de Galicia.

Suiza prohíbe a los niños que se sienten sobre san Nicolás
QUIERE EVITAR ACUSACIONES DE PEDOFILIA

Los numerosos San Nicolás que recorren las calles suizas de Zúrich el 6 de diciembre no podrán poner a los niños sobre sus rodillas, según una decisión de su asociación, que quiere proteger a los san Nicolás de posibles acusaciones de pedofilia.

La sociedad de los San Nicolás de Zúrich, que cuenta con un centenar de miembros, reaccionó así a las llamadas de varios padres y quiso proteger a sus socios contra posibles acusaciones de pedofilia.

El 6 de diciembre, más de cien San Nicolás se pasean por las calles de Zúrich y visitan a más de mil familias.

La opinión pública está muy sensibilizada sobre la pedofilia, constata el presidente de la asociación, que lamenta que una medida así sea necesaria. San Nicolás ofrece dulces a los niños.

Afinal um comentário: nos anos oitenta e princípio de noventa, a Suiça era o país da Europa onde havia mais turismo sexual e exploração comercial sexual de crianças, com um sistema de viagens organizadas ao Extremo Oriente, fácil, barato e confidencial, o que explicou a incidência elevadíssima de infecção HIV, que fez deste país o campeão da SIDA na Europa, durante muitos anos. Agora o campeão é outro (adivinhem qual...).

Qualquer dia, o Capuchinho Vermelho encontra uma lagarta ou uma mosca, e não um Lobo Mau, ainda por cima representado sempre por um autêntico galã encartado!
Se a moda pega por cá...

Afixado por Mário Cordeiro às 15:43 | Afixadelas (2)

Nunca mais!

prestige.jpg
13 de Novembro de 2002. 13.15h. O petroleiro Prestige, ao largo do Cabo Finisterre, na Galiza, pedia socorro. O governo espanhol de José Maria Aznar rejeitava o apoio ao barco, designadamente algumas alternativas que poderiam ter sido o “mal menor”, como rebocar o Prestige para a chamada Costa da Morte, onde o impacto do naufrágio poderia ser limitado. Portugal rejeitou, também, qualquer vinda do barco para águas territoriais nacionais, e esperou que os ventos – como aconteceu – continuassem a soprar de sul.

prestige-malpica.jpg
A 19 de Novembro o barco afundava-se e a descarga de fuel (no total, mais de 80.000 toneladas) originou a maior catástrofe ambiental espanhola, com um distanciamento inexplicável das autoridades de Madrid e do próprio governo galego.

A reacção foi, de certo modo, inesperada. "Galiza se cabreó, por la primera vez!". E assim se criou o movimento "Nunca Máis", liderado entre outros por Manuel Rivas, um dos maiores escritores galegos contemporâneos e um dos fundadores do movimento Green Peace. Face às duplicidades de Madrid, os galegos mostraram que não tolerariam mais coisas semelhantes, e reuniram-se num esforço heróico para limpar as praias, salvar os animais e plantas marítimas, e defender os pescadores e donos de viveiros de mariscos, que viram de repente toda a sua actividade suspensa.
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Passados três anos - e com uma grande manifestação esperada para hoje, dia 13, em Santiago de Compostela -, o caso continua nas mãos dos juízes, quer no que se refere aos comandantes do barco e à companhia que era a sua dona, bem como a alguns responsáveis do anterior governo e do comando portuário.
Há que fazer diversos esforços concertados para que não se repita uma coisa destas. A catástrofe do Prestige acelerou algumas medidas, designadamente a obrigatoriedade de cascos suplos que permitam conter a perda de fuel no caso de naufrágio. Por outro lado, a pressão popular conseguiu que fossem imaginados métodos para retirada do fuel restante que ameaçava "babar" durante anos e anos, e neste momento já não há qualquer ameaça dentro do Prestige, que assim repousa tranquilo a 4000 metros de profundidade.

E a pergunta subliminar é: e se fosse em Portugal? Ou, de outro modo, se os ventos tivessem soprado de noroeste, como são os ventos dominantes na costa portuguesa?

Para terminar, fica um pedaço de uma entrevista de Manuel Rivas. Para que "nunca máis".

Hay dos clases elementales de silencio. El acogedor, que invita a soñar, y el silencio estremecedor, el que destruye el sueño. Esta segunda clase de silencio, viscoso, imponente, demoledor, es el que caracteriza el avance de una marea negra. Ésa es la banda sonora de una catástrofe en el mar. Una intimidación que acalla, que enmudece a las mismísimas olas y hace del vuelo de las aves un peso muerto. Ese silencio también se adueñó del mapa humano de Galicia en los primeros momentos del desastre del Prestige, en noviembre del 2002. Además de compartir la pesadumbre del mar, el nuestro, aquellos primeros días, era un silencio de estupor ante las circunstancias que rodearon al siniestro

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novembro 08, 2005

Um caso grave de patologia compulsiva e irresponsabilidade colectiva

sem carta.bmpDo DN
Nos próximos três anos, Vitorino Jorge Ferreira, de 21 anos, não pode cometer qualquer infracção. Foi acusado de 29 crimes e muitos outros estão ainda por resolver judicialmente. Ontem, o Tribunal de Valongo foi condescendente com o jovem, que desde os 14 anos vem acumulando dezenas de acusações por condução ilegal, e aplicou-lhe uma pena de três anos de prisão suspensa por outro tanto tempo.

Confiante, Vitorino ouviu, de pé, a decisão do juiz. À saída do tribunal, não hesitou. Disse que "houve justiça" e que não merecia ficar detido. Mas, "durante três anos fica com a espada sobre a cabeça", avisou o presidente do colectivo, explicando ao jovem que, caso se verifique uma reincidência, aplicar-se-á a condenação. A execução desta pena fica ainda dependente do resultado dos restantes processos que não transitaram em julgado, também todos relativos a condução ilegal. Por isso, o advogado de defesa, Fernando Moura, diz apenas que "esta primeira fase está ganha". Para esta decisão do tribunal contou o facto de as infracções terem sido cometidas num curto período de tempo - o arguido tinha entre 16 e 18 anos - e a circunstância de o jovem ter colaborado com a justiça e comparecido sempre ao julgamento. Vitorino saiu em liberdade, "na esperança de que a partir de agora assuma um comportamento conforme o direito".

Para trás ficam as multas pagas em dinheiro e as condenações em forma de serviço prestado à comunidade. Das 60 infracções cometidas, apenas uma vez foi "apanhado" pelos agentes. Dessa vez, como não trazia dinheiro para pagar a coima na hora, foi obrigado a trabalhar como coveiro durante seis meses. Nas restantes situações apenas a viatura foi identificada. Vitorino começou cedo a dar nas vistas nas estradas. Primeiro numa moto, mas como os acidentes eram muitos depressa passou para o volante de um automóvel, sem idade nem habilitações para o fazer. Quando chegou aos 18 anos ainda tentou tirar a carta, mas chumbou e desistiu. Agora é esse o seu sonho "Cometi muitos crimes e agora quero tirar a carta", garante.

Nem vale a pena comentar, muito menos o ar vitorioso, saudado pelos seus pares e quase levado em ombros, que pude ver ontem na TVI. Um potencial assassino da estrada, que fere 60 (sessenta!) vezes a lei e é glorificado. E ainda lhe vão dar azo a que tire a carta! Ninguém menciona uma pena de tratamento psicológico obrigatório. O percurso rodoviário deste jovem é altamente perturbador e indicia uma personalidade no mínimo estranha, com alguma dificuldade, quanto a mim, em definir valores éticos.
Vai tirar a carta? A questão é: "a quem?". E a vida de alguém? Tirará também?

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novembro 06, 2005

não teria havido alternativas melhores?

Precisamente a 6 de Novembro, em 1917.

lenin.bmp

Vladimir Ilich Ulianov iniciava o que seria a "Revolução Bolchevique", na qual ficaria para a posteridade com o nome de Lenin.
O resto é sabido...

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novembro 02, 2005

Pixmania - parte 3. O regresso dos clones

É verdade. A saga ainda não acabou.
No episódio anterior ficámos (fiquei) com duas objectivas para uma máquina digital que não tenho e com um ecrã já pago, algures em parte incerta. E ainda uma menina que me desligou o telefone na cara quando pedi para chamar o supervisor, e a exigência dela em que eu fosse aos correios despachar o que entregaram de errado, e eu a solicitar que viessem buscar o que mandaram errado...

Hoje, uma semana depois, a saga continua. Volto a telefonar: outra menina (mais simpática) que me informa que... a colega NÃO tratou de nada, nomeadamente accionar o processo de virem buscar o que mandaram e trazerem-me a minha encomenda.
Ficou de falar com o supervisor (deve ser um Grande Guru qualquer, a que só alguns têm acesso) e resolver a coisa.

Já lá vão 20 dias para a "Compra Tranquila" que se faria em três. E a saga continua!!!!

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outubro 29, 2005

O nascimento do mundo

Nascimento do mundo - nilli kook.jpg

Deputados na AR reunidos em plenário? Membros do Tribunal Constitucional em deliberação? Comissão de Honra de um candidato a presidente?
Simplesmente "O Nascimento do Mundo" - de Nilli Kook.
Confesso que, independentemente de tudo o mais (por favor, não comecem já a ler posições que não estão aqui ou juízos de valor que muito menos...), apetece-me de vez em quando falar de nascimentos.
Quanto mais não seja pela carência deles, em Portugal.
Defeito de pediatra?
Volto terça. E fiquem com este magnífico quadro de Salvador Dali - "Criança observando o nascimento do mundo".

dali-nascimento do mundo.jpg

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outubro 28, 2005

William Henry, the Third

bill gates.jpg
Ou "The First".

Há 50 anos nascia um menino chamado Bill. Billy the Kid.
O que fez? "Só" desenvolveu (com Paul Allen faça-se justiça) uma empresazita chamada Microsoft.
Mas se tivesse realmente talento e acreditado na sua obra tê-la-ia baptizado de Macrohard.
Não ficará na História...
Parabéns, Bill, meio século é obra. E se te lembrares de mim, manda ou cheque ou preferes que te envie o meu NIB?

PS: porque é que o cérebro de Einstein foi directamente para ele?
PS2: já pensaram como se estão a roer aqueles que gozavam com ele no liceu, as namoradas que lhe deram tampa ou os patrocinadores que lhe recusaram apoio financeiro?

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outubro 25, 2005

Sindicato das Crianças

logo.jpg

Foi anunciada hoje a criação do Sindicato das Crianças.
Se quiser saber o que isto é, vá aqui.

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outubro 24, 2005

Digno de registo...

Luís Osório, jornalista, foi visado por um post meu , denominado "A coutada do macho lusitano", em termos não muito abonatórios.
Vale a pena ler o seu comentário, quando leu o post aqui no Afixe: resumidamente, admite que procedeu mal e que gostaria de não ter dito o que disse.
Em tempos de arrogãncias e justificações do "impossível", fica o registo de um jovem jornalista que, felizmente, "também tem dúvidas e algumas vezes se engana".
Um abraço, Luís!

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Um sonho que terminou...

ConcordeBA.jpg

Podem argumentar razões económicas, de segurança, falta de mercado, inviabilidade, o que quiserem.
Mas foi, sem sombra de dúvida, o avião mais bonito que alguma vez já se produziu.
"Morreu" oficialmente a 24 de Outubro de 2003.

E eu, que nunca andei nele...

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Parabéns!

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Foi precisamente há 60 anos. Nesse dia 24 de Outubro de 1945, os cinco membros do Conselho de Segurança - China, EUA, França, Reino Unido e União Soviética ratificavam a Carta das Nações Unidas, aprovada em Junho do mesmo ano. Estava criada a ONU, com altos e baixos, melhores e piores desempenhos, eficácia ou nem tanto, mas incontornável e sem a qual o mundo seria (ainda) mais perigoso.

Afixado por Mário Cordeiro às 00:49 | Afixadelas (0)

Parabéns!

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Foi precisamente há 60 anos. Nesse dia 24 de Outubro de 1945, os cinco membros do Conselho de Segurança - China, EUA, França, Reino Unido e União Soviética ratificavam a Carta das Nações Unidas, aprovada em Junho do mesmo ano. Estava criada a ONU, com altos e baixos, melhores e piores desempenhos, eficácia ou nem tanto, mas incontornável e sem a qual o mundo seria (ainda) mais perigoso.

Afixado por Mário Cordeiro às 00:49 | Afixadelas (0)

outubro 23, 2005

Como é que era aquela coisa do Tiago Monteiro?!?

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22 de Outubro - a crise dos misséis de Cuba...

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A 22 de Outubro de 1962, o Presidente Kennedy anunciava ao povo Americano que os aviões-espiões dos Estados Unidos tinham descoberto uma base de misséis soviéticos em Cuba, praticamente completa, visando o seu país.

Foi ordenado um embargo a Cuba para evitar que os navios soviéticos pudessem transportar mais armas e material para Cuba. Talvez pelo facto de o presidente da URSS ser Nikita Khrushchev, Kennedy decidiu dar mais algum tempo para reconsiderarem. Entretanto, o birmanês U Thant, secretário-geral das Nações Unidas, apelava aos dois contendores para que mantivessem a calma e para o perigo de uma guerra à escala das superpotências.

A 25 de Outubro, perante o prosseguimento dos trabalhos em Cuba, Kennedy considerou a invasão da ilha, mas Khrushchev deu ordens, nesse mesmo dia, para o desmantelamento da base. As coisas ainda aqueceram quando foi exigido aos americanos a retirada das suas bases da Turquia e quando, entretanto, um avião espião foi abatido sobre Cuba. Kennedy conseguiu conter a vontade dos militares de retaliarem. A situação apaziguou e a chamada Crise dos Misséis Cubanos chegou ao fim. Alguns misséis americanos foram também retirados da Turquia.

Conseguiu-se evitar uma guerra que seria devastadora, mas este episódio teve como consequência uma corrida desenfreada ao armamento nuclear, para que cada parte não ficasse atrás da outra, num futuro braço-de-ferro.

O que teria acontecido se os presidentes não fossem Kennedy e Khrushchev? É difícil dizer. Mas viveram-se tempos de grande incerteza. Lembro-me de, na altura, ter sete anos e de ouvir os meus pais falar do assunto com muita apreensão.

Passados 43 anos, o clã Kennedy foi devastado e perdeu praticamente toda a sua influência, a União Soviética deixou de existir e os países que a formavam vendem mísseis como "pãozinho quente". A ameaça nuclear vem agora de outros lados.
Só em Cuba o tempo permanece igual, e o ditador continua a fazer discursos intermináveis, prende e tortura os seus adversários políticos, perante a cumplicidade de alguns e o silêncio de outros. E perante a estupidez de um embargo americano que não faz qualquer sentido e só atrasa o processo de democratização. Mesmo com elevadas taxas de alfabetização e serviços de saúde razoáveis, Cuba permanece um país sub-desenvolvido, pobre e com as liberdades fundamentais cerceadas. Mas será tudo ouma questão de tempo, porque a História, que Fidel afirmava que "o absolveria", será a mesma que libertará a pequena ilha simultaneamente da ditadura e do imperialismo.

Vendo à distância este episódio, podemos ver como as gerações anteriores também passaram por momentos de uma enorme insegurança e de uma ameaça de destruição eminente. Há razões para estarmos optimistas quanto ao futuro!

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outubro 21, 2005

Para comprar um ecrã tranquilo...

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No dia 14 de Outubro resolvi substituir o meu ecrã por um LCD. Consultei diversos sites, informei-me e vi que a Pixmania tinha um, de 19 polegadas, em promoção. Telefonei para o nº 707 que vinha no site e uma voz de mulher, com sotaque de leste (depois de uma gravação me anunciar que a chamada iria ser gravada) confirmou-me que o produto estava em stock e que, se eu fosse rápido a efectuar o pedido, em 3 dias me chegaria a casa. "Entrega expresso!" - insistiu.

Fui ao site e fiz a encomenda, que pomposamente designam por "Contrato de Compra Tranquila". Fiz a transferência bancária (por o banco da Pixmania ser o mesmo banco que o meu, foi instantânea) e enviei o recibo do pagamento, que foi notificado como tendo sido recebido pela Pixmania.
E assim, fiquei ansiosamente à espera de ver as minhas fotografias, a net e o Afixe num ecrã LCD de 19 polegadas.

E assim estou. Expectante. Passados sete dias (hoje) liguei para o tal nº 707, a saber da minha "Compra Tranquila" - fui novamente avisado que iria ser gravado -, e uma voz masculina com sotaque brasileiro informou-me que "a sua compra não saíu do armazém". E porquê, quis saber? Não há explicações. Não saíu. Não quis sair, se calhar, entrou em greve, estava à espera que Cavaco Silva se decidisse, estava doente por causa do Sporting, foi visitar o Moreira ao hospital sei lá - a minha compra não quis vir para minha casa. Ponto final. Comprei um ecrã temperamental, está visto.

Como quis protestar "por escrito" ("o senhor já está protestando" - esclareceu-me o respondente) segui as instruções mas no site não encontrei o caminho certo.

"Vou providenciar e até ao final da próxima semana o senhor receberá o ecrã".
Fiquei tranquilo. Chateado que nem um perú mas tranquilo. Furioso mas tranquilo. Com vontade de os esganar mas tranquilo.
Adoro a eficiência! Sobretudo a eficiência tranquila...

Afixado por Mário Cordeiro às 12:10 | Afixadelas (5)

Trafalgar - 200 anos...

turner-trafalgar.jpg
Turner - A Batalha de Trafalgar

Dois séculos certinhos. Almirante Nelson - o herói. No dia 21 de Outubro de 1805.
Ingleses contra uma aliança franco-espanhola. Napoleão à espera do resultado.

Quando os 33 navios da aliança bonapártica estavam a sair da costa espanhola, com rumo a Itália, depararam-se com os 27 navios britânicos.
"A Inglaterra só espera que cada homem cumpra o seu dever!" - e apenas em cinco horas 19 barcos espanhóis e franceses foram destruídos, sem perdas materiais para os ingleses mas com a morte ou ferimentos de 1500 marinheiros. Quando as coisas estavam no seu auge, Nelson foi atingido no tórax e morreu em 30 minutos. "Morro satisfeito. Graças a Deus cumpri o meu dever!". E graças ao Almirante (aqui para nós, ligeiramente obcecado com a noção de "dever"), Napoleão ficou sem meios para invadir Inglaterra.

Em Trafalgar Square, lá está a enorme coluna com a estátua de Nelson. E os lagos onde, na passagem do ano ou em dia de vitória da selecção inglesa, os londrinos mergulham, curtem bebedeiras e dão largas à alegria.

PS: e a Maria Albertina, se tivesse outro filho, chamava-lhe Nelson!

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outubro 20, 2005

Agarrem-me, se não...

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Um ponto a favor de Cavaco - foi de carro, no banco de trás, COM cinto de segurança. Já pertence aos 2% de portugueses que, na cidade, cumprem este aspecto da Lei...
Ou então tem excelentes assessores de imagem...

Afixado por Mário Cordeiro às 20:07 | Afixadelas (1)

Aos seus lugares!

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(Humpapá - Goscinny e Uderzo)

É hoje! A SIC Notícias promete um "Especial Cavaco", mas já é muito mais prudente a prometer um Cavaco especial...

De qualquer maneira, a partir de hoje "é mesmo a sério".

Afixado por Mário Cordeiro às 10:11 | Afixadelas (2)

Dois finais a 20 de Outubro

mao2.jpg
http://www.chairmanmao.org/

1935 - Mao-Zedong terminava a Grande Marcha
Iniciada 368 dias antes, para escapar das tropas nacionalistas de Chiank-Kai-Shek, a Grande Marcha terminou junto à Muralha da China, com 4.000 dos iniciais 100.000 homens e mulheres que a formaram. Foram percorridos perto de dez mil quilómetros, duas vezes a distância entre Nova Iorque e São Francisco, ou mais do que de Lisboa à Nova Zelândia pelo centro da Terra. Sujeitos a bombardeamentos, fome, disciplina interna e cansaço, os sobreviventes foram acolhidos por cinco metralhadoras e cavaleiros com bandeiras vermelhas: "Bem vindo, Presidente Mao. Estávamos à sua espera ansiosamente. Está em Shensi. Estamos à sua disposição". O resto é sabido...

volvo P544.jpg
http://www.cars-models.ch/echelle-au-18-eme/ars

1965 - A Volvo terminava a produção de um dos seus mais famosos emblemas - o PV 544
O automóvel que permitiu a universalização da Volvo, com uma excelente relação preço/qualidade - simultaneamente carro de rallies e carro de cidade -, chegava ao fim. Coube ao engenheiro de testes Nils Wickstrom, na presença dos fundadores da Volvo, conduzir os últimos exemplares para fora da fábrica, em Lund, na Suécia.
O Volvo PV 544 terminava a sua Longa Marcha, que o levou aos cinco continentes e bateu, na altura, recordes de fabrico. Ao contrário de Mao, chegou ao último dia com bastante mais efectivos do que tinha começado - venderam-se 440.000 nos seus oito anos de produção. Ainda me recordo de ter andado num...

Moral da História: Mao Zedong, num Volvo PV 544, a 120 km/h (a velocidade a que andava) teria feito o seu percurso em cerca de 83 horas...

Afixado por Mário Cordeiro às 00:07 | Afixadelas (0)

outubro 19, 2005

Tudo se resumia, afinal, a "problemas de ventre"

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Aprenda a dança do ventre! O Sporting alargou o leque de actividades desportivas e vão começar as aulas da dança do ventre. O Clube tem várias actividades, que pode ficar a conhecer aqui. A dança do ventre trabalha de uma forma excepcional todos os músculos da zona abdominal, para além de braços, pernas e glúteos, permitindo ganhar maior flexibilidade e mobilidade.

Do site do Sporting

(site que, hoje, pela primeira vez, ao fim de 49 primaveras, visitei. Ao que se chega, não é?!
A fotografia é do próprio site...)

Afixado por Mário Cordeiro às 23:36 | Afixadelas (0)

As melhoras!

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Um dos nossos melhores guarda-redes vai ficar parado seis meses. Não é apenas um problema para o Benfica, é para Portugal.
Um jovem que vai longe vê, de repente, a sua carreira abalada por uma lesão moderadamente grave. Que recupere depressa, para o voltarmos a ver na sua grande classe.
Com o Quim lesionado, a baliza encarnada vai passar por alguns apuros... valha-nos a defesa, que parece segura e o jovem Rui Nereu.

Afixado por Mário Cordeiro às 21:57 | Afixadelas (2)

Em nome do Pai...

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E do Filho. Não sei se do Espírito Santo, mas da Justiça e da Humanidade, com certeza.
Depois de 15 anos de cadeia, foi a 19 de Outubro que os chamados “Quatro de Guilford” foram libertados. E declarados inocentes de um crime que, provadamente, não cometeram.

Condenados em 1975 por atentados à bomba em dois pubs de Guilford, em Inglaterra, a polícia foi pressurosa e “agarrou” dois irlandeses, Gerry Colon e Paul Hill, “pequenos criminosos” que estavam próximos ds locais onde as bombas rebentaram.
IRA2.jpg

Aproveitando uma lei recente, na altura, a polícia interrogou os suspeitos de forma “pouco adequada”, forçando-os a assinar confissões, sob tortura mental e física, e obrigando-os a denunciar familiares que nunca tinham tido nada a ver com bombas nem com o IRA. No total, onze pessoas foram injustamente presas e condenadas.
Só passados quinze anos é que, debaixo da pressão da opinião pública e perante provas irrefutáveis – já conhecidas na altura, mas que a acusação escondeu da defesa e do tribunal -, foram declarados inocentes. Grande parte dos depoimentos de 1975 foram fabricados pela polícia e os agentes mentiram em tribunal.
O pai de Gerry Colon, Giuseppe, morreu na prisão. O filho sempre lutou para limpar a sua imagem mas, prioritariamente, a do pai. Em seu nome.

Ainda no julgamento de 1975, o juíz declarou que era pena não estarem ali arguidos de crime de alta traição contra a Coroa, caso contrário, “teria todo o prazer” de sentenciar os quatro à pena de morte.
E se nos acontecesse a nós?
A sombra e a memória de Jean-Charles de Menezes está presente, trinta anos depois.

Afixado por Mário Cordeiro às 10:30 | Afixadelas (6)

outubro 18, 2005

Gosto muito de te ver, leãozinho...

E não é que o rapaz plagiou a excelente fotografia do Rogério?
Com esta falta de imaginação, acho que o Rogério tem toda a razão, embora "não deva meter" - como é que é que dizia o outro? -, "a colher em seara alheia"....

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A Fonte Monumental

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Finalmente a Fonte Monumental, impropriamente chamada Luminosa (esta é a de Belém), voltou a jorrar água e, ao princípio da noite, também luz (excelente iluminação, diga-se).

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Totalmente remodelada, com pormenores lindíssimos, a Fonte devolve à Alameda muita da sua alma, a qual será inteira quando acabarem as obras do metro, na parte oeste. Só é pena um certo abandalhamento do relvado, em termos de alguma "jagunçada" que por ali se diverte e de cocós de cães avulsos (os cocós, não os cães, que têm donos que os passeiam e que assistem, impávidos e serenos, ao "fazer obra"). De qualquer forma, esta Alameda, que reune 4 (quatro!) Juntas de Freguesia: S.João, S. Joáo de Deus, São Jorge de Arroios e Alto do Pina (deve ser a única rua de Portugal com tanta freguesia junta ou junta de freguesia...) continua a ser um espaço verde, de lazer e comercial variado e interclassista.

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Segundo uma das responsáveis, todo o mecanismo de "relojoaria" que regula a Fonte foi arranjado, e pretende-se abrir, no local, alguns espaços comerciais, que ficarão dentro da construção (atrás da queda de água). A ideia é também transformar a Alameda em "sala de espectáculos" e de exposições, especialmente no Verão, bem como aproveitar os jardins por cima da Fonte e os espaços limítrofes. A existência de esplanadas e cafés não está posta de parte.

fonte-letras.jpg
Assim se comemorou o 22º aniversário da "Revolução Nacional"! Esperamos que o novo executivo camarário e as Juntas não se esqueçam que tão importante foi re-abrir a Fonte como será mantê-la... mesmo que as eleições só sejam daqui a quatro anos!

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outubro 16, 2005

O mais moderno dos 42...

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Fotografia: Reuters

O novo Rei da Arábia Saudita promete reformas, alargamento dos direitos das mulheres, não pactuação com terroristas, baixa do preço do petróleo e recusa do caminho nuclear. Tanta coisa boa que até custa a crer...
Se for como alguns políticos ocidentais, só tomará metade das medidas anunciadas, e mesmo nestas fará o contrário do que prometeu em dois terços delas. Mas esperemos que não. A Arábia Saudita é um "filme" demasiado importante e demasiado complexo para nos darmos ao luxo de não ter esperança de uma mudança. Mesmo que pequena, o impacto será seguramente grande na região e no globo.

O mais engraçado é que, entre os seus 42 irmãos, o Rei Abdullah é considerado o mais moderno e "prafrentex". Do alto dos seus 82 anos!

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outubro 15, 2005

Percursos de vida

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Pierre Laval e Margaretha Geertruida Zelle. O que têm em comum estas duas personagens?

Uma primeira coisa: ambas morreram a 15 de Outubro. Mas milhões de pessoas, por esse mundo fora, ao longo dos séculos, morreram nesse dia. Só hoje, em Portugal, morrerão cerca de 300.
Porquê o interesse por estas duas pessoas?

Outra coisa comum: ambas foram executadas. Já reduz o espectro e aproxima mais estas duas personagens.

Ainda outra: ambas foram fuziladas em França.

E mais outra. Ambas foram executados devido às Guerras Mundiais do século XX – a I, no primeiro caso, a II, no outro.

Mas mais ainda: ambas foram executadas por alta traição.

laval.jpg
Pierre Laval foi o dirigente fantoche do Governo de Vichi, na França ocupada pelos nazis. Era um deputado e senador pacifista que, nos anos trinta, fez uma súbita viragem à direita (acontece!), tendo sido ministro dos negócios estrangeiros e primieor-ministro duas vezes. Anti-comunista primário, denunciou o pacto com a União Soviética e alinhou a França com a Itália fascista. Sendo contra a declaração de guerra da França à Alemanha e encorajou a capitulação, sendo depois ministro de Estado do General Pétain. Depois de ter posto este na sombra, Laval tornou-se o braço direito de Hitler em França. Fugiu para a Alemanha na hora da Libertação, depois para Espanha, de onde foi expulso, procurou refúgio na Áustria e acabou por se render aos americanos, tendo sido julgado, e fuzilado a 15 de Outubro de 1945.

mata_hari_pose.jpg
Margaretha Geertruida Zelle era holandesa e chegou a Paris em 1905, sendo uma dançarina de estilo exótico, numa versão sofisiticada de streap-tease. Depois de umas tournées pela Europa, adoptou o nome de Mata Hari (que, em malaio, que dizer “o olho do dia”). O seu catálogo de amantes incluíu altas individualidades francesas, designadamente militares. Em Fevereiro de 1917 foi detida por “espionagem”, e acusada de ter fornecido aos alemães pormenores sobre a nova arma dos Aliados: o tanque.
Considerada culpada de alta traição, foi fuzilada em Outubro desse ano, tendo ficado para a História o facto de ter recusado a venda com que se tapa os olhos dos sentenciados.

Há quem diga que, ao contrário de Laval que foi um miserável peão de brega dos nazis, Mata Hari só cometeu um crime: ter conseguido, através do poder da sua sedução, mostrado a fraqueza dos chefes militares franceses. O destino, esse foi o mesmo...

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outubro 14, 2005

Mestiços misteriosos

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Alguém me explica (provavelmente o que eu já sei...) porque é que "Half-Blood Prince" foi traduzido por "Príncipe Misterioso"? É que, além de desnecessário, e de não ser o título que a autora lhe deu, desvirtua a ideia, que tem a ver com a rivalidade que existe, no mundo de Harry Potter, entre os filhos de dois feiticeiros (os "puros") e os que só descendem de um (os... "mestiços").
Não pior forma de racismo intrínseco do que o que se mascara de "politicamente correcto"...
Claro que pode também ter sido algum feitiço de um dos inimigos de Harry...

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outubro 13, 2005

Alguém ainda se lembra?

terrorismo.jpg
Fotografia: http://feti.lsu.edu/

Precisamente neste dia, 13 de Outubro, em 1977, um comando palestiniano assaltou um avião alemão da Lufthansa, exigindo a libertação dos líderes do grupo armado germânico Baader-Meinhof (que, ao contrário do que muita gente pensa e como escreveu Manuel Alegre num excelente poema, "não é uma estação de metro em Berlim"), designadamente os seus chefes, Andreas Baader e Ulrike Meinhof. Este grupo de extrema-esquerda tinha "no seu activo" o assassinato de mais de 30 pessoas, de chefes militares a líderes governamentais.

Os palestinianos levaram o avião para Mogadishu, na Somália, depois de assassinarem o piloto e o atirarem pela porta do avião, perante as câmaras das televisões. Depois de vários dias de cativeiro, as forças especiais alemãs entraram na aeronave, matando três dos terroristas e libertando os 86 passageiros que ainda restavam no aparelho. Os membros do grupo Baader-Meinhof, incluindo os seus cabecilhas, suicidaram-se na prisão.

É apenas um facto histórico, actualmente, mas vale a pena pensar que os actos de terror já existem há muito e que o que o 11 de Setembro trouxe foi uma dimensão diferente e uma mediatização "ao limite". Que os grupos de terroristas se articulam entre si (não compro a ideia de que esse comando palestiniano eram patriotas lutando pela libertação do seu povo!). Que ainda há investigadores que julgam que o suicídio dos chefes do grupo Baader-Meinhof foi "muito conveniente". Que... muita coisa, incluindo que vale a pena rever o filme de Fassbinder "A Terceira Geração", para entender como o polvo é um animal tentacular, e os extremos se tocam, e mais uma data de lugares comuns que, afinal, são comuns e são lugares... ou vulgares...

PS: também neste dia (mas em 1792) foi posta a primeira pedra do efífício que viria a ser... a Casa Branca! The White House. Ela mesmo, sim! A dita! O que, se calhar para alguns, é suficiente para mostrar a relação estreita entre a política americana e o terrorismo!!!!

Afixado por Mário Cordeiro às 00:20 | Afixadelas (1)

outubro 12, 2005

Há 60 anos...

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Há precisamente 60 anos (12 de Outubro de 1945), o soldado Desmond T. Doss, de Virginia, foi honrado com a Medalha do Congresso, por actos de bravura no âmbito da intervenção do Corpo Médico, sendo o primeiro objector de consciência na história americana a receber uma medalha.

Sendo um pacifista, registou-se como objector quando foi chamado para a II Grande Guerrra. Acabou, contudo, por ser enviado para o campo de batalha, integrado no Corpo Médico, onde salvou dezenas de pessoas, pondo a sua própria vida em perigo.

Não deixa de ser quase esquizóide, um objector de consciência ganhar uma medalha por acções em teatro de guerra, mas é um assunto que tem sido pouco debatido entre nós. Palpita-me que a maioria das pesoas não sabe o que é a "objecção", tendo ainda uma ideia um bocado depreciativa sobre os (e as) que, por alguma razão, estão contra a guerra e se recusam a entrar nela. Isto mistura-se com a ideia de "Pátria", "patriotas", "servir a Nação", "deveres de cidadania", etc, etc.
.
Por ser polémico, deixo aqui este tema para debate - entrem na roda!


Afixado por Mário Cordeiro às 00:00 | Afixadelas (12)

outubro 11, 2005

A coutada do Macho Ibérico...

don juan.jpg
Fotografia do filme "Don Juan"

Para quem não viu: Prós e Contras de ontem, na RTP1. Debate: os 4 casos das autarquias "párias" e a reforma do sistema político. Convidados 7homens e uma mulher, para além da moderadora, Fátima Campos Ferreira (FCF).

A discussão incidiu muito sobre um ponto em que todos estavam de acordo: a necessidade de reformulação do sistema, dos partidos e uma nova postura dos políticos, passando por rigor, seriedade, não mentirem, falarem dos temas mesmo se "quentes", etc, etc.

Miguel Beleza estava particularmente cáustico, mas tudo tem um limite, até por uma razão de eficácia. As suas críticas a Fátima Felgueiras não passaram de ironia, dizendo (transmito a ideia, não as palavras exactas) que "era linda", "que era uma figuraça" e coisas do género. A torto e a direito, lá vinha a Fátima Felgueiras como se fosse a mulher mais bonita do universo (ironia exagerada perde a graça), chegando a brincar com a FCF, que alinhou completamente nesse jogo.

Os argumentos até estavam a ser interessantes, quando Luís Osório, na sua segunda intervenção, fez um preâmbulo em que apelava a Miguel Beleza para se pronunciar sobre... a beleza da politóloga Marina Costa Lobo, a única mulher convidada do programa. Miguel Beleza pegou na palavra e disse que ela era quase tão bonita como Fátima Felgueiras.

Sete homens e uma mulher, mais a moderadora que ia apoiando os "machos" (felizmente os outros não entraram nesse registo). Marina Costa Lobo pediu a palavra e, antes de falar sobre o assunto em questão, disse basicamente o seguinte: que não entendia aquele tipo de menção aos atributos físicos das candidatas, como se fosse isso que interessava, e que estava incomodada com o assunto (viu-se bem nos 10 segundos em que as câmaras mostraram a sua cara durante as piadas de Beleza), e que havendo tão poucas mulheres na política portuguesa, não lhe parecia o melhor caminho os homens referirem-se apenas à cara ou ao corpo delas - estava-se a falar da reforma política, e não seria assim que lá se chegaria. Cinco estrelas, pelo que disse, pela forma como disse.

Lindo! Luís Osório deve ter procurado a entrada do primeiro buraco para lá se meter (a imagem dizia tudo). Quanto a Miguel Beleza, ficou imperturbável (embasbacado?), mas como não pediu desculpa (apesar dos apelos consensuais a uma humildade dos intervenientes na política) se calhar ficou a remoer cobras e lagartos pela ousadia da investigadora. E FCF apenas disse "estou a ver que agora acabaram os piropos!".

Excelente momento de televisão. Não apenas pelo interesse do debate em si - foi bom, até porque os outros intervenientes eram francamente conhecedores dos assuntos -, mas pelo "banho de bola" a que se assistiu.
Era a mais nova do grupo mas foi a que teve mais maturidade. Chapelada para ela!

PS: para quem não saiba, o título desta entrada refere-se a um acordão de uma juíza sobre duas inglesas abusadas sexualmente quando faziam turismo em Portugal. Foram culpadas de ter "invadido a coutada do macho ibérico!". Há pouco mais de um ano...

Afixado por Mário Cordeiro às 10:53 | Afixadelas (19)

E depois a culpa é do Vince...

"As sondagens que dão Manuel Alegre à frente de Mário Soares são um absurdo" - é desta forma que um alto dirigente do PS reage aos estudos que indicam que o deputado socialista poderá ter um melhor resultado nas presidenciais do que o candidato pelo PS. A mesma opinião é partilhada pela entourage de Soares.
(no DN de hoje)

Será que não aprenderam, não aprendem e não desejam aprender?
O que pode ser absurdo é o resultado de qualquer sondagem, tendo em vista a sua metodologia, universo, ser ou não uma amostra representativa ou ser de conveniência, o tratamento e leitura de dados, etc. O resultado ser absurdo porque não dá aquilo que nós (eles) esperaríamos mas que, se desse exactamente o contrário, já corresponderia a uma excelente sondagem, é que revela ignorância dos princípios fundamentais da epidemiologia e da metodologia de investigação.
E depois apanham-se surpresas, mesmo com "empates técnicos" que dão estrondosas vitórias ou derrotas...

Afixado por Mário Cordeiro às 10:25 | Afixadelas (0)

outubro 10, 2005

Ainda o episódio Soares...

ms1.jpg
pintura de Protásio Dia Pina

O episódio de Mário Soares (MS) relativamente ao "apelo ao voto à boca das urnas" poderá ser, para muita gente, uma minudência e um facto irrelevante, numa noite recheada de eventos. Mas lá por ser mais um fait divers de uma pessoa costumeira nestas coisas, não deve passar em claro, nem dizer-se: "coitado, fez tanto por Portugal!". Isso é um argumento populista e no qual se têm baseado as Fátimas e os Valentins deste país. E este episódio de MS é especialmente grave por várias razões:

1. a lei é igual para todos os cidadãos e gostava de saber o que aconteceria a qualquer um de nós se fizéssemos o mesmo. Ninguém está acima da lei;
2. sendo a pessoa que é, e com a consequente mediatização deste seu comportamento, a sua responsabilidade aumenta, porque ele sabia que estava em directo para as televisões e rádios;
3. se discorda da lei, teve "n" oportunidades para a mudar - nunca lhe ouvi uma crítica a este artigo da legislação (que, aliás, na minha opinião é correctíssimo para evitar caciquismos e intimidações);
4. quando o infractor é candidato ao mais alto cargo do Estado, nem é preciso dizer muito mais. Fere a lei, num momento crítico eleitoral, sabendo que o está a fazer, mas porque a vontade de protagonismo e a arrogância de "ser quem é" se sobrepõem à humildade de ser... um cidadão igual aos outros;
5. quando o infractore re-incide, ainda mais gravde se torna - na última vez, o El Pais zombava com o caso e metade do texto sobre as eleições portuguesas era o episódio MS. Belo contributo para a nossa imagem em Espanha...
6. quando MS fala para apoiar o filho, e quando uma das grandes acusações que lhe fazem (errada ou certa, pouco importa) é o nepotismo e o protegimento dos "seus", o tiro no pé é com bazooka!
7. quando o faz porque há um "empate técnico", que se vem a revelar numa estrodosa derrota de João Soares, torna-se patético e cómico;
8. a imagem de MS começa a ficar como o tipo das gaffes, da pesporrência, do olhar para as cuecas da brasileira que dançava à sua frente, das inconfidências sobre o estado de saúde da sua próstata (who cares?!), e de uma desorganização total de timings, dizeres, ideias, prioridades e estratégia (ou ausência dela);
9. não admira que Manuel Alegre esteja cada vez melhor colocado para ir à 2ª volta e que consiga nesta, aparentemente, melhor resultado contra Cavaco;
10. não há ninguém que lhe diga isto? Ou ele não ouve ninguém? Não faço ideia nem quero saber, mas qualquer das alternativas não é boa, e em ambos os casos não augura muito sumo para os próximos meses...

Afixado por Mário Cordeiro às 10:34 | Afixadelas (6)

outubro 09, 2005

Brel

Brel.jpg
Fotografia: A. Marouani

"Bien sur, il y a nos défaites
Et puis la mort qui est tout au bout..."

Jacques Brel morreu no dia 9 de Outubro de 1978.
Marcou uma geração - não apenas pelos poemas e pelas canções, mas por um percurso de vida de coerência, insatisfação, insubmissão e revolta. O belga valão que quase exclusivamente cantava em francês e que acusava os flamengos de arrogância e de discriminação, foi um ícon para muitos, pertencendo ele mesmo à geração de ouro da música francófona, herdeiro de Piaf e de Brassens, companheiro de Reggiani, Moustaki, Leo Ferré, Barbara, Mouloudji, Aznavour e tantos outros.

Les bourgeois c'est comme les cochons
Plus ça devient vieux plus ça devient bête

Foi cantor e actor. Depois de uma vida activa, sempre interveniente, retirou-se para as Ilhas Marquesas, quando descobriu ter um cancro. Em 1977 regressou a Paris para gravar o seu último disco, dez anos depois do anterior e voltou para o lugar onde se sentia bem, navegando nos mares do Pacífico. Voltou à cidade-luz para morrer, e foi enterrado na Ilha Hiva-oa, no Arquipélago das Marquesas.
Deixou-nos a palavra, a nostalgia, o acreditar na vida e a presença da morte. E sentimentos profundos, íntimos e solidários. E polémicos. Como a natureza dos homens. E como Brel.

Les vieux ne meurent pas, ils s'endorment un jour et dorment trop longtemps
Ils se tiennent par la main, ils ont peur de se perdre et se perdent pourtant
Et l'autre reste là, le meilleur ou le pire, le doux ou le sévère
Cela n'importe pas, celui des deux qui reste se retrouve en enfer
Vous le verrez peut-être, vous la verrez parfois en pluie et en chagrin
Traverser le présent en s'excusant déjà de n'être pas plus loin
Et fuir devant vous une dernière fois la pendule d'argent
Qui ronronne au salon, qui dit oui qui dit non, qui leur dit : je t'attends
Qui ronronne au salon, qui dit oui qui dit non et puis qui nous attend.

Ele, contudo, não chegou a velho - ou, vendo de outra forma, permanece sempre eterno na cultura dos povos. Salut Jacques!

Afixado por Mário Cordeiro às 15:18 | Afixadelas (1)

outubro 07, 2005

Um grande avanço na Ciência e na Saúde Pública

hpv2.jpg
Fotografia: O papilomavírus infectando uma célula (em http://www.gineco.com.br)

A descoberta de uma vacina, com um grau de eficácia de 100%, contra o papilomavirus, que presumivelmente causa 70% dos cancros do colo do útero, é um avanço extraordinário na Medicina, com um enorme impacte na Saúde Pública.

Da responsabilidade dos laboratórios Merck, esta vacina será, ao que se crê, comercializada em breve. Resta a saber o preço, o número de doses e a possibilidade de poder ser universalizada, e de não ficar apenas restrita às pessoas das classes mais favorecidas. O papel dos Governos e dos Estados será decisivo no combate às desigualdades na prevenção da doença.

De qualquer modo, mesmo com estas interrogações e dúvidas, é de mais destas boas notícias que precisamos, para ver que nem tudo é mau no Mundo, muito pelo contrário.

Afixado por Mário Cordeiro às 22:18 | Afixadelas (0)

Vale a pena ler e pensar sobre o assunto...

Vale a pena ler, no DN de hoje, dois artigos: o primeiro, uma entrevista ao Professor Miguel Oliveira da Silva, obstetra, baseada no seu mais recente livro: "Sete teses sobre o aborto". A entrevista é polémica (como deverá ser o conteúdo da obra, seguramente, ou não se conheça o autor), mas deixa alguns pontos de reflexão aos quais a maioria dos envolvidos neste debate fogem, como o diabo da cruz. Trata-se de aspectos clínicos, humanos e sociais que levantam engulhos e são, no mínimo, "politicamente incorrectos". Dá que pensar, seja qual for a opinião que se tenha sobre o obstetra, sobre a lei ou sobre a IVG.
miguel os.bmp
(Foto: DN)

Por falar em "diabo" e em "cruz", vale também muito a pena ler um artigo sobre a última aula de Monsenhor Carreira das Neves, em que aborda o desconhecimento que existe sobre a vida "factual" de Cristo, e como a Bíblia é mais "catequisadora" que histórica, na essência da palavra. Outra questão interessante, que dá que pensar a todos - crentes, ateus e agnósticos -, e que nos pode remeter para um debate do Afixe, há meses, sobre o hipotético casamento de Cristo (Bernardo! Já regressaste da Lua de Mel? Se sim... avança!).

monsenhor cn.bmp
(Foto: DN)

Afixado por Mário Cordeiro às 10:36 | Afixadelas (2)

7 de Outubro de 1949 - e alguém ainda se lembra?!?

bandeira DDR.jpg

A 7 de Outubro de 1949, menos de cinco meses depois das potências aliadas terem criado a República Federal da Alemanha, unindo os territóriosdo antigo III Reich que supervisionavam, a União Soviética proclamava o nascimento da República Democrática Alemã, correspondente à sua zona de ocupação. Wilhelm Pieck foi o primeiro presidente e Otto Grotewohl nomeado primeiro ministro. Mas a personagem mais conhecida deste "curto" país foi, sem dúvida, Walter Ulbricht.

Com cerca de metade da dimensão da RFA, a RDA (DDR em alemão) tinha também metade de Berlim, cercando totalmente o território "ocidental" da antiga capital do Reich.

Em 1953, uma tentativa de revolta em Berlim era esmagada pelos tanques do regime, auxiliados pelos soviéticos, com dezenas de mortes e milhares de prisões arbitrárias, tortura e violação dos direitos humanos mais elementares.
Em 1966, Willi Brandt desenhou a chamada Ospolitik ou Realpolitik, que passava pelo reconhecimento, mesmo que não oficial, da RDA. A sua escolha foi polémica, alguns comparando-a a uma capitulação, outros argumentando que foi assim possível salvar o essencial. Seis anos depois a RDA era aceite como membro da ONU.

Quarenta anos depois do nascimento da RDA caíu o muro (ou, melhor, foi derrubado o muro pelo povo). Pouco tempo depois deste acto simbólico e da força que teve, já em 1990, a República Democrática Alemã deixava de existir e integrava-se na Alemanha.

Durante muito tempo considerada a "menina bonita" do Bloco Leste, onde supostamente se conseguia grande qualidade de vida apesar das limitações à liberdade, verificou-se depois (para os "cegos" que não queriam ver, os que andavam enganados ou pura e simplesmente os que não sabiam) que as carências eram mais do que muitas e o logro de uma enormidade de pasmar. Mas diz o ditado: podem enganar-se alguns durante algum tempo, mas nunca todos até a eternidade.

Na memória sobram os músculos das nadadoras olímpicas, os assassinatos no Muro e a actuação negra da Stasi, a polícia secreta. Tudo o resto se desvaneceu ou foi, afinal, melhor executado na Nova Alemanha. Até as lentes Carl Zeiss mantiveram os standards, sob o "capitalismo". Restam também as perdas dolorosas de famílias subitamente divididas e impedidas de se re-encontrarem, e a presença ignominiosa da ditadura soviética. Bem insistiam os defensores do regime que tudo era necessário - Mário Castrim, crítico de televisão, membro do PCP, escreveu um dia esta coisa formidável: que, ao contrário do que a propaganda das democracias ocidentais diziam, o Muro era necessário para impedir os alemães de Berlim-Ocidental de migrarem todos para Berlim-Leste, dado o sonho que aí se vivia, de qualidade de vida, respeito pelo ambiente, cultura e liberdade atraía todos os que viviam no lado oeste. Salazar não diria melhor. E aposto que a nomenklatura do partido não andava de Trabant.

Como tudo o que é mau na vida, este pesadelo acabou. E mesmo em crise, é melhor seguramente viver numa república alemã democrática do que na República Democrática Alemã.

Afixado por Mário Cordeiro às 00:00 | Afixadelas (3)

outubro 05, 2005

"Existimos para o servir" - é o lema da corporação!

Sindicato da Polícia apela ao boicote às multas de trânsito até ao final do ano
O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP) apelou hoje a todos os profissionais da PSP para que não passem multas de trânsito até ao final do ano - uma iniciativa de protesto contra as medidas do Governo para o sector

[Fonte: Público On-line, hoje de manhã]

PSP1.jpg
Autor: Evandro Monteiro - www.olhares.com - Título: Zoinho, menino de rua, enfrenta polícias (obrigado ao "comentador Tom" pela dica de que faltava a autoria...)

Os "representantes" dos polícias decidiram “castigar” o Governo e o Estado, apelando a uma “greve às multas de trânsito”.
O Código da Estrada, recentemente aprovado e até objecto de uma Presidência Aberta (ai, senhor Presidente, como eu gostava de ouvir a sua voz, decidida, vigorosa, sem entrelinhas ou frases “aquilínicas”, chamando “os bois pelos nomes”), parece que vai ter “roda livre” até ao fim do ano.

Portugal é “apenas” o país onde morre mais gente nas ruas e estradas, menos se respeitam as leis e o condutor se julga rei no seu “sofá com rodas”, bloqueando passeios, entradas de casas e passagens de peões, entre outras agressões à lei. Estudos que realizámos na FCM mostram como 60% dos automobilistas não páram nas passadeiras, metade dos peões atravessam fora das passadeiras, quatro em cada cinco condutores não respeitam (repito, não respeitam) os sinais “stop”, mais de 4% passam sinais vermelhos (façam as contas aos milhares que conduzem, por exemplo, na Avenida da República e verão o perigo que esta pequena percentagem representa), ou mais de metade dos condutores que saíam de restaurantes ou bares tinham alcoolemia superior a 0,5 g/L e, mesmo assim, iam conduzir. Como também somos o país em que a maioria dos pais transporta as crianças “à balda”, sem ser responsabilizados criminalmente se houver uma morte ou uma incapacidade.

Neste país das maravilhas, dos carros estacionados em cima do passeio e do “está-se cagandismo” militante, os "representantes" dos nossos polícias resolveram optar por uma greve em que não multam as infracções de trânsito.

Deu-me quase vontade de rir e lembrei-me de um comandante da PSP que dizia que os seus homens “não tinham cara” para multar passageiros sem cinto, preferindo as multas de estacionamento em que não se via a cara do multado, mas também quase tive vontade de chorar, por viver num país onde a estupidez (perdoem-me, senhores guardas e podem levar-me preso, mas não encontro outra palavra) também se abate sobre alguns agentes da autoridade.

Todavia, ao pensar que Portugal é o único país da Europa onde a profissão mais em risco (motoristas de táxi) ou a que devia dar o exemplo (agentes da autoridade) estão isentas de usar cinto de segurança – porquê? Ninguém sabe! -, tudo fica igual ao que era dantes. Os automobilistas regozijam, o Governo perde em dinheiro mas ganha em “brandos costumes”, os camaradas polícias são uns “gajos porreiros”, e tudo o que acontecer é “dentro dos padrões normais para a época”. Acelerem, estacionem à balda, matem-se, passem sinais proibidos, esgadanhem-se. Aindicato dos Profissionais de Polícia abençoa-vos.
Se não fosse tão trágico era ridículo, pateta, indecente e até socialmente criminoso.

Ó da guarda! Viva Portugal!

Afixado por Mário Cordeiro às 17:08 | Afixadelas (1)

outubro 03, 2005

E a Lua lá escondeu o Sol.

eclipse.jpg

Valeu a pena ver, mesmo que na televisão as imagens fossem melhores...
A sensação de "frio sem ser frio", palidez e, com os óculos, a "mordidela" impressionante no sol valeram a pena ser vistas "ao vivo".
Gostei! Talvez porque me lembre sempre dos livros do Tintin e do Deus Pachacamac...
Em 2028 há mais, aqui na terrinha.

Afixado por Mário Cordeiro às 10:27 | Afixadelas (3)

E a Lua lá escondeu o Sol.

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Valeu a pena ver, mesmo que na televisão as imagens fossem melhores...
A sensação de "frio sem ser frio", palidez e, com os óculos, a "mordidela" impressionante no sol valeram a pena ser vistas "ao vivo".
Gostei! Talvez porque me lembre sempre dos livros do Tintin e do Deus Pachacamac...
Em 2028 há mais, aqui na terrinha.

Afixado por Mário Cordeiro às 10:27 | Afixadelas (3)

outubro 01, 2005

Verdadeiramente escarlate!

venice23oh.jpg
(imagem "roubada" do Blog Hollywood)


Li algures que Scarlett Johansson tinha sido "eleita" como uma das novas "meninas de Hollywood". Aprovo inteiramente (embora a minha opinião seja perfeitamente irrelvante e não valha um caracol para Hollywood nem para ninguém).

No entanto, devo dizer que prefiro a versão abaixo, menos produzida e mais "quente", que é a de um dos filmes mais espectaculares do ano passado: Lost in Translation.
scarlett.jpg

PS. a propósito: quem também dá cartas é Rachel McAdams, pelo menos no Red Eye. Infelizmente o filme, que tem uma ideia muito boa e está excelentemente feito, devia, como quase todos os filmes americanos, acabar "5 minutos antes do fim". Valha-nos o "Silêncio dos Inocentes", para ter um final condicente com o resto...

rachel2.jpg


(e antes de ouvir qualquer comentário, digo como o outro: "I love beautiful women. So what?". Se se pode contemplar um quadro, o mar ou o fogo numa lareira, porque não a obra mais perfeita da Criação (exceptuando a música, ou incluindo a música)?
PS1: já sem falar de "ETs" como Grace Kelly, Michelle Pfeiffer, Julie Delpi, Uma Thurman ou Meg Ryan. Ou Beatriz Batarda!
PS2: Sempre é assunto melhor do que os "affaires" Fátima Felgueiras ou Valentim Loureiro, presidenciais e outras coisas mais

Afixado por Mário Cordeiro às 22:54 | Afixadelas (10)

Dia Mundial da Arte Perfeita

image001-1.JPG

Para quê palavras, quando se está perante a arte mais sublime de todas? Embora intrinseca e estruturalmente imperfeitos, a música permite-nos pensar que é possível atingir a perfeição, a utopia, o apogeu. De qualquer tipo, de qualquer género, de todas as gerações, séculos e milénios. Trave mestra do diálogo universal, a Música ultrapassa tudo e todos - até os ETs dos Encontros Imediatos a reconheceram (ou nós é que reconhecemos a deles).

Um grande abraço de parabéns a todos os compositores, instrumentistas, maestros, músicos, melómanos, responsáveis e técnicos de programas musicais de rádio e televisão, produtores e comerciantes de discos, CDs e DVDs, escritores de artigos sobre o assunto, técnicos de som e dos bastidores de um concerto, afinadores de instrumentos, fabricantes e comerciantes dos mesmos, viradores de páginas (provavelmente designados por "assistentes" de concertistas", mas confesso ignorar o nome), donos, técnicos e pessoal das salas de concertos, seja em auditórios, seja em estádios de futebol, informáticos que inventaram formas de transferir o som para a net e para suportes digitais, etc, etc; enfim, um grande abraço para todos os humanos.

A música faz parte de nós, e por isso mesmo, quando rítmica, é apaziguadora, descansativa, estruturante, securizante, produtora de endorfinas e de bem estar. Quando disritmica pode ser angustiante, ansiogénica, perturbadora. Mas não deixa de causa efeito no nosso ser.

Viva a Música! Viva a Música!

Afixado por Mário Cordeiro às 00:00 | Afixadelas (4)

setembro 29, 2005

Lulas e fanecas

squid2.jpg

Esta fotografia, que apanha de relance a já famosa "lula gigante", deixa afinal grandes dúvidas. Os serviços secretos japoneses afirmam, off the record, ter sido tirada em Portugal. A lula em questão crê-se estar a desempenhar um papel de relevo na campanha das autárquicas, não sabendo os referidos serviços o seu nome verdadeiro. Por vezes intitula-se FF, outras vezes BG.

Quem puder adiantar mais pormenores deverá dirigir-se à Embaixada do Japão, ou então fazer harakiri. Em caldeirada ou à sevilhana também não é má e convidam-se os leitores do Afixe para uma almoçarada na Ponte Vasco da Gama, estilo "feijoada" mas só que de lula, com as rodelas a ocuparem quatro faixas de rodagem. Desta vez, atendendo à mudança de patrocinador, nem será preciso lavar os pratos, porque "é bom sujar-se".

PS. agora a sério: li o artigo da Visão e fiquei com um nó no estômago. Não apenas pelo desfile de notáveis com a nossa (deles) senhora Fátima, mas pela falta de visão do jornalista da dita, que nem deve saber que existiu um senhor chamado Barros Moura. Lembrei-me muito dele e da sua verticalidade. Exemplos destes é que deviam ser propagados e ter tempo de antena. Nem uma palavra, nas rádios, televisões e, claro, no PS. O Francisco Assis ainda é conhecido como "o gajo que levou nas trombas em Felgueiras". De Barros Moura poucos se lembram que foi o homem que foi vítima de processos estalinistas dentro do PS. Que dirá agora Ferro Rodrigues? E o próprio PS?

Volto a apelar aos leitores do Afixe que relembrem pessoas deste tipo, para ver se consguimos contrapôr algum espírito positivo à galeria de horrores a que todos os dias assistimos.

Afixado por Mário Cordeiro às 17:55 | Afixadelas (1)

setembro 27, 2005

Un sourire pour votre anniversaire professeur !

albert.jpg

Em 1934, no dia 2 de Agosto, Hitler torna-se Fuhrer da Alemanha. O que já se previa tornava-se realidade, e o Terceiro Reich, que o ditador prometia “para mil anos” (terminaria, felizmente, onze pesados anos depois), tinha as mãos livres para os seus “desígnios” maléficos: aniquilação dos “estranhos e diferentes”, dos adversários políticos, e exterminação dos judeus. Expansionismo total, em todas as frentes, terror, medo e barbárie como raramente visto. Uma Guerra de seis anos que causou mais de 55 milhões de mortos (num plano de genocídio a que, sadicamente, chamou “a solução final”), incontáveis feridos e a paralisação da Europa. Tudo isto num país dito “civilizado”, com elevado grau de industrialização e uma cultura imensa. “Está na massa do sangue dos alemães!” – dizem alguns. Será?

Em 1939, cinco anos depois, Albert Einstein escreve ao Presidente Roosevelt, no mesmo dia 2 de Agosto, uma carta em que refere a necessidade de, urgentemente, se desenvolver a investigação de armas atómicas. Judeu, alemão, Einstein tinha fugido da Alemanha no ano em que Hitler subiu ao poder, e desconfiava que os alemães teriam a bomba. A carta de Einstein, físico reputado e autor de várias teorias, entre as quais a da “relatividade”, levou o presidente americano a desenvolver o programa “Manhattan”, para fabrico de armas atómicas. Einstein não participou directamente no Programa, e condenou veementemente a destruição de Hiroshima e Nagasaki, sendo, depois do fim da Guerra, um acérrimo defensor do controlo mundial de armas nucleares.

Ainda no dia 2 de Agosto de 1990, outro ditador, produzindo também armas de destruição maciça, invadiu um pequeno país adjacente, rico em petróleo, o Kuwait. Saddam Hussein passava a controlar, assim, um quinto das reservas de petróleo. Esta fase da sua “carreira” terminaria seis meses depois, com o êxito da operação “Tempestade no Deserto”, lançada por uma coligação de forças mandatada pela ONU, criada na sequência da II Grande Guerra.

Estes são apenas três factos, que têm em comum terem acontecido no mesmo dia do calendário. Mas os outros “364” dias mostram que essa “massa do sangue” não é alemã, iraquiana ou americana - é, afinal, a da condição humana. Dos que conseguem chegar a ditadores e dos que, sem o serem explicitamente, aproveitam algumas oportunidades para extravasar o que de pior têm dentro de si, designadamente a prepotência, a vontade espezinhar o próximo e o desrespeito e a falta de empatia que sentem pelos seus semelhantes. Estes sentimentos e estas pessoas não têm pátria nem nacionalidade. E podem estar escondidos em qualquer um de nós...

E todas estas divagações a propósito de Albert Einstein, que quase chumbou a Matemática (como 99% dos adolescentes portugueses!) e que alguns diziam ser "from outer space". Morreu quando eu nasci. Ano Vintage! O sorriso do "professeur" diz tudo!
E=MC2. Só um ser intelectualmente "freak" era capaz de dizer uma destas! Bem Haja!

Afixado por Mário Cordeiro às 23:51 | Afixadelas (3)

Un sourire pour votre anniversaire professeur !

albert.jpg

Em 1934, no dia 2 de Agosto, Hitler torna-se Fuhrer da Alemanha. O que já se previa tornava-se realidade, e o Terceiro Reich, que o ditador prometia “para mil anos” (terminaria, felizmente, onze pesados anos depois), tinha as mãos livres para os seus “desígnios” maléficos: aniquilação dos “estranhos e diferentes”, dos adversários políticos, e exterminação dos judeus. Expansionismo total, em todas as frentes, terror, medo e barbárie como raramente visto. Uma Guerra de seis anos que causou mais de 55 milhões de mortos (num plano de genocídio a que, sadicamente, chamou “a solução final”), incontáveis feridos e a paralisação da Europa. Tudo isto num país dito “civilizado”, com elevado grau de industrialização e uma cultura imensa. “Está na massa do sangue dos alemães!” – dizem alguns. Será?

Em 1939, cinco anos depois, Albert Einstein escreve ao Presidente Roosevelt, no mesmo dia 2 de Agosto, uma carta em que refere a necessidade de, urgentemente, se desenvolver a investigação de armas atómicas. Judeu, alemão, Einstein tinha fugido da Alemanha no ano em que Hitler subiu ao poder, e desconfiava que os alemães teriam a bomba. A carta de Einstein, físico reputado e autor de várias teorias, entre as quais a da “relatividade”, levou o presidente americano a desenvolver o programa “Manhattan”, para fabrico de armas atómicas. Einstein não participou directamente no Programa, e condenou veementemente a destruição de Hiroshima e Nagasaki, sendo, depois do fim da Guerra, um acérrimo defensor do controlo mundial de armas nucleares.

Ainda no dia 2 de Agosto de 1990, outro ditador, produzindo também armas de destruição maciça, invadiu um pequeno país adjacente, rico em petróleo, o Kuwait. Saddam Hussein passava a controlar, assim, um quinto das reservas de petróleo. Esta fase da sua “carreira” terminaria seis meses depois, com o êxito da operação “Tempestade no Deserto”, lançada por uma coligação de forças mandatada pela ONU, criada na sequência da II Grande Guerra.

Estes são apenas três factos, que têm em comum terem acontecido no mesmo dia do calendário. Mas os outros “364” dias mostram que essa “massa do sangue” não é alemã, iraquiana ou americana - é, afinal, a da condição humana. Dos que conseguem chegar a ditadores e dos que, sem o serem explicitamente, aproveitam algumas oportunidades para extravasar o que de pior têm dentro de si, designadamente a prepotência, a vontade espezinhar o próximo e o desrespeito e a falta de empatia que sentem pelos seus semelhantes. Estes sentimentos e estas pessoas não têm pátria nem nacionalidade. E podem estar escondidos em qualquer um de nós...

E todas estas divagações a propósito de Albert Einstein, que quase chumbou a Matemática (como 99% dos adolescentes portugueses!) e que alguns diziam ser "from outer space". Morreu quando eu nasci. Ano Vintage! O sorriso do "professeur" diz tudo!
E=MC2. Só um ser intelectualmente "freak" era capaz de dizer uma destas! Bem Haja!

Afixado por Mário Cordeiro às 23:51 | Afixadelas (3)

setembro 25, 2005

Sirvam-se!

champagne-flutes.jpg

Afinal consegui pôr as flutes e o champagne (assim mesmo, à francesa) no Blog.
Ficaram um bocado distorcidas, mas o sabor mantém-se, bem como as bolhas, a espuma e a intenção.
Um grande efe-erre-á, hurra ou skol!

Afixado por Mário Cordeiro às 02:57 | Afixadelas (2)

setembro 24, 2005

Portuguesmente falando...

Por necessidade profissional, tive que recorrer ao Dicionário de Sinónimos da Porto-Editora, um dos melhores na nossa praça.
Depois de procurar o que queria, resolvi dar mais uma (leia-se, cinco) vista de olhos e... vejam só o que encontrei:

Carrilho: bochecha, carolo, carril, dobadoira, face, rastro, sarilho, sulco, queixos

Carmona: cremona, que por sua vez quer dizer: aldrava (ou aldraba), bebedeira

Carvalho: bodião, carvalha, carvalheira, carvalheiro, dentilha, querco, roble. E para Ruben (inexistente), o mais próximo é rúbeo: afogueado, rubente, rubicundo, rúbido, rubro, vermelho

Para Fernandes não encontrei nada perto, mas resolvi insistir em Louçã: inexistente. Há louça: chocalho, faiança, porcelana, primor, vasilhame; e Louçâmente: garridamente, vistosamente

Já para Pinto, o que se encontra é: criança, cruzado-novo, folha, frangainho, franguinho, pintainho

Comentários, para quê?!?
PS: escusam de ir ver os sinónimos de "cordeiro", que já os conheço!!!

Afixado por Mário Cordeiro às 18:23 | Afixadelas (1)

Alto e pára o baile!

janela.jpg

Desculpem lá, mas como se dizia nas velhas RGAs (Reuniões Gerais de Alunos) no tempo do PREC: "Ponto de ordem à Mesa!" (era um pretexto que servia para interromper tudo, nomeadamente os discursos que se estavam a tornar incómodos).

Este Blog, tal como o vejo e por isso aceitei entrar como "aphixador", é para se debaterem ideias, trocar informação, mandar piadas inteligentes, revelar coisas importantes, etc, etc. Mas, creio, não é para entrar em picardias pessoais e assuntos freudianos para os quais, devo dizer (e creio compartilhar o sentimento da maioria das centenas de milhar de viajantes da nete que pousam, de vez em quando, neste espaço), não há paciência.
A ideia destas tertúlias cibernéticas é, segundo julgo, melhorarmo-nos e aperfeiçoarmo-nos. E não entrar em algo que a tudo se assemelha (perdoem-me os intervenientes) a um mero debate Carmona-Carrilho.
Já viram o panorama lindo que está atrás da janela? Então abram-na e arejem as postas, os bifes e os comentários.
Se querem resolver outros assuntos, então ponham as luvas de boxe e "pimba!". Como o Idi Amin queria fazer com o presidente da Tanzânia, creio, o que teria, provavelmente, poupado milhares de vidas aos dois países. O homem era abominável e louco, mas até os loucos têm uma boa ideia de vez em quando.
Peace brothers, e cada um que defenda as ideias para ver se esta "piii" de país avança!
MC
PS: Blue: escolhi esta fotografia especialmente para ti, porque foi tirada na N... (cala-te boca!)

Afixado por Mário Cordeiro às 15:35 | Afixadelas (4)

setembro 22, 2005

Benvinda, Madame...

Estive em Helsínquia em Fevereiro deste ano, depois de ter estado em 1975 e em 2001. Confesso que cada vez que lá vou fico melhor impressionado e gosto mais da cidade. Não é Estocolmo, ou mesmo Oslo, mas é uma cidade prática, moderna, onde tudo é feito para o utilizador. A pensar no cidadão. E com algumas obras arquitectónicas arrojadas, misturadas com edifícios antigos bem bonitos. Acho que se aprende a conhecer...
E estavam quase 20 graus negativos, mas sempre sol e "rapei" menos frio do que aqui na nossa capital...
Voltarei ao tema (não obsessivamente como a conversa sobre a Noruega, descansem...), mas ficam aqui imagens, para a M. Butterfly:
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Se as autaquias portuguesas aprendessem como se pode promover a cultura e os bons hábitos onde quer que seja...

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...ou a segurança...

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Neste café encontrava-se Lenin com os seus amigos finlandeses... e conspirava...

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Afixado por Mário Cordeiro às 19:40 | Afixadelas (14)

Uma mulher coerente

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"Fiz tudo por Felgueiras" - disse.
Alguém contesta? Acaso é mentira? Felgueiras não ganhou com isto? Felgueiras não ficou com o pecúlio maior?

fatima.bmp

Afixado por Mário Cordeiro às 17:48 | Afixadelas (9)

“Pobre criança esquálida...”

anne-frank.jpg

Acabei de reler dois livros - o Diário de Anne Frank e as Obras Completas de António Gedeão. Foram eles que me sugeriram esta entrada...

Foi meu Mestre. E nunca esquecerei a primeira aula: com uma parafernália de tubos e líquidos, num anfiteatro quase vertical, em profundo silêncio, começou por misturar dois fluidos transparentes que se transformaram em encarnado, depois um outro que converteu a mistura em algo azul, e por aí fora até, num gesto de alquimista e de mágico, juntar novamente um outro líquido esverdeado que devolveu à mistura o seu transparente original. E terminou com a frase: "Meus senhores, isto é a química!", dando a aula por terminada.
António Gedeão, o grande poeta, foi Rómulo de Carvalho, o meu professor. E quer um quer outro marcaram-me intensamente, pelo estilo, pelo rigor, pela sua distância em relação às coisas comezinhas, reveladora de uma enorme maturidade, E também pela sua simpatia pessoal.

Há, no entanto, um aspecto em que sempre estive em desacordo, mas infelizmente nunca tive a oportunidade de o debater com o próprio. No seu poema: “Anti-Anne Frank”, Gedeão traça o retrato de uma criança “esquálida”, que “nunca escreveu diário, nem nunca foi à escola”, “nem despertou o amor de editores piedosos”. “Batem-lhe, pisam-na, insultam-na, sem que ninguém se importe (...) até à morte”.
E depois de dizer “nem rastejou num sótão, nem se chama Anne Frank”, conclui que “até no sofrimento é preciso ter sorte”.

No dia 4 de Agosto de 1944, há portanto 61 anos, Anne Frank foi capturada pela Gestapo, aos 15 anos de idade, depois de mais de dois anos de isolamento num anexo da casa onde vivia, em Amsterdam. Foi aí que escreveu o seu “diário”, muito mais tarde publicado em todo o mundo. A casa onde esteve escondida, pode-se visitar, e está praticamente como antes: quando a percorremos atrevemo-nos a calcular o que pode ter sido a sua angústia, o medo e a perplexidade perante a barbárie.
Deportada para Auschwitz e depois para Bergen-Belsen, veio a morrer nesse campo de concentração escassos dias antes da libertação. Foi batida, pisada, insultada e ninguém se importou. E nem sequer por um mero acaso do destino, mas por ser judia. Foi esse o seu crime.

Pobres crianças esquálidas. A do poema. Mas também Anne, professor Rómulo, poeta Gedeão. Sofreu e não teve sorte. Nem sequer soube que o seu diário, tão minucioso como pungente, seria algum dia publicado, por editores, “piedosos” ou não. Para Anne Frank o holocausto não rendeu juros.

Até os grandes homens cometem erros (talvez seja essa a agradável dimensão humana que nos separa dos impenetráveis deuses) – a este poema faltou a última gota, que teria devolvido ao sentido histórico, como o líquido da proveta da aula de Química do Pedro Nunes, a sua transparência original.

Afixado por Mário Cordeiro às 00:51 | Afixadelas (6)

setembro 20, 2005

Grande Bronca!

Isto é o que se pode ler no Diário da Assembleia da República de dia 11 de Março de 2005, quando começou esta Legislatura:

Sexta-feira, 11 de Março de 2005 II Série-A — Número 1
X LEGISLATURA 1.ª SESSÃO LEGISLATIVA (2005-2006)

1ª SESSÃO LEGISLATIVA! Sessão!
Como é que os constitucionalistas, o PR e o TC vão descalçar a bota?
Na altura não se lembraram do referendo... ou nunca pensaram que o PR recusasse a data de Julho?!
Vital Moreira argumenta bem, no Causa Nossa, mas não refere este pormenor. Será que a AR se vai desdizer a si própria, e substituir os Diários até 15 de Setembro por IX Legislatura, 4ª Sessão?
Enigma!

Afixado por Mário Cordeiro às 15:23 | Afixadelas (8)

Perguntas de fim de Verão

mad2.jpg

1. De que clube era um dirigente que afirmou, há dois dias, que "não se importava que os resultados da equipa fossem sempre dois a um" - dica: era de uma equipa que tinha, até então, ganho todos os jogos por.... 2-1.
2. Porque é que os adeptos desse clube dizem que tiveram "galo", quando o que temos visto atrás da baliza, designadamente no jogo com o Belém, é uma grande "vaca"?
3. Em que lugar estava, no ano passado, à 4ª Jornada (correspondente à actual), esse clube, o tal que foi "o melhor", que "praticou o melhor futebol" e tinha a "melhor equipa"?
4. De que clube era um treinador, que aliás ainda continua no clube, e que disse, no início da época passada, "vamos ganhar tudo!" - e não ganhou nada?
Lagarto, Lagarto! - que isto de prognósticos, só no fim do jogo!

Afixado por Mário Cordeiro às 13:55 | Afixadelas (2)

setembro 14, 2005

SLB

benfica.jpg

1-0
3 pontos

Afixado por Mário Cordeiro às 22:41 | Afixadelas (10)

setembro 13, 2005

Desculpem voltar ao tema, mas...

burro louco! copy.jpg

Portugal é o país da OCDE onde os jovens passam menos tempo no sistema de ensino, com apenas oito anos de estudos, menos quatro do que a média dos países da organização, segundo revela um estudo internacional. De acordo com o relatório "Panorama Educativo" de 2005 da OCDE, Portugal surge na cauda da lista sobre o tempo que os jovens entre os 25 e os 34 anos despenderam a estudar.

No topo da escala surgem os Estados Unidos da América e a Noruega, onde os jovens permanecem quase 14 anos no sistema de ensino.

Desculpem. Prometo não falar da Noruega nos próximos... dez minutos! Mas o que é que se há-de fazer? As notícias caem que nem tordos à nossa frente!

Afixado por Mário Cordeiro às 20:45 | Afixadelas (6)

setembro 12, 2005

Valresultate Norsk

bandeira noruega.gif

Suspense eleitoral no país mais evoluído do planeta.
O lider do Partido Progressista recusa a aliança com o governo conservador, e o Partido Trabalhista, vencedor destas eleições, apesar de por escassa maioria, poderá eventualmente governar com os "verdes".

O que dirá o próximo Relatório da ONU, em Agosto de 2006? Manter-se-á a Noruega no primeiro lugar? Melhorará ainda mais, desaparecendo do mapa, rumo ao hiperespaço? Baixará ao 16º lugar como acontece a alguns campeões?

Provavelmente tanto faz, porque as soluções estruturais mantêm-se, as políticas de fundo não mudam, os boys continuarão eternamente à espera de jobs (que lá não se brinca com coisas sérias e ninguém se chama Armandun Varen, Avelinen Ferreira Torrenson, Fatima Felgueirdottir, Valenten Loureirson ou Isaltin av Moraisson).
São as pequenas diferenças que marcam os grandes abismos...

Afixado por Mário Cordeiro às 23:01 | Afixadelas (20)

Jornal de Ocasião...

pilha de livros.jpg
Fotografia: Jodie Coston

Vende-se obra completa de Manuel Alegre, poesia, prosa, ensaio, experimentação e tentativa.
Preço de saldo.
A quem a levar, oferece-se um poster 70x40 de uma escultura do poeta, recentemente inaugurada em Coimbra, assinado por Luis Filipe Vieira, Dias da Cunha e Pinto da Costa.
Motivo: Cão como ele
Trata: MS

Vende-se colecção particular de todos os livros de Mário Soares, escritos antes, durante e depois do 25 de Abril, na primeira, na segunda e até na terceira presidência. Preço de saldo.
A quem os levar, oferecem-se os livros que eventualmente o filho possa ter escrito, em português ou em qualquer outra língua incluindo urdu e esperanto.
Motivo: Portugal (novamente) amordaçado.
Trata: MA

Afixado por Mário Cordeiro às 17:15 | Afixadelas (7)

"Se não sabe porque é que pergunta?!", lá dizia o Mestre João dos Santos...

bronco com bola.jpg

"Não sei por que é que me tiraram das sondagens. Estou na mesma situação que Cavaco Silva”, afirmou ontem ao Correio da Manhã Manuel Alegre, numa alusão ao facto de o ex-primeiro-ministro ainda não ter dito que concorre a Belém.

Fico perplexo. Que se saiba, Manuel Alegre disse (se bem que de forma críptica, mas a acreditar na tradução simultânea feita por Maria de Belém) que não concorreria. E Cavaco ainda não disse se sim, se não. Ou será que estou enganado?
Até quando irá esta novela? Sempre tive a noção que, constitucional e moralmente, a decisão de se candidatar é estritamente pessoal - por isso é que o PR é um órgão de soberania solitário. Se MA se quer candidatar, que se candidate! Para quê tanto rodriguinho e tanta ladaínha?
Que saudades do tempo em que se (pré)candidatavam o pastor da Covilhã, o fabricante de queijos do Alandroal ou o astról